ENCALHE

agosto 3, 2009

Novo Conselho Estadual de Educação de SP tem irmão de Kassab como um de seus membros.

A notícia saiu no portal da Secretaria da Educação há um mês ( perto do feriado prolongado e ilegítimo de 9 de Julho… ). O texto informava que “a partir de agosto” ocorreria “a primeira reunião de trabalho do segundo semestre”. Então, ainda estou em tempo. Bom, observem que as últimas duas secretárias de Educação, cujas performances à frente da pasta, devem ter agradado ao governador, uma vez que elas foram contempladas com indicações ao Conselho. É remunerado? É considerado “aparelhamento”?
Ex-secretárias passam a integrar Conselho Estadual de Educação
Terça-Feira, 07 de Julho de 2009 13h00
Governador também nomeou para o Conselho o diretor da Faculdade de Direito da USP
O governador José Serra nomeou três ex-secretárias de Estado da Educação para compor o Conselho Estadual de Educação a partir de agosto, quando acontece a primeira reunião de trabalho do segundo semestre. São elas: Maria Helena Guimarães de Castro, Maria Lúcia Vasconcellos, e Rose Neubauer. João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito da USP, também foi nomeado membro titular do Conselho. “A experiência das ex-secretárias é valiosa”, diz o secretário de Estado da Educação Paulo Renato de Souza. “Elas darão uma contribuição muito especial à Educação de São Paulo com suas participações no Conselho”, completa.
Conforme define a lei Estadual nº7.940/67, o Conselho Estadual de Educação renova 1/3 de seu corpo deliberativo em agosto próximo. Serão quatro novos membros e cinco reconduzidos aos postos. O conselho conta com 24 personalidades de instituições ligadas à Educação, cada uma com mandato de três anos, renovando-se sempre no mesmo mês, a cada três anos para os titulares e a cada dois para os suplentes.
Suelly Alves Maia, presidente estadual da Unidime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e Maria Elisa Ehrhardt Carbonari, vice-reitora do Centro Universitário Anhanguera, assumem as suplências.
Em recondução aos postos titulares estão Ana Luísa Restani, superintendente executiva da Fundação Bradesco, Eunice Ribeiro Durham, professora titular em Ciências Sociais da USP, Mario Vedovello Filho, mestre e professor em odontologia, Pedro Kassab, ex-presidente do Conselho, e a escritora Suzana Tripoli. À suplência foram reconduzidos: Roque Theophilo Junior, professor titular e corregedor Geral da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Severiano Garcia Neto, presidente do Sindicato dos Supervisores do Magistério.
Criado há 42 anos, o Conselho Estadual de Educação tem como função primária regulamentar a execução de recursos e normatizar o funcionamento das unidades de ensino. Está dentro de suas atribuições orientar a política educacional do Estado, regulamentar as bases e diretrizes discutidas no Conselho Nacional de Educação, ordenar o Sistema de Ensino em diversos níveis.
Como fica a composição do Conselho Estadual de Educação:
Presidente
Arthur Fonseca Filho
Vice-Presidente
João Cardoso Palma Filho
CONSELHEIROS
· ANA LUÍSA RESTANI
· ANGELO LUIZ CORTELAZZO
· ARTHUR FONSECA FILHO
· CUSTÓDIO FILIPE DE JESUS PEREIRA
· DÉCIO LENCIONI MACHADO
· EDUARDO MARTINES JUNIOR
· EUNICE RIBEIRO DURHAM
· FRANCISCO JOSÉ CARBONARI
· HUBERT ALQUÉRES
· JOAQUIM PEDRO VILLAÇA DE SOUZA CAMPOS
· JOÃO CARDOSO PALMA FILHO
· JOÃO GRANDINO RODAS
· LUIZ EDUARDO CERQUEIRA MAGALHÃES
· MARCOS ANTONIO MONTEIRO
· MARIA AUXILIADORA A. PEREIRA RAVELLI
· MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO
· MARIA LUCIA VASCONCELLOS
· MÁRIO VEDOVELLO FILHO
· MAURO DE SALLES AGUIAR
· NINA BEATRIZ STOCCO RANIERI
· PEDRO SALOMÃO JOSÉ KASSAB
· ROSE NEUBAUER
· SÉRGIO TIEZZI JÚNIOR
· SUZANA GUIMARÃES TRIPOLI
CONSELHEIROS SUPLENTES
· SUELI ALVES MAIA
· MARIA ELISA EHRHARDT CARBONARI
· ROQUE THEOPHILO JÚNIOR
· SEVERIANO GARCIA NETO
· FERNANDO LEME DO PRADO

junho 25, 2009

Merendagate da Prefeitura de São Paulo: Ilegal, imoral. E escolas estaduais perdem dezenas de funcionários por vencimento de contratos.

“Estudos já comprovaram que esse modelo de terceirização da merenda ( mantido pela Prefeitura ) é ilegal e mais caro [ grifo deste blog ]. O caso será agora decidido na Justiça.”
Sílvio Marques, promotor do Patrimônio Público e Social, citado na coluna “Diário Paulista”, do Diário de São Paulo, 24.06.09
De acordo com a referida coluna, “a Secretaria da Educação alega que é ‘inviável’ produzir a merenda diretamente porque, para isso, seria necessário contratar e treinar 6 mil funcionários de uma hora para outra [ sic ].” Para quem não gosta de contratar funcionário público, o problema não é esse “de uma hora para outra”, mas sim “uma hora vai ter que contratar”.
Prossegue o “Diário Paulista”, resumindo o caso: as 6 empresas que eram responsáveis pelo fornecimento da merenda na cidade são acusadas de fazer um acordo entre si para dividir os lotes do contrato de fonecimento, cujo valor é R$ 250 milhões por ano. O Ministério Público, diz o “Diário”, acusa que 10% dos valores foram pagos a agentes públicos [ grifo deste blog ], a título de propina.
E NO ESTADO?
O jornal de bairro “O Paulistano” ( sempre citado aqui ) traz, na edição desta semana, a seguinte denúncia: na Escola Estadual Annita Atalla – Escola de Tempo Integral, que fica em Vila Prudente ( Zona Leste ), em fins de maio, funcionários não concursados da “área operacional” ( não sei o que vem a ser isso ) tiveram seus contratos vencidos e, com isso, passaram a debandar ( “EE Annita Atalla: faltam funcionários, sobram reclamações”, O Paulistano, edição 187 ). De acordo com a matéria, isso colocou em risco o funcionamento “em tempo integral” da escola: cerca de 380 alunos entram na escola às 7 da matina, saindo às 16 hs; ao longo da jornada, tomam café da manhã, duas merendas e ainda um almoço.
Ocorre que, entre os funcionários que debandaram, havia a merendeira que preparava o rango. Sem aparente solução, o que direção escolar fez?
Simples: começou a pedir, via bilhete [ ou seja: deverá servir como prova documental ], uma “colaboração espontânea” aos pais, no valor de R$ 10, 00, com a finalidade de manter a profissional ali, fazendo o rango da molecada. Alguns pais concederam. A maioria, no entanto, diz o jornal, se põe contra. Os relatos de pais dão a medida da tragédia: além da merendeira, saíram faxineira e inspetor. E o turno da tarde perigaria de acabar, fazendo com que pais “que não têm onde deixar os filhos” fiquem apreensivos.
Outros relatos dão conta de que, entre as sugestões de alternativas apresentadas pela diretoria do colégio, está a de os pais buscarem os filhos para estes almoçarem em casa [ !! ]. Há outra: que os alunos passassem a levar o almoço de casa [ alguém leu o livro "Cazuza", do Viriato Correa? Um garoto levava a lata de comida pro colégio e, na hora do lanche, ia se esconder "para comer", solitariamente. Outros alunos - se lembro bem - ficaram intrigados com o "egoísmo" do garoto e armaram um surpresa pro unha de fome. Na hora H - NHAC! - atacaram o fominha, para ver o que é que tinha de tão especial na marmita, que ele não repartia com ninguém. Descobriram que o garoto levava a lata vazia para a escola, não havia o que comer. É foda... ].
Prosseguindo com os testemunhos: uma das faxineiras está ajudando no preparo das refeições; também foi pedido aos pais que ajudassem na limpeza do estabelecimento. Há um outro testemunho, de alguém que não quis se identificar [ um motorista de transporte escolar ] , muito interessante: a falta de funcionários estaria afetando, também, outras escolas [ !!! ]
OUTRA ESCOLA COM PROBLEMAS
Detonando com a versão largamente divulgada pelo governo do Serra, e devidamente papagaiada pelos jornais simpatizantes tucanos, há o caso de um colégio, o José Pantoja, também na Vila Prudente, cuja falta [ e faltas ] de professores está prejudicando sobremaneira os estudantes. Lembram-se daquela lei das faltas, que tanto se falou, chegam a mostrar números que provariam o “acerto” da lei, que teria diminuído as ausências dos professores? Pois é. Talvez no começo, o professor passasse a frequentar a escola e dar aulas doente mesmo. Só que há limite pra tudo, né? Provavelmente haverá também uma “fuga” de professores da rede estadual. Só que não se enganem: é isso que os tucanalhas querem. Eles querem entregar a Educação à iniciativa privada.

maio 31, 2009

Livro de sacanagem é o de menos: escolas estaduais do governo Serra são "faxinadas" por alunos, e até por merendeiras!! Que lixo!

Escolas do estado sem faxina: Entre uma aula e outra, uma “varridinha no chão”
Pais de alunos da rede estadual de ensino estão indignados com a falta de equipes de limpeza nas escolas. Conforme a Folha apurou, o problema persiste há meses e a Secretaria de Estado da Educação não resolve o impasse. Não faltam denúncias de que os alunos estão ‘colaborando’ com a faxina nas salas de aula e que as merendeiras também se revezam entre o preparo da comida e a limpeza.
“Não mando minha filha para a escola para ‘aprender’ a limpar a carteira, varrer o chão da classe e sabe mais o quê estão tendo que fazer. Ouvi dizer que os alunos tiveram que lavar o ginásio para conseguir ter aula. Um absurdo”, comenta o pai de uma aluna da EE República do Paraguay, na Vila Prudente. Na última quarta-feira, dia 27, a reportagem da Folha foi até a porta da escola e ouviu de funcionários que depois de muito tempo sem uma equipe de limpeza (“meses“, conforme algumas mães), ‘naquele dia, haviam aparecido três moças’. Número que até as crianças consideram insuficiente. “A escola é muito grande e está suja.
“Vai precisar de mais”, comenta uma garota que deixava o turno da manhã. A colega dela assumiu que limpa a classe: “A professora pede para a gente varrer o chão e passar pano nas mesas para deixar tudo limpinho para a turma que vai entrar depois”. [ Nota deste blog: esta última sentença "A professora pede..." será a deixa para a Secretaria desviar o assunto; apesar das descrições sobre as condições ruins serem várias, é fácil prever que a nota lacônica da Secretaria - caso venha alguma, claro - dirá que "professor não tem autorização e nem prerrogativa para mandar alunos fazerem faxina ]
Em outra grande escola da Vila Prudente, a EE Julia Macedo Pantoja, o número de funcionários voltados à limpeza da ampla unidade não passa de três, segundo professores. “Os contratados foram mandados embora, tinha uma cooperativa que também parou e as pessoas não foram recolocadas em número suficiente.
As condições de limpeza são críticas mesmo”, assume um deles. “Como fica a questão da higiene, principalmente nos banheiros?”, indaga uma mãe. Na Mooca, a Folha já começou a receber queixas de pais de alunos da EE Profº José Heitor Carusi. De acordo com eles, o contrato dos inspetores de alunos e dos faxineiros terminava ontem e não havia notícia da contratação de outras equipes. “Como vão manter uma escola sem limpeza? E os inspetores que ficam nos portões nos horários de entrada e saída, não vão fazer falta também? Engraçado que os governantes [ sic ] adoram aparecer na TV falando que está tudo funcionando bem, a realidade é muito diferente”, comenta um pai.
[ Nota deste blog: "Governantes" o cacete! Quem tá gastando os tubos em propaganda para dizer que tudo vai bem - além de ser o responsável direto pelas escolas estaduais - é o sr. José Serra ( e a sua bancada na ALESP ). Que, aliás, foi muito bem votado na região. Ele e o Kassab. Antes deles, quem dava de lavada aqui era o Maluf, o Jânio também. Pensando melhor... quer saber? Aprendam a votar, porra!! ]
A reportagem procurou, por telefone e e-mail, a Secretaria de Estado da Educação, mas, não obteve explicações até o fechamento desta matéria. ( Publicado no jornal Folha de Vila Prudente, 29.05.09 )

maio 15, 2009

Os professores levam mais uma paulada do Governo de São Paulo

Do site e-ducador
14 de Maio de 2009
No dia 6 de maio ficamos sabendo que o Estado de São Paulo abrirá 50.000 cargos efetivos para professores da rede estadual e criará a jornada de trabalho de 40 horas, permitindo ao professor cumprir toda a sua carga horária numa mesma unidade escolar
Fonte: Revista Fórum (13.05.2009)
Nora Krawczyk (*)
Sem dúvida, duas medidas que deixam a nós, os educadores, muito contentes, já que tendem a acabar com o professor temporário e possibilitar que as escolas consolidem uma equipe de trabalho cooperativo de longo prazo e maior envolvimento docente com o projeto pedagógico da escola. Certamente são decisões que propiciam a melhora da qualidade do trabalho escolar. No entanto, as notícias não terminam aí. Para nossa surpresa será criada uma Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo para ‘formar’ os docentes que forem aprovados no concurso. Isto é, só terá direito a dar aulas quem passar no curso de 4 meses na Escola. Portanto, não será suficiente ter sido aprovado no concurso. Estamos frente a uma situação no mínimo esquisita, porque parece que o governo do Estado de São Paulo está abrindo um concurso para selecionar os melhores candidatos no qual nem ele acredita. Ou será que o governo parte do pressuposto de que a formação docente no Brasil é ruim? Ou, ainda, de que os futuros professores da rede paulista precisam de um doutrinamento para poder utilizar ‘corretamente’ as cartilhas no lugar de exercer responsável e criativamente a sua profissão? Não seria mais adequado implementar ações que tornem a profissão docente bem mais atraente o que, sem dúvida, qualificaria a demanda? O que aconteceria se no lugar de inventar mais instâncias de seleção e de enquadramento se pensasse em melhorar os salários e em oferecer condições de trabalho dignas para um profissional que é responsável pela educação de nossas crianças e jovens? Se a motivação real de todas estas mudanças é oferecer melhores condições institucionais para a aprendizagem dos alunos, sem dúvida a implementação de políticas de melhora real das condições de trabalho dos professores permitiriam também a reflexão coletiva sobre alguns aspectos bastante espinhosos, mas necessários para discutir a qualidade do ensino na escola pública. Um deles são os critérios de alocação dos docentes que, frente à necessidade de não dificultar ainda mais a vida do professor, não levam suficientemente em conta as necessidades institucionais e do público alvo. Outra questão é a necessidade de repensar o formato do concurso público para professor de ensino básico. O argumento do governo de São Paulo para a implantação de uma segunda prova de seleção após o curso de qualificação é que a prova administrada no concurso é muito teórica. Nesse caso, pensar na reformulação do concurso para professor de ensino básico de forma que contemple a diversidade de competências necessárias para o bom desempenho docente, tais como conhecimento na área especifica de ensino, dos fundamentos educacionais, competência didática, etc., pode ser um começo de uma tentativa de melhorar as condições de seleção. Por último e mais uma vez a formação continuada volta à tona. A Escola de Formação de Professores do Estado de São Paulo pretende focar a prática num curso massivo de 360 hs. para 10.000 professores no começo e posteriormente 50.000, o que implica que uma parte considerável de carga horária seja oferecida a distância. O debate sobre a deficiente qualidade da educação tem enfatizado a importância da melhora da formação básica e continuada dos docentes de todos os níveis de ensino. Ainda que o êxito da educação escolar é resultado de um processo de múltiplas variáveis e que não pode ser reduzido de forma leviana à responsabilidade do professor, sem dúvida a formação de ‘formadores’ se enfrenta hoje a múltiplos desafios. Mas, também não se pode reduzir de forma leviana estes desafios à necessidade de um mero treinamento que, além de bastante custoso, nada indica que possa chegar a ter um efeito significativo na sua atuação profissional. Além disso, o governo de São Paulo retoma a proposta de submeter os professores temporários, que hoje representam 40% da rede, a uma prova anual. E os que não forem aprovados serão encostados em algum lugar dos estabelecimentos escolares, para não descumprir a lei. Se for verdade que o exemplo educa, sem dúvida a atitude do governo do Estado está dando às novas gerações um péssimo exemplo de respeito aos outros. Mais uma vez os trabalhadores vão carregar nos ombros as conseqüências de políticas públicas antidemocráticas implementadas no Estado de São Paulo nas últimas décadas. Novamente, não seria mais adequado acabar de uma vez com a figura do docente temporário e implementar políticas sistemáticas de aperfeiçoamento profissional no lugar de contaminar o clima escolar com atitudes pouco respeitosas e discriminatórias? Estas e outras medidas compõem o Programa + Qualidade na Escola do Estado de São Paulo que, lamentavelmente, mais uma vez desqualifica a imagem do professor. Como pretender assim que os jovens nos respeitem?
(*) Nora Krawczyk
Professora Doutora da Faculdade de Educação/Unicamp, coordenadora do Grupo de Pesquisa Políticas Públicas e Educação (GPPE) na Pós-Graduação da Faculdade de Educação/Unicamp, Pesquisadora do CNPq, co-autora, entre outros livros de “A Reforma Educacional na América Latina nos anos 90: Argentina, Brasil, Chile e México”, editora Xamã, 2008.

maio 5, 2009

"Governo paulista só atrapalha" diz diretor de melhor escola estadual de SP. ( Do blog do Chicão )

Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
Abaixo você vai ler a entrevista do diretor da melhor escola estadual de São Paulo (ficou em 2.596º lugar entre os melhores do país). Ele reafirma as calamidades que venho denunciando
aqui no blog.
Folha de SP, 04/05/2009
Camilo Oliveira, diretor da melhor escola estadual de SP no Enem, afirma que o colégio se destacou por méritos próprios
FÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL
O DIRETOR DA MELHOR escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) afirma que seu colégio se destacou no sistema “apesar” dos governos. “O Estado só me atrapalha“, afirma Camilo da Silva Oliveira, 57, que dirige a escola Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Formado em história pela USP, Oliveira dirige a unidade há 22 anos. Ele conta que criou um currículo próprio, uma vez que a rede estadual não tinha algo semelhante, e não utiliza programas do governo como formação de professores, salas de informática ou atividades como feira de ciências.
Prestes a se aposentar, o diretor diz não ver “caminho” para a escola pública, que dependerá “de talentos isolados”.
Abaixo, a entrevista feita com Oliveira na última quinta-feira, em que ele abordou como funciona seu colégio, primeiro da rede estadual paulista, mas apenas o 2.596º melhor do país (média 58,5, em 100 pontos). A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) não quis comentar as críticas.
FOLHA – Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?
CAMILO DA SILVA OLIVEIRA – É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.
FOLHA – No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?
OLIVEIRA – Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]. Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino.
FOLHA – O sr. então tem uma escola que não segue a rede.
OLIVEIRA – Aqui é uma escola maldita, que vai contra os modismos de cada secretário. Depois da Rose Neubauer [gestão Mario Covas], em que as escolas perdiam aulas para treinamento de professores em horário de serviço, veio um que nem sabe o que é rol de conteúdos [Gabriel Chalita, gestão Geraldo Alckmin]. A escola, que já não funcionava, ficava uma semana em feira de ciências ou excursões para zoológico. Melhora o ensino? Vi que era fria e tirei a escola disso. No governo Serra, temos o terceiro secretário em dois anos e meio. Se o meu projeto dependesse do governo, estaria esfacelado. A menina do Mackenzie [Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, primeira secretária da gestão José Serra] era bem intencionada, mas não conseguiu nada. A segunda [Maria Helena Guimarães de Castro] eu respeito porque sabe que escola é avaliação. E sabe que para avaliar precisa de um rol de conteúdos. Mas teve problemas de gestão. Por exemplo, a prova de temporários era uma boa ideia. Mas a implementação foi péssima, sem preparo jurídico, o que melou o sistema. Ou seja, o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas. Deveríamos nos preocupar com o que realmente interessa, que é a aprendizagem dos alunos. Depois se acerta a burocracia. Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula. É uma inversão. É triste, porque se é esse caos em São Paulo, imagina nos outros Estados. Nem as universidades conhecem a rede. Ganhei da Escola de Aplicação da USP [que ficou em 3.293º lugar no ranking nacional], por exemplo. E a esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram.
FOLHA – O sr. sofre retaliações?
OLIVEIRA – Nenhuma. Conheço o ofício. Os pais sabem que essa escola funciona, daí vem o apoio. No começo, senti pressão. O supervisor vinha e falava: “Como não vai mandar os professores para formação?”. Eu dizia: “Vou chamar a imprensa e explicar que os alunos vão ficar sem aulas.” Eles desistiam de me pressionar. Mas era um sobressalto constante.
FOLHA – Como o sr. avalia o corpo docente da sua escola e da rede?
OLIVEIRA – Aqui o pessoal é qualificado. Gente da USP, PUC, do Mackenzie. É uma nata que gostou do trabalho. Aqui se consegue dar aula, raridade na rede. Foi uma seleção natural ao longo dos anos.
FOLHA – Quanto ganham seus professores?
OLIVEIRA – Os mais novatos, com cinco anos de experiência, uns R$ 1.700, a média do Estado. Eu sou um diretor de 30 anos, que vai se aposentar na casa dos R$ 3.000.
FOLHA – Há pesquisas que mostram que o salário da rede estadual paulista não é ruim [ Nota deste blog: Quais pesquisas? ] . O sr. concorda?
OLIVEIRA – Em cidades do interior, o salário de professor é o maior da cidade. Mas o Estado deve atrair melhores quadros. O salário não é compatível.
FOLHA – Como o sr. avalia a estrutura física da sua escola?
OLIVEIRA – Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor.
FOLHA – Qual a principal ação para melhorar o ensino público?
OLIVEIRA – Gerência. Precisa ser técnica, trabalhar currículo, diagnóstico. Até trazer gente da iniciativa privada [ Nota deste blog: Com quais salários? ]. Ou colocar os diretores das melhores escolas na gestão do sistema.
FOLHA – O que o sr. acha do novo secretário, Paulo Renato Souza?
OLIVEIRA – Tenho simpatia pela trajetória dele. Mas ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Nota do Chicão:
Vou realçar algumas falas:
1- sobre conteúdos pedagógicos:”O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, AINDA NEM nem desconfia.”
É por isto que ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra a revista Recreio (editora Abril), com textos “pedagógicos” como este: “Encare partidas de tênis com Mario no Wii”. Veja aqui
2- sobre a falta de professores e as aulas perdidas pelos alunos”a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]…”
É só ir visitar as escolas estaduais. É um descalabro. Quando faltam professores, é comum dispensar a sala de todas as outras aulas. Um horror! Leia aqui
3- Sobre a falta de rumo do governo Serra: “o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas…”
Perdeu a compostura, tudo virou marketing.
4- manutenção de prédio público: “Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor”.
Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as “bençãos” dos deputados donos dos pedaços. Leia aqui ou aqui
Você ainda acredita um pouco em Alckmin e Serra?
5- falta aula, falta professor, falta material didático, falta tudo: “Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula” Leia aqui
6- sobre o Paulo Renato, novo secretário da educação (o terceiro em 2 anos e meio): “…ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um. Ele veio fazer política, seu discurso de posse foi só política e nada mais.”
Leia aqui como era a educação na época do Ministro Paulo Renato.
Enfim, é isso aí. É muita mentira em propaganda, e um caos na prática.

"Governo paulista só atrapalha" diz diretor de melhor escola estadual de SP. ( Do blog do Chicão )

Educação: Governo do Estado de São Paulo só me atrapalha
Abaixo você vai ler a entrevista do diretor da melhor escola estadual de São Paulo (ficou em 2.596º lugar entre os melhores do país). Ele reafirma as calamidades que venho denunciando
aqui no blog.
Folha de SP, 04/05/2009
Camilo Oliveira, diretor da melhor escola estadual de SP no Enem, afirma que o colégio se destacou por méritos próprios
FÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL
O DIRETOR DA MELHOR escola da rede estadual de São Paulo no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) afirma que seu colégio se destacou no sistema “apesar” dos governos. “O Estado só me atrapalha“, afirma Camilo da Silva Oliveira, 57, que dirige a escola Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra (Grande São Paulo).
Formado em história pela USP, Oliveira dirige a unidade há 22 anos. Ele conta que criou um currículo próprio, uma vez que a rede estadual não tinha algo semelhante, e não utiliza programas do governo como formação de professores, salas de informática ou atividades como feira de ciências.
Prestes a se aposentar, o diretor diz não ver “caminho” para a escola pública, que dependerá “de talentos isolados”.
Abaixo, a entrevista feita com Oliveira na última quinta-feira, em que ele abordou como funciona seu colégio, primeiro da rede estadual paulista, mas apenas o 2.596º melhor do país (média 58,5, em 100 pontos). A Secretaria da Educação do governo José Serra (PSDB) não quis comentar as críticas.
FOLHA – Por que a escola teve a melhor nota da rede no Enem?
CAMILO DA SILVA OLIVEIRA – É um trabalho de 22 anos, que resistiu a sucessivas trocas de governo e de secretários.
FOLHA – No dia-a-dia, o que a sua escola tem de diferente?
OLIVEIRA – Um eixo pedagógico, o rol de conteúdos [currículo], uma sequência de conteúdos. Fui pesquisar, porque o Estado não tinha subsídio para isso. Pesquisei escolas particulares e vestibulares de ponta. O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, ainda nem desconfia [o currículo começou a ser implementado na rede estadual em 2008]. Cada governo tem um modismo. Por exemplo, se fala em escola de tempo integral quando a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]. Tem também o projeto de informática, uma bobagem. Se tenho 17 máquinas e 40 alunos, o que os outros 23 ficarão fazendo? Posso bolar um esquema para fora do período, mas sem achar que irá melhorar a qualidade de ensino.
FOLHA – O sr. então tem uma escola que não segue a rede.
OLIVEIRA – Aqui é uma escola maldita, que vai contra os modismos de cada secretário. Depois da Rose Neubauer [gestão Mario Covas], em que as escolas perdiam aulas para treinamento de professores em horário de serviço, veio um que nem sabe o que é rol de conteúdos [Gabriel Chalita, gestão Geraldo Alckmin]. A escola, que já não funcionava, ficava uma semana em feira de ciências ou excursões para zoológico. Melhora o ensino? Vi que era fria e tirei a escola disso. No governo Serra, temos o terceiro secretário em dois anos e meio. Se o meu projeto dependesse do governo, estaria esfacelado. A menina do Mackenzie [Maria Lúcia Marcondes Carvalho Vasconcelos, primeira secretária da gestão José Serra] era bem intencionada, mas não conseguiu nada. A segunda [Maria Helena Guimarães de Castro] eu respeito porque sabe que escola é avaliação. E sabe que para avaliar precisa de um rol de conteúdos. Mas teve problemas de gestão. Por exemplo, a prova de temporários era uma boa ideia. Mas a implementação foi péssima, sem preparo jurídico, o que melou o sistema. Ou seja, o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas. Deveríamos nos preocupar com o que realmente interessa, que é a aprendizagem dos alunos. Depois se acerta a burocracia. Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula. É uma inversão. É triste, porque se é esse caos em São Paulo, imagina nos outros Estados. Nem as universidades conhecem a rede. Ganhei da Escola de Aplicação da USP [que ficou em 3.293º lugar no ranking nacional], por exemplo. E a esquerda até hoje acha que a democracia é o principal debate para a escola. Você pega o PT, eles estão discutindo eleição para diretor de escola. Uma bobagem. Deveria pegar os melhores quadros para dirigir a escola. Isso aqui não é sindicato. Estou me aposentando e não vejo caminho. A escola pública vai continuar dependendo de talentos isolados. O Estado só atrapalha. Aquelas que seguiram a linha, se esfacelaram.
FOLHA – O sr. sofre retaliações?
OLIVEIRA – Nenhuma. Conheço o ofício. Os pais sabem que essa escola funciona, daí vem o apoio. No começo, senti pressão. O supervisor vinha e falava: “Como não vai mandar os professores para formação?”. Eu dizia: “Vou chamar a imprensa e explicar que os alunos vão ficar sem aulas.” Eles desistiam de me pressionar. Mas era um sobressalto constante.
FOLHA – Como o sr. avalia o corpo docente da sua escola e da rede?
OLIVEIRA – Aqui o pessoal é qualificado. Gente da USP, PUC, do Mackenzie. É uma nata que gostou do trabalho. Aqui se consegue dar aula, raridade na rede. Foi uma seleção natural ao longo dos anos.
FOLHA – Quanto ganham seus professores?
OLIVEIRA – Os mais novatos, com cinco anos de experiência, uns R$ 1.700, a média do Estado. Eu sou um diretor de 30 anos, que vai se aposentar na casa dos R$ 3.000.
FOLHA – Há pesquisas que mostram que o salário da rede estadual paulista não é ruim [ Nota deste blog: Quais pesquisas? ] . O sr. concorda?
OLIVEIRA – Em cidades do interior, o salário de professor é o maior da cidade. Mas o Estado deve atrair melhores quadros. O salário não é compatível.
FOLHA – Como o sr. avalia a estrutura física da sua escola?
OLIVEIRA – Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor.
FOLHA – Qual a principal ação para melhorar o ensino público?
OLIVEIRA – Gerência. Precisa ser técnica, trabalhar currículo, diagnóstico. Até trazer gente da iniciativa privada [ Nota deste blog: Com quais salários? ]. Ou colocar os diretores das melhores escolas na gestão do sistema.
FOLHA – O que o sr. acha do novo secretário, Paulo Renato Souza?
OLIVEIRA – Tenho simpatia pela trajetória dele. Mas ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um.
Nota do Chicão:
Vou realçar algumas falas:
1- sobre conteúdos pedagógicos:”O Estado nem desconfiava desse rol. E hoje, 20 anos depois, AINDA NEM nem desconfia.”
É por isto que ao invés de comprar bons livros para as escolas, a secretaria de educação compra a revista Recreio (editora Abril), com textos “pedagógicos” como este: “Encare partidas de tênis com Mario no Wii”. Veja aqui
2- sobre a falta de professores e as aulas perdidas pelos alunos”a escola não consegue funcionar quatro horas diárias [excesso de aulas vagas]…”
É só ir visitar as escolas estaduais. É um descalabro. Quando faltam professores, é comum dispensar a sala de todas as outras aulas. Um horror! Leia aqui
3- Sobre a falta de rumo do governo Serra: “o governo não tem a menor ideia do que fazer com as escolas…”
Perdeu a compostura, tudo virou marketing.
4- manutenção de prédio público: “Não consigo uma reforma porque não participo das reuniõezinhas, não vou lá ficar bajulando. Eu percorria gabinete de deputado para pedir reforma. Desisti. É indigno para um diretor”.
Isto mesmo! A manutenção é péssima. Pior do que isto: TODA A EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO ESTÁ APARELHADA ENTRE O PSDB, DEM, PPS, PTB, PV, e outros menos votados. Até para conseguir uma reforma é preciso tomar as “bençãos” dos deputados donos dos pedaços. Leia aqui ou aqui
Você ainda acredita um pouco em Alckmin e Serra?
5- falta aula, falta professor, falta material didático, falta tudo: “Hoje, os diretores ficam mais preocupados com as atinhas, e o aluno não tem aula” Leia aqui
6- sobre o Paulo Renato, novo secretário da educação (o terceiro em 2 anos e meio): “…ele se tornou político. O problema é saber se o objetivo dele é eleger o Serra presidente ou melhorar o ensino. Se ele chegou apenas com visão política, as escolas vão seguir esfaceladas, sem conteúdos. Ele vai ser mais um. Ele veio fazer política, seu discurso de posse foi só política e nada mais.”
Leia aqui como era a educação na época do Ministro Paulo Renato.
Enfim, é isso aí. É muita mentira em propaganda, e um caos na prática.

abril 18, 2009

"Mudanças de Serra visa 2010", por Jasson de Oliveira Andrade

A Gazeta Guaçuana, em editorial, constatou: “2010 JÁ COMEÇOU”. Realmente já começou e iniciou com várias mudanças no governo Serra. No dia 14 de abril, o deputado federal Paulo Renato (PSDB) tomou posse como secretário da Educação do Estado. Segundo a Folha, ele é o terceiro responsável pela Educação em 27 meses de governo. Muita troca em tão pouco tempo. No entanto, não foi somente essa área trocada. Quando do anúncio da escolha de Paulo Renato, em 28/3/2009, o Estadão noticiou: “Há dez dias, o governador trocou o titular da Segurança Pública. Ronaldo Marzagão estava desgastado em razão das acusações, divulgadas pelo Estado, de denúncias de SUPOSTO ENVOLVIMENTO EM CORRUPÇÃO (destaque meu) do seu ex-secretário adjunto Lauro Malheiros Neto. O secretário não havia se saído bem na greve de 58 dias da Polícia Civil, no ano passado.” Marzagão foi substituído por Antonio Ferreira Pinto, considerado “linha-dura” e que ocupava a Secretaria da Administração Penitenciária, responsável pela construção de penitenciárias em Aguaí, em Mogi Guaçu e em Limeira, autorizadas pelo governo Serra.
A troca que obteve a maior repercussão foi assim anunciada pela jornalista Julia Dualibi, no Estadão: “No começo do ano [2009], Serra surpreendeu ao chamar Geraldo Alckmin para a Secretaria de Desenvolvimento, até então tocada pelo vice-governador Alberto Goldman. Com isso, Serra anestesiou a aproximação de Alckmin com Aécio Neves, governador de Minas e que também quer ser candidato”. Para quem não se lembra, Serra e Alckmin estavam praticamente rompidos desde quando o governador apoiou, na surdina e através de vereadores e secretários municipais tucanos, a candidatura de Kassab (DEM) à Prefeitura de São Paulo (Capital), contra o candidato de seu partido. Agora, com a nomeação, a paz, ao que parece, voltou entre eles. É que 2010 já começou! Serra e Alckmin ganharam. Aécio Neves perdeu.
Outra ajuda à candidatura Serra é do prefeito Kassab. Para tanto, criou várias secretarias, inclusive para beneficiar o PMDB de Quércia, dividindo o partido: no âmbito estadual está com Serra. No federal, com Lula, podendo apoiar a possível candidatura de Dilma. Com essa medida, o prefeito paulistano está contrariando o que prometeu. Segundo a Folha (11/4), “no discurso de posse, o prefeito [Kassab] afirmou que iria apertar os cintos”. Apesar da promessa, ele criou, entre dezembro e fevereiro, ou seja, depois das eleições, cinco secretarias. No mesmo período, informa o jornalista Evandro Spinelli, nesta mesma reportagem da Folha, foi extinta a pasta da Desburocratização, criada no ano passado, e seu titular, Rodrigo Garcia, ex-sócio de Kassab, foi “promovido” a secretário de Gestão. Ainda segundo esse jornalista, Marta Suplicy (PT) tinha 23 secretários, Serra, 22 e Kassab, 28. Sem comentários!
O novo secretário Paulo Renato (PSDB-SP), ao tomar posse, declarou que, no âmbito federal, a educação tem enfrentado “retrocesso”, dando início assim ao debate presidencial de 2010, como era esperado dele. E como se encontra a Educação no Estado de São Paulo, onde agora faz parte? A Folha, em editorial sob o título “O nó do ensino paulista” (17/4), diz: “Após 14 anos no governo do Estado de São Paulo, o PSDB não tem do que se orgulhar com sua rede de ensino, cujos indicadores revelam desempenho medíocre, quando não declinante”, concluindo que “do ponto de vista qualitativo resta [na educação básica paulista] quase tudo por fazer”. A Folha considera que a Educação em nosso Estado é “um flanco desguarnecido da gestão tucana”, depois de 14 anos no governo, frise-se. Pelo visto, o ensino paulista é ótimo apenas na propaganda (previsão de R$227 milhões este ano) do governo Serra, divulgada na televisão e mídia escrita!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

abril 17, 2009

"Tucanato não se conforma com a revolução que Fernando Haddad empreende na Educação", diz Gilberto Amaral

Briga de foice
O reduto tucano paulista está em polvorosa. E a estratégia é clara.
O governador José Serra escalou seu arquirrival Paulo Renato de Souza, ex-ministro da Educação na gestão FHC, para se contrapor ao atual ministro Fernando Haddad, uma das estrelas de maior ascenção no segundo mandato do presidente Lula.
O confronto promete. O tucanato não se conforma com a revolução que Haddad empreende na educação, com o volume de sua exposição na mídia, e principalmente com a sacada de substituir o vestibular nas universidades federais pelo novo Enem. Em tempo, Paulo Renato ainda que tenha sido reitor da Unicamp, não é nada popular entre os reitores brasileiros. Durante os longos oito anos em que esteve à frente do MEC, jamais recebeu um reitor e manteve as federais a pão e água. ( GILBERTO AMARAL, 16.04.09 )

"Tucanato não se conforma com a revolução que Fernando Haddad empreende na Educação", diz Gilberto Amaral

Briga de foice
O reduto tucano paulista está em polvorosa. E a estratégia é clara.
O governador José Serra escalou seu arquirrival Paulo Renato de Souza, ex-ministro da Educação na gestão FHC, para se contrapor ao atual ministro Fernando Haddad, uma das estrelas de maior ascenção no segundo mandato do presidente Lula.
O confronto promete. O tucanato não se conforma com a revolução que Haddad empreende na educação, com o volume de sua exposição na mídia, e principalmente com a sacada de substituir o vestibular nas universidades federais pelo novo Enem. Em tempo, Paulo Renato ainda que tenha sido reitor da Unicamp, não é nada popular entre os reitores brasileiros. Durante os longos oito anos em que esteve à frente do MEC, jamais recebeu um reitor e manteve as federais a pão e água. ( GILBERTO AMARAL, 16.04.09 )

"A educação na época do ex-ministro Paulo Renato", por Chicão Dois Passos

A educação na época do ex-ministro Paulo Renato
Discurso do deputado Paulo Renato, “o ético”:
“A banalização da esperteza, do compadrio, do loteamento político é assustadora nos últimos anos. Os episódios se repetem envolvendo desde o aparelhamento do Estado até o uso desassombrado do poder de polícia para intimidar e constranger adversários políticos”.
Entederam!? “O loteamento político é assutador nos ÚLTIMOS ANOS…”
Quando este elemento foi ministro da educação não realizou NENHUM CONCURSO PÚBLICO para professores de escolas técnicas. Você pode perguntar: e o que acontecia quando um professor pedia demissão, aposentava ou morria?
A resposta é simples: ou ficava sem professor ou CONTRATAVA ALGUM CABO ELEITORAL PARA DAR AULA (OU ALGUM “PROFESSOR” INDICADO POR POLÍTICO).
Ele, Paulo Renato, sucateou as escolas técnicas e deixou um rastro de loteamento político destas escolas como só acontecia na época da ditadura. Nem o governo Sarney ousou fazer o que eles fizeram.
Havia a certeza da impunidade. O ministério público federal estava amordaçado por uma chefia que era chamada de “engavetador geral da nação”. A imprensa conservadora estava preocupada com os seus próprios e bons negócios, o que incluía a proteção a quem é “amigo”. A FHC, o Serra, o Alckmin, o Aécio e o Paulo Renato são “amigos”, portanto devem ser protegidos da verdade.
Outro dia a Miriam Leitão disse que o governo FHC diminuiu em 100 mil o número de funcionários públicos. Falou maravilhas da gestão FHC. Só não disse em quais setores ele diminuiu e de que forma. Ruim, segundo ela, é o Lula que aumentou o número de funcionários públicos.
Este é o discurso conservador. É o discurso da grande aliança conservadora.
Uma parcela signifcativa (dezenas de milhares de cargos) desta redução de funcionários do governo FHC deveu-se a NÃO contratação de professores e técnicos para as escolas técnicas e universidades.
Isto mesmo: o que a Miriam Leitão louva são adolescentes sem aula por falta de professores. Ou adolescentes tendo aulas com “professores” cabo eleitorais; pois como são contratados, NÃO entram no computo geral do número de funcionários públicos.
Tomem muito cuidado! Pessoas anti-éticas como esta senhora e a empresa para a qual trabalha costumam tentar enganar e dominar a mente das pessoas.
Pela sua [ dela, Míriam ] lógica o atual ministro da educação, Ferando Haddad é péssimo, pois está inchando a máquina pública. O pecado: fazer concurso público para preenchimento de vagas de profesores.
Pecado maior: criar dezenas de novas escolas técnicas e novas universidades, com milhares de novas vagas de professores e de gente de apoio. Consequência de tamanha ousadia: aumentar o número de funcionários públicos e aumentar os gastos de custeio. Meus amigos: manter uma escola funcionando, com professores qualificados, material didáticos, laboratórios equipados, etc, é caro e é um ENORME GASTO DE CUSTEIO.
Por isto, a imprensa conservadora louva o governo FHC (que diminuiu o número de funcionários públicos – agora você sabe a que preço). Por isto, a imprensa detona o atual governo do Brasil que teve a petulância de contratar por concurso público mais de 50 mil professores, técnicos e pessoal de apoio para as escolas e universidades.
Com o concurso público foram para a rua muitos milhares de cabos eleitorais do PSDB/DEM/PPS/PMDB que estavam empregados como professores. Você consegue imaginar uma forma pior de loteamento político?
Este é a forma de agir do Paulo Renato, ex-minstro da educação e atual secretário da educação de São Paulo.
Leia também:
Economizando com a NÃO educação
Governo “bão” é governo pão duro
Investimento, cuidado com os números
Educação: saiba como os conservadores lidam com ela
Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo
PS: agradeço às pessoas que me mandaram emails e me ajudaram a redigir este texto.

abril 16, 2009

"Tucano Paulo Renato é o novo Magda da mídia", por Renato Rovai

Por Renato Rovai, em seu blog
A imprensa sempre escolhe um boca-aberta para atacar o governo Lula. Em geral, inclusive o tal acaba escolhendo os bons projetos para se contrapor. À época da implantação do bolsa família foi assim. Não faltaram intelectuais de esquerda e políticos de direita para chamar o programa de assistencialista, eleitoreiro e quetais. Alguns ainda o fazem hoje, mas já sem a mesma audiência da mesma mídia que os levou ao estrelato.
Agora, o ex-ministro Paulo Renato, atualmente secretário de Educação de São Paulo, foi eleito a Magda da vez. Aquele que vai falar as bobagens com cara de espertão. O foco é a qualidade dos programas do governo Lula na área da educação e a transformação do Enem também em referência para o ingresso nas universidades públicas federais.
Claro que a mídia e os tucanos sabem que com programas como o ProUni, a criação de muitas universidades federais e a criação, por exemplo, do piso nacional para os professores que ainda precisa ser realmente implementado, tornam a educação um dos pontos fortes deste governo. Sim, poderia ter avançado mais, mas é incomparavelmente melhor do que a ação tucana nos tempos de Paulo Renato/FHC e muito, mais muito mesmo, mais séria e comprometida do que foi e é nas gestões tucanas do governo do Estado.
Aliás, a educação no estado de São Paulo é um vexame. Se a nova Magda da praça quiser, a Fórum organiza um debate entre ele e a presidente da Apeoesp, a Maria Izabel, para discutir o tema. Tenho certeza que ela aceitará de bom grado a oportunidade. Até porque o método democrático do governo paulista é o de não dialogar com os representantes do professorado.
Mas talvez falte tempo ao secretário Paulo Renato. Até porque seus interlocutores são outros, não é verdade?
Estava me lembrando de um certo texto enviado ao ex-presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: ”Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza”.
O texto que o deputado mandou à Folha criticava a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.
O texto foi enviado ao jornal por e-mail e por engano.
Fico me perguntando com quem o atual secretário do Estado combina as críticas que vai fazer à transformação do Enem em referência para o vestibular. Será que ele fala sozinho? É só um ataque de incontinência magdal…

"Tucano Paulo Renato é o novo Magda da mídia", por Renato Rovai

Por Renato Rovai, em seu blog
A imprensa sempre escolhe um boca-aberta para atacar o governo Lula. Em geral, inclusive o tal acaba escolhendo os bons projetos para se contrapor. À época da implantação do bolsa família foi assim. Não faltaram intelectuais de esquerda e políticos de direita para chamar o programa de assistencialista, eleitoreiro e quetais. Alguns ainda o fazem hoje, mas já sem a mesma audiência da mesma mídia que os levou ao estrelato.
Agora, o ex-ministro Paulo Renato, atualmente secretário de Educação de São Paulo, foi eleito a Magda da vez. Aquele que vai falar as bobagens com cara de espertão. O foco é a qualidade dos programas do governo Lula na área da educação e a transformação do Enem também em referência para o ingresso nas universidades públicas federais.
Claro que a mídia e os tucanos sabem que com programas como o ProUni, a criação de muitas universidades federais e a criação, por exemplo, do piso nacional para os professores que ainda precisa ser realmente implementado, tornam a educação um dos pontos fortes deste governo. Sim, poderia ter avançado mais, mas é incomparavelmente melhor do que a ação tucana nos tempos de Paulo Renato/FHC e muito, mais muito mesmo, mais séria e comprometida do que foi e é nas gestões tucanas do governo do Estado.
Aliás, a educação no estado de São Paulo é um vexame. Se a nova Magda da praça quiser, a Fórum organiza um debate entre ele e a presidente da Apeoesp, a Maria Izabel, para discutir o tema. Tenho certeza que ela aceitará de bom grado a oportunidade. Até porque o método democrático do governo paulista é o de não dialogar com os representantes do professorado.
Mas talvez falte tempo ao secretário Paulo Renato. Até porque seus interlocutores são outros, não é verdade?
Estava me lembrando de um certo texto enviado ao ex-presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: ”Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza”.
O texto que o deputado mandou à Folha criticava a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.
O texto foi enviado ao jornal por e-mail e por engano.
Fico me perguntando com quem o atual secretário do Estado combina as críticas que vai fazer à transformação do Enem em referência para o vestibular. Será que ele fala sozinho? É só um ataque de incontinência magdal…
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.