ENCALHE

fevereiro 27, 2009

O incrível lago que sumiu

Filed under: Jaz São Paulo, o Boneco, Subprefeituras ( São Paulo ) — Humberto @ 2:10 am
*** Dizem as más línguas que a água do lago do parque da Aclimação sumiu, devido a uma “gambiarra” ( e a Sabesp que não faz nada para impedir esses “gatos” ), pois as águas teriam reaparecido do outro lado [ pobre ] da cidade, na Avenida Aricanduva. Só que o feitiço virou contra os feiticeiros, e a água não pode ser controlada, causando aquelas enchentes que vimos na TV. Ou seja, não se pode culpar a Prefeitura no caso da Aricanduva. No mínimo se pode fazer como a própria Prefeitura faz: culpe a chuva. Essa desculpa é altamente válida e inquestionável. Contanto que você seja o Serra, o Kassab ou o Alckmin.
*** Quem acompanha o mundo do insólito não se surpreende com esse “desaparecimento” do lago da Aclimação: em abril do ano passado, um lago desapareceu no Chile ( ” Lago desaparece e alerta cientistas no Chile “, Terra, 11.04.08 ).
*** Dizem ainda as más linguas que os administradores do parque não deram a devida atenção, quando a água começou a baixar. Testemunhas ouviram o seguinte diálogo:
- Seu ( … )! Olha, o “gato” tá “engolindo” os peixes!
- Deixa, Orozimbo, tem bastante peixe lá…
- Mas seu ( … ), não é melhor…
- Deixa, Orozimbo, a natureza é assim mesmo. É a chamada “cadeia alimentar”.
- Tá bom, senhor.
E os administradores só se deram conta de que algo estava mesmo errado quando o Orozimbo retornou com a informação de que o “gato” estava, agora, engolindo as tartarugas do lago.
*** Será que quem administra o parque da Aclimação é o Consórcio Via Amarela?
*** Só para constar: no segundo turno da eleição para prefeito, vencido por Kassab, ele teve:
- 70% dos votos válidos em Vila Matilde;
- 60% dos votos ” em Sapopemba;
- 68% dos votos ” na Ponte Rasa;
- 56% dos votos ” em Itaquera;
- 77% dos votos ” na Penha;
- 76% dos votos ” na Vila Formosa;
- 77% dos votos ” no Tatuapé, todas essas zonas eleitorais localizadas na Zona Leste e, além disso, teve:
- 80% dos votos válidos em Pinheiros ( Z. O. );
- 77% ” ” em Perdizes ( Z. O. );
- 84% ” ” ” no Jardim Paulista ( Z. S. – deve ser isso que chamam de “feudos eleitorais” );
- 82% ” ” na Saúde e Vila Mariana ( Z. S. ) ;
- 83% ” ” em Indianópolis ( Z. S. ) e , portanto, devem nadar, nadar e ficar quietos.
*** Subprefeituras e as verbas tesouradas:
Sub da Sé tem 44% da verba congelada ( assim apresenta o JT a informação que, aliás, no Estadão mereceu um quadrículo. Ocorre que, num gráfico – que não aparece aqui, e eu não tenho – algumas das mencionadas Subs da zona sul atingidos pela “serra” são bem pobres )
Maior parte do recurso é do Ação Centro, segundo governo. Zona sul lidera nos maiores ‘bloqueios’
Subprefeituras da zona sul estão entre as que mais tiveram verbas congeladas pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM). Das cinco com a maior contenção no orçamento de atividades (manutenção) e projetos (pequenas obras), três estão na região. O “bloqueio”, segundo a Prefeitura motivado pela crise mundial, atingiu, em média, 20% do orçamento das 31 subprefeituras, que totaliza R$ 1,1 bi. A Sé, apresentada como “cartão postal” da cidade nas campanhas de José Serra (PSDB), em 2005, e Kassab, é campeã do congelamento: 44%. A Prefeitura informa que as verbas devem ser liberadas até o final do ano.O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, alega que o congelamento na zona sul atinge emendas de vereadores e, na Sé, o programa Ação Centro, parceria da administração com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. Segundo a secretaria, o total congelado, em média de 15% dos recursos para atividades e 50% de projetos, representa pequena parcela (4,2%) do Orçamento da Prefeitura. E não inclui construção e reforma de Centros Educacionais Unificados (CEUs), Assistências Médico Ambulatoriais (AMAs) e corredores de ônibus, por exemplo. Os serviços de zeladoria da cidade, diz Matarazzo, não serão afetados.De acordo com a secretaria, tiveram 100% de congelamento emendas feitas por vereadores – R$ 2 milhões de cada um dos 55 que aprovaram o Orçamento de 2009, em dezembro do ano passado, mais R$ 2 milhões dos 16 parlamentares eleitos em outubro e que assumiram em 1º de janeiro. “Na zona sul, há muitas emendas de parlamentares, por isso o resultado”, afirmou Matarazzo. “Não há conotação eleitoral no fato, tanto que grandes investimentos, como urbanização de favelas, foram mantidos na região, além de projetos estratégicos, como intervenções em áreas de risco.”Também houve congelamento integral no orçamento de convênios com o governo, União e outras fontes externas. “Na Sé, o grosso do congelamento está no convênio com o BID do Ação Centro”, diz Matarazzo. Segundo ele, quando licitações de obras forem concluídas, a verba será descongelada. Na eleição, Kassab foi alvo de crítica pelo baixo investimento da verba do BID no Ação Centro. Em sabatina no Grupo Estado, em setembro, ele admitiu atrasos, mas culpou a gestão anterior, alegando que teve de “refazer projetos”. Vereadores ouvidos pelo JT alegaram não ter sido consultados sobre o congelamento. “Pode ser problema para o prefeito. Mas os vereadores devem esperar até abril ou maio antes de cobrar descongelamento de suas emendas”, afirmou aliado. Outro vereador afirma que, se o dinheiro demora a ser liberado, resta pouco tempo para fazer licitação de obra, o que faz com que o serviço seja “empurrado” para o ano seguinte.
NO GELO
R$ 5,5 biforam congelados por Kassab no Orçamento previsto para 2009. A verba representa 20% do total de R$ 27,5 bilhões previstos para o ano.Antes, a Câmara Municipal já havia cortado R$ 1,9 bilhão da previsão de receitas para 2009 (R$ 29,4 bilhões). “Não há conotação eleitoral, tanto que grandes investimentos como urbanização de favelas foram mantidos na região (zona sul).”Andrea Matarazzo Secretário de Subprefeituras

fevereiro 22, 2009

Jaz São Paulo: até que o ano tá rendendo…

“O busão tá meio cheio…”, lamenta um passageiro, forçado a sair pela clarabóia do veículo. Até quando essa negligência com o transporte público?
Pinheiros tem 3 vezes mais enchentes que em 2008 ( Destak, 12.02.09 )
Árvore cai e atinge três carros na Zona Oeste de SP ( G1, 19.02.09 )
1º caso de dengue é nos Jardins ( Jornal da Tarde, 14.02.09 )
Subprefeitura de Pinheiros lidera em alagamento em SP ( Estado, 11.02.09 )
25 mil têm reajuste do IPTU de até 70% ( JT, 30.01.09 )
” ( … ) SUSTO – Maria Cecília Tavares, de 51 anos, foi a primeira moradora de uma vila de oito casas na Pompeia, zona oeste da cidade, a receber o boleto do IPTU. Eu tomei um susto, porque nunca tivemos uma reajuste tão grande, diz. ( … ) O aposentado Aloízio de Lima, 75 anos, possui 15 imóveis na zona sul e utiliza alguns deles para locação. Em quatro, o reajuste no IPTU foi superior a 50%. Quase todos são sobrados do mesmo estilo e na mesma região. Não entendi como em alguns os reajustes foram monstruosos. Em um deles, na Rua Gabriele D’Annunzio (Campo Belo), eu pagava R$ 286,89 e agora veio R$ 490,78, mais de 70% de reajuste, diz. A vendedora Alice Teruko Sugiura, de 61 anos, alugou há um ano um desses imóveis, em Campo Belo, e não sabia que se tratava de uma área de enchentes ( … )”.
Quadrilha invade e assalta prédio residencial em área nobre de São Paulo ( Folha, 21.02.09 )

fevereiro 6, 2009

Jaz São Paulo: Sindicato de motoristas suspeita de que as empresas estão deixando os ônibus nas garagens, colocando menos carros nas ruas.

Essa daqui saiu hoje na coluna TRÂNSITO LIVRE do Diário de São Paulo, coluna assinada por Gabriel Batista:
“MENOS ÔNIBUS NAS RUAS
O SINDICATO dos condutores de ônibus da Capital ( Sindmotoristas ) vai fazer visitas às garagens das empresas, a partir da semana que vem para verificar se as viações estão reduzindo a frota em circulação. A entidade apura se os empresários estão colocando menos coletivos nas ruas para economizar por causa da crise econômica [ sic ].”
Bom, eu fui até o site deste sindicato e não vi nada a respeito. Agora, por quê eu coloquei “sic” ali? É que eu percebo uma tendência de se usar a expressão “por causa [ ou 'devido a' ] da crise econômica” em toda e qualquer situação, não importando se tem algo a ver, diretamente. Oras, que os empresários de ônibus em São Paulo são um bando de { PIIIIIII… } que a Marta se ferrou para fazê-los entrar na linha, isso não tem porr****a nenhuma a ver com a crise. Será possível que os sindicalistas tiveram o seguinte diálogo:
- Aí, companheiros, vamos sair à ruas e visitar as garagens das empresas para conferir se elas estão colocando menos carros nas ruas por causa da crise econômica!!
Percebam: apesar de não ser de meu conhecimento, se os donos de empresas ( talvez nem devesse estar no plural ) TIRAM carros de circulação, não importa se é por causa da crise, já que ele fizeram ( e fazem, vamos reconhecer ) isso tantas vezes sob outras desculpas.
Além disso, e os tais subsídios bilionários que a Prefeitura tem pago às empresas ( eventualmente assessoradas, como já mostrei neste blog, por um irmão do próprio Kassab )? Sem contar que deve haver um contrato entre Prefeitura e empresas, e é razoável supor não haver a existência de qualquer cláusula tipo: “Em caso de crise econômica mundial, pânico nas Bolsas, Bailout e marolinha, os signatários [ doravante denominados "Empresas" ] poderão deixar os veículos nas garagens sem perda de quaisquer receitas.”
E para finalizar: desde quando isso é tarefa de algum sindicato? Pra que serve a SPTrans?
Para finalizar II: De repente surgem denúncias de fraudes nas catracas eletrônicas. Pelos jornais, que li de relance, a citada SPTrans disse que “não é seu problema” e quem estaria perdendo são as empresas. Ué…

novembro 2, 2008

Ainda as eleições paulistanas: Lula e o poste

“Tem medo?? Está ‘Cansadinho’? Eu sou seu candidato. Vote em mim para Prefeito ou Governador de São Paulo. Meu número é 25…”

Corria a história ( combatida por muitos, é verdade ) de que Lula, cacifado por sua aprovação beirando os 70% ( dependendo da fonte ), seria capaz de, com seu apoio, eleger até um poste, se este fosse candidato. A realidade é sempre pior, creiam.
Em São Paulo, por exemplo, essa idéia provou ser ridiculamente falível: aqui se preferiu eleger um Bonecão, apoiado por Serra.
Isso significa que o eleitorado paulistano elegeria um poste, contanto que este fosse Anti-PT e alinhado com Maluf, Pitta, FHC, Serra, Jânio, Collor, etc.

“Chega de taxas!! Chega de ‘esmolas para os pobres’!! Seja moderno, vote em mim, o candidato do cidadão de bem paulistano!! Meu número é 45…”

outubro 28, 2008

Kinder-ovo pós eleitoral: Boneco afia a "serra" corta-orçamentos!

Filed under: Gilberto Kassab, José Serra, o Boneco, Prefeitura de São Paulo — Humberto @ 2:30 pm
Um dia depois ( e não antes ) de eleito, Kassab se lembra de avisar o paulistano que haverá cortes orçamentais. Ele responsabiliza a crise ( de memória? ).
Os grifos são do blog.

“Crise, crise, crise… cortarrrr!!!”

‘Se preciso, cortaremos despesas’ O prefeito Kassab já se prepara para a crise, mas promete preservar a saúde, a educação, o transporte público e a habitação. Saúde deve ter as maiores obras – Diário de São Paulo, 27.10.08, pg. 02

Mmmm. “Quem” serão essas despesas?

VIDA REAL. Nos bastidores da prefeitura paulistana, já se identifica pelo menos uma área em que não será possível manter, em 2009, o ritmo de gastos deste ano eleitoral: a saúde, vitrine da campanha de Gilberto Kassab ( DEM ).

Renata Lo Prete, PAINEL, Folha de São Paulo, 27.10.08

EU PAUTO

Greves de Alto Risco
Conflito entre PM de São Paulo e policiais civis chama a atenção para a onda de paralisações que se espalha pelo país no momento da crise econômica
IstoÉ, ed. 2033, 22.10.08

Crédito da Foto: http://www.fotolog.com/dessinha_michels/40350621

Cabotina classe média paulistana já bota as manguinhas de fora… TSC! TSC!!

Eu não sei de onde alguns encontram tempo e paciência para ler os jornais diariamente. Eu não sou um deles. Ja fui um leitor mais freqüente. Hoje, por curiosidade masoquista fui dar uma filada nos jornais, dar uma bisoiada sobre as eleições. Mais precisamente, fui às seções de cartas dos leitores. Claro que eu já sabia o que me esperava: os fãs e eleitores do Boneco estão extasiados. Um desses leitores/ eleitores diz, esfuziante ( prestem atenção nisso ), que a derrota de Marta se deu porque ( com as minhas palavras, hein? ) “a classe média se decepcionou com o PT, que se dizia ético e coisa e tal”. Sim, a classe média paulistana que deu e dá sustento ao “Rouba mas faz” de Maluf e Pitta. Creio eu que Maluf só não levou dessa vez, devido a sua idade. Fosse Maluf mais novo, a classe-média “que se decepcionou com o PT” ( mas não com Collor, Jânio, Enéias, FHC, Pitta, etc ) votaria em peso no cara. Kassab foi para o PFL a convite de Bornhausen. Wadih Mutran foi para o PFL a convite de Kassab.Certo tá o Lula: hipocrisia.
Os habituès lá estavam, pangloriando-se, ops, vangloriando-se e celebrando o “bravo povo paulistano” que enxotou a Marta Suplicy e o PT ( “bravo povo paulistano”, percebe-se, excluídos os que votaram em Marta; Mas: quem faz questão de “ser paulistano”? ).
Os focos de resistência se encontram ainda nos extremos da periferia, mas estes não adquiriram, ainda, o direito de se considerarem paulistanos. Coisa de sangue, sabe?
Parece que, depois da eleição, vem a secessão. “Eu te amo, São Paulo”…
Eu ainda estou com uns números e gráficos, mas não dei aquela olhada detalhada, então não vou ainda duvidar de uma das informações, a de que o PT perdeu até em alguns de seus “domínios”, estabelecidos no “Cinturão da Miséria” ( Poverty Belt ) da cidade.
Também seria bom se eu tivesse aqui em mãos alguns dados de eleições anteriores, então vou ter de puxar pela memória.
Ouvi isso hoje, duma dona:
- Estranho, o povo tá quietinho hoje… Apesar de ter ganho o Kassab…
E continuou:
-…Se fosse a Marta, o povo ia tá fazendo festa.
Não entendi muito bem. O Kassab foi eleito, mas não é merecedor de uma festa? Vai entender.
Mas faz sentido, viu? Quando o Kassab assumiu ( o cargo ) e ainda patinava, nêgo dizia que tinha votado era no Serra. Curiosamente, tal eleitor ilustrado e versado nas Ciências Políticas e que deseja agora botar banca, não parecia ter se dado conta de que, quando se vota em alguém para um cargo no Executivo, esse alguém terá um vice, compondo a chapa.
Bom, é bem assim: quando o Collor deu naquilo que nós vimos, São Paulo tinha votado em peso nele, mas depois, não se achava um filho da mãe com peito e que dissesse ter votado no safado. Certo tá o Lula: hipocrisia.
No caso da Marta, meu palpite é que estamos diante de um flagrante caso de antipatia fabricada, da qual Marta dificilmente se desvencilhará. Ou alguém acha o Serra simpático? Só se for com uma estaca enfiada no coração.
Tem quem ache a Marta arrogante. E o FHC, não era? Além de vaidoso, extremamente vaidoso?
Má administradora? Depende o que, por exemplo, para os eleitores de Serra, Alckmin, FHC, Maluf e Kassab, seja um bom administrador. Esses eleitores, para eles, é só deixar que os jornais e revistas falem por eles. Esses eleitores – e, também, leitores – devem dominar o assunto “Finanças Públicas” tanto quanto eu sei sobre automóveis ( não sei e nunca quis saber dirigir ). Ora, se eu conseguisse, digamos, uns números, tabelas e outras informações que provassem que Marta pode ter gasto a maior grana durante seu mandato, mas que “quebrar” a cidade ela não quebrou, que importância isso teria tido, qual efeito? Vejam só que coisa perversa: é bem possível que a imagem de uma suposta “devastação econômica” causada pela ex-prefeita já tenha se cristalizado na cabeça do paulistano. E aí, meu, fica difícil. Imaginem a frustração ( pois seres humanos, uma vez ou outra, por mais fortes que sejam, são acometidos de sensações desesperadoras ), por exemplo, do mestre Aloysio Biondi, em sua coluna no Diário de São Paulo, explicando de uma forma tão leve e clara as falcatruas de FHC e Covas, que terminariam na contabilidade fraudulenta usada pelos tucanos para, depois, usar tais resultados como prova de que o Banespa estava quebrado e devia ser privatizado. Eu, um ignorante, lia Aloysio e entendia tudo. Pois ele fazia aquilo para gente como eu. O que não impediu a tucanalha de privadoar o Banespa para o Santander.
Agora, peguem ( imaginem ) os números da gestão Marta. Ela quebrou ou não a cidade? Nem nós que votamos nela, e nem os que votaram em Maluf-Serra-Pitta-Kassab sabemos bem ao certo, a ponto de convencer o lado oponente.
É aí que entra o imprensalão. Forjaram-se aqueles factóides. Filas. Três meses depois de assumir o cargo, Serra havia “salvado” o cofre da Prefeitura. Ele, Serra que, enquanto ministro, não conseguiu resolver o problema da dengue. E, como disse recentemente um deputado petista, mal consegue resolver o problema da Polícia Civil ( ops! Eu disse “problema”? Esqueci que o imprensalão blinda de tal forma o Conde Governador, que a população de zumbis – que reclama para burro da Segurança – não parece ter se dado conta ainda de que enfrentamos uma greve de policiais civis ) e quer palpitar sobre câmbio, juros.
E aí, eu pergunto aos eleitores destes tucanos do Demo: detalhem-me, com suas palavras, do alto de vosso conhecimento, o que Serra fez para “salvar” a cidade de São Paulo em tão pouco tempo? Venham, convençam-me.
Pegou um caixa falido, num país quebrado, e tocou adiante.
O ESTADO DAS COISAS:
CPI “culpa” Maluf, Pitta e FHC por explosão da dívida pública em SP, Folha Online, 21.10.01
Acordo entre FHC, ACM e Maluf agravou situação de São Paulo, Folha de São Paulo, 01.07.1999
Lembro-me que, em 2002, eu trabalhava na longínqua São Miguel Paulista ( antes disso trabalhara na região da Rebouças, olha a mudança de dimensões ). Marta chegou em 2001. Pois, havia um córrego ladeando uma favela, próximo a uma famosa fábrica, de cimento acho, muito antiga no bairro, só que não lembro o nome, que merda. ( Opa, lembrei!! É a Nitroquímica! )Parece que as coisas iam melhorando, só que a classe média e os jornais já criticando a Marta, “Belezura vai mal”, e blablabla. E o córrego começava a ser canalizado, pistas asfaltadas permitindo tráfego de pessoas, bicicletas e até carros. Também uma ponte, acho que cruzava o córrego. Entendem? Deve ter sido um dos primeiros lugares a serem atendidos, tão logo a grana passou a pingar. E o pessoal, que ia de porta em porta, nos comércios, oferecendo aquele microcrédito, acho que era o São Paulo Confia.
Eu via isso, aquele cuidado – ainda insuficiente, lógico -, um corrego que passou décadas ali, veio alguém que pegou, sim, um caixa quebrado, e tentou começar a melhorar, dando primazia àquele lugar.
Quebrado ou não, o Kinder Ovo pós-eleitoral já nos traz surpresas ( nem tanto ): Kassab “admite” ( ou já planejara? ) fazer cortes no Orçamento. Bem de acordo com a pauta serrista que tem corrido as páginas do imprensalão nos últimos dias: a “crise”, dizem os jornais, não permite que o governo do Estado melhore a proposta aos policiais civis.
Volto ao assunto.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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