ENCALHE

fevereiro 21, 2009

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

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Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

Filed under: armas nucleares, Irã, ONU — Humberto @ 7:28 am
Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
MAIS:
Irã defende eliminação das armas nucleares ( Terra, 19.02.09 )
Jornal britânico diz que Israel sabota programa nuclear do Irã ( BBC, 17.02.09 )

Irã propõe desarmamento nuclear total

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Proposta apresentada antes de novo relatório da AIEA
Irão quer “desarmamento nuclear total”
19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
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19.02.2009 – 13h52 Reuters, PÚBLICO
O Irão, sob suspeita de estar a desenvolver um programa atómico militar, propôs hoje “negociações globais” com vista a um “total desarmamento nuclear”, justificando que a eliminação destas armas de destruição maciça é a “única garantia contra o seu uso ou ameaça de uso”.
A proposta foi apresentada pelo embaixador iraniano nas Nações Unidas, Alireza Moaiyeri, durante a Conferência de Desarmamento (CD) a decorrer em Genebra e antecede mais um relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) sobre o dossier nuclear da República Islâmica. “A existência de armas nucleares significa, simplesmente, que todos os Estados vão continuar a viver num permanente sentimento de insegurança”, disse o diplomata iraniano, citado pela agência Reuters. “Nesse contexto, o principal objectivo da CD deveria excluir esta fonte de insegurança e estabelecer um mundo livre de armas nucleares.”
Na terça-feira, em Paris, o director-geral da AIEA, o egípcio Mohamed ElBaradei, queixara-se de que os inspectores desta agência da ONU ainda não estão a ser ajudados pelo Irão no esforço de averiguar se este país procurou fabricar armas atómicas. No entanto, admitiu também que os iranianos abrandaram a expansão das suas centrais nucleares, sugerindo que a instalação de novas centrifugadoras em Natanz está a ser mais lenta do que se previa.
Moaiyeri assegurou que o Irão apoia o início de conversações sobre um tratado para interditar a produção de plutónio e urânio altamente enriquecido, necessários ao fabrico da bomba. Tal pacto deveria abranger os “stocks” existentes de material físsil e a sua futura produção, acrescentou o embaixador.
A Conferência de Desarmamento em Genebra não tem conseguido chegar a um consenso para negociar qualquer pacto global desde que, nos anos 1990, concordou proibir as armas químicas e as explosões nucleares subterrâneas. Diplomatas presentes na Suíça exprimiram optimismo de que a nova Administração norte-americana possa imprimir, a partir de agora, um maior dinamismo, uma vez que o Presidente, Barack Obama, se comprometeu, publicamente, com um maior desarmamento nuclear.
Entre os 65 membros da CD estão as cinco potências nucleares oficiais (Reino Unido, China, França, Rússia e os EUA), assim como os não-oficiais Paquistão, Índia e Israel. O Estado judaico deterá o único arsenal de bombas atómicas do Médio Oriente.
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janeiro 24, 2009

ISRAEL TESTA NOVO TIPO DE ARMAS EM POPULAÇÃO DE GAZA, COM EFEITOS ATERRADORES!

Filed under: EUA, Faixa de Gaza, Israel, massacres de civis, ONU, Palestina, Sionismo — Humberto @ 2:00 pm
Publicado em HORA DO POVO, edição 2736, 23 a 27.01.2009
Israel faz de Gaza campo de provas com armas proscritas
População civil foi alvo dos testes de obuses contendo 116 bastões de fósforo branco e explosivos de liga de tungstênio, cobalto e níquel que provocaram mortes e graves mutilações
Em seus criminosos e indiscriminados ataques ao povo palestino da Faixa de Gaza, o exército de Israel empregou fósforo branco e usou a região como campo de provas para experimentos com explosivos com grande letalidade e capacidade de produzir ferimentos mais profundos e destrutivos. Há denúncias do uso de urânio depletado em obuses atirados sobre a população.
As denúncias partem das vítimas, de organizações internacionais de defesa dos direitos humanos (e inclusive por organizações israelenses), condenações sustentadas em documentos, fotos e depoimentos de conceituados especialistas.
“No hospital Al-Shifa de Gaza vimos vítimas de algo que tem todas as características de um novo tipo de arma testado pelos militares estadunidenses, conhecido como Explosivo de Metal Denso Inerte (DIME, pela sigla em inglês)”, declararam os médicos noruegueses Mads Gilbert e Erik Fosse, que trabalham na região há vinte anos. Eles conseguiram sair do território com 15 feridos graves pela fronteira com o Egito.
AMPUTADOS
São pequenas bombas envolvidas por carbono e uma camada de tungstênio, cobalto, níquel ou ferro cujo enorme poder de explosão se dissipa num raio de dez metros. “A dois metros corta o corpo no meio, a oito metros serra as pernas, abrasando-as como se tivessem sido atravessadas por milhares de agulhas. Não vimos corpos partidos, mas sim muitos amputados. Em 2006, houve algo parecido no sul do Líbano e vimos isso em Gaza naquele mesmo ano, durante a operação israelense ‘chuva de verão’. Os experimentos com ratos têm demonstrado que as partículas que permanecem no corpo são cancerígenas”, explicaram os médicos.
Um médico palestino, entrevistado no domingo pela rede de televisão Al Jazeera, relatou sua impotência em casos como estes: “Não há nenhum rastro visível de metal no corpo, mas há estranhas hemorragias internas. Uma matéria queima os vasos sanguíneos e causa a morte. Não podemos fazer nada”. Segundo a primeira equipe de médicos árabes autorizada a entrar no território ocupado, que chegou no hospital de Khan Yunes vinda do sul, tinham entrado “dezenas” de casos desse tipo.
O doutor Ahmed Abdu-laziz, professor de cirurgia Egípcio declarou: “Vimos corpos totalmente enegre-cidos. Vimos partes de corpos, como membros totalmente atingidos o indicam o uso de armas com DIME. Foi um massacre em todos os sentidos a intenção não era apenas de matar pessoas, mas de desfigurá-las”.
LABORATÓRIO
“Será que esta guerra é um laboratório para os fabricantes da morte? Em pleno século XXI não pode ser possível fechar um milhão e meio de pessoas e fazer com elas o que se quer, chamando-as de terroristas?”, disseram os especialistas noruegueses.
Em carta ao novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, embaixadores árabes acreditados na Áustria, encabeçados pelo príncipe Mansour Al-Saud, da Arábia Saudita, expressaram “nosso profundo sentimento e preocupação a respeito da informação que recebemos de que evidências de urânio depletado foram encontradas nas vítimas palestinas”.
A carta exige que o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El-Baradei, “urgentemente realize testes radiológicos e físicos para verificar a presença de urânio depletado nos armamentos usados por Israel na Faixa de Gaza”.
Fósforo branco provoca feridas que dilaceram corpo das vítimas
Já o uso de bombas de fósforo branco – banido pela Convenção da ONU de 1980 – pelas tropas israelenses não oferece dúvidas. Nafiz Abu Shabaan, chefe da unidade de queimaduras do hospital Al Shifa destacou a morte de 70 pacientes com queimaduras que denunciavam o uso do fósforo. “Pacientes com queimaduras relativamente pequenas, que deveriam sobreviver, faleciam de forma inesperada”.
“Não há controvérsias. Vimos militares israelenses que tinham bombas preparadas para lançar em Jabalia. Eram de fabricação americana, de 155 milímetros. E depois as vimos estourar no céu”, denunciou o insuspeito Mac Garlasco, antigo assessor do Pentágono e atual assessor em temas militares da Human Rights Watch. E ainda a edição digital do jornal The Times, mostrou um militar israelense manipulando projéteis de origem americana, do modelo M825A1, carregados de fósforo branco.
Os obuses contém 116 bastões de fósforo que incancescem em contato com o oxigênio chegando à temperatura de 800ºC.
O fósforo branco é usado como agente incendiário que produz terríveis queimaduras que chegam ao osso, atingindo órgãos internos como o coração, o fígado ou os rins.
Abu Shabaan declarou-se estupefato pelas características não usuais das feridas. “Começam com manchas pequenas e dentro de horas tornam-se grandes e profundas e em alguns casos chega-se ao ponto em que a condição geral do paciente piora de forma inesperada”, declarou. Os médicos também informaram sobre “um odor muito ruim vindo das feridas”.
Em muitos casos os pacientes foram atingidos por toxicidade grave e inesperada e tinham que ser levados às pressas para as UTIs. “Uma garota de três anos de idade foi submetida a uma tomografia por causa de uma ferida na cabeça. Quando voltou do exame, abrimos a ferida e saiu fumaça de dentro da ferida. Os cirurgiões usaram pinças para extrair uma substância da ferida que era como um algodão muito denso e que começou a queimar. A substância seguiu queimando até desaparecer. A criança, que era de Beit Lahya, norte de Gaza, morreu”, relatou Shabaan.
Matéria publicada no jornal israelense Haaretz, no dia 21, informa que as forças armadas de Israel já assumem que foram atirados 20 tiros de morteiro contendo fósforo branco sobre Beit Lahya. Segundo eles os disparos foram feitos por integrantes de uma brigada de paraquedistas. Os oficiais negam que o bombardeio tenha sido sobre civis. Dizem que os obuses eram direcionados a “pomares onde se escondiam membros do Hamas”.
O bombardeio israelense nos depósitos da principal instalação da ONU na cidade de Gaza, na quinta-feira, dia 15, também foi denunciado pelo uso de três bombas de fósforo branco. Pequenos pedaços de material incandescente foram vistos no local horas após as explosões.
Historiador israelense, ex-professor da Universidade de Haifa, Ilan Pappe: “Só com forte pressão internacional Israel vai parar agressão a palestinos”
O professor universitário israelense Ilan Pappe, em entrevista para o jornalista inglês Chris Arnot (do jornal The Guardian), descreveu como teve que deixar Israel após receber diversas ameaças de morte por ser contrário à ocupação dos territórios palestinos. Atualmente mora na Inglaterra onde nos últimos 18 meses trabalha no departamento de história da Universidade Exeter.
Na época em que deixou a Universidade de Haifa, uma foto sua apareceu no maior jornal de maior circulação de Israel (Yedioth Achronot) no centro de um alvo desenhado. Ao lado, um colunista escreveu: “Não estou dizendo a vocês para matar essa pessoa, mas não me surpreenderia se alguém o fizesse”. O ministro da ‘educação’ israelense pediu publicamente sua demissão.
Em 2005, Pappe e dois colegas escreveram na internet que os assentamentos israelenses estavam sendo retirados da Faixa Gaza para dar ao governo campo livre para bombardear a altamente povoada região. Quando o atual bombardeio começou no final do ano passado, Israel argumentou que estava tentando proteger seus cidadãos de foguetes atirados pelo Hamas. Mas “esses foguetes não começaram até Israel bloquear Gaza”, declarou.
As ameaças de morte já chegavam por carta, email e telefone desde que Pappe criticou o tratamento aos palestinos em um programa nacional de rádio.
Em 2006, Pappe passou a morar em Exeter, com sua esposa e seus dois filhos, de 11 e 14 anos. O temor pelas suas vidas foi uma das razões pelas quais deixou Haifa. “A outra razão foi que me sentia sufocado como intelectual”, disse.
O professor também relata em sua entrevista ao jornal inglês o período em que, aos 19 anos, serviu o exército israelense durante a invasão síria em 1973. “Eu me lembro do sargento nos dizendo que deveríamos matar os árabes ainda novos ou eles cresceriam e nos matariam”, disse. “E essa atitude é difundida. É por isso que os tanques, pilotos de F-16 e os comandantes de artilharia matam civis sem a menor hesitação. Eles são desumanizados durante toda sua vida”.
Ao mesmo tempo, Pappe afirmou que continua recebendo apoio de alguns colegas e muitos estudantes, particularmente palestinos. E acrescentou que também recebeu apoio externo, incluindo da Associação de Professores Universitários (AUT) da Inglaterra. “Acho que o meu pior crime foi quando apoiava boicote cultural e acadêmico a Israel para acabar com a ocupação. Tenho certeza que apenas uma forte pressão externa irá fazer com que Israel pare de destruir o povo palestino”.
Questionado por Arnot se não poderia entender a mentalidade dos israelenses diante “da crescente militância islâmica” ele respondeu: “Sim eu posso. Há temores coletivos genuínos. Mas penso que esses temores são manipulados através do sistema educacional e pela mídia para parecerem piores do que realmente são. E os israelenses não percebem que o seu comportamento está contribuindo para aumentar esses perigos”.
Turquia questiona: “Como um país assim pode entrar pela porta da ONU?”
Depois de qualificar o massacre israelense contra a população de Gaza como “selvageria”, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdo-gan, questionou a permanência de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU) durante o encontro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que está na região para negociar um acordo de paz.
“Como um país assim, com essa atitude em relação às decisões da ONU, pode entrar pela porta das Nações Unidas”, indagou Erdogan.
O primeiro-ministro turco defendeu o reconhecimento do governo palestino democraticamente constituído sob o voto. “Se nós vamos aprofundar a democracia na região temos que respeitar a decisão do povo que foi às urnas”, disse.
A Turquia pediu aos mediadores da paz que incluam o Hamas nas negociações. Ahmet Davutoglu, mediador especial do governo turco para o Oriente Médio, explicou que, devido ao forte apoio que o grupo tem na população, os militantes do Hamas “não podem ser marginalizados”.
“Se cometermos um erro [nas negociações] nestes dois meses, arruinaremos os próximos cinco anos”, disse Davutoglu.
SAIBA DISSO:
Médicos detidos na fronteira do Egito-Gaza
Bill Quigley, Counterpunch, 9-11/1/2009 (Direto de Rafah)http://www.counterpunch.org/quigley01092009.html
Bill Quigley é ativista de Direitos Humanos, professor da Faculdade de Direito em Loyola New Orleans.Está no Egito, como representante do Conselho Nacional de Advogados dos EUA, da Associação de Professores de Direito dos EUA, da Associação Internacional de Advogados pela Democracia e da Liga Pacifista dos EUA. Recebe e-mails em quigley77@gmail.com Kathy Kelly, coordenadora de “Vozes pela não-violência, e Audrey Stewart contribuíram no trabalho de entrevistar os médicos.
O Dr. Nicolas Doussis-Rassias e vários outros médicos voluntários estão acampados em Rafah, à espera, há vários dias. Nicolas e os outros médicos vieram a Rafah, para atravessar a fronteira e chegar a Gaza, para ajudar no socorro aos mais de 3.000 feridos pelas bombas e o pesado armamento dos israelenses.
Rafah é o ponto pelo qual é possível atravessar a fronteira para Gaza – e é o ponto mais fortemente armado de toda a fronteira; está a quatro da cidade do Cairo, por terra. Mal se consegue falar, porque os jatos super-sônicos, embora voem a grande altitude, geram uma espécie de explosão que provoca dor nos ouvidos (e provocam rompimento do tímpano, por exemplo, de recém-nascidos). Há explosões próximas, e o ar cheira a fumaça e borracha queimada.
“3.000 feridos à bala, por efeito de bombas, desmoronamentos ou soterramento saturariam até o sistema de assistência médica de Nova Iorque”, diz o Dr. Nicolas. “E já não há nenhum sistema de assistência médica em Gaza. A cidade está sem energia elétrica e sem água corrente. O sofrimento em Gaza é indescritível. Por isso temos de chegar até lá, com a máxima urgência.”
Mas hoje, em vez de estar trabalhando no socorro aos milhares de feridos, o Dr. Nicolas e vários outros médicos gregos, egípcios e outros estão detidos do lado egípcio da fronteira, carregando cartazes escritos à mão, com a marca da cruz vermelha que identifica os médicos até em campos de combate, nos quais se lê: “Somos médicos! Deixem-nos passar!”
Por que isso? Porque médicos de todo o mundo, do grupo “Médicos pela Paz” e de outras associações de voluntários, que estão chegando como podem a Rafah, estão já há sete dias impedidos de entrar em Gaza: não podem entrar nem pela fronteira com Israel nem pela fronteira com o Egito.
Nicolas não é radical anti-Israel. É apolítico, grego de nascimento, tem 49 anos e dois filhos. É presidente de uma organização grega de médicos voluntários, “Médicos pela Paz”. Esses médicos viajam às próprias expensas e trabalham voluntariamente no socorro a vítimas de guerras e de catástrofes naturais. Socorreram vítimas do furacão Mitch, na América Latina; vítimas dos tsunamis no Sri Lanka; vítimas de guerras no Líbano, na Sérvia, na Turquia e no Paquistão.
Pois as fronteiras de Gaza estão fechadas também para eles – o que, diz o Dr. Nicolas jamais aconteceu. “Nunca aconteceu de proibir-se a passagem de médicos, nem nas fronteiras mais militarizadas.”
Richard Falk, observador especial da ONU para assuntos de Direitos Humanos nos Territórios Palestinenses Ocupados, já denunciou inúmeras violações aos direitos humanos e à legislação humanitária da própria ONU nesse específico ponto da fronteira egípcia:
“Ações de Israel, especificadamente o total fechamento das vias de entrada e saída da Faixa de Gaza têm provocado severa falta de medicamentos e combustível (além da aguda falta de alimentos), o que tem impedido a aproximação de ambulâncias para atendimento e remoção dos feridos, e a incapacidade dos hospitais e médicos para prover atendimento e a medicação necessários, além da falta do equipamento médico indispensável; assim, os médicos e profissionais paramédicos que também estão sitiados em Gaza estão sendo impedidos de dar tratamento adequado aos feridos de guerra.”
Os habitantes de Gaza estão sem suficiente atendimento básico de saúde, de fato, já desde antes da invasão de Israel, por causa do bloqueio imposto à Faixa de Gaza, mas nas duas últimas semanas a situação agravou-se muito.
Falk, como inúmeros outros observadores, também condenam o lançamento de foguetes Qassams contra Israel. Desde o início da guerra, já morreram 12 israelenses; e morreram 800 gazenses. Mas a denúncia mais grave, de todas as graves denúncias do “Relatório Falk” à ONU, diz respeito aos ataques aéreos que Israel tem feito contra a Faixa de Gaza, e contra “os países que foram e continuam a ser cúmplices, direta ou indiretamente, das violações, por Israel, da lei internacional.”
Frida Berrigan chamou a atenção para o fato de que
“Durante o governo Bush, Israel recebeu mais de 21 bilhões de dólares para seus programas de segurança, dos quais 19 bilhões de ajuda direta para reequipamento do exército. O núcleo principal do atual arsenal bélico de Israel é equipamento que lhe chega pelos programas de cooperação dos EUA. Por exemplo, os EUA forneceu 226 jatos F16 e outros modelos de bombardeiros; mais de 700 tanques M-60, 6.000 veículos blindades, além de aviões e helicópteros para transporte de tropas, helicópteros de ataque, de serviços, para treinamento, bombas e mísseis táticos de vários tipos.”
Funcionários dos serviços médicos da Palestina dizem que mais da metade dos 800 palestinenses mortos e 3.000 feridos são civis. Negar socorro e assistência médica a civis feridos é violação flagrante de direitos humanos básicos.
O Egito está negando socorro médico à população de Gaza. Na estrada, a meio caminho da viagem entre Cairo e Rafah, vimos uma centena de jovens egípcios, bloqueando parte da estrada, em protesto contra a inação do governo egípcio.
Depois de sete dias de completo fechamento, há sinais de que algumas pessoas estão conseguindo atravessar a fronteira para o Egito. Voluntários egípcios da organização Crescente Vermelho (equivalente à Cruz Vermelha ocidental) foram autorizados a entregar suprimentos e alguns dos médicos que esperavam aqui também foram autorizados a entrar em Gaza. Com espalhafato e sirenes ligadas, entraram também 12 ambulâncias egípcias – as quais, contudo, atravessaram a fronteira e estacionaram, à espera de que os doentes e feridos chegassem (e não chegaram, pelo menos enquanto permanecemos ali). Duas ambulâncias saíram de Rafah, conduzindo feridos.
Hoje, os “Médicos pela Paz” não foram autorizados a entrar em Gaza. Alguns deles, exaustos depois de uma semana de espera, começam a voltar para casa. Nicolas disse que fica, e que tentará amanhã, novamente. Por quê? “Porque há 3.000 feridos em Gaza. Tenho de continuar tentando chegar lá.”

janeiro 16, 2009

ISRAEL próximo da SOLUÇÃO FINAL palestina anuncia cessar-fogo "unilateral! ( vários textos, não só em português )

Filed under: Faixa de Gaza, Hamas, Israel, ONU, Oriente Médio — Humberto @ 1:36 am
Eu ainda estava aprontando este post ( há alguns dias ) quando acabo de ler que Israel anuncia um “cessar-holocausto” unilateral ( unilateral, assim como é o holocausto palestino ) : “Israel inicia trégua unilateral em Gaza; Hamas lança foguetesda Folha Online”. Mas, como não gosto de começar uma coisa e abandoná-la e, por conter umas informações que julgo atemporais, então só estou acrescentando este prólogo, OK?
Sem contar que, hoje, após ter lido algo sobre Isrel ter bombardeado mais alguma instalação da ONU, como a agência humanitária ( UNRWA ), passei o resto do dia me perguntando: será que o alvo visado por Israel, quando iniciou esses massacres todos, era mesmo o Hamas, e não a ONU…?
Presidente do Parlasul defende sanções comerciais contra Israel
O presidente do Parlamento do Mercosul, deputado Dr. Rosinha (PT-PR), defendeu ontem a adoção de sanções comerciais contra Israel por parte da comunidade internacional por conta dos ataques militares contra os palestinos na faixa de Gaza. Desde o último dia 27 dezembro, em quase três semanas de ataques, o exército israelense já matou mais de mil palestinos e feriu aproximadamente outros 4 mil. Conforme fontes médicas da faixa de Gaza, ao menos 40% dos mortos são civis. “Para forçar um cessar-fogo efetivo e inclusive evitar novos ataques no futuro, Israel deveria ser alvo de sanções econômicas imediatas pelos demais países e pelos blocos da comunidade internacional. O que vemos até agora são as resoluções da ONU sendo ignoradas, enquanto o massacre continua”, avalia Dr. Rosinha.
Acordo
Dr. Rosinha também revelou que irá trabalhar contra a aprovação, pelo Congresso Nacional, da mensagem que trata do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e Israel. Assinado em dezembro de 2007, o acordo tramita no Legislativo brasileiro desde outubro do ano passado. Em março de 2008, o deputado brasileiro já havia apresentado, no âmbito do Parlamento do Mercosul, uma proposta de recomendação relativa ao acordo Mercosul-Israel. “Ao contrário do que fizeram a União Europeia e o Canadá quando assinaram tratados com Israel, o Mercosul não está proibindo a importação de produtos que têm origem em territórios ocupados ilegalmente. O texto atual da Constituição brasileira não permite que o Legislativo venha a vetar um acordo, mas podemos deixá-lo simplesmente na gaveta ou, no caso específico deste com Israel, podemos inserir limitadores”, observa Dr. Rosinha.
Da Redação/PCS
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara’)
Agência CâmaraTel. (61) 3216.1851/3216.1852Fax. (61) 3216.1856E-mail:agencia@camara.gov.br
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Israel atinge prédio da Reuters em Gaza
COMUNIQUE-SE, 15.01.09
As forças israelenses atacaram, nesta quinta-feira (15/01), o prédio onde funciona a Reuters, no centro de Gaza. Segundo a agência, um jornalista, da TV Abu Dhabi (Emirados Árabes), que trabalhava no 14º andar do prédio, ficou ferido.
As informações iniciais dão conta de que um míssil ou um foguete teria atingido o 13º andar do prédio, onde funciona uma produtora local. A sucursal da Reuters em Gaza funciona no 12º andar.
A Reuters informa que, antes do ataque, um porta-voz militar israelense conversou com funcionários da agência em Jerusalém para pedir a localização correta da empresa em Gaza. No início da guerra, a empresa tinha a garantia de não se tornar alvo de militares israelenses.
Depois do ataque, um porta-voz militar israelense informou que o ataque foi feito porque havia informações de que militantes do Hamas escondiam-se no prédio da imprensa.
Ainda na quinta, um prédio da ONU, onde se refugiam 700 pessoas, foi bombardeado em Gaza. Três funcionários da ONU ficaram feridos. O governo israelense classificou o ataque de “grande erro”.
O ministério da Saúde, controlado pelo Hamas, informa que ao menos 1.055 palestinos morreram na guerra. Do lado israelense, são 13 mortos – sendo três deles civis.
Federação Internacional de Jornalistas diz que vai investigar ataquesA Federação Internacional de Jornalistas (IFJ) disse nesta quinta (15/01) que pretende “investigar amplamente” o ataque à sede da Reuters em Gaza. A IFJ pede aos meios de comunicação em Gaza que partilhe informações para a investigação.
“Este último ataque contra a imprensa é uma prova irrefutável de que Israel persegue uma estratégia clara de intimidar a mídia do mundo, inclusive deliberadamente matando e ferindo jornalistas, em uma ação contra a informação independente sobre o conflito”, alegou Aidan White, secretário-geral da IFJ.
Com informações da Agência Reuters.

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( Caros leitores do BFI e do Encalhe: esse daqui a seguir eu descolei na Internet, e possui um enfoque mais religioso ( cristão, diga-se ), mas pelas informações cronológicas, pode ser útil. Detalha as – supostas – diversas movimentações ao longo de décadas que – teoricamente – acabariam resultando na criação do Estado de Israel. Confesso, não tenho um conhecimento pleno da questão, a não ser a simpatia pelo mais fraco, e procuro buscar informações além das fontes jornalisticas.
Repito: não sei se possui algum valor histórico ou comprovação insuspeita. Leiam, contudo, e sem torcer o nariz. )
TEMPO DE MARANATA E O SIONISMO
Tirado do site da Igreja Renovada
Written by Administrator, on 20-Nov-2008
NORBERT LIETH
Em outras oportunidades já salientamos o paralelismo entre o reavivamento do “Maranata!” (“vem, nosso Senhor!”), um novo despertar entre os cristãos quanto à expectativa da iminente volta de Jesus, e o sionismo, o movimento para trazer os judeus da Diáspora (Dispersão) de volta para Eretz Israel (a Terra de Israel). Esses dois importantes processos deram-se quase simultaneamente. A revista “Christen an der Seite Israels” (“Cristãos que apóiam Israel”) publicou uma tabela cronológica do retorno dos judeus à sua antiga pátria:
1838: Em Viena (Áustria) foi fundada “Die Einheit” (“A Unidade”), uma organização judaica secreta destinada a fomentar a emigração dos judeus para a “Palestina”.
1840: Lord Palmerston, o ministro do Exterior britânico, encarrega a embaixada britânica na Turquia de interceder junto ao sultão turco pelo retorno dos judeus à “Palestina”.
1844: O pastor britânico Bradshaw sugere que sejam disponibilizadas consideráveis somas de dinheiro para uma nova colonização da Terra Santa.
1849: O coronel britânico e sionista cristão George Gawler (1796–1869) acompanha o filantropo judeu Sir Moses Montefiore em uma viagem à Terra Santa e convence-o a investir na reconstrução da nação judaica.
1860: Na cidade prussiana de Thorn realiza-se uma conferência judaica. É discutida a possibilidade de fundar uma nação judaica na “Palestina”.
1864: O cristão e sionista suíço Henri Dunant (fundador da Cruz Vermelha) solicita a Napoleão III e a outros chefes de Estado que apóiem o retorno dos judeus à Terra Santa.
1865: Após duas visitas à Terra Santa, o luterano e sionista alemão Dr. C. F. Zimpel publica um “Chamamento a toda a Cristandade e aos Judeus em prol da Libertação de Jerusalém”.
Pouco tempo mais tarde, Zimpel escreve profeticamente: “No final, a emigração para a Palestina será a única salvação para os judeus. Eles serão odiados por todos”.
1874: O filho do cristão sionista George Gawler, John Cox Gawler, dá continuidade à obra de seu pai e torna público um detalhado e prático projeto para a povoação de Eretz Israel (a terra de Israel) pelos judeus.
1875: O cristão sionista Henri Dunant funda em Londres a “Palestine Colonization Society”. Seu alvo: apoiar e facilitar o retorno dos judeus a Israel.
1878: O homem de negócios e missionário americano William Blackstone publica seu livrete “Jesus Vem”, no qual conclama a uma retomada da vida nacional judaica em Sião.
1881: No leste europeu, o movimento religioso-sionista “Hibbat Zion” (“Amor por Sião”) conclama à emigração judaica para a “Palestina”.
1882: O judeu alemão Leo Pinsker escreve seu livro “Auto-Emancipação”, onde apela aos judeus para que iniciem uma “volta nacional para as margens do rio Jordão”.
1882–1904: Mais de 25.000 judeus do leste europeu emigram para Eretz Israel (primeira “aliá” [imigração]).
1884: William Hechler, cristão sionista e pastor da embaixada britânica em Viena, escreve “A Volta dos Judeus à Palestina Segundo os Profetas”. Posteriormente, ele faz amizade com Theodor Herzl, a quem aconselha e aproxima dos líderes europeus.
1896: Theodor Herzl publica seu livro “O Estado Judeu”. A obra é a base do sionismo político e um guia para a fundação do novo Estado de Israel em 1948.
1897: Acontece o primeiro Congresso Sionista na Basiléia (Suíça). O sonho sionista de Herzl apela principalmente aos judeus do leste europeu, que iniciam a dura viagem a Israel. Convidados de honra do Congresso, além dos 159 delegados, foram os proeminentes sionistas cristãos pastor William Hechler, Henri Dunant e o pastor luterano alemão Dr. Johann Leptius.
O movimento religioso “Hibbat Zion” adere à Organização Sionista, de orientação secular.
1898: Após intenso lobby do pastor William Hechler, o imperador alemão Guilherme II foi o primeiro líder europeu a publicar um manifesto de apoio ao sionismo.
1914: Entre 1881 e 1914 mais de 60.000 judeus russos partem para Israel. Outros dois milhões fogem para os EUA e 200.000 vão para a Inglaterra.
1917: O ministro do Exterior britânico Lord Balfour declara que a Grã-Bretanha apóia oficialmente a fundação de um “lar judeu” na “Palestina”.
O presidente americano Woodrow Wilson apóia a “Declaração Balfour”. Ela passa a ser a base jurídica para futuros documentos da Liga das Nações e das Nações Unidas.
A partir de 1919: Primeira onda de emigração de judeus alemães para a “Palestina”.
1936–1939: O oficial britânico cristão Charles Orde Wingate forma tropas de combate judaicas na “Palestina”. Sob sua liderança, elas combatem o terrorismo árabe. Por sua postura sionista, ele é transferido em 1939.
1945, 30 de abril: Suicídio de Hitler.
1945, 9 de maio: Capitulação incondicional da Alemanha. Fim da Segunda Guerra Mundial, que dizimou aproximadamente 60 milhões de pessoas.
1948, 14 de maio: Fundação do Estado de Israel com a Declaração de Independência proferida por David Ben Gurion.
1949: Jerusalém torna-se novamente a capital de Israel.
1950: O sionista cristão Pierre von Paaschen publica o “Jewish Calling” (“Clamor Judeu”), onde transcreve o lamento de Raquel da seguinte maneira: “Se Israel morrer, Tua Torá ficará vazia e sem valor. O mundo não será salvo. Se Israel for apagado da face da terra, Tu não serás mais o Santo de Israel”.
1967: Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel conquista a Judéia, a Samaria, as colinas de Golan, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Inúmeros lugares sagrados do judaísmo e do cristianismo voltam ao domínio judeu.
A URSS rompe relações diplomáticas com Israel.
A Holanda assume a representação diplomática israelense na União Soviética, tornando-se responsável diante das autoridades pela emigração dos judeus soviéticos para Israel.
1971: Em uma carta dirigida ao jornal “L’Osservatore Romano” do Vaticano, o teólogo católico e sionista cristão John Oesterreicher critica a postura anti-israelense do jornal e da igreja católica: “Enquanto cristãos e muçulmanos usufruíam de liberdade religiosa em Israel sob o domínio jordaniano (1948–1967), os judeus eram privados desse direito. Eles não podiam nem orar junto ao Muro das Lamentações… Não se ouviu protestos dos cristãos contra a destruição de todas as sinagogas na parte oriental de Jerusalém, administrada pela Jordânia.”
1972: A partir desse ano cresce novamente a imigração de cidadãos judeus oriundos da URSS. Na década de 70 chegaram aproximadamente 100.000 judeus russos a Israel.
1989: De outubro de 1989 até o final de 1999, mais de 700.000 judeus russos chegam a Israel.
1998: O jovem Estado de Israel comemora seu 50º ano de existência.
1999: Israel tem mais de 6 milhões de habitantes, dos quais 4,8 milhões são judeus. O forte fluxo de imigrantes judeus do leste europeu se mantém.
Sob o título “Sensacional retorno à Bíblia”, o texto prossegue:
Depois que o imperador Constantino tornou-se cristão no ano 313 e da igreja ter perdido a expectativa de um reino divino… somente com a Reforma voltou-se a pensar no assunto.
Mas apenas no início do século 19 essa questão voltou a despertar maior interesse. Em 1826, cinqüenta teólogos e leigos reuniram-se no sul da Inglaterra para orar intensivamente e estudar a Bíblia… A revista “The Morningwatch” (“A Vigília da Manhã”) começou a ser editada. As mensagens bíblicas do reino messiânico e do lugar de Israel nesse reino foram redescobertas.
Vivemos em um tempo extraordinário, no limiar para a meia-noite. O Senhor quer despertar e santificar Sua Igreja. Em seu comentário sobre o Evangelho de Mateus, Ernst Kruppa escreve:
Certa vez li o Novo Testamento e sublinhei com uma caneta verde todas as passagens que falam da vinda do Senhor. No final da leitura, meu Novo Testamento estava quase todo verde. E eu mesmo pude me certificar de que a maioria das passagens que falam da volta de Jesus vem acompanhada de exortações à santificação diária. Isso deixou muito claro para mim que a volta de Jesus não é uma questão de números e datas, mas de santificação. A Palavra de Deus não nos ordena que façamos cálculos com datas – ela nos ordena que sejamos santos.
Lemos na parábola das dez virgens: “Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25.6). Seria extenso demais tratar aqui de todos os impressionantes sinais preparatórios do palco do fim dos tempos, que atualmente apontam para seu clímax. Nos últimos 150-200 anos irrompeu entre os judeus espalhados pelo mundo a idéia de voltarem para sua pátria, e paralelamente a Igreja de Jesus voltou a ter consciência do retorno do Senhor e do arrebatamento. Nesse período, sucederam-se duas guerras mundiais, acompanhadas de outros rumores de guerra (Mt 24.6). Desde o século 19 os terremotos aumentaram drasticamente e, como nunca antes na História, hoje temos os meios para ficar sabendo a respeito da sua ocorrência. Os desenvolvimentos na área da tecnologia sucederam-se em ritmo tão frenético que é quase impossível acompanhá-los. Além disso, os países da Europa estão com muita pressa para consolidar a sua união.
Parece que no século 19 uma roda começou repentinamente a se movimentar, que mais e mais engrenagens se uniram e que tudo passou a girar em velocidade cada vez maior. Maranata! Jesus está voltando! (Norbert Lieth –
http://www.chamada.com.br/)
Last update : 20-Nov-2008
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Americans Sound Off: Stop Palestine Massacre
AMERICAN FREE PRESS
By Mark Anderson
McAllen, Texas – On Jan. 9, about 150 demonstrators here raised awareness in their community about U.S. policy regarding the brutal Israeli assault against Palestinians in Gaza. Some carried signs of heart-rending images of murdered mothers and children—the kind of images controlled American corporate newspapers would never print in a trillion years. However, the protesters—many of them from the local Muslim community, accompanied by other concerned Americans—know that the American people need to see such pictures if there is ever going to be a lasting, genuine peace in that tumultuous part of the world.
ARTICLE FOLLOWS AFTER VIDEOS
TEXAS PROTESTS SOUND OFF
http://www.youtube.com/watch?v=-SfmjlEnYOE&eurl=http://www.americanfreepress.net/html/palestinemassacre
1409.html&feature=player_embedded
American Free Press covered one in a series of protests by area people who also are getting together at local colleges and other venues to stress the need for peace and how to achieve it. While their weekly demonstrations could have concluded on Jan. 9, the growing turnout has prompted organizers to continue the demonstrations each Friday at a busy street in McAllen, a city of more than 100,000 people in Hidalgo County.
“1-2-3-4 — stop the killing, stop the war!!” the demonstrators loudly chanted, encouraging motorists to honk. Dozens of drivers did so approvingly. As far as one could tell, no one passing the demonstration openly expressed disapproval. Some drivers leaned on their horns to sustain the sound, as heard on an AFP news video posted at AmericanFreePress.net.
Among the demonstrators were young Muslim women, many of whom were dressed in traditional garb. Several of the protesters have relatives in Gaza and are shaken by the actions of Israeli military, which is using tanks, fighters bombers, artillery and ground troops against noncombatants consisting of largely unarmed villagers who, to add terrible insult to horrific injury, are barricaded in Gaza—a place where Palestinians long have been caged as Israel continues its decades-long plan to drive them from what was Palestine into small, highly-surveillanced, heavily-guarded areas such as Gaza and the West Bank.
The Gaza Strip, which borders Egypt, is just over twice the size of Washington D.C. It has 1.5 million people squeezed into it. Its west side faces the Mediterranean Sea, so their backs are against the water. Its electricity and currency come from Israel. About 80 percent of the people live below the poverty level in a place where small textile, agricultural and craft production fuels much of the economy.
Currently in Gaza, the Palestinians are not even allowed to leave what has been called “the world’s largest open-air prison,” nor are medicine and food allowed in since the shooting started in December, according to various world news reports, and confirmed by close observers who communicate with AFP. Shipments of vital necessities actually have been attacked by the Israeli military. Journalists, who have been targeted, sum it up as follows: no vital supplies go in, no sensitive information gets out.
But thanks to the Internet, camera-phones, brave reporters and other means, there is a leak that enables the truth to trickle out to the outside world.
Palestinian-American activist Hesham Tillawi—speaking Jan. 10 on the resumed radio show, When Worlds Collide*, on the Republic Broadcasting Network—told this AFP writer-host that his recent demonstration in Lafeyette, La., also went well, with more than 100 attending and passers-by expressing approval. In Tillawi’s view, the world has never witnessed abject brutality quite like this—with the world’s fourth largest military cowardly hurling heavy explosives at trapped villagers, as if it were engaging an enemy army. And to think, he said, that all that destructive power is in return for rockets fired into Israel by angry or misguided people from the Gaza side. These rockets, according to Tillawi, are makeshift fireworks with a little extra punch.
When this AFP writer was on assignment in San Antonio Jan. 4, the television news flashed death-counts of five or less on the Israeli side and nearly 500 on the Palestinian side, while trying to characterize the one-sided assault as just another “standoff” among many that have happened over the years; sort of like, “Here they go, again.”
One of the Texas demonstrators, Muslim-American Amin Abraham, said Israeli needs to abide by the Geneva Conventions. Beyond that, he expressed an even-handed outlook, saying, “We’re not here to protest one side against another; we’re here to talk justice. We’re not here to support Hamas. We’re here to protest the killing of innocent people. We need the world to stand up for what is right.”
An American demonstrator who preferred not to be named added that many Jewish people here and abroad “would agree with what we’re doing right now.” He added that he is taking part in February programs at South Texas Community College in nearby Weslaco, to continue discussing the situation in Gaza. This protester, focusing on American involvement in this matter, also noted: “This is a demonstration against U.S. policy.”
AFP talked to several protesters and could not find anyone who disagreed with the notion of eliminating U.S. foreign aid to the state of Israel, recognizing that much of that aid translates into U.S. military assistance. That includes protester Hasan Mohammed, a Muslim-American who appears on the above-noted AFP news video.
He did not mince words: “It’s little concentration camps [Gaza, West Bank and several other Palestinian areas]. They have no right to move from one place to another,” he said, adding that while the current assault is terrible, ongoing life in Gaza, a place he has resided in, is quite tragic by itself, as Israeli military and settlers will arrest, assault and sometimes kill any Palestinian who may wander into the wrong zone outside of approved Palestinian areas.
A reliable AFP source now residing somewhere is Gaza informed this newspaper: “There are anti-war demonstrations in Israel like Tel Aviv … the situation is really bad and drastic. Unless you are actually in Gaza, the rest [of the news] is indirect …you know what I mean, but the tragedy of Gaza is that they have not been allowed to move out or go out or something like that … they are a sitting-duck target. Also people—children—have starved to death, too. Maybe the parents died while trying to look for food … or a family member who lost everyone like 19 family members and being the only one left … it is so awful that I really have no words and hope that the bombings will stop if only for the psyche and stress of the people.”
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Britânico The Independent faz parceria com a Al-Jazeera
COMUNIQUE-SE
O site britânico The Independent anunciou, nesta quinta-feira (15/01), o início de uma parceria com a Al-Jazeera em inglês. Pelo acordo, o canal árabe irá publicar boletins diariamente, em vídeos com duração de dois a três minutos. O material é produzido nos estúdios da emissora em Doha, Kuala Lumpur, Londres e Washington.
“Transformar o nosso conteúdo acessível ao público internacional por meio de diferentes canais de distribuição tem sido uma prioridade para a Al Jazeera e esse acordo com o Independent faz parte dessa missão”, disse o diretor da emissora Tony Burman.
O diretor-editorial do Independent Jimmy Leach acredita que a parceria, além de oferecer um conteúdo diferenciado para os seus leitores, permite o crescimento da audiência em outros países.
A
Al-Jazeera em inglês transmite sua programação para mais de 130 milhões de residências em todo o mundo. Por ser a primeira emissora em inglês baseada no Oriente Médio, ela tem acesso a informações, principalmente no mundo árabe, que os outros veículos não possuem.
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Cronologia do conflito Árabe-israelense
1517-1917 A Palestina é parte do Império Otomano
1881- O Império Otomano anuncia permissão de imigração para judeus que vivem fora do império, exceto para a Palestina
1882 – O Barão Edmond de Rothschild de Paris começa a financiar a colonização judaica na Palestina.
Primeira onda imigratória em massa de judeus (até 1903), principalmente da Rússia, para a Palestina.
Império Otomano adota a política de permitir a visita de peregrinos e homens de negócio judeus à Palestina, sem permitir o assentamento.
1884 – Império Otomano decide fechar a Palestina para homens de negócio judeus, mas não para os peregrinos.
1888 – Potências européias pressionam o Império Otomano a permitir a imigração de judeus à Palestina, desde que o façam individualmente e não em massa
1896 – Publicação do livro “Der Judenstaat” pelo jornalista judeu austríaco Theodor [ HERZL ] propondo a criação do Estado Judeu, na Argentina [ ??? ] ou na Palestina.
O sultão otomano Abd-al Hamid II rejeita a proposta de Herzl de que a Palestina seja concedida aos judeus: “Não cederei nenhuma parte do império”.
1897 – Primeiro Congresso Sionista, em Basiléia, na Suíça. Estabelece a Organização Sionista Mundial e um programa de colonização da Palestina.
Em resposta o sultão otomano Abd-al Hamid II envia membros de sua corte para governar a província de Jerusalém.
1900 – Keren Keyemeth (Fundo Nacional Judaico) é fundado pela Organização Sionista Mundial para aquisição de terras na Palestina.
1903 – Herzl apresenta ao Sexto Congresso Sionista a proposta británica de Uganda como refúgio temporário para os judeus russos que se encontravam em perigo imediato devido a pogroms (perseguições).
Ainda que ressaltasse que essa proposta não alteraria a meta final do sionismo, ou seja, uma entidade judia na Terra de Israel, a idéia quase provocou um cisma no movimento sionista.
A proposta de Uganda foi abandonada no Sétimo Congresso em 1905.
1904 – Morte de Theodor Herzl.
Início da segunda onda de imigração judaica (até 1914), sobretudo da Rússia e da Polônia.
Nesse ano havia na Palestina 70.000 judeus, em 1914 chegaram a ser 150.000.
1909 – Fundação de Tel-Aviv, a primeira cidade moderna completamente judia
1914 – Início da Primeira Guerra Mundial
O Império Otomano entra na guerra ao lado da Alemanha.
1916 - Acordo secreto entre Inglaterra e França para divisão dos territórios do Império Otomano. Revolta árabe contra o domínio otomano [ OBS: "Que conveniente..." - BFI ].
1917 – O ministro das Relações Exteriores Britânico Lord Balfour envia carta para o Barão de Rothschild prometendo apoio britânico ao estabelecimento de um “Lar Nacional Judaico” na Palestina.
1919 – Primeiro Congresso Nacional Palestino em Jerusalém. Este Congresso rechaça a Declaração Balfour e pede às potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial na Conferência de Versalhes a independência para a Palestina. Chaim Weizman chefia a delegação sionista na Conferência do Tratado de Versalhes.
1919-1923 Terceira onda de imigração judaica, sobretudo da Rússia
1920 – Liga das Nações define o mandato britânico sobre a Palestina
1921 – Distúrbios em Jaffa, cidade próxima a Tel-Aviv, em protesto contra a grande imigração judaica
1922 – Primeiro censo britânico na Palestina: total de 757.182 habitantes (11 % judeus)
O Primeiro Livro Branco de Churchill (então secretário das Colônias no governo de David Lloyd George) separa a Transjordânia (atual Jordânia) da área a ser incluída no “Lar Nacional Judaico” segundo as cláusulas da Declaração Balfour.
1924-1932 Quarta onda de imigração judaica (sobretudo da Polônia).
1925 – Greve geral palestina em protesto contra a visita de Lord Balfour a Jerusalém.
Fundação da Universidade Hebraica de Jerusalém
1926 – Primeiros distúrbios em Hebron entre árabes e judeus
1928 – Conferência Islâmica em Jerusalém exige a proteção de seus direitos de propriedade sobre o Muro das Lamentações, então considerado sagrado também para os muçulmanos
1929 – Novos distúrbios em Jerusalém, Hebron e Safed.
1930 – Comissão britânica para investigar os distúrbios de 1929
Segundo Livro Branco (Passfield) do governo britânico: a imigração judaica à Palestina e a compra de terras por parte dos judeus deve cessar.
1931 – Congresso Pan-Islâmico em Jerusalém com a participação de 145 delegados de países muçulmanos.
Segundo censo britânico da Palestina: 1.035.154 habitantes (16 % judeus).
1932 – Primeiro partido político palestino constituído de forma regular, o Istiqlal (Independência), com Awni Abdul-Hadi como presidente.
1933-1939 – Quinta onda de imigração judaica, sobretudo da Alemanha e de territórios sob o controle alemão.
1933 – Revoltas árabes em Jaffa e Jerusalém contra a política britânica, julgada pró-sionista.
1934 – Início da imigração ilegal de refugiados judeus da Europa que não podiam imigrar legalmente de acordo com as cotas britânicas.
1935 – Xeque al-Qassam, liderando o primeiro grupo guerrilheiro palestino, morre em ação contra as forças de segurança britânicas.
1936 – Ano-recorde em número de imigrantes judeus.
1936 – Revolta árabe em toda a Palestina, principais confrontos ocorrem em Jaffa.
1937 – A Comissão britânica Peel recomenda a partilha da Palestina entre árabes e judeus. O Governo Britânico aceita em princípio suas recomendações.
1937-1938 – Repressão da revolta árabe pelos britânico
1938 – Comissão britânica conclui ser impraticável a proposta de partilha da Palestina feita em 1937.
1939 – Maio – Terceiro Livro Branco (MacDonald) do governo britânico rejeita a partilha da Palestina e prevê a criação de dois estados independentes: um judeu e outro árabe.
Setembro – Início da Segunda Guerra Mundial.
Frase do líder judeu David Ben Gurion: “Combateremos na guerra como se não houvesse o Livro Branco e combateremos o Livro Branco como se não houvesse guerra.”
1944 – Brigada Judaica lutando na Segunda Guerra como parte das forças britânicas
1945 – A Liga Árabe decide pelo boicote de produtos produzidos por judeus na Palestina
1946 – Os imigrantes judeus ilegais são deportados para campos de “pessoas deslocadas” em Chipre.
Radicais judeus explodem o Hotel King David em Jerusalém.
A Transjordânia recebe independência com o nome de Reino Hashemita da Jordânia.
1947 – Julho – A imigração ilegal continua a trazer refugiados judeus à Palestina. O vapor Exodus é repelido à força das costas da Palestina de volta à Europa, com 4.500 sobreviventes do Holocausto a bordo.
Novembro – A ONU (Organização das Nações Unidas) propõe a Partilha da Palestina, com o estabelecimento de um estados árabe e um judeu
Em 1947 viviam na Palestina cerca de 600 mil judeus e mais de um milhão de árabes.
1948 – Abril – Radicais judeus atacam a aldeia árabe de Deir Yessin, deixando 254 mortos
14 de maio: Proclamação do Estado de Israel.
Ben Gurion é o chefe do governo provisório.
O Presidente Truman dos E.U.A. reconhece o Estado de Israel; o reconhecimento soviético é dado três dias depois.
15 de maio: Final do mandato britânico. Britânicos abandonam a Palestina.
Maio de 1948- janeiro de 1949 – Os árabes da Palestina e os estados árabes da região (Egito, Síria, Jordânia, Líbano e Iraque, com o apoio de Arábia Saudita e Iêmen) entram em guerra contra Israel.
Israel vence a guerra e passa a controlar 78% do território da Palestina, enquanto o plano de partilha da ONU lhe dava 55 %.
1949 – Israel assina acordos de armistício com o Egito, Líbano, Jordânia e Síria.
Primeiras eleições para o Parlamento Israelense. Ben Gurion é o primeiro ministro
Israel é admitido como 59º membro da ONUA Assembléia Geral da ONU vota a favor da internacionalização de Jerusalém.
Ben Gurion declara que Jerusalém é a Capital Eterna de Israel.
1948-1952
Imigração em massa de populações judaicas dos países árabes e da Europa a Israel.
1950
Unificação da Cisjordânia com o reino da Jordânia
Faixa de Gaza sob administração egípcia.
1951
Yasser Arafat reorganiza a União dos Estudantes Palestinos no Cairo
1956
Nasser nacionaliza o Canal de Suez
Crise de Suez: Israel, apoiado pela França e pelo reino Unido, ocupa Gaza e a maior parte do Sinai e é obrigado pelos EUA e URSS a recuar.
1964
Criação da O.L.P (Organização para Libertação da Palestina) em Jerusalém.
1965
Presidente Bourguiba da Tunísia propõe o reconhecimento de Israel por parte dos árabes nos termos da resolução de 1947 da ONU (Partilha da Palestina)
1967
Guerra dos Seis Dias. Reunificação de Jerusalém. Israel conquista o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e as colinas de Golan.
1970
Jordânia desencadeia ofensiva contra os palestinos ( episódio conhecido como Setembro Negro). Morreram cerca de 10 mil palestinos e mais de 15 mil ficaram feridos.
Foi o fim da guerrilha palestina na Jordânia. Palestinos começam a emigrar para o Líbano
1972
Onze atletas israelenses são mortos em atentado terrorista durante os Jogos Olímpicos de Munique; os jogos não são interrompidos.
1973
Guerra do Yom Kippur.
1975
A Assembléia Geral da ONU aprova uma resolução igualando o sionismo a racismo (abolida [ OBS: com o apoio do Brasil ] em 1991)
1977
Eleições gerais em Israel. O Likud (conservador) sobe ao poder, liderado por Menachem Begin, após 29 anos de governos do Partido Trabalhista. O presidente egípcio Anuar el-Sadat visita Jerusalém e discursa no Knesset.
1978
Sadat e Begin ganham o Prêmio Nobel da Paz.
1979
Israel devolve ao Egito a península do Sinai. Assinado em Camp David o Tratado de Paz entre o Egito e Israel.
1982
Israel invade o Líbano na Operação “Paz para a Galiléia”, após ataques da OLP ao norte de Israel. Arafat vai para a Tunísia.
1983
Begin renuncia. Yitzhak Shamir torna-se o líder do Likud.
1987
Começo da Intifada, com distúrbios em Gaza (9 de dezembro).
1988
Jordânia renuncia a qualquer direito sobre a Cisjordânia.
Arafat renuncia ao terrorismo como forma de ação política.
1989
Início da imigração em massa de judeus soviéticos para Israel.
1991
O Iraque é derrotado na Guerra do Golfo Pérsico por uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Arafat apóia Saddam Hussein
1992
Eleições gerais em Israel. O Partido Trabalhista vence, com Yitzhak Rabin como Primeiro-Ministro.
1993
13 de setembro – Assinatura da Declaração de Princípios entre Israel e a OLP.
Israel a partir daí concederá autonomia administrativa aos palestinos na faixa de Gaza e em grande parte da Cisjordânia,.
1994
Assinado o Tratado de Paz Israel-Jordânia.Yitzhak Rabin, Shimon Peres e Yasser Arafat são laureados com o Prêmio Nobel da Paz.
1995
4 de novembro – Assassinato do Primeiro-Ministro Rabin.
1996
Eleições gerais em Israel. Benjamin Netanyahu é eleito Primeiro-Ministro.
Pouco progresso nas negociações de paz.
1999
Eleições gerais em Israel. Ehud Barak (Trabalhista), com 56% dos votos, vence Netanyahu e é eleito primeiro-ministro
2000
Janeiro – Conversas de paz entre Israel e Síria terminam sem resultados
Junho – Israel sai do sul do Líbano após 22 anos de ocupação
Julho – Negociadores israelenses e palestinos não chegam a acordo sobre Jerusalém e acusam-se mutuamente de intransigência, mas prometem continuar trabalhando pela paz
Setembro – Revolta palestina após a visita de Ariel Sharon, líder da oposição israelense, à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém
2 de novembro: 2 mortos e 10 feridos em atentado com carro-bomba em Jerusalém Ocidental.
20 de novembro: 2 colonos morrem em atentado com bomba contra um ônibus escolar no Sul da Faixa de Gaza, que deixou 9 feridos, entre eles cinco crianças.
22 de novembro: 2 mortos e 25 feridos na explosão de um carro-bomba em Hadera, ao norte de Tel Aviv.
28 de dezembro: 2 soldados israelenses morrem em atentado com bomba contra uma patrulha do exército no Sul da Faixa de Gaza.
31 de dezembro: o filho e a nora do fundador do movimento racista antiárabe israelense Kach, Meir Kahan, morrem baleados perto da colônia judaica de Ofra, na Cisjordânia.
2001
1º de janeiro: um carro-bomba explode em Netânia, localidade turística do Norte de Tel Aviv, causando uma morte, a do autor do atentado, e deixando 19 feridos.
14 de fevereiro: morrem 8 israelenses, sendo sete soldados, e 21 são feridos por um palestino que se lança com seu veículo contra um grupo de civis e soldados perto de Tel Aviv.
4 de março: um atentado com bomba deixa 4 mortos, entre eles o autor, e 45 feridos em Netânia.
28 de março: um atentado suicida perto de Neve Yamin, no Nordeste de Tel Aviv, mata 2 adolescentes e o autor, e fere 4 pessoas.
10 de maio: 2 operários romenos morrem e um terceiro fica ferido por uma bomba na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.
18 de maio: morrem 6 pessoas, entre elas um kamicaze palestino, e outras 100 ficam feridas em um atentado suicida num centro comercial de Netânia, no Norte de Tel Aviv.
25 de maio: 2 mortos, aparentemente os autores, em um atentado suicida com carro-bomba em Hadera, no Norte de Tel Aviv. Outro atentado com as mesmas características é evitado por soldados israelenses na Faixa de Gaza.
27 de maio: explosão de dois carros-bomba em um intervalo de poucas horas, deixando 2 feridos em Jerusalém.
30 de maio: explosão de um carro-bomba em Netânia.
1º de junho: um kamicaze palestino causa 17 mortes e deixa 75 feridos ao explodir uma bomba perto de uma boate de Tel Aviv.
22 de junho: dois soldados israelenses morrem em um atentado com bomba na Faixa de Gaza, que também custou a vida de seu autor.
16 de julho: dois jovens soldados israelenses, um homem e uma mulher, morrem num atentado suicida com bomba, que também mata o kamicaze palestino e fere 11 pessoas em uma estação de ônibus de Binyamina, no Norte de Israel.
9 de agosto: um atentado suicida em uma pizzaria do Centro de Jerusalém Ocidental, reivindicado pela Jihad Islâmica, causa 17 mortes e deixa 80 feridos.
1º de dezembro: 12 pessoas morrem, entre elas dois kamicazes, e cerca de 170 ficaram feridas em dois atentados em Jerusalém Ocidental.
2 de dezembro: 15 mortos e 40 feridos num atentado dentro de um ônibus, em Haifa (Norte de Israel).
12 de dezembro: três atentados simultâneos: na Cisjordânia, oito israelenses morrem e outros 25 ficam feridos em um ataque armado contra um ônibus perto da colônia judaica de Emmanuel, entre as cidades autônomas palestinas de Kalkiliya e Nablus.
Na Faixa de Gaza, um atentado suicida mata seu autor no assentamento de Gush Katif, no Sul da Faixa de Gaza. Um segundo atentado suicida, no qual o autor também morreu, ocorre no mesmo assentamento com poucos minutos de intervalo. Os dois atentados deixam quatro feridos.
2002
17 de janeiro: seis israelenses, além do palestino autor do atentado, morrem em um salão de festas de Hadera. Outras 34 pessoas ficam feridas nesse ataque com arma automática, cuja autoria foi reivindicada por um grupo armado originado do Fatah.
2 de março: nove israelenses morrem em um atentado suicida no bairro ultra-ortodoxo judaico de Jerusalém Ocidental, Beit Israel, no qual também perde a vida o autor palestino.
9 de março: Em Jerusalém, um kamikaze age num bar do Centro da cidade, matando 11 pessoas, além dele próprio.
12 de março: Oito mortos em um ataque armado contra veículos que circulavam pelo Norte de Israel: seis israelenses e dois assaltantes armados.
20 de março: Um kamikaze explode uma bomba num ônibus perto de uma localidade árabe israelense do Norte de Israel, matando sete pessoas.
21 de março: Três pessoas, além do kamikaze, morrem em um atentado suicida em Jerusalém Ocidental.
27 de março: Vinte e dois israelenses morrem e mais de 100 pessoas ficam feridas num atentado suicida realizado por um kamikaze palestino em um hotel de Netanya.
29 de março: dois mortos, além do kamikaze, em um atentado suicida cometido por uma palestina num centro comercial de Jerusalém Ocidental. A autoria do ataque foi reivindicada pelas Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah.
31 de março: Quinze mortos e 35 feridos em um atentado suicida num restaurante de Haifa, no Norte de Israel, cuja autoria foi reivindicada pelas Brigadas Ezzedin Al-Qassam, braço armado do movimento de resistência islâmica Hamas.
10 abril: Um atentado suicida em um ônibus perto de Haifa deixa oito mortos e 20 feridos.
12 abril: Seis mortos e 60 feridos em um atentado suicida em uma estação de ônibus em Jerusalém Ocidental. O atentado é assumido pelas Brigadas dos Mártires da Al-Aqsa.
27 abril: Cinco israelenses morrem na colônia de Adora, na Cisjordânia, por disparos de assaltantes palestinos que conseguem fugir.
7 maio: Pelo menos 16 israelenses mortos e mais de 50 feridos em um atentado suicida reivindicado pelo Hamas em uma sala de bilhar na cidade de Rishon Le Tsion, ao sul de Tel Aviv. .
ISRAEL ATÔMICO

setembro 23, 2008

ONU: Lula recebe prêmio da IPS ( Inter Press Service ) pelos esforços em inclusão, resolução pacífica de conflitos e garantia de liberdades ( inglês )

Filed under: governo Lula, IPS ( Inter Press Service ), ONU — Humberto @ 8:09 pm
IPS Director General Mario Lubetkin (L) presents IPS International Achievement Award 2008 to Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva. Credit:Mithre J. Sandrasagra/IPS
Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva received the Inter Press Service International Achievement Award 2008 for his efforts in initiating and supporting policies towards social inclusion and peaceful resolution of conflict, and the full exercise of basic human rights and freedoms.
MEDIA: Lula a “Tireless Advocate” for the Poor and Landless
By Katherine Stapp
Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva, who rose from a poor childhood to lead a growing economic powerhouse that has placed the ideal of inclusive prosperity at the centre of its development policies, received the Inter Press Service (IPS) International Achievement Award 2008 Monday.
VEJA ABAIXO:
MEDIA: Lula a “Tireless Advocate” for the Poor and LandlessBy Katherine Stapp
UNITED NATIONS, Sep 22 (IPS) – Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva, who rose from a poor childhood to lead a growing economic powerhouse that has placed the ideal of inclusive prosperity at the centre of its development policies, received the Inter Press Service (IPS) International Achievement Award 2008 Monday.”We would like to honour you because you fought side by side with the landless and deprived, and for your efforts in initiating and supporting policies towards social inclusion and peaceful resolution of conflict, and the full exercise of basic human rights and freedoms, not only in Brazil but among sister nations in Latin America,” said IPS Director General Mario Lubetkin. The Brazilian president, popularly known as Lula, has been deeply involved in international efforts to end poverty and hunger, Lubetkin noted, playing a key role in mobilising support from other world leaders and international organisations. The award ceremony was held at the United Nations headquarters in New York on the eve of the high-level segment of the 63rd session of the General Assembly, which is expected to be attended by over 150 world leaders. In his acceptance speech, Lula emphasised the importance of a free and vibrant media in the global fight against poverty and marginalisation. “As we move toward social justice and pluralism, the independence of sources is fundamental for a democratic dialogue that is enlightened and balanced,” Lula said. “Free access to information is also fundamental in building a world that is more fair and prosperous.” “We know that one of the pillars of democracy and freedom is a free press,” the Brazilian president noted. “That is one of the lessons I learned during the struggle against repression and authoritarianism.” “IPS has brought greater pluralism and diversity to the international press. For 44 years, IPS has given voice to the voiceless. IPS is more than crucial than ever in the creation of South-South dialogues and alternatives to the existing alliances,” he said. Lula was born in 1945, the seventh of eight children, in the small town of Garanhuns, Pernambuco State. He started working at the age of 12 in a dry cleaning shop, later finding jobs as a shoeshine and office boy. Lula first became involved in Brazil’s labour union movement while working at a factory in Sao Paulo. In 1975, he was elected head of the large Metallurgists’ Trade Union. Four years later, he helped lead a strike of 170,000 steel workers. “His political career is a good demonstration of the virtues of democracy,” said Enrique Iglesias, secretary-general of the Ibero-American Conference, a political, cultural and economic cooperation initiative in Latin America and the Iberian Peninsula. “The virtue of giving the chance of becoming president of one of the biggest nations on Earth to a worker with a long history of leadership in a workers’ union,” said Iglesias, who gave the keynote speech at the ceremony. In 1980, Brazil’s military dictatorship cracked down on the organised labour movement, using the National Security Law to imprison several prominent leaders, including Lula, who served 30 days in jail. That same year, Lula founded the Workers’ Party, which would eventually catapult him to the presidency after nearly three decades without direct elections. He came to office in October 2002 with 53 million votes. He was re-elected in October 2006, garnering about 58 million votes.
Lula’s generous social programmes have been widely credited with lifting millions of Brazilians out of poverty. For example, to tackle the problem of malnutrition, which affects an estimated 15.6 million Brazilians, the Lula government devised Fome Zero (Zero Hunger). The fund builds cisterns in Brazil’s semi-arid region, fights child labour, strengthens family agriculture, subsidises food and other essential items for the poor, and many other things. Fome Zero requires families to send their children to school and get regular vaccinations. Lula’s government has also cancelled more than 1.7 billion dollars in debts owed by the poorest countries, and participates in numerous South-South cooperation projects, including sustainable farming initiatives in Cuba and some African countries. “This type of information is not always publicised by the big media outlets in Brazil and abroad,” Lula said. “For that reason, we need IPS to be an example for the creation of other similar agencies.” On the economic front, Brazil has diversified its industrial base and invested in both agriculture and lucrative exports like oil, leading to both a high growth rate — 5.4 percent in 2007 — and a strong domestic market that makes the country less vulnerable to the shocks rattling the rest of the world. “Brazil today is a very important player in the new generation of emerging economies that are trying to change the rules of the game of trade and finance in order to build a new set of international relations based on a more fair distribution of opportunities among the south and the north in the world,” Iglesias noted. At the same time, he said, Lula’s government has focused its attention on “areas that directly impact the poorest layers of society. In one generation, Brazil has achieved great improvements in reduction of poverty and elimination of hunger and malnutrition. This is reflected in statistics, but also in the political support of the people for the government’s policies.” According to the World Bank, Brazil’s income gap has shrunk by six percent since 2001, more than any of its neighbours. In a reversal of the trend in many nations, the poorest 10 percent of Brazilians saw their incomes rise by 58 percent between 2001 and 2006. “You have proved, by example, that your country’s vibrant economy, achieved during your tenure in office, can go hand in hand with the extension of its benefits to the majority of the population,” Lubetkin said. “And you have proved that economic progress only makes sense if it serves to improve the living conditions of society as a whole.” The IPS International Award was created in 1985 to honour journalists and world leaders who contributed to peace, human rights, gender empowerment, good governance and social and economic equity. Past winners include First Lady of France Danielle Mitterrand (1991); President of Finland Martti Ahtisaari (1994); U.N. Secretary-General Boutros Boutros-Ghali (1996); Graca Machel, First Lady of South Africa (1998); and U.N. Secretary-General Kofi Annan (2006). (END/2008)

setembro 17, 2008

Membro da ONU critica editorial sobre a Bolívia

Filed under: Bolívia, El País, Evo Morales, golpismo, ONU — Humberto @ 8:05 am
Membro da ONU critica editorial sobre a Bolívia
COMUNIQUE-SE, 15.09.08
Um editorial
publicado pelo jornal espanhol El País foi criticado por Bartolomé Clavero, membro do Foro Permanente das Nações Unidas para as Questões Indígenas. Por meio de carta enviada aos responsáveis pelo veículo, Clavero afirma que eles “reconhecem parte do que vinham ocultando, mas não cessam em seu empenho de desinformação. Mostram-se cegos e alimentam a cegueira”.
O editorial intitulado “O incêndio da Bolívia”, publicado no dia 13/09, trata dos conflitos que causaram “ao menos 10 mortos em Pando, uma das províncias rebeldes contra o governo de Evo Morales”. Segundo Clavero, o jornal se refere a “vítimas de emboscadas e assaltos de esquadrões racistas”.
Para Clavero, ao deixar de informar as circunstâncias das mortes, o veículo oferece “uma imagem de divisão da Bolívia sem distinção entre um governo constitucional e uma agressão contra o mesmo”.
Além disso, a carta critica a não distinção entre os departamentos e suas capitais. De acordo com o comunicado, as províncias dos departamentos chamados pelo jornal de “rebeldes” votaram majoritariamente “a favor do governo constitucional”. Apenas nas sedes dos governos departamentais “as prefeituras racistas (…) obtiveram algum êxito”.

abril 24, 2008

Vale é acusada de mentir em caso de invasão de assentamento

Blog do Sakamoto
Dando continuidade àquela história que eu havia soltado dias atrás, a Comissão Pastoral da Terra divulgou uma nova nota pública, refutando os argumentos da Vale no caso da invasão de assentamentos no Sul do Pará. Novamente, vale a leitura.
Na semana passada, a Comissão Pastoral da Terra, os STR’s de Tucumã e Ourilândia e as Associações dos Projetos de Assentamento Campos Altos e Tucumã, ingressaram com uma representação perante o Ministério Público Federal de Marabá, e também, com uma denúncia na Secretaria de Meio Ambiente do Estado contra a VALE em razão de ilegalidades que a empresa vem praticando contra as famílias daqueles assentamentos no processo de instalação do projeto de mineração Onça Puma.
Ato contínuo à denúncia apresentada pelas entidades, a VALE veio a público, através de nota oficial, amplamente divulgada pela imprensa, negando todas as denúncias e fazendo afirmações totalmente mentirosas sobre os fatos narrados na denúncia. A bem da verdade, e para que a opinião pública seja verdadeiramente informada, é que passamos a esclarecer:
1 – O que disse a VALE: que protocolou em 08.07.2003, junto ao INCRA o pedido de destinação de uma área de 7.404 hectares dos PA’s Tucumã e Campos Altos para mineração e que o órgão fundiário procedeu a “desafetação” da área destinando-a para esse fim.
A verdade dos fatos: O pedido protocolado pela VALE na referida data, se transformou em um processo administrativo (N. 54600.001477-2003-23), que está em tramitação no INCRA em Brasília, e, até a presente data, não foi decidido o pedido feito pela VALE. Portanto, a desafetação alegada pela empresa não existe. A última movimentação nesse processo foi a nomeação de uma equipe técnica do INCRA de Brasília para realizar um levantamento detalhado na área atingida e elaborar um nota técnica que dará subsídio para uma futura decisão da instância nacional do INCRA.
2 – O que disse a VALE: Que na área requerida pela VALE encontravam-se posseiros, os quais foram indenizados pela empresa e seus débitos perante o BASA quitados.
A verdade dos fatos: Não são posseiros que estavam residindo na área pretendida pela VALE, são famílias assentadas pelo INCRA em assentamentos de reforma agrária. Nesses assentamentos as famílias foram beneficiadas com recursos públicos destinados a construção de casas, projetos de produção, construção de estradas, escolas, eletrificação rural etc., razão pela qual, estão proibidos por lei, de vender suas benfeitorias e seus lotes sem a devida autorização do INCRA, a qual nunca existiu. Assim, as indenizações feitas pela VALE são nulas, constituem crime e a empresa terá que responder por isso perante a justiça.
3 – O que diz a VALE: Que técnicos do INCRA deram parecer afirmando que a área pretendida pela empresa é imprópria para a agricultura familiar e que os assentados foram realocados em outra área.
A verdade dos fatos: Para o INCRA criar um Projeto de Assentamento é obrigatório um laudo técnico atestando a viabilidade da área para agricultura familiar. Os dois assentamentos ficam próximos das cidades de Ourilândia e Tucumã e as famílias já estavam produzindo ali por mais de 10 (dez) anos, atestando com isso, a viabilidade do solo. Os técnicos que deram esse parecer atestando a inviabilidade da área para agricultura familiar terão que responder administrativamente, pois contraria aos laudos feitos pelo próprio INCRA no momento da criação dos assentamentos. Ressalte-se ainda que as famílias assentadas que foram ilegalmente indenizadas pela VALE não foram reassentadas como diz a empresa. Cada um tomou seu próprio rumo sem qualquer planejamento de continuidade em um assentamento, ou em qualquer outra área rural.
4 – O que disse a VALE: Que como o empreendimento está no seu início não há qualquer possibilidade de crimes ambientais.
A verdade dos fatos: as entidades não estão fazendo denúncia com base em especulação, mas sim, fundamentada em provas concretas e documentada. Para averiguar isso, basta a VALE analisar os documentos entregues ao Ministério Público Federal, anexados à representação.
Acima do poder e dos interesses da VALE está a JUSTIÇA!
Comissão Pastoral da Terra das dioceses de Conceição do Araguaia, Marabá e Prelazia do Xingú
23/04/08
LEIAM TAMBÉM:
Proposta do MST se aproxima de relatório e de iniciativa da ONU
Liderança do MST pede aceleração da reforma agrária frente ao aumento do preço dos alimentos: “São 150 famílias acampadas que querem terra para produzir”. Relatório de especialistas e FAO defendem mudanças na agricultura
Repórter Brasil
22/04/08

fevereiro 6, 2008

Agronegócio: Afeganistão bate mais um recorde na produção de ópio. Investidores festejam!! Bolsas indiferentes.

Filed under: Afeganistão, ópio, EUA, ONU, papoula, produção de drogas, taleban, tráfico de drogas — Humberto @ 1:36 pm
Produção afegã de ópio continua crescendo, aponta ONU
06.02.2008
A produção de ópio nas áreas controladas por rebeldes no sul e no sudoeste do Afeganistão continua crescendo de forma alarmante e a expectativa é de que aumente ainda mais este ano, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) ao divulgar um relatório apresentado nesta quarta-feira (6) em Tóquio. O documento, elaborado pela Agência das Nações Unidas de Combate às Drogas e ao Crime Organizado, afirma ainda que a produção de maconha também está aumentando no Afeganistão.
Sozinho, o país centro-asiático é responsável por mais de 90% de toda a produção de ópio do planeta. A substância serve de matéria-prima para a heroína. A agência da ONU estima que rebeldes ligados à milícia fundamentalista islâmica Taleban tenham conseguido angariar US$ 100 milhões cobrando impostos para proteger os agricultores que cultivam papoula e os produtores de ópio.
No ano passado, o Afeganistão dedicou 193 mil hectares de terra – um recorde – à produção de papoula e ópio, 14% a mais do que no ano anterior. A produção total, estimulada pelo volume de chuva bastante acima da média, cresceu ainda mais: 34% Ao mesmo tempo, afirmam os autores do estudo, a expectativa é de que a produção fora das áreas controladas pelos rebeldes diminua.
O relatório da Agência das Nações Unidas de Combate às Drogas e ao Crime Organizado foi divulgado às margens de uma reunião internacional sobre o Afeganistão realizada na capital japonesa
Fonte: Agência Estado/ JC Online

janeiro 28, 2008

Oriente Médio: Árabes dizem que Israel é responsável por crise em Gaza

28.01.2008
Ministros do Exterior árabes afirmaram nesta segunda-feira (28) que Israel é totalmente responsável pela deterioração da situação na Faixa de Gaza e exigiram que o Estado judeu suspenda imediatamente seu bloqueio à região, abrindo cruzamentos e permitindo que carregamentos humanitários cheguem à população.
Israel bloqueou completamente a faixa costeira em represália a disparos de foguetes caseiros por militantes palestinos contra território israelense, suspendendo a entrega de combustíveis e impedindo a entrada de alimentos e remédios.
“Israel, como uma força de ocupação, é plenamente responsável pela deterioração da situação nos territórios palestinos e deveria parar imediatamente com a contínua agressão contra civis e pôr fim à política de bloqueios e de punição coletiva”, diz um comunicado divulgado pelos ministros ao fim de um encontro no Cairo na manhã desta segunda.
Os chanceleres também pediram ao Conselho de Segurança da ONU para “assumir suas responsabilidades e parar a agressão (israelense) e suspender o cerco de Gaza e proteger seu povo e seus direitos de acordo com as leis internacionais”.
Os ministros pediram a todas as partes para retomar os esforços para abrir todas as passagens segundo acordos internacionais e evitar uma repetição do que ocorreu na fronteira entre Gaza e Egito, onde militantes do grupo palestino Hamas derrubou partes do muro dividindo os dois territórios para escapar do cerco israelense.
Fonte: Agência Estado
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