ENCALHE

julho 7, 2009

O PMDB de Serra é bem diferente do "PMDB de Lula"

Necessário lembrar que Quércia também foi daqueles que sucumbiram aos poderes hipnóticos do Conde ( lembrem da Soninha… ) e, quando se esperava que ele fechasse com Marta Suplicy, apoiando a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, bem, ele acabou apoiando a candidatura de Kassab, que acabou sendo reeleito.
O líder do “PMDB de Serra” não aparece muito na mídia. Já foi o tempo. O imprensalão, por exemplo, gastava páginas e páginas demonizando-o. Que seu governo “destruíu” São Paulo. Que ele “quebrou” o Banespa.
Com isso, os “éticos” do PMDB debandaram e fundaram o PSDB. Covas ganhou o governo paulista ( sucedeu Fleury Filho, ex-menina dos olhos de Quércia ) e, junto com seu assecla FHC ( ou melhor, Covas foi coadjuvante do assecla FHC ), INVENTARAM UM PREJUÍZO NAS CONTAS DO BANESPA, o que justificou uma intervenção federal que preparou o terreno para a privatização do banco.
Em Fevereiro de 2007, a famigerada vEJA escreveu:
Vergonha nacional
Processos contra políticos acusados de desviar recursos podem ser anulados
O Supremo Tribunal Federal vai definir nesta semana o destino de milhares de processos que tramitam contra administradores públicos envolvidos em corrupção e desvio de dinheiro. Estarão atentos ao veredicto figuras como o ex-ministro José Dirceu, o deputado Paulo Maluf, o senador Joaquim Roriz, o ex-presidente Fernando Collor, o ex-governador Orestes Quércia e centenas de prefeitos e ex-prefeitos acusados de surrupiar os cofres municipais. O STF ( … )”
Esse texto rendeu um processo de Quércia contra a revista.
Em 2006, ele concorreu ao governo estadual, tendo como vice Attila Russomano, do PP, de Paulo Maluf,
Mas Quércia não parece ser do tipo que guarda rancores. Como eu disse, chamado que foi por Serra, apoiou Kassab e botou sua aliada Alda Marcoantonio na chapa, como vice-prefeita.
O ex-governador e empresário tem um círculo de amizades amplo. Faz negócios com gente das mais diversas áreas, como Jonas Barcellos:
“Kinder Ovo pós eleitoral…” ( Encalhe, 29.10.08 )
Em resumo, é uma liderança considerável, um membro do PMDB de Serra. Que, pelo que a imprensa está falando do Sarney, deve ser a parte boa do PMDB.

maio 17, 2009

PAULISTA, O DESTEMIDO

Eu ia escrever um post, inspirado naquelas criaturas lodosas que costumam bater cartão nas seções de cartas dos jornais. Aquelas que escrevem “Lulla” ( copyright Eduardo Guimarães ); aquelas que, munidas do maior arsenal de criatividade literária jamais visto na Língua Portuguesa, costumam iniciar seus lamurientos queixumes com um “Urge que…”, e terminam com um “Pense nisso”.
Estas, digamos assim, pessoas, cresceram muito intelectualmente nos últimos 7 anos. Lembro-me bem. Seu foco não passava dos limites do município de São Paulo, quando este era governado pela dona Marta do PT. Todos os dias, cartas e mais cartas denunciavam, do alto de seu fervor cidadão, as mazelas da cidade: o túnel da Rebouças, os camelôs, a “Belezura”, as enchentes. Não ia muito além disso. Mas fizeram barulho, heim? Estas mesmas pessoas que deram seus votos a Maluf, Pitta, Collor, FHC, Serra e Kassab. Na Capital, estes personagens, dependendo do bairro, costumam chegar a 80% dos votos. Se fosse o Chávez, o imprensalão já gritava: “Ditadura! “.
Mas os limpos, justos, competentes, honestos, democráticos tucanos do DEMO já estão há 15 ou 16 anos trucidando o Estado de São Paulo, e não têm a intenção de largar o osso ( se é que eles deixarão pelo menos o “osso” ). E querem governar o Brasil de novo. Na verdade, eles não governaram. Eles assumiram o papel de “Piloto Automático”, já que quem guiava eram outros ( others… ).
Pois bem. A Marta saiu, o Lula tá lá. E essas pessoas ( os “lodosos” ) passaram a opinar sobre temas mais amplos, mais complexos e de maior monta. Deixaram a “ninharia” municipal prá lá.
E passaram a digressar sobre os “dólares de Cuba”, sobre a reforma tributária, política, sobre o Cesare Battisti, sobre a guerra do Iraque, sobre a situação na Venezuela, Bolívia, Paraguai, Equador, Afeganistão, o “apagão aéreo”e um monte de outras problemáticas.
Só acordaram um pouco quando o PCC atacou, há 3 anos. Claro, houve quem visse na ação da facção, a mão pesada do bolchevismo internacional ( leia-se: o “PT” ) tentando desestabilizar o governo paulista da ocasião.
Mas isso passou, e logo os lodosos passaram a se ocupar de assuntos do mais alto gabarito.
Com isso, deixaram passar várias estórias que ocorriam na frente de seus narizes, seja no âmbito local ( municipal ) ou estadual.
E nós, embasbacados, ficamos sem saber o que os lodosos pensam sobre a volta da Máfia dos Fiscais em São Paulo, sobre o longo e sofrido Apagão Educacional Continuado paulista ( obra dos sucessivos governos tucanos ), ou sobre o fato de que – saiu no Agora esta semana – há MENOS ÔNIBUS CIRCULANDO EM SÃO PAULO DO QUE HAVIA EM 2005!
Também não conseguimos acreditar que estes lodosos, sempre ciosos da necessidade de se combater o crime, ignoram solenemente a colossal série de indícios e fatos concretos que mostram que as polícias do estado de São Paulo ( Militar e Civil ) estão corroídas pela corrupção e pelo crime, assim como denúncias gravíssimas de que a própria Secretaria de Segurança paulista é um antro de corrupção, extorsões, chantagens e etc.
Não são estas pessoas – as lodosas – que vivem com medo até da sombra dentro de suas casas? Que querem a pena de morte para crianças do pré-primário? Que acham que em toda a esquina há um marginal esperando pelo bote?
E outras cositas más.
E então? Onde estão estes opinosos cidadãos de bem? Por quê se preocupam com a caderneta de poupança ou com os boxeadores cubanos, mas não querem nem olhar para a merda que sai pelos dutos destes governos de Serra e Kassab?
Voltarei ao assunto.

março 24, 2009

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

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Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

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Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

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Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

março 18, 2009

"A irresponsabilidade fiscal do Serra e do Kassab", por Chicão Dois Passos

BLOG DO CHICÃO
A imprensa conservadora não se cansa de dizer que o governo de São Paulo está com as contas em dia. Ela mente descaradamente pois a maior parte dos leitores destes jornais e revistas estão com a cabeça feita. Ou seja, abriram mão de raciocinar.
Aqui no blog do Chicão você ficou sabendo muitos meses atrás que a dívida acumulada do calote dos precatórios no estado de São Paulo era de muitos BILHÕES ( Serra contra a Lei de Responsabilidade Fiscal ). Agora a situação está tão preta que até a justiça amiga do PSDB está começando a acordar. É justo uma professora aposentada de 75 anos não receber uma dívida do governo do estado porque o Serra e o Alckmin não querem pagar? Os precatórios são dívidas que a justiça reconheceu e manda os governos pagarem. No Brasil, muitos dos governantes dão uma “banana” para a decisão da justiça. Os maiores caloteiros são o governador Serra e o ex-governador Alckmin ( Calote de Serra bloqueia parcelas da venda da Nossa Caixa ).
Se pagarem os precatórios cai a capacidade de investimento do estado. Enquanto não são pagos, os precatórios geram juro sobre juro e ficam cada vez mais caros.
Quem paga o preço desta sede de poder? Nós, cidadãos do estado de SP.
A irresponsabilidade do Serra atua também sobre os limites de endividamento do governo do estado. Na surdina tenta mudar regras e normas.
Na surdina o governador luta contra as novas regras de remuneração dos professores, aprovadas pelo congresso e sancionada pelo presidente.
Na surdina ele tenta criar mais e mais dívida. Na verdade são vários governantes que querem fazer isto ( Estados querem renegociar dívidas com governo ). O Serra é um líder informal e está usando este fato para arregimentar “colegas” para sua campanha.
Por fim, vamos falar da prefeitura de SP:
A Marta assumiu da gestão Maluf/Pitta uma cidade quebrada. O que o Maluf fez: economizou durante 3 anos e no último ano torrou todo o dinheiro. Elegeu seu sucessor (o Pitta), principalmente com os votos anti-petistas.
A Marta assumiu o caos e colocou as contas em ordem. Pagou uma infinidade de contas do Pitta, renegociou contratos e começou a investir.
O Serra entrou e fez uma campanha enorme contra a Marta. Dizia que ela havia deixado a cidade quebrada.
MENTIRA!
Com a ajuda da imprensa conservadora, o Serra covardemente investiu contra ela.
Hoje, o TCM deu razão para a Marta. O STF deu razão para a Marta. Mas a mentira pegou.
No início do governo Serra ele propôs realizar uma auditoria nas contas da prefeitura para tirar dúvidas se ela estava quebrada ou não.
QUANDO O PT TOPOU ELE MUDOU DE ASSUNTO. Foi assim que a campanha acabou.
Agora aparece a verdade. Além da Marta ter deixado as contas em ordem, ela deixou um SUPERAVIT.
O que aconteceu com a prefeitura desde de então?
Leia abaixo:
Cadê a responsabilidade fiscal tucano-pefelista?
E agora José? E agora Gilberto? José Serra e Gilberto Kassab, cadê a responsabilidade fiscal tão cantada em prosa e verso pelos tucanos-pefelistas? A dívida da capital paulista com a União chegou aos R$ 42 bi e fere o teto da lei fiscal. E sua equivalência dívida-receita, que registrava reduções graduais, explodiu no final do ano passado.
Reportagem-levantamento publicada pela Folha de S.Paulo, com base no mais recente balanço da gestão Kassab, mostra que ao alcançar esses R$ 42,4 bilhões em dezembro pp, a dívida paulistana tornou-se 2,03 vezes maior que a arrecadação anual da prefeitura com impostos.
Resultado: ficou fora dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal e da resolução do Senado que determina sua redução gradativa até 2016. Por isso, adverte a reportagem do Folhão, se a Capital não diminuir o índice para 1,2 até 2016 poderá ter os repasses que recebe bloqueados pela União…
Quando o governador Serra (PSDB) assumiu como prefeito a 1º de janeiro de 2005, a dívida era de R$ 30,6 bilhões … a relação dívida/receita caia gradualmente por causa de bons resultados na arrecadação de impostos, mas esta no ano passado não alcançou o previsto.
Cofre esvaziou durante a campanha
Mas há outros fatores que contribuiram para a má performance dentre os quais: o IGP-DI, índice que corrige a dívida, influenciado pela alta do dólar superou os 9%; e na disputa pela reeleição no ano passado, o prefeito queimou parte do dinheiro depositado nos cofres municipais.
Entre 2005 e início de 2008, as administrações Serra (1,4 mês) e Kassab (dois anos seguintes) mantiveram mais dinheiro em caixa, o que equilibrava melhor a relação dívida/receita. Em abril do ano passado a prefeitura tinha R$ 5 bi em caixa, mas passada a campanha e a reeleição de Kassab, chegou a dezembro com com R$ 2,8 bi (OBSERVEM QUE USARAM A MESMA ESTRATÉGIA DO MALUF – OBRAS DE PONTES E VIADUTOS E GASTOS NO ANO ELEITORAL)….
O vereador Antônio Donato (PT), da comissão de finanças da Câmara Municpal faz um diagnóstico perfeito à FSP e que assino embaixo: “Por três anos eles mantiveram o caixa alto, mas, na eleição, gastaram o dinheiro, mostrando que tudo era uma maquiagem, e não uma política para amenizar o problema da dívida.”
O “eles” a quem se refere vereador são, claro, o prefeito Kassab (DEM) e o governador Serra, porque este, você se lembra, apesar de ter ficado apenas 1,4 mês como prefeito da Capital, largando-a para disputar o governo do Estado, deixou e ocupa até hoje com sua gente ( tucanos e assessores de confiança ) cerca de 80% dos cargos de importância da máquina da prefeitura. ( OBSERVEM BEM: AO INVÉS DE PAGAR A DÍVIDA FICARAM COM O DINHEIRO EM CAIXA, FAZENDO PROPAGANDA DA PRÓPRIA “COMPETÊNCIA”, COMO SE FOSSEM “SANTOS MILAGREIROS”.
QUE A POPULAÇÃO APRENDA: DÍVIDA SÓ É PAGA QUANDO O DINHEIRO SAI DO “BOLSO” DO GOVERNO E VAI PARA O BOLSO DE QUEM TEM DIREITO. E SE A DÍVIDA NÃO FOR PAGA O CONTRIBUINTE PAGA MUITO MAIS ).
BÔNUS: Para quem não sabe do que o Chicão está falando, leia abaixo:
Prefeitura SP: Dívida com a União vai a R$ 42 bi e fere teto da lei fiscal
Relação entre a dívida e a receita do município, que vinha tendo reduções graduais, terminou o ano passado em alta
Governo federal pode cortar repasses, caso o índice não seja reduzido até 2016; no ano passado, verbas federais somaram R$ 275 milhões
CONRADO CORSALETTE – FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
A dívida paulistana com a União atingiu R$ 42,4 bilhões em dezembro de 2008, tornando-se 2,03 vezes maior que a arrecadação anual da prefeitura com impostos, de acordo com o último balanço da gestão Gilberto Kassab (DEM).
A relação dívida/receita ajuda a avaliar a saúde financeira da cidade. Ela está fora dos padrões da Lei de Responsabilidade Fiscal e da resolução do Senado que determina sua redução gradativa até 2016.
Caso São Paulo não diminua o índice para 1,2 nos próximos sete anos, correrá o risco de ter bloqueados repasses da União. Em 2008, o município recebeu R$ 275 milhões em repasses voluntários do governo federal.
Quando o hoje governador José Serra (PSDB) assumiu a prefeitura, em 2005, a dívida estava em R$ 30,6 bilhões. Desde então, a relação dívida/receita vinha caindo gradualmente por causa de bons resultados na arrecadação de impostos (veja quadro ao lado).
As receitas municipais em 2008, porém, não atingiram o previsto. Além disso, o IGP-DI, índice pelo qual a dívida é corrigida e que sofre forte influência da alta do dólar, superou os 9%.
A oposição a Kassab chama a atenção para um terceiro fator que contribuiu para a volta do crescimento do índice.
Na disputa pela reeleição, o prefeito queimou parte da verba que guardava nos cofres municipais. Nos anos anteriores, a administração Serra/Kassab manteve mais dinheiro em caixa, o que ajudava melhorar a relação dívida/receita.
No primeiro quadrimestre de 2008, a prefeitura chegou a ter mais de R$ 5 bilhões nos cofres. Acabou o ano eleitoral com R$ 2,8 bilhões. “Por três anos eles mantiveram o caixa alto, mas, na eleição, gastaram o dinheiro, mostrando que tudo era uma maquiagem, e não uma política para amenizar o problema da dívida”, diz o vereador Antonio Donato (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças da Câmara.
A Secretaria de Finanças diz que, mesmo se mantivesse o mesmo volume de dinheiro em caixa, o índice da dívida subiria -a pasta admite, porém, que o crescimento seria menor.
Histórico
A dívida paulistana passou a ser um problema a partir da gestão Paulo Maluf (1993-1996). O ex-prefeito lançou títulos no mercado para pagar precatórios (dívidas judiciais), mas acabou utilizando o dinheiro em obras, numa operação considerada irregular pela CPI dos Precatórios.
Celso Pitta, no último ano do mandato, em 2000, fechou um acordo com o governo FHC para que a União assumisse a dívida, na época em R$ 10,5 bi.
Pelo acordo, os R$ 10,5 bi devidos deveriam ser pagos em 30 anos, com juros de 6% ao ano, mais a variação do IGP-DI. A prefeitura teria de abater 20% da dívida depois de 30 meses.
Marta Suplicy não amortizou os 20% em 2002 – a petista teria de desembolsar R$ 3 bilhões – e o valor da dívida superou R$ 30 bilhões ao fim de 2004, último ano do mandato.
Auxiliares de Marta, Serra e Kassab insistem que a dívida é impagável. Todos eles tentaram renegociar o acordo fechado por Pitta sem sucesso.
O acordo determina que a prefeitura comprometa, todo mês, 13% de sua receita com o pagamento da dívida. Mesmo que eles sejam feitos em dia, dizem técnicos das Finanças, não é possível diminui-la.
MEMÓRIA:
Kassab é um mal-agradecido”, diz Pitta
TERRA, 01.04.2006
O ex-prefeito Celso Pitta chamou de “mal-agradecido” o atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que atuou como secretário de Planejamento na sua gestão. Pitta disse ainda que não entregaria o cargo à Kassab se soubesse da “falta de lealdade” e dos “problemas de caráter” do ex-colega.
“Ele é um mal-agradecido”, afirmou o ex-prefeito à Folha de S.Paulo. “Foi surpresa para mim, desde o início da campanha de Serra, vê-lo afirmar que foi um erro ter sido meu secretário, e que, se pudesse voltar atrás, não seria. É falta de lealdade, é atitude de quem cospe no prato em que comeu, e demonstra uma faceta dele até então desconhecida por mim”.
“Por que ele esperou tantos anos para dizer do seu arrependimento? Isso me parece ser muito grave em termos de caráter. No mínimo, tem falha de memória ou tem um problema sério de caráter”, acrescentou.
Pitta aposta que Kassab manterá a equipe de Serra até o fim do ano, quando deve mudar o secretariado e imprimir sua marca no governo, mas não acredita que o ex-secretário tenha força para disputar a reeleição. Não tem carisma. Pode ser um articulador político, mas não o vejo disputando votos, num palanque. É sem-sal, afirmou.
Já o ex-prefeito Paulo Maluf aposta no potencial de Kassab numa possível candidatura. O atual prefeito foi um dos principais aliados de Maluf na Câmara. “Kassab tem anos de experiência política para ajudá-lo a bem administrar”, disse.
Entenda a situação da dívida da Prefeitura de SP com a União
Folha Online, 07.11.2002
Veja as principais questões sobre o acordo da dívida da Prefeitura de São Paulo com a União:
13.dez.1999
Celso Pitta (PSL), então prefeito de São Paulo, e o ministro Pedro Malan (Fazenda) assinam o acordo para refinanciar a dívida de R$ 10,5 bilhões com a União. Do total, R$ 10 bilhões eram referentes à emissão de títulos, R$ 348 milhões eram de ARO ( antecipação de receita orçamentária) e R$ 152 milhões eram de contratos
4.mai.2000
O Senado autoriza a rolagem de 100% da dívida. Pelo acordo, a prefeitura pagaria no máximo 13% da receita líquida mensal à União. Em média, a prefeitura paga cerca de R$ 70 milhões por mês; neste ano, já foram quitados R$ 700 milhões
Formas de pagamento
O prazo para pagar a amortização de 20% da dívida venceu na última segunda-feira (4). As opções da prefeitura até então eram:
Pagar 20% do estoque da dívida, R$ 3,049 bilhões, e ficar com o juro de 6% ao ano, mais inflação medida pelo
IGP-DI
Pagar 10% do estoque da dívida, R$ 1,025 bilhão, e ficar com juro de 7% ao ano, mais
IGP-DI
Não pagar nada da amortização e arcar com juro de 9% ao ano, mais IGP-DI
As consequências do não-pagamento:
Com a decisão de não pagar a amortização, a dívida passa de R$ 15,2 bilhões para R$ 16 bilhões, um aumento de R$ 800 milhões
O acréscimo acontece porque, até a decisão de não pagar, o governo federal estava cobrando juro de 6% sobre o total da dívida. O índice sobe agora para 9% sobre o saldo devedor desde o início do contrato
Pagar ou não parte da dívida era uma opção da prefeitura. Ou seja,
as obrigações de pagamento da dívida estão todas em dia
Caso não consiga pagar toda a dívida até 2030, o município poderá refinanciar o saldo por mais dez anos
O não-pagamento da amortização neste mês altera o teto de pagamento das parcelas mensais, que continua em 13% da receita. O impacto será sentido só em 2030, quando o saldo deverá ser pago ou renegociado.
Fontes: Secretaria Municipal das Finanças e Tesouro Nacional
Marta herda problemas em todas as áreas
Folha de S.Paulo, 31/12/2000
O tamanho da lista de problemas que aguardam a prefeita Marta Suplicy (PT) para serem resolvidos na maior cidade do país é comparável à expectativa que os paulistanos têm em relação ao novo governo que começa amanhã.
Marta assume um município bombardeado nos últimos quatro anos por denúncias de corrupção, prisões de vereadores e flagrantes de cobrança de propina.
A nova fase foi definida pelo voto de 3,2 milhões de paulistanos _58,51% dos votos válidos_, que apostaram suas expectativas na petista, após oito anos de monopólio pepebista. Até a Câmara se renovou: dos 50 vereadores que tentaram a reeleição, apenas 27 conseguiram ficar.
Passada a euforia da posse, o item mais imediato tem a ver com o próprio mês da festa, janeiro, que abre oficialmente a temporada de chuva forte, enchentes, casas e carros imersos, sujeira e buracos nas ruas.
“O que posso garantir é que, se tiver chuvas, vai ter enchentes, infelizmente”, disse dias atrás o engenheiro Walter Rasmussen Júnior, indicado por Marta para ocupar a Secretaria de Serviços e Obras e de Vias Públicas.
A nova administração fala em criar um plano antienchente, mas reconhece que os quatro anos de governo não serão suficientes para sanar o problema.
No verão passado, a cidade registrou 847 pontos de alagamento e inúmeras histórias como a da estudante de psicologia Bruna de Cassia Pedro, 22, que viu seu carro novo imerso em uma das várias inundações no município.
Bruna, assim como outros paulistanos, sentiram na pele os problemas que a prefeita terá de resolver.
O quadro fica pior porque a cidade entrou no período de chuvas com apenas 20% de funcionamento de sua operação tapa-buraco.
Estima-se que 1.500 futuras “crateras” surgem diariamente no município de São Paulo e a maioria delas fica aberta.
Enquanto a chuva não chega, o caos da saúde deve consumir os primeiros dias de trabalho da petista. Remédios e materiais hospitalares prestes a acabar nas unidades públicas, dívidas e risco de greve, segundo quadro descrito durante a transição de governo pelo secretário da Saúde de Celso Pitta, Carlos Alberto Velucci.
“Caos” foi a palavra usada pelo próprio Velucci para descrever esse cenário ao deputado Eduardo Jorge (PT), novo secretário da Saúde, que cogitou decretar estado de calamidade pública logo que assumir.
Outro desafio de Marta nessa área será lidar com déficit de cerca de 11 mil leitos hospitalares e conduzir o atual PAS, sistema marcado por denúncias de fraudes, para a municipalização.Paralelo a tudo isso, a administração petista se prepara para tentar conter o aumento da tarifa dos ônibus urbanos, medida impopular para quem está assumindo. Uma saída seria subsidiar a passagem, mas o Orçamento aprovado para este ano prevê apenas R$ 30 milhões para isso, dinheiro suficiente para apenas um mês.
Há também, no setor de transporte, a pendência de legalização dos perueiros clandestinos, processo que se arrasta desde a gestão de Paulo Maluf (PPB), e gerou depredações e confrontos de rua ao longo do ano passado.
Por fim, as atenções da população no governo Marta estarão voltadas para a questão do lixo. Desde 98, a prefeitura tenta fazer uma nova licitação para a coleta e varrição, mas sempre surgem denúncias de favorecimento.Da última vez, em agosto, o edital de concorrência foi anulado de novo em razão de irregularidades apontadas pelo TCM (Tribunal de Contas do Município).
Desde o início do impasse, a prefeitura vem fechando contratos de emergência, por períodos de seis meses. O acordo vigente vence em abril e Marta já avisou que deverá reeditá-lo.Das quatro empresas que fazem esse tipo de serviço na cidade _Vega, Enterpa, Cliba e Marquise_, as três primeiras fizeram grandes doações para a campanha petista em São Paulo.
Pitta diz que deixa prefeitura sem dívidas; Marta olha “torto”
Folha Online
, 01.01.2001
O ex-prefeito Celso Pitta afirmou que está entregando a Prefeitura de São Paulo sem nenhuma dívida.
A declaração foi feita durante a leitura de seu discurso na cerimônia de trasmissão do cargo à prefeita Marta Suplicy (PT).
Logo após Pitta fazer a declaração, Marta olhou “torto” para o ex-prefeito, que está ao seu lado na cerimônia.
A equipe da Secretaria de Finanças de Marta calcula que a prefeitura tem cerca de R$ 2 bilhões de dívidas.
Prefeitura de SP irá comprometer 13% da receita com renegociação
Folha de S.Paulo
26/04/2000
De acordo com a rolagem de dívida aprovada nesta quarta-feira (26) pela Comissão de Assuntos Econômicos, do Senado, a Prefeitura de São Paulo irá comprometer 13% de sua receita líquida para pagar a dívida com a União. O senador Romero Jucá calcula que isso significará um dispêndio anual de até R$ 780 milhões. A primeira parcela (de aproximadamente R$ 65 milhões) terá de ser paga um mês após a assinatura do contrato, o que poderá acontecer nos próximos nove meses. Trinta meses após a assinatura, a prefeitura terá de amortizar 20% do valor devido. Caso essa amortização não seja feita, a dívida passará a ser corrigida por juros de 9% mais IGP-DI (contra uma correção prevista no contrato de 6% mais IGP-DI). A rolagem da dívida paulistana começou a ser negociada em fevereiro do ano passado, quando o governo editou uma MP (medida provisória) regulamentando o financiamento dos débitos dos municípios. O contrato de renegociação foi assinado entre o Ministério da Fazenda e a Prefeitura de São Paulo no início deste ano, mas a equipe econômica decidiu que ele só teria validade com uma confirmação do Senado. O temor da equipe econômica se referia à parte da dívida formada com os títulos emitidos para o pagamento de precatórios, que foram investigados pela CPI dos Precatórios em 1997. A CPI concluiu que mais de 70% desses títulos foram emitidos irregularmente porque não existiam os precatórios correspondentes às emissões. Em fevereiro, o Palácio do Planalto enviou para o Senado o acordo assinado entre a prefeitura e o Ministério da Fazenda. A tramitação foi atrasada pelas denúncias de Nicéa Pitta, ex-primeira-dama de São Paulo, sobre irregularidades na administração de Celso Pitta. A votação terá de ser concluída antes da sanção da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede a União de renegociar dívidas de Estados e municípios. A sanção está prevista para a quinta-feira da próxima semana

novembro 12, 2008

"Serra ressuscita o malufismo e o quercismo", por Jasson de Oliveira Andrade

Filed under: Jasson de Oliveira Andrade, José Serra, Orestes Quércia, Paulo Maluf, política brasileira — Servílio Gentil Lavapés @ 2:20 pm

Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Novembro de 2008
Publicado no
Portal Mogi Guaçu – 10.11.08

"Serra ressuscita o malufismo e o quercismo", por Jasson de Oliveira Andrade

Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Novembro de 2008
Publicado no
Portal Mogi Guaçu – 10.11.08

"Serra ressuscita o malufismo e o quercismo", por Jasson de Oliveira Andrade

Paulo Maluf era uma cria da Ditadura Militar, que, no tempo de Costa e Silva, o nomeou em altos cargos públicos. Depois, ele conseguiu se impor, elegendo-se, indiretamente, governador. Tornou-se popular. Para derrotá-lo, agora diretamente, os anti-malufistas se uniram. Primeiramente se elegeu Quércia (PMDB), que derrotou Maluf e Antonio Ermírio de Moraes. Nesta eleição, houve a divisão dos conservadores. Posteriormente, houve outra divisão, desta vez no PMDB. Covas e seus seguidores romperam com Quércia, por sua conduta administrativa, e formaram o PSDB. O anti-quercismo se tornou forte e vitorioso. No entanto, o malufismo ainda era muito popular. Maluf voltou e depois elegeu Pitta como seu sucessor. Aí surgiu Kassab, um desconhecido, que foi secretário dele. Os anti-malfistas se uniram, Covas à frente, e no segundo turno apoiou Marta Suplicy (PT) para a Prefeitura de São Paulo, em 2000, que derrotou Maluf. Aí surgiu o anti-petismo. Malufistas, Kassab (PFL, hoje DEM) à frente, tendo o ex-malufista Afif como coordenador, se uniram à candidatura Serra. Mesmo sem voto, o PFL ganhou a Prefeitura, quando Serra se elegeu governador. Kassab, agora no DEM, candidatou-se à reeleição, unindo-se ao quercismo: Alda Marco Antonio (PMDB) foi candidata à vice dele. Por “coincidência”, ela também foi secretária de Pitta, juntamente com Kassab. Quercistas e ex-malufistas saíram vencedores, ao lado do governador tucano. É por esse motivo que o prefeito eleito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB) disse que Serra lidera “projeto de centro-direita”. Andreza Matais, da Sucursal da Folha de Brasília, noticiou: “O prefeito eleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) afirmou ontem (30/10/2008) que o PSDB de Minas Gerais é diferente do PSDB paulista ao classificar de “centro-esquerda” a aliança que o elegeu – que contou com a participação informal do partido e formal do PT [o candidato à vice era petista] – e ao chamar de “centro-direita” a aliança que apoiou Gilberto Kassab (DEM) em São Paulo”. Lacerda não deixa de ter razão. Ao unir tucanos, ex-malufistas (Kassab, Afif e outros) e quercistas (Alda Marco Antonio, vice), que condenou no passado, Serra realmente lidera um “projeto de centro-direita”, visando 2010. Conseguirá se eleger? O próprio Márcio Lacerda reconhece: “Sem aglutinar várias forças nem o Serra se elege”.
Serra inegavelmente está asfaltando a estrada para 2010. Para tanto, conta com um prefeito reeleito, que é um fantoche (boneco). Em artigo à Folha, sob o título “Fantoches e grilos falantes”, Fernando de Barros e Silva constatou: “É sintomático que a sensação do marketing eleitoral sejam os bonecos de Kassab. Na versão miniaturizada – o Kassabinho de plástico – ou na versão gigante – o Kassabão inflável – o boneco, simpático, inofensivo, frouxo, abobalhado, parece traduzir o âmago da campanha”. Realmente chamou a atenção a atitude de Kassab ao levar Serra quando foi votar, levou-o também quando se pronunciou após a vitória, tendo também o governador usado da palavra. Posteriormente, na entrevista que concedeu à imprensa, o prefeito reeleito, ao responder à pergunta se iria modificar o secretariado em vista da união “centro-direita”, declarou que antes iria consultar o Serra! Considero positiva essa atitude. Algumas vezes, pessoas eleitas, após a eleição, rompem com os responsáveis por suas vitórias. Um exemplo clássico: Lucas Nogueira Garcez, um ilustre desconhecido, rompeu com o governador Adhemar de Barros. Poderíamos citar outros casos de traições, inclusive em Mogi Guaçu, mas fico nesse.
Ao ressuscitar o malufismo enrustido e o quercismo, Serra está certo? Teremos essa resposta em 2010!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Novembro de 2008
Publicado no
Portal Mogi Guaçu – 10.11.08

novembro 10, 2007

Brasil repatria U$ 1 milhão em recursos ilegalmente desviados via Banestado. É migalha, mas checão já está a caminho.

Diário do Grande ABC
Repórter Político
10/11/2007
Tuma Jr. recebe cheque de US$ 1,6 milhão em Nova York
O secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., recebeu nesta sexta-feira (9), em Nova York, o cheque de US$ 1,6 milhão das mãos do procurador Distrital, Robert Morgenthau, para repatriação dos recursos enviados ilegalmente aos Estados Unidos como parte do esquema conhecido como Banestado. Embora Morgenthau não especifique quando, ele estima que mais recursos devem voltar às mãos do Brasil, uma vez que as investigações continuam em andamento nos EUA. “A recuperação destes recursos é uma vitória”, afirmou Tuma Jr., após a entrega do cheque.
O recurso repatriado vai para uma conta do Ministério do Justiça e, posteriormente, será repassado aos cofres da União. “Este cheque mostra que os Estados conseguiram superar barreiras que o crime organizado superou há muito tempo”, afirmou. Durante a cerimônia de entrega dos recursos, Tuma Jr. emendou que o cheque recebido “não será o último” desta investigação.
O comentário foi reforçado por Morgenthau: “Esperamos encontrar dinheiro adicional para os parceiros brasileiros”. A quantia recebida pelo governo brasileiro é referente a um terço de aproximadamente US$ 4,8 milhões divididos entre a Procuradoria Distrital de NY e a aduana do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, como fruto da investigação conjunta.
Dos estimados US$ 30 bilhões do caso Banestado, a Procuradoria de Nova York congelou US$ 17,7 milhões e mantém controle de aproximadamente US$ 12,5 milhões, que ainda faz parte da investigação em andamento. No Brasil, estão sendo indiciados 34 envolvidos, dos quais um é de nacionalidade uruguaia. Os EUA estão indiciando 16 empresas das Ilhas Virgens Britânicas.
De acordo com o assistente da Promotoria, Adam Kaufmann, nos Estados Unidos eles pegariam de um ano e meio a quatro anos em uma prisão do Estado. O assistente disse que a Promotoria de Nova York pretende acompanhar o desenrolar dos julgamentos dos indiciados no Brasil. “Não queremos que o país (EUA) seja usado para envio ilegal de dinheiro.
“De 1998 a 2002, US$ 3,7 bilhões passaram por 39 contas do Valley National Bank e que foram congeladas pelo procurador. “Mais de US$ 3 milhões passaram pelo Bank of America”, acrescentou Morgenthau. Pelo Israel Discount Bank de Nova York passaram US$ 2,2 bilhões enviados por doleiros brasileiros.
O secretário de Justiça brasileiro avalia que o dinheiro enviado ilicitamente para fora do país pode ser oriundo de crimes como corrupção ou sonegação de impostos. O procurador da República do Paraná, Orlando Martello Jr., lembrou que o Brasil caracteriza o crime como “formação de quadrilha e lavagem de dinheiro”. Os EUA não classificam o envio ilegal de divisas como lavagem, mas caracterizam como “atividade criminosa”, explicou Morgenthau.
“Estes recursos chegaram por doleiros, passaram por Nova York e foram para empresas nas Ilhas Virgens controladas no Brasil, e não vieram por fontes legais. Nova York é um entreposto”, completou ao explicar que muitos dos recursos não ficam no país. O assistente do promotor, Adam Kaufmann, lembrou que “a mesma coisa aconteceu com Maluf (deputado federal Paulo Maluf, PP-SP), que usou o nosso sistema”.
No início deste ano, Morgenthau indiciou Maluf por remessa ilegal de recursos aos EUA. O deputado federal, assim como os doleiros do caso Banestado, tem prisão decretada nos EUA e não pode entrar no país sob o risco de ser preso. “Na verdade, adoraríamos que eles visitassem o país”, ironizou Kaufmann. (AE)
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