ENCALHE

junho 22, 2008

Shopping na Moóca é alvo de disputas na Justiça. Subprefeitura lacra, Justiça reabre, jornal de bairro faz Editorial cujo valor está nas entrelinhas!

Leiam este curiosíssimo Editorial, publicado no famoso ( acho que este blog até contribui para isso, rsrsrs ) jornal de bairro “O Paulistano”, da WAS Comunicação. Como vocês sabem, o jornal pertence a Wagner Salustiano, do PSDB. Talvez esta última informação ( da propriedade do jornal ) não tivesse grande interesse, no geral. Mas acho que, sabendo disso, a leitura do editorial que vem a seguir, se torna mais instigante e ajuda a criar minhocas na cabeça. Minhocas na forma de pontos de interrogação. Apesar do editorial não conter assinatura quanto a sua autoria, entendo que o dono do jornal tenha o redigido. Há passagens em que o tom parece resvalar no pessoal. Vejam se não há ameaças veladas e entrelinhas esquisitas, passando longe de um editorial objetivo/ informativo. E vejam a avaliação que se faz sobre o “real poder” do prefeito Gilberto Kassab, à frente da Prefeitura. É algo muito esquisito, comprovem.
Haveriam interesses além do comercial, em questão? Revela-se, por exemplo, que o tal shopping foi construido de forma a possuir “quase o dobro” do estipulado na planta. Se o jornal sabe de algo, por quê não diz logo? Que jogo está rolando? Parece até aquela estória do Veríssimo: “Nicou!! Não Nicou!!!”. Quem tá de fora não entende.
Vale lembrar que a Subprefeitura da Moóca já apareceu várias vezes em denúncias de corrupção envolvendo alguns de seus fiscais. De olho, que a eleição é Municipal. Só para constar: detesto shoppings e quem os freqüenta, como se fossem algum templo religioso.
Shopping Capital
O que, na verdade, se esconde por trás da cortina preta, que nós [ Nota do blog: "Nós?" ] ainda não conseguimos descobrir? O Shopping Capital ocupa hoje um lugar de destaque na principal avenida da Mooca. Dentro dele, abriga-se parte de uma universidade onde estudam mais de 1.500 alunos. Lojistas pagam impostos, geram emprego, existe um centro de lazer seguro, sem contar que o próprio shopping paga quase R$ 1 milhão por ano de IPTU. Se a Prefeitura quer fechar, por que cobra o IPTU?

Na verdade, e com certeza concluímos isso, existe algo obscuro, para não dizer forças ocultas, que têm interesse em ver o shopping fechado. Porque, não sabemos ainda. Mas, com certeza, acreditamos que não há nada em oculto que não venha a ser revelado. Por enquanto, aqueles que têm telhado de vidro, e nós sabemos quem, e que é bem frágil, cerram fileiras com a minoria que torce (e até ajuda de forma indireta) pelo fechamento.
O mais engraçado é que o subprefeito da Mooca aproveita a oportunidade e cria a “solenidade de fechamento”, convocando a grande imprensa para presenciar o ato e, logo em seguida, dá uma entrevista coletiva para responder perguntas que melhor lhe convém. Digo isso porque o PAULISTANO o questionou, nesta entrevista, que se há algo errado com o shopping, houve, com certeza, conivência da própria Prefeitura. O subprefeito, meio que pego de surpresa e não pensou na resposta que estava dando naquele momento, disse que não era subprefeito na época da construção do shopping, caindo numa tremenda contradição ( conforme reportagem de capa ), pois o mesmo participou até da solenidade de inauguração, proferindo, inclusive, um discurso sobre a importância do empreendimento para a região.
Ora bolas, por que o senhor Eduardo Odloak promove hoje todo esse sensacionalismo? Estaria ele trabalhando contra ou a favor da comunidade? Ali não funciona uma casa de prostituição, ou de jogos ilícitos e muito menos se comercializa mercadorias contrabandeadas. Portanto, cabe o ditado: quem tem telhado de vidro, não atira pedras na vidraça dos outros. E, se amanhã, vier a receber pedradas, não terá autoridade alguma para reclamar, afinal de contas, chumbo trocado não dói. E não está longe o dia de vermos o feitiço virar contra o feiticeiro. Pensem bem.
Não temos nada contra o caráter e a honestidade do nosso “prefeito” Gilberto Kassab. Mas São Paulo precisa, ou melhor, necessita de um prefeito de verdade, com autoridade e com força política para tomar decisões importantes nesta grande metrópole. O atual prefeito não tem nenhum poder à frente da Prefeitura. É um boneco dirigido por um partido político que não é o seu, cujos secretários e funcionários de segundo e terceiro escalão, em sua maioria, pertencem ao PSDB.Vila Prudente/Sapopemba tem um novo subprefeito. Reinaldo Saccoman é um engenheiro de carreira que substituirá o fiel escudeiro de Geraldo Alckmin, Felipe Sigollo que, por enquanto, fica só na espera do resultado da convenção tucana deste domingo.Este é o Jornal PAULISTANO, que continua sendo um jornal transparente e verdadeiro. Afinal de contas, é um jornal informativo como muitos, sério como poucos.
Bom fim de semana e fique com Deus.

abril 20, 2008

Só prá lembrar: ss eleições deste ano são para prefeito e vereadores. ( Post gigante. Se for ler, disponha de tempo )

Enquanto a mídia faz a festa com o caso Isabella, o suposto dossiê apócrifo e o vazamento de informações da ANP ( não mencionaria o aumento dos juros, por Henrique Silvério, OPS!, Meirelles que, por esta atitude, tantos elogios rasgados recebeu da vEJA, sempre preocupada com o povão e jamais com os financistas ), temos que seguir pensando em temas mais próximos a nós. Este ano temos as eleições para prefeitos e vereadores, apesar da sucessão de Lula, que ocorrerá somente daqui a dois anos, ocupar atual e prematuramente o espaço.
Aqui em São Paulo, as aparências dizem que os tucanos e demos estariam se estranhando. Parece que, no covil tucano, existem duas tendências: uma que prefere o apoio à reeleição de Gilberto Kassab e outra que deseja lançar o nome de Geraldinho Alckmin.
Eu só acreditaria em ruptura na velha simbiose entre os dois partidos se, repentinamente, o DEMo passasse a apoiar a instalação de CPIs aqui no Estado de São Paulo. Como se sabe, o PSDB ocupa a cadeira do Palácio dos Bandeirantes há mais tempo que Chávez manda na Venezuela. No caso paulista, dão o nome de “continuidade democrática”; no venezuelano, chamam de “ditadura”. Só para informação, os pedidos de CPIs, parados na Assembléia Legislativa pela holding PSDB/DEMos, já passam de 6 dezenas, cerca de 7.
A cidade de São Paulo é dividida, administrativamente ( eu falo como se realmente entendesse disso ), em Subprefeituras. Eu resido num bairro localizado na SUB Vila Prudente/ Sapopemba.
Mas, exceto pelas ilhas de riqueza e feudos classe A, creio que as preocupações dos habitantes de todas as SUBPrefeituras sejam semelhantes ( partindo do princípio que as pessoas tenham alguma preocupação, e que esta não seja apenas sobre si mesmas ). Ou seja: ônibus, posto de saúde, escola.
O porquê delas desejarem estas coisas é simples: elas herdaram estas demandas. Vejam o exemplo do trágico Apagão Educacional Continuado naturalmente e estruturalmente tucano.
Os pais não ligam para a instrução dos filhos. Demoram 5 anos para descobrir – pelos outros – que seus filhos não sabem ler e escrever. Mesmo após esta descoberta, segue-se a vida.
Um dia, abrem o jornal, e vêem que a inguinorânça individual de seus filhos faz parte de algo muito mais amplo. E o que fazem? Vão à escola, tomar providências. E o que farão lá? Ameaçarão os professores, ora. Se o mensageiro traz más notícias, a culpa é do mensageiro. Se o filho tira nota baixa, a culpa é de quem deu nota baixa.
Entendam uma coisa. Nota baixa não é problema, e já há muito tempo, pois o aluno passava de ano mesmo assim.
Só que as coisas são dinâmicas, dizem. O ontem ( 24 horas atrás ) já é obsoleto. É o que se diz.
Passa-se uma motoniveladora, um rolo compressor, e o passado é passado, prá que falar nisso, pombas? Vamos falar do presente, ora.
E o que temos no presente? O governo/ partido que, num passado muito, muito distante, instalou um método pedagógico em que 45 inguinorantes por sala paçavam de ano e as estatísticas “favoráveis” bombavam. A prova do sucesso, não é? Tanto é que a fórmula tem sido repetida ( trocadilho sem intenção ) nos últimos 12 anos. Pais/ eleitores aprovaram e votaram, mantiveram o projeto funcionando. Satisfação garantida. Mas o tempo passa…
Voltando ao presente. O que se tem é um governo testado/ aprovado/ mantido pela população-eleitora que, diante de estatísticas horrendas sobre a Educação do estado que administra, faz o mesmo que os pais acima mencionados fazem: ameaça os professores.
Não que já não fizesse isso. Mas suas diatribes contra os docentes encontram espaço garantido nas páginas dos mesmos jornais e revistas que davam o mesmo amplo espaço para falarem das “maravilhas” que ocorreriam na gestão educacional do estado. E que, como se sabe, jamais foram maravilhosas.
Para os pais, isso é como uma bela e conveniente música para os ouvidos. O governo ( ELE ), já achou o culpado: os professores ( ELES ). O problema está na terceira pessoa, são os outros.
Aparentemente eu me perdi. Quase. Falava sobre herdar as demandas. A questão, um nó, na verdade, é: para quê os pais desejam escolas?
Eu li, em algum lugar que – caso seja verdade – uma das coisas que contribuiu para a alfabetização do povo e disseminação da leitura na Europa, teria sido a Reforma Protestante. Se entendi bem, a produção massiva de Bíblias andou de mãos dadas com o próprio desenvolvimento do processo de impressão. De posse da Palavra de Deus, bastaria aprender a ler para saber o que Deus dizia. Se não me engano, os próprios religiosos se encarregaram de fazer com que o povo aprendesse a decifrar as primeiras letras.
Ficou meio tosco, mas acho que foi mais ou menos isso.
O medo de ir para o Inferno fez os camponeses aprenderem a ler.
Séculos depois disso, quem quiser aprender a ler nem mesmo precisa acreditar em Deus.
Mas não é só leitura. Nas escolas atuais, temos cálculos, História, Biologia, Física. Convencionou-se que o saber deveria ser passado à população. O conhecimento, outrora restrito a sacerdotes e nobres, seria compartilhado e difundido. Fantasmagorias, crenças e superstições perderiam muito de seu efeito.
Mesmo ignorando as razões, o homem de hoje nasce e tem a escola já pronta e esperando por sua futura presença. E quem providencia, geralmente, é o Estado. O Estado ficou a cargo de garantir a instrução da população.
Pula-se milhares de considerações, e chegamos à eleição de 2008. O Estado ( o Executivo e Legislativo municipais, no caso ) terá novos representantes do povo.
Que estará plenamente informado e apto a selecionar aqueles que melhor podem administrar a cidade. Uma das melhores fontes, já que estamos falando de questões locais, são os jornais de bairro. Há dezenas em São Paulo.
Tem dois aqui em VP, acho que os principais: Folha de Vila Prudente e O Paulistano. Este último, de propriedade do deputado Wagner Salustiano, do PSDB. Estes dois jornais cobrem os acontecimentos da região.
Um dos acontecimentos principais, é a vinda do Metrô para cá. Apesar de local, é um tema de interesse maior. Pois aquele craterão da linha 4, mesmo tendo assumido uma importância nacional, para os moradores de Pinheiros é, talvez antes de tudo, um assunto de sua localidade.
Portanto, devemos prestar atenção ao que ocorre em nosso bairro. Num post anterior, eu falei sobre a “opinião pública” ( eu, você, seu vizinho ). Como ela é convencida a votar em alguém. O que fazer para influenciá-la. Ainda estou sem saber.
Mas os jornais do bairro supra citados fazem seu trabalho, e tentam informar os moradores. E convencê-los. Às vezes, e acho que poucos percebem, estes jornais trocam farpas. Sutis.
Um colunista da Folha VP já disse que o jornal não é vinculado à seitas ou religiões. Uma alusão ao fato de o dono do concorrente ser evangélico. O que se insinua, não é que o Paulistano teria alguma outra missão, que não jornalística ( mas de proselitismo religioso ). As entrelinhas estariam dizendo que, sendo vinculado a igrejas “suspeitas” ou “polêmicas”, o jornal seria direta ou indiretamente mantido com a grana dos fiéis. Lembro eu que, uma extinta revista – então de propriedade do mesmo dono do Paulistano – foi acusada de receber verbas publicitárias de forma suspeitadamente generosa do governo estadual, administrado pelo partido ao qual o dono do jornal é filiado. Acho que nem se falou mais nisso.
E apareceu o Paulistano. Vinculado, de alguma forma, a igrejas evangélicas ou ao PSDB, fato é que nesta semana eles estão descendo o ‘reio na administração Kassab. À semelhança do que fazemos com seus pares maiores e mais poderosos, devemos ler com a pulga atrás da orelha. Pois não dá para saber a razão de certas notícias. Já que “não dizer”, também é uma forma de “dizer” algo.
Destaquei uns trechos do Editorial ( “Ninguém se entende”, ed. 129 ) publicado na edição desta semana. Para quem não sabe, há um problema envolvendo um Shopping Center ( o primeiro a surgir ) da região e o Metrô. Disputam uma área que serve de estacionamento. O Metrô quer a posse para instalar uma canteiro de obras no local. Segundo consta, houve uma mudança no traçado já que, originalmente, se previa que a linha passaria 500 metros distante do Shopping. Por isso, essa área passou a ser usada pelo Shopping. Eu não gosto de shoppings, mas me parece que o Central Plaza tem a razão:
” (…) Mas o que mais nos deixa perplexos é a falta de um planejamento sustentado entre os órgãos envolvidos para a chegada do metrô. Perguntamos: para que seja realizada uma obra, seja ela pequena ou vultuosa como esta do Metrô, a Prefeitura não deve estar ciente com bastante antecedência? Pois bem, o projeto do Metrô existe há muito mais tempo do que a autorização dada ao Central Plaza Shopping para que este se instalasse naquele lugar. Perguntamos novamente: por que a Prefeitura permitiu a construção do shopping naquele local se já era previsível a passagem do metrô por aquela localidade? Isso se chama falta de organização, falta de um planejamento sustentado entre os poderes. E quem paga, mais uma vez, é a população que sofre com este tipo de descaso. Deveríamos encontrar o responsável que autorizou a construção do shopping naquela oportunidade, sabendo que por ali passaria o Metrô e demiti-lo, a bem do serviço público. ( …)”;
Ignore-se a demagogia de “quem se ferra é o povo”, e tentemos achar algum dado que nos informe quando, em qual administração municipal, foi permitida a ocupação, do espaço em questão pelo Central Plaza. Não existe. O resto do texto induz um desavisado a pensar que foi agora, com Kassab ( mas não durante o Serra, estranho ). Pode até ser, mas podia estar mais evidente. Mesmo porquê deixou bem claro que não sabe quem foi o responsável – que pode até estar aposentado ou mesmo morto – e lançou mão de uma frase vaga. Mas nem tanto, como veremos mais adiante:
” (…) Outro exemplo de falta de planejamento acontece recentemente em nossa região é a Prefeitura asfaltar uma rua, colocar lombadas e a CET não sinalizar, colocando em uso uma obra incompleta que, consequentemente, traz riscos de acidentes graves. Aliás, falando em CET, a mesma já virou freguesa de carteirinha do nosso jornal, de tantas reclamações que nos chegam a respeito dessa companhia (…)”;
Quem lê este blog sabe que eu considero os “amarelinhos” como irmãos heróicos dos bombeiros. Outro dia estava ouvindo a Rádio “Rock” e o apresentador, tão demagógico quanto possível, veio falar sobre a “Indústria da Multa”, esta lenda urbana sem existência comprovada. Só saiu merda, como sempre ( Mas é assunto para outro dia, quando relatarei a contrangedora entrevista do Mutante Sérgio Dias ao mesmo apresentador. Já dizia Zappa: crianças, não tomem drogas, pois poderão ficar iguais a seus pais ). Voltando ao jornal, acho que é questão de escolha já que, no rival, a sessão de cartas costuma estar completamente tomada por queixas de leitores contra a empresa de ônibus Via Sul.
” (..) Outro grande absurdo noticiado nas páginas do PAULISTANO, é a corrupção existente dentro da Subprefeitura Mooca, conjuminando com a prisão de dois agentes [ Grifo do blog ] fiscais que lá trabalhavam. Segundo o Ministério Público, as investigações prosseguem, porque ainda há muito o que explicar, não parando na prisão somente desses dois fiscais. E mais, segundo fontes, outras Subprefeituras também estão contaminadas e estão sendo alvo de investigações sigilosas. Onde vamos parar? Será que o prefeito Gilberto Kassab espera se reeleger sendo conivente, ou, no mínimo, omisso, com estas situações? Num caso como este, não se pensa duas vezes, é limpeza total, para a apuração dos fatos (…)”;
OPA!!! Essa é grave! Então quer dizer que a SUB/ Moóca é um vasto ninho de corrupção? O quêê? As outras também estão sob suspeita e investigação? É um quadro de infecção generalizada? Muita calma…
Em primeiro lugar, eu até que gostaria de saber, de nossos poucos leitores, se o imprensalão noticiou algo parecido. Até agora eu não vi nada. Coincidentemente, nesta semana o notório José “Corinthiano vota em corinthiano” Izar voltou a ocupar algumas linhas nos jornais, tendo sido condenado a 8 anos de prisão por seu envolvimento com a notória “Máfia dos Fiscais”, revelada na administração Pitta. Justamente, fiscais das antigas Regionais achacavam comerciantes, camelôs, etc, para não cumprir a lei regulamentadora das atividades. Uma gravação, feita a partir de denúncias de uma dona de academia fez desmoronar, a partir da Regional Pinheiros, o esquema. Como se vê, um assunto teoricamente local, e que atingiu repercussão nacional. Voltando à SUB/ Moóca, acho que eu meio que já falei um pouco disso, aqui no blog. A história do “Mensalinho da Bresser”, revelada pelo JT, e sumida do noticiário, por exemplo. Tem também a questão dos bingos, bancando festas beneficentes em subprefeituras.
Só que me ocorreu uma coisa: por quê o nome de Andréa Matarazzo, que até há poucos minutos, tinha importante e influente cargo na administração tão criticada pelo jornal ( mais precisamente o de Secretário de Coordenação das Subprefeituras da Prefeitura de São Paulo ) não surgiu? Será que os fiscais esperaram ele sair para começar a achacar? E, pior, tão rápido quanto esses caras passaram a roubar, foi a prisão deles. Sobrou, então, farpas para Kassab. Como eu quis dizer acima, “o funcionário” que autorizou a implantação do estacionamento no Shopping, em administração municipal ignorada, aparece no mesmo editorial em que “funcionários corruptos de Subprefeitura da administração Kassab” são denunciados e onde, também, o prefeito é chamado de “conivente” ou, eufemisticamente, “omisso”.
Mas eu quero é mostrar isso aqui, retirado do mesmo jornal: um direito de resposta que o concorrente Folha de Vila Prudente conseguiu fazer publicar no Espaço do Leitor, do Paulistano ( só no jornal, já que no site não saiu nada ).
DIREITO DE RESPOSTA ( MATÉRIA NA PÁG. 3 – EDIÇÃO 126 )
Folha de Vila Prudente
O jornal Paulistano omitiu fatos em nota publicada em 28 de março sobre a cobertura da lacração do Shopping Capital. Não é verdade que a jornalista Kátia Leite da Folha de Vila Prudente entrevistou Wagner Salustiano sobre o empreendimento. A jornalista somente se dirigiu ao mesmo depois que ele provocou tumultos na suposta tentativa de defender o shopping. A jornalista indagou Salustiano sobre uma eventual ligação deste com o empreendimento e tendo este senhor respondido que acompanhava o Paulistano, a Folha se limitou a presenciar a seqüência dos fatos entre Salustiano e uma ex-lojista que lavrou boletim de ocorrência no 57º. DP. Desmentindo a nota, a Folha não tirou fotos de Salustiano [ Nota do Blog: "Não pode?" ] e sim da confusão armada, ao contrário do mesmo que ao final solicitou foto ao lado da jornalista. A Folha acompanha o caso do shipping diretamente com as partes responsáveis e em nenhum momento se valeu da opinião de terceiros para desempenhar seu trabalho notadamente reconhecido graças aos 16 anos de serviço em prol da região.
DIREITO DE RESPOSTA ( NOTA NA PÁGINA 4 – EDIÇÃO 126 )
FOLHA
Conforme destacado na pág.3, o jornal Paulistano omitiu fatos em publicação de 28 de março. A Folha de Vila Prudente acompanha o caso do Shopping Capital através das partes diretamente responsáveis. Em nenhum momento se valeu da opinião de terceiros, como Wagner Salustiano, para desempenhar seu trabalho notadamente reconhecido por conta dos 16 anos de serviço em prol da região.
A Folha de Vila Prudente diz que sua tiragem comprovada é de 50.000 exemplares. Deverá chegar a 55.ooo na edição de 9 de maio.
O concorrente Paulistano exibe a mesma marca da Folha: 50.000 exemplares. São números nada desprezíveis, considerando que nove ou dez milhares de votos podem ser suficientes para eleger um vereador paulistano.
Este post ficou enorme. Outra hora eu retomo o assunto.

dezembro 4, 2007

Jaz São Paulo: Vila Zelina e seus comerciantes, aceitem meu boicote a vocês e seus produtos!!

Hoje comecei a minha campanha solitária e libertadora: não compro mais nada no bairro de Vila Zelina ( Subprefeitura de Vila Prudente – Z. Leste de São Paulo ).
Não entrarei em detalhes, mas que nos acompanha já deve saber minhas motivações. Talvez futuramente eu reproduza aqui algumas matérias de nosso estimado jornal de bairro “O Paulistano”, de propriedade de Wagner Salustiano ( ex-Revista de Fato, que dispensa apresentações ).
Bem. Agora a briga aqui no bairro é a seguinte: o Largo da Vila Zelina deverá passar por alguma remodelação, visando a “melhora no trânsito”. Um bairro há poucos anos tranquilo e bucólico virou uma Zona Verde, com direito a verticalização, assaltos, trânsito excessivo. Enfim, o progresso chegou.
E eis que, diretamente do riquíssimo e desenvolvido município de Mauá ( ABC ), pinta por aqui a deputada estadual do suspeitíssimo Partido Verde, e passa a “liderar” as mudanças e “exigências” feitas pelos moradores. Na vanguarda e na base das boas relações que tem com o governo estadual, baixou aqui para resolver nossos problemas. A base móvel da polícia, recentemente instalada no Largo, só foi mesmo implantada porque ela ameaçou espirrar em Serra ( segundo histórias que ouvi, o sujeito é meio hipocondríaco ). Sem ela, nosso bairro estaria parecendo aqueles filmes do Charles Bronson. E Mauá, um lugar plenamente desenvolvido, deve receber nossos agradecimentos, já que permitiu que Vanessa dividisse seu tempo entre a Suíça do ABC e a desconhecida Vila Zelina.
Prosseguindo. O supra-mencionado jornal “O Paulistano” saiu, na edição que chegou nesta 6a. Feira, com a seguinte informação, que trago aqui, mas não ipsis letteris: os comerciantes e moradores de Vila Zelina são “unânimes” ( SICCCC!!!! ) em afirmar que não gostaram do projeto proposto ( não sei se pela CET ou pela Subprefeitura ) pois isto implicaria na extinção de vagas para os carros estacionarem. Ou seja, todos os residentes no bairro foram ouvidos, e todos eles, sem exceção, são motorizados. Já mencionei aqui, em outra vez, que a cabine de polícia do Largo saiu pela culatra, já que os próprios moradores – aí, sim – mais antigos estavam acostumados a fazer certas coisas, só que agora estão sendo multados. O Estado de mão única que vocês desejam não existe.
A bem da verdade, a dona Vanessa Damo, poderia também, exigir por nós, vilazelinenses, que a polícia ou até a CET ( ou “Homens de Amarelo: limpando as ruas da corja automobilística” ) passassem também a circular por outras ruas daqui do bairro, como a Pinheiro Guimarães onde, simplesmente, dezenas de carros estacionam na calçada, no sentido Anhaia Mello-Av. Zelina. A estreita rua das Heras, via de mão dupla também tem suas calçadas tomadas, também no pedaço próximo à avenida Zelina.
Pois então. Os comerciantes e moradores do bairro, “unanimemente” não desejam que desapareçam vagas para os automóveis. Os comerciantes reclamam que perdem clientes com isso. O pedestre não é cliente.
Também alguém se queixou dos ônibus, e que estes teriam, digamos, “privilégios” espaciais. Talvez se retirássemos os ônibus, ou os proibíssemos de circular pelas ruas de nosso belo bairro. Que tal fecharmos as ruas? Tem uma pessoa que vive se queixando, na sessão de cartas do Diário de São Paulo, que moradores de uma rua no Campo Belo, sem permissão da Prefeitura, fecham o logradouro, tornando-o particular. Parece que a Prefeitura baixa lá, reabre, mas passa um tempo e eles incorrem no crime.
Aliás: já que a Prefeitura de Andrea Matarazzo e também – já ia me esquecendo – Kassab criaram a Lei Cidade Limpa – que muito comerciante detestou – que tal a minha sugestão: a Lei Calçada Legal!!!
É o seguinte: quando você anda, por exemplo, pela calçada da Avenida Zelina, tropeçará nela adoidado, já que os empreendedores que abriram suas casas ali cuidaram de construí-las, sem quaisquer preocupações com quem ali caminhará. Os níveis variam, de acordo com a visão empresarial do sujeito. É comum você levantar a perna uns 30 cm a mais do que o trecho referente ao imóvel ao lado. Um verdadeira prova de resistência e obstáculos. É só chegar na porta da Caixa Econômica Federal e comparar a calçada da agência, com a do Unibanco, por exemplo. Não quer se meter com um banco? OK. Atravesse a rua e veja a dificuldade que é andar na calçada da farmácia que abriu recentemente.
E o espaço público merece mais respeito-cidadão, e é isso que mostro. Tem uma banca de jornais na Avenida Zelina, ao lado da igreja, que parece um brexó. Quer um fax? Lá você encontra. Tá precisando de um 3 em 1? Sem problema. Aparelho de telefone? É só escolher o seu. Há grande variedade.
O fato deste comércio estar totalmente ilegal, e o dono já deveria ter sua TPU cassada há muito, me faz supor que não existe muita fiscalização da Prefeitura nesta cidade. Acho que dá para imaginar que ocorram coisas semelhantes nos outros bairros. O mesmo vale para as calçadas desniveladas, carros estacionados nas mesmas, bancas de jornais vendendo artigos não-previstos ( fax, telefone, sorvete ), bingos, caça-níqueis, festas em Subprefeituras pagas com dinheiro de exploradores de cassinos eletrônicos, etc.
E lembrei-me do bairro principal, a Vila Prudente: na mesma edição do Paulistano em que Vanessa aparece compenetrada, cuidando da gente boa de Vila Zelina, ficamos sabendo que uma das principais ruas de Vila Prudente, a Cap. Pacheco e Chavez, se encontra tétricamente às escuras, e não é de hoje. Perdõe-me srta. Damo, incomodá-la, mas poderia usar de seu poder e prestígio junto aos “gestores” do município, e pedir que arrumem a iluminação daquela rua? A senhora poderá capitalizar para si também esta conquista da comunidade e, com isso, reforçar sua imagem junto ao eleitorado. Até poderá sair na foto do Paulistano, que tão bem fala de você, ao contrário do que faz com o vereador Adilson Amadeu, não sei ainda porque a tal pirraça do jornal com o petebista.
Eu sei que tá faltando algo neste post, mas outra hora eu vejo.
Num futuro post:
Folha de Vila Prudente x O Paulistano
Em editorial, o Paulistano critica os jornais de bairro que possuem “vários anúncios, até mesmo na capa” ( clara alusão à Folha ), e pede que anunciem com ele. Ocorre que a natureza dos jornais de bairro é justamente a de viver dos pequenos anunciantes da comunidade em que circula. Estranho, mesmo, é um jornal novato e obscuro de bairro ter, entre seus anunciantes, uma rede de televisão, como é o caso da RedeTV. Nossa Caixa, nem pensar.
E também:
Saiu no Estadão: a Globo temia a queda de audiência, caso o Corínthians caísse para a Segundona. O Timão vai dar audiência à RedeTV, que detém os direitos de transmissão. Mas não é só torcedor do Corínthians que irá assistir a seus jogos, mas do Palmeiras, Vasco, nem que seja por um tempo. Logo, o IBOPE será maior ainda. Jornalistas esportivos da Globo debandarão?

outubro 27, 2007

O Cata-Milho chama a atenção de jornal de bairro de Wagner Salustiano

Redação_______________________________________________
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Sucesso na net 1
Tem um blog na internet, que se chama “Cata-Milho” (pelo menos, é assim que se apresenta), comandado por Humberto Capellari e Vinicius Duarte, que sempre se utiliza das matérias do PAULISTANO para repercutir ou opinar sobre os assuntos. Na última, eles abordaram o tema que foi capa de nossa edição nº 105, o qual aborda a instalação da base da polícia no Largo de Vila Zelina, que trouxe segurança e, além disso, está “canetando” várias infrações de trânsito.
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Sucesso na net 2
Agradecemos a divulgação do nosso jornal e o destaque para as matérias de interesse e relevância para a região. Temos lido sempre, até imprimido e guardado todos os comentários a nosso respeito.
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Jornal O Paulistano
edição 107
Coluna Direto para você
pg. 4
Comentários do Blog:
1. Cata-Milho é nosso nome. Eu sou lento na datilografia;
2. Leiam de novo os posts a que se referem, pois acho que não pegaram o espírito da coisa;
3. Sou eu quem agradece a gentileza. Entendi o recado;
4. Eu também guardo muita coisa, a meu respeito e também sobre outras pessoas. Eu nado em recortes de jornais velhos;
5. Se algum leitor ( Ei, você, acorde!! ) de nosso blog tiver novidades sobre as verbas publicitárias da Nossa Caixa, alguma informação relevante sobre práticas desagradáveis de especuladores imobiliários, alguma queixa sobre as calçadas de Vila Zelina, ou sobre bancas de jornais que vendem produtos que não estejam previstos na lei paulistana ( o que pode revelar mais que um simples desleixo da fiscalização a cargo das Subprefeituras ), mande para mim que eu publico. Nossa audiência é modesta ( ou, se preferirem, ridícula ) mas isso não nos incomoda. Talvez eu até crie um outro blog, que se chamará, obviamente “JAZ São Paulo”.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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