ENCALHE

julho 16, 2008

Leia o relatório da PF sobre a caça a Daniel Dantas ( 201 páginas )

FENAPEF, 15.07.08
Ao longo de 210 páginas, recheadas com transcrições de interceptações telefônicas e de e-mails, o relatório sobre a Operação Satiagraha é exaustivo na descrição dos passos seguidos pela Polícia Federal e dos supostos indícios que permitiram ao delegado Protógenes Queiroz chegar à conclusão de que “Daniel Dantas é o chefe da organização criminosa, envolvida com o cometimento de delitos contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e de lavagem de dinheiro”.
O documento é assinado em parceria pela delegada Karina Murakami Souza e por Protógenes Queiroz. Os autores registram que ainda não há definição legal para o conceito de organização criminosa, mas apontam que as investigações encontraram quase todos os indícios de uma organização criminosa: previsão de lucros, hierarquia entre seus membros, planejamento empresarial, divisão de trabalhos, ingerência no poder estatal e na imprensa, mescla de atividade lícitas e ilícitas para dificultar a atuação dos órgãos públicos encarregados da persecução penal. “No caso em tela, encontram-se presentes todas estas características”, afirma a delegada no documento.
Há ainda a declaração de que o grupo mantém proximidade com autoridades públicas, lobistas, jornalistas, grandes empresários, “pessoas muito bem articuladas, uma vez que esses contatos nas diversas esferas públicas e privadas são necessários para que esta organização criminosa continue atuando de forma protegida”.
(Por razões técnicas, o relatório é publicado em cinco partes)
Clique aqui para ler da página 1 à 42
Clique aqui para ler da página 43 à 84
Clique aqui para ler da página 85 à 126
Clique aqui para ler da página 127 à 172
Clique aqui para ler da página 173 à 210
Fonte: Conjur

junho 27, 2008

Em breve, nas bancas: Revista do Brasil. Será que a Dinap ( leia-se Editora Abril ) vai concordar em distribuí-la? Tremei, Klan Civita!!

Revista do Brasil chega às bancas em junho
Publicação se consolida junto aos trabalhadores ligados a dezenas de entidades que apóiam o projeto e inicia seu terceiro ano ampliando seu potencial de circulação pelo país
Sindicato dos Bancários, 26.06.08
São Paulo – A Revista do Brasil chega em junho à sua edição de número 25, a primeira de seu ano 3, dando mais um importante passo em sua história: a chegada às bancas. Nos últimos dois anos, a publicação foi distribuída aos trabalhadores vinculados a 45 entidades sindicais dos mais diversos ramos de atividade profissional – como bancários, metalúrgicos, dos setores químico e plástico, petroquímico, da área de saúde e da educação, entre outros.
A revista continuará sendo distribuída gratuitamente por essas entidades. Mas o grande interesse demonstrado por leitores que não integram essas categorias levou a editora Atitude, criada pelos sindicatos responsáveis pela publicação, a lançá-la também nas bancas, o que deve aproximá-la de uma tiragem de 400 mil exemplares. O objetivo é dar mais visibilidade à RdB e estendê-la a outros segmentos da população que sentem falta de informação de qualidade e leitura prazerosa. O preço de capa será R$ 4,50. O passo seguinte para ampliar a circulação será a venda de assinaturas avulsas. A editora estima que entre agosto e setembro poderá oferecer o serviço.
Conteúdo – A revista que chega às bancas e à casa dos associados tem como destaque uma entrevista com o presidente Lula, concedida com exclusividade durante uma viagem entre Brasília e São Paulo no último dia 20 de maio. A reportagem foi também ao interior de São Paulo conferir as filmagens de O Menino da Porteira, que tem o cantor Daniel no papel principal. A edição lembra o surgimento do novo sindicalismo nos anos 70 e celebra os 50 anos da primeira Copa do Mundo vencida pela seleção brasileira, na Suécia. Analisa o significado da ascensão de Barack Obama nos EUA e a criação da comunidade sul-americana de nações. Acompanha a movimentação das centrais sindicais pela redução da atual carga máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas e discute as segundas intenções do noticiário sobre inflação. Traz, ainda, relatos de experiências inusitadas, de pessoas que se organizaram para gerar trabalho e renda criando tilápias em Orás (CE) a gente que arrumou as trouxas e foi viver sozinha no Velho Mundo.
Cláudia Motta – 26/06/2008
REVISTA DO BRASIL, edição 25Clique aqui para acessar o índice em html

junho 13, 2008

Ao questionar CSS, oposição defende apenas os mais ricos

Filed under: (P) IG, Câmara Federal, CPMF, CSS, impostos e taxas, imprensalão, PSDB/ DEM, sonegação — Humberto @ 3:01 pm
VERMELHO, 12.06.08
Imprensa e oposição –que hoje em dia, no Brasil, são praticamente a mesma coisa –estão indignadas com a aprovação da CSS (Contribuição Social para a Saúde). Usam dois argumentos básicos para sustentar sua contrariedade: a de que a CSS é mais um imposto que vai corroer o poder aquisitivo da população e as finanças das empresas e o de que a Saúde não precisa de verba extra, pois o governo já arrecada o bastante. Os dois argumentos, assumidos até por setores da esquerda, tem um único objetivo: impedir qualquer iniciativa de distribuição de renda no país.
Por Cláudio Gonzalez
Depois de muita discussão e diversos adiamentos, a base governista aprovou a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde). A votação foi apertada e o novo imposto teve 259 votos favoráveis, apenas dois a mais que o necessário, 159 contrários e duas abstenções. O projeto agora depende de aprovação no Senado. Está previsto que a CSS entrará em vigor apenas em janeiro de 2009.
Ontem, o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), ao agradecer a base aliada pelo resultado da votação, disse que aquela era “uma grande vitória do povo brasileiro, uma grande vitória da saúde pública deste país”. “Os milhões que entrarem nos hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde), os milhões que entrarem nos postos de saúde, que receberem seu medicamento, vão agradecer a esta base que está tendo a responsabilidade de respeitar o povo brasileiro que precisa do SUS”, discursou Fontana.
Outras lideranças da base reforçaram esta visão. O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), lembra que muita gente contrária à CSS, como alguns líderes empresariais, “certamente nunca precisou de utilizar a rede pública de saúde, já que tem dinheiro para bancar um plano de saúde privado”. De acordo com o líder do PT, a idéia é de que a CSS seja um tributo “em que os ricos, os que fazem grande movimentação financeira, repassem uma parte dos seus recursos, solidariamente, para a saúde publica. Existe algo mais solidário e distributivo do que isso”? questiona Maurício Rands. Ele acrescenta que ao longo das negociações para a aprovação da CSS, entre os líderes da base aliada, definiu-se que haverá uma melhoria gerencial do sistema público de saúde.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) disse que a contribuição que se cria é mínima e justa, por isso, o PCdoB votou unânime com a clareza de que iria buscar um outro patamar de sustentação da saúde. “Neste momento é absolutamente justa a criação da CSS para garantir integralidade dos recursos para a saúde”, disse.
A CSS foi proposta pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS) como instrumento de arrecadação para sustentar a regulamentação da chamada Emenda 29. O projeto de autoria do senador Tião Viana (PT-AC) destina percentuais mínimos de investimento para a Saúde por parte dos governos federal, estaduais e municipais. Atendendo a uma reivindicação histórica dos movimentos sociais, o projeto fixa que a União deverá investir na saúde 10% da arrecadação de impostos, o que, segundo cálculos do governo indicam recursos extras de R$ 11,8 bilhões via CSS em 2009. O texto define ainda percentuais de 12% para os Estados e 15% para os municípios.
Atualmente, nenhum dos cinco estados mais ricos do país (São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná) cumprem com esta exigência. Vale lembrar que destes cinco estados, três (SP, RS e MG) são governados pelo PSDB.
A CSS isenta de contribuição os aposentados e pensionistas do regime geral da Previdência e os trabalhadores que recebem salários de até R$3.038,00, o teto da Previdência Social. Ou seja, quem ganha um salário de R$ 5 mil, contribuirá com apenas R$ 2 por mês. “É uma pequena contribuição para quem não pode ter um plano de saúde privado e necessita da rede pública de saúde”, diz Rands.
Para Pepe Vargas, a CSS pode ser considerada também uma forma de distribuir a renda no país. “É uma contribuição de solidariedade social, e com isso o Sistema Único de Saúde (SUS) terá mais dinheiro para atender melhor milhões de brasileiros que dependem exclusivamente da rede pública quando têm algum problema de saúde”, argumenta o deputado.
Estratégia da oposição
Mas esta noção de que se trata de apenas de uma “pequena contribuição de relevância social” não é aceita pelos setores que representam a elite brasileira. DEM e PSDB, os maiores representantes partidários desta elite no Congresso, junto com parlamentares de outros partidos que representam os interesses empresariais, uniram-se aos seus porta-vozes na mídia para acusar o governo de querer extorquir o contribuinte com mais um imposto.
Por trás do discurso tributarista, preocupa a oposição e os setores empresariais a possibilidade de que a CSS venha a ser usada para monitorar o sistema financeiro, combater a lavagem de dinheiro e flagrar sonegadores. O deputado federal Flávio Dino (PCdoB-MA) destacou esta função da CSS ao comemorar sua aprovação na Câmara. “A CSS é um poderoso instrumento de combate à sonegação na medida que identifica o trânsito do dinheiro por dentro do sistema bancário”, argumentou.
Ao lado do temor com a vigilância fiscal, a oposição tenta usar suas barricadas anti-CSS para também impedir que o governo garanta verbas suplementares para financiar serviços públicos essenciais como a Saúde. Afinal de contas, mais serviço público com mais qualidade sempre acaba revertendo em mais popularidade para o governante de plantão. É a lógica da democracia, que os oposicionistas não querem ver concretizada. Por isso, entre um canapé e outro, eles soaram as trombetas do apocalipse como se a implementação da CSS fosse arruinar as economias do povo brasileiro e prometeram não dar trégua ao governo enquanto não conseguirem impedir a criação do tributo.
O próprio presidente Lula acusou a estratégia da oposição. Durante discurso em Campinas, Lula disse que estes setores que derrubaram a CPMF e agora boicotam a CSS agem movidos por “por ódio e por vontade de que as coisas não dêem certo”.
Outro argumento hipócrita usado pela oposição para questionar a CSS é a de que a cobrança do tributo irá agravar a inflação, já que a tendência do mercado é repassar o imposto para os preços de produtos e serviços. Porém, para sustentar este argumento, a oposição precisa primeiro explicar por que os preços não caíram quando a CPMF deixou de existir. Considerando que a alíquota da CPMF era 0,38% e a da CSS é apenas um quarto disso (0,1%), não há como sustentar o argumento de que a CSS, com alíquota de apenas 0,1%, terá impacto maior nas contas das empresas do que a queda da CPMF, que tinha uma alíquota quase três vezes maior.
Problema dos mais ricos
Para Francisco Fonseca, cientista político da FGV-SP, a criação de qualquer imposto é sinônimo de desgaste político, mas, a CSS não deve arranhar a popularidade do presidente Lula, apesar das críticas da oposição e de diversos setores da sociedade.
”Se for aprovado [no Senado] a oposição irá, sobretudo nas eleições, fazer um grande estardalhaço, que é o seu papel. Mas aparentemente, o governo Lula tem uma muita popularidade. Como a isenção relativamente é alta [R$ 3.038], eu lembraria que boa parte dos brasileiros recebe menos que isso. Então é um imposto que afeta as classes médias e não os pobres. Não acredito que [a aprovação do novo imposto] vá fazer grande estrago na popularidade do governo Lula e dos partidos que apóiam o governo”, afirmou.
Segundo critérios adotados por institutos de pesquisas privados a partir de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as classes A e B representam uma pequena parte da população brasileira — somadas, são apenas 15% dos mais de 187 milhões de brasileiros. Pesquisa encomendada pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em parceria com o Instituto de Pesquisa Ipsos revela que nas classes A/B, a renda média foi de R$ 2.484 em 2005, R$ 2.325 em 2006, e de R$ 2.217 em 2007. Se considerarmos os trabalhadores formais que ganham acima de 3 mil reais por mês, este percentual cai para cerca de 5% do total de trabalhadores brasileiros, o que representa cerca de 2% da população.
É para defender o interesse destes 2%, contra o interesse da imensa massa de usuários dos serviços públicos de saúde que a oposição e a grande mídia armam suas barricadas contra a CSS. No fundo, fazem o que sempre fizeram: defendem os interesses de uma minoria privilegiada em detrimento da maioria do povo.
Câmara derrota 159 sovinas e aprova os 10 bilhões da Saúde
Batalha da CSS vai agora para o Senado
Quanto maior a fortuna, maior o choro para não pagar imposto do cheque
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, por 259 a 159, a Contribuição Social para a Saúde (CSS). Com isso, a Saúde terá mais R$ 10 bilhões, podendo chegar até R$ 11,8 bilhões, no próximo ano. Os 70 milhões de brasileiros mais pobres estarão isentos do tributo. Representante dos viciados em sonegar e parasitar o dinheiro dos impostos que o povo paga, a oposição não conseguiu impedir que a maioria prevalecesse. O projeto irá agora ao Senado, onde não precisará, ao contrário da CPMF, de três quintos dos senadores, podendo ser aprovado por maioria simples.

Câmara dos Deputados aprova recursos para a saúde do povo
Por 259 a 159 foi criada a CSS que dará ao setor de R$ 10 bilhões até R$ 11,8 bilhões

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira, por 259 votos favoráveis, 159 contrários e duas abstenções, a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). A contribuição, com alíquota de 0,1% a partir de janeiro de 2009, incidirá sobre as movimentações financeiras e terá sua arrecadação destinada integralmente ao financiamento da saúde. Os recursos que serão canalizados para o setor via CSS são estimados em R$ 10 bilhões no próximo ano, podendo chegar até R$ 11,8 bilhões.
A contribuição, que agora será levada para votação no Senado, não incidirá sobre aposentadorias, pensões e salários de trabalhadores com carteira assinada até o valor de R$ 3.080,00. Esse limite de isenção significa que os 70 milhões de brasileiros mais pobres não pagarão a CSS. Além disso, os saques das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), do PIS/Pasep e seguro-desemprego também não serão taxados pela CSS.
Mesmo para quem não está isento, a contribuição será modesta: alguém que ganha R$ 5.000,00, por exemplo, terá que pagar meros R$ 5,00 de CSS por mês. Na verdade, serão os mais ricos, cujas movimentações financeiras são mais freqüentes e mais volumosas, que arcarão com a maior parte do tributo.
É sintomático que seja sobre um tributo em que é evidente o seu caráter de justiça social, que a oposição concentrou a sua raiva – a bem dizer, a sua histeria. Sempre foi um cacoete da oligarquia latifundiária a disposição de fazer os pobres pagar pelos ricos. Que o digam os antepassados do senador Agripino. Mas também os heróis atuais da canalha, isto é, do neoliberalismo, sempre acharam que a função do povo é pagar impostos para que eles encham os seus cofres. A espoliação do país via juros da dívida pública não é outra coisa senão a pilhagem sobre os tributos que o povo paga, para que alguns magnatas acumulem montanhas de dinheiro sem pagar impostos.
Daí, a CSS ser tudo o que eles não gostam: um tributo que os ricos pagam, e não podem nem ao menos sonegar, além de ser destinado a beneficiar a saúde dos mais pobres.
“É a vitória de todos que precisam de um hospital público, vitória do combate à sonegação”, afirmou o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT/RS). A oposição tentou obstruir a votação, usando manobras regimentais. Quatro sessões extraordinárias foram realizadas, uma na terça e três na quarta-feira, até a aprovação do substitutivo do deputado Pepe Vargas (PT/RS). No plenário, a bancada tucano-pefelista provocou a base aliada, expondo placas com as frases “Xô CPMF” e “PT – Partido dos Tributos”. Em resposta, os governistas levantaram cartazes, nos quais listaram os principais programas de saúde, além de informar que havia “zero de sonegação”.
A proposta de criação da CSS veio como forma de recuperar parte dos recursos destinados ao financiamento dos serviços de saúde pública, previstos no Orçamento com base na arrecadação da CPMF – cujos recursos eram destinados à saúde e aos programas sociais mantidos pelo executivo. No final do ano passado, no Senado, a oposição conseguiu, apesar de perder a votação por 45 a 34 votos, derrubar a CPMF, com uma perda de R$ 40 bilhões na arrecadação, usando o fato de que, como emenda constitucional, a CPMF necessitava dos votos de três quintos dos senadores. Diferente da CPMF, a CSS não necessita desse quorum para aprovação, já que está sendo proposta por lei ordinária, e não por emenda constitucional.
Após a derrubada da CPMF, o Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 306/08, de autoria do senador Tião Viana (PT/AC), regulamentando a Emenda 29, que prevê um acréscimo de mais R$ 23 bilhões para a saúde. No entanto, o texto não criava uma fonte de receita específica para cobrir o aumento de despesas, o que é obrigatório pela Constituição.
A viabilização desse aumento de recursos é a finalidade do substitutivo Pepe Vargas. Ao mesmo tempo que cria a CSS, ele mantém a regra seguida atualmente pela União, que é destinar para a Saúde o montante gasto no ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Pelo substitutivo, caso a variação do PIB seja negativa, o governo não poderá reduzir o valor a ser investido na Saúde.
O dinheiro a mais da CSS, no entanto, não vai entrar na base de cálculo para a definição dos recursos do ano seguinte, funcionando como uma espécie de “bônus” para a Saúde. Os recursos para a Saúde serão o montante aplicado no ano anterior mais o aumento determinado pelo crescimento do PIB e mais a arrecadação da CSS.
“Considerando os R$ 10 bilhões que virão da CSS, mais uma suplementação de R$ 6 bilhões que estamos reivindicando para este ano, a saúde pública terá cerca de R$ 68 bilhões em 2009, contra R$ 48 bilhões atualmente”, declarou o deputado Pepe Vargas.
Vargas observou que a oposição falsificava o conteúdo do projeto, ao dizer que a CSS retiraria recursos da Saúde: “Ou os Democratas e o PSDB não leram o meu substitutivo, ou estão apenas criando confusão para tumultuar o processo. Está claro no artigo 5º que o financiamento da saúde virá da correção do que foi empenhado no ano anterior, corrigido pela variação nominal do PIB (Produto Interno Bruto), mais o total da CSS”.
Com a derrota na Câmara, restou aos paladinos de agiotas e sonegadores a expectativa de que o Senado barre a destinação de recursos para a saúde. “Depositamos a esperança agora nos senadores”, disse o líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA). No entanto, segundo o líder do governo, Henrique Fontana , “se a votação no Senado fosse hoje, tenho certeza de que a CSS seria aprovada, porque a saúde tem necessidades urgentes”.
Segundo o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), a cobrança do novo imposto é uma forma de garantir fontes permanentes para o financiamento da saúde. Sem fontes fixas, acrescentou Rands, o sistema de saúde do país fica vulnerável porque passa a depender da
arrecadação que varia conforme o ano.

Hora do Povo, 13 a 17.06.08, ed. 2675

Para o melhor ensino do país, o melhor salário: Roberto Requião anuncia que salário dos professores será o melhor do país. Já São Paulo…

AEN/ PR, 12/06/2008

Entusiasmado com a performance do ensino público paranaense, o governador Roberto Requião reafirmou o compromisso: “até o final do nosso governo, o professor paranaense terá o melhor salário do país. Para o melhor ensino do país, o melhor salário”, declarou o governador nesta quinta-feira (12), em Florianópolis (SC), onde foi participar da Conferência Regional do Sul do País da Comissão Especial da Reforma do Sistema Tributário Brasileiro.

O Paraná conseguiu os melhores resultados do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007 e melhorou os índices nas três fases de ensino da Educação Básica. O Paraná conseguiu índice de 5,0 para as séries iniciais (1ª a 4ª) e de 4,2 nas séries finais (5 a 8ª) do ensino fundamental. O índice do ensino médio foi de 4,0. Com isso, o Paraná superou as metas do MEC para os anos de 2007 e 2009.
O secretário da Educação Maurício Requião disse que os resultados do Paraná no Ideb 2007 comprovam que com políticas sérias pode-se transformar a realidade para melhor. “Historicamente havia a descrença que não poderíamos melhorar a educação pública. Que não teríamos como combater a indigência educacional do país. É como se dizia com relação à inflação, que ela nunca seria controlada. Este resultado do Ideb mostra que é possível melhorar para melhor e que essa é uma realidade no Paraná”, destacou.
O secretário reconheceu que ainda é preciso melhorar muito para que a educação pública do estado tenha o desempenho estabelecido pelo MEC para a Educação Básica, que seria de índice 6,0 para as séries iniciais do ensino fundamental em 2021. “Nosso objetivo é alcançar a meta de excelência antes da data proposta pelo MEC”, afirmou Maurício Requião.
“Este Ideb ainda não reflete outras ações da nossa política pública para a educação paranaense. Iniciativas como o Livro Didático Público, as Tvs Multimídia, os laboratórios do Paraná Digital, o Programa de Desenvolvimento Educacional e outras ainda vão refletir na melhora da qualidade da educação no Paraná”, afirmou Maurício Requião.
O presidente do Conselho Estadual da Educação (Cee-PR) Romeu Gomes de Miranda disse que o desempenho do Paraná no Ideb 2007 é resultado do projeto político pedagógico da Secretaria da Educação. “A política pública de educação do Paraná é a mais avançada do país”, declarou.
O presidente da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Paraná Péricles de Mello (PT) destacou as iniciativas do atual governo para a educação. “Muito diferente do que tínhamos num passado recente. Hoje a educação é prioridade no Paraná”, disse. Mello também foi presidente da Comissão de Educação da Assembléia no seu primeiro mandato, entre 1995 e 1998.
Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime-PR) Carlos Eduardo Sanches o desempenho do estado no Ideb 2007 confirma o compromisso com a educação pública do governo. “A educação pública é prioridade no Paraná. Metas de qualidade são importantes e estamos no caminho certo”, declarou.

APP diz que melhora no Ideb 2007 é resultado das políticas para a Educação
O presidente da Associação dos Professores do Paraná ( APP-Sindicato ) José Rodrigues Lemos disse, nesta quinta-feira (12), que os resultados obtidos pelo Paraná no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica ( Ideb ) de 2007, do Ministério da Educação ( MEC ), comprovam que o estado tem um dos melhores sistemas públicos de educação do Brasil.
“Nós trabalhadores da educação no Paraná recebemos com satisfação os resultados do Ideb, que colocam o Paraná em destaque, com os melhores índices nas três etapas de ensino da Educação Básica”, destacou Lemos.
Ele participou da entrevista coletiva convocada pela Secretaria da Educação ( Seed ) para explicar os índices do Ideb, que avalia o desempenho da educação pública brasileira. No Ideb, o Paraná ficou em primeiro lugar, com índice de 5,0, nas séries iniciais (1ª a 4ª) do Ensino Fundamental e também em primeiro na avaliação do Ensino Médio, com 4,0. Nas séries finais (5ª a 8ª) do Ensino Fundamental o Paraná teve 4,2 no Ideb. Com estes resultados, o Paraná superou as metas estabelecidas pelo MEC para os anos de 2007 e 2009.
O presidente da App-Sindicato disse que os resultados obtidos pelo Paraná no Ideb 2007 não são por acaso. “Nós temos que destacar que o desempenho no Ideb é resultado das políticas para a educação pública. E elas devem continuar para que as metas para uma educação de qualidade sejam alcançadas”.
Lemos afirmou que os professores e funcionários sentem-se responsáveis pelos avanços demonstrados pelo Ideb 2007. “Estamos comprometidos com a educação pública”.
“Com relação aos índices obtidos, temos que levar em conta que não estamos comparando notas. O Ideb não é avaliação de rendimento escolar. É um índice que mede a qualidade do ensino. A meta é que nos próximos anos tenhamos uma educação de qualidade como nos países desenvolvidos. Os resultados de agora mostram que estamos melhorando quando muitos achavam que não era possível avançar. Hoje, a nota pode ser 4 ou 5 e amanhã poderá ser 6 ou 7. Importa que estamos avançando”, declarou Lemos.
Das políticas públicas para a educação, que influíram no resultado do Ideb 2007, Lemos chamou a atenção para os três concursos públicos realizados para professores desde 2003 e que resgataram o quadro próprio da Seed com mais 40 mil professores. “Essa recomposição foi fundamental para renovação do magistério no estado. Ainda estão para ser chamados outros 13 mil novos professores. O concurso para funcionários, que colocou mais 10 mil trabalhadores na educação, também foi importante, além do concurso para pedagogos”.
Ele também lembrou da política de formação continuada do professores desenvolvida pela Seed e do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). “O Paraná é o estado com o maior índice de professores formados nas disciplinas que lecionam. Enquanto no Brasil o índice é de 28%, no Paraná estamos perto dos 80%”, disse. “Este processo também foi ampliado para os funcionários das escolas. Se antes tínhamos funcionários analfabetos, hoje temos aqueles com curso superior”.
Lemos também apontou a aprovação do Plano de Cargos e Salários dos professores como um dos motivadores para o resultado do Ideb 2007. “Foi um momento importante no qual recuperarmos perdas históricas, definimos uma carreira e perspectivas de ascensão”. Ele também citou a implantação da hora-atividade em 20%; a mudança na matriz curricular feita a partir de 2003. “Hoje temos mais disciplinas e mais conteúdos”.
O presidente da APP-Sindicato disse que mesmo nos momentos dos embates entre Secretaria da Educação e sindicato se revela a importância que a educação pública tem no Paraná. “Temos nossas reivindicações e lutamos por elas, mas também reconhecemos os avanços obtidos pelo estado na melhoria da qualidade do ensino em diversos aspectos. Este Ideb coloca o Paraná como uma das melhores educação do país”.

… MAS, NO ESTADO DE SÃO PAULO…

Professores da rede estadual farão nova assembléia da categoria, numa data altamente sugestiva ( Sexta-Feira, 13 ), considerando os 13 anos de governo tucano gerenciando a Inducação e gestando o temível “Apagão Educacional Continuado”

Todos à assembléia contra o Decreto 53037/08 Dia 13 de junho, 15 horas, Praça da República

Nesta sexta-feira, é imprescindível a participação de toda a categoria na assembléia que será realizada em frente à Secretaria da Educação. Vamos ampliar nossa mobilização para exigir do governo José Serra a revogação do Decreto 53037/08. Conforme já informado, este Decreto, publicado no dia 28 de maio, impõe vários prejuízos à categoria, entre eles, impede a utilização do artigo 22; estabelece avaliação de desempenho aos ACTs; dificulta participação nos concursos de remoção e propõe atribuição de aulas compulsoriamente. Esta é mais uma tentativa do governo estadual de responsabilizar os docentes pelos problemas da rede pública de ensino. Não podemos permitir! Além disso, este governo continua ignorando as reivindicações da categoria: cumprimento da data-base; reajuste salarial; incorporação das gratificações, com extensão aos aposentados; concurso público estadual para todos os professores e em todas as disciplinas; respeito à liberdade de cátedra. Reforçar a mobilização é de suma importância para garantirmos direitos e não permitirmos mais ataques por parte do governo estadual. Todos à assembléia em 13 de junho para exigir a revogação do Decreto 53037!

Mobilização conjunta

Na assembléia realizada em 16 de maio, os professores aprovaram um calendário de mobilização. Entre as atividades aprovadas, consta a realização de um ato público unificado da Educação em 20 de junho. Pela gravidade do Decreto 53037, publicado em 28 de maio, a APEOESP deliberou pela realização de uma assembléia no dia 13 para definir as ações contra este ataque do governo José Serra. E no dia 20, o ato público em defesa da escola pública e da valorização dos profissionais será realizado por todas as entidades da Educação.

Local do CER

A reunião extraordinária do Conselho Estadual de Representantes (CER) acontecerá a partir das 9 horas de sexta-feira, 13, no Centro Trasmontano – rua Tabatingüera, 294, próximo à estação Sé do Metrô.

Pressão da APEOESP garante ALE à Fundação CASA

Após pressão da APEOESP e mobilização da categoria, a Secretaria da Educação foi obrigada a estender o Adicional de Local de Exercício a várias unidades escolares que haviam perdido este direito. No último dia 10 de junho, a Secretaria fez publicar duas Resoluções nas quais estende o direito às escolas relacionadas abaixo, e também a todos os Centros de Atendimento Sócio-Educativo da Fundação CASA, antiga Febem. Esta foi uma das exigências feitas pelo presidente da APEOESP, professor Carlos Ramiro, em reunião com a secretária-adjunta da Educação ocorrida em 13 de maio. Extensão do ALE a todas as escolas é uma das reivindicações da campanha salarial e educacional deste ano.

Ação contra desconto de 5% está no Supremo Em função de matéria veiculada recentemente pelo jornal “Agora SP”, muitos professores estão procurando advogados para ajuizar ação individual para reaver os valores descontados a titulo de contribuição previdenciária ocorrida entre os anos de 2003 a 2007. Desde o dia 26 de setembro de 2003, além do desconto de 6% referente à contribuição para o IPESP, o funcionário passou a contribuir com mais 5% para a Previdência. Alertamos os professores que a APEOESP – junto com outras entidades do magistério – ingressou na Justiça no dia 17 de setembro de 2003 com mandado de Segurança coletivo, pleiteando a suspensão da cobrança previdenciária e devolução das parcelas eventualmente descontadas durante a tramitação do processo. Caso seja a decisão favorável, todos os sócios da APEOESP serão beneficiados.

Entrementes, há quem veja a posição do Estado de São Paulo nos índices com bons olhos, muita simpatia, e até celebre a conquista: que o estado mais rico da Federação fique entre os 4 ou 5 melhores em determinado levantamento. É o caso, por exemplo, do parcimonioso Jornal da Tarde, o “Mini-Me” do Estadão…

… SÓ QUE, SACO VAZIO…

Falta de merenda nas escolas estaduais gera protestos no interior de São Paulo

HORA DO POVO, 13 a 17/06/08, ed. 2675

Centenas de estudantes de Araraquara, interior de São Paulo, foram às ruas esta semana em protesto pela falta de merenda escolar nas escolas estaduais. O problema ocorreu devido a falta de merendeiras. Desde julho de 2006, a contratação de merendeiras deixou de ser responsabilidade do município e passou para o Estado. A falta de merenda escolar vem prejudicando cerca de 4 mil alunos.

O estado chamou funcionários concursados, de várias categorias profissionais, mas eles desistiram após saber que a vaga era para merendeira. Em outras escolas, o estado tentou resolver o problema passando recursos para as Associações de Pais e Mestres (APMs) para a contratação de funcionários, mas eles tiveram que ser dispensados porque o Ministério Público julgou a medida irregular.

A primeira manifestação dos estudantes ocorreu na última segunda-feira (9), e contou com a presença dos alunos da Escola Estadual Dr. João Pires de Camargo. O segundo protesto foi realizado no dia seguinte (10), na Escola Estadual Profª. Angelina Lia Rolfsen. “Os estudantes foram às ruas protestar contra a falta de merenda, mas também para reivindicar melhorias na qualidade de ensino”. afirmou o presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara (UMESA), Walter Strozzi Filho.

Segundo a dirigente de Ensino em Araraquara, Maria Nazaré Cuzinato, a falta de merenda nas escolas públicas de Araraquara se deve ao déficit no quadro de funcionários. Segundo ela, o problema deverá ser resolvido na próxima semana mas, por enquanto, as escolas devem remanejar os funcionários de suas funções para cobrir a falta de merendeiras.

Portanto faixas com dizeres como “Abaixo a destruição tucana do ensino em São Paulo”, os alunos, organizados pela UMESA e grêmios estudantis, se posicionaram também em relação às bandeiras da classe estudantil. Foram lembradas a luta contra a “aprovação automática”, pela valorização e melhoria das condições de trabalho dos professores, e contra o “sucateamento que os tucanos vêm promovendo na educação no estado”, como lembrou Walter.

“Não é justo que o estado que detém 32% do PIB nacional não oferte ao menos merenda escolar”, lembrou, Misael Henrique Emilio, secretário-geral da UMESA.

No dia 11, 7 grêmios se reuniram para discutir uma nova paralisação das escolas, agendada para sexta-feira, que culminará com uma grande manifestação. Segundo ele, os estudantes contarão com o apoio da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) nesse novo protesto.


junho 6, 2008

Dilma desmente Denise Abreu, a "Nova Musa do Golpe"

Dilma desmente ex-diretora da Anac que tinha relações ilícitas com aéreas
Hora do Povo, 06.06.08
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, rechaçou as declarações da ex-diretora da Agência Nacional de Aviação (Anac), Denise Abreu, que disse em entrevista que teria havido interferência da ministra no processo de venda da Varig.
“O governo não participou da venda da Varig”, afirmou na quarta-feira, depois de apresentar relatório sobre obras do PAC.
“Destaco que esse tema ( da falência da Varig ) foi tratado no âmbito da Anac. Nós consideramos falsas essas acusações, até porque o processo de falência era público e notório”, acrescentou. “O governo teve grande preocupação com a venda da Varig e a descontinuidade dos serviços, nos demais aspectos respondo dizendo que essas declarações são falsas”, completou Dilma.
A ex-diretora da Anac alegou na entrevista que foi pressionada pela ministra e pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog e da Varig a um fundo americano e seus sócios brasileiros. Segundo ela, foi desestimulada a exigir documentos dos sócios da empresa, contrariando lei que proíbe estrangeiros de ter mais de 20% do capital de companhias aéreas.
Na entrevista, ela surge com um nada original e também sem fundamento conto do “dossiê” que teria sido enviado para ela após sair da Anac.
“Ao ler o dossiê, passei a entender uma série de questionamentos que recebi de deputados durante a CPI do Apagão Aéreo e que na hora eu não havia entendido. Também entendi por que, em 2006, a ministra Dilma afirmou que eu e o Velozo fazíamos lobby para a TAM e o Leur e o Zuanazzi fariam para a Gol”, disse, tentando arremedar o conto do “dossiê”, expediente que os tucanos e a mídia golpista utilizaram no caso dos dados com os gastos de FHC.
A passagem de Denise Abreu pela Anac foi catastrófica. Como exemplo, a ex-diretora foi criticada por familiares das vítimas da queda do avião da Gol, em setembro de 2006, por ter tratado mal e ignorado a dor de quem pedia detalhes da tragédia. “Vocês são inteligentes. O avião caiu de 11.000 metros de altura. O que vocês esperavam? Corpos?”, disse, durante reunião dois dias depois da tragédia.
Em março de 2006, ela assumiu a diretoria de serviços aéreos na então recém-criada Agência. As investigações do acidente com o Airbus da TAM, que matou 199 pessoas em Congonhas, revelaram que ela mantinha relações suspeitas com as empresas que deveria fiscalizar, chegando a ludibriar a Justiça para favorecer as companhias aéreas. Seu irmão, o advogado Olten Abreu Júnior, prestava serviços à TAM.
Nesse período, uma peculiaridade da ex-diretora foi revelada: a de fumar charutos.
Denise Abreu entrou no PSDB em 1995, ocupando a chefia de gabinete de José Guedes, secretário de Saúde de Mário Covas. Passou pelo mesmo cargo na pasta da Assistência Social, onde acompanhava obras da antiga Febem. Em 2003, ganhou um cargo na Casa Civil.

junho 4, 2008

DESMATAMENTO É O NOVO “CAOSAÉREO”

Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada, 03.06.08
Máximas e Mínimas 1153

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

. A nova frente de batalha para derrubar o presidente Lula é o desmatamento da Amazônia.
. O PiG e seus colonistas partem para ela com a fúria que demonstraram, por exemplo, no “caosaéreo”.
.
Clique aqui para ler o verbete “caosaéreo”.
. É a nova crise que vai, finalmente, derrubar o Presidente Lula.
.
Clique aqui para ler “Crise, que crise ? Qualquer crise”.
. Por que o desmatamento é uma crise ideal para o PiG derrubar o Presidente Lula ?
. Porque é fácil atribuir todos os erros ao Governo.
. Porque a causa tem um mártir, Marina Silva.
. Porque o vilão é um aliado do Governo – Blairo Maggi.
. Porque a causa confere aos golpistas um ar, assim, de “modernos”, de que estão ao lado da ciência e da “tecnologia de ponta” no mundo.
. Porque a crise não terá fim.
. Sempre haverá ALGUM desmatamento.
. Porque será possível entregar o Brasil – ou pelo menos a Amazônia – aos americanos, uma tese que corre nos subterrâneos da ideologia do PiG e seus colonistas.
. Afinal, seremos sempre “dependentes”, como disse o Farol de Alexandria na sua fase marxista.
. Porque o “meio ambiente” é um assunto de que o mundo civilizado entende e, diante dele, o Presidente Lula se apresentará – segundo o PiG – como ele é: um “despreparado”.
. Porque o homem do presidente Lula para enfrentar o assunto é um carioca performático.
. E, dentre os cariocas performáticos, o PiG gosta mesmo é do Fernando Gabeira.
. Entre o colete e a sunga, o PiG prefere a sunga
. O PiG já tem solução para o problema.
. Um colonista de “Ciência” (?) da Folha da Tarde (*), encontra a solução ideal: a autoritária.
. Usa o bordão da extrema direita, o do Capitão Nascimento, e diz que o Ministro Minc é “um fanfarrão”.
. Depois, se abraça à coletivização forçada: “não seria mais efetivo prender os donos das terras onde pastam os bois ? Certamente.”
. Certamente.
. Foi o que Stalin fez.
Em tempo: o auto-proclamado colonista especializado em verde da CBN, Sérgio Abranches, proclamou que, sobre o desmatamento, o Governo Lula “não sabe o que fazer”, “não tem alternativa” e “não tem jeito”. A solução, segundo o colonista é “a sociedade” pegar o problema nas mãos e resolvê-lo. Pergunta: qual “sociedade”? Ele e a Miriam Leitão? Ele, a Miriam Leitão e o Al Gore? Ele, a Miriam Leitão, o Al Gore e o General Petraeus, assim que vencer a batalha do Iraque? Ou é melhor, logo, declarar o impeachment e pendurar o presidente Lula numa árvore no meio da selva amazônica, com uma fogueira acesa embaixo?
(*) Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

junho 3, 2008

A briga tá ficando boa: Secretaria de Pesca mostra dados que contradizem Diogo Mainardi. E vai acionar o colunista da vEJA nos Tribunais!!!

Seap divulga nota sobre contratação de Angela Maria Slongo e aciona COLUNISTA DA VEJA, NA JUSTIÇA
Oni Presente, 03.06.08
Leia íntegra da nota divulgada nesta segunda-feira (2) pela Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca a respeito da contratação de Angela Maria Slongo.
Sobre a contratação de Angela Maria Slongo a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca tem a esclarecer: Angela Maria Slongo é pedagoga, servidora concursada da Secretaria Estadual de Educação do Paraná.
Em dezembro de 2006, Angela Maria Slongo foi selecionada pela área técnica para trabalhar no Projeto de Alfabetização dos Pescadores como assistente técnica.
Cedida pelo Estado do Paraná, Angela Slongo foi nomeada na Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca no dia 29 de dezembro de 2006 para o cargo de DAS 102.2. De acordo com a legislação, por ser servidora, recebe 60% do valor deste cargo, R$ 1.511,05 ( um mil e quinhentos e onze reais e cinco centavos ).
A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca nega qualquer vínculo desta contratação às atividades do ex-padre Oliverio Medina, asilado no Brasil.
Nunca houve e não há qualquer tipo de relação desta Secretaria com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia ( FARC ). As ilações e induções sugeridas por colunista da revista “Veja” serão objeto de todas as medidas judiciais cabíveis.
Brasília, 02 de junho de 2008
Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca
Assessoria de Comunicação

Só para registro: a Defesa Civil, donde saiu a informação errada sobre o avião da Pantanal, é subordinada ao Gabinete do Governador?

Não que eu goste de retomar assuntos chatos e nem insinuar o que quer que seja, mas como diz o ditado ( às vezes os ditados estão corretos ),”o Diabo mora nos detalhes“. Sabe como é: “Cautela e caldo de galinha…”.
SP: coronel deixa Defesa Civil após falso acidente
Redação Terra, 29.05.08
O coordenador da Defesa Civil de São Paulo, Jair Pacca de Lima, pediu ontem exoneração do cargo, após o episódio de um falso acidente aéreo em São Paulo, há uma semana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Lima teria sido a autoridade que repassou, de forma incorreta, a informação de que havia um acidente aéreo em Moema. Em vez do acidente, havia um incêndio em uma loja de colchões.
O coronel negou que tivesse confirmado a informação sobre o acidente. Questionado sobre os motivos da saída, ele citou a exoneração do coronel Alberto Silveira, outro integrante de sua equipe.
» Infraero nega queda de avião em SP»

junho 2, 2008

E ainda tem professor que assina Estadão ( e também a vEJA )!

Quem leu os jornais ficou “sabendo” que os professores da rede estadual paulista, quando cansam da escola onde estão, simplesmente vão para outra, sem mais.
Pois, de acordo com a leitura que se tem das matérias publicadas no Estadão ( não lembro a data ), a “rotatividade de professores” estaria em cerca de 40% do quadro docente, o que explica (aí sim ) e com sobra, indubitavelmente, a vergonhosa situação da educação paulista.
O professor, só por maldade, pega uma escola distante 50km de sua casa, para dar suas aulas ( isso quando ele não falta, claro ). Depois de 2 ou 3 dias, ele percebe que o local é um pouco longe. O que fazer? Simples ( para ele, lógico ): é só saír dali e arranjar outra escola. Aí ele escolhe uma que dista 45km de casa. Depois de 2 ou 3 dias, novamente, ele percebe que tal distância está cansando sua beleza. O que fazer? Simples: sair também desta, para melhor: uma escola que fique 40km de sua casa. Depois de 2 ou 3 dias…
Que acharam desta história? Meio exagerada, não? De certa forma, sim, mas não como os parcimoniosos jornais pró-Serra dizem.
Se há professor que “escolhe” um local de trabalho longe de sua residência, é porque, simplesmente, não há opções para ele.
Essa sim, é uma explicação razoável. E verdadeira.
Por quê um professor que reside na Lapa escolheria a Penha, sendo que nem auxílio-transporte o governo estadual lhe paga?
E, dado que a maioria dos docentes têm mais de um emprego, quantas horas ele passaria se deslocando poraí, ainda mais indo de PQP do Leste para Quintos dos Infernos do Oeste?
Pois não há Metrô e nem ônibus suficiente, e nem em locais estratégicos: se você mora em Vila Prudente ( Zona Leste da Capital ), é mais fácil para você alcançar a Vila Mariana, localizada na Zona Sul, do que a Penha, que fica na mesma região de seu bairro, a Zona Leste.
E aí, não parece improvável que alguém “escolha” trabalhar longe de casa, quando “pode” ( sic ) ficar por perto?

junho 1, 2008

Oposição recua e diz que não houve crime na confecção de dossiê na Casa Civil

Consciência Política, 30/05/08
A oposição admitiu que não houve crime no ato da elaboração do banco de dados feito pela Casa Civil sobre gastos do governo Fernando Henrique Cardoso, porque o ilícito seria apenas o vazamento dessas informações pelo ex-secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Pires. A conclusão faz parte do sub-relatório elaborado pela oposição na CPI mista dos Cartões Corporativos, lido nesta quarta-feira e comemorado pelos governistas.
A leitura do sub-relatório dos deputados federais Carlos Sampaio (PSDB-SP) e Índio da Costa (DEM-RJ) fez parte dos procedimentos de encerramento da CPI, cujo relatório final será votado na próxima semana com as conclusões das investigações e possíveis encaminhamentos adicionais como pedidos de investigação ao Ministério Público (MP).
No texto apresentado nesta quarta, Carlos Sampaio e Índio da Costa demonstraram, na prática, um recuo no discurso adotado durante a os últimos meses na CPI, quando acusavam autoridades e servidores da Casa Civil de terem cometido crimes aos usarem dados públicos para montar um dossiê com objetivos políticos. O sub-relatório sequer citou os nomes da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e seu braço direito, Erenice Guerra, atacadas meses a fio como responsáveis e coordenadoras pelo dossiê.
“(…) Deixamos de propor o indiciamento daqueles que entendemos envolvidos, pois a própria Polícia Federal já indiciou o sr. José Aparecido Nunes Pires e, no tocante aos demais servidores envolvidos, suas condutas não caracteriza ilícito, mas sim atos de improbidade administrativa que já estão sendo analisados pela Procuradoria da República no Distrito Federal”, escreveram os sub-relatores.
Os deputados Carlos Sampaio e Índio da Costa também recomendaram que o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), remeta as conclusões sobre o caso dossiê para ajudar no inquérito aberto pela PF sobre o assunto.
Os parlamentares governistas consideraram uma vitória a omissão do nome de Dilma Rousseff e Erenice Guerra, além do texto ponderado, sem ataques ou pedidos de indiciamento.
“Neste momento eles afastaram todos os ‘fantasmas’ sobre a Presidência da República. É uma prova inquívoca de que o dossiê não existiu, e que a ministra Dilma e Erenice não tinham nada a ver com isso”, comemorou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos governistas mais combativos na CPI.
O relator da comissão, Luiz Sérgio, comentou que “os sub-relatores hoje reafirmaram minha convicção de que o dossiê serviu num período de disputa política, mas não há nenhum dado consistente para incriminar quem quer que seja na Casa Civil, a não ser José Aparecido Pires, porque foi do computador dele que saiu o dossiê”.
Questionado por que não havia citado o nome de autoridades após tantos meses de ataques da oposição, o sub-relator Índio da Costa demonstrou irritação. “Uma coisa é a vontade de bater no governo, e isso eu tenho muita, outra coisa é ser irresponsável, e isso não posso ser”, desconversou.

maio 31, 2008

Antídoto: para impedir que a fragmentação, imposta pelo PIG ao assunto, cause desatenção, foi criado blog sobre CASO ALSTOM

Estão de parabéns! Muito bem sacado.
Percebendo que a técnica do imprensalão [ para impedir que escândalos ( mais um... ) bilionários que tenham, entre os suspeitos, investigados e envolvidos, figurões da holding PSDB/DEM sejam devidamente percebidos pela população na importância que o assunto merece ] é fragmentar, fragmentar e f r a g m e n t a r, blogueiros criam espaço exclusivo para tratar do andamento das investigações e demais informações pertinentes ao caso, conforme surjam.
Pois, com a tal técnica de fragmentação utilizada pelo imprensalão, os quaquilhões movimentados nas tramas protagonizadas pelos tucanos do DEMo se tornam tostões insignificantes.
O endereço é: http://tucanoalstom.blogspot.com/
Desde já, indispensável.

maio 29, 2008

Suposta fonte de acidente aéreo inexistente cai, sem colchões para ampará-lo na queda. Quem deu a notícia sem checar continua empregado.

Coordenador deixa Defesa Civil após falso acidente aéreo
Último Segundo, 29.05.08
O coordenador da Defesa Civil, Jair Pacca de Lima, pediu ontem exoneração do cargo. Ele foi apontado por emissoras de televisão como a autoridade que confirmou um acidente aéreo, há uma semana, em Moema, na zona sul de São Paulo. Em vez de um acidente, o que ocorreu foi um incêndio em uma loja de colchões.
O incêndio que deixou duas pessoas feridas e atrapalhou o trânsito na região do Aeroporto de Congonhas chegou a ser noticiado como uma queda de aeronave.
A Record News e a Record acusaram a Defesa Civil de ser a fonte. “Nunca confirmei nada disso. Nem poderia dar essa informação”, disse Lima.
Questionado sobre os motivos da saída, ele citou a exoneração do coronel Alberto Silveira, outro integrante de sua equipe. Pacca de Lima coordenou, no ano passado, os trabalhos de resgate nos acidentes da cratera do Metrô, em Pinheiros, e da TAM, em Congonhas. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
MMMmmm…
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