ENCALHE

abril 3, 2008

Sem graça: ex-prefeito dos PFL, condenado à prisão por corrupção eleitoral, tem pena reduzida e que pode ser substituída por "trabalho comunitário"!!

Filed under: corrupção, DEMagogos, fraude eleitoral, PFL — Humberto @ 3:24 pm
TRE reduz pena de ex-prefeito condenado criminalmente
Em sessão plenária realizada ontem, o TRE reduziu a pena de Paulo Cezar Ferreira Hilário, ex-prefeito de Oriente eleito pelo PFL em 2000, condenado por dois anos de reclusão em regime aberto pelo crime de corrupção eleitoral. Com a decisão, Hilário teve redução da pena a um ano de reclusão. Os juízes permitiram, ainda, a substituição dessa pena por prestação de serviços à comunidade.
No processo havia ainda uma outra ré: Maria de Lourdes Grecco de Souza. Ela havia sido condenada a um ano de reclusão e com o recurso também conseguiu substituir a pena restritiva de liberdade por prestação de serviços à comunidade.Segundo o julgamento, o ex-prefeito e Maria de Lourdes cometeram o crime de corrupção através da distribuição de chaveiros que seriam trocados por dinheiro após as eleições de 2000.
Cabe recurso ao TSE.
02/04/08

abril 10, 2007

Pulei de pára-quedas, o pára-quedas não abriu…

O processo de “zeruelização” do país segue à toda.
Hoje, fiz um esforço e passei os olhos nas Cartas de Leitores do Estadão.
Um sujeito, teoricamente “criticando” ( sim, pois crítica é algo um pouco melhor elaborado que mera reclamação ou xingamento ) o prefeito Kassab pela promulgação da Lei da Cidade Limpa.
Olha, esse é um dos poucos acertos de Kassab, em minha modesta opinião. Nem sei se foi idéia dele ou de sua bancada. Acho que veio antes, mas a administração atual deve ter radicalizado. Sei lá. A questão é que estou gostando de ver as fachadas originais de imóveis mais antigos.
Mas não votei em Kassab, pois também não votei em Serra. E é aqui que entra o Zé Ruela que escreveu para o Estadão, reclamando da tal Lei, e a certa altura, disse que “esse prefeito que caiu de pára-quedas…”.
OPA!!!
Zé Ruela ou hipócrita?
Lembram: “Você sabe quem é Gilberto Kassab?”, nos programas eleitorais do PT ( acho que era do PT sim ) nos foi apresentado o atual prefeito, candidato a VICE de Serra na chapa PSDB/PFL. Se lembro bem, não se deixou de mencionar a hipótese de Kassab assumir, caso Serra renunciasse ao mandato, caso fosse eleito. Ou seja, a campanha do PT popularizou a imagem do vice de Serra e se encarregou de informar até mesmo ao eleitor de Serra qual o papel de Kassab nessa história toda.
E vem o sujeito, mais que provável eleitor tucano, dar uma de João-sem-Braço, como se não tivesse nada a ver com isso? Sem contar que há o zumzumzum dando conta de que Andrea Matarazzo, homem de confiança de Serra, é bastante influente nas decisões da Chefatura Municipal, e está “subindo no conceito” das bases tucanas. Não sei se já escrevi ou esqueci de fazê-lo, mas não é de hoje que penso que o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo será Andrea Matarazzo.
Moral da história:
Se tem algo que caiu, realmente, de pára-quedas, é o direito ao voto dado a certas pessoas que não sabem o que fazer com isso.

abril 4, 2007

O DEMo sabe coisas a meu respeito !!!

Filed under: DEM, Humberto Capellari, PFL, PSDB — Humberto @ 11:30 pm
Valei-me, ó misericordioso SÃO SERAPIÃO !!!
O que eles querem comigo ??
Recitarei a Vossa quadrinha milagrosa e guardarei a Novena dos Fiéis, pois a mórbida sigla e as trevas que a acompanham pairam sobre minha cabeça e acompanham meu caminho. Ó companhia inglória !! Ó infortúnio do espírito !!
ROGA POR MIM 1
ROGA POR MIM 2 ( Mas logo junto a quem…?)

PFL acabou: com DEM vai melhorar?

Filed under: DEM, eleições, José Serra, PFL — Humberto @ 1:43 am
Jasson de Oliveira Andrade
O PFL já teve seus dias de glória. Foi no tempo da ditadura militar, um braço da ARENA. Depois, na democracia, tinha força no Nordeste com o domínio dos coronéis políticos, principalmente na Bahia com Antonio Carlos Magalhăes, o ACM. Agora, com a vitória de Wagner do PT, essa preponderância tende a diminuir. O jornalista Fernandes Rodrigues, no artigo “Democrotas” (Folha, 28/3/2007), mostrou essa trajetória: “Uma fraçăo da Arena se desgarrou. Formou o PFL. Sem projeto claro, a sigla definha há quase uma década. Elegeu 105 deputados em 1998 [na administraçăo de FHC, quando era governo]. Caiu para 82 em 2002 [vitória de Lula]. No ano passado [reeleiçăo de Lula], só 65 cadeiras. Sofreu um ataque especulativo das agremiaçơes lulistas. Desidratou-se e estacionou em 58 vagas na Câmara”. Quando era governo, o partido “inchou”, com a adesăo de vários deputados de outros partidos. Agora, na oposiçăo, perdeu parlamentares. O que fez entăo? Pediu ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que se manifestasse a quem pertence o cargo: ao partido ou ao parlamentar. O TSE decidiu que o mandato pertence ao partido. Agora o PFL quer os cargos que perdeu. E aqueles que o partido ganhou quando era governo? Silêncio. Na verdade, o PFL era um partido governista. Depois que saiu do governo, como vimos, foi definhando. Por esse motivo, os pefelistas resolveram mudar o nome do partido. O PFL acabou. Escolheram o nome Partido Democrata. Năo prosperou. Agora preferiram “Democratas” (DEM). O presidente escolhido é Rodrigo Maia, filho do prefeito do Rio, César Maia. Em entrevista ao Estadăo, ele reconheceu que o antigo partido só se mantinha por ser governista: “Estamos saindo de uma estrutura partidária [PFL] que tinha sua força na máquina pública, porque era governo. Agora, temos a obrigaçăo de construir um partido mais próximo da sociedade”. Ele quis dizer que o PFL estava longe, distante da sociedade. E perto do governo (mordomias). Por isso, José Simăo diz: “E o Henrique acha que DEM quer dizer Desejamos Empregos e Mordomias. Porque o PFL nasceu com Pero Vaz Caminha escrevendo para o rei de Portugal pedindo emprego. Pero Vaz de Caminha foi o fundador do PFL. Rarará!”. Caminha deve ser o presidente de honra do DEM (ou DEMO?)!
O DEM aposta na renovaçăo. Deverá afastar os velhos políticos, conhecidos como raposas, substituindo-os pelos novos. Jorge Bornhausen, ex-Arena, foi afastado. Segundo Fernando Rodrigues: “O partido aproveita a silhueta mais leve e aposta em uma geraçăo mais jovem. Rodrigo Maia, de 36 anos, será eleito hoje [28/3] presidente nacional da legenda [DEM]. Vai dar certo? Impossível dizer. Olhando de perto e levando em conta o passado pefelista, o viés está mais para o fracasso”. O jornalista conclui seu artigo com essa observaçăo: “O mal maior ocorrerá se os pefelistas desmoralizarem a palavra “democratas”. Seria uma contribuiçăo nefanda desse grupo para o já frágil conceito de democracia em vigor no país”. A missăo dos “democratas” vai ser difícil. É o que pensa José Simăo: “E o PFL mudou de nome de novo. Agora é DEM! De democratas. Entăo quero ver como eles văo fazer pra transformar o Bornhausen em democrata. Rarará!”
A renovaçăo dos “Democratas” (DEM) é mais aparente que real. O presidente eleito é filho do cacique carioca César Maia, da Velha Guarda. O mesmo acontece na Bahia. Antonio Carlos Magalhăes poderá ser substituído por ACM Neto, também jovem. O avô usa e abusa do tom sereno para destilar seus venenos. Já o neto é mais açodado: quer ganhar no grito! Năo tenho meios para analisar os “novos” democratas de outros Estados. Nas últimas eleiçơes, a vitória sorriu no Distrito Federal, eleitoralmente fraco, pequeno. A administraçăo mais importante é a de Săo Paulo, Capital. Sem votos. Recebeu de “măo beijada” de José Serra, prefeito que renunciou. O novo prefeito, como ACM Neto, também quer ganha no grito, como aconteceu com aquele paulistano que protestou em um Posto Médico. Ato deprimente! Janio de Freitas, ao analisar a eleiçăo sem voto em Săo Paulo, no artigo “A escolha poderosa”, afirma: “Ao entregar os destinos da capital paulista a Gilberto Kassab, Serra se fez o mais poderoso eleitor do Brasil”. Eleitor esse que escolheu um substituto ruim. Tanto assim que o prefeito do DEM, ex-PFL, foi mal avaliado na pesquisa do Datafolha. Janio de Freitas, ao analisar essa avaliaçăo, comenta: “Os 42% de avaliaçăo péssima ou ruim nem săo o que o eleitorado paulistano dá a Kassab. Ninguém deseja um governante regular, condiçăo que é uma espécie de tolerância bondosa dos estatísticos para os políticos. Governante regular é ruim, no mínimo deve metade do que deveria fazer. Logo, a rejeiçăo a Kassab é de 42 mais 36%: 78% negativos produzidos por sua [Serra] imposiçăo ao eleitorado”.Mesmo esse poderoso governo, o DEM poderá perder em 2008. Embora seja o candidato de Serra à reeleiçăo, o candidato natural dos tucanos deverá ser Alckmin.

A situaçăo do PFL era ruim. E agora com o novo nome, DEM, vai melhorar? Como opinou o jornalista Fernando Rodrigues, é impossível dizer. No entanto, a tendência é definhar mais. Em Săo Paulo, Capital, tudo leva a crer que vai acontecer. O DEM deverá perder o presente que recebeu de José Serra!

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Postado por Redaçăo Portal

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