Esta história do caseiro me irritou profundamente. Não pelo personagem, mas por essa palavra: sigilo. Porra, pra que sigilo, pensei. Meus segredos têm origens nobres, ou de sobrevivência. Não sou uma “pessoa pública”, então, não preciso quebrar meus sigilos.
Proponho aqui uma Emenda Constitucional versando sobre a quebra de sigilos em situações especiais:
art.1: Qualquer cidadão brasileiro que se disponha a ser uma “pessoa pública” terá os seus sigilos bancário, fiscal, telefônico, internético, conversático de boteco e correlatos, automaticamente quebrados.§ 1º: Por “pessoa pública” entende-se o cidadão disposto a:a) ser candidato a qualquer cargo eletivo (síndico de prédio, presidente de clube, vereador, deputado…);b) ser atleta, ator/atriz, jornalista, apresentador de TV/Rádio, modelo, manequim (ou as cinco funções anteriores concomitantes), prostituta, travesti ou transexual, denunciante em cadeia nacional de rádio/TV de escândalos de qualquer espécie envolvendo pares (“pessoas públicas”);
Essas são medidas realmente saneadoras de corrupção, extorsão, chantagem e crimes afins, e servirão, como consequência, para a diminuição sensível de candidatos a serem “pessoas públicas”, o que resultará de imediato numa depuração qualitativa da sociedade. Sem contar que o horário político durará somente 30 segundos, e a novela que passar a seguir contará somente com atores e atrizes.

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