Pessoal, achei o texto a seguir meio confuso, a começar do título meio golpista. Diz-se que o tal sinal vinha a partir de fora do terceiro andar do prédio do STF, onde fica o gabinete do Gilmar Mendes. A mim não pareceu que o funcionário do próprio STF teria confirmado nada que pudesse ser definitivo. Digo, nada que o imprensalão possa explorar como sendo uma “prova definitiva e incontestável do Estado Policial que se tornou o Brasil”.
Aliás, tem sim: curiosamente, o aparelho usado pela Segurança do STF para a varredura, é justamente aquele que disseram, a Abin usava para fazer grampos. Aliás, não sei quem “disseram”, já que o Gilmar Mendes afirmou que ninguém acusou a Abin de, supostamente, fazer supostos grampos supostamente ilegais [ link para folheto explicativo, em espanhol, sobre o OSCOR 5000E, oferecido pelo fabricante do dito cujo ] .
Funcionário do STF confirma à CPI dos grampos escuta ilegal no gabinete de Gilmar Mendes
Agência Brasil , 14.10.08
Brasília - O chefe da seção de operações especiais da secretaria de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), Aílton Carvalho de Queiroz, confirmou hoje (14) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara, que, durante uma operação de varredura, foi identificado “um alerta máximo de provável escuta ilegal”.
No dia 10 de julho deste ano [ OBS: dois dias após a prisão de Daniel Dantas e outros, durante a Operação Satiagraha - Veja aqui ], o sinal foi identificado como vindo do lado de fora do terceiro andar do prédio do STF, que é onde estão situados os gabinetes do presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, e da assessoria geral da presidência. No entanto, Queiroz afirmou que não foi possível identificar o transmissor do suposto grampo.
“Do lado de fora do prédio [do STF] estava cheio de carros, inclusive da imprensa, porque era dia de uma decisão importante do tribunal. O aparelho aponta a direção do possível transmissor, mas como estava vindo do lado de fora, não conseguimos identificá-lo”, disse Queiroz.
Embora o Judiciário estivesse em recesso no mês de julho, o presidente Gilmar Mendes estava envolvido com a decisão de concessão de habeas corpus a pessoas presas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, entre elas o banqueiro Daniel Dantas.
Ele disse, ainda, que o aparelho utilizado pelo STF para fazer varreduras é o Oscor 5000E, um correcionador de rádio-freqüência. Ele disse à CPI que, em quinze anos trabalhando na segurança do tribunal, foi a primeira vez que o aparelho indicou nível 5 (que é o máximo grau) para provável escuta.
Brasília - O chefe da seção de operações especiais da secretaria de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF), Aílton Carvalho de Queiroz, confirmou hoje (14) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas da Câmara, que, durante uma operação de varredura, foi identificado “um alerta máximo de provável escuta ilegal”.
No dia 10 de julho deste ano [ OBS: dois dias após a prisão de Daniel Dantas e outros, durante a Operação Satiagraha - Veja aqui ], o sinal foi identificado como vindo do lado de fora do terceiro andar do prédio do STF, que é onde estão situados os gabinetes do presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, e da assessoria geral da presidência. No entanto, Queiroz afirmou que não foi possível identificar o transmissor do suposto grampo.
“Do lado de fora do prédio [do STF] estava cheio de carros, inclusive da imprensa, porque era dia de uma decisão importante do tribunal. O aparelho aponta a direção do possível transmissor, mas como estava vindo do lado de fora, não conseguimos identificá-lo”, disse Queiroz.
Embora o Judiciário estivesse em recesso no mês de julho, o presidente Gilmar Mendes estava envolvido com a decisão de concessão de habeas corpus a pessoas presas na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, entre elas o banqueiro Daniel Dantas.
Ele disse, ainda, que o aparelho utilizado pelo STF para fazer varreduras é o Oscor 5000E, um correcionador de rádio-freqüência. Ele disse à CPI que, em quinze anos trabalhando na segurança do tribunal, foi a primeira vez que o aparelho indicou nível 5 (que é o máximo grau) para provável escuta.
General Felix diz que sabia da impossibilidade da Abin de grampear telefones
Brasília - O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Armando Felix, disse hoje (14) que não ficou surpreso com o resultado de laudo da Polícia Federal , que concluiu pela impossibilidade de os equipamentos usados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) serem usados para grampear telefones.
Ele ressalvou, porém, que não pode fazer juízo de valor sobre a questão, e disse que só vai se manifestar quando forem concluídos os dois inquéritos da Polícia Federal, abertos por determinação do Ministério da Justiça. Os inquéritos investigam gravações telefônicas feitas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuídas à Abin. Segundo o general, a Polícia Federal deverá trabalhar sem nenhuma pressão para concluir as investigações.
Felix disse que não ficou surpreso com o laudo porque conhece o diretor afastado da agência Paulo Lacerda e as pessoas que trabalham com ele. Sobre a lista de compras de equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência que está em poder da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, o general argumentou que não cabe ao gabinete divulgar o que a Abin tem ou deixa de ter.
Segundo ele, em se tratando de uma agência de Estado de Inteligência, “ela não deve ficar anunciando o seu preparo ou deficiência, sob pena de ver minada a própria estratégia de trabalho. Nenhum país mostra sua força ou fraqueza nessa área e não podemos ser exceção”.
O general disse que a Abin precisa aperfeiçoar seu trabalho, em vista da importância da função que precisa ter. No concurso público realizado pela agência há 800 candidatos por vaga.
“Isso vai permitir que sejam admitidas pessoas do mais elevado gabarito”.
Sobre a volta de Paulo Lacerda à direção da Abin, o general disse que o dirigente e outros servidores foram afastados porque “a boa ética indicava isso”, mas no final dos inquéritos caberá ao presidente da República qualquer decisão sobre a recondução.
Armando Felix participou do Congresso de Segurança da Informação e Comunicações do Governo Federal, que começou hoje e termina amanhã, no Conjunto Cultural da Caixa.
Brasília - O chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Armando Felix, disse hoje (14) que não ficou surpreso com o resultado de laudo da Polícia Federal , que concluiu pela impossibilidade de os equipamentos usados pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) serem usados para grampear telefones.
Ele ressalvou, porém, que não pode fazer juízo de valor sobre a questão, e disse que só vai se manifestar quando forem concluídos os dois inquéritos da Polícia Federal, abertos por determinação do Ministério da Justiça. Os inquéritos investigam gravações telefônicas feitas na sede do Supremo Tribunal Federal (STF), atribuídas à Abin. Segundo o general, a Polícia Federal deverá trabalhar sem nenhuma pressão para concluir as investigações.
Felix disse que não ficou surpreso com o laudo porque conhece o diretor afastado da agência Paulo Lacerda e as pessoas que trabalham com ele. Sobre a lista de compras de equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência que está em poder da Comissão Parlamentar de Inquérito das Escutas Telefônicas, o general argumentou que não cabe ao gabinete divulgar o que a Abin tem ou deixa de ter.
Segundo ele, em se tratando de uma agência de Estado de Inteligência, “ela não deve ficar anunciando o seu preparo ou deficiência, sob pena de ver minada a própria estratégia de trabalho. Nenhum país mostra sua força ou fraqueza nessa área e não podemos ser exceção”.
O general disse que a Abin precisa aperfeiçoar seu trabalho, em vista da importância da função que precisa ter. No concurso público realizado pela agência há 800 candidatos por vaga.
“Isso vai permitir que sejam admitidas pessoas do mais elevado gabarito”.
Sobre a volta de Paulo Lacerda à direção da Abin, o general disse que o dirigente e outros servidores foram afastados porque “a boa ética indicava isso”, mas no final dos inquéritos caberá ao presidente da República qualquer decisão sobre a recondução.
Armando Felix participou do Congresso de Segurança da Informação e Comunicações do Governo Federal, que começou hoje e termina amanhã, no Conjunto Cultural da Caixa.
MAIS ANTIGAS:
Agência Brasil, 10.10.08
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender Paulo Lacerda, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que está afastado no cargo. Porém Lula não informou se Lacerda voltará à função.
“Paulo é um extrodinário profissional brasileiro. Ele foi afastado para garantir a honradez dele. Quando o laudo [dos equipamentos de escuta] chegar na minha mão, vou tomar a decisão”, disse hoje (10) em entrevista a agências de notícias, no Palácio do Planalto.
Lacerda foi afastado da direção da Abin diante da suspeita de que a agência, subordinada à Presidência da República, teria grampeado conversas telefônicas de autoridades dos Três Poderes, entre elas, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender Paulo Lacerda, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que está afastado no cargo. Porém Lula não informou se Lacerda voltará à função.
“Paulo é um extrodinário profissional brasileiro. Ele foi afastado para garantir a honradez dele. Quando o laudo [dos equipamentos de escuta] chegar na minha mão, vou tomar a decisão”, disse hoje (10) em entrevista a agências de notícias, no Palácio do Planalto.
Lacerda foi afastado da direção da Abin diante da suspeita de que a agência, subordinada à Presidência da República, teria grampeado conversas telefônicas de autoridades dos Três Poderes, entre elas, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
Agência Brasil, 08.09.08
Brasília - O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou hoje (8) que é impossível transformar o Oscor 5000, aparelho de fabricação americana utilizado para detectar escutas, num instrumento para a realização de gravações clandestinas. O Senado tem dois aparelhos desse tipo. Um deles foi enviado aos Estados Unidos para atualização.
“Nós temos equipamentos que as pessoas estão dizendo que faz grampos. O Oscor 5000 não faz grampos, nem com outro equipamento acoplado. Quem estiver falando alguma coisa diferente disso está falando uma inverdade”, afirmou o diretor.
O aparelho do Senado é idêntico ao que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem e que teria sido utilizado para a realização de escutas clandestinas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e parlamentares, inclusive o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho.
No caso das supostas escutas realizadas clandestinamente, Pedro Ricardo Araújo avalia que o responsável deve ter adquirido outro equipamento que não o Oscor 5000.
“Se você verificar o manual do fabricante vai ver que não há como decodificá-lo”, explicou.
Ele disse que existe uma aparelho de fabricação israelense capaz de grampear facilmente telefones celulares. Em forma de maleta, como o Oscor 5000, cadastra um determinado número telefônico de celular e toda vez que o telefone for usado as conversas são automaticamente gravadas.
Brasília - O diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo, afirmou hoje (8) que é impossível transformar o Oscor 5000, aparelho de fabricação americana utilizado para detectar escutas, num instrumento para a realização de gravações clandestinas. O Senado tem dois aparelhos desse tipo. Um deles foi enviado aos Estados Unidos para atualização.
“Nós temos equipamentos que as pessoas estão dizendo que faz grampos. O Oscor 5000 não faz grampos, nem com outro equipamento acoplado. Quem estiver falando alguma coisa diferente disso está falando uma inverdade”, afirmou o diretor.
O aparelho do Senado é idêntico ao que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) tem e que teria sido utilizado para a realização de escutas clandestinas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e parlamentares, inclusive o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho.
No caso das supostas escutas realizadas clandestinamente, Pedro Ricardo Araújo avalia que o responsável deve ter adquirido outro equipamento que não o Oscor 5000.
“Se você verificar o manual do fabricante vai ver que não há como decodificá-lo”, explicou.
Ele disse que existe uma aparelho de fabricação israelense capaz de grampear facilmente telefones celulares. Em forma de maleta, como o Oscor 5000, cadastra um determinado número telefônico de celular e toda vez que o telefone for usado as conversas são automaticamente gravadas.

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