ENCALHE

outubro 9, 2008

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

Reforma ortográfica: falta a reforma vocabular!

Como sói acontecer, nosso povo sempre se encontra na vanguarda, sempre muito à frente de nossos legisladores, intelectuais e claro [ cristalino como a água ] nossos políticos; e, mesmo dentre nosso povo, existe uma vanguarda, uma elite, um polo irradiador de tendências: o povo paulistano, é dele que falo!!
O povo paulistano já se encarregou – e há muito – em desusar termos e expressões anacrônicas e inservíveis.
Palavras, que signifiquem abstrações como gentileza e cortesia [ por exemplo ] estão sendo [ têm sido ] sumariamente exterminadas e, como consequência, as idéias que essas palavras simbolizariam e concretizariam também estão desaparecendo – em ritmo de crescimento econômico chinês – de nosso dia-a-dia ( significante e significado: PUFFF! ). O mesmo vale para preciosismos, arcaísmos e elitismos, como as expressões “Por favor!”, “Obrigado!” e “Com licença!”, que já não mais fazem parte do vocabulário dos paulistanos. Novos tempos, novos tempos. Só que, enquanto tais termos persistirem existindo em nossos dicionários, ainda há a tentação totalitária de se fazer com que voltem a ser usadas. As forças do retrocesso não descansam. Focos de resistência pipocam aqui e ali, mas serão vencidas inapelavelmente. As novas gerações se encarregam ( e se encarregarão ) de completar o serviço e limpar o terreno. Vocábulos inúteis serão devidamente defenestrados dos dicionários e glossários.
Palavras, termos e expressões que, refletindo os novos tempos, são devidamente abandonados em favor da modernidade, a exemplo de regras e leis que nosso povo tornou obsoletos – como é o caso da antiquíssima proibição do uso de aparelhos sonoros dentro dos ônibus de São Paulo, uma odiosa lei do período [ olha que sugestivo ] da Ditadura Militar – sem cerimônias fúnebres.
Leis ditatoriais, como essa recém mencionada, devem cair e é nossa obrigação promover sua queda: se não pela inutilidade, que seja pelo tipo de princípio que representa. Neste caso último, o fato de ter entrado em vigor durante a Ditadura justifica, por si, sua derrubada. Ou seja, se por exemplo, a lei da gravidade tivesse sido promulgada por imposição da Junta, sua revogação se faria um imperativo às forças democráticas quando estas viessem a conquistar o poder, sob o risco de, em caso de manutenção de talanacronismo totalitarista, a desmoralização completa dos ideais democráticos seria consumada então.
A estátua a simbolizar o “antigo” será derrubada, e o “novo” ocupará seu espaço.

setembro 23, 2008

O Homenzinho Amarelo pede seu voto…

Prestaram nos folhetinhos, santinhos e demais lixos que nos são entregues pelos militantes de ocasião neste período eleitoral?
Seguinte: o Homenzinho Amarelo é o maior candidato e está presente em todas as siglas. Não se pretende aqui fazer uma cartilha, do tipo “Como desmascarar um Homenzinho Amarelo na política”. Não é nada disso. São só uns toques. Para quê, eu não sei, mas são uns toques. A questão é que há os “Cacarecos”, tipo Sérgio Mallandro e Oscar Maroni. A atenção, quando se quer fazer graça mostrando o mundo bizarro do TRE, se dá em cima deles, os “Cacarecos”.
Mas, e o Homenzinho Amarelo? Por quê pouco se fala a respeito dele, a não ser por tratar-se de um conceito novo, humildemente desenvolvido por este blog. Então, continuando com o nosso pioneirismo ( sim, já que o JB em edição recente, apresentou como novidade ao Brasil a candidata do Partido Verde americano à Presidência do país, Cynthia McKinney; coisa que nosso ENCALHE já fez, em fevereiro; na verdade apenas transcrevemos uma entrevista da então pleiteante à candidatura por este partido, entrevista dada a Amy Goodman, do Democracy Now! )
SLOGANS
Pela falta de criatividade nos slogans, você já pode concluir como nosso querido Homenzinho Amarelo se comportará e o que fará no poder.
São coisas hediondas, rimas paupérrimas tipo jogral infantil, lugares-comuns, promessas vagas, propostas óbvias, abuso de expressões “na moda” e, pior, parecendo redigidas por alunos vitimados pelo Apagão Educacional Continuado Tucano de SP.
Uns exemplos – inventados por mim, claro – que poderiam ter sido extraídos da campanha real.
- As primeiras combinam rimas ruins e expressões “da moda”:
POR UM VOTO DE QUALIDADE
VOTE ADELAIDE
ou:
POR MAIS QUALIDADE DE VOTO
VOTE NO OTTO
ou:
POR MAIS QUALIDADE ELEITORAL
VOTE EM AMARAL
- Rima ruim:
EPAMINONDAZINHO. ESSE É O CAMINHO.
( Esse slogan existe mesmo! )
- Promessas vagas:
MAIS SAÚDE. MAIS EDUCAÇÃO. MAIS TRANSPORTE.
- Frase-feita:
OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, SE VOCÊ NÃO MUDAR.
que pode sofrer variação:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
- Demagogia combinada com lugar-comum. Quando o cara joga para a torcida, contando com o desconhecimento ou ignorância dela sobre questões das quais nem desconfia existir, ou preconceito ou preguiça mesmo, etc.:
SE OS POLÍTICOS NÃO MUDAM, MUDE OS POLÍTICOS.
( Sim, é a mesma anterior. Parece que é só chegar e dizer “uspulíticus é tuduruim” e jogar a rede. )
Eu poderia continuar aqui até amanhã. E sabe de onde saem essas figuras? Da SUA VIZINHANÇA. Deu para entender?
Uma vez, escutava um sujeito, que não era político, apenas um Homenzinho Amarelo ( Mmm. Vou chamá-lo de “B.”; não, “Grande B.”. Legal. ), falando um monte. Entre outras coisas, o chavão: que político é ruim, é ladrão, etc.
Eis que, um dia qualquer o Grande B. contava vantagem até que, não se contendo, soltou essa:
“Lá na cidade lá da gente, nosso tio, o pessoal gosta dele demais da conta; então, ele foi reeleito prefeito, que o pessoal adora ele…”.
OPA!!! E o que aconteceu com o “político é TUDO ladrão”?
“Ah, não, mas aí é outra coisa, é da nossa família…”.
Isso explica muito. Mesmo.

julho 31, 2008

"Graças a Deus…"

Filed under: costumes, palavras e expressões — Humberto @ 3:14 pm
Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
“Graças a Deus”, que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a “Ufa!”.
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo “LEIA ISSO”, foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O “Graças a Deus” deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é “valorizar”. É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a “valorizar-se” quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para “desvalorizar” outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: “Mercado vê valorização recorde do bairro X” e, depois “Novos moradores destacam tranquilidade”. Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: “Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram”.
“Valorizou-se” para quem, cara-pálida?

"Graças a Deus…"

Filed under: costumes, palavras e expressões — Humberto @ 3:14 pm
Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
“Graças a Deus”, que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a “Ufa!”.
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo “LEIA ISSO”, foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O “Graças a Deus” deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é “valorizar”. É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a “valorizar-se” quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para “desvalorizar” outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: “Mercado vê valorização recorde do bairro X” e, depois “Novos moradores destacam tranquilidade”. Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: “Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram”.
“Valorizou-se” para quem, cara-pálida?

"Graças a Deus…"

Filed under: costumes, palavras e expressões — Humberto @ 3:14 pm
Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
“Graças a Deus”, que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a “Ufa!”.
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo “LEIA ISSO”, foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O “Graças a Deus” deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é “valorizar”. É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a “valorizar-se” quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para “desvalorizar” outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: “Mercado vê valorização recorde do bairro X” e, depois “Novos moradores destacam tranquilidade”. Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: “Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram”.
“Valorizou-se” para quem, cara-pálida?

"Graças a Deus…"

Filed under: costumes, palavras e expressões — Humberto @ 3:14 pm
Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
“Graças a Deus”, que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a “Ufa!”.
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo “LEIA ISSO”, foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O “Graças a Deus” deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é “valorizar”. É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a “valorizar-se” quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para “desvalorizar” outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: “Mercado vê valorização recorde do bairro X” e, depois “Novos moradores destacam tranquilidade”. Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: “Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram”.
“Valorizou-se” para quem, cara-pálida?

"Graças a Deus…"

Filed under: costumes, palavras e expressões — Humberto @ 3:14 pm
Um bom exemplo de como certas expressões e palavras acabam perdendo todo o seu sentido original, chegando até a serem usados num sentido oposto.
“Graças a Deus”, que pode ser dito até por um ateu, não passa de um modo de falar, um cacoete, uma expressão de alívio, semelhante a “Ufa!”.
Graças a Deus que nós conseguimos comprar aquele delegado babaca, que não sai do nosso pé”, frase que merecerá eterno destaque naquelas seções de revistas tipo “LEIA ISSO”, foi dita por Verônica Dantas, celebrando o pagamento de propina a um delegado da Polícia Federal, mas que tratou-se de uma farsa armada justamente para enredar ainda mais a ele e seu irmão famoso e poderoso. Deus, como se sabe, não costuma apoiar esse tipo de atitude.
O “Graças a Deus” deve ser usado com parcimônia. Como você pode agradecer a Deus, por exemplo, no caso de você ser um vendedor de automóveis em São Paulo, quando seu ramo de negócio é o causador e alimentador do trânsito tão reclamado, tão lamentado, desta cidade? Ou então:
- E aí, carro novo, heim?
- É. Graças a Deus. O velho eu deixei pro meu filho. Né, filhão?
- É. Graças a Deus.
Deus então se torna responsável por permitir mais um automóvel a circular nas ruas, e menos espaço para isso. Fora a poluição. Talvez o plano de Apocalipse e Fim do Mundo, arquitetado por Deus, não venha como esperam os românticos, aquela coisa de bolas de fogo e mar de lava. Talvez seja algo mais lento. Tão devagar quanto nosso trânsito. Mas bem doloroso.
Uma outra palavra que deverá ter seu uso revisto, é “valorizar”. É muito utilizada por investidores ( olha outra palavra cujo significado deve ser questionado ) do mercado imobiliário, e refere-se a algo exatamente oposto: um bairro, por exemplo, começa a “valorizar-se” quando passa a contar, justamente, com elementos que serviram para “desvalorizar” outros bairros, como prédios, bares, automóveis. É outra prova de que, nem sempre, as palavras conseguem descrever com toda a precisão uma dada situação. A pessoa lê no caderno de Economia, aquela manchete triunfante: “Mercado vê valorização recorde do bairro X” e, depois “Novos moradores destacam tranquilidade”. Aí você pega a matéria e observa num pequeno box: “Moradores mais antigos reclamam que trânsito e violência aumentaram”.
“Valorizou-se” para quem, cara-pálida?

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