Eu vivo “zappeando” no rádio também. E, às vezes, acabo encontrando algo que me agrade na Kiss FM ( já tratei disso, anteriormente ). No horário das 18hs, o locutor, algumas vezes, entrevista alguém. Outro dia foi um vendedor de carros. Tipo, o “Honesto Joe”. É que a GM paga publicidade na rádio. Só que alguém deve ter concluído que apenas os spots comerciais não seiam suficientes. Gozado é que, no horário em questão, o progarma se propõe a informar, dar notícias. Se, pela manhã, o rockeiro bagaceira pode ser despertado com músicas e notícias do mercado financeiro ( Juropordeus!! ), à noite, ao voltar para casa, fica sabendo quantos quilômetros de congestionamento há em São Paulo, naquele momento. Enquanto fica preso nalgum ponto qualquer da cidade, curtindo um rock, pode também se interar das promoções de alguma concessionária da GM. Sabe como é, trocar de carro para ficar imobilizado no trânsito está no DNA paulistano. Há quem represente o papel direitinho, sem questioná-lo.
Enfim, o “titio” que apresenta o programa teve, como convidado, o cidadão Oscar Maroni, que dispensa apresentações.
Perguntado pelo “titio”, ele respondeu que era “rockeiro” ( até mesmo os convidados que estão lá, com o único propósito de vender seus automóveis, têm de responder a essa pergunta; se não, fica maus, né? ), e adorava o lado “irreverente” do rock; citou Elvis Presley, como um dos seus ídolos. Elvis era “irreverente” mesmo. Afinal, só mesmo um “loucaço” e “piradão”, ofereceria seu talento e serviços ao FBI e a Nixon, como fez o gordão viciado em pílulas e sanduíche de salame com pasta de amendoim. Isso, com a Guerra do Vietnã em andamento, os movimentos pelos Direitos Civis, os Panteras Negras e tudo o mais pelo qual passava a América. Sem contar os hippies e tendo o rock – também – como trilha sonora. Rock’n'Roll, baby!! Abaixo o sistema!
Bem, confesso que não prestei muita atenção, e não escutei a mais do que 5 ou 6 perguntas e respostas.
Achei que ele havia desistido, mas o Maroni é candidato nestas eleições ( acho que a vereador ); disse ele que “ELES” ( ‘us pulíticus’ ) estão fudidos ( palavras dele ) se ele conseguir ser eleito. O que ele quis dizer com isso? O cara, antes de mais nada, é mais um “Cacareco”, como também a Condessa Scarpa e Rafael Ilha. O que ele, Maroni, fará, que causará tanto frisson no meio político? Acabei de pensar o seguinte: ele deve ter várias capivaras de personalidades importantes, inclusive da política. O camarada vai lá, no Bahamas – um lugar onde o proprietário sempre faz questão de reafirmar, não é prostíbulo de luxo – tomar um chá e jogar gamão e acaba sendo filmado, gravado e fotografado pelas meninas do cast da casa. Aí, é só guardar para um momento mais apropriado. Deve ser isso. Mas são só elucubrações, desculpem…
Jogando para a torcida, lançou mão do velho lugar-comum, generalizando o comportamento dos políticos. Para ganhar o eleitor na “conversa anti-político”. Com o Collor e o Jânio foi assim. Enéas Carneiro e sua cartilha milionária. Me parece, e posso estar enganado, que o sujeito só passou a se interessar ( entre aspas ) pela arte de fzer política, após ter seu estabelecimento comercial fechado pela Prefeitura, na esteira no acidente com o avião da TAM, em Congonhas. Não é muito diferente de vários outros que têm seus interesses contrariados e enveredam pela política. Deveria pôr, também, na conta do imprensalão, que usou o suposto apagão aéreo para derrubar o Lula de qualquer maneira, e involuntariamente, colheu o Maroni de roldão.
Bom, não quero falar besteira, não conheço suas propostas e quero que se dane.
Em seguida, tirando o fato dele fazer questão de contar suas conquistas sexuais, algo de interesse de toda a sociedade brasileira, ficamos sabendo que ele também tem um lado “família”, e ele fez questão de ressaltá-lo. Aliás, estranho isso. Como psicólogo mas, também, empresário no ramo do relax masculino, que razão ele teria para frisar esta condição, a não ser o receio de desagradar possíveis eleitores? Vejam o Gaiarsa, sempre advogando que a família é uma desgraça. Mas o Gaiarsa não ganha mundos e mundos de grana com a prostituição alheia. Se o fizesse, estaria dentro de sua coerência e visão das coisas. Sinto, sssiiimmmm, o cheiro da hipocrisia de Maroni. O Mílton Neves da noite paulistana, mas que ama sua família.
Por exemplo: sabiam que ele tem uma filha ( acho que 26 ou 27 anos de idade ) que está prestes a dar-lhe um neto? Pois é. O vovô coruja também aprecia as delícias de ter uma família.
Pelo que consta, esta filha não trabalha no Bahamas, e não deve ter dado para 1500 ou 2000 homens em sua vida. Pois é possível que papai, o último dos rebeldes, não gostasse disso. Penso eu. Geralmente, os pais têm um ciúme danado das filhinhas, e não gostam de imaginá-las pondo a boca onde não deveriam. Serem fotografadas fazendo isso com vários rapazes, nem pensar. É sujo. Tripla penetração, não importa o preço do cachê, é só para a filha dos outros. Dos meus, cuido eu.
Bom, para quem não ouviu a entrevista inteira, já falei demais. Deixa para lá. Nesse eu não voto.

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