ENCALHE

agosto 16, 2009

"PARTIDO VERDE É ZUMBI A SERVIÇO DE SERRA", diz deputado Major Olímpio, que abandonou legenda e aconselhou Marina Silva a não entrar nessa!

Bom, eu soube pelo HORA DO POVO [ ver, acima, reprodução da capa ], busquei no site do deputado e acabei achando no site “Outro lado da notícia”: Major Olímpio pulou fora do Partido Verde e saiu atirando, não sem ao menos advertir Marina Silva a não embarcar nessa. Sem efeito, já que ela parece desejar candidatar-se à Presidência, mesmo. Fico imaginando que, na esperança de fazer com que Marina “roube” votos da Dilma Roussef, é capaz do bom e velho imprensalão passar a preocupar-se sobremaneira com as questões ambientais.
Noutras ocasiões ( até mesmo noutro blog ) eu cheguei a escrever algumas linhas sobre o Partido Verde [ depois eu tento buscar ]. Para mim,é igual a qualquer outro daqueles considerados “de aluguel” ou fisiológicos [ acusação que geralmente recai no PMDB ], com a diferença de que sempre serve de reboque do PSDB, papel que o torna igual o PPS.
Fico imaginando a chapa ( puro-sangue, aliás ) do PV à presidência em 2010: Marina Silva e Zequinha Sarney. Gabeira ao Senado. Marina deverá debater fortemente com Serra. Questionará o governador paulista cujo secretário da Agricultura é “O Homem que veio do Agronegócio”:
João de Almeida Sampaio Filho.

Deputado rompe com o PV e alerta Marina
Em entrevista ao Brasília Confidencial, o deputado estadual Major Olimpio, de São Paulo, acaba de romper com o PV. Em entrevista ao Brasília Confidencial, ele afirma que o PV abre mão até de seus projetos ambientais em nome de um “apoio cego” à aliança PSDB-DEM. Rebelado desde o início do mandato, em 2006, Major Olímpio aponta o fisiologismo do partido e a censura que o PV impôs a suas denúncias contra o Governo José Serra (PSDB). Para a senadora Marina Silva (PT), que pode fazer o caminho contrário, aderindo ao PV para concorrer à Presidência da República, ele manda um recado: “Você não merece esse engodo”.

Policial militar por 29 anos, eleito em 2006 pelo PV com 52.386 votos para a Assembleia Legislativa de São Paulo, o deputado fez um acordo com o partido e ficou com o mandato, depois de alegar justa causa para deixar a legenda. PT, PDT, PSOL e PTB estão sondando o deputado, que adianta: “Não vou simplesmente trocar de cela”.
O senhor deixou o PV ou foi o PV que o deixou? – Eu deixei o PV. Entrei com uma ação na Justiça, inclusive, alegando justa causa. Depois, recentemente, eles me procuraram para um acordo. Fiquei com o mandato e retirei a ação.
O que o senhor alegou nessa ação?- Até as censuras e discriminações que sofri. Para você ter uma idéia, eu fui proibido de fala em nome do partido. Fui excluído da vice-liderança… O caso é que, nas eleições passadas, o PV teve candidato próprio em São Paulo e, portanto, não compunha a base de apoio do José Serra (PSDB). Então, legal e moralmente, não há nenhum compromisso do PV com esse governo.
O senhor faz oposição isolada ao governador Serra. Como isso começou?- Eu não poderia jamais, como filho de servidor, como policial durante 29 anos em São Paulo, me prostrar diante desse desmonte, desse absurdo que o governador tem feito no serviço público, na polícia. Eu não me elegi para me prostrar diante do governador. O PV fez isso em troca de um cargo, de uma Secretaria de Assistência Social. E em troca de duas secretarias do aliado de Serra, o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Eu descobri que a candidatura do PV foi um jogo de cena. Eu entrei nessa porque nunca tive muita habilidade política, nessa política de cartas marcadas. Em minha vida, eu passei 29 anos na polícia, correndo atrás de bandidos. Eu não soube entender que era tudo uma grande armação. Foi uma campanha armada para que eles se jogassem depois nos braços de Serra e Kassab.
Como o senhor percebeu isso?- Logo no começo do mandato eu entendi. Meus sete colegas de bancada votaram em favor de vetos de Serra a projetos ambientais. Um deles era para a despoluição dos rios. Olha, eles se esqueceram até dos princípios ambientais. É uma obediência cega ao Serra. Chega ao absurdo, ao desrespeito absoluto ao eleitor. Eles (os deputados do PV) nem comparecem muito às sessões. Por causa do meu comportamento, fui destituído da condição de vice-líder e nem podia mais falar pelo partido nas sessões. Eu virei um deputado zumbi. CPIs, então, nem pensar. A coisa que eu mais aprendi na minha carreira policial foi investigar bandidos. Mas nunca vi uma CPI nessa Assembleia de São Paulo. Até meus projetos o PV mandou que eu retirasse. Um deles, por exemplo, previa melhorias nas condições salariais dos policiais, que é o meu setor eleitoral. Queriam me destruir no meu segmento.
O senhor propôs uma CPI para investigar o Governo Serra?- Sim, em 2007. Vou falar disso porque tenho informações fidedignas. As tropas me informam de tudo e eu documento. Mas não consegui assinaturas suficientes para uma CPI. O fato é que os helicópteros da Polícia Militar viraram táxi-aéreo de “aspones” e secretários do governador. Para você ter uma idéia, houve um sábado (em 2007) que o Goldman (Alberto Goldman, vice-governador de São Paulo) pegou seus chinelinhos e seu cachorro e chamou um “táxi-aéreo do governo”, que era, na realidade, um helicóptero de resgates da PM, para ir passear em Campos do Jordão. E isso ainda acontece nesse governo. As madames, mulheres dos usuários desse “serviço”, reclamaram então que nos helicópteros havia fuzis e elas não gostavam dos fuzis no seu táxi-aéro. Mandaram tirar; e a PM teve que retirar. Olha, isso é o fim do mundo. Fico revoltado, porque esses helicópteros devem servir para as ações policiais, não para transportar madames nem gente que quer passear com o cachorrinho em Campos do Jordão, nos sábados ensolarados. Mas o PV me mandou calar a boca.

E o senhor não denunciou de outra forma? – Sim, pedi a CPI e também denunciei o caso à Procuradoria da Justiça do Estado de São Paulo. Sabe qual foi o resultado? O parecer foi de que esse uso dos helicópteros pelo governo é legítimo. Mesmo com as aeronaves de socorro. Então, o governador pode tudo.
Houve alguma outra situação em que o senhor ficou indignado? – Muitas. Quando houve a inundação no Maranhão, São Paulo mandou 30 bombeiros para lá. Eles foram enviados em um avião da FAB. Ajudaram e tal. Na volta, não tinha mais como eles voltarem no avião da FAB. Sabe o que o governo paulista fez? Nada. Os 30 bombeiros passaram três dias molhados, feridos, cansados, no aeroporto do Maranhão. O governo paulista não queria pagar passagens para os 30 bombeiros voltarem para suas casas, depois dessa missão autorizada. No último dia 3 eu fiz essa denúncia no Plenário. Sabe como eles voltaram? Nós, policiais, pagamos as passagens para os colegas com um fundo nosso mesmo, que mantemos para garantir café e bolachinhas nos quartéis. Nós, policiais, pegamos desse dinheiro e pagamos as passagens para os colegas. Na volta, eles nos contaram que não receberam sequer as diárias pelos dias que passaram lá, ajudando a salvar vidas. Como é que eu, um policial por 29 anos, posso apoiar esse governador?
O senhor já decidiu seu futuro político? Vai se filiar a um partido de oposição? – Olha, por enquanto, só tenho duas certezas: nunca mais o PV nem o PSDB e seus apoiadores. Eu não posso sair de uma cela para entrar em outra cela. Tenho até o dia 30 de setembro para decidir. Fui convidado pelo PT, PSOL, PDT, PTB. Eu me dou muito bem com o PTB, por exemplo, mas eles também apóiam o Serra. Então, eu vou avaliar isso muito bem, porque agora o mandato é meu, não do PV.
Nesse momento em que o senhor rompe com o PV, a senadora Marina Silva (PT) avalia a sua adesão ao partido para garantir uma bandeira ambiental para disputar a Presidência da República. O senhor daria algum recado à senadora? – Muito claramente: Marina, pense muito bem. Você tem uma história de vida… Os princípios do PV são fantásticos no papel, na conversa. Mas não são reais. Você não merece esse engodo.


abril 23, 2009

PERIGO! PERIGO! Tucana até a última pena, Vanessa Damo ( PV ) é cogitada para migrar ao…PC do B ?!?!

Intrigas da família Damo com o PV esquentam o PC do B
ABCDMaior, 22/04/2009
Executiva municipal se divide sobre possibilidade da deputada Vanessa Damo migrar para a sigla
As intrigas da família Damo com o PV, que podem acarretar na saída da deputada estadual Vanessa Damo da sigla, estão aquecendo as discussões no diretório de Mauá do PC do B. O comentário no diretório municipal comunista é de que Vanessa já estaria de malas prontas para disputar a reeleição em 2010 integrando o PC do B. No entanto, a vinda da verde para o PC do B é vista como uma jogada “oportunista”, por parte do diretório.
“A Vanessa não tem nada a ver com história de luta do PC do B. Se ela viesse, iria ter uma debandada de militantes do partido. Eles (Damo) são do time do cascalho, que pagam para segurarem as bandeiras. Nós temos a militância”, criticou Luiz Marques, membro da executiva municipal do PC do B e ex-presidente da sigla.
De acordo com Marques, a vinda da verde para o PC do B seria apenas uma forma de garantir a reeleição como deputada estadual. “Os problemas enfrentados no PV seriam driblados com a troca de legenda. Os problemas que o Leonel Damo (ex-prefeito, investigado por improbidade administrativa pelo PV) causou seriam assumidos pelo PC do B”, argumentou Marques.
O comunista ainda argumenta que a executiva do partido está rachada na opinião da vinda de Vanessa. “Temos 50% da executiva pensando junto conosco”, disse Marques. Outro comunista que apoia Marques é um diretor do Sinserv (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcelo Órfão.
Só amizade - A relação de Vanessa com o PC do B é dada pelo contato com Carlos Aparecido dos Santos, o Lorão, candidato a vereador derrotado nas últimas eleições, e a presidente municipal do PC do B, Célia Montresol. “Eu e a Célia somos amigas e somos filiadas à UBM ( União Brasileira das Mulheres). Defendemos a mesma bandeira”, contou Vanessa. A UBN é uma entidade fundada e administrada pelo próprio PC do B.
A proximidade, entretanto, é apenas amizade, de acordo com Vanessa. O objetivo da verde é resolver as pendências dentro do PV e ser reeleita pela sigla. “Não vou para o PC do B. Quero me resolver no PV e continuar no partido”, disse.
Secretário geral do PC do B estadual, Gilmar Tadeu afirmou que a discussão não chegou ao nível estadual. Caso Vanessa trocasse de sigla também trocaria de bancada na Assembleia Legislativa. O PV é aliado ao governador José Serra (PSDB) e o PC do B faz parte do ‘bloquinho’ de oposição (PT e PSB).

PERIGO! PERIGO! Tucana até a última pena, Vanessa Damo ( PV ) é cogitada para migrar ao…PC do B ?!?!

Intrigas da família Damo com o PV esquentam o PC do B
ABCDMaior, 22/04/2009
Executiva municipal se divide sobre possibilidade da deputada Vanessa Damo migrar para a sigla
As intrigas da família Damo com o PV, que podem acarretar na saída da deputada estadual Vanessa Damo da sigla, estão aquecendo as discussões no diretório de Mauá do PC do B. O comentário no diretório municipal comunista é de que Vanessa já estaria de malas prontas para disputar a reeleição em 2010 integrando o PC do B. No entanto, a vinda da verde para o PC do B é vista como uma jogada “oportunista”, por parte do diretório.
“A Vanessa não tem nada a ver com história de luta do PC do B. Se ela viesse, iria ter uma debandada de militantes do partido. Eles (Damo) são do time do cascalho, que pagam para segurarem as bandeiras. Nós temos a militância”, criticou Luiz Marques, membro da executiva municipal do PC do B e ex-presidente da sigla.
De acordo com Marques, a vinda da verde para o PC do B seria apenas uma forma de garantir a reeleição como deputada estadual. “Os problemas enfrentados no PV seriam driblados com a troca de legenda. Os problemas que o Leonel Damo (ex-prefeito, investigado por improbidade administrativa pelo PV) causou seriam assumidos pelo PC do B”, argumentou Marques.
O comunista ainda argumenta que a executiva do partido está rachada na opinião da vinda de Vanessa. “Temos 50% da executiva pensando junto conosco”, disse Marques. Outro comunista que apoia Marques é um diretor do Sinserv (Sindicato dos Servidores Municipais), Marcelo Órfão.
Só amizade - A relação de Vanessa com o PC do B é dada pelo contato com Carlos Aparecido dos Santos, o Lorão, candidato a vereador derrotado nas últimas eleições, e a presidente municipal do PC do B, Célia Montresol. “Eu e a Célia somos amigas e somos filiadas à UBM ( União Brasileira das Mulheres). Defendemos a mesma bandeira”, contou Vanessa. A UBN é uma entidade fundada e administrada pelo próprio PC do B.
A proximidade, entretanto, é apenas amizade, de acordo com Vanessa. O objetivo da verde é resolver as pendências dentro do PV e ser reeleita pela sigla. “Não vou para o PC do B. Quero me resolver no PV e continuar no partido”, disse.
Secretário geral do PC do B estadual, Gilmar Tadeu afirmou que a discussão não chegou ao nível estadual. Caso Vanessa trocasse de sigla também trocaria de bancada na Assembleia Legislativa. O PV é aliado ao governador José Serra (PSDB) e o PC do B faz parte do ‘bloquinho’ de oposição (PT e PSB).

outubro 9, 2008

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

PV, um engodo

Essa daqui saiu em 1º. de Outubro, na coluna Confidencial, assinada por Aziz Ahmed ( Jornal do Commercio ):
PV, um engodo
“Logo que o PV surgiu, fez-se aquela manifestação do abraço à Lagoa Rodrigo de Freitas. Eu estava lá. Para mim o partido é uma decepção”. E é assim que o jornalista e escritor José Louzeiro define o seu sentimento pelo Partido Verde. Após apurar as denúncias de falsificação de assinaturas e da expulsão de membros que lutaram pelas investigações das contas do Fundo Partidário, ele lança o livro “Partido Verde – O Clube dos Amigos”, que traz documentos e relatos mostrando como o vanguardista PV caiu na “vala comum” da corrupção e virou uma confraria de amigos – como Gabeira e Sirkis – prontos a executar falcatruas.
“Dizem que me habituei a escrever sobre delinqüentes. A história do PV segue essa linha.”
JOSÉ LOUZEIRO, Jornalista e Escritor
O mentor neoliberal de Fernando Gabeira
Blog do Miro, 02.10.08
Bajulado pela mídia como o legítimo representante da “esquerda light”, Fernando Gabeira ainda seduz parcelas do eleitorado progressista do Rio de Janeiro. Mas estas pessoas, com maior senso crítico, deveriam ficar atentas às péssimas companhias do candidato da coligação PV-PSDB. O principal coordenador e financiador da sua campanha é o rentista Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central no triste reinado de FHC, ex-funcionário do megaespeculador George Soros e atual dono da empresa Gávea Investimentos. Ele é tratado por Gabeira como o mentor da sua principal proposta programática, a da implantação do “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Nos últimos dias, Arminio Fraga voltou a ocupar os holofotes da mídia. Além de ser a estrela dos programas de TV de Gabeira, deu várias entrevistas sobre a grave crise que atinge os EUA e que promete contagiar a economia mundial. Sua receita, se aplicada no Rio de Janeiro, seria um duro golpe nos eleitores do tucano-verde. Sem papas na língua, o neoliberal convicto defende que “o governo Lula tem de adotar uma posição conservadora e aceitar que, nestas circunstâncias, o país não pode ter a expectativa de repetir o crescimento econômico deste ano… Eu recomendaria agora alguma prudência. Seria bom também a essa altura do jogo uma agenda de reformas”.
O choque de gestão do banqueiro
O rentista não esconde seus interesses de classe. Para garantir os altos lucros dos banqueiros, ele defende a adoção de medidas de contenção do crescimento da economia, que jogarão nas costas dos trabalhadores o peso da grave crise capitalista, com a explosão do desemprego e a redução da renda dos assalariados. Na prática, prega o aumento da taxa de juros e do superávit primário, o fundo de reserva dos banqueiros. Ele propõe ainda a sua conhecida “agenda de reformas”, com novos ataques aos direitos trabalhistas e previdenciários. Caso Fernando Gabeira vença a eleição, estas idéias neoliberais é que deverão orientar o seu “choque de gestão” na prefeitura carioca.
Arminio Fraga têm ambições e projetos definidos. É hoje um dos símbolos do rentismo no país. Após sair do governo, ele recrutou boa parte da equipe econômica de FHC e montou a segunda maior gestora de fundos de investimentos do Brasil, sediada na Leblon Corporate, um luxuoso prédio de sete andares e vidros fumê na zona sul carioca. A Gávea nasceu em agosto de 2003 e, em menos de três meses, contando com fortes influências e informações valiosas, recebeu US$ 550 milhões em aplicações, gerando desconfiança entre os seus pares. Alguns rentistas rotulam Fraga de “strike”, jargão usado no mercado financeiro que significa agressivo, sem escrúpulos.
Um rentista sem escrúpulos
O coordenador do programa de Gabeira realmente não tem escrúpulos. Ele encara tudo como um negócio lucrativo, inclusive o poder político. “A nossa filosofia é investir apenas onde tenhamos um grau de confiança elevado”, revelou à revista IstoÉ Dinheiro. Ele não tem compromissos com o Brasil e o seu povo. “Especula-se que a Gávea Investimentos recebeu aplicações do seu antigo patrão, George Soros, e dos ex-donos do banco Garantia, como Jorge Lehman”, relata a revista. Arminio Fraga ainda afirmou à IstoÉ que “não teria qualquer constrangimento em me desfazer de papéis do Brasil se eles perderem atração”.
Tido nos bastidores da política carioca como o homem forte numa prefeitura dirigida pela aliança PV-PSDB-PPS, Arminio Fraga tem muitos interesses econômicos e financeiros para administrar. Reportagem da revista Exame revela que o rentista agora é sócio da McDonald’s, que vendeu no ano passado 1.600 lojas na América Latina por US$ 700 milhões. “A entrada num negócio deste porte chama a atenção para um novo traço da personalidade de Arminio Fraga: o de empresário”. Além do seu fundo de investimento, o Gávea, ele hoje possui ações na BRA transporte aéreo, em terminais de contêineres, em shopping center e, “a partir de agora também em hambúrgueres”.
Os “vigaristas” do deus-mercado
Gabeira ainda seduz alguns com seu figurino de “esquerda light”, mas o seu principal mentor não deveria deixar dúvida sobre a triste sina do Rio de Janeiro nas mãos deste xiita neoliberal. Como presidente do Banco Central no segundo mandato de FHC, ele sempre defendeu os interesses do “deus-mercado”, impondo altas taxas de juros, elevados superávits primários e total libertinagem financeira. Foi um defensor ardoroso das privatizações e da redução do papel do Estado, através de cortes nos investimentos sociais, demissões e arrocho do funcionalismo. Num desabafo recente, o economista carioca José Carlos Assis, editor do site Desemprego Zero, disse estar “de saco cheio de vigaristas que defendem o interesse próprio como interesse geral. Arminio Fraga é um economista vulgar de mercado… Mas o ‘mercado’ decidiu que é um sábio em economia. Isso não é de admirar, pois ele primou por atender os interesses genuínos do mercado… O que não dá para engolir é que Arminio Fraga, o rei do mercado, deite falação sobre economia como se fosse autoridade independente neste campo, acima de interesses particulares”. O desabafo é mais do que justo e deveria servir de alertar aos eleitores de Fernando Gabeira.
Gabeira é sustentado por setores de oposição a Lula
HORA DO POVO
Para o dirigente do PCdoB do Rio de Janeiro, Ricardo Capelli, a candidatura de Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) representa os setores mais atrasados da oposição ao governo Lula. “No Rio, nos resta agora derrotar a candidatura Gabeira, representante do conservadorismo mais atrasado no segundo turno”, afirmou o dirigente do PCdoB, em mensagem publicada na terça-feira no portal “Vermelho”.
“Pode parecer estranho chamar um verde ex-guerrilheiro de conservador, mas afirmo isso sem nenhuma vacilação”, prosseguiu Capelli. “Sustentam a candidatura Gabeira os setores de oposição ao presidente Lula, tucanos e o velho PPS, que encontraram em Gabeira nova roupagem para velhas práticas”, acrescentou. “Se para ir de trem para Santa Cruz Gabeira usou policiais como seguranças, imaginem a relação que ele teria com o povo na Prefeitura. Não por acaso, César Maia (Dem) já anunciou seu apoio a Gabeira”, completou.
As declarações de Capelli vão na mesma direção do que disse, na segunda-feira, o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, em entrevista ao jornalista Fernando Mitre: “Fernando Gabeira é uma reedição de Carlos Lacerda”. Garcia lembrou que Carlos Lacerda, a exemplo de Gabeira, também teve uma passagem por um partido de esquerda na juventude para depois se tornar um dos mais notórios chefes da extrema-direita, utilizando-se do falso moralismo e do discurso de combate à corrupção para atacar os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
A exemplo do PT e do PSB, outros partidos vão anunciar o apoio nos próximos dias. Todas as forças progressistas do Rio de Janeiro estão se unindo em torno de Paes para derrotar o porta-voz da tropa de choque anti-Lula.
Nos últimos dias, a candidatura de Gabeira, que passou boa parte da campanha tentando esconder o seu reacionarismo, vem sendo desmascarada como candidato criado e cevado pela tralha entreguista, encabeçada por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Jorge Bornhausen
(Dem) e César Maia (Dem). Ele é apoiado pelos testas-de-ferro de grupos estrangeiros, Armínio Fraga e Eike Batista e recebeu contribuição do bando de Daniel Dantas. Por fim, pelos serviços prestados, nos últimos anos, na cruzada anti-Lula, ele não poderia deixar de ser o queridinho dos Civita e dos Marinho.
Walter Salles é maior doador individual de campanha de Gabeira, com R$ 180 mil
UOL, 24.09.08
O cineasta Walter Salles foi a pessoa física que ofereceu a maior quantia para a campanha do candidato à Prefeitura do Rio, Fernando Gabeira (PV). Ele doou R$ 180 mil para o deputado federal, pouco mais que o empresário Eike Batista à campanha do candidato “verde”, R$ 100 mil. Em entrevista ao UOL Eleições nesta quarta-feira (24), Salles confirmou a doação e garantiu seu apoio ao candidato, “não só por causa do setor cinematográfico, mas também por sua trajetória política”.
“Bom saber que a doação que fiz se tornou pública. Considero essa transparência um avanço. Espero que a prática das doações feitas por baixo do pano, através daquilo que se domina caixa dois, se torne cada vez menos comum. O Rio de Janeiro está numa situação calamitosa e apoiar Gabeira agora me pareceu mais essencial do que nunca. Ele tem uma trajetória balizada por ideais que me parecem importantes”, afirmou o cineasta, que está na Europa divulgando o seu novo filme “Linha de Passe” e por isso não teve tempo de detalhar as propostas de interesse, oferecidas pelo candidato.
A família Salles é proprietária do Unibanco e, segundo o site do candidato, a empresa doou outros R$ 150 mil. Além da doação de R$ 18 mil do ex-presidente do Banco Central , Armínio Fraga, outros sócios da empresa de Fraga, a Gávea Investimentos, também doaram recursos para a campanha de Gabeira, como o ex-ministro do Trabalho, Edward Amadeo. O advogado Francisco Mussnic, casado com Verônica Dantas – irmã de Daniel Dantas – doou R$ 10 mil.
O caixa de campanha de Gabeira triplicou: os R$ 324 mil declarados na primeira prestação de contas viraram R$ 1,4 milhão na segunda, entregue no dia 5 deste mês ao TSE, Tribunal Superior Eleitoral. As despesas do candidato verde somaram R$ 1,2 milhão e os maiores gastos foram com programas de TV e rádio, num total de R$ 788 mil.
O diretório do PSDB e a Construtora OAS lideraram os maiores valores em doações para Gabeira: R$ 200 mil. Logo depois, a pessoa física que repassou o maior investimento ao candidato foi o cineasta Walter Salles.
CHICO ALENCAR critica vice de Gabeira
PSOL/Jornal do Brasil, 18/08/08
Chico critica vice de Gabeira no caso LinsDurante caminhada ontem do Posto 6 e até o Copacabana Palace, o candidato Chico Alencar (PSOL) cobrou a responsabilidade da Assembléia Legislativa na fuga do ex-deputado Álvaro Lins (PMDB), cassado essa semana. “Caso ele tenha fugido do país, como já foi cogitado, a responsabilidade é dos deputados, incluindo Luiz Paulo Corrêa da Rocha, vice do Fernando Gabeira, que, irresponsavelmente, votaram, em tempo recorde, pela sua libertação. Foi um erro deixá-lo solto, está comprovado.”
Tendência do PSOL é não apoiar Paes nem Gabeira, diz Chico Alencar
VOTE BRASIL, 08.10.08
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
Rio, RJ – Entre Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV), o PSOL tende a escolher entre a neutralidade e a orientação pelo voto nulo no segundo turno da eleição para prefeito do Rio de Janeiro. Esta é a avaliação do candidato derrotado Chico Alencar (PSOL), que terminou o primeiro turno na sétima colocação, com 1,81% dos votos.
O PSOL vai reunir sua direção no Rio de Janeiro na quinta-feira para discutir a posição do partido no segundo turno. Na segunda-feira, a legenda realizará uma plenária com filiados para fechar a decisão. O partido foi procurado ontem por Gabeira, mas não deve apoiar o candidato verde.
“O problema não é o Gabeira em si, mas o conjunto de forças que o apóiam”, disse Alencar, referindo-se à presença do PSDB na coligação com PV e PPS e ao apoio recebido ontem do DEM.
“Na direção, não conheço ninguém que defenda o apoio ao PMDB do Paes, do [deputado estadual Jorge] Picciani e do [governador Sérgio] Cabral. Também não há ninguém que defenda o apoio ao Gabeira, que é mais que o candidato do PV, é também do PSDB e agora do DEM. Aí o PSOL não se sente representado em nenhuma destas coligações”, acrescentou o deputado federal.
Alencar afirma que o partido não deve orientar voto em nenhuma das candidaturas, mas também não deve “gastar energias” fazendo campanha pelo voto nulo. O deputado critica ainda a aproximação de partidos de outros partidos esquerda — PT, PDT e PSB — com Eduardo Paes.
“É uma frente de esquerda transgênica, inautêntica, incoerente, sem a menor sinceridade. É um arranjo eleitoral cheio de contradições. Essa é uma esquerda biônica. O que a motiva não é uma perspectiva de igualdade social e transformação política, mas sim as benesses do poder”, atacou.
Sobre a sua baixa votação — inferior aos votos que recebeu na disputa pela Câmara há dois anos–, Alencar disse que se tornou “uma espécie de América, o segundo time de todos os cariocas”. “Boa parte dos votos que seriam destinados a mim foram sugados pelo ´tamanduá´ Gabeira”, brinca.

julho 13, 2008

Nesse eu não voto

Essa é para quem mora em São Paulo, Capital. Passava eu, na noite de ontem ( Sábado ), pela rua Vergueiro ( ou é a Domingos de Morais? Eu sempre confundo. ). Num local, situado entre as estações Vila Mariana e Ana Rosa, ocorria algo que parecia ser a festa de lançamento da campanha de algum candidato a vereador. Bandeiras, som. Eu já havia passado por ali à tarde, e a festa rolava solta.
Pois bem. Celebrava-se, ali, o lançamento da candidatura de Sérgio Marques a vereador, pelo Partido Verde. Seu número, 43.444.
Mas o que me chamou a atenção, mesmo, foi que na calçada, em frente ao imóvel, havia uma pick-up ( ou caminhonete, eu não conheço automóveis ) estacionada. Uma pick-up ( que não deve gastar pouco combustível, seus Verdes ), postada bem sobre a calçada, impedindo a circulação das pessoas. Não importa o horário ( eram umas 22:20h ), calçada não é lugar e nem a quem pertencia o carango. Não se esqueçam do nome e número. Aliás, esqueçam sim.

março 2, 2008

TCE multa Câmara e prefeitura de Mauá

29/02/08
O TCE (Tribunal de Contas do Estado) multou a Câmara e a prefeitura de Mauá por conta por realizarem contratações sem licitações. A decisão foi tomada na última terça-feira (4). De acordo com o TCE, o Legislativo não realizou a licitação para a contratação da empresa Amil, que presta serviços de assistência médica. Já no Executivo, a irregularidade apontada foi a dispensa de licitação do contrato com a empresa Repress Distribuidora, responsável pelo fornecimento de medicamentos injetáveis para o Hospital Radamés Nardini e UBSs (Unidades Básicas de Saúde).

novembro 30, 2007

Deputado do Partido Verde ( de Gabeira e da bancada aliada dos tucanos ) será investigado por suspeita ligação extra-muros com presidiários

Câmara investigará deputado suspeito de ligação com presos
O corregedor-geral da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), encaminhará um ofício ao presidente Arlindo Chinaglia pedindo autorização para a investigação da denúncia de que o deputado Dr. Talmir (PV-SP) teria ligações com presidiários de Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo). Inocêncio, que considerou a denúncia “gravíssima”, disse que a suspeita deve ser investigada sem pré-julgamento. “Daremos o mais amplo direito de defesa, mas é necessário fazer uma investigação profunda o mais rápido possível.”
Denúncia
Reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, mostrou ontem a gravação de uma voz feminina que teria telefonado do gabinete do deputado Dr. Talmir em Brasília para um presidiário em Presidente Prudente. No diálogo, eles combinaram detalhes sobre uma manifestação que familiares de detentos fariam em Brasília. A manifestação ocorreu na tarde de ontem em frente ao Congresso Nacional. Dr. Talmir participou do evento e defendeu melhores condições para os detentos.
Proibição para celular
O corregedor considera grave o fato de ocorrerem ligações do gabinete do deputado, já que é proibido o uso de celulares na cadeia. “Justo quem faz a lei e fiscaliza os outros Poderes não pode dar o pior exemplo”, assinalou. Ele também criticou o fato de o parlamentar ter viajado para o exterior depois que soube da denúncia. “Ele deveria cancelar a viagem para se defender e explicar o que houve.” Dr. Talmir está em missão oficial em Bruxelas, na Bélgica, onde representa a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.
Procedimento
Se for autorizada, a investigação preliminar será feita por uma comissão com até cinco membros, que vão ouvir Dr. Talmir e depois decidir se enviam a denúncia para o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
Defesa
Em nota à imprensa, Dr. Talmir explica que, além de integrante da Comissão de Direitos Humanos, é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário. O deputado diz que colocou seu gabinete à disposição da Associação Filantrópica Rolando Carbognin, que realizou manifestação pública ontem, em Brasília, com o intuito de pedir o cumprimento da Lei de Execução Penal (7.210/84), o direito à ressocialização e a liberdade de imprensa no sistema carcerário. O deputado informou que retorna ao Brasil na próxima segunda-feira (3/12).
Veja a íntegra da Nota à Imprensa
Agência Câmara
agencia@camara.gov.br

maio 23, 2007

Caindo junto

Filed under: Partido Verde, PCC, PSDB, Vanessa Damo e papai — Humberto @ 1:32 pm
Movimento ABC Decente realizado em São Caetano do Sul. Esta ação tem como objetivo reunir lideranças da região do Grande ABC para angariar votos para Geraldo Alkmin.

Vanessa Damo participa da Marcha da Dignidade que aconteceu na avenida Paulista

Leonel Damo é multado pelo TCE

23/02/2007
Sérgio Vieira / Diário do Grande ABC
O prefeito de Mauá, Leonel Damo (PV), foi condenado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) a pagar multa de 2 mil Ufesps (Unidade Fiscal do Estado) – o que corresponde a R$ 28,4 mil – por uma contratação considerada irregular.
Em abril do ano passado, Damo contratou, sem licitação, a empresa Eicon Auditoria e Consultoria para prestação de serviços técnicos direcionados à gestão, planejamento, organização, controle do sistema informatizado e manutenção de cadastro de contribuintes, relacionado à arrecadação de ISSQN (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza).
Segundo a lei 8666/93, que trata de licitações, só é possível a dispensa do processo licitatório em casos de emergência ou de calamidade pública. O contrato celebrado com a Eicon custou ao cofre público de Mauá R$ 900 mil.
Além da multa, os conselheiros do TCE também decidiram remeter cópia da decisão para o MP (Ministério Público), que poderá mover uma ação contra o chefe do Executivo de Mauá. Segundo a decisão, a penalidade deverá ser paga pelo prefeito em até 30 dias.
O tribunal concedeu o prazo de 60 dias para que a Prefeitura preste esclarecimentos sobre possíveis correções das irregularidades constatadas.
Conforme determina a lei complementar 709/93 (lei orgânica do Tribunal de Contas do Estado), a Câmara também será avisada sobre a ilegalidade do contrato celebrado entre a Prefeitura de Mauá e a empresa de consultoria.
A decisão do Tribunal de Contas contra Leonel Damo foi unânime. Votaram pela condenação os conselheiros Eduardo Bittencourt Carvalho, Edgard Camargo Rodrigues e Cláudio Ferraz de Alvarenga.
CPEM – Outros contratos da Eicon com prefeituras já foram suspensos por suspeitas de irregularidades. O TCE considerou ilegal a contratação da empresa pela prefeitura de Guarulhos, em 1999 e 2000. O Ministério Público também investiga a consultoria feita em Indaiatuba, interior de São Paulo.
A empresa chegou a ser apontada como sendo uma ramificação da CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios). Em 1997, o economista Paulo de Tarso Venceslau acusou a CPEM de participar de um suposto esquema de caixa 2 envolvendo prefeituras petistas.
O Diário tentou entrar em contato com a direção da Eicon, em São Paulo, mas não obteve retorno. Procurada, a Prefeitura de Mauá informou que só iria se pronunciar sobre o assunto após ser notificada pelo TCE.

Após denúncia, Cincinato pede demissão
13/12/2006
Artur Rodrigues e Sérgio Vieira / Diário do Grande ABC

Foram apenas 20 dias à frente da Secretaria de Saúde de Mauá. Quarta-feira, o vereador Cincinato Freire (PSDC) pediu ao prefeito Leonel Damo (PV) o seu desligamento do cargo. Com a decisão, ele retorna ao Legislativo.
O pedido de demissão ocorreu poucas horas após o Diário revelar que o nome de Cincinato constava num caderno contábil de líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), encontrado pela polícia. No inquérito, um investigador localizou lançamentos de supostos pagamentos a Cincinato, de R$ 3.828, com data de 4 de janeiro de 2005.
O caderno foi apreendido pela polícia no carro de Reinaldo Macário de Lima, o Boy, braço-direito de Gildásio Siqueira Santos, considerado testa-de-ferro da facção em postos de gasolina, onde o dinheiro do crime seria esquentado.
De forma evasiva, Cincinato justificou as anotações dizendo que era um pagamento de uma conta de abastecimento. “Eu comprei gasolina para mim, minha mulher e pessoas de meu gabinete”, disse, sem explicar quantos carros eram abastecidos, o período e o posto onde marcava o débito.
Com a quantia anotada no caderno, seria possível comprar mais de 1,6 mil litros de gasolina , o que daria para encher o tanque de uma frota de 40 veículos. Questionado se tinha comprovante de quitação, desconversou: “Não guardo nota fiscal”.
Cincinato confirmou que conhece Boy. “Se eu falar que não conheço, estaria mentindo.” Ainda assim, ele enfatizou, em tom irritado, que não tem qualquer relação com a facção criminosa. “Nunca tive nada com o PCC. O fato de eu conhecer alguém não significa que eu participe de uma coisa criminosa.”
Ele disse que decidiu pedir demissão e que o prefeito, em princípio, não queria aceitar. “Quero que todos os fatos sejam apurados e em momento nenhum quero atrapalhar o prefeito.”
O secretário de Governo, Francisco Carneiro, o Chiquinho do Zaíra (PSB), disse que a decisão de Cincinato foi acertada. “Ele se afastou para não dar desgate ao governo.” O nome do substituto de Cincinato deverá ser divulgado nesta quinta-feira.
DIÁRIO – O senhor vai fazer algo para tentar provar sua inocência nesse episódio?

CINCINATO FREIRE – Vou ver o que é possível fazer. Estou me colocando à disposição da Justiça. Me senti condenado e isso me deixou chateado. E não quero denegrir a imagem da administração.
DIÁRIO – Por que o senhor acha que seu nome aparece no caderno contábil?
CINCINATO – Eu gostaria de me reservar o direito de não responder mais. Eu me senti pré-condenado. Posto de gasolina vende gasolina e eu posso comprar gasolina. Agora dizer que eu recebi dinheiro… É uma coisa que não merece explicação.
DIÁRIO – O senhor retorna ao Legislativo?
CINCINATO – Volto a ser vereador. Pedi meu afastamento hoje (quarta-feira) e já entreguei ao prefeito.
DIÁRIO – De qualquer forma, seu nome aparece no caderno e é citado no inquérito.
CINCINATO – (irritado) Se seu nome estivesse lá, então você seria bandido? Meu nome está lá, mas não quer dizer nada.
DIÁRIO – O senhor acha que não tem de dar explicação?
CINCINATO – Explicação eu vou dar à Justiça. Vou esclarecer para quem tem de esclarecer. E eu garanto que não tenho ligação nenhuma com o PCC. A partir do momento que eu compro gasolina, não quer dizer que não posso dever para eles.
DIÁRIO – O senhor tinha conta em posto de gasolina?
CINCINATO – Eu compro gasolina. Não é só desse posto (sem dizer qual), posso comprar de outro posto também. Não gostaria de ficar aqui explicando, até para não continuar o pré-julgamento. Mas é compra de gasolina, para mim, minha mulher, pessoas do meu gabinete…
DIÁRIO – Então o senhor tinha conta?
CINCINATO – Se eu chegar em qualquer posto e falar que preciso comprar para uns dias, duvido que algum posto de Mauá se negue a vender para mim. Com esse valor (R$ 3.828) eu comprei gasolina.
DIÁRIO – Então o valor refere-se a um pagamento?
CINCINATO – Sim. Eu compro gasolina em vários lugares em Mauá. Eu me lembro que comprei gasolina deles. Comprei gasolina.
DIÁRIO – O senhor tem algum tipo de comprovante desse pagamento?
CINCINATO – Quando você abastece você pega nota fiscal? Eu nunca peguei. Se eu pegar um recibo de comprovante de gasolina, não vou me preocupar nem em guardar. Eu nunca guardo nota.
DIÁRIO – Quantos carros eram abastecidos e o prazo para se chegar a esse valor?
CINCINATO – Não quero dar explicações nesse sentido. Eu comprei gasolina. Ponto. Não me lembro de detalhes, até porque foi há um ano e meio. Eu comprei gasolina. Não recebi dinheiro de ninguém.
DIÁRIO – O senhor não acha que deve satisfação aos seus eleitores?
CINCINATO – Com os meus eleitores eu vou conversar pessoalmente, quantos dias forem preciso.DIÁRIO – O senhor conhece Reinaldo Macário de Lima, o Boy?
CINCINATO – Conheço. Se eu comprava gasolina e ele trabalhava no posto.., nem sei se ele trabalhava no posto. Se eu chegar aqui falar que não conheço é mentira.
Juíza indicou mulher de líder de facção
Artur Rodrigues / Diário do Grande ABC
19/1/2007
Uma denúncia anônima, anexa à ação civil pública movida pela promotora da Cidadania Adriana Ribeiro Soares de Morais, aponta que a juíza Ida Inês Del Cid indicou Mirian Valério da Silva para cargo comissionado na Prefeitura de Mauá. Mirian foi indiciada por formação de quadrilha em inquérito da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), que apura lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de postos de gasolina, e é namorada de Felipe Geremias, o Felipe Alemão, acusado de ser um dos líderes da facção.
A denúncia, feita por alguém que se identifica como funcionário da Prefeitura há 26 anos, diz que Ida indicou dezenas de cargos nas administrações Diniz Lopes (PL) e Leonel Damo (PV). Entre as supostas indicações da juíza eleitoral da cidade, está a do ex-companheiro, o procurador-chefe Lourival Fernandes de Alencar e de dois secretários, o de Desenvolvimento Social e Econômico, Marcos Soares, e o de Assuntos Jurídicos, o ex-juiz Fernando Brigante.
Era justamente no setor jurídico da Prefeitura que Mirian Valério trabalhava, antes de ser transferida para a Saúde, então chefiada pelo vereador Cincinato Freire (PSDC). Ela foi exonerada pelo prefeito Damo e Cincinato se demitiu após reportagem que mostrava seu nome na contabilidade dos postos de gasolina que, segundo a polícia, seriam do PCC.
A denúncia anexada à ação traz uma lista, com salários, setores e até códigos relacionados a parte dos não-concursados da Prefeitura. Por sorteio, a ação civil caiu justamente na 2ª Vara, da juíza Ida Inês, que tem seu nome citado na denúncia anônima e que, em conversas telefônicas, faz menção à indicação de uma pessoa na Secretaria da Saúde. Como a magistrada não se declarou suspeita para julgar o caso, a promotora Adriana pediu exceção de suspeição, para que outro juiz julgasse a ação. O pedido está no Tribunal de Justiça desde agosto deste ano e o processo, parado.
A juíza Ida Inês não respondeu às questões enviadas por e-mail pelo Diário. A Prefeitura enviou nota oficial em que nega que a juíza tenha feito indicação de cargos e diz que os funcionários são escolhidos por critérios técnicos. Redução no número de cargos de confiança está sendo estudada.
Diniz Lopes afirmou que as indicações em seu mandato interino foram feitas por Leonel Damo. “Depois me desvinculei do Leonel e comecei a fazer as alterações e demissões.Deixei 90 cargos vagos quando saí.” Oswaldo Dias não foi localizado.
Vanessa Damo se livra da ameaça de cassação
Juliana de Sordi Gattone / Diário do Grande ABC
18/05/2007
A deputada estadual e 3ª secretária Vanessa Damo (PV-Mauá) conseguiu se livrar de ter o mandato cassado. Sem julgar o mérito e pela maioria dos votos, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) arquivou a ação de impugnação de mandato eletivo, por abuso do poder econômico e de autoridade.
A parlamentar era acusada de utilizar recursos da Prefeitura de Mauá (administrada pelo pai, Leonel Damo) na campanha eleitoral do ano passado, com a intenção de divulgar a própria candidatura à Assembléia no jornal Opinião Pública, periódico regional.
Segundo Alberto Luis Mendonça Rollo, um dos advogados que defendem Vanessa junto ao TRE, havia duas ações com as mesmas argumentações. “A diferença entre elas era somente o pedido de sentença. Enquanto essa pedia cassação, a outra, já julgada pelo tribunal, exigia a inegibilidade”, explica.
Na decisão, o relator Nuevo Campos argumenta que a Constituição Federal só permite a impugnação do mandato eletivo em “casos de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude, hipóteses que não incluem uso abusivo dos meios de comunicação social”.
E continua: “Embora alegada a ocorrência de abuso do poder econômico, por parte da requerida, não referiu a inicial, neste aspecto, fato concreto, certo e determinado. (…) Portanto, o acolhimento da propositura da presente ação nos termos da inicial importaria em conferir indevido caráter investigativo à presente via jurisdicional”.
Para o advogado de defesa, o fato de a ação ter sido arquivada, sem que a parlamentar fosse sequer citada, é uma vitória. “O tribunal não quis apreciar o mérito.”
Inelegível – Rollo classificava a ação arquivada como a mais temida, já que poderia resultar em impugnação. “No outra caso, o TRE decidiu condená-la à inegibilidade”, explicou.
Em abril, o tribunal tornou Vanessa e o prefeito Leonel Damo inelegíveis por três anos – contados a partir de 2006. No entanto, a defesa ainda pode recorrer da decisão, que ainda não teve o acórdão publicado.

Declarada a inelegibilidade do prefeito Leonel Damo e da deputada Vanessa Damo
Deputada e prefeito de Mauá fizeram uso indevido de meio de comunicação social nas eleições de 2006.
Em sessão realizada nesta quita-feira (12/03), o TRE-SP julgou procedente a Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), órgão do Ministério Público Federal, em face da Deputada Estadual Vanessa Damo e de seu pai, Leonel Damo, prefeito do município de Mauá. Em conseqüência, foi declarada a inelegibilidade de ambos por três anos.
O Tribunal acolheu a representação formulada pela PRE-SP, segundo a qual os representados fizeram uso indevido de meio de comunicação social com a finalidade de promover a candidatura de Vanessa ao cargo de Deputada Estadual, o que se deu por meio do periódico semanal “Opinião Pública”. No período de janeiro a setembro, o periódico, com tiragem de 30.000 exemplares, publicou notícias sobre obras, atividades e realizações de Vanessa e Leonel Damo, sempre enaltecendo suas realizações políticas e, dessa forma, incutindo de maneira subliminar a imagem de Vanessa Damo no eleitorado.
Em sua representação, o Ministério Público Eleitoral apontou ainda que o jornal publicava, mediante pagamento, propaganda institucional da prefeitura de Mauá.
Da decisão do TRE-SP cabe recurso ao TSE.

12/04/2007 ( PRE )

maio 1, 2007

Eis aqui a comprovação!!! É só ficar de olho.

Filed under: Partido Verde, PRE-SE, Vanessa Damo e papai — Humberto @ 1:26 am
Declarada a inelegibilidade do prefeito Leonel Damo e da deputada Vanessa Damo
Deputada e prefeito de Mauá fizeram uso indevido de meio de comunicação social nas eleições de 2006.
12/04/2007

Em sessão realizada nesta quita-feira (12/03), o TRE-SP julgou procedente a Investigação Judicial Eleitoral ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PRE-SP), órgão do Ministério Público Federal, em face da Deputada Estadual Vanessa Damo e de seu pai, Leonel Damo, prefeito do município de Mauá. Em conseqüência, foi declarada a inelegibilidade de ambos por três anos.
O Tribunal acolheu a representação formulada pela PRE-SP, segundo a qual os representados fizeram uso indevido de meio de comunicação social com a finalidade de promover a candidatura de Vanessa ao cargo de Deputada Estadual, o que se deu por meio do periódico semanal “Opinião Pública”. No período de janeiro a setembro, o periódico, com tiragem de 30.000 exemplares, publicou notícias sobre obras, atividades e realizações de Vanessa e Leonel Damo, sempre enaltecendo suas realizações políticas e, dessa forma, incutindo de maneira subliminar a imagem de Vanessa Damo no eleitorado.
Em sua representação, o Ministério Público Eleitoral apontou ainda que o jornal publicava, mediante pagamento, propaganda institucional da prefeitura de Mauá.
Da decisão do TRE-SP cabe recurso ao TSE.
Clique
aqui para acessar o inteiro teor ( PDF ) da representação no sítio da PRE-SP na internet.

MAIS A RESPEITO:

Consultor Jurídico
Consultor Jurídico ( 2 )
Ex-Libris Home Page
Notícia FSP
Notícia Diário Online
Notícia Diário Online ( 2 ) : Vanessa e seu momô
E cadê a merenda?
Eu disse: todo mundo!!!!
Na Vila Zelina: Corpo-a-corpo com a moçoila.
PCC???

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