ENCALHE

junho 4, 2009

"Tiranossaulo" não consegue habeas corpus

Justiça nega habeas corpus a ex-secretário
PanoramaBrasil, 03.06.09
SÃO PAULO – O ex-secretário de Segurança do Estado de São Paulo Saulo de Castro Abreu Filho teve seu habeas corpus negado pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Saulo de Castro é acusado pelo crime de desacato cometido quando esteve na Assembléia Legislativa de São Paulo, em 2006.O ex-secretário compareceu diante da assembléia para explicar a atuação da polícia durante ataques de grupos criminosos na capital paulista. Na ocasião, segundo os autos, desacatou diversos deputados, inclusive fazendo gestos obscenos e ironizando as perguntas dos parlamentares. Posteriormente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) acatou a denúncia apresentada contra ele.Para a defesa, a acusação seria motivada por perseguição política e o acusado teria agido dentro da normalidade, sem dolo. Segundo Castro, vários deputados agrediram-no verbalmente para intimidá-lo.

fevereiro 15, 2009

Da série: "Se um cão morde um homem, isso não é notícia. Agora, se um homem morde um cão, isso também não é notícia, se depender da revista vEJA"

Que lixo. Um escândalo atrás do outro envolvendo membros e ex-mebros da cúpula da Secretaria de Segurança Pública e membros das Polícias Civil e Militar, do Estado de São Paulo: achaques ao PCC e a diversos bandidos e sabe o que acontece?
A famigerada revista vEJA ( a preferida daquele coroinha fascista, o Professor Hariovaldo ) não deu uma única linha a respeito das acusações que pesam sobre o tal ex-secretário-adjunto Malheiros Neto. Desde corrupção até venda de cargos de chefia ( parece aquele que quis vender a vaga do Obama no Senado, o tal Blogarivovtichw ). Sem contar que logo de cara cheirou mal o papo de que o traficante amigo do Abadía “se fez passar” por um nascido em Minas Gerais, e “conseguiu” enganar a polícia. Justiça seja feita, nem vEJA, Época ou IstoÉ falaram po***rra nenhuma. A não ser, já que eu, quando leio estas revistas, pego-as nas pontas dos dedos tamanho o nojo e azia ( Copyright by Lula ) que me dão, não tenha lido direito. Pode ser. Mas talvez eu esteja correto.
Todo o imprensalão empenhado em fazer esse vampiro o presidente do País. Que lixo.
Eu sou contra a terceira eleição do Lula. Por isso, acho que a chapa nem devia ter a Dilma, para não representar continuísmo.
Para mim, o ideal seria José Alencar para Presidente e Lula como seu Vice. Me inspirei em McCain/ Palin.

Da série: "Se um cão morde um homem, isso não é notícia. Agora, se um homem morde um cão, isso também não é notícia, se depender da revista vEJA"

Que lixo. Um escândalo atrás do outro envolvendo membros e ex-mebros da cúpula da Secretaria de Segurança Pública e membros das Polícias Civil e Militar, do Estado de São Paulo: achaques ao PCC e a diversos bandidos e sabe o que acontece?
A famigerada revista vEJA ( a preferida daquele coroinha fascista, o Professor Hariovaldo ) não deu uma única linha a respeito das acusações que pesam sobre o tal ex-secretário-adjunto Malheiros Neto. Desde corrupção até venda de cargos de chefia ( parece aquele que quis vender a vaga do Obama no Senado, o tal Blogarivovtichw ). Sem contar que logo de cara cheirou mal o papo de que o traficante amigo do Abadía “se fez passar” por um nascido em Minas Gerais, e “conseguiu” enganar a polícia. Justiça seja feita, nem vEJA, Época ou IstoÉ falaram po***rra nenhuma. A não ser, já que eu, quando leio estas revistas, pego-as nas pontas dos dedos tamanho o nojo e azia ( Copyright by Lula ) que me dão, não tenha lido direito. Pode ser. Mas talvez eu esteja correto.
Todo o imprensalão empenhado em fazer esse vampiro o presidente do País. Que lixo.
Eu sou contra a terceira eleição do Lula. Por isso, acho que a chapa nem devia ter a Dilma, para não representar continuísmo.
Para mim, o ideal seria José Alencar para Presidente e Lula como seu Vice. Me inspirei em McCain/ Palin.

fevereiro 10, 2009

Pro imprensalão golpista, uma pessoa acusada é DESDE SEMPRE culpada. Assim, um ex-secretário de governo tucano, acusado de corrupção, é CULPADO!

Ex-secretário é acusado de corrupção
Investigador diz que Lauro Malheiros Neto recebia propina para anular demissão de policiais
Jornal da Tarde, 10.02.08
O investigador Augusto Pena acusou o ex-secretário adjunto da Segurança Pública Lauro Malheiros Neto de participar de um esquema de corrupção e receber propina dentro de seu gabinete, na Rua Líbero Badaró, 39. O dinheiro serviu para anular a demissão de policiais acusados de corrupção. A suposta relação entre Malheiros Neto e o investigador, principal envolvido no escândalo dos achaques à cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), havia motivado a demissão do secretário adjunto, em maio de 2008. O advogado de Malheiros Neto, o criminalista Alberto Zacharias Toron, considerou as declarações do investigador “levianas”. “Esse Pena é um desqualificado. Esse instrumento da delação premiada deve ser usado com rigor. Caso contrário, alguém pode decidir enlamear a honra de outra pessoa apenas para obter benefício legal.” Toron afirmou que a reputação de um homem como Malheiros Neto não pode ficar na mão de um policial comprovadamente corrupto. “É um disparate, pelo que eu conheço o Lauro, pela sua família. Eu fico perplexo. É fundamental que esse homem prove o que está dizendo. O que ele disse é leviano, falso e criminoso”, afirmou Toron.
Homem de confiança do secretário Ronaldo Bretas Marzagão, o ex-adjunto assinava as decisões sobre os processos administrativos envolvendo policiais acusados de corrupção em nome do secretário. Esses processos são instaurados pela Corregedoria da Polícia Civil toda vez que um policial comete falta grave ou crime. Depois de concluídos, eles são encaminhados para o Conselho da Polícia Civil. Em um caso contado por Pena, os policiais pagaram R$ 300 mil de propina para reverter a demissão de três investigadores.
Além de Malheiros Neto, o policial denunciou o advogado Celso Augusto Hentscholer Valente, que seria amigo de Neto, por intermediar negociações com policias interessados em comprar as sentenças dos processos. O advogado Celso Augusto Hentscholer Valente afirmou: “Com certeza não procedem (as acusações). Não sei de onde ele tirou isso. É uma surpresa para mim”. Procurada para saber o que o secretário Marzagão tinha a dizer sobre o caso, a Secretaria da Segurança Pública não quis se manifestar sobre o teor do novo depoimento de Pena.

A CAPIVARA:
Policial é denunciado por desviar carga no Deic
Investigador Augusto Pena está preso desde maio, acusado de se apropriar de videogames
O investigador Augusto Pena foi denunciado pelo Ministério Público Estadual sob a acusação de ter se apropriado de uma carga de videogames que estava dentro do depósito do Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic). Pena está preso desde maio com base em investigações do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Guarulhos sobre os achaques a lideranças do Primeiro Comando da capital (PCC). Sua detenção provocou uma crise na Segurança Pública, conforme antecipou o Estado na ocasião, levando ao pedido de demissão do então secretário-adjunto, Lauro Malheiros Neto, suspeito de ter intercedido a favor do policial apesar da suspeita de corrupção que havia contra Pena.
A denúncia contra Pena foi feita pela promotora Patrícia Cosentino Ferrer, da 4ª Promotoria de Justiça. A carga de PlayStation que Pena é acusado de se apropriar havia sido apreendida pela delegacia em que o investigador trabalhava: a 1ª Delegacia de Investigações Gerais. O sumiço da mercadoria foi investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.
Uma testemunha disse aos corregedores que Pena havia feito uma cópia da chave do depósito do Deic, na Avenida São João, perto do Largo do Arouche, no centro. Pena teria entrado no lugar de noite e colocado o material apreendido em uma picape. Tudo teria sido levado em várias viagens para o apartamento de sua ex-mulher, Regina Lemes de Carvalho, em Moema, na zona sul de São Paulo.
Regina, que disputa a guarda do filho do casal com Pena, contou que o material foi vendido pelo investigador por R$ 100 mil. Ela entregou ao Gaeco 200 CDs com escutas telefônicas feitas pelo investigador. Foi com base nesses CDs que os promotores encontraram as provas de que o policial seqüestrara o estudante Rodrigo Olivatto, enteado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC. O estudante ficou em cativeiro dentro da delegacia de Suzano até o resgate de R$ 300 mil fosse pago.Pena teve a prisão preventiva decretada por causa do seqüestro. Ele foi acusado ainda de achacar R$ 40 mil de um traficante para permitir a sua fuga. Como o policial não teria cumprido o trato, o traficante mandou que a delegacia de Suzano fosse atacada. A guerra que se seguiu deixou quatro bandidos e dois policiais mortos. No caso do furto da carga de PlayStation, a promotoria também deve pedir a prisão preventiva do policial.
A acusação contra Pena é de peculato, por ele ter subtraído a carga apreendida. A promotoria considerou que, no inquérito da corregedoria, havia provas suficientes não só para denunciar o investigador, mas até para condená-lo. A defesa do policial alega inocência. Pena sempre disse ser vítima de uma armação feita por policiais corruptos que ele mesmo investigou e de uma vingança de sua ex-mulher.
Estado, 03.12.08
Serra defende Malheiros, mas reconhece gravidade da denúncia
Secretário de Segurança pediu afastamento do cargo após ter seu nome acusado de envolvimento com o PCC
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, José Serra, defendeu nesta quarta-feira, 7, o trabalho realizado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, citando especificamente o ex-secretário adjunto Lauro Malheiros Neto, que se afastou nessa terça do cargo. Malheiros teve seu nome vinculado a investigadores acusados de suposto achaque a integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Em contrapartida, Serra considerou graves as denúncias contra os investigadores. “Pelo que eu acompanhei, e pelas evidências que aparecem nos jornais, as denúncias são graves. Mas a Corregedoria da Polícia está investigando”, disse.
Serra disse que Malheiros falou da inconveniência de permanecer no cargo tendo que cuidar também de sua defesa. “Isso tira o tempo de trabalho do secretário adjunto, em uma secretaria que tem tido um desempenho excelente e que é motivo de satisfação nossa, inclusive com relação ao que acontece no Brasil”, argumentou.
Estado, 07.05.08
Secretário-adjunto da Segurança de SP deixa o cargo após denúncias
O secretário-adjunto da Segurança Pública de São Paulo, Lauro Malheiros Neto, entregou sua carta de demissão nesta terça-feira, após denúncias sobre sua ligação com o investigador Augusto Peña, preso por suspeita de extorquir dinheiro de criminosos –entre outros crimes.Peña foi preso na semana passada sob a acusação de ter seqüestrado e exigido R$ 300 mil para não prender, em março de 2005, Rodrigo Olivatto de Morais, 28, enteado do presidiário Marco Willians Herbas Camacho, Marcola, apontado pela polícia paulista como chefe da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), conforme revelou reportagem da Folha. A ex-mulher de Peña, Regina Célia Lemes de Carvalho, afirmou que é capaz de provar que o policial é bastante ligado a Malheiros Neto, cujo escritório de advocacia de sua família atuou em duas causas cíveis para Peña –uma delas a separação do casal. Sem apresentar provas, ela disse que o investigador pagava ao secretário-adjunto para que ele o ajudasse na polícia.
da Folha Online, 06.05.08

Outras reportagens publicadas pelo Estadão, e disponíveis para a leitura da peãozada:
http://busca.estadao.com.br/JSearch/CBQM!cBQM.action?o=1&e=&sE=&s=malheiros+neto&t=

BÔNUS DA SEGURANÇA PAULISTA:
Secretários de Segurança de São Paulo [ Tiranosaulo e Marzagão ] do governo tucano de Alckmin e Serra devem explicar gastos “secretos”. Gabinete comprou aparelho de ginástica. Operações pagas em “cash” não resultaram em prisões, infiltrações ou inquéritos. E houve quem se “indignasse” com tapiocas do governo do Lula. Mas a classe-média paulistana é de uma hipocrisia sem paralelos mesmo! Sorte que o TCE e o MP estão de olho!

MP estuda ação contra secretários
Titulares da Segurança teriam de explicar gastos
O procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, admite que pode investigar os gastos com operações policiais reservadas realizadas no primeiro semestre do ano passado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Bretas Marzagão. O antecessor de Marzagão na pasta, Saulo Abreu, também pode ser investigado. Grella Vieira disse que está tomando providências sobre o assunto. “Preciso de mais detalhes para decidir se vamos ou não instaurar um procedimento. Tanto Saulo quanto Marzagão podem ser investigados”, afirmou.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) convocou Marzagão para explicar as despesas. Assinado pelo conselheiro Eduardo Bittencourt Carvalho, o despacho foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado e dá 15 dias para Marzagão se apresentar. A convocação, inédita na história recente, foi motivada por reportagens publicadas em dezembro pelo Estado.
O gabinete de Marzagão gastou em dinheiro vivo mais do que foi destinado a operações policiais reservadas do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria da Polícia Civil. Tudo isso sem efetuar prisão, infiltração no crime organizado ou instaurar inquérito. Ontem, o secretário disse que prestará os esclarecimentos ao TCE. Na convocação, ressalta-se que a chefia de gabinete da secretaria é um órgão político e não de execução, o que impediria despesas sem identificação. Em dezembro, o gabinete negou irregularidades. Entre as compras efetuadas pelo departamento constam aparelhos de ginástica.Nessa rubrica, a gestão de Abreu gastou R$ 2,2 milhões e a de Marzagão, R$ 479 mil.
Estado, 08.02.09

fevereiro 4, 2009

"Porque teve essa explosão de violência em Paraisópolis?", por Joildo Santos

Eu desconheço por completo o cotidiano das pessoas que habitam o lugar, e aquilo que escreve/ mostra o imprensalão transita [ até onde eu acompanhei ] entre a pura especulação e a versão do governo estadual. PCC? Baderneiros? Ontem, num jornal do SBT, a reportagem apareceu com uns caras que pareciam exercer o papel de porteiros de boate. A voz em off dizia que “encapuzados” blablabla. Só que aqueles caras ( foram ouvidos pelo reporter, e o que falou apresentava um sotaque nitidamente nordestino e até articulado, e não o característico jeito berrado de falar de malandros, com gírias e gestos e coisa e tal, o que dava a perceber que não fossem “bandidos” ) não usavam “capuzes”, mas ergueram a camiseta até o topo da cabeça, pelo colarinho, e ficavam segurando. Ou seja, para mim faltavam certos “traquejos”. Como se não bastasse, o “encapuzado” disse que [ prestem atenção ] “policiais ( talvez em ações de revista) pegavam a carteira das pessoas, com documentos e tal, depois jogavam no chão e quando o revistado ia pegar, não havia dinheiro.” Em resumo, as pessoas – segundo o encapuzado – seriam roubadas por policiais. Se acham difícil de crer, lembrem daquele “Rambo”.
Assim, reproduzo um texto postado no blog do Joildo Santos que pode contribuir para clarear um pouco as coisas.
Joildo Santos, 03.02.09
Não me surpreendo mais em ler nas mal traçadas letras de jornalões paulistas, de assistir em canais da TV tradicional e ouvir nas rádios, as mentes iluminadas da imprensa brasileira, que a serviço sabe-se lá de quem preferem esconder a realidade da população, transparecendo que fatos como que os que ocorreram em Paraisópolis são fatos isolados e que para resolvê-los basta a ocupação policial permanente e intensiva.
À exceção do jornalista
Mílton Jung que publicou um post sobre o que ocorreu ontem [ Nota do BFI: "Muito bom, por sinal." ] e de mais alguns poucos que conseguem não se contaminar pelo discurso preconceituoso contra nossa comunidade.
A tese de muitos é exemplificada da seguinte maneira: “Ao encontrar sua filha transando no sofá, o sujeito joga fora o sofá”, resolvendo assim um problema eminentemente de educação sexual.
Não adianta virar a cara para o outro lado e achar que bloqueando a comunidade esses problemas vão ser resolvidos, fingir que se preocupa também não adianta, o problema continua lá. O que falta é comprometimento e descer do pedestal de senhores iluminados e buscar arregaçar as mangas em prol da população.
A ameaça do Morumbi é aumentar a pressão sobre Paraisópolis. Costumamos dizer que “Não existe Morumbi bom com Paraisópolis Ruim.”
Movimento espontâneo que se descontrolou ou ação manipulada não importa, porque o que devemos nos atentar agora é a razão que leva a ocorrência de atos deste tipo.
Julguemos que sejam presos os tais responsáveis por orquestrar essa ação, o que fazer daqui para frente? Deixar para lá? Fingir que nada aconteceu? Barril de pólvora é assim quanto mais é pressionado tem cada vez mais chance de explodir. Deve-se lembrar que ali residem mais de 80.000 pessoas, cidadãos que precisam ser assistidos pela sociedade, ser inclusos para exercerem plenamente sua cidadania.
Agora a polícia ocupa Paraisópolis por tempo “indeterminado”, até prender os responsáveis [dizem os comandantes]. Espero que os direitos dos moradores, falo daqueles que saem as 5 da manhã e voltam às 18-19 horas e não estavam naquela baderna não sejam mais uma vez violados à guisa de “encontrar” os responsáveis pela ação.
Tem um detalhe que gostaria que analisassem, o estopim que está sendo relatado na imprensa, o suposto assassinato de um trabalhador [ou de um bandido, como diz a PM] teria ocorrido por volta do meio-dia do domingo, e a manifestação de ontem ocorreu bem próximo dos horários dos programas polícias da TV aberta [Brasil Urgente, SP Record e logo mais o SPTV da Rede Globo], ou seja mais de 24 horas depois do ocorrido.
Acredito que o que realmente ocorreu foi a demonstração de poder de uma facção que o Governo do Estado de São Paulo já disse não existir mais, e que a imprensa prefere encampar o discurso oficial. Ao ver um dos “seus” ser assassinado, precisavam dar uma resposta ao fato e demonstrar que “quem manda” são eles.
Neste fogo cruzado quem é a verdadeira vítima, é a população que vive nesta comunidade, com índices baixos de violência, com histórico de atuação dos movimentos sociais em rede entre outras ações.
A violência tem raiz e é ela que deve ser atacada, não os frutos, pois assim as razões dos problemas permanecem intactos.

"Porque teve essa explosão de violência em Paraisópolis?", por Joildo Santos

Eu desconheço por completo o cotidiano das pessoas que habitam o lugar, e aquilo que escreve/ mostra o imprensalão transita [ até onde eu acompanhei ] entre a pura especulação e a versão do governo estadual. PCC? Baderneiros? Ontem, num jornal do SBT, a reportagem apareceu com uns caras que pareciam exercer o papel de porteiros de boate. A voz em off dizia que “encapuzados” blablabla. Só que aqueles caras ( foram ouvidos pelo reporter, e o que falou apresentava um sotaque nitidamente nordestino e até articulado, e não o característico jeito berrado de falar de malandros, com gírias e gestos e coisa e tal, o que dava a perceber que não fossem “bandidos” ) não usavam “capuzes”, mas ergueram a camiseta até o topo da cabeça, pelo colarinho, e ficavam segurando. Ou seja, para mim faltavam certos “traquejos”. Como se não bastasse, o “encapuzado” disse que [ prestem atenção ] “policiais ( talvez em ações de revista) pegavam a carteira das pessoas, com documentos e tal, depois jogavam no chão e quando o revistado ia pegar, não havia dinheiro.” Em resumo, as pessoas – segundo o encapuzado – seriam roubadas por policiais. Se acham difícil de crer, lembrem daquele “Rambo”.
Assim, reproduzo um texto postado no blog do Joildo Santos que pode contribuir para clarear um pouco as coisas.
Joildo Santos, 03.02.09
Não me surpreendo mais em ler nas mal traçadas letras de jornalões paulistas, de assistir em canais da TV tradicional e ouvir nas rádios, as mentes iluminadas da imprensa brasileira, que a serviço sabe-se lá de quem preferem esconder a realidade da população, transparecendo que fatos como que os que ocorreram em Paraisópolis são fatos isolados e que para resolvê-los basta a ocupação policial permanente e intensiva.
À exceção do jornalista
Mílton Jung que publicou um post sobre o que ocorreu ontem [ Nota do BFI: "Muito bom, por sinal." ] e de mais alguns poucos que conseguem não se contaminar pelo discurso preconceituoso contra nossa comunidade.
A tese de muitos é exemplificada da seguinte maneira: “Ao encontrar sua filha transando no sofá, o sujeito joga fora o sofá”, resolvendo assim um problema eminentemente de educação sexual.
Não adianta virar a cara para o outro lado e achar que bloqueando a comunidade esses problemas vão ser resolvidos, fingir que se preocupa também não adianta, o problema continua lá. O que falta é comprometimento e descer do pedestal de senhores iluminados e buscar arregaçar as mangas em prol da população.
A ameaça do Morumbi é aumentar a pressão sobre Paraisópolis. Costumamos dizer que “Não existe Morumbi bom com Paraisópolis Ruim.”
Movimento espontâneo que se descontrolou ou ação manipulada não importa, porque o que devemos nos atentar agora é a razão que leva a ocorrência de atos deste tipo.
Julguemos que sejam presos os tais responsáveis por orquestrar essa ação, o que fazer daqui para frente? Deixar para lá? Fingir que nada aconteceu? Barril de pólvora é assim quanto mais é pressionado tem cada vez mais chance de explodir. Deve-se lembrar que ali residem mais de 80.000 pessoas, cidadãos que precisam ser assistidos pela sociedade, ser inclusos para exercerem plenamente sua cidadania.
Agora a polícia ocupa Paraisópolis por tempo “indeterminado”, até prender os responsáveis [dizem os comandantes]. Espero que os direitos dos moradores, falo daqueles que saem as 5 da manhã e voltam às 18-19 horas e não estavam naquela baderna não sejam mais uma vez violados à guisa de “encontrar” os responsáveis pela ação.
Tem um detalhe que gostaria que analisassem, o estopim que está sendo relatado na imprensa, o suposto assassinato de um trabalhador [ou de um bandido, como diz a PM] teria ocorrido por volta do meio-dia do domingo, e a manifestação de ontem ocorreu bem próximo dos horários dos programas polícias da TV aberta [Brasil Urgente, SP Record e logo mais o SPTV da Rede Globo], ou seja mais de 24 horas depois do ocorrido.
Acredito que o que realmente ocorreu foi a demonstração de poder de uma facção que o Governo do Estado de São Paulo já disse não existir mais, e que a imprensa prefere encampar o discurso oficial. Ao ver um dos “seus” ser assassinado, precisavam dar uma resposta ao fato e demonstrar que “quem manda” são eles.
Neste fogo cruzado quem é a verdadeira vítima, é a população que vive nesta comunidade, com índices baixos de violência, com histórico de atuação dos movimentos sociais em rede entre outras ações.
A violência tem raiz e é ela que deve ser atacada, não os frutos, pois assim as razões dos problemas permanecem intactos.

fevereiro 10, 2008

Presos fazem ameaça ao Governo de São Paulo!!!

A CIDADE/ Ribeirão Preto
07/02/08
OFÍCIO NAS MÃOS Ana Mello, da Comissão da OAB: “objetivo é evitar outra tragédia como a de 2006”
Presos de todo o Estado de São Paulo ameaçam uma mega-rebelião para o final de semana dos dias 16 e 17 deste mês. Através de uma carta enviada aos diretores de todas as unidades prisionais, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), os presos fazem reivindicações e exigem providências até a próxima sexta-feira (15).Na carta, intitulada “Salve Geral”, datada em 15 de janeiro deste ano e assinada pela “população carcerária”, os presos exigem a transferência de todos os que se encontram há mais de um ano no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e banho de sol diariamente em todas as unidades.
Além disso, eles pedem a implantação de escolas e cursos profissionalizantes e o aumento das horas de visitas nas unidades de Avaré e Presidente Venceslau. No final os presos pedem “um retorno com soluções verdadeiras e práticas até a data de 15 de fevereiro” .
Em contato com parentes de presos da Penitenciária de RP, a reportagem de A Cidade apurou que no último final de semana os detentos alertaram que não receberão visitas nos dias 16 e 17 deste mês.
A coordenadora da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Ana Paula Vargas de Mello, afirmou que recebeu a mesma carta dos presos de Ribeirão Preto e está preocupada com o que pode acontecer. Agentes penitenciários contaram que se reúnem diariamente para discutir medidas de segurança em caso de rebeliões. “O clima está muito tenso. Tanto presos como agentes estão nervosos”, disse um agente que não quis se identificar.
OAB cobra providências e investigações
A Comissão de Direitos Humanos da OAB encaminhou ontem um ofício à deputada federal Iriny Nicolau Corres Lopes, da CPI do Sistema Carcerário e aos secretários do Governo da Casa Civil dos Estado de São Paulo, da Administração Penitenciária e de Justiça. Ana Paula Vargas de Mello, coordenadora da comissão, pretendia entregar o ofício pessoalmente ao governador do Estado, José Serra, hoje, mas ele adiou a visita à cidade.
“O objetivo do ofício é alertar as autoridades, exigir investigações e evitar que outra tragédia como a de maio de 2006 ocorra no Estado de São Paulo”, disse.
Segundo Ana Paula, pelo que já a comissão apurou, o objetivo dos presos é repetir as ações, caso nada seja feito.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) informou, através da assessoria de imprensa, que “por questões de segurança, não se manifesta sobre questões dessa natureza”.

outubro 27, 2007

Magia Negra faz PCC sumir do noticiário. Os bruxos responsáveis são os mesmos que resolvem finanças de cidades e apagões aéreos em apenas um mês.

FÁTIMA SOUZA: ACORDO MÍDIA-GOVERNO CENSURA O PCC
Conversa Afiada
26/10/07
A repórter policial Fátima Souza escreveu um livro em que retoma os dez anos de história do PCC (Primeiro Comando da Capital). “PCC – A Facção” é um livro-reportagem e foi editado pela editora Record.
Fátima Souza disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 26, que o PCC não acabou e que há um acordo entre a mídia e o governo para não falar sobre a facção (
clique aqui para ouvir o áudio).
“Está havendo um acordo em relação ao PCC. Um acordo entre as emissoras de rádio e de TV e o governo, visto que daqui a pouco tem eleições. Gente que foi daquela época que não se combateu o PCC volta a ser candidato”, disse Fátima Souza.
Fátima Souza disse que o PCC é “maquiado”. Segundo ela, quando o PCC realiza algum assalto, por exemplo, a mídia e a polícia evitam falar que se trata de uma ação da facção.
“Ações que hoje são feitas pelo PCC, como assaltos a condomínios, assaltos a bancos e roubo de carga não têm sido divulgados como sendo da sigla PCC. Uma parte da imprensa tem evitado falar da sigla”, disse Fátima Souza.
Segundo Fátima Souza, para combater o PCC é preciso, primeiro, acabar com a corrupção policial. Ela disse que é por meio da corrupção policial que entram os celulares – a maior arma do PCC – nas cadeias.
O livro de Fátima Souza também retoma o caso do “Castelinho”, que foi um episódio em que cerca de 300 policiais cercaram e mataram 12 supostos assaltantes numa estrada do interior, conhecida como Castelinho. A Operação, que ficou conhecida como “Castelinho”, ocorreu durante o governo de Geraldo Alckmin.
Fátima Souza ouviu os presos que sobreviveram à Operação. Ela disse que conta no livro a versão deles sobre a Operação Castelinho. Fátima Souza ouviu dos presos que a policiais se infiltrou no meio do grupo e fingiram ser bandidos para prender os integrantes do grupo.
Os presos disseram para Fátima Souza que a polícia agiu por vingança e que a polícia escolheu aquela quadrilha porque o grupo fez um resgate no mesmo local, em Sorocaba (SP), onde morreu um policial e outro ficou paraplégico. Segundo os presos, a polícia armou um esquema para executar os membros da quadrilha.
Clique aqui para saber mais sobre o livro “PCC – A Facção”.
Leia a íntegra da entrevista com Fátima Souza:
Paulo Henrique Amorim – Fátima, o PCC acabou?
Fátima Souza – O PCC não acabou, infelizmente Paulo. Ele está sendo maquiado, mas continua na ativa, continua agindo, continua nos mesmos moldes de antes. E infelizmente, do outro lado, com a falta de combate do crime organizado também, da mesma maneira.
Paulo Henrique Amorim – Como que ele é maquiado?
Fátima Souza – Na verdade Paulo, muitas ações que hoje são feitas pelo PCC como assaltos a condomínios, como aconteceu recentemente, assaltos a banco, roubo de carga, não tem sido divulgados como sendo da sigla PCC. Uma parte da imprensa tem evitado tratar da sigla tratando ela como uma quadrilha, como se isso fosse resolver o problema. De outro lado, também interessa ao governo que o PCC não esteja diariamente na mídia. Então, muitos casos que são apresentados na imprensa, embora os bandidos que fizeram o crime sejam do PCC, nem sempre isso tem sido divulgado, ao contrário do que acontecia antigamente.
Paulo Henrique Amorim – Como é que se pode dizer que aqueles assaltos a banco, a condomínio, roubos de carga são do PCC?
Fátima Souza – São bandidos ligados ao PCC. São bandidos conhecidos ligados ao PCC que continuam fazendo esse tipo de ataque em São Paulo. Bandidos conhecidos dentro do meio da própria Polícia, bandidos conhecidos por parte da imprensa e bandidos conhecidos dentro do PCC, o que não se tem feito é divulgar que eles fazem parte. Inclusive esse episódio que está acontecendo agora em relação ao delegado e os policias de São Paulo que teriam torturado e achacado um bandido na cidade de Campinas, é um bandido ligado ao Primeiro Comando da Capital.
Paulo Henrique Amorim – É o Abadía?
Fátima Souza – Não, o outro bandido, com relação aos crimes de Campinas.
Paulo Henrique Amorim – E ele é ligado ao PCC?
Fátima Souza – Ele é ligado ao PCC.
Paulo Henrique Amorim – Então você diria que está havendo uma censura ao PCC. O PCC está censurado.
Fátima Souza – Paulo, eu me dou a liberdade de dizer que está havendo um acordo em relação ao PCC. Um acordo entre as emissoras de TV, as emissoras de rádio e o governo, visto que daqui a pouco a gente tem eleição. Gente que foi daquela época, e não combateu o PCC, volta a ser candidato. Eu não consigo compreender como uma emissora como a Rede Globo, por exemplo, que tem uma grande penetração com o jornal dela, trate o PCC como quadrilha. Tem aquela história, “a imprensa faz o nome do bandido”, não, não precisa, Paulo, o PCC já faz o nome dele com tamanho alarde com os ataques de maio do ano passado que não precisa mais. Eu acho que falar, Paulo, é combater e não fingir que não existe. Foi o que o governo fez quando eu denunciei o PCC em 97. Você se lembra muito bem, a gente trabalhava na mesma emissora, e o governo disse que aquilo era uma balela, que era uma invenção para dar Ibope, nos taxando de irresponsáveis, jornalisticamente. O governo não combateu, o PCC cresceu. Agora, a gente continua não combatendo e escondendo debaixo do tapete, mas debaixo do tapete eles estão fazendo muita sujeira.
Paulo Henrique Amorim - Agora, vamos falar especificamente do teu livro, Fátima. Você pesquisa para fazer esse livro há quanto tempo?
Fátima Souza – Paulo, na verdade é um livro-reportagem onde eu conto os dez anos de história do PCC, de 97 a 2007, contando todas as histórias que ocorreram na cidade, alguns contatos meus com os dirigentes do partido criminoso, tentativa de fuga, tem um capítulo sobre as mulheres do PCC, que é muito interessante. O número de mulheres no mundo do crime é cada vez maior. Então eu faço um relato de reportagens que fiz, de contatos que tive, coisas que não puderam ir para o ar. Tem um episódio muito interessante do Castelinho, aquela operação em Sorocaba.
Paulo Henrique Amorim – Você conta aquilo?
Fátima Souza – Eu conto aquilo, Paulo, porque eu estive na cadeia com dois bandidos que foram recrutados pela Polícia queriam dar uma entrevista e o governo recusou, não permitiu que a imprensa fosse ouvi-los. E eu acabei indo como visita na cadeia e consegui entrar. Então eu conto a versão deles para os fatos.
Paulo Henrique Amorim – E qual é a versão deles?
Fátima Souza – A versão deles, como já foi até noticiado, é que a Polícia, usando aquele esquema que se usa muito nos Estados Unidos, é muito comum, a Polícia se integrar no meio dos bandidos fingindo ser bandido também e prendendo os integrantes. Agora, o que eles contam é que foi por vingança que a Polícia escolheu aquela quadrilha. A quadrilha tinha feito um resgate, por acaso, no mesmo local, em Sorocaba, onde tinha morrido um policial e outro ficou paraplégico. Então, aquela quadrilha foi escolhida por vingança. Conto aquela história da bala de festim, que a Polícia deu balas de festim para os bandidos que iriam fazer o suposto assalto, já que não havia avião-pagador em Sorocaba, isso era uma invenção da Polícia, e armou um esquema para fazer mesmo uma execução.
Paulo Henrique Amorim – Foi uma execução?
Fátima Souza – Foi uma execução. Colocando 300 policiais a espera de 12 bandidos que iriam fazer um assalto que a Polícia inventou. Eles contam uma coisa super grave, que o ônibus que estava levando os bandidos foi roubado com a anuência da Polícia. Que na época se fingia de bandido colocando em risco, inclusive, o motorista do ônibus. Então, tem uma versão deles de como é que a coisa teria acontecido.
Paulo Henrique Amorim – E nessa operação do Castelinho tem alguma autoridade, algum policial em julgamento?
Fátima Souza – Não Paulo. Esses policiais só foram afastados, o Grad, que era a Polícia responsável na época pela ação, que contou também com outros integrantes da Polícia Militar naquele cerco de 300 policiais, mas o Grad era o responsável. Depois das denúncias, o governo extinguiu o Grad e os policiais só foram remanejados, alguns foram para Guarulhos, foram espalhados. Por enquanto não houve punição.
Paulo Henrique Amorim – Agora, me conta uma coisa, como é que se organiza hoje o PCC dentro da cadeia?
Fátima Souza – O PCC já é bastante organizado porque já tem hoje representantes em todas as cadeias de São Paulo. Apenas quatro presídios não estão sob o comando do PCC. Um deles está sob o comando do TCC, que é o Terceiro Comando da Capital uma nova facção de dissidentes do PCC, e outros três presídios são liderados pelo CBRC, Comando Brasileiro da Criminalidade, que é um grupo contrário ao PCC. Os outros presídios todos são comandados pelo PCC que tem pilotos dentro de cada cadeia, são assim que eles chamam o representante em cada cadeia, de piloto que organiza e recebe as ordens dos chefões e repassa ali dentro das cadeias. É claro, não é Paulo, a grande arma do PCC, o grande aliado do PCC no crime é o telefone celular, que é uma festa dentro das cadeias, todo mundo sabe disso.
Paulo Henrique Amorim – Continua a ser?
Fátima Souza – Continua a ser, Paulo.
Paulo Henrique Amorim – Mas o governador José Serra quer acabar com o telefone celular nas escolas.
Fátima Souza – Pois é, isso é até irônico, não é Paulo, eu acho que, é claro, tem os seus limites. Você está assistindo um aula e ficar atendendo o telefone constantemente atrapalha o professor, atrapalha o andamento da aula. Talvez alguma coisa tipo, desliguem os seus telefones quando estiverem na aula, como desliga-se no teatro, como desliga-se antes de ir ao cinema. Até aí beleza, agora impedir que o aluno entre na escola e não impedir que tenha um celular dentro da cadeia é até cômico, não é?
Paulo Henrique Amorim – Deixa eu te perguntar uma outra coisa. E o Marcola, ainda é o líder do PCC?
Fátima Souza – O Marcola ainda é o líder do PCC ao lado do Julinho Carambola, o Júlio César Guedes de Moraes, que é o braço direito dele, são os dois homens que ainda comandam o PCC.
Paulo Henrique Amorim – E a Polícia sabe disso?
Fátima Souza – A Polícia sabe disso. O Deic, divisão de crimes organizados daqui de São Paulo, tem, inclusive, um organograma, Paulo, oficial, que eu até publico no meu livro, onde aparece lá “cabeça: Marcola; abaixo de Marcola Julinho Carambola; abaixo de Julinho Carambola, Andinho”, aquele seqüestrador, um dos financiadores e aí vai. Para você ter idéia do tamanho do PCC, basta dizer que o que causou aqueles ataques horrorosos que aconteceram aqui, no ano passado, foi porque a Polícia resolveu separar o que ela chamava de líderes e chefes do PCC em um único presídio. E foram 775 homens. Então, se o PCC tem 775 chefes identificados pela Polícia, você vê o tamanho da facção.
Paulo Henrique Amorim – Mas agora, o governo de São Paulo fez uma supertransferência de presos e não aconteceu nada. O PCC não teve nenhuma reação.
Fátima Souza – Porque essa supertransferência de presos, segundo a Secretaria, é benéfica aos detentos. Estariam transferindo presos de um presídio para outro para que se reserve alguns presídios, se esvaziem alguns presídios para que eles funcionem em regime semi-aberto. Então, hoje muitos presos não conseguem ir para o regime semi-aberto porque não tem vaga. E para eles é interessante estar aqui na rua, não é?! Então, é por isso que a situação ficou tranqüila, aparentemente seria benéfico a eles.
Paulo Henrique Amorim – Por isso não houve reação. E você acha que o PCC não acaba tão cedo?
Fátima Souza - Eu acho muito difícil o PCC acabar tão já.
Paulo Henrique Amorim – E como é que se faz para acabar com ele?
Fátima Souza – Bom, primeiro você precisaria acabar com a corrupção policial que ainda é muito grande e facilita muito a vida dos bandidos. A corrupção nas cadeias que deixa o celular entrar, o que é gravíssimo, a corrupção nas ruas, onde bandidos são presos e soltos mediante pagamento. Então, você acabar com a corrupção policial seria a metade do caminho para você acabar com o PCC. E um combate um pouco mais forte ao crime organizado. Também acho que deveria acontecer uma revisão no nosso Código Penal, porque hoje é muito fácil, não é Paulo, se você vai preso, você cumpre um sexto da pena e está na rua. Então, é uma das coisas que eu não concordo com o Código Penal. O indivíduo fez um crime, recebeu 30 anos de cadeia, tem que ser 30 anos de cadeia para ele, Paulo. Porque o direito de cumprir um sexto da pena e ir para a rua, isso facilita a vida dos bandidos. Então, você tem um sistema Judiciário que não funciona direito, você tem uma Polícia corrupta e você tem um Código Penal que favorece a vida dos bandidos, fica até fácil ser bandido, não é? O cara sabe que ele vai pegar dois anos de cadeia e cumprir quatro. Então, talvez aí uma mudança no Código Penal, nem que seja para crimes mais graves, que seja mantida um sexto da pena para crimes leves. E que seja cortado um sexto da pena para crime grave.
Questões ( do blog ) que o tempo responderá:
Será que Júlio Lancelotti estaria sendo, no fim das contas, extorquido mesmo é pelo PCC?;
Será que já se saberia disso, mas aproveitam-se para sangrar e desacreditar o religioso perante a opinião pública, que já não deve gostar muito da atuação de Júlio Lancelotti?;
A mesma polícia corrupta e ligada ao PCC – mas que pode muito bem jogar nos dois times, dependendo da conveniência – estaria, então, encarregada de “desvendar” a extorsão contra o padre, ainda que cometida pelo PCC?;
Pois, se for verdade esta história de “esconder” a facção nos noticiários, isso também seria feito no caso de Júlio Lancelotti. “Melhor” ainda: a ausência da sigla serviria muito bem à causa, capacitando transformar vítima em algoz; a menos que Júlio pertença ao PCC, e aí não se falaria nele;
Em todos esses anos de convívio com o quinhão marginalizado da sociedade, jamais Júlio foi procurado pelo PCC, nem para um simples bate-papo informal ou alguma singela ameaça?
Em todos esses anos de convívio com o quinhão marginalizado da sociedade, jamais Júlio foi procurado pela Polícia, nem para um simples bate-papo informal ou alguma singela ameaça?

Não precisamos que o imprensalão faça as perguntas por nós. Sabemos ao lado de quem eles estão.

maio 23, 2007

Caindo junto

Filed under: Partido Verde, PCC, PSDB, Vanessa Damo e papai — Humberto @ 1:32 pm
Movimento ABC Decente realizado em São Caetano do Sul. Esta ação tem como objetivo reunir lideranças da região do Grande ABC para angariar votos para Geraldo Alkmin.

Vanessa Damo participa da Marcha da Dignidade que aconteceu na avenida Paulista

Leonel Damo é multado pelo TCE

23/02/2007
Sérgio Vieira / Diário do Grande ABC
O prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV), foi condenado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) a pagar multa de 2 mil Ufesps (Unidade Fiscal do Estado) – o que corresponde a R$ 28,4 mil – por uma contratação considerada irregular.
Em abril do ano passado, Damo contratou, sem licitação, a empresa Eicon Auditoria e Consultoria para prestação de serviços técnicos direcionados à gestão, planejamento, organização, controle do sistema informatizado e manutenção de cadastro de contribuintes, relacionado à arrecadação de ISSQN (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza).
Segundo a lei 8666/93, que trata de licitações, só é possível a dispensa do processo licitatório em casos de emergência ou de calamidade pública. O contrato celebrado com a Eicon custou ao cofre público de Mauá R$ 900 mil.
Além da multa, os conselheiros do TCE também decidiram remeter cópia da decisão para o MP (Ministério Público), que poderá mover uma ação contra o chefe do Executivo de Mauá. Segundo a decisão, a penalidade deverá ser paga pelo prefeito em até 30 dias.
O tribunal concedeu o prazo de 60 dias para que a Prefeitura preste esclarecimentos sobre possíveis correções das irregularidades constatadas.
Conforme determina a lei complementar 709/93 (lei orgânica do Tribunal de Contas do Estado), a Câmara também será avisada sobre a ilegalidade do contrato celebrado entre a Prefeitura de Mauá e a empresa de consultoria.
A decisão do Tribunal de Contas contra Leonel Damo foi unânime. Votaram pela condenação os conselheiros Eduardo Bittencourt Carvalho, Edgard Camargo Rodrigues e Cláudio Ferraz de Alvarenga.
CPEM – Outros contratos da Eicon com prefeituras já foram suspensos por suspeitas de irregularidades. O TCE considerou ilegal a contratação da empresa pela prefeitura de Guarulhos, em 1999 e 2000. O Ministério Público também investiga a consultoria feita em Indaiatuba, interior de São Paulo.
A empresa chegou a ser apontada como sendo uma ramificação da CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios). Em 1997, o economista Paulo de Tarso Venceslau acusou a CPEM de participar de um suposto esquema de caixa 2 envolvendo prefeituras petistas.
O Diário tentou entrar em contato com a direção da Eicon, em São Paulo, mas não obteve retorno. Procurada, a Prefeitura de Mauá informou que só iria se pronunciar sobre o assunto após ser notificada pelo TCE.

Após denúncia, Cincinato pede demissão
13/12/2006
Artur Rodrigues e Sérgio Vieira / Diário do Grande ABC

Foram apenas 20 dias à frente da Secretaria de Saúde de Mauá. Quarta-feira, o vereador Cincinato Freire (PSDC) pediu ao prefeito Leonel Damo (PV) o seu desligamento do cargo. Com a decisão, ele retorna ao Legislativo.
O pedido de demissão ocorreu poucas horas após o Diário revelar que o nome de Cincinato constava num caderno contábil de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), encontrado pela polícia. No inquérito, um investigador localizou lançamentos de supostos pagamentos a Cincinato, de R$ 3.828, com data de 4 de janeiro de 2005.
O caderno foi apreendido pela polícia no carro de Reinaldo Macário de Lima, o Boy, braço-direito de Gildásio Siqueira Santos, considerado testa-de-ferro da facção em postos de gasolina, onde o dinheiro do crime seria esquentado.
De forma evasiva, Cincinato justificou as anotações dizendo que era um pagamento de uma conta de abastecimento. “Eu comprei gasolina para mim, minha mulher e pessoas de meu gabinete”, disse, sem explicar quantos carros eram abastecidos, o período e o posto onde marcava o débito.
Com a quantia anotada no caderno, seria possível comprar mais de 1,6 mil litros de gasolina , o que daria para encher o tanque de uma frota de 40 veículos. Questionado se tinha comprovante de quitação, desconversou: “Não guardo nota fiscal”.
Cincinato confirmou que conhece Boy. “Se eu falar que não conheço, estaria mentindo.” Ainda assim, ele enfatizou, em tom irritado, que não tem qualquer relação com a facção criminosa. “Nunca tive nada com o PCC. O fato de eu conhecer alguém não significa que eu participe de uma coisa criminosa.”
Ele disse que decidiu pedir demissão e que o prefeito, em princípio, não queria aceitar. “Quero que todos os fatos sejam apurados e em momento nenhum quero atrapalhar o prefeito.”
O secretário de Governo, Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB), disse que a decisão de Cincinato foi acertada. “Ele se afastou para não dar desgate ao governo.” O nome do substituto de Cincinato deverá ser divulgado nesta quinta-feira.
DIÁRIO – O senhor vai fazer algo para tentar provar sua inocência nesse episódio?

CINCINATO FREIRE – Vou ver o que é possível fazer. Estou me colocando à disposição da Justiça. Me senti condenado e isso me deixou chateado. E não quero denegrir a imagem da administração.
DIÁRIO – Por que o senhor acha que seu nome aparece no caderno contábil?
CINCINATO – Eu gostaria de me reservar o direito de não responder mais. Eu me senti pré-condenado. Posto de gasolina vende gasolina e eu posso comprar gasolina. Agora dizer que eu recebi dinheiro… É uma coisa que não merece explicação.
DIÁRIO – O senhor retorna ao Legislativo?
CINCINATO – Volto a ser vereador. Pedi meu afastamento hoje (quarta-feira) e já entreguei ao prefeito.
DIÁRIO – De qualquer forma, seu nome aparece no caderno e é citado no inquérito.
CINCINATO – (irritado) Se seu nome estivesse lá, então você seria bandido? Meu nome está lá, mas não quer dizer nada.
DIÁRIO – O senhor acha que não tem de dar explicação?
CINCINATO – Explicação eu vou dar à Justiça. Vou esclarecer para quem tem de esclarecer. E eu garanto que não tenho ligação nenhuma com o PCC. A partir do momento que eu compro gasolina, não quer dizer que não posso dever para eles.
DIÁRIO – O senhor tinha conta em posto de gasolina?
CINCINATO – Eu compro gasolina. Não é só desse posto (sem dizer qual), posso comprar de outro posto também. Não gostaria de ficar aqui explicando, até para não continuar o pré-julgamento. Mas é compra de gasolina, para mim, minha mulher, pessoas do meu gabinete…
DIÁRIO – Então o senhor tinha conta?
CINCINATO – Se eu chegar em qualquer posto e falar que preciso comprar para uns dias, duvido que algum posto de Mauá se negue a vender para mim. Com esse valor (R$ 3.828) eu comprei gasolina.
DIÁRIO – Então o valor refere-se a um pagamento?
CINCINATO – Sim. Eu compro gasolina em vários lugares em Mauá. Eu me lembro que comprei gasolina deles. Comprei gasolina.
DIÁRIO – O senhor tem algum tipo de comprovante desse pagamento?
CINCINATO – Quando você abastece você pega nota fiscal? Eu nunca peguei. Se eu pegar um recibo de comprovante de gasolina, não vou me preocupar nem em guardar. Eu nunca guardo nota.
DIÁRIO – Quantos carros eram abastecidos e o prazo para se chegar a esse valor?
CINCINATO – Não quero dar explicações nesse sentido. Eu comprei gasolina. Ponto. Não me lembro de detalhes, até porque foi há um ano e meio. Eu comprei gasolina. Não recebi dinheiro de ninguém.
DIÁRIO – O senhor não acha que deve satisfação aos seus eleitores?
CINCINATO – Com os meus eleitores eu vou conversar pessoalmente, quantos dias forem preciso.DIÁRIO – O senhor conhece Reinaldo Macário de Lima, o Boy?
CINCINATO – Conheço. Se eu comprava gasolina e ele trabalhava no posto.., nem sei se ele trabalhava no posto. Se eu chegar aqui falar que não conheço é mentira.
Juíza indicou mulher de líder de facção
Artur Rodrigues / Diário do Grande ABC
19/1/2007
Uma denúncia anônima, anexa à ação civil pública movida pela promotora da Cidadania Adriana Ribeiro Soares de Morais, aponta que a juíza Ida Inês Del Cid indicou Mirian Valério da Silva para cargo comissionado na Prefeitura de Mauá. Mirian foi indiciada por formação de quadrilha em inquérito da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), que apura lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de postos de gasolina, e é namorada de Felipe Geremias, o Felipe Alemão, acusado de ser um dos líderes da facção.
A denúncia, feita por alguém que se identifica como funcionário da Prefeitura há 26 anos, diz que Ida indicou dezenas de cargos nas administrações Diniz Lopes (PL) e Leonel Damo (PV). Entre as supostas indicações da juíza eleitoral da cidade, está a do ex-companheiro, o procurador-chefe Lourival Fernandes de Alencar e de dois secretários, o de Desenvolvimento Social e Econômico, Marcos Soares, e o de Assuntos Jurídicos, o ex-juiz Fernando Brigante.
Era justamente no setor jurídico da Prefeitura que Mirian Valério trabalhava, antes de ser transferida para a Saúde, então chefiada pelo vereador Cincinato Freire (PSDC). Ela foi exonerada pelo prefeito Damo e Cincinato se demitiu após reportagem que mostrava seu nome na contabilidade dos postos de gasolina que, segundo a polícia, seriam do PCC.
A denúncia anexada à ação traz uma lista, com salários, setores e até códigos relacionados a parte dos não-concursados da Prefeitura. Por sorteio, a ação civil caiu justamente na 2ª Vara, da juíza Ida Inês, que tem seu nome citado na denúncia anônima e que, em conversas telefônicas, faz menção à indicação de uma pessoa na Secretaria da Saúde. Como a magistrada não se declarou suspeita para julgar o caso, a promotora Adriana pediu exceção de suspeição, para que outro juiz julgasse a ação. O pedido está no Tribunal de Justiça desde agosto deste ano e o processo, parado.
A juíza Ida Inês não respondeu às questões enviadas por e-mail pelo Diário. A Prefeitura enviou nota oficial em que nega que a juíza tenha feito indicação de cargos e diz que os funcionários são escolhidos por critérios técnicos. Redução no número de cargos de confiança está sendo estudada.
Diniz Lopes afirmou que as indicações em seu mandato interino foram feitas por Leonel Damo. “Depois me desvinculei do Leonel e comecei a fazer as alterações e demissões.Deixei 90 cargos vagos quando saí.” Oswaldo Dias não foi localizado.
Vanessa Damo se livra da ameaça de cassação
Juliana de Sordi Gattone / Diário do Grande ABC
18/05/2007
A deputada estadual e 3ª secretária Vanessa Damo (PV-Mauá) conseguiu se livrar de ter o mandato cassado. Sem julgar o mérito e pela maioria dos votos, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) arquivou a ação de impugnação de mandato eletivo, por abuso do poder econômico e de autoridade.
A parlamentar era acusada de utilizar recursos da Prefeitura de Mauá (administrada pelo pai, Leonel Damo) na campanha eleitoral do ano passado, com a intenção de divulgar a própria candidatura à Assembléia no jornal Opinião Pública, periódico regional.
Segundo Alberto Luis Mendonça Rollo, um dos advogados que defendem Vanessa junto ao TRE, havia duas ações com as mesmas argumentações. “A diferença entre elas era somente o pedido de sentença. Enquanto essa pedia cassação, a outra, já julgada pelo tribunal, exigia a inegibilidade”, explica.
Na decisão, o relator Nuevo Campos argumenta que a Constituição Federal só permite a impugnação do mandato eletivo em “casos de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude, hipóteses que não incluem uso abusivo dos meios de comunicação social”.
E continua: “Embora alegada a ocorrência de abuso do poder econômico, por parte da requerida, não referiu a inicial, neste aspecto, fato concreto, certo e determinado. (…) Portanto, o acolhimento da propositura da presente ação nos termos da inicial importaria em conferir indevido caráter investigativo à presente via jurisdicional”.
Para o advogado de defesa, o fato de a ação ter sido arquivada, sem que a parlamentar fosse sequer citada, é uma vitória. “O tribunal não quis apreciar o mérito.”
Inelegível – Rollo classificava a ação arquivada como a mais temida, já que poderia resultar em impugnação. “No outra caso, o TRE decidiu condená-la à inegibilidade”, explicou.
Em abril, o tribunal tornou Vanessa e o prefeito Leonel Damo inelegíveis por três anos – contados a partir de 2006. No entanto, a defesa ainda pode recorrer da decisão, que ainda não teve o acórdão publicado.

Declarada a inelegibilidade do prefeito Leonel Damo e da deputada Vanessa Damo
Deputada e prefeito de Mauá fizeram uso indevido de meio de comunicação social nas eleições de 2006.
Em sessão realizada nesta quita-feira (12/03), o TRE-SP julgou procedente a Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), órgão do Ministério Público Federal, em face da Deputada Estadual Vanessa Damo e de seu pai, Leonel Damo, prefeito do município de Mauá. Em conseqüência, foi declarada a inelegibilidade de ambos por três anos.
O Tribunal acolheu a representação formulada pela PRE-SP, segundo a qual os representados fizeram uso indevido de meio de comunicação social com a finalidade de promover a candidatura de Vanessa ao cargo de Deputada Estadual, o que se deu por meio do periódico semanal “Opinião Pública”. No período de janeiro a setembro, o periódico, com tiragem de 30.000 exemplares, publicou notícias sobre obras, atividades e realizações de Vanessa e Leonel Damo, sempre enaltecendo suas realizações políticas e, dessa forma, incutindo de maneira subliminar a imagem de Vanessa Damo no eleitorado.
Em sua representação, o Ministério Público Eleitoral apontou ainda que o jornal publicava, mediante pagamento, propaganda institucional da prefeitura de Mauá.
Da decisão do TRE-SP cabe recurso ao TSE.

12/04/2007 ( PRE )

maio 22, 2006

Ato Patriótico no Brasil

Passou meio que despercebido, graças ao destaque que o PCC recebeu nos últimos dias. O jornal USA Today publicou aquilo que deverá fazer a alegria de todo adepto das idéias convencionalmente (mal) definidas como ” teorias da conspiração”: o governo americano teria grampeado seu próprio povo desde o 11 de Setembro.
Modéstia. Os conspirólogos denunciam que isso é feito há muito mais tempo.
A desculpa do governo Bush é o surrado “combate ao terrorismo”. Como já foi o “combate ao comunismo” a justificativa pelo apoio a ditaduras sanguinárias ao redor do globo.
A novidade é que não se trata de artigo publicado em sites de ufologia e afins, mas de um “jornalão”. Todo cidadão norteamericano, suspeito ou não, teve seus telefonemas rastreados por um sistema de espionagem hi-tech, monitorado por agências de espionagem, como a NSA.
O que isso tem a ver com o Brasil?
Quase nada, mas serve como introdução ao tema a seguir:a paranóia observada no Estado de São Paulo, devido aos ataques atribuídos ao PCC, está servindo como justificativa para a recrudescência da brutalidade por parte dos agentes da lei.
A compreensível resposta vigorosa da PM ao crime no Estado veio acompanhada de relatos, suspeitas de abusos e, pior, assassinatos considerados gratuitos por testemunhas e conhecidos das vítimas. Chacinas e esquadrões da morte voltam a ser destaque nos noticiários e conversas cotidianas.
A”opinião pública” exige respostas e não irá se opor ao uso desmedido de violência contra pessoas que tiverem o azar de cruzar com uma polícia desmoralizada e às voltas com seus próprios conflitos internos de ordem moral, espiritual, psicológica e material. Locais onde a população prefere os bandidos à polícia são alvos da desforra indiscriminada.
Após o ataque às Torres Gêmeas, a música de uma nota só que passou a ser entoada, quase em uníssono, nas paradas americanas foi aquela que dizia: quem não está conosco, está contra.
O chamado Ato Patriótico, restringindo as liberdades civis dos cidadãos americanos, seria então imposto sob a bandeira da Segurança Nacional, e as vozes contrárias às represálias preconizadas por Bush e seu Ministério da Guerra, seriam colocadas em xeque, sujeitas à pecha irresistível de anti-patrióticas ou anti-americanas.
Semelhanças à parte, deve-se temer que velhos baluartes da troglodice tropical saiam de sua leve hibernação, brandindo seus tacapes e, auxiliados pela gritaria supersônica de programas de rádio e televisão, instiguem a população traumatizada pelos acontecimentos contra valores de seu próprio interesse, como os direitos civis e humanos que alguns insistem em preservar.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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