ENCALHE

janeiro 20, 2009

"A Cabeça do Paulistano" – parte 2 ( Prosseguindo com a homenagem à cidade de São Paulo, tão adorada… )

Se, antes, você quiser ver a parte 1, CLIQUE AQUI
REFORMA VOCABULAR À PAULISTANA
Se você é daqueles que, no decorrer de sua vida, acostumou-se a termos que, hoje em dia, são considerados tão mortos quanto o latim, então entenderá o que escreverei.
A reforma vocabular paulistana veio para ficar, não importa o que você pense, ilustre tipo faceiro.
Extrirparam-se palavras, termos e expressões diversas, justamente aquelas que, quando criadas, serviriam para garantir um mínimo de civilidade e sociabilidade entre os nativos locais. Depois de adotadas amplamente, tais expressões atestariam, por seu simples uso pelos cidadãos, que um certo grau de civilidade havia sido, finalmente atingido.
Mas são outros tempos. Em nome do dinamismo, modernidade e comunicabilidade foram retirados, primeiro do cotidiano e, depois, dos manuais de modos e etiquetas, palavras e expressões excessivamente rococós, cheias de floreios e arcadismos anacrônicos que foram caíndo em desuso devido a sua inadaptabilidade aos tempos atuais.
Foram suprimidos, por exemplo:
“Por favor.”
“Obrigado ( a ).”
“Com licença.”
“Você ( ou: O Sr. ) se incomodaria se…?”
“Tenha a gentileza de…”
“Poderia ter a bondade de…?”
“A sra. ( ou: o sr. ) na frente…”
Como se pode perceber facilmente, são expressões inúteis que mereceram ser suprimidas, pois não cabem mais em nossa sociedade.
Um conhecido meu contou a seguinte situação: se encontrava em determinado lugar ( em São Paulo, Capital, não esqueçam ) quando uma mulher abordou-lhe, pedindo uma informação. E ele, idióóóóta, ajudou a dona.
Ao ouvir as instruções desejadas, deu de costas abruptamente, e saía andando. E ele disse-lhe:
“ÔÔH! De nada, viu?”
Ela escutou e, meio envergonhada, virou-se e respondeu:
“Aii, disculpa, viu? É que eu tou tão com a cabeça…essa correria…a gente acaba esquecendo…!”
Seja o que for que ela queria comunicar com esses balbuciares, ele pensou o seguinte: acho que as pessoas que aboliram o “Obrigado” e o “Faz favor” de seu vocabulário simplesmente pensam [ sic ] que os indivíduos que criaram essa forma de tratamento viviam num mundo onde não se tinha mais o que pensar, não havia correrias e nem dificuldades na vida. Ou seja, tais pessoas viviam num mundo de tédio e ócio, e passavam o tempo criando expressões e frases pseudo-polidas apenas para matar o tempo, na falta de emoções e aventuras.
Em resumo, a polidez no trato com o próximo seria coisa de desocupados.
( Fim da parte 2 )

outubro 9, 2008

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

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