ENCALHE

março 18, 2008

Pó de casca de banana elimina metais pesados de água poluída

Envolverde
14/03/2008
Por Rafael Sampaio
Nas feiras, nos supermercados, na merenda escolar. Toneladas de cascas de banana são desperdiçadas todos os dias, mas poderiam ser usadas para limpar água contaminada com metais pesados. Essa é a conclusão de uma pesquisa realizada por dois jovens de 18 anos que são aprendizes em uma fábrica no município de Jaraguá do Sul (SC), Lisiane Hönnicke e Jonathan Gonçalves.
Apresentada na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), a pesquisa utilizou casca de banana desidratada e moída em uma mistura com água e ferro e fez a decantação de 96% do metal. “Aplicado a uma mistura com zinco, o pó reduziu 65% da presença do metal”, afirma Lisiane. No caso de misturas com manganês e cromo, houve redução de 55% em média.
Jonathan ressalta, entretanto, que os resultados são preliminares. “Até agora, só fizemos testes em pequena escala. Não sabemos o que aconteceria se o pó de casca de banana fosse levado a um rio poluído, por exemplo. É um teste principalmente para efluentes industriais”, afirma ele.
Há dois efeitos principais na decantação dos metais pesados com o produto: um é o “efeito imã”, pois o pó de casca de banana tem carga elétrica contrária a dos metais, e por isso os atrai para o fundo do recipiente. Lisiane relata que outro efeito é adstringente, em que as moléculas do pó grudam nos metais e forçam a decantação. “Mas para a água se tornar pura ou potável, não basta só a decantação”, reforça Jonathan. (Envolverde/Aprendiz)
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fevereiro 6, 2008

Uma Verdade Bizarra: "Sopa de Plástico" de 100 milhões de toneladas boia entre Japão e Havaí!! Bleargh!

Cientistas americanos estimam que tenha cem milhões de toneladas de lixo
A maior lixeira flutuante do mundo fica no oceano Pacífico e estende-se do Japão ao Havai

06.02.2008
PUBLICO.PT
Uma equipa de oceanógrafos norte-americanos chama “sopa de plástico” aos cem milhões de toneladas de resíduos que flutuam no Oceano Pacífico desde o Japão ao Havai. Dizem que é a maior lixeira do mundo, com o equivalente a duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. Está a ser acompanhada desde 1997 e, desde então, não tem parado de crescer.
Segundo explica Charles Moore, oceanógrafo americano que descobriu o fenómeno, ao jornal “The Independent”, os resíduos não biodegradáveis mantêm-se concentrados devido às correntes oceânicas, a 500 milhas náuticas da costa da Califórnia.“Inicialmente as pessoas pensavam que era uma ilha de lixos plásticos, sobre a qual quase se podia andar. Mas não é bem isso. É mais como uma sopa de plástico”, explica Marcus Eriksen, investigador da Fundação Algalita para Investigação Marinha.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer compara a lixeira flutuante a um ser vivo. “Move-se como um animal enorme”. Quando chega a terra, no arquipélago do Havai, a praia fica coberta de lixo.
Segundo a edição online do jornal, cerca de um quinto dos resíduos provêm de descargas de navios e de plataformas petrolíferas. O resto vem do continente.
Moore descobriu a lixeira em 1997 quando participava numa regatta entre Los Angeles e o Havai, numa zona com pouca circulação oceânica, devido aos ventos fracos. Ontem alertou que, a menos que os consumidores reduzam os seus resíduos plásticos, a lixeira pode duplicar de tamanho nos próximos dez anos.
David Karl, oceanógrafo na Universidade do Havai diz que “não há razão para duvidar” da Fundação Algalita mas defende que são precisos mais estudos sobre a dimensão e natureza da “sopa de plástico”. Karl está a preparar uma expedição que vai ao local no final deste ano.
Segundo a ONU, os resíduos de plástico são responsáveis pela morte de mais de um milhão de aves marinhas e mais de cem mil mamíferos marinhos por ano.

novembro 9, 2007

Você é o que você come: Óleo de cozinha recolhido em cidade paranaense vira até asfalto.

Programa de Recolhimento de Óleo chega em Londrina
AEN/ PR
08/11/2007
Londrina passou a integrar nesta quinta-feira (08) o programa de recolhimento de óleo já desenvolvido pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos em três municípios paranaenses. O “Croquetaço” foi o evento que chamou a atenção dos participantes para a correta destinação do produto.
Segundo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, Londrina já possui 180 pontos de coleta de óleo. “A expectativa é aumentar esse número para 400 com o programa”, adiantou. Ele ainda acrescentou que iniciativas como esta vem sendo desenvolvidas desde o início deste ano pela Secretaria do Meio Ambiente, contando sempre com parceiros que contribuem com a ação do programa nas cidades.
Rasca Rodrigues lembrou que no primeiro evento sobre o óleo vegetal – o Polentaço, realizado em Curitiba – eram quatro parceiros. “Este número foi crescendo, mais pessoas se juntaram a esta causa, e no evento de hoje já são 23 parceiros. São empresas locais, organizações e instituições que querem participar ativamente para a conscientização ambiental”, explicou.
De acordo com Rosângela Katcher, presidente do Conselho da Mulher Empresária de Londrina e representante do Rotary, que são parceiros no “Croquetaço”, o evento é o primeiro passo para o aumento da reciclagem do óleo. “Com o termo de cooperação que os parceiros assinam com o Estado, nós vamos intensificar o trabalho de alertar a população sobre o óleo, e assim, juntos melhorar a qualidade ambiental de Londrina”, comentou. Em Londrina, a Praça da Bandeira, no centro da cidade, recebeu o ‘circuito do óleo’, onde alunos da rede pública e privada, além dos moradores que passavam no local puderam conferir explicações sobre os danos que o óleo pode causar se descartado incorretamente, além de dicas para aumentar a qualidade do meio ambiente.
Para ilustrar as explicações, croquetes foram fritos na hora e distribuídos para quem passou pelo local. O óleo usado para a fritura foi entregue à empresa que ficará responsável pela coleta no município, a Bothânica Ambiental (que trabalha em parceria com a Ambiental Santos, empresa que faz a coleta e tratamento em Curitiba e Região Metropolitana).
O programa de recolhimento foi idealizado pelo Desperdício Zero, programa da Secretaria do Meio Ambiente que incentiva a reutilização máxima dos resíduos – diminuindo, assim, o número do volume que chega aos aterros sanitários. No caso do óleo vegetal, a sua destinação correta também melhora a qualidade de rios e afluentes que são os principais receptores do óleo mal descartado. Durante o evento, Rasca destacou que o óleo pode ser responsável por inúmeros problemas de contaminação da água. “Um litro de óleo, pode poluir até um milhão de litros de água. Isso sem falar do problema que pode acarretar para o tratamento dos esgotos. O óleo pode fazer com que haja entupimento dos encanamentos prejudicando o tratamento. E isso prejudica a própria residência, pois pode causar o retorno desse esgoto e a manutenção dos mesmos”, explicou. Além dos problemas que o secretário apontou, o coordenador do programa Desperdício Zero, Laerty Dudas, lembrou que o óleo pode comprometer a vida aquática. “O óleo forma uma película na superfície, o que dificulta a entrada de luz e a troca de oxigênio. Pode também ser um ponto para proliferação de vetores como ratos e baratas”, informa. O deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, Luiz Eduardo Cheida, esteve presente e comentou a importância de estimular essas ações. “O Croquetaço complementa outros projetos ambientais que o Estado desenvolve. Muitas pessoas não pensam no óleo como resíduo, por isso mais do que chamar atenção para os danos que o óleo pode causar para o meio ambiente, ações educativas como está alertam toda a comunidade e incentivam mudanças de atitudes”, completou.
COLETA – Nos pontos de coleta, o Bothânica Ambiental, fará o recolhimento mensalmente e a Ambiental Santos vai fazer o transporte e o processo de tratamento do óleo.
Por sua vez, os pontos de coleta, vão receber, como moeda de troca, uma porcentagem do óleo que foi coletado, na forma de detergente e sabão que já possuem licença sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O resíduo pode ser usado ainda pela indústria de cosméticos e transformado em asfalto e fertilizantes.
Em casos de dúvidas sobre os pontos de coleta e de como formar novos pontos a pessoa pode ligar para o 0800-400-0397, o ‘disk óleo’ que atende Londrina e região.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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