Se, antes, você quiser ver a parte 1, CLIQUE AQUI
REFORMA VOCABULAR À PAULISTANA
Se você é daqueles que, no decorrer de sua vida, acostumou-se a termos que, hoje em dia, são considerados tão mortos quanto o latim, então entenderá o que escreverei.
A reforma vocabular paulistana veio para ficar, não importa o que você pense, ilustre tipo faceiro.
Extrirparam-se palavras, termos e expressões diversas, justamente aquelas que, quando criadas, serviriam para garantir um mínimo de civilidade e sociabilidade entre os nativos locais. Depois de adotadas amplamente, tais expressões atestariam, por seu simples uso pelos cidadãos, que um certo grau de civilidade havia sido, finalmente atingido.
Mas são outros tempos. Em nome do dinamismo, modernidade e comunicabilidade foram retirados, primeiro do cotidiano e, depois, dos manuais de modos e etiquetas, palavras e expressões excessivamente rococós, cheias de floreios e arcadismos anacrônicos que foram caíndo em desuso devido a sua inadaptabilidade aos tempos atuais.
Foram suprimidos, por exemplo:
“Por favor.”
“Obrigado ( a ).”
“Com licença.”
“Você ( ou: O Sr. ) se incomodaria se…?”
“Tenha a gentileza de…”
“Poderia ter a bondade de…?”
“A sra. ( ou: o sr. ) na frente…”
Como se pode perceber facilmente, são expressões inúteis que mereceram ser suprimidas, pois não cabem mais em nossa sociedade.
Um conhecido meu contou a seguinte situação: se encontrava em determinado lugar ( em São Paulo, Capital, não esqueçam ) quando uma mulher abordou-lhe, pedindo uma informação. E ele, idióóóóta, ajudou a dona.
Ao ouvir as instruções desejadas, deu de costas abruptamente, e saía andando. E ele disse-lhe:
“ÔÔH! De nada, viu?”
Ela escutou e, meio envergonhada, virou-se e respondeu:
“Aii, disculpa, viu? É que eu tou tão com a cabeça…essa correria…a gente acaba esquecendo…!”
Seja o que for que ela queria comunicar com esses balbuciares, ele pensou o seguinte: acho que as pessoas que aboliram o “Obrigado” e o “Faz favor” de seu vocabulário simplesmente pensam [ sic ] que os indivíduos que criaram essa forma de tratamento viviam num mundo onde não se tinha mais o que pensar, não havia correrias e nem dificuldades na vida. Ou seja, tais pessoas viviam num mundo de tédio e ócio, e passavam o tempo criando expressões e frases pseudo-polidas apenas para matar o tempo, na falta de emoções e aventuras.
Em resumo, a polidez no trato com o próximo seria coisa de desocupados.
( Fim da parte 2 )

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
Y. COPRÓFAGOS ANÔNIMOS
YOU TUBE
ALERTA TRANSGÊNICOS ( OBS: BANIDO )
ALTERNATIVE TENTACLES
GREG PALAST
ADSL Residencial
Antivírus
LIVRARIA CULTURA
Virtual Books


- Shoutwire - Internet News for the Masses






