ENCALHE

junho 6, 2009

Extremistas judeus lançam campanha contra Obama

Extremistas judeus liderados pelo ativista Itamar Ben-Gvir lançaram uma campanha contra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem acusam de ser anti-semita. Com o slogam: “No, You Can’t” (“Não, Você Não Pode”), um trocadilho com o lema de campanha de Obama (yes, we can – sim, nós podemos -), eles criticam sua política no Oriente Médio.
“Parece que chegamos a um limite, que já foi de fato ultrapassado pelo presidente americano mais anti-semita”, declarou Ben-Gvir ao Canal 10 da TV israelense.
Obama chegou nesta quinta-feira ao Egito, segunda e mais importante escala de sua viagem pela região, onde pretende divulgar sua nova política de aproximação ao mundo árabe e muçulmano, especialmente para resolver o conflito entre israelenses e palestinos.
“Estamos lançando uma campanha contra Barack Hussein Obama. Ele é mau para o povo e o Estado de Israel e suas políticas podem nos levar ao desastre. Esperamos que nosso primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) diga não a ele quando tentar nos prejudicar”, acrescentou o dirigente da direita nacionalista israelense.
Como parte da campanha, seus seguidores se encarregarão de espalhar pelo país cartazes com uma montagem fotográfica de Obama usando uma kefiya palestina, o tradicional lenço usado pelo histórico líder palestino Yasser Arafat.
A montagem com o presidente americano nos cartazes é acompanhada pela frase: “Barack Hussein Obama. Líder anti-semita que odeia judeus”. Aproximadamente 130 ativistas de extrema direita se manifestaram ontem à noite em frente ao Consulado dos EUA em Jerusalém com cartazes nos quais se lia “20 novos assentamentos para 2010. Yes, We Can!”.
Portal Terra, 04.06.09

maio 8, 2009

Serra, o Estadista, não sabe se receberá Ahmadinejah quando for presidente do Brasil, pois o pessoal de Higienópolis pode não gostar disso.

Olha, estou impressionado. Enqunto o Lula recebe o negacionista persa Mahmoud Ahmadinejad, causando o maior mal-estar entre a comunidade judaica paulista, o Serra tá lá, todo impávido, concedendo uma honraria ao ex-presidente Jimmy Carter. Segundo consta, Carter foi um presidente que, durante sua administração, passou a defender a resolução pacífica dos conflitos que haviam no mundo e apromoção dos direitos humanos. Eu lembro de ter lido, há uns 15 anos, uma espécie de “biografia” de Ronald Reagan escrita por ( acho que ) autores portugueses. Uma informação que lembro muito bem, constava na obra: Carter, o pacifista, gastou em armas o mesmo que o republicano belicista, não fazendo jus, então, a fama. Se lembro bem ( ou se sei de verdade ), um dos fatos que contribuíram para essa nova “consciência” por parte do ( novo, aliás, pois Carter assumiu em 1977 ) governo americano, foi o assassinato, em pleno solo americano ( naquilo que o configura, afinal, em um ataque terrorista ), do ex-diplomata chileno Orlando Letelier, em setembro de 1976. Até aí, o governo dos EUA sempre esteve ao lado do governo chileno, de Pinochet, que derrubara Allende ( de quem Letelier fora embaixador ) em 1973.
O mundo dá voltas e se encontra em São Paulo:
Chile
Serra, o estadista, premia Carter. Seu ( de Serra ) assecla, ops, colega de partido, o Farol FHC, quando presidente ( desculpem por lembrá-los ), concedeu ao CRIMINOSO DE GUERRA Henry Kissinger a Ordem do Cruzeiro do Sul. FHC e Kissinger são bem próximos, trutas mesmo. E Carter, condecorado por Serra, teve que, nos idos de 70 e pouco, tentar desfazer um pouco a má impressão que o secretário de Estado da administração anterior à sua ( de Carter ), sr. Kissinger causou, ao dar seu apoio a ditaduras latino-americanas, tais como a de Pinochet, no Chile ( onde Serra e FHC estiveram, em tese, exilados ).
Irã
A invasão à embaixada americana no Irã pelos partidários do Aiatolá Khomeini, líder da revolução islâmica, que durou uns 400 dias e tornou reféns cerca de 50 pessoas ( A “crise dos reféns” ), selou o destino da administração Jimmy Carter. A missão de resgate dos reféns falhou vexatoriamente. Diz-se, aliás, que Reagan ( ou os Republicanos ) teriam negociado com os iranianos para que a novela se estendesse por tempo suficiente até o período das eleições presidenciais americanas. O desgaste causado à imagem do presidente americano ( além de outras questões, como a invasão soviética ao Afeganistão ) fez com que não se reelegesse em 1980 e, assim, foi sucedido por Ronald Reagan. Que acabou com a zona rápidinho. Rápido demais. Parecia o Serra quando este, em pouquíssimas semanas na Prefeitura de São Paulo, consertou-a em seus inumeráveis erros acumulados nos 400 e poucos anos de descasos administrativos de toda sua história. Um prodígio.

Serra concede Ordem do Ipiranga a Jimmy Carter

Chile: mudança política e inserção internacional, 1964-1997* SCIELO
A capivara de Carter:
O Prémio Nobel da Guerra por Michel Chossudovsky
Serra, o Estadista, também tem tempo para opinar, em artigo publicado na Folha, sobre o genocídio dos armênios pela Turquia, em 1915:
Nenhum genocídio deve ser esquecido, por José Serra
Não, não conheço as idéias de Serra, o Estadista, acerca do problema dos palestinos, uma questão deveras espinhosa. Se é que ele tem alguma.
O Cláudio Lottemberg, apresentado como presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), e que liderou protestos não-partidários contra a vinda do presidente do Irã ao Brasil é o mesmo que foi secretário de saúde da cidade de São Paulo, quando Serra era prefeito? E se o Serra se tornar presidente ( toc…toc…toc… ), a comunidade israelita com quem ele e seu partido se dão tão bem não vão permitir que receba o presidente do Irã?
Cláudio Lottenberg, médico oftalmologista
Secretário de Saúde de São Paulo deixa o cargo
Lottenberg não teria se adaptado ao serviço público. Serra o teria considerado “ausente” e com pouco conhecimento sobre o SUS. Para seu lugar, foi nomeada Maria Cristina Cury diretora da Universidade Santo Amaro (Unisa)
IMPECÁVEIS ANFITRIÕES: JOÃO DORIA JR. E SUA BIA
O CASAL REÚNE GRANDES NOMES PARA JANTAR EM HOMENAGEM À PODEROSA EXECUTIVA INDRA NOOYI
Caras, edição 771
Famosos por serem ótimos anfitriões, o presidente da Doria Associados, João Doria Jr. (50), e sua musa, a talentosa artista plástica Bia Doria (44), abriram as portas de sua mansão, em São Paulo, para uma agradável reunião em homenagem à presidente e CEO mundial da empresa de alimentos e bebidas Pepsico, a indiana radicada em Nova York Indra Nooyi (52). No Brasil para cumprir extensa agenda profissional, que incluiu audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (62), em Brasília, ela entrou para o extenso rol de admiradores dos Doria. “O Brasil é um país maravilhoso; o seu povo, vibrante. Estou encantada”, afirmou Indra, cuja opinião foi reforçada pelo carinho emanado dos 90 convidados do coquetel, seguido de jantar em que estiveram empresários, parlamentares e políticos. “Indra é uma mulher com tenacidade, liderança e sensibilidade. Faz jus ao título de mulher mais poderosa do empresariado americano”, declarou Doria, presidente também do Grupo de Líderes Empresariais, Lide, do qual a PepsiCo participa, mostrando que o encanto foi recíproco. “Ela é inteligente, culta e supersimpática”, completou a estilista Agatha Felix (27), com o marido, o também estilista Ricardo Almeida (53).
Pelos salões circulavam nomes como Giancarlo Civita (43), presidente executivo do Grupo Abril, o ex-ministro Luiz Furlan (62), Claudio Lottenberg (47), presidente do Hospital Albert Einstein, David Barioni Neto (49), presidente da Tam, a jornalista Fabiana Scaranzi (43), o embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel (58), a presidente da rede de hotéis Blue Tree, Chieko Aoki (59), o presidente da Rede Record, Alexandre Raposo (37), Geraldo Alckmin (55), candidato à prefeitura de SP, e o empresário eapresentador da Band Otávio Mesquita (49). “A noite está impecável. João e Bia só se superam”, disse Ricardo. “Ótimo o discurso do João em inglês”, notou Otávio.Com a ajuda de José Talarico (53), vice-presidente da PepsiCo no Brasil e na América Latina, o cardápio deveria agradar a Indra, vegetariana como a maioria dos indianos, e a todos. “A idéia era um jantar brasileiro, mas veggie, por causa de Indra”, disse Talarico, que, assim como os executivos da empresa presentes, Vasco Luce, presidente no Mercosul, Divisão Bebidas; Olivier Weber, presidente na América do Sul, Divisão Alimentos; Otto Von Sothen, presidente no Brasil, Divisão Alimentos; e Dina Dublon, do board, não poupou elogios aos anfitriões: “A impecabilidade é o traço marcante do casal Doria”, definiu.Segundo Talarico, Indra, que fechou a viagem com visita a Manaus, no Amazonas, já tem novo encontro com os brasileiros, em 21 de abril de 2010, aniversário de 50 anos de fundação de Brasília. “Estou animada e extremamente impressionada com o país”, revelou a executiva, dando a entender que, desde já, o convite está aceito.
GAYS CONTRA O PRESIDENTE DO IRÃ
Ari Teperman tem dois fortes motivos ( pessoais, inclusive ) para não querer que o presidente do Irã venha fazer negócios com o Brasil. Um: ele é judeu, de família tradicional. Dois: ele é homossexual.
Ari esteve na manifestação contra Ahmadinejah, conforme foi divulgado em jornais e nos portais de notícias.
Sobre a série de assassinatos de gays anônimos em Carapicuíba, desconheço suas opiniões. Podem até existir, mas não creio que tenham granjeado holofotes.
Mais uma questão para Serra, o Estadista, resolver.

CCJ aprova parecer para o Holocausto fazer parte da disciplina de História
Câmara Municipal de São Paulo, 29.04.09
O Projeto de Lei (PL) 112/09, de autoria do vereador Floriano Pesaro (PSDB), que inclui noções a respeito do Holocausto na disciplina de História ministrada nas escolas da rede Municipal de Ensino, teve o parecer e constitucionalidade e legalidade aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal, reunida nesta quarta-feira (29/04), no Auditório Prestes Maia.

março 28, 2009

Relatório acusa Israel de crime de guerra em Gaza

O Exército de Israel negou na quinta-feira, 26, que as munições com fósforo branco, usadas durante a ofensiva contra a Faixa de Gaza, constitua um crime de guerra como afirma a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
A HRW recolheu mais de 20 resíduos de bombas de fósforo branco de 155 milímetros – todas produzidas nos Estados Unidos – em ruas residenciais, telhados de casas, uma escola da ONU, um hospital, um mercado e outras instalações civis. A organização acusa Israel de não ter se limitado a utilizar o fósforo branco em áreas abertas para criar cortinas de fumaça para as tropas no terreno, como permite o direito da guerra, mas de ter usado o elemento repetidamente em locais densamente povoados, causando sofrimento e mortes desnecessárias entre a população civil. Em contato com a pele, a substância provoca profundas queimaduras e pode causar danos irreparáveis a fígado, rins e coração que levam à morte.
A HRW denunciou que Israel cometeu “crimes de guerra” ao usar bombas de fósforo branco contra a população de Gaza. A entidade apresentou em Jerusalém o relatório “Chuva de fogo: o uso ilegal de fósforo branco em Gaza por parte de Israel”, no qual apresenta depoimentos sobre o uso desta arma durante a ofensiva militar contra Gaza, que ocorreu entre 27 de dezembro e 18 de janeiro. “O uso do fósforo branco não está proibido, mas existem normas básicas internacionais que exigem que se tomem todas as precauções possíveis para proteger os civis, o que não foi feito com estas armas em Gaza”, disse Bill van Esveld, advogado da HRW e um dos autores do relatório.
“Com base nos dados obtidos até agora, é possível concluir que o Exército israelense usou obuses fumígenos de acordo com a lei internacional”, afirma um comunicado militar. “Esses obuses foram usados para responder unicamente às necessidades operacionais específicas conforme o direito internacional. As afirmações de que estes obuses foram utilizados de forma indiscriminada para ameaçar a população civil carecem de fundamento”, acrescenta a nota.
Segundo o advogado da HRW, “ferir deliberadamente ou por imprudência civis de forma desnecessária constitui um crime de guerra, não só porque assim determina o primeiro protocolo adicional da Convenção de Genebra, mas também porque a norma faz parte do costume internacional que é fonte de direito”. “Doze pessoas morreram por causa do fósforo branco e dezenas ficaram feridas, embora não tenhamos o número completo”, diz Van Esveld, que lembra que “muitas pessoas morreram com o uso de outras armas convencionais”.
Entre os incidentes mais graves registrados pela HRW está o bombardeio de uma escola da ONU em Beit Lahiya onde se refugiavam 1.600 palestinos e da sede da agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) em Cidade de Gaza, na qual se abrigavam outras 700 pessoas e onde foi destruído um armazém com ajuda humanitária. “Em um primeiro momento, o Exército israelense negou ter usado fósforo branco, depois admitiu que tinha utilizado localmente e, mais tarde, admitiu que tinha usado de forma generalizada”, explica o advogado da HRW.
Balanço de mortos
O Exército de Israel voltou a contestar na quinta-feira as denúncias de que a maior parte dos mortos na recente ofensiva militar de três semanas contra a Faixa de Gaza fosse composta por civis. As forças armadas israelenses informaram que, depois de uma investigação, determinaram que 1.166 pessoas morreram em Gaza durante a ofensiva iniciada nos últimos dias de 2008 e encerrada em janeiro.
De acordo com o Exército de Israel, 709 militantes do Hamas morreram e o número de civis que perderam a vida seria de pouco menos de 300. O anúncio não esclarece se as outras 162 pessoas mortas eram combatentes ou civis. Um comunicado divulgado pelo Exército de Israel não fornece lista dos mortos, diz que as informações são baseadas em “fontes de inteligência” e afirma que os nomes das vítimas foram cuidadosamente pesquisados.
A mais recente lista divulgada pelos palestinos informa que 1 417 pessoas morreram em Gaza durante a ofensiva, sendo mais de 900 civis. A lista palestina contém a identidade das vítimas. O alto número de civis mortos no lado palestino desencadeou muitas críticas contra Israel por parte da comunidade internacional. Treze pessoas morreram no lado israelense, sendo dez militares e três civis. (
DN, 27.03.09 )
LEIA MAIS:
Soldados isralenses exaltam a carnificina cometida por tropas de ocupação em gaza

Soldados que concluíram recentemente cursos em diferentes unidades encomendaram camisetas com o nome de suas unidades junto com exaltações ao assassinato de crianças e mulheres grávidas; destruição de mesquitas e áreas residenciais.
Do grau de fascistização do exército e da sociedade israelense após dose cavalar de veneno antipa-lestino em sua mídia e governos nazistas sucessivos, falam por si mesmos os desenhos e inscrições.
Uma delas, de uma unidade de atiradores da infantaria, traz um bebê morto com a inscrição: “Melhor usar Durex [referindo-se à fita de colar]”. Em outra, uma criança sob a mira telescópica de um rifle e os dizeres “Menor é mais difícil”. Em outra, ainda, vê-se uma mesquita já destruí-da, com bombas ainda caindo sobre ela, com a frase: “Só Deus envia”. E a encomendada pelos integrantes da unidade de atiradores do batalhão Givati, com uma palestina grávida e a frase “um tiro, duas mortes”.
Uma outra camiseta faz referência a soldados atirando na cabeça de feridos a curta distância com a frase: “sem refresco até a confirmação da morte”. Os soldados do batalhão Lavi escolheram casas destruídas com a frase: “Viemos, vimos, destruímos”. E, por fim, mais uma com a inscrição: “que toda mãe árabe fique sabendo que o destino de seus filhos está em nossas mãos”.
O exército israelense reagiu à incitação ao crime dizendo que as incrições são “de mau gosto”. ( HORA DO POVO, 27.03.09 )
Testemunho de soldados comprovam
Alto comando israelense orientou o assassinato de mulheres e crianças durante invasão à Gaza
Um comandante de pelotão israelense identificado como “Aviv” ao testemunhar sobre as ordens recebidas por sua unidade para orientarem a ocupação de casas na região densamente povoada da Faixa de Gaza relatou. “Era para nós entrarmos portão adentro com veículos blindados [o veículo para esse tipo de ação foi denominado “Achzarit”, que quer dizer cruel], começar atirar …eu chamo isso de assassinato…com efeito, deveríamos avançar piso após piso e atirar em qualquer pessoa que identificássemos”.
Esta é uma das declarações colhidas por Dany Zamir, diretor de um programa de treinamento militar, realizado na Faculdade de Oranim, na cidade de Tivon, logo após a agressão do início do ano à Faixa de Gaza.
Dany informa que pediu aos militares para relatar suas experiências durante o assalto a Gaza e que ficou “chocado com o que ouviu”.
Zamir teve os seus relatos reproduzidos nos jornais israelenses Haaretz e Maariv.
“MISSÃO DIVINA”
Quando Aviv propôs aos seus comandados que antes de atirar ordenassem a evacuação das casas, ouviu em resposta: “Temos que matar qualquer pessoa que esteja dentro das casas”, ou “qualquer pessoa que esteja em Gaza é um terrorista”.
Ele relatou ainda que a atitude generalizada dos soldados é de que “dentro de Gaza é permitido fazer o que se quer, derrubar portas de casas sem nenhum motivo e que é legal escrever ‘morte aos árabes’ nos muros, pegar fotos dos familiares e cuspir nelas…”.
Outro militar, que se identificou como “Ram” afirmou que os chefes militares preparavam as tropas trazendo rabinos militares que apresentavam a agressão como “uma missão religiosa”.
“A mensagem era muito clara”, disse Ram, “nós somos o povo judeu, viemos a esta terra através de um milagre, Deus nos trouxe de volta a esta terra e temos que lutar para expulsar os gentios [como os racistas judeus costumam se referir aos não judeus] que se contrapõem à nossa conquista desta terra sagrada”.
O repórter do jornal Haaretz afirmou que Zamir relatou haver recebido ameaças do comando militar onde se localiza a escola.
O chefe do Estado Maior das forças de ocupação israelenses (eles chamam de Forças de Defesa), general Gabi Ashkenazi, rejeitou os relatos dos soldados e disse que “as forças de Defesa de Israel são as que têm o maior nível moral em todo o mundo”, isso depois do frenesi assassino que matou 1.400 civis palestinos e cerca de 400 crianças em Gaza. ( HORA DO POVO, 25.03.09 )

fevereiro 25, 2009

Hamas: Fatah Spied for Israel ( em inglês )

Filed under: Egito, Faixa de Gaza, Fatah, Hamas, Israel, Oriente Médio, Palestina — Humberto @ 12:22 am
Palestinian officials obstruct dialogue – Zahar
By Yusri Mohamed
February 24, 2009
ISMAILIA, Egypt (Reuters) – Leading Hamas member Mahmoud Zahar said on Tuesday some Palestinian officials, backed by the United States, were obstructing the dialogue due to open between Palestinian groups in Cairo on Wednesday.
“There are people who want this dialogue not to take place because they will lose their positions and their privileges,” he told Reuters in an interview in the Egyptian town of Ismailia, where he was visiting his wife’s Egyptian relatives.
Zahar repeated Hamas complaints that the Fatah movement, which dominates the Palestinian Authority, has detained dozens of Hamas members in the West Bank in the past week. “These matters ( the arrests) do not serve dialogue,” he added.
The arrests have added to the tension between the two largest Palestinian groups during preparations for the dialogue.
Zahar, who was Palestinian foreign minister in the government Hamas formed after winning elections in 2006, said U.S. intervention was behind the tension. “There are U.S. (intelligence) agencies working in the West Bank,” he added.
He also rejected Fatah complaints about arrests by Hamas in Gaza, where the Islamist movement is in control.
“We have published pictures of what they call political detainees in Gaza. These are people who have confessed that they provided the enemy (Israel) with information about where fighters were stationed and the tunnels (to Egypt) and the type of weaponry,” he said.
Zahar said Hamas had asked the Egyptian government to let it import 1,000 containers into Gaza for use as temporary housing for Palestinians displaced during Israel’s three-week assault on the coastal strip, which ended in mid-January.
A group of Hamas engineers arrived in Cairo on Monday to study the purchase of the 1,000 containers.
Hamas has also asked Egypt to press Israel to let wood, glass, aluminium, steel and electrical supplies into Gaza to rebuild what was destroyed in the offensive, he said.
Israel has restricted supplies of building materials to Gaza, saying some of them might help Hamas rearm and earn the movement credit with Palestinians living in Gaza.
Zahar declined to give any commitment that Hamas would cooperate with U.S. and Israeli attempts to stop the movement receiving money and weapons from abroad.
“It’s our right to bring in everything — money and arms. We will not give anyone any commitment on this subject,” he said.
ICH

janeiro 24, 2009

Egito diz ter provas de que "a maior parte" do contrabando de armas para Gaza vem DE ISRAEL MESMO! Incluíndo MILITARES ISRAELENSES! ( Esp-Ing )

Filed under: Egito, Faixa de Gaza, Israel, Mukhlis Qutb, Palestina, Sionismo — Humberto @ 2:21 pm
Aseguran que mayor contrabando de armas a Gaza procede de Israel
PRENSALATINA
El Cairo, 24 ene (PL) Egipto posee pruebas de que la mayoría del armamento que supuestamente entra de contrabando a Gaza llega a través de Israel y no por su frontera con la Franja, según una entrevista difundida hoy.
El secretario general del Consejo Nacional Egipto para los Derechos Humanos (CNEDH), Mukhlis Qutb, indicó que el gobierno local tiene la “necesaria documentación y confesiones” que desmienten la afirmación hebrea de que el trasiego de armas ocurre por la frontera Gaza-Egipto.
Personas con ciudadanía israelí estarían involucradas en ese negocio, incluso algunos miembros de las fuerzas armadas judías participan del contrabando y venta de armas, aseveró Qutb en declaraciones al rotativo egipcio Al-Ahram.
Los tratos y pagos ocurren dentro de Israel, prosiguió el dirigente del CNEDH, sin mostrar evidencias al influyente periódico, pero seguro de que el gobierno del presidente Hosni Mubarak es consciente de las implicaciones por fomentar un negocio de ese tipo.
Qutb recordó que la aviación hebrea bombardeó en varias ocasiones y con despiadada intensidad la línea limítrofe entre la Franja y Egipto con el argumento de destruir los túneles existentes allí y que, según Tel Aviv, sirven de fuente de abastecimiento al grupo islamista Hamas.
El Movimiento de Resistencia Islámica (Hamas), que controla Gaza, niega esas aseveraciones, pero cree legítimo su derecho a poseer cierto arsenal para enfrentar la ocupación y las agresiones israelíes.
En el Estado judío, por otro lado, la canciller, Tzipi Livni, y el ministro de Defensa, Ehud Barak, ambos con aspiraciones políticas en los comicios del 10 de febrero, dejaron clara la posibilidad de repetir los ataques en la citada frontera para destruir más túneles.
Como parte de las negociaciones para lograr un cese del fuego, Egipto se comprometió a redoblar la vigilancia en esa área para bloquear el presunto trasiego de armas, pero descartó iniciativas europeas e israelíes de emplazar allí fuerzas militares extranjeras.
Las declaraciones de Qutb se conocieron después de que dirigentes de Hamas llegaron el viernes a El Cairo para dialogar con los mediadores egipcios en busca de un cese del fuego duradero, un día después de la visita del asesor de Defensa judío Amos Gilad.
Además, coincidieron con nuevas evidencias de que el ejército hebreo violó convenciones mundiales y cometió crímenes de guerra en Gaza al lanzar fósforo blanco contra zonas densamente pobladas.
Medios noticiosos occidentales citaron a un portavoz de la Cancillería judía que finalmente confirmó que el fósforo fue usado, irregularidad por la cual grupos de derechos humanos y juristas internacionales pretenden juzgar al Estado de Israel.
jf/ucl
PL-26

Weapons are smuggled into Gaza from Israel, says Egyptian human rights official
DAILY NEWS EGIPT
CAIRO: Egypt has proof that the majority of weapons that are smuggled into the Gaza Strip come from Israel, said the general secretary of Egypt’s National Council for Human Rights Mukhlis Qutb.
In an interview with the state owned Al-Ahram newspaper, Qutb said Egypt has the necessary documentation and confessions proving that weapons are smuggled into Gaza by people possessing Israeli citizenship.
He also alleged that some members of the Israeli Defense Forces (IDF) are involved in the smuggling and selling of Israeli weapons to the Strip. Qutb added that the deals and payment for the weapons are struck inside Israel.
Qutb did not show any documents to prove his allegations, but said that Egypt would never allow its border to be used for weapons smuggling. He also said that Egypt would refuse any security pact between the United States and Israel stipulating the presence of foreign monitors on its territory because this goes against its national security interests.
The tunnels between the Egypt-Gaza border were bombed consistently during the 22-day offensive Israel conducted on Gaza because Israel believes weapons going to Hamas come through these tunnels.
Israeli Foreign Minister Tzipi Livni told Israeli public radio Thursday that the option to bomb the tunnels once more was still on the table.
“If we have to act, we will do so, we will exercise our right to legitimate defense, we will not leave our fate … to the Egyptians nor to the Europeans, nor to the Americans,” she said.
Israeli Defense Minister Ehud Barak had given similar comments to Israeli public television earlier in the day, saying, “If we are forced to, there will be more attacks.”
Gaza-based Hamas officials entered Egypt Friday to hold further talks with Egyptian mediators on maintaining the ceasefire a day after IDF representative Amos Gilad was in Cairo for the very same reason.

ISRAEL TESTA NOVO TIPO DE ARMAS EM POPULAÇÃO DE GAZA, COM EFEITOS ATERRADORES!

Filed under: EUA, Faixa de Gaza, Israel, massacres de civis, ONU, Palestina, Sionismo — Humberto @ 2:00 pm
Publicado em HORA DO POVO, edição 2736, 23 a 27.01.2009
Israel faz de Gaza campo de provas com armas proscritas
População civil foi alvo dos testes de obuses contendo 116 bastões de fósforo branco e explosivos de liga de tungstênio, cobalto e níquel que provocaram mortes e graves mutilações
Em seus criminosos e indiscriminados ataques ao povo palestino da Faixa de Gaza, o exército de Israel empregou fósforo branco e usou a região como campo de provas para experimentos com explosivos com grande letalidade e capacidade de produzir ferimentos mais profundos e destrutivos. Há denúncias do uso de urânio depletado em obuses atirados sobre a população.
As denúncias partem das vítimas, de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos (e inclusive por organizações israelenses), condenações sustentadas em documentos, fotos e depoimentos de conceituados especialistas.
“No hospital Al-Shifa de Gaza vimos vítimas de algo que tem todas as características de um novo tipo de arma testado pelos militares estadunidenses, conhecido como Explosivo de Metal Denso Inerte (DIME, pela sigla em inglês)”, declararam os médicos noruegueses Mads Gilbert e Erik Fosse, que trabalham na região há vinte anos. Eles conseguiram sair do território com 15 feridos graves pela fronteira com o Egito.
AMPUTADOS
São pequenas bombas envolvidas por carbono e uma camada de tungstênio, cobalto, níquel ou ferro cujo enorme poder de explosão se dissipa num raio de dez metros. “A dois metros corta o corpo no meio, a oito metros serra as pernas, abrasando-as como se tivessem sido atravessadas por milhares de agulhas. Não vimos corpos partidos, mas sim muitos amputados. Em 2006, houve algo parecido no sul do Líbano e vimos isso em Gaza naquele mesmo ano, durante a operação israelense ‘chuva de verão’. Os experimentos com ratos têm demonstrado que as partículas que permanecem no corpo são cancerígenas”, explicaram os médicos.
Um médico palestino, entrevistado no domingo pela rede de televisão Al Jazeera, relatou sua impotência em casos como estes: “Não há nenhum rastro visível de metal no corpo, mas há estranhas hemorragias internas. Uma matéria queima os vasos sanguíneos e causa a morte. Não podemos fazer nada”. Segundo a primeira equipe de médicos árabes autorizada a entrar no território ocupado, que chegou no hospital de Khan Yunes vinda do sul, tinham entrado “dezenas” de casos desse tipo.
O doutor Ahmed Abdu-laziz, professor de cirurgia Egípcio declarou: “Vimos corpos totalmente enegre-cidos. Vimos partes de corpos, como membros totalmente atingidos o indicam o uso de armas com DIME. Foi um massacre em todos os sentidos a intenção não era apenas de matar pessoas, mas de desfigurá-las”.
LABORATÓRIO
“Será que esta guerra é um laboratório para os fabricantes da morte? Em pleno século XXI não pode ser possível fechar um milhão e meio de pessoas e fazer com elas o que se quer, chamando-as de terroristas?”, disseram os especialistas noruegueses.
Em carta ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, embaixadores árabes acreditados na Áustria, encabeçados pelo príncipe Mansour Al-Saud, da Arábia Saudita, expressaram “nosso profundo sentimento e preocupação a respeito da informação que recebemos de que evidências de urânio depletado foram encontradas nas vítimas palestinas”.
A carta exige que o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, “urgentemente realize testes radiológicos e físicos para verificar a presença de urânio depletado nos armamentos usados por Israel na Faixa de Gaza”.
Fósforo branco provoca feridas que dilaceram corpo das vítimas
Já o uso de bombas de fósforo branco – banido pela Convenção da ONU de 1980 – pelas tropas israelenses não oferece dúvidas. Nafiz Abu Shabaan, chefe da unidade de queimaduras do hospital Al Shifa destacou a morte de 70 pacientes com queimaduras que denunciavam o uso do fósforo. “Pacientes com queimaduras relativamente pequenas, que deveriam sobreviver, faleciam de forma inesperada”.
“Não há controvérsias. Vimos militares israelenses que tinham bombas preparadas para lançar em Jabalia. Eram de fabricação americana, de 155 milímetros. E depois as vimos estourar no céu”, denunciou o insuspeito Mac Garlasco, antigo assessor do Pentágono e atual assessor em temas militares da Human Rights Watch. E ainda a edição digital do jornal The Times, mostrou um militar israelense manipulando projéteis de origem americana, do modelo M825A1, carregados de fósforo branco.
Os obuses contém 116 bastões de fósforo que incancescem em contato com o oxigênio chegando à temperatura de 800ºC.
O fósforo branco é usado como agente incendiário que produz terríveis queimaduras que chegam ao osso, atingindo órgãos internos como o coração, o fígado ou os rins.
Abu Shabaan declarou-se estupefato pelas características não usuais das feridas. “Começam com manchas pequenas e dentro de horas tornam-se grandes e profundas e em alguns casos chega-se ao ponto em que a condição geral do paciente piora de forma inesperada”, declarou. Os médicos também informaram sobre “um odor muito ruim vindo das feridas”.
Em muitos casos os pacientes foram atingidos por toxicidade grave e inesperada e tinham que ser levados às pressas para as UTIs. “Uma garota de três anos de idade foi submetida a uma tomografia por causa de uma ferida na cabeça. Quando voltou do exame, abrimos a ferida e saiu fumaça de dentro da ferida. Os cirurgiões usaram pinças para extrair uma substância da ferida que era como um algodão muito denso e que começou a queimar. A substância seguiu queimando até desaparecer. A criança, que era de Beit Lahya, norte de Gaza, morreu”, relatou Shabaan.
Matéria publicada no jornal israelense Haaretz, no dia 21, informa que as forças armadas de Israel já assumem que foram atirados 20 tiros de morteiro contendo fósforo branco sobre Beit Lahya. Segundo eles os disparos foram feitos por integrantes de uma brigada de paraquedistas. Os oficiais negam que o bombardeio tenha sido sobre civis. Dizem que os obuses eram direcionados a “pomares onde se escondiam membros do Hamas”.
O bombardeio israelense nos depósitos da principal instalação da ONU na cidade de Gaza, na quinta-feira, dia 15, também foi denunciado pelo uso de três bombas de fósforo branco. Pequenos pedaços de material incandescente foram vistos no local horas após as explosões.
Historiador israelense, ex-professor da Universidade de Haifa, Ilan Pappe: “Só com forte pressão internacional Israel vai parar agressão a palestinos”
O professor universitário israelense Ilan Pappe, em entrevista para o jornalista inglês Chris Arnot (do jornal The Guardian), descreveu como teve que deixar Israel após receber diversas ameaças de morte por ser contrário à ocupação dos territórios palestinos. Atualmente mora na Inglaterra onde nos últimos 18 meses trabalha no departamento de história da Universidade Exeter.
Na época em que deixou a Universidade de Haifa, uma foto sua apareceu no maior jornal de maior circulação de Israel (Yedioth Achronot) no centro de um alvo desenhado. Ao lado, um colunista escreveu: “Não estou dizendo a vocês para matar essa pessoa, mas não me surpreenderia se alguém o fizesse”. O ministro da ‘educação’ israelense pediu publicamente sua demissão.
Em 2005, Pappe e dois colegas escreveram na internet que os assentamentos israelenses estavam sendo retirados da Faixa Gaza para dar ao governo campo livre para bombardear a altamente povoada região. Quando o atual bombardeio começou no final do ano passado, Israel argumentou que estava tentando proteger seus cidadãos de foguetes atirados pelo Hamas. Mas “esses foguetes não começaram até Israel bloquear Gaza”, declarou.
As ameaças de morte já chegavam por carta, email e telefone desde que Pappe criticou o tratamento aos palestinos em um programa nacional de rádio.
Em 2006, Pappe passou a morar em Exeter, com sua esposa e seus dois filhos, de 11 e 14 anos. O temor pelas suas vidas foi uma das razões pelas quais deixou Haifa. “A outra razão foi que me sentia sufocado como intelectual”, disse.
O professor também relata em sua entrevista ao jornal inglês o período em que, aos 19 anos, serviu o exército israelense durante a invasão síria em 1973. “Eu me lembro do sargento nos dizendo que deveríamos matar os árabes ainda novos ou eles cresceriam e nos matariam”, disse. “E essa atitude é difundida. É por isso que os tanques, pilotos de F-16 e os comandantes de artilharia matam civis sem a menor hesitação. Eles são desumanizados durante toda sua vida”.
Ao mesmo tempo, Pappe afirmou que continua recebendo apoio de alguns colegas e muitos estudantes, particularmente palestinos. E acrescentou que também recebeu apoio externo, incluindo da Associação de Professores Universitários (AUT) da Inglaterra. “Acho que o meu pior crime foi quando apoiava boicote cultural e acadêmico a Israel para acabar com a ocupação. Tenho certeza que apenas uma forte pressão externa irá fazer com que Israel pare de destruir o povo palestino”.
Questionado por Arnot se não poderia entender a mentalidade dos israelenses diante “da crescente militância islâmica” ele respondeu: “Sim eu posso. Há temores coletivos genuínos. Mas penso que esses temores são manipulados através do sistema educacional e pela mídia para parecerem piores do que realmente são. E os israelenses não percebem que o seu comportamento está contribuindo para aumentar esses perigos”.
Turquia questiona: “Como um país assim pode entrar pela porta da ONU?”
Depois de qualificar o massacre israelense contra a população de Gaza como “selvageria”, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdo-gan, questionou a permanência de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU) durante o encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está na região para negociar um acordo de paz.
“Como um país assim, com essa atitude em relação às decisões da ONU, pode entrar pela porta das Nações Unidas”, indagou Erdogan.
O primeiro-ministro turco defendeu o reconhecimento do governo palestino democraticamente constituído sob o voto. “Se nós vamos aprofundar a democracia na região temos que respeitar a decisão do povo que foi às urnas”, disse.
A Turquia pediu aos mediadores da paz que incluam o Hamas nas negociações. Ahmet Davutoglu, mediador especial do governo turco para o Oriente Médio, explicou que, devido ao forte apoio que o grupo tem na população, os militantes do Hamas “não podem ser marginalizados”.
“Se cometermos um erro [nas negociações] nestes dois meses, arruinaremos os próximos cinco anos”, disse Davutoglu.
SAIBA DISSO:
Médicos detidos na fronteira do Egito-Gaza
Bill Quigley, Counterpunch, 9-11/1/2009 (Direto de Rafah)http://www.counterpunch.org/quigley01092009.html
Bill Quigley é ativista de Direitos Humanos, professor da Faculdade de Direito em Loyola New Orleans.Está no Egito, como representante do Conselho Nacional de Advogados dos EUA, da Associação de Professores de Direito dos EUA, da Associação Internacional de Advogados pela Democracia e da Liga Pacifista dos EUA. Recebe e-mails em quigley77@gmail.com Kathy Kelly, coordenadora de “Vozes pela não-violência, e Audrey Stewart contribuíram no trabalho de entrevistar os médicos.
O Dr. Nicolas Doussis-Rassias e vários outros médicos voluntários estão acampados em Rafah, à espera, há vários dias. Nicolas e os outros médicos vieram a Rafah, para atravessar a fronteira e chegar a Gaza, para ajudar no socorro aos mais de 3.000 feridos pelas bombas e o pesado armamento dos israelenses.
Rafah é o ponto pelo qual é possível atravessar a fronteira para Gaza – e é o ponto mais fortemente armado de toda a fronteira; está a quatro da cidade do Cairo, por terra. Mal se consegue falar, porque os jatos super-sônicos, embora voem a grande altitude, geram uma espécie de explosão que provoca dor nos ouvidos (e provocam rompimento do tímpano, por exemplo, de recém-nascidos). Há explosões próximas, e o ar cheira a fumaça e borracha queimada.
“3.000 feridos à bala, por efeito de bombas, desmoronamentos ou soterramento saturariam até o sistema de assistência médica de Nova Iorque”, diz o Dr. Nicolas. “E já não há nenhum sistema de assistência médica em Gaza. A cidade está sem energia elétrica e sem água corrente. O sofrimento em Gaza é indescritível. Por isso temos de chegar até lá, com a máxima urgência.”
Mas hoje, em vez de estar trabalhando no socorro aos milhares de feridos, o Dr. Nicolas e vários outros médicos gregos, egípcios e outros estão detidos do lado egípcio da fronteira, carregando cartazes escritos à mão, com a marca da cruz vermelha que identifica os médicos até em campos de combate, nos quais se lê: “Somos médicos! Deixem-nos passar!”
Por que isso? Porque médicos de todo o mundo, do grupo “Médicos pela Paz” e de outras associações de voluntários, que estão chegando como podem a Rafah, estão já há sete dias impedidos de entrar em Gaza: não podem entrar nem pela fronteira com Israel nem pela fronteira com o Egito.
Nicolas não é radical anti-Israel. É apolítico, grego de nascimento, tem 49 anos e dois filhos. É presidente de uma organização grega de médicos voluntários, “Médicos pela Paz”. Esses médicos viajam às próprias expensas e trabalham voluntariamente no socorro a vítimas de guerras e de catástrofes naturais. Socorreram vítimas do furacão Mitch, na América Latina; vítimas dos tsunamis no Sri Lanka; vítimas de guerras no Líbano, na Sérvia, na Turquia e no Paquistão.
Pois as fronteiras de Gaza estão fechadas também para eles – o que, diz o Dr. Nicolas jamais aconteceu. “Nunca aconteceu de proibir-se a passagem de médicos, nem nas fronteiras mais militarizadas.”
Richard Falk, observador especial da ONU para assuntos de Direitos Humanos nos Territórios Palestinenses Ocupados, já denunciou inúmeras violações aos direitos humanos e à legislação humanitária da própria ONU nesse específico ponto da fronteira egípcia:
“Ações de Israel, especificadamente o total fechamento das vias de entrada e saída da Faixa de Gaza têm provocado severa falta de medicamentos e combustível (além da aguda falta de alimentos), o que tem impedido a aproximação de ambulâncias para atendimento e remoção dos feridos, e a incapacidade dos hospitais e médicos para prover atendimento e a medicação necessários, além da falta do equipamento médico indispensável; assim, os médicos e profissionais paramédicos que também estão sitiados em Gaza estão sendo impedidos de dar tratamento adequado aos feridos de guerra.”
Os habitantes de Gaza estão sem suficiente atendimento básico de saúde, de fato, já desde antes da invasão de Israel, por causa do bloqueio imposto à Faixa de Gaza, mas nas duas últimas semanas a situação agravou-se muito.
Falk, como inúmeros outros observadores, também condenam o lançamento de foguetes Qassams contra Israel. Desde o início da guerra, já morreram 12 israelenses; e morreram 800 gazenses. Mas a denúncia mais grave, de todas as graves denúncias do “Relatório Falk” à ONU, diz respeito aos ataques aéreos que Israel tem feito contra a Faixa de Gaza, e contra “os países que foram e continuam a ser cúmplices, direta ou indiretamente, das violações, por Israel, da lei internacional.”
Frida Berrigan chamou a atenção para o fato de que
“Durante o governo Bush, Israel recebeu mais de 21 bilhões de dólares para seus programas de segurança, dos quais 19 bilhões de ajuda direta para reequipamento do exército. O núcleo principal do atual arsenal bélico de Israel é equipamento que lhe chega pelos programas de cooperação dos EUA. Por exemplo, os EUA forneceu 226 jatos F16 e outros modelos de bombardeiros; mais de 700 tanques M-60, 6.000 veículos blindades, além de aviões e helicópteros para transporte de tropas, helicópteros de ataque, de serviços, para treinamento, bombas e mísseis táticos de vários tipos.”
Funcionários dos serviços médicos da Palestina dizem que mais da metade dos 800 palestinenses mortos e 3.000 feridos são civis. Negar socorro e assistência médica a civis feridos é violação flagrante de direitos humanos básicos.
O Egito está negando socorro médico à população de Gaza. Na estrada, a meio caminho da viagem entre Cairo e Rafah, vimos uma centena de jovens egípcios, bloqueando parte da estrada, em protesto contra a inação do governo egípcio.
Depois de sete dias de completo fechamento, há sinais de que algumas pessoas estão conseguindo atravessar a fronteira para o Egito. Voluntários egípcios da organização Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha ocidental) foram autorizados a entregar suprimentos e alguns dos médicos que esperavam aqui também foram autorizados a entrar em Gaza. Com espalhafato e sirenes ligadas, entraram também 12 ambulâncias egípcias – as quais, contudo, atravessaram a fronteira e estacionaram, à espera de que os doentes e feridos chegassem (e não chegaram, pelo menos enquanto permanecemos ali). Duas ambulâncias saíram de Rafah, conduzindo feridos.
Hoje, os “Médicos pela Paz” não foram autorizados a entrar em Gaza. Alguns deles, exaustos depois de uma semana de espera, começam a voltar para casa. Nicolas disse que fica, e que tentará amanhã, novamente. Por quê? “Porque há 3.000 feridos em Gaza. Tenho de continuar tentando chegar lá.”

janeiro 23, 2009

CULATRA: Mulher queimada e enviuvada, vítima dos ataques israelenses deseja se tornar "mulher-bomba" e vingar mortes de marido e filhos ( em inglês )

Filed under: Faixa de Gaza, Hamas, Islã, Israel, Palestina, Sionismo — Humberto @ 1:34 am
Burns victim vows to be suicide bomber while Israelis ask: ‘Was it all worth it?’

Sabah Abu Halima, who lost her husband and four of her nine children in attacks on Gaza, prays for revenge and dreams of killing herself among Israelis

Sheera Frenkel in Gaza City and James Hider in Jerusalem

Two days after their last soldiers returned from Gaza, Israelis are asking increasingly whether the offensive had achieved anything other than spawning a new generation of potential suicide bombers.
The three-week war enjoyed massive popular support at the time but, with the guns silent, scathing criticism is emerging from the Left and the Right of Israel’s political divide.
The stated goal of Operation Cast Lead was to end Hamas’s constant rocket fire on southern Israel and weaken the Islamists’ grip on the territory. It has failed to achieve either. Hamas kept up its barrage of rockets to the very end of the campaign and has won new recruits for its cause.
In Shifa Hospital in Gaza City, Sabah Abu Halima, her body covered with burns from what are believed to be phosphorus shells, her husband and four of nine children dead, dreams of becoming a suicide bomber.
“I pray to Allah that I will have revenge, I pray and dream of killing myself among the Israelis,” she says. “I hope that on the last day of my life I kill as many of them as possible and make myself a martyr.”
Israel had hoped that its offensive would sow discontent with the Hamas movement, which had promised to turn the coastal territory into “a graveyard for Israeli soldiers”. Nearly 1,300 Palestinians were killed and thousands more wounded, according to local medics, while only 13 Israeli soldiers died — a statistic which allowed Israel to proclaim itself the victor of the war.
The casualties have failed to dent support for Hamas, with many in the hardest-hit Gaza neighbourhoods pledging their allegiance to the Islamists. There have been muted calls for Hamas to show more flexibility in its ceasefire negotiations with Israel and allow time for residents to recover and rebuild their homes but most feel that Hamas has gained political and international legitimacy in recent weeks.
“Hamas has reached a certain standing on the world stage. It is receiving attention and praise for what it did from other Arab nations,” said one Hamas activist.
“Hamas’s political and military leaders are with the civilians. We are with the people. This is the victory of Hamas against the occupation,” said Fawzi Barhoum, a Hamas spokesman.
Some Israeli analysts tend to agree. “We have not weakened Hamas. The vast majority of its combatants were not harmed and popular support for the organisation has in fact increased,” said Gideon Levy, a prominent commentator for the centre-left daily Haaretz. “Their war has intensified the ethos of resistance and determined endurance.”
Even Cabinet ministers who backed the offensive admitted that it had not achieved anything more than yet another shaky ceasefire with an Iranian-backed group that refuses to recognise Israel’s right to exist.
“Hamas has not been taken out, nor will we be able to take them out,” said Benjamin Ben-Eliezer, the National Infrastructure Minister and veteran Labour Party politician. “Theirs is an ideology and not just a military organisation, and it will remain.”
Criticism is even more scathing from the Israeli Right. “The soldiers succeeded, but the politicians failed,” said Avigdor Lieberman of the nationalist Yisrael Beiteinu Party, which has seen its support grow since the conflict. “They didn’t let the army complete the operation. What was achieved here? Zip, nada.”
Eli Yishai, the Finance Minister and head of the ultra-Orthodox religious party Shas, said that Israel should have kept fighting until Hamas was destroyed. “Now Hamas will rebuild its infrastructure with Iranian money and then they will resume the smuggling and continue firing at Israel. We should have finished the job – pull out the ground forces and continue striking from the air.
“We should have hit thousands more houses and reached a point in which they don’t dare shoot at Israel ever again.”
Gabriel Motzkin, an advocate of Israeli-Palestinian reform, said: “I’d say it was unclear what was achieved.” He pointed out that more than two years after the unpopular war in Lebanon critics label it a dismal failure while advocates claim that it has kept the northern border quiet.
Hamas is believed to have about 1,000 missiles in its arsenal and there is no shortage of fresh volunteers at the Shifa Hospital in Gaza City. “I want to be a resistance fighter to avenge what has been done to my family,” says Yousef, Sabah Abu Halima’s injured 16-year-old son.
“Nobody can guarantee that I will live anyway. The bombs can come back any day. I want to fight and I hope that I can be a member of the armed resistance.”
TIMES ONLINE

janeiro 9, 2009

Hackers iranianos dizem ter fo**dido com o site do Mossad, em solidariedade a Gaza ( em inglês )

Filed under: Faixa de Gaza, hackers, Hamas, Israel, Mossad, Palestina — Humberto @ 1:33 am
Iranian hackers ‘bring down Mossad web site’
PRESSTV
Wed, 07 Jan 2009 20:58:47 GMT
A group of Iranian hackers says they have managed to bring down the Israeli secret service’s web site to voice solidarity with Gazans.
Ashiyaneh, a group of Iranian hackers announced they had carried out the cyber attack against Mossad’s web site to protest the ongoing Israeli onslaught on the Gaza Strip, Fars news agency reported on Wednesday.
“The Zionist Regime considers the merciless killing of the defenseless people in Gaza as its right and assumes that the world people will keep silent about it,” the hacker group announced in a statement. The head of the group has said the fact Mossad’s web site has been hacked despite high security measures makes the spy agency a laughing stock. It is more than two hours that the web site is down and the Israeli intelligence service has failed to resume the function of the Web site, the report added.

Site americano que denuncia desde as falcatruas do Bush, até o massacre perpetrado por Israel em Gaza foi atacado por hackers!! ( Em inglês )

Information Clearing House Newsletter
News You Won’t Find On CNN
January 07, 2009
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Note from Tom
The website was attacked yesterday afternoon (Monday). All of the articles in yesterdays newsletter were removed from the index page and replaced by older items going back as far as August of last year.

That is the first hacking attack of the year and I have no doubt we should expect many more while the attack on Gaza continues.

I am pleased to report that we have replaced the files and the website is working normally again. Thank you to all of the readers who brought the hack to my attention.

Peace and Joy – Tom Feeley

Jornalista inglês denuncia mentiras de Israel

Em artigo publicado no “The Independent”, Robert Fisk acusa governo israelense de contar mentiras para tentar justificar as atrocidades cometidas em Gaza. “O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham se preocupado em poupar civis”, escreve.
Redação – Carta Maior
07.01.09
Em artigo publicado no jornal
The Independent, o jornalista inglês radicado no Líbano, Robert Fisk, denuncia as mentiras contadas pelo governo de Israel para tentar justificar as atrocidades cometidas em Gaza (e atrocidades anteriores também).
A Organização das Nações Unidas também rebateu a versão israelense, segundo a qual as escolas bombardeadas estariam abrigando militantes do Hamas. Sobre esse tema, Fisk, que é considerado um dos maiores especialistas hoje em Oriente Médio, escreve:
“O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham se preocupado em poupar civis. Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas do sangue da carnificina de ontem. O que aconteceu não foi apenas vergonhoso. O que aconteceu foi uma desgraça. ‘Atrocidade’ é pouco para descrever o que aconteceu. Falaríamos de ‘atrocidade” se o que Israel fez aos palestinos tivesse sido feito pelo Hamas. Israel fez muito pior. Temos de falar de ‘crime de guerra’, de matança, de assassinato em massa”.
A lógica de justificativas de Israel não é nova, acrescenta o jornalista:
“Reportei as desculpas que o exército de Israel tem oferecido ao mundo, já várias vezes, depois de cada chacina. Dado que provavelmente serão requentadas nas próximas horas, adianto algumas delas: que os palestinos mataram refugiados palestinos; que os palestinos desenterram cadáveres para pô-los nas ruínas e serem fotografados; que a culpa é dos palestinos, por terem apoiado um grupo terrorista; ou porque os palestinos usam refugiados inocentes como escudos humanos.
O massacre de Sabra e Chatila foi cometido pela Falange Libanesa aliada à direita israelense; os soldados israelenses assistiram a tudo por 48 horas, sem nada fazer para deter o morticínio; são conclusões de uma comissão de inquérito de Israel. Quando o exército de Israel foi responsabilizado, o governo de Menchaem Begin acusou o mundo de preconceito contra Israel. Depois que o exército de Israel atacou com mísseis a base da ONU em Qana, em 1996, os israelenses disseram que a base servia de esconderijo para o Hezbollah. Mentira.
Israel insinuou que os corpos das crianças assassinadas num segundo massacre em Qana teriam sido desenterrados e expostos para fotografias. Mentira. Sobre o massacre de Marwahin, nenhuma explicação. As pessoas receberam ordens, de um grupo de soldados israelenses, para evacuar as casas. Obedeceram. Em seguida, foram assassinadas por matadores israelenses. Os refugiados reuniram os filhos e puseram-se à volta dos caminhões nos quais viajavam, para que os pilotos dos helicópteros vissem quem eram, que estavam desarmados. O helicóptero varreu-os a tiros, de curta distância. Houve dois sobreviventes, que se salvaram porque fingiram estar mortos. Israel não tentou nenhuma explicação.12 anos depois, outro helicóptero israelense atacou uma ambulância que conduzia civis de uma vila próxima – outra vez, soldados israelenses ordenaram que saíssem da ambulância – e assassinaram três crianças e duas mulheres, Israel alegou que a ambulância conduzia um ferido do Hezbollah. Mentira.
Fisk relata ainda que cobriu, como jornalista, todas essas atrocidades e investigou-as uma a uma, entrevistando sobreviventes:
“Muitos jornalistas sabem o que eu sei. Nosso destino foi, é claro, o mais grave dos estigmas: fomos acusados de anti-semitismo. Por tudo isso, escrevo aqui, sem medo de errar: agora recomeçarão as mais escandalosas mentiras.”
Uma outra mentira denunciada por Fisk é a de que o cessar-fogo em Gaza teria sido rompido pelo Hamas:
“O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro dia 4/11; quando bombardeou e matou seis palestinenses em Gaza e, depois, outra vez, dia 17/11, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinos”, escreve.
(Trechos do artigo traduzidos por Caia Fitipaldi)

janeiro 8, 2009

GLOBO MANTÉM EM SEU QUADRO JORNALISTICO EX-SOLDADA DO EXÉRCITO ISRAELENSE!!!

REPÓRTER DA GLOBO NO ORIENTE MÉDIO SERVIU O EXÉRCITO DE ISRAEL
Correspondente da Globonews e do jornal O Globo não esconde seu desprezo pelos palestinos e diz que árabes são “burros” e “mentirosos”
Cloaca News, 07.01.08.
Antes de ser a titular do blog
“O outro lado da Terra Santa (o Oriente Médio que você nunca viu)”, abrigado na versão online do jornal O Globo, a carioca Renata Malkes manteve um outro blog, chamado “Balagan”, que – ela mesma esclarece – significa “bagunça” [ Nota do BFI: blog em inglês ]. Se você clicar aqui, verá que ela abandonou o blog, retirando de circulação todo o conteúdo postado. Mas, graças a uma engenhoca chamada Wayback Machine, todas as barbaridades que a jornalista escreveu de 2002 a 2007 ficaram arquivadas, para a sorte dos céticos (clique aqui para comprovar).
Não queremos fazer a caveira de ninguém, mas os pobres leitores de O Globo e os que levam a Globonews a sério deveriam ter o direito de saber quem é a repórter escalada por eles para trazer as notícias e as análises daquela parte do mundo.
Aqui, Renata Malkes exulta por ter seu blog reconhecido pelo jornal israelense Yediot Aharonot como um “warblog”, ou seja, de divulgação da propaganda sionista.
Aqui, ela ataca os palestinos, ridiculariza os árabes e, de quebra, esculhamba a virilidade dos brasileiros.
Aqui, Renatinha destila baba sobre o MST, pelo apoio dos sem-terra à causa palestina.
Aqui, diz que os árabes são mentirosos.
Aqui, sobrou para a Venezuela; segundo ela, são “amigos dos brimos”.
E aqui, cara leitora, caro leitor, você verá Renata Malkes exultante por realizar seu sonho de ser aceita no Exército de Israel [ "Reproduzimos a alegria da moça, logo a seguir" - BFI ]. Não sabemos se a jornalista da Globo participou de alguma missão militar. Mas, a julgar pelo perfil da moça, não temos dúvidas do que ela seria capaz de fazer com um fuzil Galil na mão.
Você seria capaz de imaginar pessoa mais isenta para mostrar “o Oriente Médio como você nunca viu”?
Tuesday, March 11, 2003
BREAKING NEWS!!!!!
They caught me! They caught me! They caught me! They finally caught me!!!!!
It was supposed to be (another) interview, but I spent my whole day there. I’m exahusted after a million questions, a million tests and much time just waiting between a blood test here and a psychometric exam there… Ladies and gentleman, I am in! I got accepted into
Tzahal – Israel Defense Forces! In a couple of weeks, I’m gonna be a soldier! I am soooooooooo happy I can’t concentrate to tell you how the whole thing happened! (And I don’t want to, in fact. Now in the Army, I’ll keep my mouth quiet about certain things; if you are curious to know about it, I’m sorry. To understand and know about the army, only getting in, I guess! Won’t tell about anything I see and do there, even if I get into an idiot function – that I am already ready to fight against it, if that’s the case).
Anyway… I’ll serve for one year only! It’s a dream coming true! Another one! :)
E MAIS:
Correspondente de O Globo ri de um mundo sem árabes
BLOG DO MELLO, 08.01.09
Ontem, o Cloaca deu o furo [ LEIA ACIMA ]: mostrou que a correspondente da Globo e de O Globo que cobre a invasão israelense à faixa de Gaza teve um blog racista, antiárabe, e que ela se jactava de ser reconhecido como um warblog, um blog de divulgação da propaganda sionista.
Hoje, coincidente ou propositalmente (você decide), O Globo dá na página dois um perfil da repórter, Renata Malkes, creditada como colaboradora do Globo em Israel (não seria mais correto “colaboradora de Israel em O Globo”?), mostra como está sendo seu dia-a-dia na cobertura do que o jornal chama de guerra entre Israel e Hamas.
Nenhuma palavra sobre o blog da moça, para que seus leitores tenham ao menos a opção de saber quem lhe passa as informações de lá. Afinal, a moça acharia divertidíssimo um mundo sem árabes, como numa piadinha ( racista, infame ), que reproduzo a seguir,
retirada do blog dela:

Em algum momento do futuro
Pai e filho caminham pelas ruas de Nova York quando o pai, desolado, pára em frente a um terreno vazio, suspira e diz para o filho:
- E pensar que aqui neste lugar, um dia, estavam as torres gêmeas – diz em tom de desabafo.
O filho olha espantado para o pai e dispara:
- Papai, o que são as torres gêmeas?
- Meu filho querido, as torres gêmeas eram dois prédios extremamente altos, lotados de escritórios, que eram considerados o coração dos Estados Unidos. Mas, há muitos anos os árabes destruíram os prédios.
Curioso, o garoto pergunta:
- Papai, o que são árabes?!
HAHAHAHAHA! Você não achou graça? EU ACHEI! Foi mandada, em inglês, pelo meu amigo Moshe. Eu tomei a liberdade de traduzir e fazer pequenas modificações.

.
Esta é a repórter que cobre a invasão israelense para O Globo. Os leitores e telespectadores não deveriam saber disso?

janeiro 7, 2009

LIDERANÇA: Requião critica PIG pela "cobertura" do holocausto palestino, e disponibiliza TV Educativa para aprofundar o debate sobre o problema

Paraná Educativa vai promover debates sobre economia e guerra na Faixa de Gaza
AEN/PR – 06/01/2009
A primeira Escola de Governo de 2009 apresentou as atividades e a programação das emissoras de televisão e de rádio do Governo do Estado, a Paraná Educativa. Durante a reunião semanal, realizada nesta terça-feira (06), no auditório do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, o governador Roberto Requião sugeriu dois programas de debates, que deverão ser veiculados futuramente na emissora de televisão, mantida pela administração estadual.
Um deles teria como objetivo discutir a realidade econômica brasileira, com a participação de diversos partidos políticos, e o segundo, o conflito na Faixa de Gaza.
“Queremos ver idéias expressas em debate com tempo largo. Não com a simulação e a farsa das campanhas eleitorais dirigidas por ‘marquetólogos’, em que verdadeiros fantoches políticos se expressam na leitura do teleprompter”, declarou Requião, sobre o debate da crise econômica.
Já sobre o Oriente Médio, o governador criticou a cobertura da mídia internacional sobre os recentes combates entre Israel e Palestina.
“A grande mídia apresenta tudo isso como divertimento de fim de semana. Ninguém discute, ninguém aprofunda e é evidente que o que está acontecendo lá (Palestina) é muito sério. Estou vendo um verdadeiro massacre e o mundo tinha que intervir nesse processo”, afirmou.
PROGRAMAÇÃO – “Temos uma televisão estatal com espírito público, voltada ao atendimento das reclamações da população, ao esclarecimento dos cidadãos a respeito do que faz o governo do Paraná”, definiu Requião. O diretor-presidente da estatal, Marcos Batista, destacou que a Paraná Educativa procura promover debates e levar informação para a população baseada num olhar diferente a respeito de políticas públicas. “Estamos fazendo uma televisão diferente, que busca discutir com responsabilidade os problemas do nosso país”, observou Batista.
O diretor-presidente salientou que uma das marcas da programação da emissora de televisão em 2008 foram as transmissões ao vivo de eventos de diversas áreas, como cultura e esporte. “Temos seis horas e meia, por dia, de programação própria. No último ano, transmitimos ao vivo cerca de 344 horas, com audiência aproximada de 12 milhões de pessoas, sendo que em algumas horas fomos líder em Curitiba”, informou.
Uma das transmissões que têm sido feitas é a das ações da Operação Viva o Verão, que conta com uma equipe de repórteres, cinegrafistas e produtores que levam mais dados sobre os serviços que órgãos governamentais promovem na temporada. Outras programações veiculadas pela emissora de televisão foram a virada no ano no litoral; a visita do príncipe do Japão, Naruhito, ao Paraná; a abertura do 3.º Festival do Paraná de Cinema Latino; o Carnaval em Antonina; o Seminário Internacional “Crise – Rumos e Verdades”; as visitas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estado, e o desfile cívico-militar realizado na capital em 7 de setembro, por exemplo, além da própria Escola de Governo.
Durante a reunião, repórteres participaram ao vivo do litoral do Paraná. Eles trouxeram informações sobre o Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, e a Operação Viva o Verão, em Matinhos, com dados do que está sendo feito pelas Polícias Civil e Militar e Corpo de Bombeiros. De Cascavel, vieram os detalhes sobre a 21.ª edição do Show Rural, programado para fevereiro na cidade e que conta com a participação da Emater, entre outros órgãos do governo estadual.
DIVERSIDADE – Batista destacou programas e documentários feitos pela equipe da televisão, como aqueles voltados à cidadania, política, religiosidade, defesa do consumidor, cultura regional, terceira idade, música de raiz e esporte. “Proporcionamos, com isso, formação, opinião e discussões voltadas para diversas faixas de idade, com variados pontos de vista”, afirmou o diretor-presidente. “Defendemos uma programação com qualidade de conteúdo e procuramos ser uma alternativa ao que é veiculado por outras emissoras, além de dar voz aos que não são ouvidos na grande mídia.”
O diretor-técnico da Paraná Educativa, Nelson Ribas, disse que desde 2004 foram investidos recursos em equipamentos, como câmeras, ilhas de edição e transmissores. “São equipamentos digitais que atendem à equipe de jornalismo com grande qualidade”, explicou. “Deveremos, em breve, adquirir novos equipamentos, como câmeras e um novo transmissor para a rádio Educativa FM, além de novo estúdio”, acrescentou ele.
RÁDIO – Além da emissora de televisão, a Paraná Educativa é formada por duas emissoras de rádio, uma FM (freqüência 97,1) e outra AM (630). “São canais abertos aos movimentos sociais, à música popular brasileira e a produções independentes. Grande parte transmitida ao vivo”, detalhou Batista. “Damos espaço à boa música paranaense e nacional e informações sobre políticas públicas, em programas desenvolvidos por uma equipe enxuta e versátil”, concluiu o diretor das rádios, Paulo Chaves.
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