ENCALHE

setembro 3, 2009

Parlamento iraniano aprova maioria dos ministros de Ahmadinejad

Filed under: Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Servílio Gentil Lavapés @ 10:21 pm
Parlamento iraniano aprova maioria dos ministros de Ahmadinejad
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O Parlamento iraniano aprovou a maioria das escolhas de Mahmoud Ahmadinejad para o Governo.
O polémico presidente teve um voto de confiança por parte do poder legislativo de Teerão que deu luz verde a 18 nomes, incluindo uma mulher, e rejeitou três propostas.
Discursando perante a Assembleia, Ahmadinejad não deixou de se dirigir aos opositores políticos que desde a contestada eleição de Junho têm sido alvo da justiça iraniana.
“Sabem que os nossos inimigos se esforçaram para diminuir a autoridade nacional do Irão. Penso que é apropriado que os representantes do povo lhes dêem uma resposta esmagadora que os deixe desapontados”, declarou.
Entre os novos ministros, o nome que mais impacto terá a nível internacional é o de Ahmad Vahidi. O recém-nomeado ministro da Defesa é procurado pela Interpol desde 2007. Vahidi é acusado de actos terroristas em países como Israel ou a Argentina que o ligam a atentados contra a vida de dezenas de pessoas.
Pela primeira vez em trinta anos, o Irão tem uma mulher no Governo. Marzieh Vahid Dastjerdi tem 56 anos e é ginecologista. A futura ministra da saúde defende que as mulheres sejam vistas apenas por médicas.
Para o estratégico ministério do Petróleo, a escolha recaiu em Massou Mirkazemi. Isto apesar de o seu nome ter sido objecto de alguma resistência por parte de vários parlamentares que o acusaram de incompetência quando liderava a pasta do Comércio.

junho 24, 2009

Jimmy Carter entra de vez na luta pela paz no Oriente Médio. Mas, no meio do caminho tinha um Israel…

Filed under: Barack Obama, Ezra Nawi, Irã, Israel, Jimmy Carter, Oriente Médio — Humberto @ 1:30 am
Que coisa. Bem no momento em que há aquele quiproquó no Irã, ocupando todo o noticiário sobre o Oriente Médio. Teria uma coisa a ver ( diretamente ) com a outra [ Ver: "Netanyahu: Change in Iran could bring peaceful Israel ties", Reuters, 22.06 ]? Assim, com a onipresença da cobertura do PIG sobre a questão eleitoral iraniana, monopolizando as atenções, fica difícil para o mundo acompanhar a história do ativista israelense Ezra Nawi [ Ver: Help Israeli Human Rights Activist Ezra Nawi ], prestes a ser julgado – no mês de Julho – , sob a acusação de violação da lei e atacar um policial, quando este último estava derrubando uma casa palestina, com um bulldozer, em 2007. Há um vídeo [ Disponível no site "Help Israeli..." ] de 3 minutos no You Tube mostrando a ação israelense da expulsão dos moradores, a derrubada da casa, a resistência – pacífica – do ativista e sua conseqüente prisão. Para quem gosta de vídeos fortes e “símbolos de luta”.
EUA-ORIENTE MÉDIO: Ex-presidente Jimmy Carter se soma à estratégia de Obama
Helena Cobban
Washington, 23/06/2009, (IPS) – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e o enviado especial ao Oriente Médio, George Mithcell, trabalham firmemente desde janeiro em sua estratégia para conseguir um completo e sustentável acordo de paz entre árabes e israelenses. E agora contam também com o apoio de uma influente figura: o ex-presidente Jimmy Carter (1977-1981). Como Mithcell, Carter acaba de voltar de uma intensa viagem pelo Oriente Médio. A IPS soube, que o ex-presidente fez uma resenha a funcionários do governo Obama sobre sua visita.
Ao contrário de Mitchell, Carter visitou Gaza, onde viu os grandes danos causados pela última ofensiva israelense em dezembro e janeiro. Reuniu-se com líderes em Gaza, Cisjordânia e Síria, enquanto em Israel se encontrou com o gabinete de segurança e com o destacado líder colono Shaul Coldstein. Oficialmente, a secretária Clinton se manteve notavelmente firme na semana passada na demanda de Israel para que congele a construção de assentamentos nos territórios palestinos ocupados, rechaçando as sugestões de funcionários israelenses de que deveria haver uma exceção para o que consideram “crescimento natural” das colônias.
Na quinta-feira foi divulgada a notícia de que, no final de maio, o governo de Obama enviou uma firme e formal “nota diplomática” a Israel protestando pelo severo cerco que mantém sobre os 1,5 milhão de habitantes de Gaza, exigindo que permitisse a entrada de mais artigos essenciais [ Ver: "U.S. ups pressure on Israel to end Gaza blockade", Haaretz, 22.06 ] . Um jornalista do jornal israelense Haaretz informou que a nota norte-americana pedia a entrada de alimentos, remédios e dinheiro em Gaza, além de material de construção básico necessário com urgência para reconstruir as milhares de casas e outras estruturas destruídas na última guerra.
A campanha de Washington contra novas colônias judias foi sustentada e clara há alguns meses, embora críticos afirmem que o discurso ainda não foi acompanhado por medidas para responsabilizar Israel. Ao acrescentar a situação de Gaza à sua lista de expressas preocupações, a Casa Branca parece, em maio, ter se aproximado de uma grande diferença com o governo de Israel sobre o processo de paz. Um ex-alto funcionário dos Estados Unidos que por muitos anos pressionou por uma ação maior de seu país no Oriente Médio disse à IPS que Obama deveria ter agido mais rápido e avançado ainda mais para vencer o “grande” desafio de um acordo de paz final entre Israel e seus três vizinhos árabes com os quais manteria sérios conflitos: Palestina, Síria e Líbano.
Mas a fonte afirmou que o presidente seguramente achou mais conveniente um enfoque “lento e firme”. “De fato, o bom apoio com que Obama conta em seu país por sua política árabes-israelense parece afirmar-se e até mesmo crescer. Então, talvez sua estratégia esteja funcionando bem, apesar de tudo”, admitiu. Carter também trabalhou incansavelmente durante décadas por uma paz árabe-isralense. Na quarta-feira, o ex-presidente de 84 anos culminou sua extenuante viagem de duas semanas por Líbano, Síria, Israel, Cisjordânia e Gaza. Um dia depois de seu regresso, reuniu-se com funcionários de Washington. Esse encontro marcou a mudança da importância e do status de Carter na era Obama.
As visitas que fez ao Oriente Médio durante o governo de George W. Bush foram apenas toleradas por essa administração, da qual se manteve distante. Em sua última visita ao Líbano, Carter presidiu uma equipe de 60 observadores enviados pelo Centro Carter, que fundou e é presidente, para acompanhar de perto as eleições nesse país na semana passada. Robert Pastor, assessor do Centro, disse à IPS que tanto a missão de observadores como as próprias eleições funcionaram corretamente. “Se todos os partidos aceitam o resultado de uma eleição, isso a faz ser um sucesso”, disse.
Pastor, que organizou e presidiu dezenas de missões de observação em eleições de todo o mundo durante 25 anos com o Centro Carter, disse à IPS que agora está plenamente convencido de que o xiita Hezbola (Partido de Deus) “está mais comprometido com o processo político libanês do que em manter suas hostilidades contra Israel”. Na Síria, Carter e Pastor se reuniram com o presidente Bashar al Assad e com outros funcionários. Pastor afirmou que esses encontros, como os de Mitchell com o presidente sírio pouco depois, ajudaram a identificar s vias para melhorar as danificadas relações entre os dois países. Mas foi nas reuniões que Carter teve em Damasco com o chefe do Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), Khaled Meshaal, e em Gaza com o eleito primeiro-ministro Ismail Haniyyeh, também desse grupo, onde se trataram os temas mais polêmicos de toda sua viagem.
Antes, Carter se reunira com Meshaal em Damasco pelo menos duas vezes. Depois, ele e Pastor encabeçaram uma missão do Centro Carter para supervisionar as eleições parlamentares palestinas na Cisjordânia e em Gaza. Essas foram as primeiras eleições palestinas com participação do Hamas, que como o Hezbola ainda integra a “lista de terrorista” do Departamento de Estado. Todas as equipes de observadores concluíram que as eleições forma livres e justas e que o Hamas vencera. Mas, Israel e o governo Bush se negaram a negociar com o governo eleito. Os israelenses, com forte apoio de Washington, impuseram seu cerco a Gaza. Em abril de 2008, Carter e Pastor serviram de ligação para importantes mensagens entre Hamas e Israel que ajudaram a promover um acordo para um cessar-fogo de seis meses e que entrou em vigor dois meses depois. Se manteve com sucesso até novembro, mas não foi renovado.
IPS/Envolverde*
Helena Cobban é experiente analista e escritora sobre o Oriente Médio. Seu blog é: www.JustWorldNews.org.
(FIN/2009)

"Os platinados e as contradições anti-iranianas", por Miguel do Rosário

Filed under: Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Humberto @ 12:19 am
Consigo manter-me distante da estática produzida pelo imprensalão a respeito das eleições no Irã. Além disso, não conheço muito bem a história do país. O que sei não encheria um dedal. O que li, já esqueci. Hoje, tendo um tempinho e um computador disponíveis, achei por bem tentar saber o que os colegas ( não é “coleguinhas”, um vulgo dirigido a jornalistas ) blogueiros estão falando sobre a encrenca. Achei esse aqui, do Miguel do Rosário, postado ainda em 18 de Junho, que considerei bacana. E surrupiei, pois. Farei o seguinte, além disso: ao longo do texto, se eu pensar nalguma coisa, inserirei uns parêntesis ou comentários, esperando não estragar o texto do Miguel…
OS PLATINADOS E AS CONTRADIÇÕES ANTI-IRANIANAS
Miguel do Rosário
Daí que o Globo (e creio que seus primos paulistas enveredam pelo mesmo caminho) mergulhou de cabeça na campanha patrocinada pelo lobby armamentista para demonizar o Irã. Obama terá trabalho pra segurar o chifre desse touro brabo. Até aí eu entendo. Desde sua fundação, o Globo é cupincha servil dos interesses americanos, que os Marinho sempre colocaram muito acima dos interesses nacionais. O engraçado, e infantil, dessa história, é a tentativa de meter o Lula no imbróglio. Na terça ou quarta-feira (dia 16 ou 17 de junho), a primeira página da seção Mundo trazia um manchetão dizendo que o presidente brasileiro apóia Ahmadinejad, o mandatário iraniano reeleito com uma vitória esmagadora nas eleições realizadas semana passada. Manchete mentirosa, como sempre. Lula apenas dissera que as manifestações de rua no país eram choro de derrotados, e que não havia provas de fraude. Ora, é a pura verdade.
Não tenho nenhuma predileção por Ahmadinejad, embora eu confesse que estou quase chegando ao ponto em que tudo que o Globo diz que é bom, eu acho o contrário. Se o Globo é contra o Ahmadinejad, eu sou a favor. Do jeito que a coisa vai, em breve será muito fácil ter uma opinião política: ler o jornal de cabeça pra baixo. Bem, isso é ironia, desculpem-me.
Os platinados voltam à carga hoje. Só por ter feito observações lógicas sobre a necessidade de se respeitar um processo eleitoral, Lula virou o maior apoiador mundial de Ahmadinejad. É sempre assim. Todos os demônios (na opinião do Globo) do mundo são aliados de Lula. Em tudo de mal que acontece no planeta, lá está o dedinho do (ex) barbudo. Daqui a pouco vão dizer que Lula é culpado pela morte daquele jornalista da Folha, assassinado esta semana por Obama durante uma entrevista para a televisão. Vocês viram que espetáculo? Obama matou a mosca! Mas o PIG nacional irá dizer que foi o sapo (ex) barbudo que esticou sua língua, lá do outro lado do mundo, para apanhar o inseto.
Ahmadinejad foi eleito democraticamente em sufrágio universal. Alguém contestou a primeira eleição? Não, né? Ora, um presidente eleito uma vez com enorme vantagem sobre o adversário pode ser eleito uma segunda sobre outro concorrente. Se houve fraude, as instituições iranianas irão dizer. Não é grupinho de Twitter com alguns milhares [ Comentário dest blog: Eu juro que não sabia que há pessoas intimamente conhecedoras destas novas tecnologias no Irã. Muito preconceito de minha parte. É que eu imagino o Irão como sendo uma montanha afegã, inóspita e totalmente policiada por uma polícia político-religiosa. Culpa do imprensalão eu pensar assim. Além disso, visto que a sombra de uma polícia secreta paira sobre a sociedade iraniana, há décadas, como a tal oposição fez para arregimentar pessoas corajosas que se propusessem enfrentar destemidamente um sistema tão totalitario e violento? Na época do Salman Rushdie as coisas eram bem mais difíceis ] de seguidores que decide eleição num país com 70 milhões de pessoas. Um colunista americano, em artigo traduzido e publicado no Globo, disse que o Facebook do adversário do Ahmadinejad já tem 50 mil participantes, e que isso encheria qualquer “mesquita”. Oh, que sociologia profunda! Alguém deveria avisar a este senhor que a comunidade brasileira Leu na Veja, Azar Seu! tem 60 mil participantes, a comunidade Eu Odeio Acordar Cedo tem 3,8 milhões de participantes, e ninguém cogita dar algum valor eleitoral a isso.
Se o adversário de Ahmadinejad não confia nas instituições democráticas iranianas não deveria ter participado do pleito. A sua atitude radical de, desde o início, negar o resultado, me soou extremamente golpista [ NdB : Exatamente. E previamente calculada. ] e antidemocrática. As pesquisas de intenção de voto sempre apontaram o atual presidente como favorito. Por que o espanto em torno do resultado?
A mídia brasileira, em vez de atacar gratuitamente o governo iraniano, deveria procurar informações sobre a metodologia usada nas eleições do Irã, para que pudéssemos ter alguma idéia sobre a veracidade das acusações de fraude [ NdB: O Dave Letterman disse que as urnas sob suspeição foram "devolvidas à Flórida"!! Ahahaha ]. A diferença em favor de Ahmadinejad foi brutal, então a fraude teria que ser brutal. Quando o atual presidente do México ganhou as eleições sobre o candidato de esquerda por uma margem de apenas 1%, e milhares de mexicanos foram às ruas protestar, não vi mídia dar nenhum destaque ao fato [ NdB: Excelente, Miguel, muito bem lembrado! ]. Eu mesmo não vi o protesto mexicano com bons olhos. Protesto de perdedor não vale. Se a sociedade não confia nas instituições democráticas de um país, que vá às ruas antes do pleito, pedindo auditorias independentes e observadores internacionais. Aliás, queria saber isso. Houve observadores internacionais no Irã? A mídia não informa nada. Aqui no Rio, milhares de gabeiristas foram à Cinelândia protestar contra a derrota de seu candidato nas últimas eleições municipais – palhaçada de elite arrogante que não admite perder. Diante do que li sobre a divisão classista iraniana, suspeito de um fenômeno similar [ NdB: Ocorreram distúrbios e até mortes. Ontem, na TV, o apresentador dum telejornal que eu via de relance, falou daquela moça que morreu - dizendo que é uma "imagem símbolo" da luta, ou seja lá o que for. Meio previsível, parece que se buscou isso, uma "imagem símbolo", o resto das "moscas" embarcou. A imagem foi filmada por um celular ( OBS: porra, até iraniano tem celular para uma conveniência dessas; pensei que as pessoas de lá fossem pobres e/ ou proibidas de possuir tecnologias "ocidentais" ). A Associated Press disse, então, que ainda seria impossível apontar autores, devido à limitação imposta à imprensa internacional pelo Irã. Sendo assim, deve haver outros fatos, alguns amplamente divulgados, que talvez ainda não fossem, devido às tais restrições, muito confiáveis. Vamos esperar. ]
Entretanto, o fato do Irã ter aceito fazer a recontagem é um excelente sinal. Caso a vitória seja confirmada, quem irá pedir desculpas ao mal causado à imagem das instituições iranianas e suas autoridades, acusadas de desonestidade?
Ah, morreram seis pessoas durante os protestos. É uma lástima. Mas a polícia de São Paulo mata algumas dezenas de pessoas por semana e a mídia não fala nada. Jovens protestam pacificamente contra a presença da polícia na USP e a mídia os chama de baderneiros. Já os jovens iranianos que protestam, esses são verdadeiros democratas. As imagens da TV e as reportagens informaram que os jovens que protestavam contra os resultados estariam quebrando lojas, bancos e patrimônio público. É uma hipocrisia inacreditável que a mídia agora defenda um tratamento carinhoso a esse tipo de atitude.
Sobre a repressão ao uso de internet no Irã, trata-se de uma agressão terrível à liberdade de expressão, mas essa é uma realidade em dezenas de outros países africanos e asiáticos, cujos governos se consideram desestabilizados por campanhas políticas patrocinadas por interesses externos. O Irã, pelo menos, tem eleições e sufrágio universal, à diferença da Arábia Saudita, do Paquistão e da China. É muito engraçado que a mesma mídia que tanto barulho fez contra a criação do blog da Petrobrás, que calunia sistematicamente a blogosfera brasileira, e que tenta inclusive aprovar leis anti-blogs, converta-se agora em defensora dos blogueiros iranianos. [ NdB: Quem são as "moscas" que incomodam aqui no Brasil? Os blogs que, sempre que farejam o golpismo tucano-demo-midiático, se lançam na tarefa de descortinar as manobras, ou a Folha de Serra, ops, São Paulo e quejandos? ]
Lula está certíssimo em apoiar o processo eleitoral iraniano. É prova de respeito aos Princípios Fundamentais da Constituição Federal brasileira, Artigo 4, Capítulos III e IV, que falam da autodeterminação dos povos e da não-intervenção. É obrigação de qualquer autoridade que se pretenda seguidora dos princípios mais elementares da diplomacia e do direito internacional dar a presunção de inocência e idoneidade ao processo eleitoral iraniano. Se houver fraude comprovada, os mandatários devem protestar, naturalmente, mas cabe às instituições iranianas resolver o caso. Não havendo fraude comprovada, deve-se o respeito à decisão soberana do povo iraniano em reeleger Ahmadinejad.
Enquanto isso, Cora Ronai, em sua coluna de hoje, afirma que, “assim como todos os brasileiros”, sentiu vontade de se enfiar embaixo do sofá [ NdB: Que tal se enfiar na cama, que é lugar quente? ] de tanta vergonha, ao assistir Lula defender as eleições iranianas. Ora, em primeiro lugar, desconheço o fato da população brasileira estar tão interessada no que acontece no Irã; em segundo lugar, Lula tem popularidade de 84% no Brasil, então não tem ninguém com “vergonha dele”; em terceiro lugar, Lula é, junto com Obama, o presidente mais prestigiado do planeta, tendo sido, semana passada, aplaudido de pé por seis vezes seguidas, durante uma convenção de direitos humanos da ONU. Do que eu tenho vergonha, senhora Cora Ronai, é de encontrar textos tão mal escritos como os vossos num jornal tão (infelizmente) lido pela classe média fluminense. Se a senhora tivesse realmente vergonha de alguma coisa, deveria guardá-la para sentir quando entendesse melhor o papel que teve o jornal para o qual a senhora trabalha na preparação do golpe militar que massacrou a democracia brasileira.
[ Já este blog tem vergonha, dentre outros, da classe média paulistana... ]

junho 15, 2009

US Media Campaign to Discredit Iranian Election ( Em inglês )

Filed under: Information Clearing House, Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Oriente Médio — Humberto @ 2:36 am
US Media Campaign to Discredit Iranian Election
By Charting Stock
See also:
- Lights turned off on media after elections: The AFP news agency reported that Iran’s wireless telephone network was shut down at 5:30pm GMT (10:00pm in Tehran), just as incumbent president Mahmoud Ahmadinejad was making a television appearance to congratulate himself on a “great victory”.
See also:
- Landslide or Fraud? The Debate Online Over Iran’s Election Results: We will bring you updates throughout the day and encourage Iranian readers to share their thoughts and experiences with us.
June 13, 2009 “Charting Stocks” —
-Was the Iranian election a fraud? That’s what our great western media sources want us to believe. While scanning through the coverage, I could not find one mainstream news article which covered the election results in an objective, unbiased manner. Either prominently displayed in the title or first paragraph, each of the articles suggest the election was a fraud. The obvious question arises – If their electoral system can’t be trusted, why were they watching the results so “closely” in the first place? I’d probably find better things to do then obsess over the results of a rigged game, but hey that’s just me.
It’s worth noting that Iran, unlike the US, does not use electronic voting machines which are easily tampered with. They actually have paper ballots. It’s also important to point out the health of their electoral process. They had an 85% turnout! We, “the champions of democracy” turnout only a fraction of that percentage for our presidential elections. In fact 2 out of 3 American citizens find something better to do during election day.
Reuters Iran’s election result staggers analysts
Hard-liner Mahmoud Ahmadinejad defeated moderate challenger Mirhossein Mousavi by a surprisingly wide margin in Iran’s presidential election, official results showed on Saturday. Mousavi derided the tally as a “dangerous charade.’
Fox News: U.S. Monitoring Iran’s Election Results
U.S. officials are casting doubt over the results of Iran’s election, in which the government declared President Mahmoud Ahmadinejad the winner Saturday…U.S. analysts find it “not credible [Notice the usual UN-NAMED "US Officials and Analysts]
MSNBC: Violence flares as Ahmadinejad wins Iran vote
Riot police battled with protesters Saturday as officials announced that President Mahmoud Ahmadinejad had won a landslide election victory. His opponent denounced the results as ‘treason’….Ahmadinejad had the apparent backing of the ruling theocracy.
CNN: Ahmadinejad wins landslide in disputed election
Iranian President Mahmoud Ahmadinejad has been declared the big winner in the country’s election, but his chief rival and supporters in the Tehran streets are crying foul.
NY Times: Ahmadinejad Is Declared Victor in Iran
The Iranian government declared an outright election victory for President Mahmoud Ahmadinejad on Saturday morning, and riot police officers fought with supporters of the opposition candidate, Mir Hussein Moussavi, who insisted that the election had been stolen.
Time Magazine: Protests Greet Ahmadinejad Win in Iran: ‘It’s Not Possible!
Iran’s Interior Minister announced Saturday that incumbent president Mahmoud Ahmadinejad had won 63.29% of the vote in the nation’s closely watched presidential poll. The announcement, greeted with widespread skepticism by Iranian opposition supporters and by foreign analysts, has brought thousands of people onto the streets where they have encountered a strong police presence and the threat of violence.
Was the election stolen? According to the Iranian Interior Minister Sadeq Mahsouli, there has been no ‘written complaint’ about voter fraud. He declared that the presidential elections were conducted in a manner that ruled out the possibility of voter fraud. “No violations that may have influenced the vote have been reported, and we have received no written complaint,” he said in response to a question posed by an Italian reporter.
It’s also worth mentioning that contrary to what our media would have us believe, Ahmadinejad doesn’t have much power in Iran. The President is not the most powerful person in the country. He is not the commander in chief and does not control the army and the intelligence and security services. He does not have the power to go to war. Those powers are reserved for the supreme leader of Iran Ayatollah Khomeini.
FONTE: Information Clearing House

junho 6, 2009

Extremistas judeus lançam campanha contra Obama

Extremistas judeus liderados pelo ativista Itamar Ben-Gvir lançaram uma campanha contra o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem acusam de ser anti-semita. Com o slogam: “No, You Can’t” (“Não, Você Não Pode”), um trocadilho com o lema de campanha de Obama (yes, we can – sim, nós podemos -), eles criticam sua política no Oriente Médio.
“Parece que chegamos a um limite, que já foi de fato ultrapassado pelo presidente americano mais anti-semita”, declarou Ben-Gvir ao Canal 10 da TV israelense.
Obama chegou nesta quinta-feira ao Egito, segunda e mais importante escala de sua viagem pela região, onde pretende divulgar sua nova política de aproximação ao mundo árabe e muçulmano, especialmente para resolver o conflito entre israelenses e palestinos.
“Estamos lançando uma campanha contra Barack Hussein Obama. Ele é mau para o povo e o Estado de Israel e suas políticas podem nos levar ao desastre. Esperamos que nosso primeiro-ministro (Benjamin Netanyahu) diga não a ele quando tentar nos prejudicar”, acrescentou o dirigente da direita nacionalista israelense.
Como parte da campanha, seus seguidores se encarregarão de espalhar pelo país cartazes com uma montagem fotográfica de Obama usando uma kefiya palestina, o tradicional lenço usado pelo histórico líder palestino Yasser Arafat.
A montagem com o presidente americano nos cartazes é acompanhada pela frase: “Barack Hussein Obama. Líder anti-semita que odeia judeus”. Aproximadamente 130 ativistas de extrema direita se manifestaram ontem à noite em frente ao Consulado dos EUA em Jerusalém com cartazes nos quais se lia “20 novos assentamentos para 2010. Yes, We Can!”.
Portal Terra, 04.06.09

fevereiro 25, 2009

Hamas: Fatah Spied for Israel ( em inglês )

Filed under: Egito, Faixa de Gaza, Fatah, Hamas, Israel, Oriente Médio, Palestina — Humberto @ 12:22 am
Palestinian officials obstruct dialogue – Zahar
By Yusri Mohamed
February 24, 2009
ISMAILIA, Egypt (Reuters) – Leading Hamas member Mahmoud Zahar said on Tuesday some Palestinian officials, backed by the United States, were obstructing the dialogue due to open between Palestinian groups in Cairo on Wednesday.
“There are people who want this dialogue not to take place because they will lose their positions and their privileges,” he told Reuters in an interview in the Egyptian town of Ismailia, where he was visiting his wife’s Egyptian relatives.
Zahar repeated Hamas complaints that the Fatah movement, which dominates the Palestinian Authority, has detained dozens of Hamas members in the West Bank in the past week. “These matters ( the arrests) do not serve dialogue,” he added.
The arrests have added to the tension between the two largest Palestinian groups during preparations for the dialogue.
Zahar, who was Palestinian foreign minister in the government Hamas formed after winning elections in 2006, said U.S. intervention was behind the tension. “There are U.S. (intelligence) agencies working in the West Bank,” he added.
He also rejected Fatah complaints about arrests by Hamas in Gaza, where the Islamist movement is in control.
“We have published pictures of what they call political detainees in Gaza. These are people who have confessed that they provided the enemy (Israel) with information about where fighters were stationed and the tunnels (to Egypt) and the type of weaponry,” he said.
Zahar said Hamas had asked the Egyptian government to let it import 1,000 containers into Gaza for use as temporary housing for Palestinians displaced during Israel’s three-week assault on the coastal strip, which ended in mid-January.
A group of Hamas engineers arrived in Cairo on Monday to study the purchase of the 1,000 containers.
Hamas has also asked Egypt to press Israel to let wood, glass, aluminium, steel and electrical supplies into Gaza to rebuild what was destroyed in the offensive, he said.
Israel has restricted supplies of building materials to Gaza, saying some of them might help Hamas rearm and earn the movement credit with Palestinians living in Gaza.
Zahar declined to give any commitment that Hamas would cooperate with U.S. and Israeli attempts to stop the movement receiving money and weapons from abroad.
“It’s our right to bring in everything — money and arms. We will not give anyone any commitment on this subject,” he said.
ICH

fevereiro 2, 2009

Um em cada 4 israelenses está abaixo da linha de pobreza. Turquia vive febre anti-semita. ( Em inglês )

Filed under: anti-semitismo, Faixa de Gaza, Israel, Judaísmo, Oriente Médio, Sionismo, Turquia — Humberto @ 1:41 pm
1 in 4 Israeli below poverty line
PRESSTV, 02.02.09
Israel spends millions of dollars to pour bombs on Gazan civilians and sit back to watch one fourth of its people live below poverty line, a new report says. War on Gaza reminds that the Zionist utopia is far from coming true. The heir of Ben- Gurion must detach from the idea of “military supremacy” and reinvent a new national identity, according to an article published on France’s weekly L’Express. The article cites the semi-annual poverty report published by Israel’s National Insurance Institute that the poor in Israel became poorer in the second half of 2007 and the first half of 2008. It goes on to add that 1 in 4 Israeli lives below poverty line representing 1.63 million people, 777,400 of them children. A recent report in Israeli Haaretz website said the percentage of unemployed poor families rose in relation to the previous report for 2007, from 69 percent to 71.4 percent. However, the percentage of working poor also rose: Families with two or more breadwinners living below the poverty line increased from 21.3 percent to 23.6 percent. L’Express magazine also added that the global economic crisis is determined to leave 14,000 industrial workers unemployed by the end of the year 2009. The article adds Palestine’s 60 years of resistance has still not taught Israel that there is no military solution to its conflict with the Palestinians. So soon after the failed Israeli invasion of Lebanon, Israel made the same mistake again. The act was even condemned within Israel. Even Israeli reservists have reportedly refused to enter the war on Gaza in protest at the ongoing killing of women and children. They say they prefer days in prison than Gaza and killing hundreds of civilians, including women and children.
A climate of fear
THE JERUSALÉM POST, 01.02.09
Ever since she was a kid, Sheila wanted to be married in Istanbul’s famous Neveh Shalom Synagogue.
“It’s a very beautiful place,” the 26-year-old told The Jerusalem Post on Sunday. “Growing up in Istanbul, all the girls want to to have their weddings there.”
But Sheila, who made aliya three years ago and lives in Jerusalem, said that given the dramatic increase in anti-Israel and anti-Semitic sentiment in Turkey following Operation Cast Lead in the Gaza Strip last month, her dream wedding is turning into something of a nightmare.
“I was engaged three months ago,” said Sheila, who asked that her last name not be published out of fear for her family’s safety, all of whom still live in the Turkish metropolis. “My fiance is Israeli, and his family no longer wants to go there for the wedding. On top of that, when my mother goes to the ministry offices [in Istanbul] to try and get the marriage forms filled out, they won’t help her. They won’t help her because she’s Jewish.”
Describing a “climate of fear” in her former hometown, the Turkish immigrant said she will most likely cancel her wedding plans.
“Frankly, I’m scared to have my wedding there now,” she said. “On the one hand, yeah, it’s my dream, but on the other hand, the situation there has simply gotten out of control.”
“Every day it gets worse,” Sheila continued. “My parents told me that a shopkeeper near one of the Jewish neighborhoods, where my grandparents live, put a sign in the window of his store that said, ‘No Jews allowed, but dogs are welcome.’
“Even when my parents go to buy a phone card to call me, they get harassed by the shopkeepers the minute they say they’re trying to make a call to Israel.”
Sheila also said that during the war, billboards went up around town decrying the Israeli “crimes” in Gaza, and the government made students in every Turkish school stand for a moment of silence in solidarity with the children of Gaza.
“They even had to do it at the Jewish school I went to as a kid,” Sheila said. “I can only imagine how uncomfortable the students must have felt.”
And while she admits that Turkish anti-Semitism was always a festering force somewhere in the shadows, Sheila said it’s now reached levels unseen in her lifetime, or in that of her parents, and is spilling over into the streets.
“Just look at the way they stood outside to meet [Prime Minister Recep Tayyip Erdogan] when he came back from Davos,” Sheila said, referring to the popular head of government’s grand reception after his televised spat with President Shimon Peres. “He’s the one to blame for this, he’s rallying the poor and uninformed people behind his rhetoric, and they’re buying it. We knew it would be bad the minute he came into the government, but we never thought it would be this bad.”
Sheila is not alone.
Nathalie, also a new immigrant from Istanbul, lives in Tel Aviv. She agreed to speak to the Post, but also asked that her last name remain unpublished.
“I’m going there on Friday,” Nathalie said. “And yes, I’m a little scared.”
“I think this is the sign of Turkey moving toward a very dangerous future,” she said. “Since the Gaza war started, the newspapers have been writing really nasty stuff and the demonstrations on the street have gotten really ugly. It’s not just against Israel,” she said. “they’re demonstrating against Jews.”
“I think people are starting to think about leaving,” Nathalie continued. “But then there are those who feel like it will calm down as well. I think the main thing to remember is that local elections are coming up in Turkey, and the prime minister is demonizing the Jews to rally more votes. It’s like a classic anti-Semitic theme. But at the same time, there’s such strong ties between Israel and Turkey, it makes you wonder if he’s crazy. It doesn’t make any sense.”
Itzik Behar, who made aliya from Izmir in 1948, agrees.
“They need us more than we need them,” he said, as he stood outside of a barber shop in Jerusalem’s Mahaneh Yehuda Market on Sunday. “But I’ll tell you the truth, I love Turkey, I used to go back all the time. But now, I wouldn’t go there if you paid me.”
Behar cited two reasons.
“First, it’s because of the situation there now – I’d be afraid for my safety, as an Israeli and as a Jew.
“But second, it’s because of that fear. I’m really angry with the Turks. They always received me so well, and treated me like a brother – after all, I grew up there. But to see this on the news every night, the way they’re demonstrating and being violent, I feel like they’ve turned on me, like they’re traitors,” Behar said.
“They turned on all of Israel in a heartbeat, and I don’t think many Israelis will forget that. Go to the airport and see how many Israelis are flying to Turkey today. No, you know what, I’ll save you the trip. None. Zero.”

janeiro 16, 2009

ISRAEL próximo da SOLUÇÃO FINAL palestina anuncia cessar-fogo "unilateral! ( vários textos, não só em português )

Filed under: Faixa de Gaza, Hamas, Israel, ONU, Oriente Médio — Humberto @ 1:36 am
Eu ainda estava aprontando este post ( há alguns dias ) quando acabo de ler que Israel anuncia um “cessar-holocausto” unilateral ( unilateral, assim como é o holocausto palestino ) : “Israel inicia trégua unilateral em Gaza; Hamas lança foguetesda Folha Online”. Mas, como não gosto de começar uma coisa e abandoná-la e, por conter umas informações que julgo atemporais, então só estou acrescentando este prólogo, OK?
Sem contar que, hoje, após ter lido algo sobre Isrel ter bombardeado mais alguma instalação da ONU, como a agência humanitária ( UNRWA ), passei o resto do dia me perguntando: será que o alvo visado por Israel, quando iniciou esses massacres todos, era mesmo o Hamas, e não a ONU…?
Presidente do Parlasul defende sanções comerciais contra Israel
O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), defendeu ontem a adoção de sanções comerciais contra Israel por parte da comunidade internacional por conta dos ataques militares contra os palestinos na faixa de Gaza. Desde o último dia 27 dezembro, em quase três semanas de ataques, o exército israelense já matou mais de mil palestinos e feriu aproximadamente outros 4 mil. Conforme fontes médicas da faixa de Gaza, ao menos 40% dos mortos são civis. “Para forçar um cessar-fogo efetivo e inclusive evitar novos ataques no futuro, Israel deveria ser alvo de sanções econômicas imediatas pelos demais países e pelos blocos da comunidade internacional. O que vemos até agora são as resoluções da ONU sendo ignoradas, enquanto o massacre continua”, avalia Dr. Rosinha.
Acordo
Dr. Rosinha também revelou que irá trabalhar contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, da mensagem que trata do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e Israel. Assinado em dezembro de 2007, o acordo tramita no Legislativo brasileiro desde outubro do ano passado. Em março de 2008, o deputado brasileiro já havia apresentado, no âmbito do Parlamento do Mercosul, uma proposta de recomendação relativa ao acordo Mercosul-Israel. “Ao contrário do que fizeram a União Europeia e o Canadá quando assinaram tratados com Israel, o Mercosul não está proibindo a importação de produtos que têm origem em territórios ocupados ilegalmente. O texto atual da Constituição brasileira não permite que o Legislativo venha a vetar um acordo, mas podemos deixá-lo simplesmente na gaveta ou, no caso específico deste com Israel, podemos inserir limitadores”, observa Dr. Rosinha.
Da Redação/PCS
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)
Agência CâmaraTel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856E-mail:agencia@camara.gov.br
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Israel atinge prédio da Reuters em Gaza
COMUNIQUE-SE, 15.01.09
As forças israelenses atacaram, nesta quinta-feira (15/01), o prédio onde funciona a Reuters, no centro de Gaza. Segundo a agência, um jornalista, da TV Abu Dhabi (Emirados Árabes), que trabalhava no 14º andar do prédio, ficou ferido.
As informações iniciais dão conta de que um míssil ou um foguete teria atingido o 13º andar do prédio, onde funciona uma produtora local. A sucursal da Reuters em Gaza funciona no 12º andar.
A Reuters informa que, antes do ataque, um porta-voz militar israelense conversou com funcionários da agência em Jerusalém para pedir a localização correta da empresa em Gaza. No início da guerra, a empresa tinha a garantia de não se tornar alvo de militares israelenses.
Depois do ataque, um porta-voz militar israelense informou que o ataque foi feito porque havia informações de que militantes do Hamas escondiam-se no prédio da imprensa.
Ainda na quinta, um prédio da ONU, onde se refugiam 700 pessoas, foi bombardeado em Gaza. Três funcionários da ONU ficaram feridos. O governo israelense classificou o ataque de “grande erro”.
O ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, informa que ao menos 1.055 palestinos morreram na guerra. Do lado israelense, são 13 mortos – sendo três deles civis.
Federação Internacional de Jornalistas diz que vai investigar ataquesA Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) disse nesta quinta (15/01) que pretende “investigar amplamente” o ataque à sede da Reuters em Gaza. A IFJ pede aos meios de comunicação em Gaza que partilhe informações para a investigação.
“Este último ataque contra a imprensa é uma prova irrefutável de que Israel persegue uma estratégia clara de intimidar a mídia do mundo, inclusive deliberadamente matando e ferindo jornalistas, em uma ação contra a informação independente sobre o conflito”, alegou Aidan White, secretário-geral da IFJ.
Com informações da Agência Reuters.

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( Caros leitores do BFI e do Encalhe: esse daqui a seguir eu descolei na Internet, e possui um enfoque mais religioso ( cristão, diga-se ), mas pelas informações cronológicas, pode ser útil. Detalha as – supostas – diversas movimentações ao longo de décadas que – teoricamente – acabariam resultando na criação do Estado de Israel. Confesso, não tenho um conhecimento pleno da questão, a não ser a simpatia pelo mais fraco, e procuro buscar informações além das fontes jornalisticas.
Repito: não sei se possui algum valor histórico ou comprovação insuspeita. Leiam, contudo, e sem torcer o nariz. )
TEMPO DE MARANATA E O SIONISMO
Tirado do site da Igreja Renovada
Written by Administrator, on 20-Nov-2008
NORBERT LIETH
Em outras oportunidades já salientamos o paralelismo entre o reavivamento do “Maranata!” (“vem, nosso Senhor!”), um novo despertar entre os cristãos quanto à expectativa da iminente volta de Jesus, e o sionismo, o movimento para trazer os judeus da Diáspora (Dispersão) de volta para Eretz Israel (a Terra de Israel). Esses dois importantes processos deram-se quase simultaneamente. A revista “Christen an der Seite Israels” (“Cristãos que apóiam Israel”) publicou uma tabela cronológica do retorno dos judeus à sua antiga pátria:
1838: Em Viena (Áustria) foi fundada “Die Einheit” (“A Unidade”), uma organização judaica secreta destinada a fomentar a emigração dos judeus para a “Palestina”.
1840: Lord Palmerston, o ministro do Exterior britânico, encarrega a embaixada britânica na Turquia de interceder junto ao sultão turco pelo retorno dos judeus à “Palestina”.
1844: O pastor britânico Bradshaw sugere que sejam disponibilizadas consideráveis somas de dinheiro para uma nova colonização da Terra Santa.
1849: O coronel britânico e sionista cristão George Gawler (1796–1869) acompanha o filantropo judeu Sir Moses Montefiore em uma viagem à Terra Santa e convence-o a investir na reconstrução da nação judaica.
1860: Na cidade prussiana de Thorn realiza-se uma conferência judaica. É discutida a possibilidade de fundar uma nação judaica na “Palestina”.
1864: O cristão e sionista suíço Henri Dunant (fundador da Cruz Vermelha) solicita a Napoleão III e a outros chefes de Estado que apóiem o retorno dos judeus à Terra Santa.
1865: Após duas visitas à Terra Santa, o luterano e sionista alemão Dr. C. F. Zimpel publica um “Chamamento a toda a Cristandade e aos Judeus em prol da Libertação de Jerusalém”.
Pouco tempo mais tarde, Zimpel escreve profeticamente: “No final, a emigração para a Palestina será a única salvação para os judeus. Eles serão odiados por todos”.
1874: O filho do cristão sionista George Gawler, John Cox Gawler, dá continuidade à obra de seu pai e torna público um detalhado e prático projeto para a povoação de Eretz Israel (a terra de Israel) pelos judeus.
1875: O cristão sionista Henri Dunant funda em Londres a “Palestine Colonization Society”. Seu alvo: apoiar e facilitar o retorno dos judeus a Israel.
1878: O homem de negócios e missionário americano William Blackstone publica seu livrete “Jesus Vem”, no qual conclama a uma retomada da vida nacional judaica em Sião.
1881: No leste europeu, o movimento religioso-sionista “Hibbat Zion” (“Amor por Sião”) conclama à emigração judaica para a “Palestina”.
1882: O judeu alemão Leo Pinsker escreve seu livro “Auto-Emancipação”, onde apela aos judeus para que iniciem uma “volta nacional para as margens do rio Jordão”.
1882–1904: Mais de 25.000 judeus do leste europeu emigram para Eretz Israel (primeira “aliá” [imigração]).
1884: William Hechler, cristão sionista e pastor da embaixada britânica em Viena, escreve “A Volta dos Judeus à Palestina Segundo os Profetas”. Posteriormente, ele faz amizade com Theodor Herzl, a quem aconselha e aproxima dos líderes europeus.
1896: Theodor Herzl publica seu livro “O Estado Judeu”. A obra é a base do sionismo político e um guia para a fundação do novo Estado de Israel em 1948.
1897: Acontece o primeiro Congresso Sionista na Basiléia (Suíça). O sonho sionista de Herzl apela principalmente aos judeus do leste europeu, que iniciam a dura viagem a Israel. Convidados de honra do Congresso, além dos 159 delegados, foram os proeminentes sionistas cristãos pastor William Hechler, Henri Dunant e o pastor luterano alemão Dr. Johann Leptius.
O movimento religioso “Hibbat Zion” adere à Organização Sionista, de orientação secular.
1898: Após intenso lobby do pastor William Hechler, o imperador alemão Guilherme II foi o primeiro líder europeu a publicar um manifesto de apoio ao sionismo.
1914: Entre 1881 e 1914 mais de 60.000 judeus russos partem para Israel. Outros dois milhões fogem para os EUA e 200.000 vão para a Inglaterra.
1917: O ministro do Exterior britânico Lord Balfour declara que a Grã-Bretanha apóia oficialmente a fundação de um “lar judeu” na “Palestina”.
O presidente americano Woodrow Wilson apóia a “Declaração Balfour”. Ela passa a ser a base jurídica para futuros documentos da Liga das Nações e das Nações Unidas.
A partir de 1919: Primeira onda de emigração de judeus alemães para a “Palestina”.
1936–1939: O oficial britânico cristão Charles Orde Wingate forma tropas de combate judaicas na “Palestina”. Sob sua liderança, elas combatem o terrorismo árabe. Por sua postura sionista, ele é transferido em 1939.
1945, 30 de abril: Suicídio de Hitler.
1945, 9 de maio: Capitulação incondicional da Alemanha. Fim da Segunda Guerra Mundial, que dizimou aproximadamente 60 milhões de pessoas.
1948, 14 de maio: Fundação do Estado de Israel com a Declaração de Independência proferida por David Ben Gurion.
1949: Jerusalém torna-se novamente a capital de Israel.
1950: O sionista cristão Pierre von Paaschen publica o “Jewish Calling” (“Clamor Judeu”), onde transcreve o lamento de Raquel da seguinte maneira: “Se Israel morrer, Tua Torá ficará vazia e sem valor. O mundo não será salvo. Se Israel for apagado da face da terra, Tu não serás mais o Santo de Israel”.
1967: Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel conquista a Judéia, a Samaria, as colinas de Golan, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Inúmeros lugares sagrados do judaísmo e do cristianismo voltam ao domínio judeu.
A URSS rompe relações diplomáticas com Israel.
A Holanda assume a representação diplomática israelense na União Soviética, tornando-se responsável diante das autoridades pela emigração dos judeus soviéticos para Israel.
1971: Em uma carta dirigida ao jornal “L’Osservatore Romano” do Vaticano, o teólogo católico e sionista cristão John Oesterreicher critica a postura anti-israelense do jornal e da igreja católica: “Enquanto cristãos e muçulmanos usufruíam de liberdade religiosa em Israel sob o domínio jordaniano (1948–1967), os judeus eram privados desse direito. Eles não podiam nem orar junto ao Muro das Lamentações… Não se ouviu protestos dos cristãos contra a destruição de todas as sinagogas na parte oriental de Jerusalém, administrada pela Jordânia.”
1972: A partir desse ano cresce novamente a imigração de cidadãos judeus oriundos da URSS. Na década de 70 chegaram aproximadamente 100.000 judeus russos a Israel.
1989: De outubro de 1989 até o final de 1999, mais de 700.000 judeus russos chegam a Israel.
1998: O jovem Estado de Israel comemora seu 50º ano de existência.
1999: Israel tem mais de 6 milhões de habitantes, dos quais 4,8 milhões são judeus. O forte fluxo de imigrantes judeus do leste europeu se mantém.
Sob o título “Sensacional retorno à Bíblia”, o texto prossegue:
Depois que o imperador Constantino tornou-se cristão no ano 313 e da igreja ter perdido a expectativa de um reino divino… somente com a Reforma voltou-se a pensar no assunto.
Mas apenas no início do século 19 essa questão voltou a despertar maior interesse. Em 1826, cinqüenta teólogos e leigos reuniram-se no sul da Inglaterra para orar intensivamente e estudar a Bíblia… A revista “The Morningwatch” (“A Vigília da Manhã”) começou a ser editada. As mensagens bíblicas do reino messiânico e do lugar de Israel nesse reino foram redescobertas.
Vivemos em um tempo extraordinário, no limiar para a meia-noite. O Senhor quer despertar e santificar Sua Igreja. Em seu comentário sobre o Evangelho de Mateus, Ernst Kruppa escreve:
Certa vez li o Novo Testamento e sublinhei com uma caneta verde todas as passagens que falam da vinda do Senhor. No final da leitura, meu Novo Testamento estava quase todo verde. E eu mesmo pude me certificar de que a maioria das passagens que falam da volta de Jesus vem acompanhada de exortações à santificação diária. Isso deixou muito claro para mim que a volta de Jesus não é uma questão de números e datas, mas de santificação. A Palavra de Deus não nos ordena que façamos cálculos com datas – ela nos ordena que sejamos santos.
Lemos na parábola das dez virgens: “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25.6). Seria extenso demais tratar aqui de todos os impressionantes sinais preparatórios do palco do fim dos tempos, que atualmente apontam para seu clímax. Nos últimos 150-200 anos irrompeu entre os judeus espalhados pelo mundo a idéia de voltarem para sua pátria, e paralelamente a Igreja de Jesus voltou a ter consciência do retorno do Senhor e do arrebatamento. Nesse período, sucederam-se duas guerras mundiais, acompanhadas de outros rumores de guerra (Mt 24.6). Desde o século 19 os terremotos aumentaram drasticamente e, como nunca antes na História, hoje temos os meios para ficar sabendo a respeito da sua ocorrência. Os desenvolvimentos na área da tecnologia sucederam-se em ritmo tão frenético que é quase impossível acompanhá-los. Além disso, os países da Europa estão com muita pressa para consolidar a sua união.
Parece que no século 19 uma roda começou repentinamente a se movimentar, que mais e mais engrenagens se uniram e que tudo passou a girar em velocidade cada vez maior. Maranata! Jesus está voltando! (Norbert Lieth –
http://www.chamada.com.br/)
Last update : 20-Nov-2008
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Americans Sound Off: Stop Palestine Massacre
AMERICAN FREE PRESS
By Mark Anderson
McAllen, Texas – On Jan. 9, about 150 demonstrators here raised awareness in their community about U.S. policy regarding the brutal Israeli assault against Palestinians in Gaza. Some carried signs of heart-rending images of murdered mothers and children—the kind of images controlled American corporate newspapers would never print in a trillion years. However, the protesters—many of them from the local Muslim community, accompanied by other concerned Americans—know that the American people need to see such pictures if there is ever going to be a lasting, genuine peace in that tumultuous part of the world.
ARTICLE FOLLOWS AFTER VIDEOS
TEXAS PROTESTS SOUND OFF
http://www.youtube.com/watch?v=-SfmjlEnYOE&eurl=http://www.americanfreepress.net/html/palestinemassacre
1409.html&feature=player_embedded
American Free Press covered one in a series of protests by area people who also are getting together at local colleges and other venues to stress the need for peace and how to achieve it. While their weekly demonstrations could have concluded on Jan. 9, the growing turnout has prompted organizers to continue the demonstrations each Friday at a busy street in McAllen, a city of more than 100,000 people in Hidalgo County.
“1-2-3-4 — stop the killing, stop the war!!” the demonstrators loudly chanted, encouraging motorists to honk. Dozens of drivers did so approvingly. As far as one could tell, no one passing the demonstration openly expressed disapproval. Some drivers leaned on their horns to sustain the sound, as heard on an AFP news video posted at AmericanFreePress.net.
Among the demonstrators were young Muslim women, many of whom were dressed in traditional garb. Several of the protesters have relatives in Gaza and are shaken by the actions of Israeli military, which is using tanks, fighters bombers, artillery and ground troops against noncombatants consisting of largely unarmed villagers who, to add terrible insult to horrific injury, are barricaded in Gaza—a place where Palestinians long have been caged as Israel continues its decades-long plan to drive them from what was Palestine into small, highly-surveillanced, heavily-guarded areas such as Gaza and the West Bank.
The Gaza Strip, which borders Egypt, is just over twice the size of Washington D.C. It has 1.5 million people squeezed into it. Its west side faces the Mediterranean Sea, so their backs are against the water. Its electricity and currency come from Israel. About 80 percent of the people live below the poverty level in a place where small textile, agricultural and craft production fuels much of the economy.
Currently in Gaza, the Palestinians are not even allowed to leave what has been called “the world’s largest open-air prison,” nor are medicine and food allowed in since the shooting started in December, according to various world news reports, and confirmed by close observers who communicate with AFP. Shipments of vital necessities actually have been attacked by the Israeli military. Journalists, who have been targeted, sum it up as follows: no vital supplies go in, no sensitive information gets out.
But thanks to the Internet, camera-phones, brave reporters and other means, there is a leak that enables the truth to trickle out to the outside world.
Palestinian-American activist Hesham Tillawi—speaking Jan. 10 on the resumed radio show, When Worlds Collide*, on the Republic Broadcasting Network—told this AFP writer-host that his recent demonstration in Lafeyette, La., also went well, with more than 100 attending and passers-by expressing approval. In Tillawi’s view, the world has never witnessed abject brutality quite like this—with the world’s fourth largest military cowardly hurling heavy explosives at trapped villagers, as if it were engaging an enemy army. And to think, he said, that all that destructive power is in return for rockets fired into Israel by angry or misguided people from the Gaza side. These rockets, according to Tillawi, are makeshift fireworks with a little extra punch.
When this AFP writer was on assignment in San Antonio Jan. 4, the television news flashed death-counts of five or less on the Israeli side and nearly 500 on the Palestinian side, while trying to characterize the one-sided assault as just another “standoff” among many that have happened over the years; sort of like, “Here they go, again.”
One of the Texas demonstrators, Muslim-American Amin Abraham, said Israeli needs to abide by the Geneva Conventions. Beyond that, he expressed an even-handed outlook, saying, “We’re not here to protest one side against another; we’re here to talk justice. We’re not here to support Hamas. We’re here to protest the killing of innocent people. We need the world to stand up for what is right.”
An American demonstrator who preferred not to be named added that many Jewish people here and abroad “would agree with what we’re doing right now.” He added that he is taking part in February programs at South Texas Community College in nearby Weslaco, to continue discussing the situation in Gaza. This protester, focusing on American involvement in this matter, also noted: “This is a demonstration against U.S. policy.”
AFP talked to several protesters and could not find anyone who disagreed with the notion of eliminating U.S. foreign aid to the state of Israel, recognizing that much of that aid translates into U.S. military assistance. That includes protester Hasan Mohammed, a Muslim-American who appears on the above-noted AFP news video.
He did not mince words: “It’s little concentration camps [Gaza, West Bank and several other Palestinian areas]. They have no right to move from one place to another,” he said, adding that while the current assault is terrible, ongoing life in Gaza, a place he has resided in, is quite tragic by itself, as Israeli military and settlers will arrest, assault and sometimes kill any Palestinian who may wander into the wrong zone outside of approved Palestinian areas.
A reliable AFP source now residing somewhere is Gaza informed this newspaper: “There are anti-war demonstrations in Israel like Tel Aviv … the situation is really bad and drastic. Unless you are actually in Gaza, the rest [of the news] is indirect …you know what I mean, but the tragedy of Gaza is that they have not been allowed to move out or go out or something like that … they are a sitting-duck target. Also people—children—have starved to death, too. Maybe the parents died while trying to look for food … or a family member who lost everyone like 19 family members and being the only one left … it is so awful that I really have no words and hope that the bombings will stop if only for the psyche and stress of the people.”
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Britânico The Independent faz parceria com a Al-Jazeera
COMUNIQUE-SE
O site britânico The Independent anunciou, nesta quinta-feira (15/01), o início de uma parceria com a Al-Jazeera em inglês. Pelo acordo, o canal árabe irá publicar boletins diariamente, em vídeos com duração de dois a três minutos. O material é produzido nos estúdios da emissora em Doha, Kuala Lumpur, Londres e Washington.
“Transformar o nosso conteúdo acessível ao público internacional por meio de diferentes canais de distribuição tem sido uma prioridade para a Al Jazeera e esse acordo com o Independent faz parte dessa missão”, disse o diretor da emissora Tony Burman.
O diretor-editorial do Independent Jimmy Leach acredita que a parceria, além de oferecer um conteúdo diferenciado para os seus leitores, permite o crescimento da audiência em outros países.
A
Al-Jazeera em inglês transmite sua programação para mais de 130 milhões de residências em todo o mundo. Por ser a primeira emissora em inglês baseada no Oriente Médio, ela tem acesso a informações, principalmente no mundo árabe, que os outros veículos não possuem.
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Cronologia do conflito Árabe-israelense
1517-1917 A Palestina é parte do Império Otomano
1881- O Império Otomano anuncia permissão de imigração para judeus que vivem fora do império, exceto para a Palestina
1882 – O Barão Edmond de Rothschild de Paris começa a financiar a colonização judaica na Palestina.
Primeira onda imigratória em massa de judeus (até 1903), principalmente da Rússia, para a Palestina.
Império Otomano adota a política de permitir a visita de peregrinos e homens de negócio judeus à Palestina, sem permitir o assentamento.
1884 – Império Otomano decide fechar a Palestina para homens de negócio judeus, mas não para os peregrinos.
1888 – Potências européias pressionam o Império Otomano a permitir a imigração de judeus à Palestina, desde que o façam individualmente e não em massa
1896 – Publicação do livro “Der Judenstaat” pelo jornalista judeu austríaco Theodor [ HERZL ] propondo a criação do Estado Judeu, na Argentina [ ??? ] ou na Palestina.
O sultão otomano Abd-al Hamid II rejeita a proposta de Herzl de que a Palestina seja concedida aos judeus: “Não cederei nenhuma parte do império”.
1897 – Primeiro Congresso Sionista, em Basiléia, na Suíça. Estabelece a Organização Sionista Mundial e um programa de colonização da Palestina.
Em resposta o sultão otomano Abd-al Hamid II envia membros de sua corte para governar a província de Jerusalém.
1900 – Keren Keyemeth (Fundo Nacional Judaico) é fundado pela Organização Sionista Mundial para aquisição de terras na Palestina.
1903 – Herzl apresenta ao Sexto Congresso Sionista a proposta británica de Uganda como refúgio temporário para os judeus russos que se encontravam em perigo imediato devido a pogroms (perseguições).
Ainda que ressaltasse que essa proposta não alteraria a meta final do sionismo, ou seja, uma entidade judia na Terra de Israel, a idéia quase provocou um cisma no movimento sionista.
A proposta de Uganda foi abandonada no Sétimo Congresso em 1905.
1904 – Morte de Theodor Herzl.
Início da segunda onda de imigração judaica (até 1914), sobretudo da Rússia e da Polônia.
Nesse ano havia na Palestina 70.000 judeus, em 1914 chegaram a ser 150.000.
1909 – Fundação de Tel-Aviv, a primeira cidade moderna completamente judia
1914 – Início da Primeira Guerra Mundial
O Império Otomano entra na guerra ao lado da Alemanha.
1916 - Acordo secreto entre Inglaterra e França para divisão dos territórios do Império Otomano. Revolta árabe contra o domínio otomano [ OBS: "Que conveniente..." - BFI ].
1917 – O ministro das Relações Exteriores Britânico Lord Balfour envia carta para o Barão de Rothschild prometendo apoio britânico ao estabelecimento de um “Lar Nacional Judaico” na Palestina.
1919 – Primeiro Congresso Nacional Palestino em Jerusalém. Este Congresso rechaça a Declaração Balfour e pede às potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial na Conferência de Versalhes a independência para a Palestina. Chaim Weizman chefia a delegação sionista na Conferência do Tratado de Versalhes.
1919-1923 Terceira onda de imigração judaica, sobretudo da Rússia
1920 – Liga das Nações define o mandato britânico sobre a Palestina
1921 – Distúrbios em Jaffa, cidade próxima a Tel-Aviv, em protesto contra a grande imigração judaica
1922 – Primeiro censo britânico na Palestina: total de 757.182 habitantes (11 % judeus)
O Primeiro Livro Branco de Churchill (então secretário das Colônias no governo de David Lloyd George) separa a Transjordânia (atual Jordânia) da área a ser incluída no “Lar Nacional Judaico” segundo as cláusulas da Declaração Balfour.
1924-1932 Quarta onda de imigração judaica (sobretudo da Polônia).
1925 – Greve geral palestina em protesto contra a visita de Lord Balfour a Jerusalém.
Fundação da Universidade Hebraica de Jerusalém
1926 – Primeiros distúrbios em Hebron entre árabes e judeus
1928 – Conferência Islâmica em Jerusalém exige a proteção de seus direitos de propriedade sobre o Muro das Lamentações, então considerado sagrado também para os muçulmanos
1929 – Novos distúrbios em Jerusalém, Hebron e Safed.
1930 – Comissão britânica para investigar os distúrbios de 1929
Segundo Livro Branco (Passfield) do governo britânico: a imigração judaica à Palestina e a compra de terras por parte dos judeus deve cessar.
1931 – Congresso Pan-Islâmico em Jerusalém com a participação de 145 delegados de países muçulmanos.
Segundo censo britânico da Palestina: 1.035.154 habitantes (16 % judeus).
1932 – Primeiro partido político palestino constituído de forma regular, o Istiqlal (Independência), com Awni Abdul-Hadi como presidente.
1933-1939 – Quinta onda de imigração judaica, sobretudo da Alemanha e de territórios sob o controle alemão.
1933 – Revoltas árabes em Jaffa e Jerusalém contra a política britânica, julgada pró-sionista.
1934 – Início da imigração ilegal de refugiados judeus da Europa que não podiam imigrar legalmente de acordo com as cotas britânicas.
1935 – Xeque al-Qassam, liderando o primeiro grupo guerrilheiro palestino, morre em ação contra as forças de segurança britânicas.
1936 – Ano-recorde em número de imigrantes judeus.
1936 – Revolta árabe em toda a Palestina, principais confrontos ocorrem em Jaffa.
1937 – A Comissão britânica Peel recomenda a partilha da Palestina entre árabes e judeus. O Governo Britânico aceita em princípio suas recomendações.
1937-1938 – Repressão da revolta árabe pelos britânico
1938 – Comissão britânica conclui ser impraticável a proposta de partilha da Palestina feita em 1937.
1939 – Maio – Terceiro Livro Branco (MacDonald) do governo britânico rejeita a partilha da Palestina e prevê a criação de dois estados independentes: um judeu e outro árabe.
Setembro – Início da Segunda Guerra Mundial.
Frase do líder judeu David Ben Gurion: “Combateremos na guerra como se não houvesse o Livro Branco e combateremos o Livro Branco como se não houvesse guerra.”
1944 – Brigada Judaica lutando na Segunda Guerra como parte das forças britânicas
1945 – A Liga Árabe decide pelo boicote de produtos produzidos por judeus na Palestina
1946 – Os imigrantes judeus ilegais são deportados para campos de “pessoas deslocadas” em Chipre.
Radicais judeus explodem o Hotel King David em Jerusalém.
A Transjordânia recebe independência com o nome de Reino Hashemita da Jordânia.
1947 – Julho – A imigração ilegal continua a trazer refugiados judeus à Palestina. O vapor Exodus é repelido à força das costas da Palestina de volta à Europa, com 4.500 sobreviventes do Holocausto a bordo.
Novembro – A ONU (Organização das Nações Unidas) propõe a Partilha da Palestina, com o estabelecimento de um estados árabe e um judeu
Em 1947 viviam na Palestina cerca de 600 mil judeus e mais de um milhão de árabes.
1948 – Abril – Radicais judeus atacam a aldeia árabe de Deir Yessin, deixando 254 mortos
14 de maio: Proclamação do Estado de Israel.
Ben Gurion é o chefe do governo provisório.
O Presidente Truman dos E.U.A. reconhece o Estado de Israel; o reconhecimento soviético é dado três dias depois.
15 de maio: Final do mandato britânico. Britânicos abandonam a Palestina.
Maio de 1948- janeiro de 1949 – Os árabes da Palestina e os estados árabes da região (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita e Iêmen) entram em guerra contra Israel.
Israel vence a guerra e passa a controlar 78% do território da Palestina, enquanto o plano de partilha da ONU lhe dava 55 %.
1949 – Israel assina acordos de armistício com o Egito, Líbano, Jordânia e Síria.
Primeiras eleições para o Parlamento Israelense. Ben Gurion é o primeiro ministro
Israel é admitido como 59º membro da ONUA Assembléia Geral da ONU vota a favor da internacionalização de Jerusalém.
Ben Gurion declara que Jerusalém é a Capital Eterna de Israel.
1948-1952
Imigração em massa de populações judaicas dos países árabes e da Europa a Israel.
1950
Unificação da Cisjordânia com o reino da Jordânia
Faixa de Gaza sob administração egípcia.
1951
Yasser Arafat reorganiza a União dos Estudantes Palestinos no Cairo
1956
Nasser nacionaliza o Canal de Suez
Crise de Suez: Israel, apoiado pela França e pelo reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai e é obrigado pelos EUA e URSS a recuar.
1964
Criação da O.L.P (Organização para Libertação da Palestina) em Jerusalém.
1965
Presidente Bourguiba da Tunísia propõe o reconhecimento de Israel por parte dos árabes nos termos da resolução de 1947 da ONU (Partilha da Palestina)
1967
Guerra dos Seis Dias. Reunificação de Jerusalém. Israel conquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golan.
1970
Jordânia desencadeia ofensiva contra os palestinos ( episódio conhecido como Setembro Negro). Morreram cerca de 10 mil palestinos e mais de 15 mil ficaram feridos.
Foi o fim da guerrilha palestina na Jordânia. Palestinos começam a emigrar para o Líbano
1972
Onze atletas israelenses são mortos em atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique; os jogos não são interrompidos.
1973
Guerra do Yom Kippur.
1975
A Assembléia Geral da ONU aprova uma resolução igualando o sionismo a racismo (abolida [ OBS: com o apoio do Brasil ] em 1991)
1977
Eleições gerais em Israel. O Likud (conservador) sobe ao poder, liderado por Menachem Begin, após 29 anos de governos do Partido Trabalhista. O presidente egípcio Anuar el-Sadat visita Jerusalém e discursa no Knesset.
1978
Sadat e Begin ganham o Prêmio Nobel da Paz.
1979
Israel devolve ao Egito a península do Sinai. Assinado em Camp David o Tratado de Paz entre o Egito e Israel.
1982
Israel invade o Líbano na Operação “Paz para a Galiléia”, após ataques da OLP ao norte de Israel. Arafat vai para a Tunísia.
1983
Begin renuncia. Yitzhak Shamir torna-se o líder do Likud.
1987
Começo da Intifada, com distúrbios em Gaza (9 de dezembro).
1988
Jordânia renuncia a qualquer direito sobre a Cisjordânia.
Arafat renuncia ao terrorismo como forma de ação política.
1989
Início da imigração em massa de judeus soviéticos para Israel.
1991
O Iraque é derrotado na Guerra do Golfo Pérsico por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Arafat apóia Saddam Hussein
1992
Eleições gerais em Israel. O Partido Trabalhista vence, com Yitzhak Rabin como Primeiro-Ministro.
1993
13 de setembro – Assinatura da Declaração de Princípios entre Israel e a OLP.
Israel a partir daí concederá autonomia administrativa aos palestinos na faixa de Gaza e em grande parte da Cisjordânia,.
1994
Assinado o Tratado de Paz Israel-Jordânia.Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat são laureados com o Prêmio Nobel da Paz.
1995
4 de novembro – Assassinato do Primeiro-Ministro Rabin.
1996
Eleições gerais em Israel. Benjamin Netanyahu é eleito Primeiro-Ministro.
Pouco progresso nas negociações de paz.
1999
Eleições gerais em Israel. Ehud Barak (Trabalhista), com 56% dos votos, vence Netanyahu e é eleito primeiro-ministro
2000
Janeiro – Conversas de paz entre Israel e Síria terminam sem resultados
Junho – Israel sai do sul do Líbano após 22 anos de ocupação
Julho – Negociadores israelenses e palestinos não chegam a acordo sobre Jerusalém e acusam-se mutuamente de intransigência, mas prometem continuar trabalhando pela paz
Setembro – Revolta palestina após a visita de Ariel Sharon, líder da oposição israelense, à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém
2 de novembro: 2 mortos e 10 feridos em atentado com carro-bomba em Jerusalém Ocidental.
20 de novembro: 2 colonos morrem em atentado com bomba contra um ônibus escolar no Sul da Faixa de Gaza, que deixou 9 feridos, entre eles cinco crianças.
22 de novembro: 2 mortos e 25 feridos na explosão de um carro-bomba em Hadera, ao norte de Tel Aviv.
28 de dezembro: 2 soldados israelenses morrem em atentado com bomba contra uma patrulha do exército no Sul da Faixa de Gaza.
31 de dezembro: o filho e a nora do fundador do movimento racista antiárabe israelense Kach, Meir Kahan, morrem baleados perto da colônia judaica de Ofra, na Cisjordânia.
2001
1º de janeiro: um carro-bomba explode em Netânia, localidade turística do Norte de Tel Aviv, causando uma morte, a do autor do atentado, e deixando 19 feridos.
14 de fevereiro: morrem 8 israelenses, sendo sete soldados, e 21 são feridos por um palestino que se lança com seu veículo contra um grupo de civis e soldados perto de Tel Aviv.
4 de março: um atentado com bomba deixa 4 mortos, entre eles o autor, e 45 feridos em Netânia.
28 de março: um atentado suicida perto de Neve Yamin, no Nordeste de Tel Aviv, mata 2 adolescentes e o autor, e fere 4 pessoas.
10 de maio: 2 operários romenos morrem e um terceiro fica ferido por uma bomba na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.
18 de maio: morrem 6 pessoas, entre elas um kamicaze palestino, e outras 100 ficam feridas em um atentado suicida num centro comercial de Netânia, no Norte de Tel Aviv.
25 de maio: 2 mortos, aparentemente os autores, em um atentado suicida com carro-bomba em Hadera, no Norte de Tel Aviv. Outro atentado com as mesmas características é evitado por soldados israelenses na Faixa de Gaza.
27 de maio: explosão de dois carros-bomba em um intervalo de poucas horas, deixando 2 feridos em Jerusalém.
30 de maio: explosão de um carro-bomba em Netânia.
1º de junho: um kamicaze palestino causa 17 mortes e deixa 75 feridos ao explodir uma bomba perto de uma boate de Tel Aviv.
22 de junho: dois soldados israelenses morrem em um atentado com bomba na Faixa de Gaza, que também custou a vida de seu autor.
16 de julho: dois jovens soldados israelenses, um homem e uma mulher, morrem num atentado suicida com bomba, que também mata o kamicaze palestino e fere 11 pessoas em uma estação de ônibus de Binyamina, no Norte de Israel.
9 de agosto: um atentado suicida em uma pizzaria do Centro de Jerusalém Ocidental, reivindicado pela Jihad Islâmica, causa 17 mortes e deixa 80 feridos.
1º de dezembro: 12 pessoas morrem, entre elas dois kamicazes, e cerca de 170 ficaram feridas em dois atentados em Jerusalém Ocidental.
2 de dezembro: 15 mortos e 40 feridos num atentado dentro de um ônibus, em Haifa (Norte de Israel).
12 de dezembro: três atentados simultâneos: na Cisjordânia, oito israelenses morrem e outros 25 ficam feridos em um ataque armado contra um ônibus perto da colônia judaica de Emmanuel, entre as cidades autônomas palestinas de Kalkiliya e Nablus.
Na Faixa de Gaza, um atentado suicida mata seu autor no assentamento de Gush Katif, no Sul da Faixa de Gaza. Um segundo atentado suicida, no qual o autor também morreu, ocorre no mesmo assentamento com poucos minutos de intervalo. Os dois atentados deixam quatro feridos.
2002
17 de janeiro: seis israelenses, além do palestino autor do atentado, morrem em um salão de festas de Hadera. Outras 34 pessoas ficam feridas nesse ataque com arma automática, cuja autoria foi reivindicada por um grupo armado originado do Fatah.
2 de março: nove israelenses morrem em um atentado suicida no bairro ultra-ortodoxo judaico de Jerusalém Ocidental, Beit Israel, no qual também perde a vida o autor palestino.
9 de março: Em Jerusalém, um kamikaze age num bar do Centro da cidade, matando 11 pessoas, além dele próprio.
12 de março: Oito mortos em um ataque armado contra veículos que circulavam pelo Norte de Israel: seis israelenses e dois assaltantes armados.
20 de março: Um kamikaze explode uma bomba num ônibus perto de uma localidade árabe israelense do Norte de Israel, matando sete pessoas.
21 de março: Três pessoas, além do kamikaze, morrem em um atentado suicida em Jerusalém Ocidental.
27 de março: Vinte e dois israelenses morrem e mais de 100 pessoas ficam feridas num atentado suicida realizado por um kamikaze palestino em um hotel de Netanya.
29 de março: dois mortos, além do kamikaze, em um atentado suicida cometido por uma palestina num centro comercial de Jerusalém Ocidental. A autoria do ataque foi reivindicada pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah.
31 de março: Quinze mortos e 35 feridos em um atentado suicida num restaurante de Haifa, no Norte de Israel, cuja autoria foi reivindicada pelas Brigadas Ezzedin Al-Qassam, braço armado do movimento de resistência islâmica Hamas.
10 abril: Um atentado suicida em um ônibus perto de Haifa deixa oito mortos e 20 feridos.
12 abril: Seis mortos e 60 feridos em um atentado suicida em uma estação de ônibus em Jerusalém Ocidental. O atentado é assumido pelas Brigadas dos Mártires da Al-Aqsa.
27 abril: Cinco israelenses morrem na colônia de Adora, na Cisjordânia, por disparos de assaltantes palestinos que conseguem fugir.
7 maio: Pelo menos 16 israelenses mortos e mais de 50 feridos em um atentado suicida reivindicado pelo Hamas em uma sala de bilhar na cidade de Rishon Le Tsion, ao sul de Tel Aviv. .
ISRAEL ATÔMICO

janeiro 1, 2009

Mais textos e artigos em inglês sobre a situação em Gaza: "The truth about those Hamas rockets", e mais

Filed under: Al Jazeera, Faixa de Gaza, Israel, Oriente Médio — Humberto @ 11:44 pm
The truth about those Hamas rockets
By Dennis Rahkonen
Online Journal Contributing Writer
Jan 1, 2009, 01:24
Five years ago, the Bush administration lied about weapons of mass destruction to dupe us into supporting an illegal, immoral invasion of Iraq.
A few days ago, Israel trotted out only an infinitesimally more credible excuse — the Hamas rockets case — as justification for its own murderous shock and awe in Gaza, a long-planned campaign perniciously aimed at ousting a “regime” that came to power via popular, democratic vote.
Yes, such rockets exist, but they’re little more than slingshots against Israel’s incredible military might, and they’re used out of desperation by Palestinians who’ve never been accorded the democratic space within which to gain redress of their eminently just grievances.
Israeli apologists have presented absurd propaganda about those devices.
We’ve been asked, for instance, what would we do if rockets were being launched on our homes in New York or Texas, from Canada or Mexico?
The proper answer is that, if those two nations had been unlawfully occupied or embargoed by the United States for 60 years of relentless oppression and repression, and if all attempts at peaceful change had been forcefully prevented or scuttled by the U.S., then such attacks would be an understandable, indeed a justifiable attempt at gaining intolerably deferred liberty.
Our appropriate response wouldn’t be to bomb the hell out of the nearest Canadian or Mexican city, but to collectively look into mirrors and earnestly ask ourselves, “What have we done wrong to incur their wrath?”
And then act to correct the situation.
Conscientious Israelis acknowledge that the Hamas rockets rationale is fraudulent. For instance, Jerusalem Post writer Larry Derfner has noted, “We don’t want to see how people in Gaza are living, we block it out of our minds — which, I suppose, is natural for a society at war, but which also keeps that war going longer than it might if we would recognize that Gaza is getting so much the worst of it.
“The [Palestinian] Kassam [rockets] have terrorized the 25,000 people in Sderot and its environs, but have caused very, very few deaths or serious wounds. By contrast, Israel has terrorized 1.5 million Gazans, locked them inside their awfully narrow borders, throttled their economy, and killed and seriously wounded thousands of them . . .
“This is crazy. Israel is the superpower of the Middle East, but because we still think we’re the Jews of Europe in the 1930s, or the Israelites under Pharaoh, we spend a lot more time fighting our enemies than we might if we looked at the whole picture, not just our half of it . . .”
As Gazan hospitals and morgues fill beyond capacity because of an ongoing air assault that cruelly began at precisely the hour when countless children were heading home from school, we’re expected to believe that small craters mostly in empty Israeli fields constitute this terrible episode’s chief sin.
Bugs bothered by sporadically impacting, glorified fireworks cobbled together in backyard garages are ludicrously supposed to be the primary problem, not human limbs and lives shattered by the most destructive weapons that military science can produce!
At any point during the past six decades, Israel could have had peace, simply by assenting to the great moral imperative of our time, namely the Palestinians’ right to their own, unitary, sovereign homeland.
Something which Israel continues to resist tooth and nail.
Two years ago, in Southern Lebanon, Israel engaged in similar bombings in civilian areas. Then, too, it maintained that only “terrorist” targets were being hit. As impartial observers finally ascertained the truth, clear evidence of enormous civilian carnage surfaced.
The Israeli leadership lied then, and it’s lying now.
There’s a veritable holocaust occurring in densely packed Gaza. Think Guernica, or the Warsaw Ghetto, with all the searing irony that comparison involves.
Apart from being an ethical travesty offending all decent hearts, it’s an unpardonable outrage to especially Arab/Islamic peoples around the world.
Witness the angry demonstrations in cities across the planet.
It takes no extraordinary analytical prowess to appreciate that, when the White House ridiculously blames what’s currently happening on “thugs” in Gaza, and when moderate Arab states adopt an accommodationist position pleasing the U.S. and Israel, a profound Arab/Islamic radicalization billows and swells.
New Osama bin Ladens are being born as innocents in Gaza are getting ripped to death by American-made Hellfire missiles, dispatched toward fleshly targets by Israeli pilots.
In fact, the almost certain, counterproductive outcome of Israel’s action makes us necessarily suspect that secret motives mistakenly judged by Tel Aviv to be worth the risk are actually at play.
Three possibilities spring immediately to mind:
1) Obscenely using de facto genocide to give the present Israeli government a “tough” image before upcoming national elections.
2) Roping Barack Obama into a harder pro-Israeli stance than Tel Aviv fears he’d otherwise take.
3) Creating a manipulated, intensely propagandized situation that would enable a desired Israeli attack on Iran.
Whatever the most deeply hidden reality, Israel’s gargantuan crime must be universally condemned in the strongest possible terms . . . and halted at once!
Dennis Rahkonen of Superior, Wisconsin, has been writing progressive commentary with a Heartland perspective for various outlets since the ’60s.
US military aid underpins Gaza offensive – 31 Dec 08
Israel receives billions of dollars in military aid from the US each year, much of it spent on American weaponry which US law says must only be used in self-defence.But experts say there is little chance of cuts in aid to Israel despite its military operation in Gaza.
Al Jazeera’s Nick Spicer reports.

http://www.youtube.com/watch?v=F91XF6bSDRQ

dezembro 29, 2008

Sem olhos ( e braços, pernas, cabeça, tórax, vida ) em Gaza!!

Filed under: Faixa de Gaza, guerras, Hamas, Israel, OLP, Oriente Médio, Palestina — Humberto @ 2:21 am
UN exige fim da violência em Gaza
DW, 28.12.08
O Conselho de Segurança das Nações Unidas exigiu o fim imediato da violência e das atividades militares por parte de Israel e palestinos. Após uma sessão de mais de quatro horas de duração, que ocorreu sem a participação do secretário-geral, Ban-ki Moon, o Conselho expressou neste domingo (28/12) sua preocupação com a escalada da violência na região e cobrou a abertura das fronteiras entre Israel e a Faixa de Gaza. A sessão de urgência havia sido solicitada pela Líbia em nome da Liga Árabe. (rr)
Em Gaza, sofre quem não merece
Peter Phillip
DW, 28.12.08
Se é possível mobilizar tropas contra terroristas e piratas, então o mundo deveria estar em condições de contribuir com muito mais que apenas palavras bonitas, comenta Peter Philipp.
Nenhum país do mundo admitiria ser constantemente atacado por mísseis sem reagir. É por isso que Israel apela para a compreensão internacional e usa os novos ataques com mísseis Kassam da Faixa de Gaza como justificativa para sua intensa operação militar contra o Hamas. Este – assim como outros grupos ativos na Faixa de Gaza – “vinga-se” novamente atirando mísseis no sul de Israel.
Se não acontecer um milagre, este será o cenário perfeito para mais uma escalada da violência, com conseqüências imprevisíveis. Também será a prova final, por mais que absolutamente desnecessária, de que a promessa de negociar uma solução de paz até o fim de 2008, feita em Annapolis em novembro de 2007, era uma promessa vazia.
Caso este fim de ano traga uma nova guerra declarada, isso certamente terá a ver com muito mais que apenas com mísseis recentes. Israel e Hamas retornam aos tempos em que ambos apelavam à violência devido à falta de conceitos sensatos, apesar de já estar comprovado há tempos que a violência só gera mais violência e que o círculo vicioso é praticamente impossível de se quebrar.
Agora, Israel comete o erro capital de achar que pode eliminar o Hamas com uma operação militar. Extamente como há dois anos e meio, quando achou que podia fazer o mesmo com o Hisbolá. Pelo contrário, os ataques maciços no Líbano deram ao Hisbolá responsabilidade de governo, e algo semelhante deverá acontecer com o Hamas na Palestina. O Hamas já governa desde que venceu as eleições de janeiro de 2006 e um grande ataque israelense jogará de vez os palestinos nos braços da organização.
No entanto, o grande erro do Hamas e dos frustrados e, em todos os sentidos, sofridos palestinos é acreditar que a postura irredutível do Hamas traga solução ou redenção. A rejeição veemente ao direito de existência de Israel não pode ser base para a paz. Até o antigo líder da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Iasser Arafat, teve que reconhecê-lo após décadas de luta armada contra Israel.
O Acordo de Oslo e a autonomia palestina foram conseqüências disso. Israel perdeu essa chance ao diluir a implementação do acordo. Ou, por exemplo, ao construir cada vez mais colônias em territórios ocupados, destruindo a esperança que os palestinos haviam depositado no acordo.
Nem mesmo a decisão unilateral de Israel de se retirar da Faixa de Gaza pôde mudar isso: esta passou de um território “ocupado” a um território “sitiado” sob bloqueio estrito. Especialmente depois que o Hamas assumiu o controle de Gaza em 2006.
Como sempre, sofre quem não merece. Não os ideólogos, nem os que atiram mísseis, mas em primeiro lugar a população civil, mulheres, crianças e idosos. Mais uma vez, serão eles os que mais sofrerão. Pois bombas não podem discernir.
O mundo não deveria continuar apenas olhando sem agir. Se é possível mobilizar tropas contra terroristas e piratas, então o mundo deveria estar em condições de contribuir com mais que apenas palavras bonitas.
Peter Philipp
é chefe da equipe de correspondentes da Deutsche Welle e especialista em Oriente Médio.
UE condena violência desproporcional em Gaza – 28.12.08

novembro 18, 2008

"Golpe mortal e horrorosamente totalitário na liberdade de imprensa!!! UUGHHH!!", denunciam jornalistas

Filed under: Faixa de Gaza, Israel, liberdade de imprensa, Oriente Médio — Humberto @ 2:14 pm
Entidade acusa Israel de “não respeitar a liberdade de imprensa”
Comunique-se, 17.11.08
A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, sigla em inglês) acusa o governo israelense de “não respeitar a liberdade de imprensa”. Desde o último dia 05/11 a passagem de entrada para a Faixa de Gaza está bloqueada como resposta a ataques com foguetes por parte de milícias palestinas.
“Ficou claro que a política oficial de Israel é bloquear a entrada de jornalistas na Faixa de Gaza. (…) Nós acreditamos que esse fechamento sem precedentes é contrário à insistência de Israel de que o país seja uma democracia que respeita a liberdade de imprensa”, diz o comunicado divulgado nesta segunda (17/11).
De acordo com a entidade, a imprensa internacional serve como uma “janela” para que o mundo saiba o que acontece na Faixa de Gaza. Para reverter a situação, a FPA pede que os jornalistas filiados apelem aos seus governos para convencer Israel da necessidade urgente de suspender o fechamento.

“Mas por quê cargas d’água o blogueiro colocou nossas fotos aqui, nós que não temos nada a ver com a notícia acima?”

Resposta do blogueiro: “Simples: é o costume.”

"Golpe mortal e horrorosamente totalitário na liberdade de imprensa!!! UUGHHH!!", denunciam jornalistas

Filed under: Faixa de Gaza, Israel, liberdade de imprensa, Oriente Médio — Humberto @ 2:14 pm
Entidade acusa Israel de “não respeitar a liberdade de imprensa”
Comunique-se, 17.11.08
A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, sigla em inglês) acusa o governo israelense de “não respeitar a liberdade de imprensa”. Desde o último dia 05/11 a passagem de entrada para a Faixa de Gaza está bloqueada como resposta a ataques com foguetes por parte de milícias palestinas.
“Ficou claro que a política oficial de Israel é bloquear a entrada de jornalistas na Faixa de Gaza. (…) Nós acreditamos que esse fechamento sem precedentes é contrário à insistência de Israel de que o país seja uma democracia que respeita a liberdade de imprensa”, diz o comunicado divulgado nesta segunda (17/11).
De acordo com a entidade, a imprensa internacional serve como uma “janela” para que o mundo saiba o que acontece na Faixa de Gaza. Para reverter a situação, a FPA pede que os jornalistas filiados apelem aos seus governos para convencer Israel da necessidade urgente de suspender o fechamento.

“Mas por quê cargas d’água o blogueiro colocou nossas fotos aqui, nós que não temos nada a ver com a notícia acima?”

Resposta do blogueiro: “Simples: é o costume.”

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