ENCALHE

maio 12, 2008

Eu disse "não tem arroz, comam batatas". Mas certifiquem que não são transgênicas. É o que a Europa está fazendo.

Milhos, inseticidas e batata transgênica são barrados na Europa

Portal do Consumidor
9/5/2008
A indústria de biotecnologia sofreu mais um revés na última quarta-feira (7), com a decisão da Comissão Européia de pedir à sua agência de segurança alimentar para que analise novamente três cultivos geneticamente modificados, dois de milho e um de batata. Os três produtos estavam para receber a aprovação definitiva, o que não acontece para um cultivo transgênico na Europa há 10 anos.
A decisão é um voto de desconfiança no sistema europeu de aprovação de transgênicos e levanta sérias preocupações sobre a habilidade da agência de conferir a segurança dessas plantações. E também mostra que as autoridades européias estão começando a ter sérias dúvidas sobre a segurança de plantações transgênicas. Especialistas e instituições internacional, como a Organização Mundial de Saúde e o Instituto Pasteur, têm levantado dúvidas sobre os efeitos desses cultivos no meio ambiente e na saúde das pessoas.
A Agência Européia de Segurança Alimentar terá que rever os seguintes itens:
- Opinião prévia sobre a segurança da batata geneticamente modificada (da Basf) depois das preocupações levantadas por instituições internacionais como a Organização Mundial de Saúde (OMS), Instituto Pasteur e a Agência de Medicina Européia. A batata transgênica contém um gene que lhe dá resistência a certos antibióticos que são relevantes para a saúde humana e animal.
- Avaliação prévia sobre duas variedades de milho transgênico, criados para produzir seus próprios inseticidas. Apesar da grande controvérsia científica sobre a segurança de transgênicos inseticidas, a Agência de Medicina afirmou que ambas as variedades em questão eram seguras. A Agência então reconheceu que era incapaz de determinar os impactos ambientais indiretos e de longo prazo. No mês passado, a Comissão Européia concordou que a Agência precisaria pelo menos dois anos para desenvolver sua capacidade de avaliar esses impactos dos transgênicos.
O Greenpeace e a ONG Amigos da Terra (Europa) querem que a Agência seja reformada, para assegurar que suas opiniões sejam científicas e imparciais. A agência tem poucos funcionários e carece de especialistas apropriados para cumprir suas obrigações legais na avaliação dos riscos dos transgênicos na Europa.
“O resultado do debate na Comissão Européia é um claro indício de que a Agência não inspira confiança”, afirmou Marco Contiero, diretor da campanha de Transgênicos do Greenpeace Europa.
Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná
Para acessar o site Agência Estadual de Notícias do Paraná, clique aqui.

Membros do glorioso DEVO tinham o corpo batatoso. Uma aberração neo-transgênica!!

janeiro 23, 2008

Adib Jatene discorre sobre a febre amarela e cita equívocos

Filed under: Adib Jatene, Aedes Aegypti, Dengue, epidemias, febre amarela, Fiocruz, OMS, vacinas — Humberto @ 5:48 pm
Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta terça-feira, o médico e ex-ministro da Saúde, Adib Jatene, fala sobre os equívocos na abordagem da febre amarela. “A corrida pela vacina por pessoas que não precisam dela reduz a disponibilidade para os que efetivamente têm necessidade”, diz num trecho.
Leia a íntegra:
Febre amarela
ADIB D. JATENE
NO PERÍODO em que estive à frente do Ministério da Saúde, tomei conhecimento da importância da relação entre dengue e febre amarela silvestre e o eventual risco da reurbanização desta última. Desde 1942, não ocorreu nenhum caso de febre amarela urbana. Entretanto, persiste, e é impossível eliminar, sua forma silvestre. É por essa razão que o Ministério da Saúde vem vacinando sistematicamente toda a população das áreas de risco, onde há ocorrência de casos humanos, adquiridos sempre nas áreas de mata. Já vacinamos, nos últimos 12 anos, mais de 60 milhões de pessoas.
Nas matas, existe alta concentração de mosquito transmissor e animais, principalmente macacos, portadores do vírus. Daí o risco de pessoas não vacinadas incursionarem em regiões com alta concentração de mosquito, onde alguns estão contaminados e, por isso, são capazes de transmitir a doença. Assinale-se que, nos últimos 12 anos, tivemos 349 casos confirmados, com 161 óbitos, todos adquiridos por pessoas não vacinadas que freqüentaram áreas de mata.
A incidência desses casos variou de ano a ano. Tivemos anos com apenas três casos, enquanto em outros, como 1999, 2000 e 2003, ocorreram, respectivamente, 76, 85 e 64 casos, com mortes de 29, 40 e 23 pacientes.
Por que com essas três centenas e meia de casos, em doze anos, não tivemos transmissão urbana, já que, nas cidades, existe o Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela?
As razões são três: em primeiro lugar, o número de doentes com febre amarela silvestre no mesmo espaço urbano e ao mesmo tempo é muito pequeno, o que reduz significativamente a chance de infectar o mosquito Aedes aegypti; em segundo lugar, é preciso alta concentração de mosquito, ao redor de 40% de infestação, o que corresponde a 40 habitações em cada 100 com a presença do mosquito, segundo a OMS, para que seja possível a transmissão da febre amarela; e em terceiro lugar, porque temos altos índices de cobertura vacinal na área endêmica, portanto, sem susceptíveis em número suficiente para sustentar uma transmissão.
A concentração do Aedes aegypti nas cidades brasileiras onde ocorre a dengue não ultrapassa, em média, 5 domicílios infestados em cada 100, suficiente para transmitir a dengue devido ao número alto de doentes, mas absolutamente insuficiente para transmitir a febre amarela urbana. Os que retornam às cidades afetados pela febre amarela silvestre são hospitalizados e têm desenlace, seja para cura, seja para óbito, em prazo relativamente curto.
Não há, portanto, nenhuma razão para vacinar as pessoas que não residem em área endêmica nem pretendem adentrar a mata dessas áreas. Vi na televisão pessoas que sempre residiram na cidade de São Paulo e que não pretendem viajar desesperadas, em filas para se vacinarem, alegando que tinham direito*. Certamente não tinham necessidade e se expõem aos efeitos adversos de uma vacina com vírus vivo.
Nos últimos quatro anos, foram registrados pelo sistema de informação de efeitos adversos pós-vacinação 478 casos (muito mais que os 349 casos de febre amarela registrados em 12 anos), desde reações simples até exantemas generalizados, febre alta e, em dois casos, meningite.
Em relação à vacina contra a febre amarela, a Fiocruz é, praticamente, a única produtora em todo o mundo. Há só um outro laboratório privado no exterior, produzindo cerca de 5 milhões de doses por ano, enquanto a produção da Fiocruz é o dobro.
A corrida pela vacina por pessoas que não precisam dela **reduz sua disponibilidade para os que efetivamente têm necessidade. Diante da imunização da quase totalidade da população de áreas de risco, o que vem sendo feita há décadas, as recomendações do Ministério da Saúde são suficientes, ratificadas por especialistas e pela própria OMS, para garantir que o país não corre risco de reintrodução de febre amarela urbana, o que seria catastrófico.
Em um país em que freqüentemente se busca desmoralizar iniciativas governamentais, disseminando desconfiança na palavra oficial, que se preserve a seriedade com que são tratados assuntos como a febre amarela. Nunca é demais ressaltar a luta por recursos para o setor, seriamente afetada pela decisão -inegavelmente democrática, mas, sem dúvida, perversa- que permitiu retirar R$ 40 bilhões destinados a atender a população de baixa renda e entregá-los a empresas e parcelas da população mais bem aquinhoadas, causando sério risco ao esquema financeiro para o setor.
ADIB D. JATENE , 78, cardiologista, é professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e diretor-geral do Hospital do Coração. Foi ministro da Saúde (governos Collor e FHC), secretário da Saúde do Estado de São Paulo (governo Maluf) e diretor do InCor.
INFORMES PT
*Aquilo que Adib Jatene não quis dizer, por se tratar de uma pessoa elegante ( só que EU não sou ) mas está escancarado: “direitos” surgem do nada, como esse de tomar vacinas aos montes e sem necessidade, até a morte…
Como há gente burra e egoísta neste país. Desinformada e burra. Consumista e burra.
E, como de costume, costumam fazer notar sua presença maciça em São Paulo.
A informação preciosa que dr. Jatene dá é a seguinte: a Fiocruz é a quase-única e a maior do mundo na produção de vacina contra a febre amarela. Só que poucos darão atenção e a devida importância a esse fato.
** Há pirão suficiente, mas quem não precisa dá cotovelada na boca de quem precisa. Quem ainda pensa em “Revolução” neste país, “união do povo” e blablabla?
( Humberto )

novembro 30, 2007

Superando a mesquinharia: solução do suposto apagão aéreo é questão de Saúde em âmbito mundial. Viu, classe-média?!!!

Comissão aprova doação do Brasil ao combate de doenças
A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional aprovou na quarta-feira (28) autorização para que o Poder Executivo efetue doação de US$ 20 milhões (cerca de R$ 36 milhões) à Aliança Global para Vacinas e Imunização. O objetivo é contribuir com o Mecanismo de Financiamento Internacional para Imunização (IFFIm, na sigla em inglês), destinado a ações de vacinação e imunização em países de baixa renda. A doação será dividida em parcelas iguais e subseqüentes ao longo de 20 anos.
A autorização consta do Projeto de Lei 6751/06, do Poder Executivo. A comissão aprovou o projeto na forma de substitutivo do relator, deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), que restringiu as doações previstas pelo governo. O projeto original autorizava, por exemplo, a doação de cerca de US$ 9,3 milhões (R$ 16,7 milhões) ao Mecanismo para Choques Exógenos do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Taxa sobre passagem internacional
O substitutivo de Gadelha permite que o Poder Executivo faça doação anual, por tempo indeterminado, à Central Internacional para Compra de Medicamentos (Unitaid). Essa doação está prevista no projeto original. O valor doado será na proporção de US$ 2,00 (R$ 3,60 ao câmbio de hoje) por passageiro que embarque em aeronave, em território brasileiro, com destino ao exterior. Estão excluídos do cálculo os passageiros em trânsito no País.
O objetivo seria estabelecer uma taxa de US$ 2,00 para cada passagem internacional a partir do Brasil, mas isso não ficou explícito no texto aprovado. O relator informou que essa alteração deverá ser feita pela Comissão de Finanças e Tributação, a próxima a analisar a proposta.Benefícios internacionaisMarcondes Gadelha afirmou que essas doações vão beneficiar a comunidade internacional de um modo geral. Ele levou em consideração a posição e a importância do Brasil no cenário internacional e os interesses da política externa brasileira.
O IFFIm pretende estabelecer compromissos de ajuda futura para arrecadar fundos nos mercados internacionais de capitais. Esse mecanismo pode emitir bônus no mercado internacional, garantidos por compromissos legais assumidos pelos países doadores, na forma de aportes financeiros a fundo perdido.
Os fundos arrecadados serão usados de imediato em projetos de saúde e programas de imunização das populações carentes nos países em desenvolvimento mais vulneráveis.
Gadelha disse que o Brasil deve estar atento e preparado para, no futuro, autorizar a ampliação dessas doações, conforme as necessidades dos programas de vacinação e imunização em esfera mundial. “Isso em nosso próprio benefício, já que as doenças desconhecem fronteiras”, acrescenta.
Passagens aéreas
O relator lembrou que a taxa de US$ 2,00 se refere à contribuição solidária sobre passagens aéreas internacionais, uma iniciativa do Brasil e da França que foi discutida em reuniões sobre mecanismos inovadores de financiamento ao desenvolvimento. A proposta contou com o apoio do presidente brasileiro durante a cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada em 2005. A contribuição já conta com o apoio de países como o Chile, a Noruega e o Reino Unido, além do amparo da Organização Mundial de Saúde.”A Unitaid, destinatária da doação, deverá alcançar nos próximos anos importância crucial para minimizar a tragédia que doenças como a Aids, a malária e a tuberculose representam em países pobres e em desenvolvimento”, afirma o parlamentar.
Tramitação
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Agência Câmara
30/11/07

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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