Aproveitando a enorme popularidade de Lula, a maior da história do Brasil, o deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) apresentou um projeto, com 176 assinaturas, propondo o terceiro mandato para o presidente, na verdade, além dele, para os governadores e prefeitos (na região seriam beneficiados os prefeitos Carlos Nelson (PSDB), de Mogi Mirim, Toninho Belini (PV), de Itapira, Nelsinho Nicolau (PMDB), de São João da Boa Vista, e Dr. Hélio (PDT), de Campinas. Além de Kassab (DEM) em São Paulo). Os tucanos e os demistas, por motivos óbvios, são radicalmente contra a mudança. Quanto ao PT, partido de Lula, apenas uma minoria aprova o terceiro mandato. A maioria é contra.
Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Novembro de 2008
Publicado no Portal Mogi Guaçu – 10.11.08
Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Novembro de 2008
Publicado no Portal Mogi Guaçu – 10.11.08
Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Novembro de 2008
Publicado no Portal Mogi Guaçu – 10.11.08
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