ENCALHE

agosto 25, 2009

TRANSGÊNICOS: GLIFOSATO NÃO FAZ MAIS TANTO EFEITO, E PRAGAS FICAM MAIS RESISTENTES! E MONSANTO REAJUSTA ROYALTIES: DEPUTADO DO DEM PREGA "BOICOTE"!

Filed under: "O Mundo segundo a Monsanto", glifosato, Monsanto, OGMs, soja, transgênicos — Humberto @ 2:10 am
Infelizmente, não é desta vez que a bondosa, humanitária porém incompreendida ciência – capaz, isenta de ideologias e sériamente preocupada com os destinos de nossos irmãos planetários -, perseguida pelos obscurantistas de “plantão” [ entenderam o trocadilho? ] – conseguirá cumprir seu destino manifesto, a saber: salvar a Humanidade da fome que mata milhões e milhões de pessoas mundo afora. Mas a Monsanto não desistirá de tentar mudar o destino cruel destes milhões de seres humanos que padecem.
Basf busca parcerias para vencer “superpraga” da soja
DCI, 24.08.09

SÃO PAULO – A multinacional alemã Basf intensifica sua parceria com empresas brasileiras para levar mais rápido ao mercado a sua nova soja tolerante a herbicida. A companhia assinou com a Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola (Coodetec) o primeiro contrato de transferência de material para seu produto transgênico, e a empresa brasileira será a responsável pela multiplicação dos grãos.
A tecnologia, que deverá começar a ser acessada pelos produtores a partir de 2011, chega com o desafio de se tornar uma alternativa viável ao glifosato, produto vendido pela norte-americana Monsanto.
A indisponibilidade de crédito e a dificuldade da comercialização de grãos deverão diminuir os gastos dos agricultores com insumos na safra 2009/2010; no entanto, essa busca pela redução nos custos pode esbarrar no aumento do uso de defensivos desencadeado pela soja transgênica cada vez mais resistente a pragas, principalmente a invasora buva (Coniza bonairensis).
Informações produzidas pelo Departamento de Fiscalização e da Defesa Agropecuária (Defis) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) e outros órgãos atestam que, mesmo com a soja geneticamente modificada, tem aumentado o consumo de herbicidas em razão da resistência que as ervas daninhas vêm adquirindo com o uso do glifosato. “Há vários anos monitoramos o comércio de agrotóxicos no Paraná, e a cada trimestre recebemos um relatório das vendas, por isso, quando dizemos que houve aumento do uso de herbicida, o fazemos com base em um levantamento”, afirma Adriano Riesemberg, chefe da divisão de fiscalização de insumos e serviços agrícolas da Seab.
Em 2008 foram comercializados no Paraná mais de 80 milhões de litros de agrotóxicos, principalmente herbicidas, inseticidas e fungicidas (não foram computadas as quantidades comercializadas nas regiões fiscalizadas pelos núcleos regionais de Curitiba, Apucarana e Paranaguá). Desse montante, cerca de 46 milhões são de herbicidas, e desses, 28 milhões são de herbicidas a base de glifosato (61% dos herbicidas comercializados).
De acordo com o Defis, os agricultores passaram a ter problemas causados pela resistência de plantas ao glifosato, principalmente em relação à buva, planta daninha que se desenvolve em áreas não agriculturáveis e que se espalha com facilidade pelas lavouras através de sementes que são carregadas pelo vento. Para controle dessa planta, os agricultores estão fazendo uso de outros herbicidas em pré-plantio das lavouras, em operação denominada de ‘manejo da área’, além de continuarem a necessitar do glifosato em pós-emergência. O resultado é um crescimento exponencial de insumos em algumas regiões do País.
No Município de Cascavel, no Paraná, por exemplo, o uso de glifosato passou de 2,3 milhões de litros em 2005, para 3,4 milhões em 2008 (um aumento de 46%). Os herbicidas à base de 2,4-D cresceram 112% nesse período, e o uso de agrotóxicos à base de paraquat cresceu mais de 400% (passou de 65 mil litros para 337 mil litros). “A situação retratada não é restrita à região de Cascavel”, diz Riesemberg. Segundo o engenheiro agrônomo, outras importantes regiões produtoras de soja mostram as mesmas curvas de crescimento para os agrotóxicos a base de glifosato, paraquat e 2,4-D.
“Isso ocorre devido à dificuldade que os agricultores têm de controlar as plantas invasoras, que se tornaram resistentes ou tolerantes ao ingrediente ativo glifosato”, avalia.
Valdir Isidoro, presidente da Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar), afirma que no estado a soja convencional já remunera melhor o produtor, mesmo com a queda de 25% a 30% nos preços do glifosato. “Ao longo dos anos os custos para produzir a soja transgênica só aumentaram e nessa safra quem plantou está perdendo dinheiro”, afirma Isidoro. “O mesmo deverá acontecer com o milho”, acrescenta.
Walter Dissinger, vice-presidente de Proteção de Cultivos da Basf para a América Latina, confirma para 2011 a chegada da soja resistente a herbicida da empresa em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O executivo afirma que não vê uma redução nos preços dos defensivos. “O glifosato caiu de preço, mas nossa empresa não sentiu diferença nos preços dos nossos defensivos”, diz. “Se não houver interferência do clima, o segundo semestre deve fechar em equilíbrio com o ano passado, considerado positivo”, avalia Disinger.
A empresa inaugura hoje, na cidade de Guaratingueta, em São Paulo, um novo laboratório global de formulação.

Monsanto eleva em 26% royalties da soja
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto
G1
Os produtores rurais de Mato Grosso estão em pé de guerra com a Monsanto. A multinacional americana anunciou, em reunião reservada com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja), a elevação de 26% nos royalties cobrados em cada saca de semente de soja geneticamente modificada tolerante ao herbicida Roundup. Em um cenário de cautela para a safra 2009/10, que começa a ser plantada em setembro, os produtores ameaçam questionar na Justiça o aumento unilateral apresentado nesta semana.
Na nova safra, os produtores pagarão R$ 0,44 por quilo para uso da semente “Roundup Ready” . “Estamos pensando em ir à Justiça porque não temos alternativa” , diz o presidente do Sindicato dos Produtores de Sinop, Antônio Galvan. A Monsanto teria avisado que também elevará a taxa tecnológica cobrada pelo milho transgênico resistente a insetos, mas sem informar o valor. “E eles já avisaram que vão cobrar R$ 0,70 por quilo da soja Bt quando aprovarem para a safra de 2012″ , diz o vice-presidente da Aprosoja, José Guarino Fernandes, produtor da cidade de Sapezal.
Em nota ao Valor, a Monsanto confirmou o aumento nos preços, mas informou que o produtor tem o “direito de optar“* pelo cultivo de sementes transgênicas ou convencionais, “de acordo com sua preferência” . Além disso, os produtores de sementes podem “fixar preços finais aos agricultores” com descontos na margem de lucro e na remuneração por operar o sistema de cobrança dos royalties.
Detentora da patente da tecnologia transgênica na soja, a empresa disse que “flexibilizou” o pagamento dos royalties, a pedido dos produtores, oferecendo duas datas alternativas. Se antecipar o pagamento, de dezembro para 20 de outubro de 2009, o produtor pagará R$ 0,42 por kg. Se pagar em 20 de janeiro de 2010, será de R$ 0,45 por kg. Maior produtor nacional de soja, Mato Grosso deve cultivar 5,86 milhões de hectares na próxima safra. Se confirmadas as previsões, o Estado demandará 265 mil toneladas de sementes em 2009/10.
Os produtores calculam um aumento de até R$ 20 milhões na arrecadação da multinacional com royalties no Estado. “A soja transgênica já não tem nenhum atrativo econômico para nós. O uso dessa semente cresceu aqui por causa do manejo mais fácil, e não pela redução de custos” , avalia o produtor João Carlos Diel, que cultiva 2,4 mil hectares em Rondonópolis.
A questão econômica também pode transformar-se em problema político. Um dos maiores produtores do Estado, o senador Gilberto Göellner (DEM-MT) diz que outra solução seria um “boicote” ao transgênico. “Se o royalty leva o lucro do produtor, então, não devemos plantar nada” , afirma. O presidente da federação estadual da Agricultura (Famato), Rui Prado, diz que a Monsanto deve voltar a negociar com os produtores. “Temos uma boa relação, mas precisamos preservar isso.”
O acordo para uso das sementes inclui cobrança de 2% sobre o valor da produção em caso de não pagamento dos royalties. Se o produtor declarar não produzir transgênicos e um teste confirmar a transgenia, a multa sobe a 3%. A Monsanto controla a cobrança na entrega dos grãos em tradings e armazenadoras. “Como eles ganham 10% a 15% desse valor cobrado na bica pela Monsanto, não temos escapatória. Tem que pagar e pronto” , diz Galvan.

*O que nos leva a perguntar: com o famoso selo que identificaria, nos rótulos dos produtos, aqueles que foram infestados, ops, aqueles que contém transgênicos em sua produção, o consumidor teria o “direito de optar” pela sua compra ou não. Então, por quê ainda tem gente contra este selo?

maio 20, 2009

"O Mundo segundo a Monsanto": Cinema NA FAIXA para residentes em Porto Alegre e proximidades

O Jornalismo B ( jornalismob.wordpress.com ), em parceria com o Cine F ( cine-f.blogspot.com ), apresenta o documentário “O mundo segundo a Monsanto”, INÉDITO e sem previsão de lançamento no Brasil.

Depois do sucesso da exibição do filme “Gonzo: vida e obra do dr. Hunter S. Thompson”, será a segunda experiência dessa parceria, a sessão B do Cine F.

O filme desvenda as ações da empresa de biotecnologia Monsanto, mostrando um lado da história que a sociedade ignora, já que a grande imprensa também o faz.

A exibição, com legendas em português, será na próxima sexta-feira, 22 de maio, às 15 horas no auditório da Faculdade de Comunicação da UFRGS (Fabico), na rua Ramiro Barcelos, 2705 (ao lado do Planetário), em Porto Alegre – RS.
A entrada é TOTALMENTE GRATUITA.

"O Mundo segundo a Monsanto": Cinema NA FAIXA para residentes em Porto Alegre e proximidades

O Jornalismo B ( jornalismob.wordpress.com ), em parceria com o Cine F ( cine-f.blogspot.com ), apresenta o documentário “O mundo segundo a Monsanto”, INÉDITO e sem previsão de lançamento no Brasil.

Depois do sucesso da exibição do filme “Gonzo: vida e obra do dr. Hunter S. Thompson”, será a segunda experiência dessa parceria, a sessão B do Cine F.

O filme desvenda as ações da empresa de biotecnologia Monsanto, mostrando um lado da história que a sociedade ignora, já que a grande imprensa também o faz.

A exibição, com legendas em português, será na próxima sexta-feira, 22 de maio, às 15 horas no auditório da Faculdade de Comunicação da UFRGS (Fabico), na rua Ramiro Barcelos, 2705 (ao lado do Planetário), em Porto Alegre – RS.
A entrada é TOTALMENTE GRATUITA.

março 4, 2009

Estratégias da multinacional Monsanto são denunciadas por jornalista francesa

AEN/PR
03/03/2009
Classificando como de “terror a ação da Monsanto, que coloca no mercado sementes que acabam com a biodiviersidade dos ecossistemas, com riscos para a saúde humana”, a jornalista francesa Marie-Monique Rubin concedeu entrevista à TV Educativa, cujo vídeo foi exibido nesta terça-feira durante a Escola de Governo.
Marie-Monique Rubin, autora do livro O Mundo Segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto), acusa a empresa norte-americana – que já produziu o agente-laranja usado na Guerra do Vietnã – de colocar no mercado sementes modificadas geneticamente que não passaram por estudos de avaliação de impactos ambientais, sociais e na saúde humana. Segundo ela, as plantas resultantes dessas sementes são consideradas plantas pesticidas por serem altamente tóxicas.
O livro é resultado de três anos de pesquisas e de entrevistas com agricultores e autoridades políticas dos Estados Unidos, como o ministro da Agricultura do governo Bill Clinton e técnicos da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência norte-americana responsável pela segurança alimentar dos produtos comercializados naquele país. “É o terror a ação desta empresa. Eles colocaram no mercado sementes que acabam com a biodiversidade dos ecossistemas e, pior, sem a avaliação de estudos que comprovem como esta alteração genética afeta a vida humana e dos animais”, disse Marie-Monique.
A jornalista também afirma que as sementes devem ser tratadas com adubos e pesticidas da própria Monsanto, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico. “Este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhor colheita. Além disso, a prática enfraquece os terrenos”, afirmou.
A Monsanto comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007. A empresa é a maior vendedora de sementes para a América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Segundo a autora, a multinacional tem dezenas de processos penais no mundo, em função de problemas de saúde gerados por seus produtos. Em seu livro, Marie-Monique mostrou as relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor. Há casos de membros da administração pública nos Estados Unidos que, depois de assinar leis permitindo o uso das sementes, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

Estratégias da multinacional Monsanto são denunciadas por jornalista francesa

AEN/PR
03/03/2009
Classificando como de “terror a ação da Monsanto, que coloca no mercado sementes que acabam com a biodiviersidade dos ecossistemas, com riscos para a saúde humana”, a jornalista francesa Marie-Monique Rubin concedeu entrevista à TV Educativa, cujo vídeo foi exibido nesta terça-feira durante a Escola de Governo.
Marie-Monique Rubin, autora do livro O Mundo Segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto), acusa a empresa norte-americana – que já produziu o agente-laranja usado na Guerra do Vietnã – de colocar no mercado sementes modificadas geneticamente que não passaram por estudos de avaliação de impactos ambientais, sociais e na saúde humana. Segundo ela, as plantas resultantes dessas sementes são consideradas plantas pesticidas por serem altamente tóxicas.
O livro é resultado de três anos de pesquisas e de entrevistas com agricultores e autoridades políticas dos Estados Unidos, como o ministro da Agricultura do governo Bill Clinton e técnicos da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência norte-americana responsável pela segurança alimentar dos produtos comercializados naquele país. “É o terror a ação desta empresa. Eles colocaram no mercado sementes que acabam com a biodiversidade dos ecossistemas e, pior, sem a avaliação de estudos que comprovem como esta alteração genética afeta a vida humana e dos animais”, disse Marie-Monique.
A jornalista também afirma que as sementes devem ser tratadas com adubos e pesticidas da própria Monsanto, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico. “Este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhor colheita. Além disso, a prática enfraquece os terrenos”, afirmou.
A Monsanto comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007. A empresa é a maior vendedora de sementes para a América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Segundo a autora, a multinacional tem dezenas de processos penais no mundo, em função de problemas de saúde gerados por seus produtos. Em seu livro, Marie-Monique mostrou as relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor. Há casos de membros da administração pública nos Estados Unidos que, depois de assinar leis permitindo o uso das sementes, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

Estratégias da multinacional Monsanto são denunciadas por jornalista francesa

AEN/PR
03/03/2009
Classificando como de “terror a ação da Monsanto, que coloca no mercado sementes que acabam com a biodiviersidade dos ecossistemas, com riscos para a saúde humana”, a jornalista francesa Marie-Monique Rubin concedeu entrevista à TV Educativa, cujo vídeo foi exibido nesta terça-feira durante a Escola de Governo.
Marie-Monique Rubin, autora do livro O Mundo Segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto), acusa a empresa norte-americana – que já produziu o agente-laranja usado na Guerra do Vietnã – de colocar no mercado sementes modificadas geneticamente que não passaram por estudos de avaliação de impactos ambientais, sociais e na saúde humana. Segundo ela, as plantas resultantes dessas sementes são consideradas plantas pesticidas por serem altamente tóxicas.
O livro é resultado de três anos de pesquisas e de entrevistas com agricultores e autoridades políticas dos Estados Unidos, como o ministro da Agricultura do governo Bill Clinton e técnicos da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência norte-americana responsável pela segurança alimentar dos produtos comercializados naquele país. “É o terror a ação desta empresa. Eles colocaram no mercado sementes que acabam com a biodiversidade dos ecossistemas e, pior, sem a avaliação de estudos que comprovem como esta alteração genética afeta a vida humana e dos animais”, disse Marie-Monique.
A jornalista também afirma que as sementes devem ser tratadas com adubos e pesticidas da própria Monsanto, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico. “Este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhor colheita. Além disso, a prática enfraquece os terrenos”, afirmou.
A Monsanto comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007. A empresa é a maior vendedora de sementes para a América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Segundo a autora, a multinacional tem dezenas de processos penais no mundo, em função de problemas de saúde gerados por seus produtos. Em seu livro, Marie-Monique mostrou as relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor. Há casos de membros da administração pública nos Estados Unidos que, depois de assinar leis permitindo o uso das sementes, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

Estratégias da multinacional Monsanto são denunciadas por jornalista francesa

AEN/PR
03/03/2009
Classificando como de “terror a ação da Monsanto, que coloca no mercado sementes que acabam com a biodiviersidade dos ecossistemas, com riscos para a saúde humana”, a jornalista francesa Marie-Monique Rubin concedeu entrevista à TV Educativa, cujo vídeo foi exibido nesta terça-feira durante a Escola de Governo.
Marie-Monique Rubin, autora do livro O Mundo Segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto), acusa a empresa norte-americana – que já produziu o agente-laranja usado na Guerra do Vietnã – de colocar no mercado sementes modificadas geneticamente que não passaram por estudos de avaliação de impactos ambientais, sociais e na saúde humana. Segundo ela, as plantas resultantes dessas sementes são consideradas plantas pesticidas por serem altamente tóxicas.
O livro é resultado de três anos de pesquisas e de entrevistas com agricultores e autoridades políticas dos Estados Unidos, como o ministro da Agricultura do governo Bill Clinton e técnicos da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência norte-americana responsável pela segurança alimentar dos produtos comercializados naquele país. “É o terror a ação desta empresa. Eles colocaram no mercado sementes que acabam com a biodiversidade dos ecossistemas e, pior, sem a avaliação de estudos que comprovem como esta alteração genética afeta a vida humana e dos animais”, disse Marie-Monique.
A jornalista também afirma que as sementes devem ser tratadas com adubos e pesticidas da própria Monsanto, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico. “Este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhor colheita. Além disso, a prática enfraquece os terrenos”, afirmou.
A Monsanto comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007. A empresa é a maior vendedora de sementes para a América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Segundo a autora, a multinacional tem dezenas de processos penais no mundo, em função de problemas de saúde gerados por seus produtos. Em seu livro, Marie-Monique mostrou as relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor. Há casos de membros da administração pública nos Estados Unidos que, depois de assinar leis permitindo o uso das sementes, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

Estratégias da multinacional Monsanto são denunciadas por jornalista francesa

AEN/PR
03/03/2009
Classificando como de “terror a ação da Monsanto, que coloca no mercado sementes que acabam com a biodiviersidade dos ecossistemas, com riscos para a saúde humana”, a jornalista francesa Marie-Monique Rubin concedeu entrevista à TV Educativa, cujo vídeo foi exibido nesta terça-feira durante a Escola de Governo.
Marie-Monique Rubin, autora do livro O Mundo Segundo a Monsanto (Le Monde Selon Monsanto), acusa a empresa norte-americana – que já produziu o agente-laranja usado na Guerra do Vietnã – de colocar no mercado sementes modificadas geneticamente que não passaram por estudos de avaliação de impactos ambientais, sociais e na saúde humana. Segundo ela, as plantas resultantes dessas sementes são consideradas plantas pesticidas por serem altamente tóxicas.
O livro é resultado de três anos de pesquisas e de entrevistas com agricultores e autoridades políticas dos Estados Unidos, como o ministro da Agricultura do governo Bill Clinton e técnicos da FDA (Food and Drug Administration), a poderosa agência norte-americana responsável pela segurança alimentar dos produtos comercializados naquele país. “É o terror a ação desta empresa. Eles colocaram no mercado sementes que acabam com a biodiversidade dos ecossistemas e, pior, sem a avaliação de estudos que comprovem como esta alteração genética afeta a vida humana e dos animais”, disse Marie-Monique.
A jornalista também afirma que as sementes devem ser tratadas com adubos e pesticidas da própria Monsanto, igualmente tóxicos, em um ciclo monopolístico. “Este ciclo não acaba somente com a biodiversidade do local onde é implantado, mas também não garante melhor colheita. Além disso, a prática enfraquece os terrenos”, afirmou.
A Monsanto comercializa 90% dos cultivos transgênicos do mundo, com 8,6 bilhões de euros (US$ 10,7 bilhões) de faturamento em 2007. A empresa é a maior vendedora de sementes para a América Latina, Ásia, Estados Unidos e Canadá. Segundo a autora, a multinacional tem dezenas de processos penais no mundo, em função de problemas de saúde gerados por seus produtos. Em seu livro, Marie-Monique mostrou as relações entre os políticos encarregados de redigir a regulamentação sobre transgênicos e as empresas do setor. Há casos de membros da administração pública nos Estados Unidos que, depois de assinar leis permitindo o uso das sementes, para reduzir os testes toxicológicos, passaram para o outro lado, um inclusive como “vice-presidente” da multinacional.

dezembro 19, 2008

Teimosia não compensou: royalties extorsivos e PRODUÇÃO MENOR QUE A ESPERADA, levam PR a substituir soja transgênica pela convencional

Custo de royalties e de produção leva PR a plantar menos soja transgênica
18/12/08
O estado do Paraná está plantando menos soja transgênica na safra 2008/09, segundo levantamento divulgado ontem pelo secretário de Agricultura do Paraná, Valter Bianchini. Os dados foram apurados pela Associação Paranaense de Sementes e Mudas (Apasem), instituição responsável por 95% do mercado de sementes no estado. De um total de 4,070 milhões de sacas de sementes disponíveis no mercado, 56% eram de semente convencional e 44% de transgênica, segundo as informações fornecidas pela Apasem.
De acordo com declarações de Bianchini, “os produtores paranaenses estão plantando menos semente de soja transgênica depois de terem se certificado, na safra passada, de que o plantio da variedade convencional tem um custo de produção mais baixo do que o registrado pelo grão transgênico. Além disso, a produtividade e a renda obtida com o plantio da soja convencional foi maior na safra 2007/08″, declarou Bianchini.
Retorno ao convencional
Com isso, a soja convencional volta a predominar no plantio estadual, revertendo a situação do ano passado.
O levantamento da Apasem para a safra 2007/08 indicou que das 4,324 milhões de sacas de sementes de soja disponíveis no mercado, 48% eram de sementes convencionais e 52% de transgênicas. A Associação identificou essa tendência de retorno ao plantio de soja convencional principalmente nas regiões de Guarapuava e de Ponta Grossa.
Valter Bianchini lembrou que o aumento da demanda por semente de soja convencional justifica-se porque na safra 2007/08 o plantio convencional foi mais lucrativo que as lavouras geneticamente modificadas, e a produtividade também foi maior. “A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA), constatou o aumento de 40% no custo de produção da soja transgênica na região Centro-Oeste do País, em função da elevação no custo do glifosato, principal herbicida utilizado no plantio da soja geneticamente modificada”, explicou.
Segundo a Secretaria paranaense, na comercialização da safra 2007/08, os produtores que plantaram soja convencional tiveram uma remuneração extra, onde algumas empresas e cooperativas que vendem a produção para a Europa chegaram a pagar um diferencial de até R$ 2,50 a saca a mais na soja convencional. Em algumas cooperativas, esse adicional foi de 6% no preço da saca pela soja convencional.
Além disso, os produtores paranaenses conseguiram economizar R$ 42 milhões, por não terem que pagar royalties na compra de sementes transgênicas e também pela redução do custo de produção na lavoura, conforme dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. Em março passado o Deral divulgou que o rendimento da safra 07/08 foi de 3.060 quilos por hectare para o plantio convencional (51 sacas de 60 quilos) e de 2.996 quilos por hectare para o plantio da soja geneticamente modificada (49,9 sacas de 60 quilos).
Gazeta Mercantil

setembro 23, 2008

Escócia defende proibição aos transgênicos em todo o Reino Unido

AEN/ PR – 22/09/08
Ministros escoceses estão pressionando o governo britânico a abandonar seu apoio às lavouras transgênicas agora que o País de Gales, a Irlanda do Norte e a Escócia concordaram em se tornar livres de transgênicos.
Durante conferência em Dublin, na semana passada, os ministros de agricultura da Irlanda e da Irlanda do Norte declararam que querem seus países livres de transgênicos, seguindo compromissos similares feitos pelos governos escocês e galês.
O apelo ficou mais forte com a descoberta de uma contaminação por transgênicos na Escócia. Três campos experimentais de colza convencional em Aberdeenshire e perto de Arbroath foram contaminados por uma variedade da Monsanto tolerante à aplicação de herbicida. O governo escocês anunciou que as lavouras contaminadas serão destruídas e que não haverá risco para o meio ambiente, uma vez que as plantas não alcançarão a maturidade e a produção de pólen e sementes.
O Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Questões Rurais (Defra, em inglês), em Londres, ressaltou que não é contra e nem a favor dos transgênicos de um modo geral e apóia a avaliação caso a caso. Um porta-voz do Defra assinalou ainda que foi o governo da Escócia que autorizou campos experimentais de transgênicos ao norte da fronteira.
Enquanto isso, no Canadá, uma ampla coalizão de grupos da sociedade civil está pedindo a todos os candidatos e partidos da eleição federal que apóiem a proposta de moratória imediata à aprovação de todos os novos cultivos e alimentos transgênicos até que os procedimentos do governo para avaliar os riscos destes produtos sejam revisados e fortalecidos de modo a alcançarem padrões internacionais e científicos rigorosos. A coalizão também pede que cidadãos contatem seus candidatos locais às eleições federais de 14 de outubro e peçam que eles apóiem a moratória.
A campanha foi lançada simultaneamente ao lançamento no Canadá do filme “O Mundo Segundo a Monsanto”, documentário francês produzido pela jornalista Marie-Monique Robin.
“Depois de assistir ao filme, todos podem entender como a Monsanto conseguiu que os governos autorizassem lavouras e alimentos transgênicos sem fornecer provas científicas, públicas e independentes da sua segurança”, disse o representante do Greenpeace, Josh Brandon.
“O Canadá foi inteligente em dizer não ao hormônio de crescimento bovino ( BGH, na sigla em inglês ) em 1999, e o próximo governo deveria seguir esta linha e adotar a moratória sobre lavouras e alimentos transgênicos”, afirmou Lucy Sharratt, coordenadora da ONG Canadian Biotechnology Action Network, que coordena a campanha pela moratória.
Fonte: AS-PTA

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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