ENCALHE

maio 29, 2008

Jaz São Paulo: nem no busão a gente tá livre da televisão!! Silêncio, por***a!!!

As instalações do Metrô estão virando camelódromo. E, para quem lembra como era, é muito estranho observar lixo, como copos de refrigerantes e Mc Sundays, embalagens de salgadinhos gordurosos, papéis de bala e outros detritos espalhados até mesmo nas plataformas!
Claro que não é o lixo que vemos nas ruas, mas é uma tendência. Pois antes você não via nem cisco no chão. Observem e façam um esforço de memória. Claro, não me sirvo de Metrô tanto quanto muita gente, e nem passo em todas as estações. Mas deixo aqui o registro do que tenho visto e não lembro que tenha sido assim. Acho que é sintoma de sucateamento, vulgo, redução de custos.
A respeito do título do post, não há muito o que falar: não bastasse os imbecis que insistem em dividir seu nefasto mau-gosto musical com os outros passageiros, via celular ( acho que vocês devem ter percebido que a parada de sucessos dos celulares é Créu e outras merdas tum-tum-tss, tum-tum-tss, e não Stravinsky ), ainda vem a Prefeitura permitir uma bosta de televisão no busão!! Pegadinhas, “humor”, “cultura”, “informação”… tudo entre aspas, pois deve-se questionar a qualidade da merda que nos é jogada na cara sem pedirmos.
Óbvio que, para o público a que se destina, tá bom até demais, já que não adiantaria querer também, que no lugar disso, a Prefeitura emprestasse livros para a população ler durante suas viagens. Mas parece que há uma relação causal entre mau gosto musical e comportamento social inadequado. Quem alimenta quem? Por exemplo, não se vê fã de Joy Division escutando música no ônibus.
O comportamento social dos neanderthais do busão merece estudo mais aprofundado, por parte da comunidade científica.
Falei sobre o som que os idiotas ouvem no busão, mas os idiotas ( seriam os mesmos? ) que transitam pelas ruas de São Paulo, com o booster no último volume, possuidores de hediondo gosto musical, similar ao dos passageiros de ônibus, merecem que todo o tipo de desgraça possível neste mundo caia sobre suas cabeças!! O que querem? Impressionar a alguém? Ser “invejados”? O que os faz agir dessa forma? Claro, desejam algum tipo de aprovação social, é óbvio. Mas o que lhes leva a concluir que é isso que devem fazer para conseguí-la?
Pior, é esta a tendência majoritaria do comportamento popular, é A SUA PRÓPRIA CULTURA, não se tratam de exceções!!
Fala-se alto, berra-se por qualquer coisinha, grita-se para comunicar inutilidades. Algozes do silêncio. Não gostam de silêncio. Deve ser porque o silêncio obriga a gente a pensar, ou a ficarmos conosco, nossos sentimentos e refletir sobre eles.

maio 9, 2008

Jaz São Paulo: Paulistas e paulistanas ( Curtas )

1 – Quem lê este blog deve saber de meu boicote ao comércio do bairro onde resido ( Vila Zelina – ZL da Capital ). Quem não sabe, por favor, pesquise no blog e saberá os motivos. Bom, um deles eu vou dizer: de repente fomos tomados por uma onda de especulação imobiliária sem precedentes. A “qualidade de vida” baixou, já que o perfil dos bárbaros que para cá vieram é de classe-média, o que dispensa maiores esclarecimentos. A partir daí, começaram os “problemas no trânsito”. Como sempre, a origem é dada como “ignorada” ou “inexplicável”. De repente, baixou aqui para resolver os problemas uma deputada estadual do Partido Verde, que “encabeçou” uma campanha pela reforma do largo do bairro. Voltou a existir uma associação dos moradores. A tal deputada ocupava páginas e páginas dos jornais do bairro ( temos basicamente dois, cuja tiragem – gratuita – beira em 55 mil exemplares, em média, em distribuição semanal ), notadamente do “Paulistano” de propriedade de Wagner Salustiano, do PSDB ( detalhes podem ser encontrados no blog ). Há algum tempo, a dona deputada do PV ( cujo pai é prefeito de uma cidade do grande ABCDM ) simplesmente desapareceu no pedaço. Algumas reformas no citado largo já estão sendo feitas. Vocês não acreditam na lenga-lenga que se dava, desde o início da “polêmica” toda. A cada edição, ficávamos sabendo das visitas que dona deputada fazia, para acompanhar as discussões, ou representantes da prefeitura, do DSV, da CET. Este não é, nem de longe, o bairro mais carente da região. Para quem não sabe, fiquem sabendo que o populosíssimo bairro do Sapopemba havia iniciado um abaixo-assinado pedindo que o Metrô contemplasse o bairro com uma ou duas estações, acrescidas ao traçado da linha Verde que está chegando à Vila Prudente. Isso favoreceria os moradores de São Mateus, Guaianases, Sapopemba, que precisam ir até a Penha ou Tatuapé.
Bem, não consta – pelo que sei – alguma participação da deputada na pressão que os moradores de Sapopemba fazem, pedindo a ida do Metrô ao bairro. Acho que ela não apareceu nem para tomar um café com os moradores ou as lideranças. Mas em Vila Zelina houve notável empenho.
Depois, PUFF! Nem lembrava mais da mulher, até que começaram os spots do PV no rádio. Aí resolvi teclar umas linhas para não cair no esquecimento.
Ah, lembrei o que ia dizer, quando iniciei este post. Eu prometi que boicotaria ( não que eu gaste muito, claro ) o comércio do bairro – fiz estas juras, creio que em Dezembro do ano passado – e tenho cumprido a promessa à risca. Quer dizer, excetuando as três vezes que precisei carregar meu Bilhete Único, eu não gastei um mísero tostão no bairro. Em Janeiro ( foram quase 40 dias de cama ), minha mãe adoeceu e, nos meus raros dias de folga, eu me deslocava – a pé – a outro bairro ( Vila Prudente ) para comprar mantimentos. Gastava meia hora para ir e outra meia no retorno. Não me queixo de andar. Às vezes fazia as compras no caminho de retorno do trabalho.
E pretendo continuar assim.
2 – O secretário-adjunto da Segurança Pública do estado de São Paulo caiu. Não demorou muito, desde que a parcimoniosa imprensa pró-Serra publicou as primeiras linhas sobre o escândalo de chantagem de policiais feita contra membros do PCC. Sempre parcimonioso, este imprensalão ainda não se dedicou a interpretar a dimensão do problema. Quer dizer, quanta violência se permitiu ocorrer, derivada diretamente deste conluio/chantagem PCC-polícia corrupta-Secretaria de Segurança de SP. Vai se saber quantas mortes mais horríveis que a da Izabella ocorreram, e que são mocozadas ou tratadas como estatísticas. Trocando em miúdos: A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, se fosse chefiada por Dilma Roussef, já teria dado munição para o imprensalão golpista tentar derrubar o governador, contanto que este não fosse José Serra. Um fato curioso: antes de cair, José Dirceu brigou muito pelo mandato. Ao contrário do secretário Malheiros que afirmou fazer isso para se dedicar à sua defesa ( vejam abaixo ).
Acusado de pegar propina, Malheiros entrega o cargo
Diário do Comércio
O secretário-adjunto da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Lauro Malheiros Neto, pediu demissão ontem. Acuado pela denúncia de favorecimento ao investigador Augusto Pena, acusado de achacar a cúpula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), Malheiros Neto tomou a decisão de deixar a secretaria um ano e 5 meses depois de tomar posse no cargo e seis dias após o caso ser divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo . Ele vai cuidar de sua defesa em tempo integral.
Anteontem, a ex-mulher de Pena, Regina Célia Lemes de Carvalho, afirmou, em depoimento à Corregedoria da Polícia Civil, que o investigador repartia com Malheiros Neto parte do dinheiro de origem ilícita obtido pelo policial. Homem de confiança do secretário da Segurança, Ronaldo Marzagão, responsável pelo convite para que assumisse o cargo, Malheiros Neto alega inocência.
O anúncio do pedido de demissão de Malheiros Neto ocorreu pouco antes das 15 horas, quando o governador José Serra (PSDB) teria o primeiro compromisso público no Estado – no Hospital do Câncer – desde o início do escândalo das escutas telefônicas usadas para achacar a cúpula do PCC. No evento, o governador disse que, para o seu governo, o caso envolvendo Malheiros Neto não era grave. “Até agora, não é grave. Houve denúncias e insinuações, mas nenhuma prova. Ele pediu para se afastar do cargo e eu aceitei”, afirmou Serra. [ OBS: "Não há provas", disse Serra. Desde quando provas têm alguma importância para o holding PSDB/ imprensalão? ]
Pouco antes, o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, havia confirmado à Agência Estado o afastamento de Malheiros. “Ele decidiu se defender dessas acusações levianas”, disse. Ferreira e Serra disseram que o secretário-adjunto escolheu deixar o governo porque não gostaria de prejudicar a condução dos trabalhos na secretaria. Um dia antes, o secretário-adjunto havia sido chamado ao Palácio dos Bandeirantes para uma reunião de emergência.
Malheiros Neto ainda relutava em entregar o cargo, mas acabou convencido de que não teria tempo para cuidar do dia-a-dia administrativo ao mesmo tempo em que teria de preparar sua defesa. Em sua carta de demissão, o secretário-adjunto justificou ter razões pessoais para deixar o cargo e disse que a decisão foi tomada para se defender das acusações de envolvimento com Pena.
Pena e seu colega, o investigador José Roberto Araújo, foram presos na semana passada. Os dois são suspeitos de manter um esquema de escutas telefônicas em Suzano (SP), entre 2005 e 2006, com o objetivo de achacar integrantes da cúpula do PCC. Eles são acusados ainda de seqüestrar Rodrigo Olivatto de Morais, de 28 anos, enteado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola , líder do PCC, e exigir R$ 300 mil para libertá-lo.
Em depoimento à polícia, o delegado Nelson Silveira Guimarães revelou que recebeu, em 2006, informações sobre o seqüestro do enteado de Marcola . Preventivamente, ele contou que determinou o afastamento de Pena e de Araújo do trabalho das ruas. Segundo Guimarães, dias depois de tomar posse na Secretaria, Malheiros Neto telefonou para ele com um pedido. Queria interceder em favor de Pena, para que o policial fosse transferido justamente para o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
O pedido do secretário-adjunto, segundo Guimarães, foi atendido e Pena foi enviado para a Delegacia de Estelionato do Deic. Ali, segundo sua ex-mulher, o policial se envolveu em outro caso rumoroso: o furto de uma carga de videogame PlayStation de dentro do depósito do Deic, na avenida São João, no Centro de São Paulo.
Regina Célia confirmou à Corregedoria da Polícia Civil que Pena ganhou R$ 1 milhão com o desvio da carga e entregou R$ 100 mil para Malheiros Neto. O criminalista Alberto Zacharias Toron, que defende Malheiros Neto, disse que a acusação é uma vingança por ele ter trabalhado no processo de separação de Pena e de Regina Célia, defendendo o investigador. (AE)
3 – Curioso o tratamento que o Estado deu à paralização dos ônibus, ocorrida em 7 de Maio em São Paulo. No caderno Metrópole do dia 8, está a manchete: “Acordo adia reajuste de ônibus em SP” ( aliás, SP é Estado, não sei se pode usar esta sigla para tratar do município ).
A matéria não fala quase nada dos motoristas e cobradores, sendo que ELES teriam feito a paralisação, exigindo algumas coisas. Só que o jornal se detém nas negociações feitas entre a Prefeitura e os EMPRESÁRIOS. Segue um trecho ” (…) Após quase três meses (!!?) de negociações com a gestão Gilberto Kassab ( … ) os empresários conseguiram ontem, em meio à ( sic ) ameaça de paralisação geral dos ônibus a partir de terça-feira, a promessa de receber do governo um reajuste de 4,24% sobre o contrato entre a Prefeitura e as empresas ( … )”.
Quer dizer, “em meio a uma greve de trabalhadores” a Prefeitura acena com um reajuste “para os empresários” e já haviam negociações há três meses com essa finalidade.
Qual o papel do Sindicato dos Motoristas nisso? Para o público, a carga negativa caiu nas costas de motoristas e cobradores, que ficaram como os vilões da história. Se aumentar o busão – o que deve ocorrer após as eleições municipais – os empresários e a Prefeitura dirão que foi graças a aumentos de salários e mais benefícios trabalhistas. Resta saber se os trabalhadores conseguirão receber aquilo que pedem. Ou vai parecer que a greve se deu apenas para que os empresários conseguissem dobrar a Prefeitura.
4 – Carga tributária e Estado Mínimo: Caderno Dinheiro da Folha, em 8 de Maio:
“Nova forma de cobrar ICMS eleva preços”
Produtos de higiene e limpeza sobem 15% com tributo pago antecipadamente pela indústria, segundo supermercados
Onde isso? Ahh! No Estado de São Paulo, governado pelo PSDB. Mesmo que o governo afirme que apenas mudou a forma de cobrança, não importa. Se alguém está se beneficiando disso, sob alegações de “aumento de tributos”, coisa difícil de um cidadão comum apurar, o fato é que seu bolso está sendo a vítima. Claro que o governo pode estar correto, e coisa e tal. Mas, se os fabricantes aumentam os preços para alguma “compensação prévia”, parece razoável supor que os cofres estaduais também levam uns trocos na cobrança de impostos sobre os preços majorados.
Além disso, alguém pode negar que, quando se pretende mostrar a “farra arrecadatória” do governo Federal, situações semelhantes são mostradas na capa dos jornais e revistas? E com nomes aos bois? Notem que, na manchete e na outra chamada que a segue, não há menção a “onde” e “quem”. Fica até parecendo um fato geral e amplo, envolvendo todos os Estados, e não restrito a São Paulo.

março 30, 2008

Socorram-me. Subi no ônibus em São Paulo: A sabotagem.

Os ônibus em São Paulo estão sabotando ( Copyright by Gilberto Kassab ) a MINHA qualidade de vida. Hoje, cheguei no ponto que fica no terminal Ana Rosa ( Zona Sul da Capital ), às 22:13, 22:14hs, por aí. O busão só chegou e foi sair às 23:17hs. Se você não for estudante das escolas públicas tucanas, assoladas pelo Apagão Educacional Continuado, saberá fazer a conta: fiquei mais de 1 hora no ponto. A bem da verdade, eu sei que, aos Sábados, a linha em questão ( 476G, prá quem interessar ) tem intervalos entre as saídas de cerca de 1 hora. Parece oficial. Ou seja, do conhecimento e anuência da administração municipal. Pior que isso, é esperar esse tempo todo e, uma vez dentro do veículo, ter que aturar um lixo humano escutando música no celular ( eu disse “música”? ) às vistas – e tímpanos – do cobrador. Se é prá ser assim, por quê não derrubam logo a lei municipal que proíbe o fumo dentro dos ônibus? Bem que o Furio Lonza disse, uma vez, na Chiclete com Banana: qualquer governo é bom demais em se tratando desse povo. E tem quem ainda tenha medo de uma Revolução por aqui. Podem ficar sossegados, que desse ovo não sai bombom ( acabei de inventar essa expressão ).
Mas não vou ser injusto com o ambiente de um ônibus. Na segunda-feira, eu estava na sala de espera do ambulatório de um dos grandes hospitais públicos de São Paulo, e um pitboy, de uns 1, 90m e uns 30 anos, escutava o famoso funk do Ratátátá ( entre outras belas obras do musicário brasileiro que, generosamente, compartilhou conosco, sem que precisássemos pedir, ansiosos que estávamos para escutar aquelas belezas auditivas ) no – óbvio – celular, sem ser importunado pelo segurança. Imaginando a cena, vocês: hospital, celular, funk, pitboy, hospital, silêncio, lugar inadequado, hospital, funk…Não reclamem se, algum dia, vocês estiverem num funeral, e alguém sacar um telemóvel para “alegrar o ambiente” com seu belíssimo gosto musical.

fevereiro 1, 2008

Jaz São Paulo Busão: Reclamou com passageiro que ouviu música no celular dentro de ônibus e acabou apanhando!!

Isso acontece quando o bizarro passa a ser a regra. Quando o mínimo de civilidade passa a ser um absurdo. Quando chamar alguém à razão torna-se, para este, um ataque à sua masculinidade.
Quero lembrar que o Governador José Serra baixou um decreto proibindo o uso de aparelhos celulares nas aulas. Porque, claro, havia alunos fazendo isso, o que atrapalhava as aulas e os outros alunos.
Depois, o governo meio que amaciou e colocou a bomba na mão das próprias escolas, e que cada uma resolvesse o problema por seus próprios meios. Ou seja: sobra para o professor.
O grau de incivilidade e adolescência de nossos jovens adultos não deveria mais surpreender. E nem deveria, em tese, incomodar mais.
Pegue um ônibus em São Paulo. Observe a entrada dos passageiros. No geral, “disputa-se” da medalhina para baixo.
Muito bem. Você já entrou. Tente não prestar atenção, por um momento, na velocidade que o motorista imprime ao veículo e na forma em que este dirige.
Ignore também quando algumas garotas entram, jogam conversa fiada como motorista e cobrador e depois descem pela frente mesmo. Você pagou? Azar. Elas não. Segue a viagem.
A esta altura, você deve ter percebido algumas coisas, tipo “jogo dos 7 erros”:
- os bancos para idosos e deficientes estão ocupados por pessoas saudáveis…;
- …ou por 3 ou 4 crianças de 6, 7, 8 anos cujos pais não pagarão suas passagens;
- crianças de 6, 7 , 8 anos – que não pagaram a passagem, apesar de estarem na idade para isso – estão ocupando bancos ( às vezes cada uma ocupa um assento ) enquanto adultos, adultos carregando volumes, ou apenas adultos que pagaram a passagem viajam de pé;
- o ônibus tem som interno, geralmente pagode, mas não vem ao caso o tipo de música;
- ou alguém tem um rádio ou celular – a nova praga – ligados, ouvindo e compartilhando seu excelente gosto musical com os outros passageiros. Quem não quer ouvir, ouve do mesmo jeito, calado e aumentando sua gastrite.
- diante deste quadro, o cobrador, principal responsável pelas mais elementares normas de convívio ali dentro, não faz absolutamente nada.
Bem, um passageiro de um ônibus da Zona Leste de São Paulo, incomodado com a música que um cidadão – que utilizava um “jaleco” verde da “Interligado/ SPTRANS – escutava ( e o obrigava a escutar também ) resolveu deixar a apatia de lado e solicitou ao DJ que pusesse um fone ou que desligasse. Ingênuo.
Ouviu coisas do tipo “os incomodados que se mudem”, “cada, um cada um”, “cada um com seus poblema”. Aquele jeito malandro de ser.
Estavam em três pessoas. O passageiro incomodado, prensado entre eles três, num banco apertado, e com bolsa e sacola de compras no colo.
Começa o bate-boca.
Dois deles ( o terceiro se comportou legal ) não se intimidaram. Vinte e poucos anos eles, e o oponente beirando os quarenta.
O cara perdeu as estribeiras e começou a berrar no ouvido do sujeito do celular, pois o “cada um, cada um” pareceu ter lhe irritado profundamente:
- ENTÃO QUER DIZER QUE PARA VOCÊ, DANEM-SE OS OUTROS, É ISSO? ENTÃO É O SEGUINTE: É LEI. É PROIBIDO OUVIR APARELHO SONORO DENTRO DE TRANSPORTE PÚBLICO!!!
Pareceu querer conquistar os outros passageiros, tentando mostrar que o DJ não ligava para ninguém ali dentro, o que já havia declarado. “Cada um com seus poblema.”
E o DJ:
- Aê, mostra ONDE TÁ ESCRITO QUE É PROIBIDO? Se fosse, o cobrador falava.
E apontou para o interior do ônibus onde não havia nenhuma placa, adesivo, nem nada. E precisava?
A esta altura, o cidadão deveria ter se dado por vencido, como naquele conto do lobo, da ovelha e do córrego.
Mas não. Sabedor de sua razão, surtou. E tentou incluir o cobrador e o motorista na questão:
- AÊ MOTORISTA, AÊ COBRADOR…NÃO É PROIBIDO ESCUTAR SOM DENTRO DO BUSÃO?
Silêncio dos dois.
Aé o cidadão fez o que deveria ter feito: deu uma de louco e passou a cantar BEM ALTO as frases que os DJ proferiram antes:
- CADA UUMM CAAADAA UMMM…
- CAAADDAAAA UMM M COOMM SEEEEUSS PO BBBLLEEEMMAAAAAAAA….
- QUERRREOOO VEEERRR QUUEEEM MEEEEEE FAZZZZ PAARRARAAAAAR DEEEEE CANTTAAAAAAAAAARRRRR…
Ganhou o resto do ônibus contra ele.
Resumindo, pois já tarda: o bate boca durou uns 20 minutos e, parece que não se esperava isso, foi agredido na cabeça pelo rapaz da frente ( que, aliás, quando entrou passou seu bilhete único pela janela para outro do lado de fora, um aconhecida maneira de burlar o sistema ) umas quatro vezes. As compras e bolsa em seu colo o impediram de reagir à altura e foi presa fácil. Ainda alegou que contra três, nada poderia fazer. Mas acontece que eram dois, pois um deles não participou e evitou, ainda, que a coisa piorasse para a vítima.
A coisa pesou de verdade, a partir do momento que uma garota, no fundo do busão, passou a mandar que calassem a boca do sujeito, e que o botassem para fora do ônibus, ele que não parava de berrar. Ele desafiou – se borrando – qualquer um a jogá-lo para fora. E disse que parassem a polícia, que aí saberiam quem estava com a razão. Sabedor das consequências, é bom dizer, ele passou a incluí-la na discussão. Sabia que o cavaleiros andantes e galantes acudiriam a dama para, depois, tentarem xavecá-la. Dito e feito. Foi aí que o caldo entornou para ele, e a partir daí que foi agredido. Ele sabia disso.
Ferido, ainda teve que ouvir os dois dizendo-lhe agressividades, contarem vantagem e lorotas e se fazerem de machos. Disserem que era um contra um, que não ia apanhar deles dois. Todos sabemos que não é verdade, e quando levou os croks que vinham da frente, ainda teve que se preocupar com o cara do lado.
Quando desceu, mostraram-lhe o dedo médio. Ele mandou-lhes beijinhos e inclinou-se, quando se espera aplausos.
Só para completar: o cara que escutava o celular e usava jaleco da SPTRANS, disse que era cobrador de lotação, que seu pai era dono de uma linha, e que eles escutavam música nos veículos e ninguém chiava.
Entenderam agora quando eu disse que o bizarro se torna regra e norma de conduta? Pois é.

novembro 20, 2007

Jaz São Paulo Motors: Bairro de São Paulo reclama que tem ônibus demais!!!

Filed under: ônibus, Itaim Bibi, SPTrans, trânsito em São Paulo — Humberto @ 3:07 pm
SPTrans e prefeitura explicam volume de ônibus no Itaim
Bruno Meirelles
Sampa Online
Novembro 14, 2007
Representantes da SPTrans e da Secretaria Municipal de Transportes compareceram à reunião do Conselho Comunitário de Segurança do Itaim Bibi (Conseg), realizada no dia 13 de novembro, para esclarecer à população local sobre o grande volume de ônibus que circulam no local.
O assunto havia surgido na reunião do Conseg do mês de outubro, ocasião em que os moradores reclamaram da presença de ônibus articulados no bairro. A moradora da rua Leopoldo Couto de Magalhães, Helen Marie, relatou à época que “entre as 7h30 e as 9h sofremos com 200 ônibus que transitam no local. Fora os 25 ônibus articulados da linha 106-A (Santana-Itaim) que as ruas do bairro não comportam. Além disso, na rua Prof. Geraldo Ataliba, frente ao Parque do Povo, só há lugar para que estacionam 4 ônibus articulados, mas geralmente há 6 ou mais estacionados”.
Karl Marx Pacheco da Silva, assessor da Secretaria Municipal de Transportes, afirmou que as alterações de itinerário na cidade precisam ser pensadas com muito cuidado, pois afetam a vida de milhares de pessoas. “São 15.000 ônibus que fazem o transporte coletivo da nossa cidade, são 1.300 linhas aproximadamente, ou seja, é uma estrutura muito grande aonde nós temos que dar respostas para a população, seja de manhã para ele se poder deslocar para o trabalho em um período de tempo curto, e à noite, para para ele poder retornar para seu lar”.
“A nossa cidade não está agüentando a quantidade e carros que estão entrando no dia a dia. Nunca se vendeu tanto carro zero. O transporte tem uma lógica. Há linhas que são chamadas de estruturais, que fazem grandes itinerários. Para que não tenhamos uma quantidade de ônibus cada vez maior na cidade, há necessidade de ter em determinadas linhas veículos articulados, em alguns casos bi-articulados, pra poder levar muita gente nos bairros. Chegando lá, aí sim, entram nos veículos menores, porque eles conseguem circular de maneira mais rápida. Nesse caso da linha 106-A existem estudos. Nós temos que buscar atender a nossa população que não tem carro. Não podemos deslocá-las três quarteirões para tomar o ônibus para retornar para o seu lar”, completa ele.
O representante da SPTrans, João Carlos Crozariollo, explicou a mudança do ônibus convencional para o articulado nessa linha, e a baixa freqüência de passageiros no Itaim. “A Leopoldo Couto de Magalhães passou um período intenso de obras, há um ano e pouco atrás. Naquele momento alteramos o itinerário da linha pela Faria Lima e Juscelino. Foi um problema serio para nós, a freqüência da linha explodiu. Ela tem um carregamento alto, sim, tem vários pontos de embarque e desembarque. Só que quando chega aqui no Itaim, ela está perto do ponto final e já desembarcou os passageiros, e eu preciso de um local para colocar essa linha. Eu não posso fazer uma linha circular, voltando daqui para Santana. O operador tem que parar, ele precisa parar. Mas podemos reanalisar o problema da Leopoldo”.
“Tivemos uma demanda há um ano e meio atrás na Tabapuã, entre a Renato e a São Gabriel, pelo volume de ônibus. Tivemos solicitações da comunidade para reduzir o volume. Aí a gente viu que era possível fazer isso, porque tinha ali uma demanda de ônibus que ia para a Brigadeiro Luís Antônio, e uma outra que ia para a Av. Santo Amaro. Era possível alterar essas linhas pela Renato naquele trecho, para as linhas que vão pra Santo Amaro. Com isso, a gente agilizou a linha, melhoramos a freqüência. Então, não é um problema só da Renato. A Tabapuã também tem problemas, a Joaquim Floriano”, finalizou ele.

outubro 3, 2007

Parece desenho do Pica-Pau!! Calotas voadoras descem do céu e atingem cidadãos!! Eu sabia que isso ia acontecer!!!

Que me perdõe o personagem de desenhos animados que mais gostava em minha infância ( e até há pouco, já que quem me conhece sabe que decorei várias falas de vários espisódios, como as musiquinhas do Zé Jacaré – que sabe: não há nada mais cheiroso que um assado na panela )
( Pica-Pau no programa do Capitão Zoom: um gole de Zoppo e Zooooooommmm…… )
Pois bem. Hoje eu estava assistindo o SPTV 1a. Edição. Soube que a feijuca corre o risco de se tornar o “prato típico de São Paulo”. E o que não faltou foi branco e dono de restaurante bacanudo dando aula sobre a iguaria que, outrora, serviu de rancho para os escravos, uma pitadinha de sal, um monte de resto de carne de porco podre, e voilà: nem o Chupacabras comia aquilo. Mas a TV é a mesma do Ali Kamel, então entendo o porquê desse revisionismo sutil.
Me desviei do assunto.
Essa história dos ônibus de São Paulo que soltam calotas voadoras assassinas não está muito clara para mim. Adianto que não estou acompanhando muito, não estou fazendo marcação cerrada. Os poucos que lêem este blog já perceberam que desde 2005 eu estou me queixando do serviço e terminei desisitindo de me incomodar. Eu não votei no Serra. Descubram os meus motivos nos posts mais antigos.
Acontece que ( e espero que alguém me atualize ou corrija ) há alguns dias, não sei se foi o presidente da cooperativa fechada e lacrada quem disse, no mesmo jornal, que 70% da frota havia passado recentemente por vistoria.
Aí o prefeito honorário de São Paulo vai, e fecha a empresa, por causa desses acidentes. Aliás, óbvio, o presidente da cooperativa veio com a conversa de que poderia ser sabotagem.
Essa alegação merece investigação policial, mas não sei se o camarada prestou queixa.
Voltando. Eu tenho umas perguntas, espero que alguém aí nos responda:
1. Se a vistoria desses veículos ( 70% ) foi feita – acho que a SPTrans cuidou disso – serão os mesmos carros que circularam e desmancharam na rua, e os bons os cooperados mantiveram estacionados? ( Acho que não é possível, no sistema o cara recebe se botar na rua. );
2. Em termos amplos ( do sistema ) , quantas queixas sobre o serviço de ônibus da Capital foram feitas à Ouvidoria do Município desde 2005? Houve aumento ou queda?
3. Quantas pessoas morreram em função de acidentes envolvendo ônibus, vans e lotações na Capital, desde 2005? Houve aumento ou redução em comparação à administração anterior?
4. Se uma empresa, tendo como sua razão de ser o transporte de pessoas, põe em circulação aparelhos danificados e apresentando falhas em seu funcionamento, e isso causa acidentes e até mortes, a TAM deve ser lacrada, mesmo considerando a diferença entre o tipo de transporte em questão e a forma de concessão? Então, é só chegar, fechar e pedir para que esqueçamos? Por quê descredenciar a empresa, se acidentes acontecem?
5. Quantas queixas o 156 acolheu a respeito da cooperativa em questão, desde 2005? E quantas delas se referiam ao estado dos veículos? Quais providências foram realmente tomadas? Essa cooperativa possui algum passivo relativo a multas com a Prefeitura? De quê se trata?
6. A SPTrans fez mesmo essa vistoria alegada pelo presidente da cooperativa? Se fez, foi bem feita? Parece, se nos basearmos no noticiário, que esta empresa nunca deu problema. Pior, que estes somente apareceram depois de uma vistoria recente.
7. O presidente da cooperativa falou que foi feita uma vistoria. A prefeitura é responsável pelo sistema. Esta foi a primeira vez que um ônibus soltou suas partes e estas atingiram um cidadão? Provavelmente não. Mas foi a primeira empresa a ser descredenciada? Caso sim, por quê isso não ocorreu antes, com as outras que apresentaram as mesmas deficiências?
8. Em caso de concluírmos que houve uma piora nos transportes via ônibus na Capital – e isso somente é possível que ocorra progressivamente – o que houve que se deixou que chegasse até esse ponto ( sem trocadilho )?
9. Essa empresa tem algo que a diferenciava das outras, que não nos permita temermos o sistema por inteiro peloas mesmas razões? Desde quando se conhece esse “diferencial”?
10. Essa é pro imprensalão: A Marta teria sido poupada como Serra e Kassab e o irmão deste, que mantém relações próximas com o empresariado do transporte?

setembro 26, 2007

São Paulo: ônibus é remendado com durex e cuspe, solta roda e turbina, mas o imprensalão culpa a Marta de novo e o túnel Rebouças voltará às manchetes

É por demais chato cobrar sobre o caos rodoviário em SÃO PAULO, com COLETIVOS PERDENDO RODAS e MATANDO???

Onipresente
24/09/07
Segundo ônibus da mesma cooperativa perde a roda em SPEm 12 de setembro, a roda de um coletivo da Cooperauhton se soltou e acabou matando uma pessoa
Mais um ônibus da Cooperativa Cooperauhton ficou sem roda na manhã desta segunda-feira, 24, durante o trajeto em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa da SPTrans, empresa que administra o transporte coletivo na cidade, o acidente aconteceu, por volta das 8h15, na Avenida Washington Luís, na altura do número 3578, pista sentido bairro-centro.
As informações dão conta de que o caso desta segunda ocorreu perto do local onde, no último dia 12 de setembro, a roda de um veículo da mesma cooperativa também se soltou e acabou matando uma pessoa. Nesta segunda-feira, porém, o eixo traseiro inteiro acabou se soltando do ônibus.
O coletivo fazia a linha 6726/10 (Jardim Gaivota/Estação Ana Rosa). Pelo menos 60 pessoas viajavam no coletivo no momento do acidente. A assessoria de imprensa da SPTrans informou que não houve feridos. Os bombeiros disseram que não atenderam nenhuma possível vítima.

abril 16, 2007

Acho que sei o que fazer quanto à questão da pandemia de dengue escondida pelos jornais…

Filed under: ônibus, Dengue, Estadão e JT, jornais, José Serra, Kassab — Humberto @ 2:44 am

Simples:
Começarei a esquecer pneus, latas e garrafas, além de vasos e panelas velhos cheios de água nas proximidades das redações dos jornais e revistas que atuam como relações públicas do Serra. Haja garrafa.
Mas acho que não terei dificuldade, já que os lixeiros estão em estado de apagão. Pensando melhor terei, isso sim, dificulade em me transportar aos locais, já que não tenho carro, não sei dirigir, e não há ônibus circulando suficientemente, algo como um estado de semi-apagão.
E, não percam:

“WITH A LITTLE HELP FROM MY PAPER FRIENDS”
É isso mesmo!!!
Leram, por acaso as manchetes do Estadão e do JT?
Os funcionários públicos destroem o caixa do Estado e os professores da rede municipal causam desgraças na rede de ensino, por faltarem de propósito, só para fazer greves comunistas!!!
Comentarei em breve mas, antes, vou ter uma com meu Consultor em Educação, o Prof. Corujinha, que me abastece de informações sobre o sistema de ensino e as teorias pedagógicas.
Não falo sobre o que não sei.

Até logo, queridos!!!

fevereiro 24, 2007

Empresas reunidas Kassab

Filed under: ônibus, Gilberto Kassab, Marcos Kassab, Metrô, Pedro Kassab, SPTrans — Humberto @ 2:21 pm

Só para quem não sabia ( eu inclusive ) :

Marcos Kassab – irmão de Gilberto, nomeado diretor do Metrô era assessor técnico da Secretaria de Transportes Metropolitanos ( sob o comando de Jurandir Fernandes ) ;

Pedro Kassab – outro irmão de Gilberto, é consultor ( quem aí tem um dicionário de eufemismos ? ) de empresas de transportes coletivos que operam na cidade de São Paulo ( incluir-se-ia, talvez, em sua carteira de clientes a empresa Himalaia, que teve uma paralização relâmpago há alguns dias? )

Publicado em: Painel A4, FSP, 22/01/07 e Giba Um, DCI, 23/01/07

Ao sucesso.

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