ENCALHE

abril 27, 2008

Para diretor do FMI, mundo acredita mais no Brasil que os brasileiros

Para diretor do FMI, mundo acredita mais no Brasil que os brasileiros O diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), o economista Paulo Nogueira Batista Jr., prevê que os países emergentes vão ocupar o lugar das nações mais importantes do mundo nos próximos anos. Nesse cenário, segundo ele, o Brasil deve se destacar, em razão do enfraquecimento das principais economias, como a americana. “O governo Bush trouxe sorte ao Brasil. Isso porque o presidente americano geriu mal a política econômica e a política externa do seu país”, afirmou Nogueira Batista.
O economista diz que o Brasil “é um país de sorte, pois tem muito mais credibilidade no exterior que na cabeça dos próprios brasileiros”. Ele atesta que constatou isso ao assumir o cargo no FMI e afirma que o mundo vê melhor o Brasil que os próprios brasileiros. “O peso natural do nosso país vem crescendo há muito tempo, independentemente da competência ou não dos nossos representantes”, disse.
Os deputados petistas Décio Lima (SC), Fernando Ferro (PE) e José Guimarães (CE) concordam com a avaliação do diretor de que o país está crescendo, desenvolvendo-se e tem muitas riquezas. “Esse é o Brasil que sonhamos e que vem sendo muito bem administrado pelo presidente Lula”, afirmou o deputado Décio.
Para Fernando Ferro, a população viveu um período de baixa estima. “Mas agora são novos tempos para a política e para economia, que vem mostrando grandes resultados no desenvolvimento do nosso país. Em vários países, nossa economia tem se destacado e mostrado que o Brasil está vivendo um grande momento” afirmou. Ele acrescentou que a mídia precisa se sintonizar com o momento que o país vive. “Estamos sendo muito bem observados e reconhecidos na mídia internacional”, disse.
Para o deputado José Guimarães, a afirmação do diretor foi centrada, mostra que o Brasil tem uma situação econômica consistente e há um processo contínuo de distribuição de renda. “Nosso governo tem cumprido seu papel com muita dignidade e justiça”, afirmou.
Informes PT
25/04/08
OU:
Para diretor do FMI, o mundo acredita mais no Brasil que os próprios brasileiros
Agência Brasil
24/04/08
Lourenço Canuto
Brasília - O diretor executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI), o economista Paulo Nogueira Batista, prevê que os países emergentes vão ocupar o lugar das nações mais importantes do mundo nos próximos anos. Nesse cenário, segundo ele, o Brasil deve se destacar, em razão do enfraquecimento das principais economias, como a americana.
De acordo com Nogueira Batista, o governo Bush trouxe “sorte” para o Brasil. Isso porque, avalia o economista, o presidente americano “geriu mal a política econômica e a política externa do seu país”. Ele falou hoje (24) no seminário Perspectivas para o Brasil no Cenário Internacional, promovido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O economista diz que o Brasil “é um país de sorte, pois tem muito mais credibilidade no exterior que na cabeça dos próprios brasileiros”.
Ele atesta que constatou isso ao assumir o cargo no FMI e afirma que o mundo vê melhor o Brasil que os próprios brasileiros. “O peso natural do nosso país vem crescendo há muito tempo, independentemente da competência ou não dos nossos representantes.”
Segundo o diretor do FMI, o Brasil tem tudo para ser um grande pólo da América do Sul no cenário mundial. Ressalva, porém, que o país ainda é subdesenvolvido, o que persistirá por algum tempo. E lembra que países emergentes, como a China e a Índia, vêm desempenhando um papel estabilizador na economia mundial e, por isso, “também podemos ter vez”.
O conceito de outros governos em relação ao Brasil, afirma Nogueira Batista, é dado pelo conteúdo estrutural do país, e não em razão de um governo em particular. ” A queda no peso das grandes potências, como a antiga União Soviética e a Europa Ocidental, deu lugar a emergentes como a China e a Índia, e o Brasil poderá ter espaço também nessa corrida no mercado internacional.”.

abril 19, 2008

Crise alimentar atinge o globo

Os mais pobres do mundo se rebelam contra o aumento dos preços do arroz e do trigo. Desde o Haiti até a República dos Camarões, passando pelo Egito pela Indonésia. De acordo com as Nações Unidas, 37 países registram situação de emergência.
Radio Nederland/ Parceria
14/04/08
Estudos da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, mostram que o crescimento na demanda de alimentos por parte de países em desenvolvimento ocorreu de forma paralela a um aumento nos preços. O impacto dos biocombustíveis para a segurança alimentar, no entanto, será um dos temas centrais da 30ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe, que inicia neste 14 de abril, em Brasília.
Fome e Guerra
O Fundo Monetário Internacional também se mostrou preocupado com o tema durante reunião da instituição em Washington, no último final de semana. O diretor do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que caso os preços continuem subindo, mais de 100 mil pessoas no mundo poderão passar fome. “Das experiências passadas aprendemos que esse tipo de crise pode gerar até uma guerra”, adicionou o diretor do FMI.
A crise alimentar atinge principalmente os países em desenvolvimento, segundo Rudy Rabbinge, especialista em segurança alimentar da Universidade de Wageningen, na Holanda: “Nos países desenvolvidos, a população gasta uma média superior a 12% dos rendimentos na alimentação. Nos países em vias de desenvolvimento, metade do salário se destina à comida. Com o aumento dos preços, as pessoas chegam a gastar três quartos do que ganham para comer. É óbvio que isso causa problemas”.
Causas
A crise alimentar é conseqüência de uma série de fatores. Vários países não tiveram boas colheitas devido à mudança climática. O crescente bem estar na China e na Índia também é um fator importante.
Além disso, o sistema alimentar tornou-se mais sensível a mudanças. “Antes, quando havia escassez em uma parte do mundo, era possível utilizar os excedentes de outros lugares. Agora, as sobras diminuíram por causa da necessidade em se produzir biocombustíveis, como é o caso do milho nos Estados Unidos”, afirma Rabbinge.
Há uma queda drástica nos estoques de grãos com a maior demanda da Índia, China e União Européia para o uso desses em programas de combustíveis. Segundo as recentes estimativas do Conselho Internacional de Grãos, com sede em Londres, a produção mundial gira em torno de 1,6 bilhão de toneladas, enquanto a demanda atinge 1,8 bilhão de toneladas.
“Ainda não está claro se esta situação é temporária. Em todo caso, a carência não deixa de ser explosiva em longo prazo”, disse Niek Koning, da Universidade de Wageningen. Segundo o economista, a atual crise alimentar do mundo deixa claro que a política de produção de biocombustíveis na luta contra o efeito estufa, talvez não seja o melhor caminho. O especialista em economia agrícola questiona a queima de grãos, que podem alimentar populações inteiras, nos tanques de gasolina dos ricos proprietários de automóveis do Ocidente.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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