ENCALHE

março 24, 2009

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

Protógenes ajuda Daniel Dantas e “Veja”, por Hora do Povo

Já externamos aqui no HP, por diversas vezes, a nossa opinião sobre a Operação Satiagraha da Polícia Federal. A operação foi, no essencial, um sucesso. Seu principal mérito foi o desmascaramento da quadrilha de Daniel Dantas, com farta documentação e provas. Mas, sem dúvida, como apontamos, houve também imprecisões e erros na condução dos trabalhos por parte do delegado Protógenes Queiroz. Graças ao excelente trabalho feito pelo substituto de Protógenes, delegado Ricardo Saad, esses problemas foram sanados. O novo encarregado das investigações apresentou um relatório ainda mais contundente que seu antecessor.
As falhas de Protógenes estavam em algumas conclusões precipitadas e sem base que ele considerou como se fossem fatos – e em certa propensão à espetacularização, privilegiando determinado órgão de mídia por ocasião das prisões. Esses erros, apesar de não causarem danos ao essencial das investigações, até porque foram corrigidos posteriormente, revelavam, no entanto, uma ânsia por aparecer e situar-se no centro dos acontecimentos pouco adequada a quem necessita manter a objetividade para não cometer inexatidões e injustiças que pusessem em xeque o trabalho policial.
Se no relatório da Satiagraha esses problemas foram secundários, parecem ter agora irrompido, com especial falta de vínculo à realidade, na carta aberta que, em seu blog, Queiroz dirigiu ao presidente dos EUA, Barack Obama. Em nome de defender a “soberania” do país, chega a pedir a ajuda da CIA para combater a corrupção no Brasil, como se a CIA não fosse, precisamente, um dos antros mais corruptos e corruptores que já existiram – e seu apreço pela soberania de outros povos ser ainda menor do que o apreço de Daniel Dantas pela lei. Aliás, dirigir uma carta ao presidente de outro país – e logo os EUA – para que lhe ajude a defender a nossa soberania não é propriamente uma ação destinada ao sucesso. No entanto, não é possível levar a sério tal pedido: transparece nisso mais a sofreguidão pelos refletores do que qualquer outra coisa.
Protógenes diz também que “não é apenas o judiciário que está no payroll [folha de pagamento] do banqueiro-bandido Daniel Dantas. O próprio presidente da República, o Lula, acaba de colocar os amigos para assumir controle do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin)”. Queiroz não poderia ter sido mais injusto – e mais alucinado: o presidente nomeou um comitê interministerial para estudar a reformulação do sistema, estabelecido no governo Fernando Henrique, e não para “assumir o seu controle”. O comitê, coordenado pelo ministro-chefe do Gabinete Institucional é composto pelos ministros da Casa Civil, da Justiça, da Defesa, das Relações Exteriores, do Planejamento e da Secretaria de Assuntos Estratégicos. Nele está, portanto, quem devia estar. Queiroz tem, naturalmente direito a ter sua opinião sobre o assunto. Mas não tem o direito de levantar uma aleivosia – isto é, algo sem provas, apenas um insulto – contra o presidente da República, que é seu superior e tem muito mais serviços prestados ao país do que ele.
É natural que o delegado se sinta pressionado com a campanha de Dantas contra a Satiagraha e, particularmente, contra ele. Mas é nessas horas que os homens de bem têm de manter a serenidade ou os injustos e bandidos prevalecerão. Todo esse complexo de Errol Flynn somente serviu para ajudar os esbirros de Dantas a encobrir o seu chefe para que fuja ao implacável braço da lei, tirando credibilidade das investigações. Não é por outro motivo que a “Veja”, principal porta-voz da quadrilha, esparramou o assunto na última edição e escalou um anormal para divulgar a íntegra da carta do delegado.
Assim, com esse gancho, “Veja”, que nas últimas 20 edições não faz outra coisa senão acobertar Daniel Dantas, montou outra farsa. Para, supostamente, “provar” que Protógenes espiona até Jesus Cristo – uma simples projeção das atividades de Daniel Dantas – “descobriu” que Fernando César Mesquita, assessor do senador José Sarney, foi uma vítima do delegado. Na verdade, quem estava sendo investigado pela PF era um lobista, empregado de Dantas, Alexandre Paes dos Santos, que é amigo de Mesquita. Sobre o real investigado, a revista nada diz, mas a história é conhecida – quando atuava no Ministério da Saúde, quando Serra era ministro, foi apreendida uma caderneta desse lobista, onde anotara vários pagamentos. Um deles, para uma então editora de “Veja”. ( HP, ed. 2751, 25.03.09 )

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

TRF 3ª Região nega habeas corpus a Daniel Dantas e decreta: "cooperação entre ABIN e Polícia Federal é legítima e não causa perplexidade". TOOOOMEEEE!

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região negou por unanimidade habeas corpus da defesa de Dantas para trancar a ação penal que o acusa de corrupção ativa (caso da tentativa de suborno do delegado Victor Hugo).
A tentativa da defesa de Dantas era barrar a Operação Satiagraha alegando ilegalidade na parceria entre Polícia Federal e Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
Os juízes concluíram ser perfeitamente legal a troca de informações entre os órgãos integrantes do SISBIN durante investigações:
“O compartilhamento de dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado ( CVM, Bacen, Receita Federal ) ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.
A conclusão acima é com base na Lei 9.883/99 que indica a possibilidade dos órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) compartilharem informações sigilosas. A Polícia Federal e Abin compõem o sistema.

novembro 18, 2008

"De Sanctis continua", por Walter Fanganiello Maierovitch

18/11/2008
1. O Tribunal Regional Federal, por maioria (2×1), acaba de rejeitar a exceção de suspeição apresentada por Daniel Dantas e cuja meta era afastar, por parcialidade, o juiz Fausto de Sanctis do processo criminal onde o autor da exceção é apontado como mandante de crime de corrupção. Ao contrário do sucedido no Rio de Janeiro, quando a juíza do caso a envolver o Opportunity, se afastou do processo sob alegação de não agüentar as pressões e as ameaças à sua família, o juiz Fausto de Sanctis, em São Paulo e no processo criminal por corrupção, respondeu, na exceção de suspeição ajuizada por Dantas, que não se considerava suspeito de parcialidade e apenas decidira de acordo com a lei. Agora, no entanto, o juiz De Sanctis vive um dilema. Se concorrer ao concurso referente ao cargo de desembargador-federal, — e a vaga é por antiguidade –, sairá do rumoroso processo criminal, sem tempo para sentenciar. Caso não participe do concurso para promoção, e ele é o segundo na antiguidade, sendo que o primeiro da lista já tornou público que não irá concorrer ao cargo, levará a peja de covarde, que, na hora de decidir sobre absolvição ou condenação, foge da raia. Por evidente, só a ele cabe decidir sobre a sua carreira de magistrado. Mas, muitos ficarão na torcida para que decida a causa e com isenção. O juiz Fausto de Sanctis passou por pressões e sempre se portou com equilíbrio, ao contrário do presidente do Supremo Tribunal Federal e de outro ministro da Corte, este último, ministro Celso de Mello, por ocasião do simulacro de habeas-corpus, que estava com o exame prejudicado pela soltura ocorrida e serviu para, com ginásticas mentais e contra o voto do ministro Marco Aurélio, para “driblar” a aplicação de uma súmula da sua jurisprudência e “absolver” Gimar Mendes.
2. Nesta terça-feira 18, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pessoas mal informadas imaginam ser de controle externo à magistratura e o qual não possui competência constitucional para apreciar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) –, deverá deliberar sobre eventual instauração de um procedimento administrativo-disciplinar contra o juiz Fausto De Sanctis, do caso Satiagraha. Trata-se de um recurso apresentado pelo deputado federal Raúl Jungmann, ex-ministro da Reforma Agrária do governo Fernando Henrique Cardoso. O deputado não se conformou com a decisão que determinou o arquivamento da sua representação. Na referida representação, o deputado Jungmann aponta como irregular a decisão do juiz De Sanctis de conceder senhas a agentes da Polícia Federal, no curso das investigações da chamada Operação Satiagraha. As senhas permitiriam acesso a dados cadastrais de investigados. Como se observa, a representação e o recurso administrativo atacam decisão decorrente de atividade jurisdicional e, portanto, sujeita a recurso aos tribunais, como, por exemplo, mandado de segurança. Ao CNJ compete, diz a Constituição da República, “o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes”. O CNJ não tem competência para interferir em matéria jurisdicional. Esta é sempre da competência dos Tribunais. O inconformismo do deputado Jungmann surpreende. Como recebeu, legalmente e na sua campanha, ajuda financeira de membro associado ao Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, deveria perceber um conflito de interesses. Como não percebe, arrisca-se a ser apontado como membro da forte bancada de Dantas, na Câmara dos deputados. A decisão de arquivamento, agora atacada por recurso do deputado Jungmann, é do ministro Dip, membro do CNJ e do Superior Tribunal de Justiça. Ao que tudo indica, a semana começou mal para Dantas, apesar dos factóides que circularam no sábado e no domingo passados. Como se percebe, o tiro saiu pela culatra e o juiz Fausto de Sanctis só sairá do processo se quiser.
Wálter Fanganiello Maierovitch

"De Sanctis continua", por Walter Fanganiello Maierovitch

18/11/2008
1. O Tribunal Regional Federal, por maioria (2×1), acaba de rejeitar a exceção de suspeição apresentada por Daniel Dantas e cuja meta era afastar, por parcialidade, o juiz Fausto de Sanctis do processo criminal onde o autor da exceção é apontado como mandante de crime de corrupção. Ao contrário do sucedido no Rio de Janeiro, quando a juíza do caso a envolver o Opportunity, se afastou do processo sob alegação de não agüentar as pressões e as ameaças à sua família, o juiz Fausto de Sanctis, em São Paulo e no processo criminal por corrupção, respondeu, na exceção de suspeição ajuizada por Dantas, que não se considerava suspeito de parcialidade e apenas decidira de acordo com a lei. Agora, no entanto, o juiz De Sanctis vive um dilema. Se concorrer ao concurso referente ao cargo de desembargador-federal, — e a vaga é por antiguidade –, sairá do rumoroso processo criminal, sem tempo para sentenciar. Caso não participe do concurso para promoção, e ele é o segundo na antiguidade, sendo que o primeiro da lista já tornou público que não irá concorrer ao cargo, levará a peja de covarde, que, na hora de decidir sobre absolvição ou condenação, foge da raia. Por evidente, só a ele cabe decidir sobre a sua carreira de magistrado. Mas, muitos ficarão na torcida para que decida a causa e com isenção. O juiz Fausto de Sanctis passou por pressões e sempre se portou com equilíbrio, ao contrário do presidente do Supremo Tribunal Federal e de outro ministro da Corte, este último, ministro Celso de Mello, por ocasião do simulacro de habeas-corpus, que estava com o exame prejudicado pela soltura ocorrida e serviu para, com ginásticas mentais e contra o voto do ministro Marco Aurélio, para “driblar” a aplicação de uma súmula da sua jurisprudência e “absolver” Gimar Mendes.
2. Nesta terça-feira 18, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pessoas mal informadas imaginam ser de controle externo à magistratura e o qual não possui competência constitucional para apreciar a conduta dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) –, deverá deliberar sobre eventual instauração de um procedimento administrativo-disciplinar contra o juiz Fausto De Sanctis, do caso Satiagraha. Trata-se de um recurso apresentado pelo deputado federal Raúl Jungmann, ex-ministro da Reforma Agrária do governo Fernando Henrique Cardoso. O deputado não se conformou com a decisão que determinou o arquivamento da sua representação. Na referida representação, o deputado Jungmann aponta como irregular a decisão do juiz De Sanctis de conceder senhas a agentes da Polícia Federal, no curso das investigações da chamada Operação Satiagraha. As senhas permitiriam acesso a dados cadastrais de investigados. Como se observa, a representação e o recurso administrativo atacam decisão decorrente de atividade jurisdicional e, portanto, sujeita a recurso aos tribunais, como, por exemplo, mandado de segurança. Ao CNJ compete, diz a Constituição da República, “o controle da atuação administrativa e financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes”. O CNJ não tem competência para interferir em matéria jurisdicional. Esta é sempre da competência dos Tribunais. O inconformismo do deputado Jungmann surpreende. Como recebeu, legalmente e na sua campanha, ajuda financeira de membro associado ao Grupo Opportunity, de Daniel Dantas, deveria perceber um conflito de interesses. Como não percebe, arrisca-se a ser apontado como membro da forte bancada de Dantas, na Câmara dos deputados. A decisão de arquivamento, agora atacada por recurso do deputado Jungmann, é do ministro Dip, membro do CNJ e do Superior Tribunal de Justiça. Ao que tudo indica, a semana começou mal para Dantas, apesar dos factóides que circularam no sábado e no domingo passados. Como se percebe, o tiro saiu pela culatra e o juiz Fausto de Sanctis só sairá do processo se quiser.
Wálter Fanganiello Maierovitch

outubro 29, 2008

Kinder-ovo pós-eleitoral: Folha publica elo entre Dantas, Quércia, Bornhausen e outros, descoberto pela PF. Bom demais…Até demais…

Só pra constar: depois de saber dessa notícia, fui fuçar, e vi os blogs favoráveis a Lula e o PT reclamarem ( só consultei uns 3, na verdade ) que a Folha só foi dizer isso depois de fechadas as urnas. Eu poderia concordar, mas não foi essa a sensação – a de que estaria engavetada a denúncia para não prejudicar alguém ( subentenda-se, aqui, alguém como José Serra, PSDB, etc. ) no segundo turno - que tive.
Dei uma olhada nos nomes apresentados pela reportagem: o Quércia ( ?! ), o Bornhausen ( ?! ), Heráclito Fortes ( DEMO-PI, da bancada de Dantas, já não é novidade, a Carta Capital fala isso direto ), alguns petistas, outros DEMOs ruralistas. Todos relacionados estreitamente a Carlos Rodenburg, o Carlinhos, amigo e escudeiro de Daniel Dantas
Sei lá. Em épocas passadas, o Dantas poderia ter estabelecido algum vínculo com Quércia, por intermédio de Naji Nahas. Mas, se não me engano, o ex-governador e atual aliado de Kassab e Serra não mantém mais amizade com o financista Nahas, preso com Pitta e Dantas durante a Satiagraha.
O tal do Lupion ( Abelardo Lupion - DEM/PR ), da tal bancada ruralista, é ( ou foi ) um dos diretores da ABCZ ( Associação Brasileira de Criadores de Zebu ). Da mesma forma, também foi ( ou é ) diretor dessa associação o famoso pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro Filho, um dos fundadores e membro do Conselho Deliberativo do Instituto Fernando Henrique Cardoso.
E o que isso quer dizer? Óbvio que nada, ainda. Apenas que o Quércia, como grande investidor que é, fatalmente acabaria tendo algum tipo de relação comercial com outros que transitam pela esfera do chamado agronegócio. Dantas também já atacou de investidor no agronegócio. O mundo é pequeno, e o mundo dos ricos e famosos, por mais propriedades que possuam aqui e acolá, é menor ainda ( cerca de 2% da população brasileira ). Então, natural que se trombém o tempo todo por aí.

Em animadérrimo regabofe de bacanas, organizado pela IstoÉ, para a entrega de uma comenda qualquer, podemos observar na foto 1 ( não consegui extraír as outras… ) o Naji Nahas com o luxuoso – porém facilmente fatigável – empresário João Dória Jr ( Esse notável mecenas que, generosa e desinteressadamente, doou uma belíssima e carérrima escultura criada por sua esposa, a fim de que fosse instalada na praça Cláudio Abramo, após correta ação de funcionários da Prefeitura que demoliram o chamado Monumento ao Jornalista Desconhecido ).

Essa associação do zebú ( ABCZ ) promove anualmente uma Feira ExpoZebú. Se nós, proletas, tivéssemos uma grana para investir além da fezinha diária no bicho, o bicho escolhido poderia ser o famoso zebú. E que melhor lugar para conhecer o mercado, avaliar as opportunydades, fazer amigos e negócios, que a ExpoZebú? Assim relatou em seu site, o influente Ucho Haddad, do Ucho.info, em 09 de Julho ( em Julho, há 3 meses, portanto ) deste ano:
Rei do gado
Preso pela Polícia Federal juntamente com o ex-cunhado e presidente do “Banco das Opportunidades” (a Justiça também nos impede de citar o nome da instituição), Carlos Rodenburg vinha se apresentando nas rodas sociais e de negócios como pecuarista dono de mais de 500 mil cabeças de gado. No sul do Pará, onde o banqueiro adquiriu, a peso de outro, verdadeiros latifúndios, o comando dos negócios está nas mãos de Rodenburg. Neófito no cotidiano da agropecuária, Carlos Rodenburg tem sido visto com certa constância na companhia do empresário Jonas Barcelos (ex-proprietário dos free shops nos aeroportos brasileiros) e do deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR), um conhecido integrante da bancada ruralista. Em maio último, durante a ExpoZebu, no Triângulo Mineiro, Barcelos recebeu em sua nababesca casa, como hóspedes, ninguém menos que Nelson Jobim (ministro da Defesa), Orestes Quércia e Carlos Rodenburg, além de Abelardo Lupion que lá batia cartão diariamente. Barcelos, Lupion e Rodenburg, depois de seguidos encontros em uma mansão da QL14 – Lago Sul, em Brasília, decidiram investir pesado em um laboratório de embriões bovinos na Índia.
Ora, o Ucho mostrou, três meses antes – e sem acesso a grampos – quase tudo aquilo que a Folha só veio dizer anteontem, e sem as espetaculosidades do jornal.
Eu estranho, na verdade, a menção ao nome de Bornhausen e Quércia; sendo que este último, apesar de ter tido participação decisiva na eleição de Gilberto Kassab – após ter levado o PMDB a apoiar o DEMOtucano ( quando se esperava que fecharia com Marta ) – foi de uma discrição ímpar. Ele é de uma discrição ímpar. Quase não se fala nele. Acho que, tirando as conversas que teve com Marta, ainda neste ano, para acertar o então previsto apoio à petista, a última coisa que eu havia sabido a seu respeito foi quando o DCI ganhou a licitação ( se lembro direito, só o DCI participou ) pela conta do governo do Paraná para a publicação desses “avisos legais”, balanços, essas coisas. O Bornhausen, então, eu nem sabia se ele estava vivo ou não. Só quando alguém aí falou que foi o catarina quem convidou o Kassab a ingressar no então PFL.
O que, afinal, eu estou querendo dizer com isso tudo?
Que a Folha – jornal a que alguns jornalistas costumam atribuir, a ela e ao governador Serra, algo maior que a simples amizade chapa-branca jornalística – mandou um aviso para estes dois caciques, para não virem com muita sede ao pote pois, não importa o apoio e o apadrinhamento que deram ao prefeito reeleito de São Paulo, essa cidade já é pequena demais para o Serra, sozinho, o que dizer se tivesse que repartir com outros?
Abaixo, para quem quiser ler, está a reportagem em questão, da Folha de São Paulo:

Escutas apontam elo entre grupo de Dantas e políticos
27/10/2008
Grampos da PF captaram diálogos com congressistas e caciques de diferentes partidos
Operação Satiagraha fez interceptações de conversas de sócios do Opportunity e intermediários com petistas e lideranças de DEM e PMDB
LEONARDO SOUZA
ANDRÉA MICHAEL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Nas diversas gravações telefônicas realizadas pela Polícia Federal na Operação Satiagraha foram captados diálogos dos sócios do banco Opportunity e seus intermediários com deputados, senadores, ex-congressistas e caciques de diferentes partidos, do DEM ao PT, que formam a rede de contatos do grupo de Daniel Dantas no mundo político.
De um lado, as conversas revelam uma relação de amizade de Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e integrantes da bancada ruralista no Congresso Nacional, como o deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR).
De outro, os diálogos mostram quando os ex-deputados petistas Luiz Eduardo Greenhalgh e Sigmaringa Seixas, por meio do lobista Guilherme Sodré, são acionados a mando de Dantas para defender os interesses do Opportunity.
A Folha teve acesso ao áudio dos grampos, realizados com autorização judicial pela Polícia Federal.
Nas conversas, Bornhausen, Quércia e Heráclito se referem a Rodenburg como “Carlinhos”. Com freqüência, Rodenburg coloca à disposição dos políticos carro e motorista para buscá-los em aeroportos e eventos sociais.
Três dias após a Folha ter revelado, em 26 de abril, a existência de uma investigação da PF sobre o Opportunity e seus sócios, Bornhausen procura Rodenburg para lhe oferecer ajuda. O sócio de Dantas comenta com o ex-senador que está com medo de ser preso.
Bornhausen: “Me disse o Rafa [...] que é uma ação absolutamente ilegal, né?”.
Rodenburg: “Totalmente, totalmente [...]. É um negócio feio. A sensação é horrível, porque você não sabe o que está acontecendo. Aí acorda de manhã achando que tem carro de polícia”.
Bornhausen: “Se você precisar de mim, me avise”.
Nesse mesmo período, Daniel Dantas telefona para Guilherme Sodré para obter mais informações sobre a operação da Polícia Federal.
“Greenhalgh tá ligado, tá certo? Já acionou tudo que podia acionar. Sig também tá ligado, mas eu vou falar na 12ª [Vara Federal] para ver se pode ser [a localização do inquérito]. Tá bom?”, responde Sodré.
Conforme a Folha publicou no começo deste mês, Greenhalgh foi contratado por Daniel Dantas para fazer lobby em nome do Opportunity no processo de venda da Brasil Telecom para a Oi (Telemar). Um dia após o fechamento do acordo, em 25 de abril, Dantas agradece Greenhalgh pelos serviços prestados:
Greenhalgh: “Tá precisando de um emprego?”
Dantas: “[Risos] Tô! Tem alguma coisa para eu fazer?”
Greenhalgh: “Nós vamos sentar, os seus amigos, e decidir o que você vai fazer daqui por diante”.
Dantas: “Pois é [...]. Eu tava dizendo para o Humberto que eu ia ligar, para dizer “graças a Deus”, deixa eu ligar para Deus [numa referência a Greenhalgh]“.
Greenhalgh: “Mas deixa eu te falar, Daniel. Eu quero que Deus te ajude, realmente, que você progrida, [por] que você é um cara legal”.
Empresário convidou congressistas para leilão
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os diálogos captados pela Polícia Federal entre Carlos Rodenburg e sua rede de contatos políticos mostram que, no começo de maio, o homem de confiança de Daniel Dantas organizou um leilão de gado para o qual convidou toda a bancada ruralista no Congresso Nacional. Captadas pela PF durante a Operação Satiagraha, com autorização da Justiça, as conversas apontam que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) também estavam entre a lista dos convidados:
Quércia: “Carlinhos!”
Rodenburg: “Ô meu governador!”
Rodenburg: “Queria só te lembrar do nosso leilão aqui no dia 1º”.
Quércia: “Carlinhos, eu acho que não vou poder ir lá. Eu tava até programado de ir (…), mas aí deu um probleminha aqui (…). Mas vou ver se consigo contornar aqui, viu? (…) Eu tenho, inclusive, uma venda minha. Tenho até obrigação de ir”.
Rodenburg: “Não, não tem obrigação nenhuma. Mas Quércia, deixa eu te falar. Eu tenho um outro assunto para te perguntar, daquela pessoa que eu te falei, para tomar um conselho”.
Quércia: “(…) Nós podemos fazer o seguinte: chegando lá (…), a gente sai e conversa um pouquinho.(…)
Rodenburg: “Então quarta-feira você me chama no telefone, quando você chegar, de repente eu te pego no aeroporto e a gente vai junto”.Rodenburg também combinou de buscar Heráclito para o leilão:
Heráclito: “Onde estás?”
Rodenburg: “Ainda estou solto!”
Heráclito: “Que milagre!”.(…)Heráclito: “Carlinhos, estou indo para aí agora”.
Rodenburg: “Que horas que você chega?”
Heráclito: “Três, três e pouquinho”
Rodenburg: “Então eu te pego lá e a gente vem para a fazenda direto”.
Heráclito: “Não, não. Eu vou ficar com Mariana, a gente tem um hotel reservado”.
Rodenburg: “Não vai ficar em hotel, tem uma casa boa aqui”.
Rodenburg chegou a tratar da estadia da bancada ruralista em sua fazenda com Lupion e Bornhausen:
Bornhausen: “Você convidou a senadora [Kátia Abreu, DEM-TO], né?”
Rodenburg: “Falei, eu te liguei até. O problema é o seguinte: eu estava preocupado com a programação de Uberaba, que [inaudível] já tinha me dito que vocês iam por Uberaba. Então eu disse: bom, vou convidar para ficar lá em casa, porque pelo menos dá outro rumo, né?”
Pelas conversas captadas pela PF, parecia estar tudo acertado para a hospedagem dos congressistas durante o leilão.
“Eu falei com o Jonas também, vê quem é que vocês precisam que fique na minha fazenda de Uberaba. Até o dia 3, eu tô com a casa lotada, porque vêm o Ronaldo Caiado, o Lupion, o Ônyx Lorenzoni, os deputados da bancada ruralista, mais a senadora Kátia Abreu”, disse Rodenburg à secretária do fazendeiro Jonas Barcelos.
Entre os citados nos diálogos captados, somente o deputado federal Abelardo Lupion confirmou ter passado uns dias na propriedade do empresário.
Outro lado
Aliado de banqueiro diz ter contato com congressistas
Deputados da bancada ruralista negam envolvimento com grupo Opportunity
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Por meio da assessoria da Agropecuária Santa Bárbara, um dos investimentos do grupo Opportunity, Carlos Rodenburg, braço direito e ex-cunhado do banqueiro Daniel Dantas, afirmou que se relaciona com pessoas do setor “que atuam e defendem o agronegócio brasileiro, como os parlamentares da bancada ruralista do Congresso Nacional [...] Onyx Lorenzoni, Kátia Abreu, Abelardo Lupion e Ronaldo Caiado”, além do ex-governador Orestes Quércia (PMDB-SP).
Rodenburg disse que Lupion, “companheiro de criação de gado zebu de muitos anos”, foi o único dos congressistas que se hospedou em sua fazenda.
De acordo com Rodenburg, sua amizade com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen é pública e vêm de longa data. Por meio de sua assessoria, Bornhausen afirmou que não iria se pronunciar sobre o assunto.
O ex-governador de São Paulo Orestes Quércia disse conhecer o empresário Rodenburg, que “mexe com gado nelore”, mas afirmou não ter nenhuma relação com o grupo Opportunity. Questionado sobre a carona que teria recebido para participar do leilão realizado na cidade de Uberaba (MG), ele disse apenas que esteve na casa de Rodenburg. Ressaltou, contudo, o empresário nunca lhe pediu nada que precisasse de sua interferência política.
Por meio de sua assessoria, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) negou ter se hospedado na fazenda de Rodenburg. Ela afirmou que ficou na casa do fazendeiro Jonas Barcelos. Sobre suas relações com o Opportunity, disse que “não havia declaração a fazer”.
O deputado Abelardo Lupion (DEM-PR) confirmou que ficou hospedado na fazenda de Carlos Rodenburg. Acrescentou que ambos são grandes criadores de gado nelore, de onde vem sua amizade. Ressaltou que não tem negócios com o Opportunity nem contato com o banqueiro Daniel Dantas.
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) nega ter qualquer relação com o grupo Opportunity e Dantas. Disse ter sido recebido em Uberaba pelo colega de Câmara Federal Marcos Montes (DEM-MG) e ter pago por sua própria estadia em um hotel na cidade.
Leilões
Já o deputado federal Ônyx Lorenzoni (DEM-RS) disse que, na condição de presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, participou de três leilões promovidos neste ano, um deles justamente o promovido por Jonas Barcelos (em parceria com Rodenburg). O democrata também afirmou ter ficado em um hotel pago de seu próprio bolso.
Sigmaringa Seixas confirmou ter percorrido varas da Justiça em Brasília à procura de eventuais processos contra Daniel Dantas. “Recebi a ligação de um amigo, Guilherme Sodré [publicitário, apontado pela Polícia Federal como lobista de Dantas no governo federal], que me pediu para verificar se havia processos contra Daniel Dantas. Sou um advogado, não tem nenhum problema movimentar um estagiário meu para atender à solicitação de um amigo.”
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que é amigo de muitos anos de Rodenburg, mas que não tem relação de amizade com Dantas.
O ex-deputado federal Luiz Eduardo Greenhalgh preferiu não de pronunciar sobre o caso.

outubro 7, 2008

Você quer ser um espião? Pergunte-me como!! De preferência por telegrama, carta ou pessoalmente. Venha sozinho…

Não se desestimule por Gilmar Mendes ter dito ( saiu na Gazeta Mercantil ainda em 19 de Setembro, sem a devida repercussão, e reproduzo abaixo, grifando o trecho importante ) que “ninguém tinha acusado a ABIN pelos supostos grampos” que gravaram ele e o Demóstenes Torres em conversa amigável. A espionagem ainda é um ramo interessante.
STF: “Compartilhamento de informações é fato grave”
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou ontem que o “compartilhamento de informações” entre a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em escutas telefônicas – com ou sem autorização judicial – é “um fato de gravidade jamais visto nestes 20 anos de vigência da atual Constituição”. E acrescentou: “Estamos diante de um fato raro, de profunda gravidade, e estou preocupado com o aspecto político dessa questão. Como se envolve uma agência de inteligência numa operação policial, e depois a Polícia Federal diz que não sabia disso?” Cercado pelos repórteres ao fim da sessão plenária do STF, Gilmar Mendes respondeu também com indagações a algumas perguntas sobre as “maletas” da Abin que teriam sido usadas durante a Operação Satiagraha e na interceptação de sua conversa com o senador Demóstenes Torres: “Qual o modelo institucional que se está desenhando? Se quer uma superpolícia? Uma superagência de informação? Ela está submetida a quem? Os agentes da polícia, no dever de Polícia Judiciária, prestam contas ao juiz, acompanhados pelo Ministério Público. E os agentes da Abin? Estão atuando informalmente, de maneira emprestada?” Sobre o laudo do Instituto de Criminalística segundo o qual as “maletas” da Abin não fariam escutas telefônicas, o ministro foi também contundente: “Isso diz pouco.
Simplesmente afirma que as maletas de que a Abin dispõem não teriam a possibilidade de fazer interceptações. Mas ninguém disse que essa interceptação foi feita pela Abin, pela PF, por pessoas contratadas. O que interessa é, de fato, aprofundar essas investigações”. O presidente do STF não quis comentar a possibilidade de gravações ilegais acabarem por contaminar e anular o processo contra o dono do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, e os demais denunciados em função da Operação Satiagraha, como pretende o advogado de Dantas, Nélio Machado. Mas insistiu na afirmação de que “os fatos são extremamente graves”. “Inicialmente se falou que havia um agente”, disse. “Depois, dois agentes. E de que haveria uma parceria apenas estratégica de troca de informações. Agora estamos verificando que a operação praticamente foi conduzida pela Abin, que dela teriam participado 56 agentes. Mais agentes da Abin do que da PF. Isso é de uma gravidade realmente muito séria. Por que? Porque sugere um descontrole, um projeto que fere o modelo constitucional fixado.” (Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 7) (Luiz Orlando Carneiro )[ Reproduzido a partir do clipping de notícias do site de Demóstenes Torres, no Portal do Senado. ]
Você deseja uma profissão em que aventura e prestígio social são alguns dos atrativos?
Você deseja ingressar num excitante universo de intrigas, polêmicas, heroísmo, belas mulheres, carrões superequipados, armas malucas, champanhe e independência financeira?
Então, eis a dica, que se autodestruirá em 60 segundos: LEIA LOGO!!! ( Tic-Tac-Tic-Tac… )
Vá até a banca de jornal mais próxima ( ou mais distante possível, para despistar possíveis seguidores ) e adquira a edição deste mês da Scientific American, que traz um gigantesco dossiê sobre a privacidade ( ou a falta dela ) do homem moderno. A revista enumera todas as práticas e métodos utilizados pelos espiões modernos, para descobrir os mais secretos segredos das pessoas e, com isso, impedir que criminosos, terroristas, fanáticos radicais tenham sucesso em suas atividades subversivas: grampos eletrônicos, escutas, GPS, rastreadores, biométrica, DNA, Echelon, invasão de privacidade e roubo de dados arquivados ou transitando nos mais diversos meios eletrônicos, que as pessoas, enganadas, acreditam estar tecnologicamente protegidos. Veja o título de duas das matérias:
“ESCUTA CLANDESTINA
Admirável Mundo Novo da Escuta Telefônica
Por Whitfi eld Diffie e Susan Landau
Conversas telefônicas migram para a internet e o governo se mobiliza para ouvi-las.”
E:
“A privacidade está morrendo. Ou já morreu?
De 151 leitores questionados sobre o tema, 83 não manifestaram qualquer apreço e até aplaudiram o fim desse direito
por Ethevaldo Siqueira”
Qual! Você não tem mais onde se esconder!! NÓS ACHAREMOS VOCÊ!!
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Muita coisa pode ser improvisada e até mesmo comprada pronta para se realizar escutas telefônicas, gravações secretas ou mesmo filmagens.”.
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E, o que é melhor: você recebe, junto com o produto, um circuito-espião para implantar no telefone do suspeito e invadir sua privacidade…

Mickey, famososo espião e detetive dos quadrinhos, influenciou toda uma geração de arapongas, que se deleitavam com a leitura do manual, onde o rato revelava seus métodos e ensinava ao espião-mirim como desmontar os métodos dos inimigos. Que saudade, viu? Hoje, um gibi da Disney da década de 70 custa uma bela grana no Mercado Livre. Nem em sebo a gente acha mais. Apesar disso, eu descolei uns Disney Especial ( Os Motoristas, Os Jornalistas ) e Almanaque Disney da época e não vendo nem fodendo. Mas ( ?! ) por quê é que eu tô falando disso!?

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