ENCALHE

outubro 21, 2007

Jaz São Paulo ( 6 ): Advogada e combatente contra o abuso policial na região de Sapopemba recebe apoio em ato na ALESP

Valdênia Paulino recebe apoio em ato
Coordenado pelo deputado Adriano Diogo, aconteceu na quinta-feira (18/10), na Assembléia Legislativa de São Paulo, um ato de desagravo à advogada do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Sapopemba, São Paulo, Valdênia Aparecida Paulino, acusada por membros da Polícia Militar de suposto envolvimento com o tráfico de drogas e com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O evento teve o intuito de apoiar a advogada, reconhecida pelos que lutam pelos direitos humanos como alguém que acredita que a vida é um direito de todos e se indigna frente a todas as formas de violência, principalmente contra os que vivem em situação de pobreza. A princípio foi apresentado um vídeo produzido por Adriano Diogo intitulado “Cabra marcada para viver”. No documentário houve depoimentos de várias lideranças e moradores de bairros da periferia de São Paulo sobre o trabalho que Valdênia vem realizando em favor da comunidade. “Ela é mãe das lutas pelos direitos humanos, símbolo da resistência; alguém que rompe a cerca e busca ver o olhar de quem sofre”, declarou um entrevistado.
Certidão de sentença condenatória
A advogada declarou que tem recebido atenção e apoio das autoridades que conhecem a sua trajetória e, portanto, acreditam que as denúncias que tentaram envolver seu nome com ações criminosas se tratam de armações para manchar a sua imagem e desqualificar seu trabalho. Em documento distribuído aos presentes ela disse ainda que o que faz é contribuir para a organização dos que moram nas favelas e em conjuntos habitacionais populares, para que exijam os serviços públicos, que raramente chegam às periferias, e para que não aceitem ser humilhadas e torturadas por agentes do Estado. “O que faço é lutar para que a certidão de nascimento de um ser humano que nasce pobre deixe de ser uma certidão de sentença condenatória. Se as autoridades querem – e podem – dar uma resposta às calúnias e difamações de que fui vítima, que façam chegar ao Sapopemba e a outras periferias os Centros de Atendimento para Adolescentes Usuários de Álcool e Drogas (Caps), as políticas de inserção de jovens no mercado de trabalho, as políticas habitacionais para os moradores das favelas e, entre tantas outras iniciativas, implantem o Programa de Defensores de Direitos Humanos em São Paulo”.
Manifestações de solidariedade
Vários deputados, autoridades do Executivo e militantes dos direitos humanos manifestaram apoio à Valdênia. “Temos de lutar contra a tentativa de criminalização da luta social. Vida longa aos militantes dos direitos humanos”, declarou Raul Marcelo (PSOL). Cido Sério (PT), Rui Falcão (PT), Olímpio Gomes (PV), Carlos Giannazi (PSOL), Marcos Martins (PT) e José Zico Prado (PT) foram alguns dos parlamentares que declararam solidariedade à advogada.
“Valdênia tem a coragem de enfrentar os poderosos e, por isso, teve até de sair do país. Tudo indica que querem denegrir a imagem de uma valente figura, que dedica sua vida aos direitos humanos”, disse o ouvidor de polícia Antonio Funari Filho. O delegado encarregado de investigar o caso, Artur Frederico Moreira, declarou que era a primeira vez que estava “investigando um anjo”. A promotora de Justiça Jaqueline Donisette afirmou que a violência praticada pelo Estado é intolerável e que os defensores dos direitos humanos lutam para que o Estado não se iguale aos que infringem a lei.
Diretório Est. do PT
Sexta-feira, 19 de outubro de 2007

abril 24, 2007

Fato Irrelevante

Filed under: CET, Estadão, Jardins, José Serra, multas, periferia, reeleição, revista Veja, trânsito — Humberto @ 2:04 am

Nas bancas
Estadão de Domingo + Revista Veja a R$ 10,90 – O prato feito da direitinha brasileira

Reeleição
Serra disse – segundo os jornais – que passou a ser contra a reeleição desde 2000. A emenda que gerou um escândalo data de bem antes. Alguém aí tem um jornal de 97/98 para descobrirmos qual seu pensamento a respeito à época?
Paulo Renato disse – segundo os jornais – que é a favor do direito à reeleição.
Por quê o governador e ex-maior Ministro da Saúde não convidou o ex- maior Ministro da Educação para repetir a façanha ( sua gloriosa revolução educacional ) aqui no Estado de São Paulo?

Prá sua proteção
Vou tentar escrever uma historinha de um garoto que, para desconversar o motivo pelo qual passou a tomar o caminho da rua de cima ao ir à escola, diz que é porque está de olho numa garota. Só que o motivo é outro: na rua que costumava passar cotidianamente, tem um garoto maior que quer pegá-lo.
Hoje, o caderno Metrópole do OESP coloca o seguinte: a CET “esquece” as portas das escolas de periferia. O monitoramento – segundo o jornal – se dá quase que exclusivamente nas imediações dos colégios particulares, como o Rio Branco ( foto na matéria ).
Saca esta parte do texto: “(…) apesar dos carros que passam em alta velocidade nas avenidas em frente aos colégios, mesmo com os veículos que param em fila dupla e até com o risco de atropelamento enfrentado pelos alunos, os agentes de trânsito nunca são vistos nas portas das unidades de ensino afastadas do centro (…) “.
Oras, mas que mimo!!! Então quer dizer que a gloriosa CET não destaca quadros para “monitorar” o trânsito nas escolas da periferia? Que preocupação com a integridade dos proletas-mirins… Que desprendimento…!

- Mas seu guarda, fui só deixar meu filho no colégio, foi só uns minutinhos…Tá certo que aproveitei para dar uma olhada naquela vitrine ali, mas o senhor não pode falar nada, não pode me censurar…
- Como assim ? – pergunta, estupefacto, o heróico gladiador , já preparando a autuação por desacato.
- É que eu não vi que o senhor estava aí. Aposto que estava escondido, isso sim, só para forçar-nos a cometer o ilícito.
- Mas que descul…
- E tem mais: o quê está fazendo aqui nos Jardins, enquanto milhões de vidas poderiam ser salvas na periferia, caso estivesse cuidando da pobre gente sofrida de lá? Quanta insensibilidade!!
Grandes Nomes do Futebol ( para o Vinícius )
Pois é. Teve um negócio que o glorioso Vinícius escreveu, falando sobre aqueles nomes esquisitos de jogadores de futebol, na verdade uma tentativa de homenagear algum artista, só que num inglês tosquíssimo: Máicon, Liédson, Richarlysson – estes, os terminados em “son” ( filho de ) são ótimos – e mais outros que não me lembro.
Eu e o rockabilly Tonic Robert bolamos um, para quem quiser constranger algum pimpolho: Uillynelson ( alguém sacou? )

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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