ENCALHE

maio 16, 2009

"Crescimento econômico à vista", por Delfim Netto

Crescimento econômico a vista
Antônio Delfim Netto
Em fórum sobre o cenário econômico promovido pela revista Exame na semana passada em São Paulo para discutir basicamente opções para sair da crise financeira global, reafirmei que a economia brasileira pode voltar a crescer 4% em 2010, respondendo às ações de governo e na medida em que continuem positivas as reações do setor privado e dos consumidores.Diante da divulgação de previsões ( algumas de organismos internacionais e de corporações privadas de peso ) que variam entre uma queda do PIB brasileiro de 4% em 2009, com uma retomada pífia do crescimento em 2010, minha opinião é que nenhuma delas pode ser levada a sério.
O crescimento de 2009 não está escrito nas estrelas, nem o de 2010 pode ser visto numa bola de cristal. Ele será aquilo que formos capazes de fazer, a sociedade reagindo aos estímulos da política econômica, os empresários acreditando nas medidas do governo, os consumidores mostrando que não se deixaram inibir com o pânico midiático e o setor financeiro voltando gradualmente à normalidade.
Hoje, o que já se pode antecipar com razoável segurança é que o crescimento de 2009 não será negativo. Tivemos um primeiro trimestre negativo e alguma tênue reação neste segundo trimestre, que ainda está no meio.
Pelo comportamento que observamos do setor produtivo e dos níveis de consumo, acredito que podemos recomeçar a crescer, lentamente, já no próximo trimestre e terminar o último trimestre do ano com um crescimento de uns 2% do PIB em relação ao mesmo trimestre de 2008.
É perfeitamente possível termos em cada trimestre de 2010 um crescimento mínimo de 1% sobre o trimestre anterior.
Significa que podemos chegar ao final do ano com 4% de crescimento do PIB, ou algo muito próximo.
É uma avaliação que faço e que está no nível das probabilidades, voltando a insistir que vai depender da boa política do governo, de como o setor privado vai interpretar essa política e da resposta do consumidor brasileiro.
Esse consumidor tem se comportado bastante bem, reagindo aos estímulos, o que comprova que eles estão na direção correta.
A verdade é que a sociedade não se deixou acorrentar nem pelo medo nem pelo tom negativo das análises que povoam uma parte da mídia. É preciso que a população esteja preparada e não se deixar influenciar pelo fato de que no ano que vem, mesmo com a retomada do crescimento, os dados do crescimento anual medidos entre os trimestres ainda não serão positivos, o que dará a impressão de que a economia está se reduzindo, quando na realidade ela já estará em recuperação.
Voltando ao Fórum da Exame, em que foram avaliados alguns dos obstáculos que os países terão de enfrentar para superar a crise, ouvi com muita satisfação que os outros três conferencistas, os notáveis “Prêmios Nobel” de Economia Edward Prescott, Joseph Stiglitz e Roberto Mundell (de 2004, 2001 e 1999, respectivamente) concordaram (em graus ligeiramente diferentes) que o Brasil não só vem reagindo bem aos efeitos da crise como será um dos primeiros países a sair mais rápido do prejuízo. Prescott foi mais longe, ao concluir sua intervenção dizendo que “a questão agora não é se, mas quando o Brasil entrará na lista das maiores economias do mundo”…
A questão, na verdade, é que já fomos a oitava economia do mundo. Demos uma grande bobeada nas duas últimas décadas do século 20, mas podemos apostar que vamos chegar lá. Quando, só depende de nós mesmos…

"Crescimento econômico à vista", por Delfim Netto

Crescimento econômico a vista
Antônio Delfim Netto
Em fórum sobre o cenário econômico promovido pela revista Exame na semana passada em São Paulo para discutir basicamente opções para sair da crise financeira global, reafirmei que a economia brasileira pode voltar a crescer 4% em 2010, respondendo às ações de governo e na medida em que continuem positivas as reações do setor privado e dos consumidores.Diante da divulgação de previsões ( algumas de organismos internacionais e de corporações privadas de peso ) que variam entre uma queda do PIB brasileiro de 4% em 2009, com uma retomada pífia do crescimento em 2010, minha opinião é que nenhuma delas pode ser levada a sério.
O crescimento de 2009 não está escrito nas estrelas, nem o de 2010 pode ser visto numa bola de cristal. Ele será aquilo que formos capazes de fazer, a sociedade reagindo aos estímulos da política econômica, os empresários acreditando nas medidas do governo, os consumidores mostrando que não se deixaram inibir com o pânico midiático e o setor financeiro voltando gradualmente à normalidade.
Hoje, o que já se pode antecipar com razoável segurança é que o crescimento de 2009 não será negativo. Tivemos um primeiro trimestre negativo e alguma tênue reação neste segundo trimestre, que ainda está no meio.
Pelo comportamento que observamos do setor produtivo e dos níveis de consumo, acredito que podemos recomeçar a crescer, lentamente, já no próximo trimestre e terminar o último trimestre do ano com um crescimento de uns 2% do PIB em relação ao mesmo trimestre de 2008.
É perfeitamente possível termos em cada trimestre de 2010 um crescimento mínimo de 1% sobre o trimestre anterior.
Significa que podemos chegar ao final do ano com 4% de crescimento do PIB, ou algo muito próximo.
É uma avaliação que faço e que está no nível das probabilidades, voltando a insistir que vai depender da boa política do governo, de como o setor privado vai interpretar essa política e da resposta do consumidor brasileiro.
Esse consumidor tem se comportado bastante bem, reagindo aos estímulos, o que comprova que eles estão na direção correta.
A verdade é que a sociedade não se deixou acorrentar nem pelo medo nem pelo tom negativo das análises que povoam uma parte da mídia. É preciso que a população esteja preparada e não se deixar influenciar pelo fato de que no ano que vem, mesmo com a retomada do crescimento, os dados do crescimento anual medidos entre os trimestres ainda não serão positivos, o que dará a impressão de que a economia está se reduzindo, quando na realidade ela já estará em recuperação.
Voltando ao Fórum da Exame, em que foram avaliados alguns dos obstáculos que os países terão de enfrentar para superar a crise, ouvi com muita satisfação que os outros três conferencistas, os notáveis “Prêmios Nobel” de Economia Edward Prescott, Joseph Stiglitz e Roberto Mundell (de 2004, 2001 e 1999, respectivamente) concordaram (em graus ligeiramente diferentes) que o Brasil não só vem reagindo bem aos efeitos da crise como será um dos primeiros países a sair mais rápido do prejuízo. Prescott foi mais longe, ao concluir sua intervenção dizendo que “a questão agora não é se, mas quando o Brasil entrará na lista das maiores economias do mundo”…
A questão, na verdade, é que já fomos a oitava economia do mundo. Demos uma grande bobeada nas duas últimas décadas do século 20, mas podemos apostar que vamos chegar lá. Quando, só depende de nós mesmos…

março 29, 2009

"O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.", diz Delfim Netto

Burocracia é a maior inimiga do PAC
Com bastante frequência surgem críticas ao andamento das obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo Lula: que os investimentos prometidos não se realizam, que as obras não saem do papel porque se perdem no cipoal burocrático, enfim as coisas não vão bem e vai fracassar o empenho de reconstruir a infra-estrutura física do País.
Muitas dessas críticas não prosperam diante da realidade que mostra o progresso de obras nos setores rodoviário e ferroviário e no campo da produção e distribuição da energia limpa das hidrelétricas, cujo marco mais visível é o complexo do rio Madeira.
É preciso reconhecer, no entanto, a permanência de sérios embaraços burocráticos emperrando o programa.Além da desorganização administrativa, se sobrepõe a dificuldade em atender às exigências ora do Ministério Público, ora do Tribunal de Contas.
Esta semana, ao explicar porque não vai conseguir gastar este ano os quase 10 bilhões de reais que foram reservados para as obras de recuperação da infra-estrutura de transportes, o próprio diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) responsabilizou a burocracia.
Nada disso está impedindo o progresso do PAC. A terrível burocracia perturba a marcha do programa, mas não interrompeu o seu andamento.
Uma coisa é certa: se observarmos os gastos de investimento do governo, eles estão crescendo de maneira muito robusta. Costuma-se medir esse aumento em termos de porcentagem do PIB, mas esta é uma medida enganosa que às vezes esconde alguns resultados substanciais.
Quando se transforma essa medida em investimentos reais vê-se o quanto eles cresceram nos últimos anos. No governo Lula, os investimentos começaram lentamente, foram aumentando e agora estão crescendo em torno de 20% ao ano.
Este governo tem algumas características interessantes. Ao longo do tempo, ele desenvolveu uma espécie de aprendizado que lhe permitiu voltar a investir.
O PAC é um achado que o ajudou a avançar no aprendizado, a melhorar a qualidade dos investimentos e a convencê-lo que precisava de bons projetos e de uma administração mais eficaz para realizá-los.
O Programa de Aceleração do Crescimento é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos dessa crise que veio de fora para perturbar o nosso desenvolvimento. Não importa a crítica que aponta lentidão em alguns setores, o que realmente importa é que a velocidade está crescendo.
Tão importante, ou mais, é vencer a burocracia que impede a eliminação dos gargalos na infra estrutura, para destravar a atividade econômica.
Por exemplo, na recuperação de estradas: domingo passado reportagem da Folha de S.Paulo mostrou o estado de destruição das BRs 364 e 163 por onde escoa a produção agro pastoril de Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Aquelas rodovias foram pavimentadas nas décadas de 70 e 80, viabilizando a expansão da nova fronteira agrícola, que hoje é a maior produtora de grãos e carnes do país. Desde então são quase 30 anos de desgaste.
Os custos do transporte já inviabilizam a produção em diversas áreas. O PAC tem as ferramentas para evitar que elas terminem isoladas do restante do país.
O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.[27/3/2009 - Jornal DCI ]

"O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.", diz Delfim Netto

Burocracia é a maior inimiga do PAC
Com bastante frequência surgem críticas ao andamento das obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo Lula: que os investimentos prometidos não se realizam, que as obras não saem do papel porque se perdem no cipoal burocrático, enfim as coisas não vão bem e vai fracassar o empenho de reconstruir a infra-estrutura física do País.
Muitas dessas críticas não prosperam diante da realidade que mostra o progresso de obras nos setores rodoviário e ferroviário e no campo da produção e distribuição da energia limpa das hidrelétricas, cujo marco mais visível é o complexo do rio Madeira.
É preciso reconhecer, no entanto, a permanência de sérios embaraços burocráticos emperrando o programa.Além da desorganização administrativa, se sobrepõe a dificuldade em atender às exigências ora do Ministério Público, ora do Tribunal de Contas.
Esta semana, ao explicar porque não vai conseguir gastar este ano os quase 10 bilhões de reais que foram reservados para as obras de recuperação da infra-estrutura de transportes, o próprio diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) responsabilizou a burocracia.
Nada disso está impedindo o progresso do PAC. A terrível burocracia perturba a marcha do programa, mas não interrompeu o seu andamento.
Uma coisa é certa: se observarmos os gastos de investimento do governo, eles estão crescendo de maneira muito robusta. Costuma-se medir esse aumento em termos de porcentagem do PIB, mas esta é uma medida enganosa que às vezes esconde alguns resultados substanciais.
Quando se transforma essa medida em investimentos reais vê-se o quanto eles cresceram nos últimos anos. No governo Lula, os investimentos começaram lentamente, foram aumentando e agora estão crescendo em torno de 20% ao ano.
Este governo tem algumas características interessantes. Ao longo do tempo, ele desenvolveu uma espécie de aprendizado que lhe permitiu voltar a investir.
O PAC é um achado que o ajudou a avançar no aprendizado, a melhorar a qualidade dos investimentos e a convencê-lo que precisava de bons projetos e de uma administração mais eficaz para realizá-los.
O Programa de Aceleração do Crescimento é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos dessa crise que veio de fora para perturbar o nosso desenvolvimento. Não importa a crítica que aponta lentidão em alguns setores, o que realmente importa é que a velocidade está crescendo.
Tão importante, ou mais, é vencer a burocracia que impede a eliminação dos gargalos na infra estrutura, para destravar a atividade econômica.
Por exemplo, na recuperação de estradas: domingo passado reportagem da Folha de S.Paulo mostrou o estado de destruição das BRs 364 e 163 por onde escoa a produção agro pastoril de Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Aquelas rodovias foram pavimentadas nas décadas de 70 e 80, viabilizando a expansão da nova fronteira agrícola, que hoje é a maior produtora de grãos e carnes do país. Desde então são quase 30 anos de desgaste.
Os custos do transporte já inviabilizam a produção em diversas áreas. O PAC tem as ferramentas para evitar que elas terminem isoladas do restante do país.
O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.[27/3/2009 - Jornal DCI ]

"O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.", diz Delfim Netto

Burocracia é a maior inimiga do PAC
Com bastante frequência surgem críticas ao andamento das obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo Lula: que os investimentos prometidos não se realizam, que as obras não saem do papel porque se perdem no cipoal burocrático, enfim as coisas não vão bem e vai fracassar o empenho de reconstruir a infra-estrutura física do País.
Muitas dessas críticas não prosperam diante da realidade que mostra o progresso de obras nos setores rodoviário e ferroviário e no campo da produção e distribuição da energia limpa das hidrelétricas, cujo marco mais visível é o complexo do rio Madeira.
É preciso reconhecer, no entanto, a permanência de sérios embaraços burocráticos emperrando o programa.Além da desorganização administrativa, se sobrepõe a dificuldade em atender às exigências ora do Ministério Público, ora do Tribunal de Contas.
Esta semana, ao explicar porque não vai conseguir gastar este ano os quase 10 bilhões de reais que foram reservados para as obras de recuperação da infra-estrutura de transportes, o próprio diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) responsabilizou a burocracia.
Nada disso está impedindo o progresso do PAC. A terrível burocracia perturba a marcha do programa, mas não interrompeu o seu andamento.
Uma coisa é certa: se observarmos os gastos de investimento do governo, eles estão crescendo de maneira muito robusta. Costuma-se medir esse aumento em termos de porcentagem do PIB, mas esta é uma medida enganosa que às vezes esconde alguns resultados substanciais.
Quando se transforma essa medida em investimentos reais vê-se o quanto eles cresceram nos últimos anos. No governo Lula, os investimentos começaram lentamente, foram aumentando e agora estão crescendo em torno de 20% ao ano.
Este governo tem algumas características interessantes. Ao longo do tempo, ele desenvolveu uma espécie de aprendizado que lhe permitiu voltar a investir.
O PAC é um achado que o ajudou a avançar no aprendizado, a melhorar a qualidade dos investimentos e a convencê-lo que precisava de bons projetos e de uma administração mais eficaz para realizá-los.
O Programa de Aceleração do Crescimento é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos dessa crise que veio de fora para perturbar o nosso desenvolvimento. Não importa a crítica que aponta lentidão em alguns setores, o que realmente importa é que a velocidade está crescendo.
Tão importante, ou mais, é vencer a burocracia que impede a eliminação dos gargalos na infra estrutura, para destravar a atividade econômica.
Por exemplo, na recuperação de estradas: domingo passado reportagem da Folha de S.Paulo mostrou o estado de destruição das BRs 364 e 163 por onde escoa a produção agro pastoril de Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Aquelas rodovias foram pavimentadas nas décadas de 70 e 80, viabilizando a expansão da nova fronteira agrícola, que hoje é a maior produtora de grãos e carnes do país. Desde então são quase 30 anos de desgaste.
Os custos do transporte já inviabilizam a produção em diversas áreas. O PAC tem as ferramentas para evitar que elas terminem isoladas do restante do país.
O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.[27/3/2009 - Jornal DCI ]

"O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.", diz Delfim Netto

Burocracia é a maior inimiga do PAC
Com bastante frequência surgem críticas ao andamento das obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo Lula: que os investimentos prometidos não se realizam, que as obras não saem do papel porque se perdem no cipoal burocrático, enfim as coisas não vão bem e vai fracassar o empenho de reconstruir a infra-estrutura física do País.
Muitas dessas críticas não prosperam diante da realidade que mostra o progresso de obras nos setores rodoviário e ferroviário e no campo da produção e distribuição da energia limpa das hidrelétricas, cujo marco mais visível é o complexo do rio Madeira.
É preciso reconhecer, no entanto, a permanência de sérios embaraços burocráticos emperrando o programa.Além da desorganização administrativa, se sobrepõe a dificuldade em atender às exigências ora do Ministério Público, ora do Tribunal de Contas.
Esta semana, ao explicar porque não vai conseguir gastar este ano os quase 10 bilhões de reais que foram reservados para as obras de recuperação da infra-estrutura de transportes, o próprio diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) responsabilizou a burocracia.
Nada disso está impedindo o progresso do PAC. A terrível burocracia perturba a marcha do programa, mas não interrompeu o seu andamento.
Uma coisa é certa: se observarmos os gastos de investimento do governo, eles estão crescendo de maneira muito robusta. Costuma-se medir esse aumento em termos de porcentagem do PIB, mas esta é uma medida enganosa que às vezes esconde alguns resultados substanciais.
Quando se transforma essa medida em investimentos reais vê-se o quanto eles cresceram nos últimos anos. No governo Lula, os investimentos começaram lentamente, foram aumentando e agora estão crescendo em torno de 20% ao ano.
Este governo tem algumas características interessantes. Ao longo do tempo, ele desenvolveu uma espécie de aprendizado que lhe permitiu voltar a investir.
O PAC é um achado que o ajudou a avançar no aprendizado, a melhorar a qualidade dos investimentos e a convencê-lo que precisava de bons projetos e de uma administração mais eficaz para realizá-los.
O Programa de Aceleração do Crescimento é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos dessa crise que veio de fora para perturbar o nosso desenvolvimento. Não importa a crítica que aponta lentidão em alguns setores, o que realmente importa é que a velocidade está crescendo.
Tão importante, ou mais, é vencer a burocracia que impede a eliminação dos gargalos na infra estrutura, para destravar a atividade econômica.
Por exemplo, na recuperação de estradas: domingo passado reportagem da Folha de S.Paulo mostrou o estado de destruição das BRs 364 e 163 por onde escoa a produção agro pastoril de Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Aquelas rodovias foram pavimentadas nas décadas de 70 e 80, viabilizando a expansão da nova fronteira agrícola, que hoje é a maior produtora de grãos e carnes do país. Desde então são quase 30 anos de desgaste.
Os custos do transporte já inviabilizam a produção em diversas áreas. O PAC tem as ferramentas para evitar que elas terminem isoladas do restante do país.
O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.[27/3/2009 - Jornal DCI ]

"O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.", diz Delfim Netto

Burocracia é a maior inimiga do PAC
Com bastante frequência surgem críticas ao andamento das obras do PAC, o programa de aceleração do crescimento do governo Lula: que os investimentos prometidos não se realizam, que as obras não saem do papel porque se perdem no cipoal burocrático, enfim as coisas não vão bem e vai fracassar o empenho de reconstruir a infra-estrutura física do País.
Muitas dessas críticas não prosperam diante da realidade que mostra o progresso de obras nos setores rodoviário e ferroviário e no campo da produção e distribuição da energia limpa das hidrelétricas, cujo marco mais visível é o complexo do rio Madeira.
É preciso reconhecer, no entanto, a permanência de sérios embaraços burocráticos emperrando o programa.Além da desorganização administrativa, se sobrepõe a dificuldade em atender às exigências ora do Ministério Público, ora do Tribunal de Contas.
Esta semana, ao explicar porque não vai conseguir gastar este ano os quase 10 bilhões de reais que foram reservados para as obras de recuperação da infra-estrutura de transportes, o próprio diretor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Denit) responsabilizou a burocracia.
Nada disso está impedindo o progresso do PAC. A terrível burocracia perturba a marcha do programa, mas não interrompeu o seu andamento.
Uma coisa é certa: se observarmos os gastos de investimento do governo, eles estão crescendo de maneira muito robusta. Costuma-se medir esse aumento em termos de porcentagem do PIB, mas esta é uma medida enganosa que às vezes esconde alguns resultados substanciais.
Quando se transforma essa medida em investimentos reais vê-se o quanto eles cresceram nos últimos anos. No governo Lula, os investimentos começaram lentamente, foram aumentando e agora estão crescendo em torno de 20% ao ano.
Este governo tem algumas características interessantes. Ao longo do tempo, ele desenvolveu uma espécie de aprendizado que lhe permitiu voltar a investir.
O PAC é um achado que o ajudou a avançar no aprendizado, a melhorar a qualidade dos investimentos e a convencê-lo que precisava de bons projetos e de uma administração mais eficaz para realizá-los.
O Programa de Aceleração do Crescimento é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos dessa crise que veio de fora para perturbar o nosso desenvolvimento. Não importa a crítica que aponta lentidão em alguns setores, o que realmente importa é que a velocidade está crescendo.
Tão importante, ou mais, é vencer a burocracia que impede a eliminação dos gargalos na infra estrutura, para destravar a atividade econômica.
Por exemplo, na recuperação de estradas: domingo passado reportagem da Folha de S.Paulo mostrou o estado de destruição das BRs 364 e 163 por onde escoa a produção agro pastoril de Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Aquelas rodovias foram pavimentadas nas décadas de 70 e 80, viabilizando a expansão da nova fronteira agrícola, que hoje é a maior produtora de grãos e carnes do país. Desde então são quase 30 anos de desgaste.
Os custos do transporte já inviabilizam a produção em diversas áreas. O PAC tem as ferramentas para evitar que elas terminem isoladas do restante do país.
O PAC é o que de melhor o Brasil tem hoje para agir contra os efeitos da crise que veio de fora.[27/3/2009 - Jornal DCI ]

março 26, 2009

Ipea prevê que pior da crise já passou

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, IPEA, PIB brasileiro — Humberto @ 2:30 pm
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (25), o crescimento será resultado de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre.
A hipótese do Ipea é de que o pior da crise financeira internacional já foi superado e que a economia mundial, ainda que de forma lenta, terá uma melhora gradual nos próximos anos em resposta às políticas econômicas adotadas por diversos governos.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em algumas considerações como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea também prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7%, ligeiramente abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ( Agência Brasil, 25.03.09 )

Ipea prevê que pior da crise já passou

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, IPEA, PIB brasileiro — Humberto @ 2:30 pm
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (25), o crescimento será resultado de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre.
A hipótese do Ipea é de que o pior da crise financeira internacional já foi superado e que a economia mundial, ainda que de forma lenta, terá uma melhora gradual nos próximos anos em resposta às políticas econômicas adotadas por diversos governos.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em algumas considerações como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea também prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7%, ligeiramente abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ( Agência Brasil, 25.03.09 )

Ipea prevê que pior da crise já passou

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, IPEA, PIB brasileiro — Humberto @ 2:30 pm
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (25), o crescimento será resultado de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre.
A hipótese do Ipea é de que o pior da crise financeira internacional já foi superado e que a economia mundial, ainda que de forma lenta, terá uma melhora gradual nos próximos anos em resposta às políticas econômicas adotadas por diversos governos.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em algumas considerações como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea também prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7%, ligeiramente abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ( Agência Brasil, 25.03.09 )

Ipea prevê que pior da crise já passou

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, IPEA, PIB brasileiro — Humberto @ 2:30 pm
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (25), o crescimento será resultado de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre.
A hipótese do Ipea é de que o pior da crise financeira internacional já foi superado e que a economia mundial, ainda que de forma lenta, terá uma melhora gradual nos próximos anos em resposta às políticas econômicas adotadas por diversos governos.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em algumas considerações como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea também prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7%, ligeiramente abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ( Agência Brasil, 25.03.09 )

Ipea prevê que pior da crise já passou

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, IPEA, PIB brasileiro — Humberto @ 2:30 pm
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo análise divulgada nesta quarta-feira (25), o crescimento será resultado de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todas as riquezas produzidas no país – cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre.
A hipótese do Ipea é de que o pior da crise financeira internacional já foi superado e que a economia mundial, ainda que de forma lenta, terá uma melhora gradual nos próximos anos em resposta às políticas econômicas adotadas por diversos governos.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em algumas considerações como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea também prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7%, ligeiramente abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). ( Agência Brasil, 25.03.09 )
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