ENCALHE

março 25, 2008

Desfecho diferente para operação policial que estourou uma biqueira em São Paulo. Nada de sangue derrubado inutilmente.

Polícia estoura ponto de tráfico em condomínio de luxo em Moema
Março 20, 2008
Policiais do 96º Distrito Policial estouraram um ponto de tráfico de drogas em um condomínio de luxo no bairro de Moema. Jovens também praticavam roubos de laptop, celulares, roubos de transeuntes e de veículos.
A delegada assistente do 96º D.P., Ancila Giaconi, contou que os vizinhos “não agüentavam mais o entra e sai nos dois apartamentos e nos procuraram. Então eu solicitei mandado de busca ao juiz e conseguimos fazer flagrante de tráfico de drogas em um dos moradores. No outro, a quantidade de droga era pequena, então ele vai responder como usuário”.
Ela também explicou que foram encontrados documentos e talões de cheque de outras pessoas em ambos os apartamentos. Esses itens foram levantados e descobriu-se que eram de vítimas de roubos. “Essas vítimas foram encaminhadas à delegacia e reconheceram um deles como o que tinha praticado o assalto. Em decorrência desse mandado de busca nós conseguimos elucidar vários outros crimes”.
Sampa Online

outubro 28, 2007

Revelado o motivo da extorsão: mãe de pe.Júlio, de 80 anos, espancada 2 vezes!!

Advogado: Padre Julio “cedeu à extorsão”
Luiz Carlos Azenha
Vi o Mundo
28/10/07
Ganhei o prêmio Embratel de reportagem investigativa, em 2007. Doei o valor que me coube ao padre Julio Lancelloti. Ele tem crédito com a sociedade brasileira e merece, no mínimo, ter amplo direito de resposta às acusações que sofreu.
Reproduzo o texto do advogado Rildo Marques de Oliveira, que recebi por e-mail:
“Recentemente tive contato com várias pessoas que acompanham os trabalhos de Pe. Julio Lancellotti e soube de questões ainda desconhecidas da população porque a imprensa não tem o cuidado de noticiá-las.
1 – É público e notório que Pe Julio, ao longo de sua vida, foi um profeta em prol dos desfavorecidos e desvalidos, assumindo a ponta de projetos cuja proposta tinha como enfoque o ser humano e não o sistema, e, com êxito, conseguiu, em muitos casos, resgatar seres humanos vítimas de um sistema vil e voraz, no qual as políticas públicas e aparelhos de Estado apenas aumentaram a exclusão desses seres;
2 – É público e notório que, muitas vezes, para poder comprovar, na prática, que políticas públicas adequadas e voltadas aos seres humanos, quando bem realizadas, podem obter resultados positivos, o Pe. Julio teve que enfrentar os Barões do Poder, digladiar com os “príncipes” donos da opinião pública e, muitas vezes, desentender-se com acadêmicos, mas, sobretudo, indispor-se com chefes do Poder Executivo no que tange à condução da FEBEM e à Segurança Pública;
3 – Pe. Julio é tido como inimigo público número um dos defensores da pena de morte e dos cúmplices da tortura;
4 – É pública e notória a admiração que o Pe. Julio construiu em torno de si pelos segmentos humanitários e também a repulsa obtida pelos contrários à propagação dos direitos humanos;
5 – É publico e notório que a postura do Pe. Julio sempre foi a de viver o evangelho ecumenicamente e, para isso, adotar posturas humanas incompreensíveis aos cidadãos comuns;
Com isso, Pe. Julio passou a ser odiado por funcionários da FEBEM quando eram por ele denunciados pelas torturas e práticas abusivas da dignidade humana, e milhares de jovens vivenciaram o resultado de sua proteção, de proferir discursos e empreender práticas na defesa da integridade dessas pessoas.
Pe. Julio sempre prestou assistência às presas e presos de São Paulo e, não obstante, também denunciou os desmandos e violências do sistema prisional. Pe. Julio denunciou muitos policiais que cometiam abusos de direito, com tortura, extorsão e ameaças aos meninos e meninas desfavorecidos.
Sempre esteve à frente de lutas pela moradia, pela povo da rua, pelas crianças e adolescentes, denunciando todo e qualquer tipo de violação dos direitos humanos, desde o menino espancado por monitores na Febem até a falta de material escolar na rede de ensino pública.
Muita gente do Poder não gosta do Pe. Julio. No entanto, ao lidar com meninos, muitas vezes perigosos (infratores contumazes) e com muita dificuldade de apreender sob a égide de uma pedagogia do amor, da benevolência e da compaixão, Pe. Julio se sentia isolado com esta técnica de compreender o outro, com a técnica da não-violência e, por isso, enfrentou, sozinho, um desafio, a despeito da descrença até de seus colaboradores.
Quando se viu envolvido numa trama, acuado em seu próprio projeto, contemplando a ruína de seu próprio desafio, Pe. Julio preferiu tentar e tentar até as últimas possibilidades de sua força humana. Os episódios que ocorreram antes da compra do carro do Anderson foram três assaltos à casa do Pe. Julio, nos quais, por duas vezes, sua mãe, de quase 80 anos, foi agredida na rua.
Essa foi apenas uma entre outras ameaças contumazes feitas ao Pe. Julio. Ele sabia quem eram as pessoas que coordenavam as intimidações, motivo pelo qual decidiu ceder recursos para proteger não só sua mãe, mas também a si, ao seu projeto e aos seus colaboradores, pois todos estavam na mira dos delinqüentes. [ grifo meu ]
Pe. Julio não podia mais ver seu próprio projeto voltando-se contra a proposta de vida e pedagógica e, mais do que isso, voltando-se contra sua equipe e sua família. Seria derrotado em seus objetivos, não pelos poderosos, mas pelo seu próprio meio. A dor da solidão e da amargura de ver ruir anos de construção pedagógica o fez tomar atitude isolada que apenas o comprometeu: ele cedeu à extorsão.
No entanto, Pe. Julio não quis revelar que a mulher de Anderson estava envolvida com atividades ilícitas, certamente com acertos com homens do Poder, da Segurança Pública. Não quis revelar, tampouco, os crimes que Anderson ainda cometia, até pelo sigilo que deve manter como sacerdote;
Quanto à denuncia de abuso sexual contra um adolescente, a mentira aparecerá por dois motivos:
1 – porque a denunciante tem ligação com monitores da FEBEM que há anos coordenaram espancamentos e outros crimes no interior da FEBEM, espancamentos que eram combatidos veementemente por nós;
2 – porque jamais essa pessoa poderia ingressar na Casa Vida à noite sem que alguém lhe abrisse a porta do prédio por dentro;
3 – A pessoa supostamente abusada, segundo a denunciante, está sendo localizada para desmentir esta senhora, que deverá ser presa por denunciação caluniosa e responderá por danos morais. Outro fato que nos chama muito a atenção é o de que uma semana antes de o caso sair na imprensa, Pe. Julio foi escoltado por veículo da Presidência da República para ir a um evento e foi notada a presença de veículos estranhos na porta de seu trabalho;
Semanas antes, a agente de direitos humanos Valdenia Paulino (Sapopemba), com histórico semelhante ao de Pe. Julio nas denúncias a policiais civis e militares e monitores da FEBEM, foi acusada na imprensa de ser ligada ao PCC. Meses antes, defensores de direitos humanos denunciantes de policiais militares e civis na zona Norte, como Cícero Pinheiro Nascimento, também foram acusados de guardar armas do PCC.
Tudo para dizer que defensores de direitos humanos possuem estreita ligações com o crime organizado, quando, na verdade, sabemos que quem tem essas ligações são certos policiais. Nos parece que todos os agentes de direitos humanos que denunciam policiais civis, militares e atacam as idéias e projetos do Governo do Estado e da Prefeitura de SP e são simpatizantes do Governo Federal estão sofrendo algum tipo de perseguição na imprensa com ilações de ligações com o PCC e outros crimes. Será coincidência? Saberemos em breve…
São algumas questões iniciais.
Muitas coisas ainda serão esclarecidas, mas faço estes esclarecimentos iniciais para que vocês possam entender melhor algumas questões.
Quem quiser apoiar ao Pe. Julio, pode enviar mensagem a mim que farei chegar até a ele. Meu e-mail é centroezequiel@uol.com.br
Atenciosamente
Rildo Marques de Oliveira
Advogado.”
Publicado em 28 de outubro de 2007
COMENTÁRIOS DO BLOG:
1 – Um caso a ser levado à OEA?
2 – “Testemunhas” , ouvidas pelo imprensalão, que “viram” o padre fazendo “coisas erradas” na FEBEM, são justamente os funcionários, espancadores de internos, denunciados constantemente pelo padre.
3 – Uma campanha coordenada lançada contra figuras de destaque nas denúncias de violações aos direitos humanos cometidas no âmbito do Estado de São Paulo. Alguma nota oficial por parte do governo, comentando estes acontecimentos?
4 – Do limão, faça-se uma limonada: Cidadão comum, fique de olho e jamais esqueça das pessoas, em seu círculo de convivência que, desde o primeiro segundo, prontamente aderiram e acolheram alegremente as denúncias, como se estas já fossem um veredito e, claro, condenando o padre. De olho nessas pessoas – estes Pilatos – , quero dizer, nas pessoas de seu dia-a-dia, as pessoas comuns: pode ser seu vizinho, parente, porteiro do prédio, esposa, namorada, cunhado, sogra, jornaleiro, taxista. Tal comportamento diz muito sobre o caráter delas. Corte-as. Depure sua vida. Mude a sociedade mudando a sua sociedade. Pois o próximo acusado e julgado, antes de qualquer investigação ( esse é o principal problema ) começar, pode ser você no futuro. A opinião pública, à época de Jesus, estava muito bem informada, lia todos os jornais e revistas, mandava correntes moralistas por email. Quando consultada, essa opinião pública mandou soltar Barrabás.

julho 26, 2007

Novidades no caso Celso Daniel

Filed under: Celso Daniel, MPE, Polícia Civil — Humberto @ 6:34 pm

Não é suspeito
Juiz pode continuar no caso Celso Daniel, decide TJ-SP
Fernando Porfírio

Os promotores de Justiça do Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado), do ABCD paulista, perderam a ação que moviam contra o juiz da 3ª Vara Criminal de Santo André, Luiz Francisco Del Diudice. O Ministério Público Estadual pediu o afastamento do juiz do caso sobre a morte do ex-prefeito Celso Daniel. O juiz é acusado de animosidade e de nutrir ressentimento pessoal com os membros do Ministério Público Estadual, que atuam no Gaerco. A Promotoria pretendia que o Tribunal de Justiça paulista declarasse o juiz suspeito. Não obteve sucesso.
Anteriormente, o juiz rejeitou denúncia apresentada pelos promotores de Santo André. Para ele, as provas produzidas eram ilegais, pois o Ministério Público não tem competência constitucional para fazer investigação criminal. Na época, o juiz considerou que mesmo com o poder de requisitar o cumprimento de diligências, os promotores não podem passar a presidir os inquéritos. O juiz considerava esse poder excessivo.
Os promotores recorreram ao Tribunal de Justiça. Alegaram que o magistrado não teria a necessária imparcialidade para julgar o caso. O pedido foi analisado pela Câmara Especial que, por votação unânime, rejeitou a exceção. Os julgadores determinaram o arquivamento do recurso. O caso interessava a Sérgio Gomes da Silva – “o Sombra”, Ronan Maria Pinto, Klinger Luiz de Oliveira Souza e Maurício Marcos Mindrisz.
A segunda instância entendeu que divergências entre magistrado e promotores não podem determinar a suspeição do primeiro. Para os desembargadores, o motivo do pedido de declaração de suspeição do juiz era porque este contrariava os interesses dos membros do MPE, em questões de natureza jurisdicional. “De modo algum, os autos demonstram que o magistrado foi parcial na condução do feito ou que tivesse interesse no seu julgamento em desfavor dos promotores”, afirmou o relator do caso, Eduardo Gouvêa. Para ele, os fatos apresentados pelo Ministério Público são insubsistentes, por falta de razoabilidade jurídica. “Em qualquer que seja o ângulo de análise das razões expostas na inicial, não se encontra respaldo fático ou jurídico para o afastamento do magistrado”, completou o relator

Revista Consultor Jurídico.
24 de julho de 2007

maio 3, 2007

Após correção pelas taxas bancárias de mercado, estatísticas de assalto a bancos em SP tem valorização recorde!!!!

Filed under: Polícia Civil, PSDB, Secretaria de Segurança Pública/ SP — Humberto @ 1:25 pm

Acabou de sair no Folha Online: “Assalto a bancos em SP foi o dobro do divulgado“. De acordo com essa nota, a nova administração estadual revisará todas as estatísticas criminais divulgadas desde 2004, em virtude de ter sido identificado um pequeno erro nas estatísticas sobre assaltos a banco na Administração Geraldinho. O número considerado real é o dobro do apontado originalmente. Ou seja: corre-se o risco de abrir uma caixinha de surpresas e descobrir que o número de assassinatos cometidos no Estado no ano “X” é o quadruplo do divulgado pelo Geraldo e seu capataz “Dedo do Meio” Saulo. A bem da verdade, e se eu consegui entender direito, essa divergência se deu após a divulgação, pela FEBRABAN, dos números de assaltos a casas bancárias no primeiro trimestre deste ano, superiores aos números do governo. Feita uma revisão pela Secretaria de Segurança Pública, descobriu-se que os números não estavam corretos e superaram a conta da FEBRABAN. A lebre estaria no preenchimento errado de planilhas que a polícia envia para a Secretaria, com os números do trimestre, e descoberta essa discrepância ao serem comparados os dados dessas planilhas com os boletins de ocorrência. A Corregedoria da Polícia Civil já foi instada pelo Secretário Marzagão a investigar o caso e apurar se tais erros possam ou não ter sido propositais.

É uma pergunta retórica, mas lá vai: quais outras estatísticas, das demais secretarias estaduais foram erroneamente levantadas e divulgadas pelo governo Geraldinho?
CPI DAS ESTATÍSTICAS JÁ!!!

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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