Triste, mas esta hora teria de chegar. A morte do grande ator e ser humano deixará Hollywood mais acéfala e menos talentosa. Por sua vez, os EUA terão menos a mostrar para o mundo, que possa ser digno de respeito e apreciação àquele país. O cinema ( sobretudo, o americano ), a cada dia mais, parecido com videogames, e protagonizado por mastodontes e infantilóides não terá, jamais, como repor esta perda. Além disso, com os brucutus direitistas e Talibãs financeiristas e corporativos dando as cartas na América e ali tendo instalado uma ditadura civil-empresarial-militar, há um enorme significado simbólico o falecimento de um dos liberais de Hollywood.
Há poucos dias, quase que outro grande ator americano foi dessa para melhor: Morgan Freeman sofreu um acidente automobilístico. Talvez um dos últimos grandes atores, daquele tipo que rouba a cena sem mexer uma sobrancelha. Vale observar que os melhores atores do cinema americano da atualidade são negros: Morgan Freeman, óbvio, Denzel Washington e Forrest Withaker.
Oscar póstumo, conjunto da obra, etc
Claro que a chamada “Academia” terá, sobre seu ombro, o peso de jamais ter conferido a Newman a estatueta além de uma única vez. Não faço idéia se o Oscar póstumo é dado apenas a quem jamais o ganhou.
Acabo de lembrar que, aqui na terrinha, há um lugar-comum ( entre os milhares ) , em que se diz que “no Brasil as pessoas são reconhecidas só depois que morrem”. Satisfeitos, brasucas, com o tratamento que a Academia dedicou a Paul Newman, em termos de premiação? Bom, talvez eles temessem que o velho liberal aprontasse alguma na cerimônia, assim como Marlon Brando. Afinal, Newman marcou presença nas marchas pelos direitos civis, na década de 60.
Pensando bem, com tal inigualável biografia, o recebimento de mais de um Oscar viesse até a significar uma mancha em sua carreira. Uma só já tá bom.
Honra maior será se algum astrônomo batizar uma estrela ou satélite com o nome de PAUL NEWMAN. Pois o Céu é seu lugar, não há dúvidas.
Paul Newman teria poucas semanas de vida, diz jornal
Astro de 83 anos sofre de um tipo grave de câncer.”Paul não quer morrer em um hospital”, diz amigo da família.
Após encerrar as sessões de quimioterapia contra um câncer no pulmão, o ator Paul Newman teria poucas semanas de vida e pediu aos seus familiares para deixar o hospital e morrer em casa. A informação foi dada pelo jornal “The Daily Mail”, que cita como fonte um “amigo da família. O jornal também publicou uma foto do ator saindo de uma clínica em Nova York, em uma cadeira de rodas e bastante abatido. A fonte entrevistada pela publicação afirma que o astro de 83 anos desejaria voltar para casa para ficar ao lado da esposa, a atriz Joanne Woodward, com quem é casado há 40 anos. “Paul não quer morrer em um hospital. Joanne e suas filhas estão sofrendo muito”, diz a fonte. Newman tem três filhas com Joanne e outras duas de seu primeiro casamento com Jackie White. Há um mês, a imprensa noticiou que o ator teria pedido para sua filha mais velha, Nell, cuidar dos negócios da família. O ator anunciou há pouco mais de um ano que estava se aposentando da carreira devido à sua idade. A trajetória de Newman nas telas durou 50 anos. Em janeiro, o ator ensaiou um retorno, mas renunciou ao cargo de diretor da peça “Sobre ratos e homens”, de John Steinbeck, em Connecticut, alegando motivos de saúde não especificados. Newman atuou em cerca de 60 filmes. Ao todo, recebeu nove indicações ao Oscar, mas só levou a estatueta de melhor ator em 1986, pelo filme “A cor do dinheiro”, no qual fez o mesmo papel pelo qual foi indicado ao prêmio em 1961, no filme “Desafio à corrupção“. Newman também dirigiu carros de corrida e criou uma linha de produtos alimentícios, a “Newman’s Own“, que tem seu nome e seu rosto nos rótulos – os lucros são integralmente doados para a caridade. 