ENCALHE

janeiro 6, 2009

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

SENSACIONAL: Idiotas que falam ao celular enquanto guiam são os alvos preferidos de "bandidos" ( quem é o "bandido" nesse caso? )!

Começo o ano de 2009 com uma ótima notícia: saiu ontem ( 05/01 ), acho que no Jornal da Tarde, a belíssima informação de que o desprezo que certos motoristas sentem – e, pior, praticam – contra os pedestres, ou os outros motoristas pode ter um resultado bacana, ou uma forma de justiça.
Uma pesquisa apurou que tais imbecis são escolhidos por “ladrões” para suas vítimas. Isso porque, ao que parece, o cara fica “vulnerável” ( seria melhor dizer “alheio” ou “alienado”? ) e aí CRÁU!
Vejamos a matéria:
Falar ao celular no volante deixa motorista mais vulnerável a assaltos
58% dos entrevistados admitem que não prestam atenção a sua volta enquanto dirigem e falam ao telefone
Usar celular ao volante não deixa o motorista sujeito apenas a uma multa: ele se torna alvo preferencial de assaltantes. É o que mostra pesquisa de uma empresa de segurança particular. Usando o telefone, além de correr mais riscos de sofrer um acidente por causa da perda de reflexos, a pessoa fica mais suscetível a um roubo, pois perde noção do que está acontecendo à sua volta.
A empresa RCI First – Security and Intelligence Advising fez um levantamento em 1.258 processos em seis cidades da grande São Paulo. São casos de atropelamentos, batidas, assaltos e furtos. Desses processos, 296 pessoas aceitaram responder a uma entrevista aos pesquisadores. Sob anonimato, 58% dos entrevistados admitiram que falavam ao celular quando ocorreu o acidente ou o crime. “A pesquisa é estarrecedora. Precisamos conscientizar a população dos males de falar ao celular. Até pouco tempo vivíamos bem sem ele. Não é possível que não possamos ficar sem o telefone enquanto dirigimos”, diz Ricardo Chilelli, diretor da RCI, que atua em 18 países.
Também foram consultados 318 detentos e ex-presos, com idade entre 15 e 31 anos, por meio de parentes e advogados. Segundo Chilelli, 84% dos criminosos pesquisados revelaram por meio de seus interlocutores que preferem escolher as vítimas com celular ao volante. “Na cabeça do criminoso, a pessoa se mostra distraída, além de expor aos bandidos seus objetos de valor.”
A empresa fez ainda uma pesquisa sobre o hábito de usar telefone ao volante. No levantamento, 59% dos homens entrevistados admitiram que o utilizam dirigindo. No caso das mulheres, o porcentual é de 47%. Nessa fase da pesquisa, a RCI ouviu 488 mulheres (entre 18 e 58 anos) e 512 homens (entre 18 e 65 anos) das classes A, B e C dessas cidades.
Segundo as pesquisas realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos, o motorista perde 35% dos reflexos quando envia um torpedo e 25% quando fala ao celular. Os porcentuais estão acima do efeito provocado por duas latas de cerveja, que provocam uma perda de 22% dos reflexos.
Segundo o consultor e instrutor em direção preventiva Sérgio Berti, uma pessoa leva 3/4 de segundo para perceber uma situação adversa e pisar no freio. Um veículo a 80 km/h, por exemplo, percorre mais 17 metros após brecar. Se a pessoa não estiver atenta, o tempo até a freada vai ultrapassar um segundo, fazendo com o que o carro percorra uma distância maior, aumentando o risco de acidentes.
A pesquisa mostrou ainda que 51% dos homens que usam o celular no trânsito não prestam atenção ao que ocorre à sua volta, seja olhando nos espelhos retrovisores, seja virando o pescoço para os lados. Nesse caso, 62% das mulheres admitiram ficar distraídas. “O governo e a mídia tiveram papel decisivo na implantação da Lei Seca. E isso tem de se repetir com o celular ”, afirma Chilelli.
Somente em São Paulo foram feitas 237 mil autuações de motoristas falando ao celular em 2007, a quarta infração de trânsito na capital naquele ano. O valor da multa é de R$ 85, mais quatro pontos na carteira de habilitação.
José Vicente da Silva, ex-secretário nacional da Segurança Pública, concorda. “Por estar mais desatentas ao telefone, as vítimas são pegas com facilidade e por oferecer menor capacidade de reação se tornam as preferidas dos ladrões”, afirma.
Fonte: AE
Em dezembro, foi publicado numa revista de tecnologia, o resultado de uma pesquisa feita por uma universidade americana:
No carro, celular distrai mais que passageiro
Estudo aponta que motoristas ficam mais distraídos quando estão falando no celular do que quando estão conversando com passageiros no carro.
Mas, sabem o que acho curioso? Eu achei a mesma informação ( da pesquisa brasileira ) só que, em vez de publicada ontem – como foi – havia sido publicada próximo ao Natal, ou seja 26 ou 27 de Dezembro:
Assaltantes escolhem motoristas que falam ao celular – 27/12/2008
Celular ao volante aumenta o risco de assaltos – Redação – SRZD Nacional 26/12/2008
O que nos leva a perguntar: por quê tal informação só foi aparecer aqui nos jornais de SP duas semanas após aquelas logo acima?
Além disso, só se pode lamentar que o valor da multa para quem for flagrado ao celular enquanto dirige, esses ridículos R$ 85,00. Se me dessem um talão de multas, ele não durava 20 minutos, que é o tempo médio que eu fico no ponto de ônibus esperando, e é quando eu vejo essas aberrações ocorrendo.
Outra coisa que eu gostaria de ver respondida: se você for uma dessas vítimas, como faria para prestar queixa na delegacia? Seria honesto e contaria a verdade?
Tipo: “Olha delegado, eu sou um cidadão de bem, e fui assaltado enquanto dirigia!!”
E o delegado: “Conte como foi. Não omita detalhes!”
Aí você: “Eu vinha pela Av.Rebouças ( moro em Pinheiros ), prestando a maior atenção em tudo, sem deixar que nada me tirasse a concentração da direção, já que sou um puta cara honesto e responsável. Cidadania é meu lema.”
O delegado: “Muito bem. É de gente como você que São Paulo necessita. Infelizmente, aqui tá cheio é de nêgo larápio e mau. O crime e o desprêzo à lei não dormem nunca!”
Você concorda e ainda completa: “É isso aí. Já não chega essa mer**da de Indústria da Multa? Até quando? Acorda, Brasil. Baaastaaa!”
***
JÁ IA ME esquecendo: um folheto de campanha, aparentemente promovida pela Prefeitura paulistana, surgiu nos ônibus: umas quadrinhas com rimas pobres – aparentemente uma letra de rap – aconselhando ao pedestre que preste atenção para não morrer atropelado! A campanha parece acusar o pedestre por seu próprio sofrimento. Ainda que um ou outro bípede atravesse fora da faixa, não dá para comparar a sua negligência com algo que venha a ocorrer devido ao mau-caratismo, individualismo e narcisismo agressivo de nossos motoristas.
Digo mais: eu procuro andar próximo ao meio-fio, ou até mesmo no meio da rua, já que estes locais são melhores para se caminhar do que as nossas calçadas, projetadas por cada morador para seus propósitos ( ou seja: seus carros ). A estranha falta de fiscalização da Prefeitura, que permitiu que os passeios da cidade se tornassem algo próximo a uma pista de bicicross, ou de corrida de obstáculos contrasta com a atenção dada quando se trata de asfaltar as ruas para melhor circularem os carros e motos. Tais asfaltamentos são frequentes e, ainda que os motoristas levantem as vozes para reclamar de uns buracos ou ondulações, as calçadas conforme são dispostas, assim acabam ficando, pois os vizinhos não se denunciam entre si, já que quase todos são membros do clube dos idólatras de automóveis e se entendem.
Claro, ainda tem quem jure existir uma tal “Indústria da Multa” em São Paulo.

novembro 16, 2008

Ecce Povo: Lugar de carro é qualquer lugar

Planeta: Terra.
Cidade: São Paulo.
Como várias outras metrópoles ao redor do globo, São Paulo também enfrenta o problema do lixo.

Hoje, quatro desses lixos estacionaram seus carros sobre a calçada, próximo a uma das entradas do Metrô Estação Ana Rosa. Era cerca de 2 da tarde.
Perfil estético dos tipos: gordos de breja, torrados de Sol, óculos de camelô, tatuagens e camisa preta-e-branca de um conhecido time paulistano de futebol. Provavelmente iam ao jogo, que iria ocorrer mais tarde no Pacaembú. Fizeram daquele local o ponto de encontro e das calçadas seu estacionamento.
CET? Amarelinho? Marronzinho?
Claro que não havia. A chamada “INDÚSTRIA DA MULTA” esta lenda urbana inventada por canalhas, mau-caráteres, e plenamente usada como desculpa por cafajestes, não existe, claro. Todos sabem disso.
Se jogassem na minha mão um talão de multas, e eu fosse preencher apenas durante meu percurso diário, precisaria de uns três por dia sem esforço: só de gente ( “gente” é força de expressão, claro ) falando no celular enquanto guia, e fdps que usam a calçada como se fosse a sala de suas casas, era um talão por dia no mínimo, sem risco de recursos ( “Ah, meu… Eu não sabia…” ).

Se você desse a chave dos cofres públicos pra esses que reclamam da suposta “Indústria da Multa”, era dois palitos e a grana ia sumir rapidinho.

É mais fácil de existir a “Conspiração Reptiliana” ou a “Iluminatti” que essa “Indústria da Multa”.

Fotos extraídas do Blog Foto Cidadão. Os veículos nas fotos não se referem ao post acima, estão aqui apenas para fins de ilustração.

http://fotocidadao.wordpress.com/2007/11/14/todo-dia-cansei/#comment-137

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.