ENCALHE

junho 4, 2009

Semana agitada: Sanguessugas, Alberto Mourão ( PSDB ) e Operação Santa Tereza, Operação Castelo de Areia e Camargo Correa…

MPF denuncia 10 suspeitos da Máfia dos Sanguessugas
01/06/2009 – Agência Estado
O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte ofereceu hoje denúncia contra dez pessoas, entre elas três ex-prefeitos da cidade de Januária, por crimes decorrentes do esquema de fraude em licitações na área de saúde, que ficou conhecido como Máfia dos Sanguessugas. Além dos ex-prefeitos Josefino Lopes Viana, Valdir Pimenta Ramos e João Ferreira Lima, foram acusados formalmente quatro ex-funcionários da prefeitura mineira e três empresários, entre eles Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Darci José Vedoin, donos da Planan e apontados pelo MPF como líderes do esquema. Conforme a denúncia, os acusados teriam “fraudado quatro licitações destinadas à aquisição de ambulâncias e dos aparelhos médico-hospitalares necessários para guarnecê-las”. Em três dessas licitações, de acordo com o MPF, teria havido ainda superfaturamento, com sobrepreçocalculado em 17,65% do valor de mercado dos veículos. Os denunciados poderão responder por crimes como corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, quadrilha e crimes contra a lei de licitações. A denúncia irá tramitar perante a Vara Especializada em Lavagem de Dinheiro, na capital mineira. O reportagem não conseguiu entrar em contato com os ex-prefeitos e os donos da Planan ou com seus advogados.

MPF denuncia Elza Pereira por lavagem de dinheiro
Agência Brasil
São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo denunciou hoje (02) a esposa do deputado federal Paulo Pereira da Silva (o Paulinho da Força Sindical), Elza Pereira, por lavagem de dinheiro, em um aditamento de denúncia da Operação Santa Tereza.
Para o MPF, Elza Pereira permitiu a utilização da conta corrente da Meu Guri, organização não governamental (ONG) que ela preside, para ocultar uma parcela dos valores desviados de contratos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmados com a prefeitura de Praia Grande e com as Lojas Marisa.
“Optei pelo aditamento porque o momento era oportuno para tanto”, disse a procuradora hoje, em entrevista coletiva à imprensa, ressaltando não ter visto ainda a necessidade de um pedido de prisão.
De acordo com o MPF, a Meu Guri é suspeita de ter recebido um cheque de R$ 37,5 mil de João Pedro de Moura, de recursos que a Polícia Federal acredita terem sido desviados do BNDES. Moura é um dos treze indiciados pela Justiça Federal na Operação Santa Tereza.
Em entrevista coletiva, realizada em maio do ano passado, na sede da Meu Guri, em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, Paulinho disse que os R$ 37,5 mil foram recebidos pela ONG para que a entidade pagasse dívidas atrasadas de condomínio e de IPTU de um apartamento que havia sido doado por Moura à ONG, em 2004.
“Nesse caso, dona Elza, ao ceder conscientemente a sua conta para o depósito de dinheiro que sabia ser de origem ilícita, concorreu para a prática do crime de lavagem de dinheiro”, disse a procuradora.
A Operação Santa Tereza investigou uma organização criminosa, que fazia uso de pessoas com influência política no BNDES, para conseguir a liberação de empréstimos para as prefeituras e empresas, e que se aproveitavam de projetos falsos elaborados por uma empresa de consultoria. O dinheiro recebido do BNDES, segundo o MPF, era usado em uma casa de prostituição e de tráfico de mulheres, em São Paulo, chamada de W.E., quando então era lavado (legalizado).
Além de Elza Pereira, a procuradora da República Adriana Scordamaglia também denunciou o ex-prefeito de Praia Grande Alberto Mourão ( PSDB ), que perdeu o foro privilegiado após o término de seu segundo mandato. O inquérito contra o ex-prefeito tramitava no Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª região, mas voltou para a 2ª Vara Federal Criminal especializada em crimes financeiros e de lavagem de dinheiro.
O MPF acredita que o ex-prefeito tenha autorizado o desvio de 2% de uma verba de R$ 130 milhões do BNDES para obras na cidade. Além de peculato, Alberto Mourão também é acusado, segundo o MPF, pelo crime de corrupção passiva por ter viajado oficialmente para o Rio de Janeiro com passagens pagas por um dos articuladores da organização criminosa que desviava os recursos do BNDES.
No aditamento, que foi enviado hoje à Justiça Federal, mais duas pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal: Wilson Carvalho de Oliveira, presidente da ONG Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Pesquisa Política, Social e Cultural do Trabalhador, conhecida como Força e Solidariedade; e Felício Makloul, dono do prédio onde funcionava o Flat Imperial, que ficava ao lado da casa de prostituição W.E..
A procuradora da República Adriana Scordamaglia também ofereceu novas denúncias contra quatro pessoas que já haviam sido indiciadas na operação. O advogado Ricardo Tosto, que já foi conselheiro do BNDES nomeado pela Força Sindical, foi denunciado por lavagem de dinheiro. Jamil Issa Filho, ex-assessor do ex-prefeito de Praia Grande foi denunciado agora por corrupção ativa, por ter intermediado a compra das passagens de Alberto Mourão para o Rio de Janeiro, dispensando a empresa responsável pelo fornecimento de passagens à prefeitura de Praia Grande. Manuel Fernandes de Bastos Filhos, conhecido como Maneco, dono de uma casa de prostituição e acusado de ser o principal articulador do esquema de desvio de recursos do BNDES, foi agora denunciado por corrupção ativa, por ter oferecido as passagens ao prefeito João Pedro de Moura, que foi assessor do deputado Paulinho e teria sido o responsável pelo depósito do dinheiro na conta corrente da ONG Meu Guri. Maneco foi agora acusado por lavagem de dinheiro.
Em entrevista à Agência Brasil, o advogado de Elza Pereira, Antônio Rosella, disse não ter tomado conhecimento da denúncia, mas afirmou considerá-la “um absurdo”. Segundo ele, a denúncia não passa de uma “especulação política porque está violentando a esposa do deputado e a família Pereira”.
O advogado Eugênio Malavasi, que defende o ex-assessor do prefeito Jamil Issa Filho, também reclamou de não ter sido comunicado da denúncia feita pela procuradora e afirmou que pretende ir amanhã (3) até a Justiça Federal para obter mais informações sobre o caso. À Agência Brasil, o advogado de Issa Filho disse que seu cliente é inocente. “Não houve corrupção alguma”, afirmou.
Já a assessoria de imprensa do advogado Ricardo Tosto criticou a nova denúncia. Segundo nota divulgada pela assessoria, a procuradora “requentou” fatos que já tinham sido respondidos à Justiça.
A assessoria do advogado diz ainda que os cerca de R$ 182 mil reais foram depositados pela Progus, empresa de Marcos Mantovani, que é cliente do escritório de advocacia de Tosto, e seriam referentes ao pagamento de honorários advocatícios.
“Tais pagamentos realizados pela Progus foram feitos mediante emissão de notas fiscais”, diz a nota, ressaltando que uma auditoria feita pelo BNDES sobre os contratos investigados durante a Operação Santa Tereza não constatou irregularidade. A assessoria finaliza com a afirmação de que Ricardo Tosto “aguarda com tranqüilidade” o julgamento final do processo.
Castelo de Areia
Procuradoria denuncia três executivos da Camargo Correa
PanoramaBrasil, 02.06.09
SÃO PAULO – O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou três executivos da construtora Camargo Correa pelos crimes de fraude contra o sistema financeiro, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. De acordo com a Procuradoria, eles participavam de um esquema ilegal de dinheiro para o exterior.Os executivos da Camargo Correa, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes são acusados de fraude contra o sistema financeiro, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Os doleiros Kurt Paul Pickel, José Diney Matos e Jadair Fernandes de Almeida responderão pelos crimes de operação de instituição financeira ou de câmbio ilegal, fraude financeira, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Maristela Sum Doherty pelos crimes de câmbio ilegal, evasão, lavagem e quadrilha. O executivo Raggi Badra Neto e as secretárias Marisa Berti Iaquinto e Darcy Flores Alvarenga, que trabalhavam, respectivamente, para Dias Gomes e Bianchi, foram denunciados por evasão de divisas e quadrilha.Girolano Santoro foi denunciado por fraude financeira, evasão e quadrilha.

outubro 25, 2008

PIG trabalhando: o que eles disseram sobre a greve da Polícia Civil de São Paulo

As três revistonas insistiram na versão oficial – ou seja, a de Serra e a delas mesmas, o que dá na mesma – que responsabiliza PT, PDT, Paulinho da Força, etc., pelas cenas de batalha entre policiais civis e militares próximo ao Palácio dos Bandeirantes. E acrescentaram um componente perverso: trataram de nacionalizar a greve dos policiais civis de São Paulo, incluíndo-a junto com a demais que ocorrem pelo País, dando ao leitor a impressão de que o governo Lula enfrenta crises Brasil afora. Mas também, que o PT – partido de Lula – estaria por trás disso tudo ( seria para prejudicar a imagem de Lula junto à população? ). Uma delas ( das matérias ) ainda fez pior: juntou greves e crise econômica mundial!! Pânico total, leitores! Tomem seu Prozac antes de continuar com a leitura do post!
ÉPOCA: “Só falta rolar na lama”
A matéria, que ocupa as páginas 40 a 42, contextualiza a greve dos policiais civis no âmbito das eleições, e começa assim: “A dez dias do segundo turno da eleição, a disputa eleitoral pela Prefeitura de São Paulo virou um jogo sujo.” ( sic ) É. A gente percebe esse “jogo sujo” cada vez que abre um jornal ou revista.
Trata-se de vincular a greve dos policiais civis a supostos interesses políticos-eleitorais; para piorar, dá um jeito de associar esse assunto com o suposto “escorregão” da campanha de Marta ( aquela em que pergunta-se “se Kassab é casado, se tem filhos”, o que teria gerado um chilique coletivo entre os jornais tucanos – ou seja, todos… ); da mesma forma como fez Serra, alude-se à participação de Paulinho ( ex-aliado de Serra e Mário Covas, diga-se de passagem ) da Força Sindical como um dos responsáveis por “insuflar” a turba, ops, os policiais civis, induzindo-os a tentar tomar o Palácio dos Bandeirantes ( “… confronto entre os policiais em greve e os PMs encarregados de PROTEGER a sede do governo de São Paulo …”, vixii, se dão esse tratamento a policiais, imagine o que não fariam com sem-teto? ). O autor da tentativa, frustrada pela PM, de promover um “Putsch“, lembra a zelosa revista, é aliado da candidata Marta Suplicy. Acusar – assim como a versão oficial, a de José Serra – Paulinho de “incitar os policiais a subir ao Palácio dos Bandeirantes”, equivale a dizer que a Época justifica a agressão dos policiais civis pela PM ( por ordem de Serra, segundo denuncia o Hora do Povo ). Lembra, também, que esse aliado de Marta Suplicy enfrenta, como deputado federal, um processo pelo Conselho de Ética da Câmara, sob a acusação de ter recebido propinas na liberação de financiamentos para prefeituras pelo BNDES. Um dos prefeitos acusados de pagar essa tal propina é Alberto Mourão, de Praia Grande ( SP ), do mesmo partido de José Serra, o PSDB. Mourão ( conforme notícia divulgada pela Agência Brasil, em 14 de Outubro ) disse, em depoimento ao Conselho de Ética, que contraiu o empréstimo antes de Paulinho ter se tornado deputado federal e que, mesmo deputado, Paulinho jamais contatou-o para tratar de empréstimos. Coisas que a Época não fez questão de mencionar, senão não daria para produzir a farsa, ops, matéria que apresenta a seus leitores.
Prossegue a revista, ainda transcrevendo a pauta chapa-azul-amarela de Serra, que a greve dos policiais civis, tendo recebido aporte material e moral de Paulinho ( pode ser até verificado num vídeo no You Tube ) , durava já um mês, mas “curiosamente” – segundo Época – “só tenha chegado ao auge às vésperas da eleição”, e não só isso, “quatro dias após a campanha de Marta ter veiculado aquela peça “maliciosa” – assim está na revista – sobre Kassab”. Por quê a revista não deu um jeito de comprometer também a campanha martista com a paralisação de poucos dias dos defensores públicos estaduais ocorrida a partir da segunda quinzena de Outubro é um mistério. Talvez porque, se fizesse isso, acabaria revelando mais focos de insatisfação com o governo estadual – apontado, apenas, como “supostamente” intransigente nas negociações – e não só a Polícia Civil. E fazer isso, às vésperas de eleição…
Época, claro, embarcou naquela de “Marta baixou o nível”, tema que já foi devidamente explorado pelo PIG e não terá maiores comentários aqui.

ISTOÉ:
ÍNDICE: “BRASIL: Confronto entre polícias em São Paulo chama a atenção para a onda de greves que se espalha PELO PAÍS” (sic!)
PÁGINA 92: “COMPORTAMENTO ( sic!!! ): GREVES DE ALTO-RISCO – Conflito entre PM de São Paulo e policiais civis chama a atenção para a onda de paralisações que se espalha pelo País ( sic ) no momento da crise econômica” ( siiiic!! )
IstoÉ, mais sofisticada que a rival ( “rival”? ) da Editora Globo arrastou, na matéria assinada pela jornalista Camila Pati ( não é “Paty”, hein… ), uma greve estadual ( São Paulo ) para o âmbito nacional e eliminou suas particularidades como o fato de ocorrer no Estado mais rico do Brasil, e que é governado há 14 anos pelo PSDB, de Alckmin e Serra; bem, o sucateamento dos serviços públicos em São Paulo, também alvo das denuncias dos grevistas, obedece a uma agenda partidária posta em prática pelo PSDB ( repito: nos últimos 14 anos ), e isso reflete também na questão da Segurança Pública. Mas a sofisticação da IstoÉ é revelada aqui: os irresponsáveis policiais civis fazem greves, juntamente com outros trabalhadores, espalhando-se perigosamente pelo país, bem na hora em que há uma fabulosa e difícil de mensurar crise econômica mundial em andamento. Como são mesquinhos esses grevistas, hein? Por outro lado, não seria passível de interrogarmo-nos se a crise econômica, o bug econômico do milênio, possa ter sido provocada justamente para dificultar e, assim – nesse clima de pânico todo -, injustificar as greves no Estado de São Paulo, ops, no País?
vEJA: “BRASIL: VALE-TUDO ELEITORAL ( sic ) – As campanhas de Marta Suplicy, em São Paulo, e de Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, lançam mão de golpes baixos contra seus adversários, Kassab e Gabeira”
Da vEJA, é só o que se pode esperar: a sutileza de um Chicão ( R.I.P.). Aqui cabe uma pequena explicação de minha parte: eu li esta droga durante a semana, e não achei menção à batalha entre policiais. Não acreditando que nem a vEJA, por pior que seja, tivesse sido capaz de ignorar o fato, ainda assim, passei essa informação a algumas pessoas. Ontem, dei mais uma olhada e achei. Preferia que:
- não tivesse achado e,
- que a revista tivesse ignorado o assunto;
Em minha defesa, quero que entendam meu estado de espírito, no momento em que pego essa porcaria para folhear:
Sabe quando você descobre uma ratazana morta em sua casa, e num local de acesso difícil? Você pega uma pazinha de plástico e, com todo o cuidado ( apesar do bicho estar morto mesmo ) recolhe o cadáver? Aí, com mais cuidado ainda e toda a repulsa decorrente, transporta – ANDA LOGO!! – o bicho para a lixeira, evitando a todo custo que a mínima molécula pegajosa daquilo tenha contato com sua mão, apesar de saber que há o cabo da pá garantindo a distância entre você e o ratão?
Pois bem, não há nenhum cabo te protegendo do contato quando você segura um exemplar da vEJA. UGHHH!
Para constar: a revista segue o padrão das reportagens descritas acima.
E, agora, vou descartar o ratão. UGHHH!

outubro 19, 2008

Serra ataca Paulinho, mas pediu seu apoio no segundo turno das eleições municipais em 2004. E vetou o bilhete do desempregado, prometido ao aliado!!

É, meus amigos! Veja como são as coisas. Antes, o Paulinho da Força era amigão. Candidato derrotado na última eleição municipal apoiou Serra no segundo turno. Conseguiu colocar um aliado na secretaria do Trabalho ( ver abaixo ) do prefeito eleito, José Serra:
31/12/2004
Folha Online
SECRETARIADO SERRA
Trabalho – Gilmar Vianna
Cientista político, foi indicação do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, candidato derrotado nas eleições paulistanas deste ano e que declarou apoio ao tucano no segundo turno. Um dos fundadores da Força Sindical. Na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), foi chefe do Departamento de Conflitos Agrários do Ministério da Reforma Agrária, diretor do programa Comunidade Solidária e assessor especial do ministro Raul Jungmann.
Para apoiar Serra, Paulinho fez com este um acordo: a Prefeitura implantaria um passe que daria ao desempregado cadastrado o direito de andar gratuitamente de ônibus, por um determinado tempo. Projeto aprovado na Câmara Municipal, foi vetado pelo prefeito ( ver abaixo ) , que alegou, entre outras coisas, que o orçamento determinado pela gestão Marta não previa verba suficiente para tal. Ele, Serra, deveria saber disso antes mesmo de fazer o tal acordo com o Paulinho. À época da negativa de Serra, eu mandei carta para jornais, e seu – da Prefeitura, acho que era um tal Luthero Maynard – assessor de imprensa me respondeu quase a mesma coisa. O jornal não publicou minha tréplica. Serra conseguiu não apenas furar um acordo com um aliado eleitoral, como ter mais munição para “provar” que a Prefeitura estaria “quebrada”, por causa de Marta Suplicy:
Serra veta projeto que concedia transporte grátis para desempregados
da Folha Online, 15/06/2005
O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), vetou integralmente um projeto de lei, aprovado pela Câmara Municipal há cerca de um mês, que garantiria aos desempregados o direito de utilizar os ônibus da SPTrans –empresa municipal que gerencia o transporte público– gratuitamente. O veto foi publicado no “Diário Oficial” desta quarta-feira.
O projeto previa que, mediante apresentação do RG, CIC e carteira de trabalho, o desempregado preenchesse um cadastro na SPTrans, que seria renovado a cada seis meses. Só teria direito ao benefício quem não estivesse mais recebendo o seguro-desemprego. Se o usuário conseguisse emprego, teria que devolver o bilhete.
Em sua justificativa, Serra aborda principalmente razões financeiras, classifica a situação da prefeitura como “delicada” e diz que a implantação do projeto custaria R$ 2 bilhões ao ano, pois o número de beneficiados “ultrapassaria facilmente 1,5 milhão de pessoas”.
O prefeito estima ainda o gasto de R$ 10 milhões com cartões magnéticos e R$ 45 milhões com a estrutura para a efetuação dos cadastramentos.
O Orçamento para 2005, determinado pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT), destina R$ 20 milhões a subsídios para desempregados. Entretanto, no início do ano, Serra congelou a verba –que considerou “absolutamente insuficiente” para atender ao benefício.”Tal valor permitiria tão somente a realização de dez viagens por ano para 1 milhão de pessoas. Só de ida”, escreve o prefeito.
Outro lado
O vereador Beto Custódio (PT), autor do projeto, contesta. Para ele, além da verba previamente destinada, existe a possibilidade de remanejar outros 15% da receita –equivalentes a cerca de R$ 1,5 bilhão. “Dá e sobra para implantar o projeto da forma que propusemos, gradualmente.”Em seu veto, Serra salienta que o projeto não “concede o benefício do transporte gratuito nos três a oito meses imediatamente posteriores ao trabalhador perder o emprego”. Diz ainda que todos “que não têm carteira assinada” poderiam ser beneficiados até a renovação do cadastramento –independente do momento em que conseguissem emprego.”
Para mim, o prefeito não sancionou o projeto por razões políticas. Ficou claro que o benefício seria concedido após o término do seguro-desemprego. Antes disso, o trabalhador está coberto. Além disso, no cadastramento, teria que ser incluído um determinado código, como o CPF. Assim, seria possível controlar a suspensão do cartão. É impossível que, com a tecnologia atual, uma coisa mais avançada não possa ser feita”, diz o vereador.
Paulinho
A concessão de gratuidade em ônibus municipais para desempregados foi um acordo firmado entre Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, e Serra no ano passado. Paulinho, candidato pelo PDT à prefeitura da capital, apoiou Serra no segundo turno das eleições em troca do compromisso do tucano de implantar o passe do desempregado.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com Paulinho para comentar o veto.

maio 10, 2008

Cacete, o Lula só se cerca de corruptos!!!

Filed under: BNDES, fraudes, imprensalão, ongs e oscips, Paulinho da Força, Ricardo Tosto — Humberto @ 9:42 pm
O jornal Estado de São Paulo fustiga a corrupinalha sem dó. Denuncia os ilícitos sem medo!! Na edição sexta-feira, nove de Maio, a manchete da seção nacional estampa: “BNDES DEU R$ 1MI À ONG DA MULHER DE PAULINHO“. Tremei!!
Nós, cidadãos notoriamente de bem, completamente indignados com mais esta ação nociva do BNDES – que, ainda por cima, quer ajudar à fusão BrOI com nossa grana – seguimos acompanhando os detalhes da matéria do jornal ( que terá trechos reproduzidos à seguir ).
” (…) A ONG Meu Guri (…) presidida por Elza (…), mulher do deputado (… ), o Paulinho da Força, recebeu do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ( BNDES ) R$ 1,199 milhão em uma operação não-reembolsável. Ela foi aprovada em dezembro de 2000 e contratada em 27 de setembro de 2001, mas os repasses ocorreram em 2002 e 2003, período em que integrava o conselho de administração do BNDES o lobista João Pedro de Moura, amigo e ex-assessor de Paulinho. (…) O último repasse, de R$36,6 mil, ocorreu em 25 de abril de 2003 (…)”.
Vocês leram atentamente, não é? Vou repetir: em abril de 2003, EM PLENO GOVERNO DO LULA, a ONG recebeu trinta e seis mil reais, dum total de um milhão cedido à ONG suspeita. Querem prova maior do mar de lama que é este governo? Total da roubalheira: R$ 1 milhão!! Somado aos valores do Valerioduto – que, apesar de inventado e plenamente utilizado pelo PSDB ( o que não vem ao caso, pois não devemos mudar de assunto ) também o foi pelo PT – temos aí as cifras que nos levam a concluir que estamos diante do maior escândalo de corrupção jamais vista no Ocidente nos últimos séculos!!
Sorte que temos uma oposição decente, honesta e altamente gabaritada fazendo as denúncias pertinentes e uma imprensa altamente confiável, sempre zelando pelo bom uso da máquina e da coisa pública. Ah, sim, ia esquecendo: e leitores de jornais e revistas astutos e moralmente superiores sob qualquer ângulo que se tome
SAIBA MAIS:
Veja o currículo do novo presidente do BNDES
Site do MDIC
06/12/2001
Galeria dos Presidentes do BNDES de 1952 até hoje
Site do BNDES
DECRETO Nº 4.418, DE 11 DE OUTUBRO DE 2002.
Aprova novo Estatuto Social da empresa pública Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES
Comunidade Solidária recebe R$ 6,3 milhões do BNDES
Agência Folha
15/04/98
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) assinou nesta quarta, em São Paulo, contrato que prevê o repasse de R$ 6,3 milhões para a Associação de Apoio ao Programa Comunidade Solidária. A primeira-dama Ruth Cardoso participou da cerimônia de assinatura do contrato. Os recursos serão utilizados na capacitação profissional de 5 mil jovens pobres de 14 a 21 anos, com baixa escolaridade. Neste ano, a verba será utilizada em cerca de 150 projetos desenvolvidos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Belém. Os R$ 6,3 milhões liberados pelo BNDES representam 70% do investimento total no programa, que soma R$ 9 milhões. Os recursos do BNDES vêm do Fundo Social. Em breve, outro projeto do Comunidade Solidária, o Programa Alfabetização Solidária, deve receber verba do BNDES. No mês passado, foi aprovada a liberação de R$ 12 milhões com esse objetivo. O programa visa alfabetizar 100 mil jovens e adultos em 100 municípios.


março 14, 2008

A campanha da “Folha” contra Paulinho e Lupi

Hora do Povo
14/03/08
Desde a sua edição do dia 11 do mês passado, a “Folha de S. Paulo” publicou 28 matérias em que aparece o nome do presidente da Força Sindical e deputado federal Paulo Pereira da Silva, conhecido por Paulinho, todas levantando supostas irregularidades em convênios com o Ministério do Trabalho. Surpreendentemente – para quem não conhece a “Folha” – essas matérias são repetições umas das outras, sem tirar nem por, e sem sair do mesmo lugar.
Em suma, apesar dos esclarecimentos e da demonstração de que a denúncia é vazia – a própria “Folha” não acusa Paulinho nem sua entidade de se apropriar indevidamente (ou, mesmo, não-indevidamente) de qualquer quantia, mas de presumivelmente terem essa intenção, através de projetos nunca realizados – o jornal repetiu, em 26 matérias, exatamente o que está nas duas primeiras. Ou seja, encheu páginas cozinhando e auto-recozinhando 26 vezes a mesma coisa, sem acrescentar nada de novo, apenas reelencando insinuações e ilações contra o sindicalista, o ministro do Trabalho e algumas outras pessoas. Essa cozinha industrial de matérias ignorou – e continua ignorando – o que falaram os acusados, apesar da “Folha” não tê-los desmentido. Ao invés disso, o jornal lançou suspeita sobre suas assertivas, sem desmontá-las – e sem provar as acusações iniciais.
Evidentemente, isso caracteriza uma “cruzada”, uma campanha de difamação ou, nas palavras de um antigo ombudsman da “Folha”, uma tentativa de execução moral. Mas, por que tanta insistência sem que haja fatos, provas? Até recentemente, Paulinho não era um alvo da “Folha”. Por que passou a sê-lo?
O sindicalista sempre publicou artigos naquele jornal. O último saiu na edição de 16 de janeiro deste ano, uma defesa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, presidente do seu partido, o PDT, que estava sendo atacado por Marcílio Marques Moreira, então presidente interino da Comissão de Ética Pública.
Marques Moreira tem velhas relações com a “Folha”. Quando ministro da Fazenda de Collor, esse jornal até inventou para ele uma nova categoria: a de “ministro ético”, uma espécie de flor da latrina – ou de anjo do prostíbulo.
Uma interessante espécie de ética, pois Moreira foi ministro da Fazenda e, antes, embaixador do Brasil em Washington, sem ver nenhum problema em também ser membro dos conselhos da IBM, Reynolds, General Electric, Textron, Hoechst, American Bank Note, Marsh & McLennan Group e consultor da Merril Lynch, de Wall Street.
Depois de ser ministro da Fazenda de Collor, Marcílio Marques Moreira foi alçado por Fernando Henrique à Comissão de Ética Pública – não porque o prostíbulo fernandista precisasse de um anjo, mas, certamente, porque Marcílio sintetizava, como ninguém, a ética daquele governo.
Em seu artigo, escrito em parceria com o também deputado federal pedetista Mário Heringer, denunciava Paulinho que “esse ex-ministro de eras não éticas agora descobriu que o ministro Lupi não pode ser também presidente de partido. A ética do consultor de empresas que preside a comissão baseia-se, então, no ditado ‘me engana que eu gosto’? Pelo raciocínio dele, Carlos Lupi pode continuar ministro desde que se licencie da presidência do PDT. Nós fingiremos então que, a partir desse momento, ele deixará de ser partidário… Tudo fabricado pelos “puros de agora”, estes que, sentados sobre os rabos do passado, metem-se a ditar as regras do futuro. Isso que querem não é ética, e sim ótica ditada pela economia. (….) O que se esperava colocando um trabalhista na função de Ministro do Trabalho? Que ele continuasse a defender os interesses dos poderosos? Nós é que fugimos do sistema escravocrata. (….) estamos dispostos a discutir a modernização das relações trabalhistas e até dotá-las de ferramentas atuais. Por exemplo: em lugar da carteira de trabalho grande e de papel, usar um cartão digital, prático e definitivo. Ainda que isso prejudique a empresa [American Bank Note] cujos interesses o presidente da Comissão de Ética Pública representa”.
Tudo absolutamente verdadeiro. Por isso mesmo, a “Folha” não gostou. Nem da defesa que Paulinho fez do ministro nem, menos ainda, de ver exposto o perfil de um seu aprochegado de forma tão proletária, isto é, tão sem rebuços.
Quinze dias depois, no dia 31 de janeiro, apareceram duas notas na “Folha” que tentavam ligar Paulinho a negócios escusos, sem apresentar provas. A campanha de difamação ainda não havia encontrado seu mote. Somente 10 dias depois ela começou.
É compreensível que, diante da enxurrada difamatória que não levava em consideração o que dizia, como se não fizesse diferença, Paulinho tenha desabafado em termos algo explosivos e, mesmo, em alguns momentos, inadequados. E só os fariseus mais empedernidos podem se aproveitar disso para se apresentarem como vítimas de suas vítimas. Foi exatamente o que a “Folha” perpetrou, após o desabafo de Paulinho.
Paulinho é presidente de uma central de trabalhadores. A “Folha” é um monopólio de imprensa, entrelaçado com os outros monopólios de mídia do país. Querer apresentar-se como vítima de Paulinho – e haja editoriais hipócritas e colunistas de aluguel para atacarem o sindicalista – é coisa de falsários e invertebrados, que não assumem o que fazem. No que não há, realmente, novidade.
CARLOS LOPES

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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