ENCALHE

setembro 8, 2009

Oitavo ano da morte de Toninho do PT será lembrado com uma série de eventos em Campinas

8 ANOS SEM TONINHO
Por www.quemmatoutoninho.org
O dia dez de setembro de 2001 jamais sairá da memória do povo de Campinas, nesta data o prefeito Antônio da Costa Santos, com apenas oito meses e dez dias de governo, foi brutalmente assassinado sem que se saiba quem matou e principalmente quem mandou matar. Toninho, antes de ser eleito prefeito, dedicou sua vida política e acadêmica durante as décadas de 80 e 90 à militância contra a especulação imobiliária, que possui seu braço junto ao narcotráfico, a economia e a política. Quem não se lembra de suas ações em defesa do patrimônio histórico e ambiental da cidade, ou então em defesa do zelo e ética na coisa pública? Quando eleito, Toninho sob o lema “Coragem de Mudar”, com a caneta na mão e sem rabo preso com ninguém, deu início ao programa de governo democrático e popular efetuando mudanças estruturais na administração pública, contrariando os interesses dos históricos saqueadores do cofre público de nossa cidade. O inquérito policial, sobre o seu assassinato, conduzido pela polícia civil do Estado de São Paulo possui vícios e inúmeras contradições.
Por sua vez, o Ministério Público de São Paulo não levou em consideração as ações do prefeito em defesa da coisa pública, e simplesmente ignorou indícios concretos e a opinião da população, não investigando a tese de crime de mando, defendendo de forma inexplicável a frágil tese de que o Andinho foi o responsável pelo assassinato do prefeito, por motivo comum. Tal tese insustentável foi reprovada pelo Poder Judiciário de São Paulo, em primeira e segunda instância, na segunda por unanimidade. Sendo que a decisão judicial determina o imediato retorno das investigações. Será que a mesma polícia civil de São Paulo possui credibilidade para tal empreitada? Por que não federalizar as investigações?
Desde o assassinato, a família do prefeito e a população de Campinas vêm pedindo a intervenção federal no caso, com o ingresso da Polícia Federal nas investigações, e a decisão do Poder Judiciário de São Paulo só reforça tal necessidade.
A existência de indícios concretos de crime de mando atende perfeitamente os requisitos legais para a federalização das investigações. O pedido de intervenção federal encontra-se na mesa do procurador-geral da república desde 07 de julho de 2008, aguardando o seu parecer quanto à federalização.
A omissão do Estado, nos âmbitos federal e estadual, somente colabora para que a impunidade e a corrupção mais uma vez saiam vencedoras em detrimento daqueles que constroem a democracia.
Campinas, 10 de setembro de 2009.
QUEM MATOU TONINHO?
Programação 2009
10 de setembro de 2009 (quinta-feira)
- Culto Ecumênico ( serão plantadas oito rosas ao redor da cruz )
Local: Av. Mackenzie ( no local do assassinato )
Horário: 15h30m
-Ato Público contra a Omissão e a Impunidade
Apresentação do Grupo Amigos do Som ( grupo musical criado no período da Assembléia do Povo – década de 80 )
Local: Praça da Catedral Metropolitana de Campinas
Horário: 18h00
- Cortejo de Folia de Reis da Catedral até o Palácio dos Azulejos Grupo Ases do Brasil de Folia de Reis
Horário: 18h30m
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos (Brasil/2008, aprox. 70 min.)
Dir. Pedro Henrique França e Guilherme Manechini.
Curadoria: João Zinclar – fotógrafo
Local: Palácio dos Azulejos – MIS – Museu da Imagem e Som de Campinas
Endereço: Rua Regente Feijó, n. 859 – Centro
Horário: 19h00 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
11 de setembro de 2009 (sexta-feira)
- Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sra. Jove (ex-membro do Movimento Assembléia do Povo)
Local: Salão da Comunidade do Jardim Santa Monica (Região dos Amarais)
Endereço: Rua Reinaldo Bolliger, n. 450 – Bairro Jardim Santa Mônica
Horário: 19h30m (após a apresentação do vídeo haverá debate)
12 de setembro de 2009 (sábado)
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sr. Tião Mineiro (líder comunitário e ex-membro do movimento Assembléia do Povo
Local: Sede da Associação de Moradores do Núcleo Residencial Vila Brandina
Endereço: Rua Francisco de Mesquita, n. 106 – Vila Brandina
Horário: 15h00 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
Haverá uma caminhada da Casa de Sapé até a sede da associação
Concentração às 14h40 – na Casa de Sapé
Endereço: Rua Francisco de Mesquita, n. 01-A – Vila Brandina
-Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Sr. Chiquinho (líder comunitário e ex-membro do movimento Assembléia do Povo)
Local: Sede da Associação dos Moradores do bairro da Conquista
Endereço: Rua do Arquiteto, n. 47 – Bairro da Conquista
Horário: 19h30 (após a apresentação do vídeo haverá debate)
13 de setembro de 2009 (domingo)
- Missa em homenagem de Antônio da Costa Santos
Local: Igreja Nossa Senhora Aparecida
Endereço: Av. Arlindo Joaquim de Lemos, n. 1110 – Jardim Proença
Horário: 19h00
26 de setembro de 2009 (sábado)
- Apresentação do vídeo-documentário Ecos
Curadoria: Vera Faria (membro da Comunidade São Francisco)
Local: Salão da Comunidade São Francisco
Endereço: Rua José Caivani, n. 328 (p. ref. E.E. Eliseu Narcisio) – Bairro DIC III
Horário: 19h30m (após a apresentação do vídeo haverá debate).
Fonte: www.quemmatoutoninho.org



maio 7, 2009

"Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda", por

Senhores leitores deste blog: este post, que eu copiei do Biscoito Fino e a Massa, de Idelber Avelar, acho que será melhor compreendido por aqueles que dominam o jargão e as teorias esquerdistas ( o que não é, exatamente, o meu caso, sou apenas um cara esforçado ). Mas eu gostei. Umas vezes eu li o jornal da Causa Operária e, confesso, não sei a quem eles dirigem aquilo, qual seu público-alvo. E, creio que o Avelar não menciona, mas para o PCO, o PSTU ( também citado pelo Avelar como “extrema-esquerda” ) é oportunista ( há uma foto do Zé Maria, do PSTU sorrindo, junto ao “pelego da direita”, o Paulinho da Força ) e tal também é o PSOL ( “oportunista” no jargão deles deve ter um significado distinto, já que várias vezes eu vejo este termo empregado em situações que eu não imaginaria: estou lendo um livro, e ali referem-se aos Panteras Negras e sua política “oportunista” ). O PCO também adere ao discurso do DEM e PPS e denuncia o “Estado Policial” do Protógenes Queiróz. Talvez o problema seja eu.
Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda
O Biscoito Fino e a Massa
O PSOL, o PSTU e o PCO deveriam parar de brigar, abandonar o sofisma — desmentido pela história brasileira recente — de que PT e PSDB são duas faces do mesmo projeto político e agir como verdadeiros partidos leninistas. Eu sou dos que acham que o leninismo está longe de ter esgotado sua significação histórica. Mas não a vejo na teoria do partido de vanguarda nem na teoria da ditadura do proletariado. O que constitui um leninista é a análise da circunstância concreta, sempre em busca do ponto universalizante, da âncora que pode sintetizar toda a luta política. Não há leninismo sem a pergunta: o que fazer?
O que fazer, na extrema-esquerda, hoje no Brasil? O PSOL, que dos três é o único que não se reivindica leninista (embora haja leninistas por lá), deve pensar se quer mesmo fazer da moral, do udenismo de esquerda, o eixo de seu discurso. A escolha pode ter tido sua lógica em 2005, como aglutinação para a extrema-esquerda no momento de maior desgaste do governo Lula. Hoje, é um tiro no pé, além de despolitizadora e inadequada. A redução da política à moral já se anunciara na campanha de
Heloísa Helena, em 2006, das mais despolitizadas que a esquerda já fez. No Brasil pós-Satiagraha, o PSOL extrapola, do louvável apoio ao Delegado Protógenes Queiroz, uma leitura da realidade que faria Trótski revirar-se no túmulo, inimigo que era ele de toda confusão entre lei e justiça ou entre moral e política. Confio que o leitor não pense que eu sugira desatenção ao problema da corrupção. Simplesmente estou afirmando que o discurso moral anti-corrupção não pode ser eixo de uma política de extrema-esquerda genuína.
No site do PSTU, a principal manchete é “Os trabalhadores não pagarão pela crise”. É difícil reconciliar a manchete com a própria interpretação que faz o PSTU do Brasil. Pois se o governo Lula é o agente neoliberal que a extrema-esquerda denuncia, a chamada correta deveria ser “Trabalhadores pagarão pela crise”. A manchete incorre numa contradição performativa, uma comum confusão entre o ser e o dever ser que frequentemente acomete a extrema-esquerda quando ela perde contato com a realidade. Se fosse verdadeiro para o PSTU dizer “os trabalhadores não pagarão”, ou seja, se fosse factível a hipótese de que um movimento operário liderado pela Conlutas conseguisse, dentro da “ordem neoliberal” de Lula, que os trabalhadores deixassem de pagar pela crise, ora ora, seria a própria existência dessa ordem que estaria em dúvida. Ela não está, como o próprio PSTU reconhece. Achar que dentro da ordem capitalista os trabalhadores “não vão pagar” por algo é de um reformismo inaceitável num partido que se quer revolucionário. De novo, Lênin revira no túmulo. A confusão entre o que é e o que deveria ser não é causa, claro, mas sintoma de uma extrema-esquerda que não sabe formular seu papel no presente.
Mas passemos ao momento propositivo. O que fazer? Para a esquerda, o eixo definidor, o ponto-âncora do corpo político é a putrefação da grande mídia no bojo da Satiagraha, a partir da qual se desatou a jagunçagem de Gilmar Mendes e a desmoralização do Poder Judiciário. Nesse feixe de contradições um leninista identificaria a questão universalizante, ou seja, aquela tensão do corpo social que tem o potencial de desatar o antagonismo constitutivo, central. Quem é de esquerda no Brasil hoje e não está refletindo sobre esse imbróglio não está pensando nada.
Como trabalham com o sofisma de que PT e PSDB são irmãos gêmeos, os partidos de extrema-esquerda não compreendem por que raios se forma de maneira tão furiosa a articulação Gilmar Mendes-Revista Veja e seus capangas. Perdem a oportunidade de contribuir ao esforço definidor da intervenção de esquerda hoje (e dentro do qual eles poderiam até ganhar espaço em relação ao PT): acelerar a destruição da moribunda credibilidade nos grupos de mídia; promover a guerra de guerrilha incessante contra sua imagem, moral e capacidade de esconder a fábrica de linguiça; exibir e ridicularizar cada erro, mentira, notícia distorcida; revelar e expor minuciosa e diariamente sua história de colaboração com a ditadura; acossar seus patrocinadores com o boicote; bombardear seus ombudsmen com críticas; ajudar a disseminar os blogs que os desconstroem; trabalhar diuturnamente nas campanhas de cancelamento de assinaturas; não respirar enquanto as corjas Civita, Marinho, Frias e cia. tenham sofrido uma derrota categórica.
No bojo dessa práxis, quem sabe não se acumulam forças suficientes para um movimento nacional pelo impeachment de Gilmar Mendes? Quem aposta que um movimento popular não pode encurralar um Senado?
Isso é mais leninista e revolucionário que fazer um sitezinho dizendo que as comemorações do 1° de maio serão “independentes e classistas” e que o Bolsa Família é “migalha dada pela burguesia”. Os partidos de extrema-esquerda brasileiros precisam ler com atenção seus Lênin e Trótski: a interpretação revolucionária da realidade começa com a identificação da sua contradição constitutiva.

"Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda", por

Senhores leitores deste blog: este post, que eu copiei do Biscoito Fino e a Massa, de Idelber Avelar, acho que será melhor compreendido por aqueles que dominam o jargão e as teorias esquerdistas ( o que não é, exatamente, o meu caso, sou apenas um cara esforçado ). Mas eu gostei. Umas vezes eu li o jornal da Causa Operária e, confesso, não sei a quem eles dirigem aquilo, qual seu público-alvo. E, creio que o Avelar não menciona, mas para o PCO, o PSTU ( também citado pelo Avelar como “extrema-esquerda” ) é oportunista ( há uma foto do Zé Maria, do PSTU sorrindo, junto ao “pelego da direita”, o Paulinho da Força ) e tal também é o PSOL ( “oportunista” no jargão deles deve ter um significado distinto, já que várias vezes eu vejo este termo empregado em situações que eu não imaginaria: estou lendo um livro, e ali referem-se aos Panteras Negras e sua política “oportunista” ). O PCO também adere ao discurso do DEM e PPS e denuncia o “Estado Policial” do Protógenes Queiróz. Talvez o problema seja eu.
Acelerar a putrefação da mídia e a desmoralização de Gilmar Mendes: tarefas para uma verdadeira extrema-esquerda
O Biscoito Fino e a Massa
O PSOL, o PSTU e o PCO deveriam parar de brigar, abandonar o sofisma — desmentido pela história brasileira recente — de que PT e PSDB são duas faces do mesmo projeto político e agir como verdadeiros partidos leninistas. Eu sou dos que acham que o leninismo está longe de ter esgotado sua significação histórica. Mas não a vejo na teoria do partido de vanguarda nem na teoria da ditadura do proletariado. O que constitui um leninista é a análise da circunstância concreta, sempre em busca do ponto universalizante, da âncora que pode sintetizar toda a luta política. Não há leninismo sem a pergunta: o que fazer?
O que fazer, na extrema-esquerda, hoje no Brasil? O PSOL, que dos três é o único que não se reivindica leninista (embora haja leninistas por lá), deve pensar se quer mesmo fazer da moral, do udenismo de esquerda, o eixo de seu discurso. A escolha pode ter tido sua lógica em 2005, como aglutinação para a extrema-esquerda no momento de maior desgaste do governo Lula. Hoje, é um tiro no pé, além de despolitizadora e inadequada. A redução da política à moral já se anunciara na campanha de
Heloísa Helena, em 2006, das mais despolitizadas que a esquerda já fez. No Brasil pós-Satiagraha, o PSOL extrapola, do louvável apoio ao Delegado Protógenes Queiroz, uma leitura da realidade que faria Trótski revirar-se no túmulo, inimigo que era ele de toda confusão entre lei e justiça ou entre moral e política. Confio que o leitor não pense que eu sugira desatenção ao problema da corrupção. Simplesmente estou afirmando que o discurso moral anti-corrupção não pode ser eixo de uma política de extrema-esquerda genuína.
No site do PSTU, a principal manchete é “Os trabalhadores não pagarão pela crise”. É difícil reconciliar a manchete com a própria interpretação que faz o PSTU do Brasil. Pois se o governo Lula é o agente neoliberal que a extrema-esquerda denuncia, a chamada correta deveria ser “Trabalhadores pagarão pela crise”. A manchete incorre numa contradição performativa, uma comum confusão entre o ser e o dever ser que frequentemente acomete a extrema-esquerda quando ela perde contato com a realidade. Se fosse verdadeiro para o PSTU dizer “os trabalhadores não pagarão”, ou seja, se fosse factível a hipótese de que um movimento operário liderado pela Conlutas conseguisse, dentro da “ordem neoliberal” de Lula, que os trabalhadores deixassem de pagar pela crise, ora ora, seria a própria existência dessa ordem que estaria em dúvida. Ela não está, como o próprio PSTU reconhece. Achar que dentro da ordem capitalista os trabalhadores “não vão pagar” por algo é de um reformismo inaceitável num partido que se quer revolucionário. De novo, Lênin revira no túmulo. A confusão entre o que é e o que deveria ser não é causa, claro, mas sintoma de uma extrema-esquerda que não sabe formular seu papel no presente.
Mas passemos ao momento propositivo. O que fazer? Para a esquerda, o eixo definidor, o ponto-âncora do corpo político é a putrefação da grande mídia no bojo da Satiagraha, a partir da qual se desatou a jagunçagem de Gilmar Mendes e a desmoralização do Poder Judiciário. Nesse feixe de contradições um leninista identificaria a questão universalizante, ou seja, aquela tensão do corpo social que tem o potencial de desatar o antagonismo constitutivo, central. Quem é de esquerda no Brasil hoje e não está refletindo sobre esse imbróglio não está pensando nada.
Como trabalham com o sofisma de que PT e PSDB são irmãos gêmeos, os partidos de extrema-esquerda não compreendem por que raios se forma de maneira tão furiosa a articulação Gilmar Mendes-Revista Veja e seus capangas. Perdem a oportunidade de contribuir ao esforço definidor da intervenção de esquerda hoje (e dentro do qual eles poderiam até ganhar espaço em relação ao PT): acelerar a destruição da moribunda credibilidade nos grupos de mídia; promover a guerra de guerrilha incessante contra sua imagem, moral e capacidade de esconder a fábrica de linguiça; exibir e ridicularizar cada erro, mentira, notícia distorcida; revelar e expor minuciosa e diariamente sua história de colaboração com a ditadura; acossar seus patrocinadores com o boicote; bombardear seus ombudsmen com críticas; ajudar a disseminar os blogs que os desconstroem; trabalhar diuturnamente nas campanhas de cancelamento de assinaturas; não respirar enquanto as corjas Civita, Marinho, Frias e cia. tenham sofrido uma derrota categórica.
No bojo dessa práxis, quem sabe não se acumulam forças suficientes para um movimento nacional pelo impeachment de Gilmar Mendes? Quem aposta que um movimento popular não pode encurralar um Senado?
Isso é mais leninista e revolucionário que fazer um sitezinho dizendo que as comemorações do 1° de maio serão “independentes e classistas” e que o Bolsa Família é “migalha dada pela burguesia”. Os partidos de extrema-esquerda brasileiros precisam ler com atenção seus Lênin e Trótski: a interpretação revolucionária da realidade começa com a identificação da sua contradição constitutiva.

abril 3, 2009

"O PT de volta às origens", por Candido Mendes

O encontro nacional do PT no Rio deu mostras da profunda consciência das tarefas partidárias para responder à continuação do governo Lula. A legenda tem noção da perda da juventude, bem como da tarefa de voltar a ser partido de massas e de nítida presença no poder. Mas, sobretudo, o que importa é fortalecer a alternativa de mudança que representa, frente ao pântano do aliancismo.
A sideração, por Lula, dos prefeitos recém eleitos, só amplia a tentação do ganho de maiorias, tão decisivas quanto difusas, no novo percurso eleitoral. O importante é caracterizar-se a distinção entre a proposta petista e a social democracia, na promessa da volta tucana em 2002.
O seminário não perdeu tempo em estabelecer essas linhas divisórias, centradas na dominância do papel do Estado no comando da economia da mudança; no caráter estrutural que representa a redistribuição de renda já e de seu complemento pelo acesso imediato aos serviços sociais, na expansão maciça da saúde e da educação. Pouco saiu do papel o projeto das parcerias públicas e privadas. Mas é por elas que o futuro, a longo prazo, do PT, distingue-se das formas de privatização, disfarçadas ou ostensivas, que caracterizaram o tucanato.
Divisou-se, no encontro, o risco da quebra da frente sindical, expresso pela desfiliação da Contag, requestionando os pressupostos da fidelidade do aparelho do proletariado ao atual situacionismo. No fundo de toda polêmica levanta-se o contraste entre os 70% da popularidade do presidente contra, praticamente, a metade do percentual estrito no apoio ao partido. E de imediato pergunta-se se a nova demanda de 300 mil possíveis filiados à legenda traduz, apenas, a inércia do que estava aí, ou se, no rigor novo de uma adesão, responde ao fortalecimento ideológico do impulso decidido à mudança do país.
Uma escola de formação partidária vai à pauta das novas prioridades, na busca de uma verdadeira esquerda para o Brasil, resistindo a todos os enleios do aliancismo, que caracteriza a maioria, agora, do governo no Congresso. Claro que todo adensar de pensamento enfrenta a crise global, e as possíveis contradições entre a conjuntura lá fora – e a especial do Brasil – sua tônica de mercado interno, sua relativa independência das exportações; o comportamento dos setores marginalizados trazidos ao mercado pelo Bolsa Família. Cogita-se de como é possível afastá-los da propensão consumista de sempre e definir uma condição de bem estar, nascida da educação e saúde a que se soma um novo plano de habitação popular.
O encontro salientou ainda que o aliancismo corre o risco de convívio com o centro pastoso do PMDB. Mas a aposta no sucesso objetivo do PAC, e de como seus resultados já dão outro rumo às prefeituras empurradas pelo sucesso descentralizador deste fim do segundo mandato. Desponta, sobretudo, a objetividade com que a ministra Dilma divisou essas certezas, não só na força dos números do Plano de Aceleração de Crescimento, mas, sobretudo, das reservas que soubemos criar para atenuar a crise externa, desde os montantes de nosso superávit, até as dinamizações das nossas reservas bancárias privadas.
A perspectiva geral petista desceu do deslumbramento no poder e, sobretudo, das vitórias a todo custo. Sabe sobretudo por onde avançam, agora, seus novos trunfos, desde a trazida da mulher ao poder na sucessão de Lula até a discussão detalhada do que seja a quota de esforço e de melhorias tangíveis, em que fará frente ao projeto tucano, consciente também da força mediática que este último cercará. O PT que sai da convenção do Rio não é nostálgico nem triunfalista. E sabe da dureza e urgência com que se debruça sobre o novo projeto. E, a esse, Dilma traz a serenidade e os números em dia, no polo oposto de todo “já ganhou” e do estrito carisma do homem no Planalto.
Surrupiado do blog O TERROR DO NORDESTE

"O PT de volta às origens", por Candido Mendes

O encontro nacional do PT no Rio deu mostras da profunda consciência das tarefas partidárias para responder à continuação do governo Lula. A legenda tem noção da perda da juventude, bem como da tarefa de voltar a ser partido de massas e de nítida presença no poder. Mas, sobretudo, o que importa é fortalecer a alternativa de mudança que representa, frente ao pântano do aliancismo.
A sideração, por Lula, dos prefeitos recém eleitos, só amplia a tentação do ganho de maiorias, tão decisivas quanto difusas, no novo percurso eleitoral. O importante é caracterizar-se a distinção entre a proposta petista e a social democracia, na promessa da volta tucana em 2002.
O seminário não perdeu tempo em estabelecer essas linhas divisórias, centradas na dominância do papel do Estado no comando da economia da mudança; no caráter estrutural que representa a redistribuição de renda já e de seu complemento pelo acesso imediato aos serviços sociais, na expansão maciça da saúde e da educação. Pouco saiu do papel o projeto das parcerias públicas e privadas. Mas é por elas que o futuro, a longo prazo, do PT, distingue-se das formas de privatização, disfarçadas ou ostensivas, que caracterizaram o tucanato.
Divisou-se, no encontro, o risco da quebra da frente sindical, expresso pela desfiliação da Contag, requestionando os pressupostos da fidelidade do aparelho do proletariado ao atual situacionismo. No fundo de toda polêmica levanta-se o contraste entre os 70% da popularidade do presidente contra, praticamente, a metade do percentual estrito no apoio ao partido. E de imediato pergunta-se se a nova demanda de 300 mil possíveis filiados à legenda traduz, apenas, a inércia do que estava aí, ou se, no rigor novo de uma adesão, responde ao fortalecimento ideológico do impulso decidido à mudança do país.
Uma escola de formação partidária vai à pauta das novas prioridades, na busca de uma verdadeira esquerda para o Brasil, resistindo a todos os enleios do aliancismo, que caracteriza a maioria, agora, do governo no Congresso. Claro que todo adensar de pensamento enfrenta a crise global, e as possíveis contradições entre a conjuntura lá fora – e a especial do Brasil – sua tônica de mercado interno, sua relativa independência das exportações; o comportamento dos setores marginalizados trazidos ao mercado pelo Bolsa Família. Cogita-se de como é possível afastá-los da propensão consumista de sempre e definir uma condição de bem estar, nascida da educação e saúde a que se soma um novo plano de habitação popular.
O encontro salientou ainda que o aliancismo corre o risco de convívio com o centro pastoso do PMDB. Mas a aposta no sucesso objetivo do PAC, e de como seus resultados já dão outro rumo às prefeituras empurradas pelo sucesso descentralizador deste fim do segundo mandato. Desponta, sobretudo, a objetividade com que a ministra Dilma divisou essas certezas, não só na força dos números do Plano de Aceleração de Crescimento, mas, sobretudo, das reservas que soubemos criar para atenuar a crise externa, desde os montantes de nosso superávit, até as dinamizações das nossas reservas bancárias privadas.
A perspectiva geral petista desceu do deslumbramento no poder e, sobretudo, das vitórias a todo custo. Sabe sobretudo por onde avançam, agora, seus novos trunfos, desde a trazida da mulher ao poder na sucessão de Lula até a discussão detalhada do que seja a quota de esforço e de melhorias tangíveis, em que fará frente ao projeto tucano, consciente também da força mediática que este último cercará. O PT que sai da convenção do Rio não é nostálgico nem triunfalista. E sabe da dureza e urgência com que se debruça sobre o novo projeto. E, a esse, Dilma traz a serenidade e os números em dia, no polo oposto de todo “já ganhou” e do estrito carisma do homem no Planalto.
Surrupiado do blog O TERROR DO NORDESTE

"O PT de volta às origens", por Candido Mendes

O encontro nacional do PT no Rio deu mostras da profunda consciência das tarefas partidárias para responder à continuação do governo Lula. A legenda tem noção da perda da juventude, bem como da tarefa de voltar a ser partido de massas e de nítida presença no poder. Mas, sobretudo, o que importa é fortalecer a alternativa de mudança que representa, frente ao pântano do aliancismo.
A sideração, por Lula, dos prefeitos recém eleitos, só amplia a tentação do ganho de maiorias, tão decisivas quanto difusas, no novo percurso eleitoral. O importante é caracterizar-se a distinção entre a proposta petista e a social democracia, na promessa da volta tucana em 2002.
O seminário não perdeu tempo em estabelecer essas linhas divisórias, centradas na dominância do papel do Estado no comando da economia da mudança; no caráter estrutural que representa a redistribuição de renda já e de seu complemento pelo acesso imediato aos serviços sociais, na expansão maciça da saúde e da educação. Pouco saiu do papel o projeto das parcerias públicas e privadas. Mas é por elas que o futuro, a longo prazo, do PT, distingue-se das formas de privatização, disfarçadas ou ostensivas, que caracterizaram o tucanato.
Divisou-se, no encontro, o risco da quebra da frente sindical, expresso pela desfiliação da Contag, requestionando os pressupostos da fidelidade do aparelho do proletariado ao atual situacionismo. No fundo de toda polêmica levanta-se o contraste entre os 70% da popularidade do presidente contra, praticamente, a metade do percentual estrito no apoio ao partido. E de imediato pergunta-se se a nova demanda de 300 mil possíveis filiados à legenda traduz, apenas, a inércia do que estava aí, ou se, no rigor novo de uma adesão, responde ao fortalecimento ideológico do impulso decidido à mudança do país.
Uma escola de formação partidária vai à pauta das novas prioridades, na busca de uma verdadeira esquerda para o Brasil, resistindo a todos os enleios do aliancismo, que caracteriza a maioria, agora, do governo no Congresso. Claro que todo adensar de pensamento enfrenta a crise global, e as possíveis contradições entre a conjuntura lá fora – e a especial do Brasil – sua tônica de mercado interno, sua relativa independência das exportações; o comportamento dos setores marginalizados trazidos ao mercado pelo Bolsa Família. Cogita-se de como é possível afastá-los da propensão consumista de sempre e definir uma condição de bem estar, nascida da educação e saúde a que se soma um novo plano de habitação popular.
O encontro salientou ainda que o aliancismo corre o risco de convívio com o centro pastoso do PMDB. Mas a aposta no sucesso objetivo do PAC, e de como seus resultados já dão outro rumo às prefeituras empurradas pelo sucesso descentralizador deste fim do segundo mandato. Desponta, sobretudo, a objetividade com que a ministra Dilma divisou essas certezas, não só na força dos números do Plano de Aceleração de Crescimento, mas, sobretudo, das reservas que soubemos criar para atenuar a crise externa, desde os montantes de nosso superávit, até as dinamizações das nossas reservas bancárias privadas.
A perspectiva geral petista desceu do deslumbramento no poder e, sobretudo, das vitórias a todo custo. Sabe sobretudo por onde avançam, agora, seus novos trunfos, desde a trazida da mulher ao poder na sucessão de Lula até a discussão detalhada do que seja a quota de esforço e de melhorias tangíveis, em que fará frente ao projeto tucano, consciente também da força mediática que este último cercará. O PT que sai da convenção do Rio não é nostálgico nem triunfalista. E sabe da dureza e urgência com que se debruça sobre o novo projeto. E, a esse, Dilma traz a serenidade e os números em dia, no polo oposto de todo “já ganhou” e do estrito carisma do homem no Planalto.
Surrupiado do blog O TERROR DO NORDESTE

"O PT de volta às origens", por Candido Mendes

O encontro nacional do PT no Rio deu mostras da profunda consciência das tarefas partidárias para responder à continuação do governo Lula. A legenda tem noção da perda da juventude, bem como da tarefa de voltar a ser partido de massas e de nítida presença no poder. Mas, sobretudo, o que importa é fortalecer a alternativa de mudança que representa, frente ao pântano do aliancismo.
A sideração, por Lula, dos prefeitos recém eleitos, só amplia a tentação do ganho de maiorias, tão decisivas quanto difusas, no novo percurso eleitoral. O importante é caracterizar-se a distinção entre a proposta petista e a social democracia, na promessa da volta tucana em 2002.
O seminário não perdeu tempo em estabelecer essas linhas divisórias, centradas na dominância do papel do Estado no comando da economia da mudança; no caráter estrutural que representa a redistribuição de renda já e de seu complemento pelo acesso imediato aos serviços sociais, na expansão maciça da saúde e da educação. Pouco saiu do papel o projeto das parcerias públicas e privadas. Mas é por elas que o futuro, a longo prazo, do PT, distingue-se das formas de privatização, disfarçadas ou ostensivas, que caracterizaram o tucanato.
Divisou-se, no encontro, o risco da quebra da frente sindical, expresso pela desfiliação da Contag, requestionando os pressupostos da fidelidade do aparelho do proletariado ao atual situacionismo. No fundo de toda polêmica levanta-se o contraste entre os 70% da popularidade do presidente contra, praticamente, a metade do percentual estrito no apoio ao partido. E de imediato pergunta-se se a nova demanda de 300 mil possíveis filiados à legenda traduz, apenas, a inércia do que estava aí, ou se, no rigor novo de uma adesão, responde ao fortalecimento ideológico do impulso decidido à mudança do país.
Uma escola de formação partidária vai à pauta das novas prioridades, na busca de uma verdadeira esquerda para o Brasil, resistindo a todos os enleios do aliancismo, que caracteriza a maioria, agora, do governo no Congresso. Claro que todo adensar de pensamento enfrenta a crise global, e as possíveis contradições entre a conjuntura lá fora – e a especial do Brasil – sua tônica de mercado interno, sua relativa independência das exportações; o comportamento dos setores marginalizados trazidos ao mercado pelo Bolsa Família. Cogita-se de como é possível afastá-los da propensão consumista de sempre e definir uma condição de bem estar, nascida da educação e saúde a que se soma um novo plano de habitação popular.
O encontro salientou ainda que o aliancismo corre o risco de convívio com o centro pastoso do PMDB. Mas a aposta no sucesso objetivo do PAC, e de como seus resultados já dão outro rumo às prefeituras empurradas pelo sucesso descentralizador deste fim do segundo mandato. Desponta, sobretudo, a objetividade com que a ministra Dilma divisou essas certezas, não só na força dos números do Plano de Aceleração de Crescimento, mas, sobretudo, das reservas que soubemos criar para atenuar a crise externa, desde os montantes de nosso superávit, até as dinamizações das nossas reservas bancárias privadas.
A perspectiva geral petista desceu do deslumbramento no poder e, sobretudo, das vitórias a todo custo. Sabe sobretudo por onde avançam, agora, seus novos trunfos, desde a trazida da mulher ao poder na sucessão de Lula até a discussão detalhada do que seja a quota de esforço e de melhorias tangíveis, em que fará frente ao projeto tucano, consciente também da força mediática que este último cercará. O PT que sai da convenção do Rio não é nostálgico nem triunfalista. E sabe da dureza e urgência com que se debruça sobre o novo projeto. E, a esse, Dilma traz a serenidade e os números em dia, no polo oposto de todo “já ganhou” e do estrito carisma do homem no Planalto.
Surrupiado do blog O TERROR DO NORDESTE

"O PT de volta às origens", por Candido Mendes

O encontro nacional do PT no Rio deu mostras da profunda consciência das tarefas partidárias para responder à continuação do governo Lula. A legenda tem noção da perda da juventude, bem como da tarefa de voltar a ser partido de massas e de nítida presença no poder. Mas, sobretudo, o que importa é fortalecer a alternativa de mudança que representa, frente ao pântano do aliancismo.
A sideração, por Lula, dos prefeitos recém eleitos, só amplia a tentação do ganho de maiorias, tão decisivas quanto difusas, no novo percurso eleitoral. O importante é caracterizar-se a distinção entre a proposta petista e a social democracia, na promessa da volta tucana em 2002.
O seminário não perdeu tempo em estabelecer essas linhas divisórias, centradas na dominância do papel do Estado no comando da economia da mudança; no caráter estrutural que representa a redistribuição de renda já e de seu complemento pelo acesso imediato aos serviços sociais, na expansão maciça da saúde e da educação. Pouco saiu do papel o projeto das parcerias públicas e privadas. Mas é por elas que o futuro, a longo prazo, do PT, distingue-se das formas de privatização, disfarçadas ou ostensivas, que caracterizaram o tucanato.
Divisou-se, no encontro, o risco da quebra da frente sindical, expresso pela desfiliação da Contag, requestionando os pressupostos da fidelidade do aparelho do proletariado ao atual situacionismo. No fundo de toda polêmica levanta-se o contraste entre os 70% da popularidade do presidente contra, praticamente, a metade do percentual estrito no apoio ao partido. E de imediato pergunta-se se a nova demanda de 300 mil possíveis filiados à legenda traduz, apenas, a inércia do que estava aí, ou se, no rigor novo de uma adesão, responde ao fortalecimento ideológico do impulso decidido à mudança do país.
Uma escola de formação partidária vai à pauta das novas prioridades, na busca de uma verdadeira esquerda para o Brasil, resistindo a todos os enleios do aliancismo, que caracteriza a maioria, agora, do governo no Congresso. Claro que todo adensar de pensamento enfrenta a crise global, e as possíveis contradições entre a conjuntura lá fora – e a especial do Brasil – sua tônica de mercado interno, sua relativa independência das exportações; o comportamento dos setores marginalizados trazidos ao mercado pelo Bolsa Família. Cogita-se de como é possível afastá-los da propensão consumista de sempre e definir uma condição de bem estar, nascida da educação e saúde a que se soma um novo plano de habitação popular.
O encontro salientou ainda que o aliancismo corre o risco de convívio com o centro pastoso do PMDB. Mas a aposta no sucesso objetivo do PAC, e de como seus resultados já dão outro rumo às prefeituras empurradas pelo sucesso descentralizador deste fim do segundo mandato. Desponta, sobretudo, a objetividade com que a ministra Dilma divisou essas certezas, não só na força dos números do Plano de Aceleração de Crescimento, mas, sobretudo, das reservas que soubemos criar para atenuar a crise externa, desde os montantes de nosso superávit, até as dinamizações das nossas reservas bancárias privadas.
A perspectiva geral petista desceu do deslumbramento no poder e, sobretudo, das vitórias a todo custo. Sabe sobretudo por onde avançam, agora, seus novos trunfos, desde a trazida da mulher ao poder na sucessão de Lula até a discussão detalhada do que seja a quota de esforço e de melhorias tangíveis, em que fará frente ao projeto tucano, consciente também da força mediática que este último cercará. O PT que sai da convenção do Rio não é nostálgico nem triunfalista. E sabe da dureza e urgência com que se debruça sobre o novo projeto. E, a esse, Dilma traz a serenidade e os números em dia, no polo oposto de todo “já ganhou” e do estrito carisma do homem no Planalto.
Surrupiado do blog O TERROR DO NORDESTE

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