Vinícius Duarte
Relutei muito para comentar o “caso João Hélio”, talvez porque a forma como está sendo tratado pela imprensa é tão absurda que meu fel e meu limão subiriam a níveis letais. Mas hoje, conversando com o Humberto, ele me lembrou de um fato ocorrido em 1998. Antes de traçar um paralelo entre João Hélio e Nicole (não é a minha homônima filha, vocês saberão em breve de quem se trata), vou dar minha visão deste acontecimento no RJ:
1 – os moleques queriam ROUBAR UM CARRO, nunca ARRASTAR UM MENINO PELA VIA PÚBLICA. Saber diferenciar um evento de outro é fundamental para analisar com a frieza a situação e entender o que se passou na cabeça dos criminosos;
2 – Com base na premissa anterior, fica claro que o fato de JH ter ficado preso ao cinto de segurança somente ATRAPALHOU A AÇÃO DOS BANDIDOS, e deve ficar claro que eles não gostaram nem um pouco disso. Um assalto à mão armada, com uma pena de 3 ou 4 anos, sei lá, transformou-se num horrível LATROCÍNIO, com pena bem superior. Além disso, é evidente que a polícia só chegou aos acusados POR CAUSA DO MENINO ENROSCADO, pois todos sabem que nenhum agente da lei se empolga com a tarefa de localizar veículos roubados. Você que já foi vítima deste crime deve saber bem disto;
3 – Ao tomarem ciência do enrosco do menino, os ladrões estavam FUGINDO. Com o moleque se esfacelando do lado de fora do carro, e o pânico proveniente da fuga, devem ter pensado: “ah, agora já fudeu mesmo, corre!”. E JH foi se esvaindo pelas ruas do Rio de Janeiro. Você faria diferente? Para responder a essa pergunta, por favor, tente pensar como um criminoso. É assim que se se entendem as atitudes das pessoas: colocando-se no lugar delas. Entender não é concordar, bem entendido.
Em 1998, a garota de programa Selma Heloísa Artigas, codinome Nicole, morreu ao ser arrastada por 2 km presa ao cinto de segurança da Pajero de Pablo Russel Rocha, comerciante de Ribeirão Preto/SP, de 24 anos. O assassino, filho de renomado médico da cidade, disse que não viu nada e nem ouviu os gritos da moça porque “o som do carro estava muito alto”.Ele não roubou o carro dela, usou o seu próprio carro para arrastá-la. Nicole estava grávida, segundo o laudo necroscópico.
Em 2002, o legista George Sanguinetti emite laudo no âmbito criminal inocentando Pablo Russel Rocha. O documento atestaria que a morte de Nicole ocorreu por acidente. O laudo foi pago pelo próprio Pablo Rocha, que ficou preso por dois anos e três meses.
Os bandidos que arrastaram JH não terão dinheiro para contratar Sanguinetti.
Antes de vestir o cabresto e berrar em uníssono com a imprensa pela redução da maioridade penal, pense: Pablo Russel Rocha ficou na cadeia MENOS TEMPO QUE O MOLEQUE “DIMENOR” ficará, caso o ECA seja aplicado. Não estará o buraco mais embaixo?
Para relembrar a história de Nicole, publicamos abaixo alguns links onde se pode achar alguma coisa a respeito.
Empresário Pablo Russel será levado a júri popular
Comercio da Franca – 15/6/2005
A vítima tornada Ré
Campanha de Combate à violência contra as mulheres
Congregação Missionária Servas do Espírito Santo – novembro/2004
Violência

TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
Y. COPRÓFAGOS ANÔNIMOS
YOU TUBE
ALERTA TRANSGÊNICOS ( OBS: BANIDO )
ALTERNATIVE TENTACLES
GREG PALAST
ADSL Residencial
Antivírus
LIVRARIA CULTURA
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