No post Jornais passaram a semana inteira falando sobre o “embrômus” da Inducassão tucana de SP e, quando tudo parecia lindo…cai a Secretária?!?! eu mencionei, bem de passagem, uma carta de Palmiro Mennucci, do CPP, publicada na seção dos leitores do Diário de São Paulo, em 27. 03. Posteriormente entrei em contato com o CPP, pedindo uma cópia, pois acho que seria esclarecedor para nossos – parcos – leitores dispô-la aqui. Eu faço isso, pensando, em especial, naquele leigo, leitor dos jornais que, a partir das leituras destes, segue a pensar que o “embrômus” dos professores é de R$ 15.000. E que todo o funcionalismo receberá, sem exceções, e o valor gordo de doze pilas ( teve jornal quer descolou um 15.000, sabe-se lá de onde ). Não que o professor goste desse tipo de remuneração ( digo, é possível que a maioria deseje, entendendo-a como na linha do “menos pior” ). Mas, mesmo recebendo um valor “X”, deve ser uma merda ler no PIG que os valores seriam nababescos ( ou seja “X” vezes 10, como os jornais insinuam ). Bom, o CPP [ a quem agradeço pela cortesia ] me respondeu, e forneceu-me a carta publicada no DSP. Vamos a ela ( grifei algumas informações vitais e que deverão sempre ser consideradas, quando formos ler algo sobre salários e “embrômus” da educação tucana ):
Diário de São Paulo-27-03-09-pág. A/1
Bônus da educação discrimina servidor
A reportagem “Educação: 195 mil ganharão bônus”, publicada ontem na página B5, informa que o bônus a ser pago aos professores pelo governo estadual será de R$ 500 a R$ 12 mil. É para se destacar que os aposentados não têm direito a este bônus e que estes valores não se incorporarão aos salários dos ativos para fins de aposentadoria. O bônus, então, se revela um mecanismo perverso e discriminatório. O que o Centro do Professorado Paulista (CPP) reivindica é que o governo utilize estes recursos para conceder reajuste salarial para todos, ativos e aposentados, uma vez que o salário inicial da categoria atingiu, neste mês, a vergonhosa marca de 1,7 salário-mínimo. O raciocínio divulgado pelo governo está equivocado. Ele exalta, em verso e prosa, o valor máximo do bônus, de R$ 12 mil, com a intenção de passar para a sociedade – que desconhece a realidade do servidor da educação-, a falácia de que os professores da rede estadual recebem salários de marajás. Quantos receberão os tais R$ 12 mil? A própria matéria informa que apenas 1,02% dos educadores receberão esse bônus. Isto significa uma tentativa de induzir a população a erro, colocando-a, sempre, como adversária dos educadores, quando os mesmos se mobilizam reivindicando reajuste salarial.
Palmiro Mennucci – Presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP).
Bônus da educação discrimina servidor
A reportagem “Educação: 195 mil ganharão bônus”, publicada ontem na página B5, informa que o bônus a ser pago aos professores pelo governo estadual será de R$ 500 a R$ 12 mil. É para se destacar que os aposentados não têm direito a este bônus e que estes valores não se incorporarão aos salários dos ativos para fins de aposentadoria. O bônus, então, se revela um mecanismo perverso e discriminatório. O que o Centro do Professorado Paulista (CPP) reivindica é que o governo utilize estes recursos para conceder reajuste salarial para todos, ativos e aposentados, uma vez que o salário inicial da categoria atingiu, neste mês, a vergonhosa marca de 1,7 salário-mínimo. O raciocínio divulgado pelo governo está equivocado. Ele exalta, em verso e prosa, o valor máximo do bônus, de R$ 12 mil, com a intenção de passar para a sociedade – que desconhece a realidade do servidor da educação-, a falácia de que os professores da rede estadual recebem salários de marajás. Quantos receberão os tais R$ 12 mil? A própria matéria informa que apenas 1,02% dos educadores receberão esse bônus. Isto significa uma tentativa de induzir a população a erro, colocando-a, sempre, como adversária dos educadores, quando os mesmos se mobilizam reivindicando reajuste salarial.
Palmiro Mennucci – Presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP).
Pois bem. No Diário de São Paulo de 28.03 ( ou seja, dia seguinte ), na mesma seção dos leitores, a Secretaria respondeu ao professor Mennucci ( pois a atenta assessoria de imprensa tucana – qualquer que seja a pasta, e em qualquer nível de administração, podem prestar atenção – responde de pronto, sem deixar o ferro esfriar ) :
Diário de S. Paulo-28-03-09-pág. A/2
Bônus é pago por merecimento
Sobre a carta “Bônus da educação discrimina servidor”, de Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, de 27/3, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que, diferentemente do afirmado, o bônus por merecimento é um mecanismo de Justiça aos melhores profissionais. Recebem bônus profissionais de escolas que melhoraram a aprendizagem a informação de que o salário inicial de professor é de 1,7 salário mínimo. Para 40 horas semanais, por exemplo, a remuneração inicial é de R$ 1.819,63 para professores com formação superior. Nada menos do que 131.462 professores, diretores e supervisores receberão mais do que R$ 2.000. No total, 195.535 profissionais da rede estadual receberão o bônus até o fim do mês.
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
Bônus é pago por merecimento
Sobre a carta “Bônus da educação discrimina servidor”, de Palmiro Mennucci, presidente do Centro do Professorado Paulista, de 27/3, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que, diferentemente do afirmado, o bônus por merecimento é um mecanismo de Justiça aos melhores profissionais. Recebem bônus profissionais de escolas que melhoraram a aprendizagem a informação de que o salário inicial de professor é de 1,7 salário mínimo. Para 40 horas semanais, por exemplo, a remuneração inicial é de R$ 1.819,63 para professores com formação superior. Nada menos do que 131.462 professores, diretores e supervisores receberão mais do que R$ 2.000. No total, 195.535 profissionais da rede estadual receberão o bônus até o fim do mês.
Secretaria de Estado da Educação de São Paulo
Sabem o que é legal nisso tudo? Logo abaixo da mensagem da Secretaria, há a carta de um professor da rede, contradizendo a secretaria e afirmando que os valores, melifluosamente divulgados aos quatro ventos pelo governo tucano não correspondem aos valores reais recebidos pelos servidores. Não há unanimidade nem mesmo sobre o valor do salário-base. Justiça seja feita, até mesmo no glorioso Agora, que durante duas semanas vendeu a seus leitores a idéia de que um professor da rede estadual ganha até mais que o próprio secretário de educação, se viu obrigado a publicar cartas de professores dizendo que receberam a maior miséria. Uma destas cartas dizia que o mestre não faltou nenhum dia, seu ciclo atingiu a meta, mas graças a escola não tê-la conseguido,então esse professor/leitor NÃO RECEBEU BÔNUS. Ou seja: cai por terra o argumento de premiar quem veste a camisa, já que a avaliação – se é que há mesmo alguma – não se dá individualmente e o indivíduo se dilui no todo [ depois eu vejo se descolo essa carta publicada no Agora ]. Vamos a carta do leitor do Diário:
GANHO MENOS DO QUE A SECRETARIA DIZ:
Sobre a carta publicada pela Secretaria de Estado da Educação em 26.03, com o título “Vencimento dos professores”, gostaria de esclarecer que enquanto a nota diz que o salário-base de um professor em jornada inicial chega a R$ 1.874, 43 para 24 horas semanais [ OBS: ver trecho em vermelho na carta acima. Há um desencontro aqui, não?] eu que sou professor efetivo [ concursado ] de uma boa escola na região central de São Paulo recebi neste mês um salário de R$ 909, 32 que, somado às gratificações, chegou em R$ 1.017, 24. Ademais, não conheço professor algum que, em jornada inicial, receba o que a secretaria divulga. Eles sempre divulgam números absurdos, como no bônus que está para chegar. Renato M. P, Capital

TRIVELA
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Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
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