ENCALHE

agosto 3, 2009

BOA NOTÍCIA: IMPOSTOR-METRO APONTA PARA RECUPERAÇÃO DA "FÚRIA TRIBUTÁRIA DO GOVERNO"!

Filed under: crise importada, Impostor-metro, impostos e taxas, números da crise — Humberto @ 11:22 am
Bem, parece que aqueles que tem andado temerosos com o aumento do Bolsa-Familia, preocupados com os “gastos do governo, em tempo de crise, ainda mais com essa queda de arrecadação”, vão ter que arrumar outra coisa para se preocupar: o famoso “Impostor-metro” da ACSP detectou que, no mínimo, a arrecadação de 2009 poderá chegar próximo à do ano passado.
Impostômetro registra R$ 600 bilhões em tributos arrecadados
Portal Transporta Brasil
Painel eletrônico contabiliza ligeira queda no volume de tributos pagos pelos brasileiros em 2009
31/7/2009
R$ 600 bilhões. Esse é o valor que o painel eletrônico Impostômetro irá atingir às 9h, na segunda-feira, 3 de agosto. Em 2008, esse número foi atingido em 29 de julho, o que representa uma queda na arrecadação de 1,37% em termos nominais, ou seja, sem apresentar o desconto da inflação.
Apesar da baixa no recolhimento de impostos se comparado ao início de 2009, houve uma recuperação no total de tributos arrecadados, conta Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Instituto de Planejamento Tributário (IBPT). Dessa forma, ao fim de agosto, a arrecadação de 2009 será igual à de 2008, em termos nominais. “Sendo assim, neste ano já está garantida uma arrecadação superior a R$ 1 trilhão, podendo a mesma se igualar ou até mesmo ultrapassar a de 2008 que foi de R$ 1,05 trilhão”, explica Amaral.
LEITURA COMPLEMENTAR: IMPRENSALÃO SÓ FALTA CHORAR PELA QUEDA NA ARRECADAÇÃO DOS IMPOSTOS
Arrecadação em queda - ESTADÃO, 20.04.09
Gastos e arrecadação reduzem superávit do governo em 70% no semestreFOLHA, 28.07.09

maio 3, 2009

Números da crise: tsunami arrefece ou era marolinha mesmo?

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, números da crise — Humberto @ 2:24 am
Primeiros balanços do ano marcam início da retomada
Balanço de grandes empresas mostram retomada no primeiro trimestre deste ano
Fonte: DCI (SP)
O arrefecimento da crise financeira internacional dá sinais mais claros com as divulgações dos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado.
O lucro líquido da Weg, por exemplo, saltou de R$ 97,6 milhões, no último trimestre de 2008, para R$ 122,1 milhões, no trimestre que inicia 2009, crescimento de 25,1% no comparativo. Outra empresa a apresentar melhora foi a Net Serviços, que saiu de um prejuízo de R$ 91 milhões, no quarto trimestre do ano passado, para um lucro líquido de R$ 82 milhões, no 1º trimestre do ano.
Para Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, as empresas brasileiras vão apresentar uma melhora em seus resultados, com destaque para alguns setores. “A recuperação deve começar com os balanços principalmente de companhias do setor de varejo, além do setor de construção civil, que já apresenta um aquecimento com o pacote habitacional”, afirma o professor.
O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%.
Outro setor lembrado por Alcides é o de construção civil, que apresenta, através de seu indicador na Bolsa, o IMOB, que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
Clodoir Vieira, analista-chefe da Souza Barros Corretora, também concorda com que as companhias brasileiras deverão apresentar uma melhor evolução em seus resultados financeiros do primeiro trimestre do ano, porém ele cita outros setores como de maior crescimento.
“Acredito que o destaque deve vir por conta dos setores de telecomunicações e de energia elétrica, que são dois setores que têm demanda do mercado”, explica Clodoir. No pregão da última terça feira, as ações de companhias de energia elétrica lideraram, com a maior alta do dia. A Copel teve em suas ações preferenciais Classe B a maior alta do pregão, com elevação de 6,25%. Já no pregão de ontem, as ações de companhias do setor de construção civil apresentaram a maior alta do dia. As maiores altas ficaram por conta de Gafisa ON (13,62%), Cyrela Realty (10,42%) e Rossi Residencial ON, com alta de 9,20%.
Vale lembrar que o setor de construção civil foi o que mais sofreu com a crise financeira, uma vez que a maior parte das empresas realizou sua oferta de ações em 2006 e 2007, com o que grande parte de seus papéis estava nas mãos de investidores estrangeiros, que logo os venderam com a chegada da crise. O setor ainda é uma grande aposta de forte consolidação, com aquisições ou cisões das companhias.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Por ser um setor considerado defensivo na Bolsa, o ITEL foi o índice que menos caiu no momento da crise financeira, mas também foi o que menos subiu na hora da euforia do mercado, como, por exemplo, quando o Brasil recebeu o Investment Grade, pelo que é considerado defensivo.
Alcides Leite destaca também o setor financeiro, por ter sido o que menos sofreu no mundo. “Claro que o setor financeiro não vai apresentar números melhores que os já apresentados no período antes da crise, mas vai continuar bem”, diz o professor.
Bolsa de Valores
A Bovespa encerrou esta quarta-feira com forte alta de 3,07%, aos 47.226 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5 bilhões, com 322.702 contratos negociados.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as ON da Gafisa apresentaram a maior alta (13,62%) e a maior queda ficou com as PNB da Aracruz (-5,59%).
O arrefecimento da crise financeira internacional começa a aparecer nos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado, em especial em telecomunicações, energia, construção civil e consumo.
As boas projeções feitas pelos analistas são confirmadas pelo mercado. O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%. O Índice Imobiliário (IMOB), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Os indicativos positivos do consumo se confirmam entre os supermercados, que acumularam alta de 10,5% no ano passado, ante 2007, com um faturamento de R$ 158,5 bilhões. Animados, os empresários do segmento, principalmente os das redes regionais, sinalizam a retomada dos planos de expansão este ano, ao perceberem a canibalização da concorrência nos grandes centros. É o caso da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), detentora da bandeira Cesta do Povo. Para o presidente da rede Reub Celestino, a meta é repetir o negócio de concorrentes como Extra, Wal-Mart e Pão de Açúcar, ao tornar-se correspondente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco recebendo o pagamento de contas dos consumidores. “Estamos crescendo mês a mês e a crise não afetou nosso desempenho. Em abril superamos os números de março e a tendência é manter este ritmo”.
FGTS tem saldo positivo entre arrecadação e saque
Brasília – O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está com saldo superavitário de R$ 1,79 bilhão nos quatro primeiros meses do ano. A informação é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi que detalhou os números da arrecadação e do saque do FGTS. Apesar do salto total ser positivo, isoladamente, no mês de março, houve um déficit de R$ 440 bilhões. No mês, foram sacados do fundo R$ 4,85 bilhões e a arrecadação bruta foi de R$ 4,41 bilhões. Março foi o mês de 2009 no qual houve o maior valor de saques do FGTS. “As demissões ocorridas em dezembro e em janeiro repercutiram mais pesadamente em março”, explicou. Em dezembro de 2008, as demissões somaram 654.946; em janeiro,101.748; em fevereiro, 1,22 milhão; e em março, 1,38 milhão. Em janeiro, os saques somaram R$ 3,77 bilhões e a arrecadação foi de R$ 5,35 bilhões. Em fevereiro, foram sacados R$ 3,97 bilhões contra uma arrecadação de R$ 4,32 bilhões. Já em abril, o total de saques foi de R$ 3,87 bilhões e a arrecadação foi de R$ 4,18 bilhões. Hoje, os veículos de comunicação divulgaram que, com o déficit de R$ 440 bilhões registrado em março e se essa situação continuasse no longo prazo, o FGTS poderia ter dificuldade de disponibilidade de recursos. O ministro reagiu mal ao fato e criticou a reportagem. “Não se pode pegar um mês atípico, no qual repercutiu a demissão e dizer que o FGTS é deficitário. Não é real. Esse não é o mundo real. Esse aqui é o dado oficial. Nos temos hoje, nos quatro primeiros meses do ano, um saldo positivo”, respondeu Lupi. ABr 30/4/2009
Desempenho do BNDES sinaliza que o pior da crise já passou
Rio de Janeiro – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram recordes no primeiro trimestre. Eles apresentaram crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando cerca de R$ 19 bilhões. O desempenho foi puxado pelo setor de infra-estrutura, com expansão de 21,4% e recursos da ordem de R$ 6,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses findos em março, os desembolsos do BNDES também foram recordes para o período, somando R$ 94 bilhões, com aumento de 35% sobre os 12 meses anteriores. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que, com base nos números, “já dá para dizer que o pior momento [da crise internacional no Brasil] já passou”. “Acho que as expectativas dos empresários já começam a se distender. Há compreensão de que a economia brasileira tem capacidade de sustentar o crescimento, que o mercado interno tem potencial de mostrar e de recuperar o crescimento neste ano”, disse. Para Coutinho, isso não quer dizer que, “enquanto banqueiro público”, ele deva parar de trabalhar e de se esforçar. “Porque nós temos que remar para sustentar o crescimento da economia. Mas, a impressão que se tem é que, do ponto de vista do cálculo empresarial, as coisas começam a melhorar”, afirmou. Ele afirmou ainda que o importante é que já existe um consenso de que a economia brasileira vai sair do último trimestre de 2009 e entrar em 2010 com uma taxa de crescimento entre 3% a 3,5%, “na margem, podendo acelerar para 4%. Esta convicção de que a economia vai acelerar o crescimento é algo que está ganhando corpo na percepção do sistema empresarial”. ABr 30/4/2009
Projeções sobre a economia vão de alto a baixo
Brasília – No momento de grande crise mundial, até as projeções e estimativas dos economistas apresentam muitos contrastes e instabilidade. Governo, mercado, bancos, institutos de pesquisa e entidades de classe prevêem um cenário em que a economia brasileira pode ter desde uma queda de 1,5% até um crescimento de 2%. Há estimativas para otimistas e para pessimistas. O professor Fabio Kanczuk, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que projeções para o crescimento da economia são importantes tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. No caso das empresas, as estimativas servem para que saibam qual será a demanda pelos seus produtos. Um dos parâmetros que servem de base para os cálculos do desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país. “Se o PIB é alto [a indústria e o comércio], vão vender mais e têm que produzir mais. Se o número é baixo, se produzir mais vai ficar cheio de estoque e não terá para quem vender e pode até quebrar”, disse Kanczuk O professor da USP lembrou, ainda, que alguns setores são “muito elásticos”, ou seja, a demanda por produtos cai quando há menor crescimento ou retração da economia, diferentemente do que ocorre com, por exemplo, itens básicos da alimentação, como arroz e feijão, que as pessoas precisam consumir sempre. Já para os trabalhadores, as projeções sobre o PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo com as perspectivas salariais do mercado de trabalho. “Em geral, o trabalhador não dá a menor bola para o PIB. Mas quando o PIB aumenta, cresce o emprego e quando é baixo perde-se o emprego”. Segundo Kanczuk, um dos motivos para as estimativas para o PIB serem contrastantes são os diferentes modelos usados pelos economistas para definir a projeção. “Tem gente que acha que o PIB tem mais a ver com indústria, outros com comércio, outros com as commodities”, explicou. Outro fator é o que o professor chamou de “jogo político normal”, uma vez que o governo, segundo ele, não projeta números ruins para não piorar a expectativa do mercado. “Tem ainda gente biruta no mercado que prevê algo próximo de menos 5% [de retração]. É aí um jogo de interesse particular. A pessoa arrisca e, se acertar, ganha status”, disse. Para Kanczuk, as projeções feitas com vários modelos variam de retração de 2% à estabilidade, ou seja, 0%, não haveria crescimento. “É o que dá para obter com os modelos. Sair disso, que tem a ver com questão política, que empurra o número para cima, ou de arriscar e colocar o número para baixo para estimular a carreira”, disse. A projeção do professor é de uma retração de 1%. “Com os dados que a gente tem hoje, a projeção dá negativa. Mas a possibilidade maior é de nos surpreendermos com um resultado mais para cima do que para baixo.” Para o economista da SulAmérica, Newton Rosa, as projeções sobre o PIB atualmente dependem muito da avaliação que cada um está fazendo da evolução da crise financeira internacional. Na sua opinião, se for avaliado que as medidas adotadas pelos governos estão surtindo efeito e que a economia brasileira é sólida, é possível “trabalhar com uma trajetória de crescimento”. Mas, no cenário em que o crédito está escasso e, por conseqüência, há menos investimento e consumo, “a conclusão é que a recessão não só vai pegar 2009, mas vai também avançar em 2010”. “Num cenário como esse, a economia brasileira, que também depende da economia mundial, vai terminar sofrendo. Conseqüentemente, deve acusar retração neste ano e talvez [um crescimento] medíocre no ano que vem”, disse o economista. A projeção do economista é de queda de 0,8% no PIB deste ano. “Como eu trabalho com um cenário onde a economia vai responder positivamente às medidas fiscais e monetárias que estão sendo adotadas em todas as partes do mundo, acredito que a gente comece a ver o esboço de alguma reação ainda no segundo semestre deste ano”, disse Rosa.

Infelizmente, é bola de cristal mesmo. Por mais que você tente sofisticar as suas projeções e os seus modelos, você está partindo de pressupostos, de hipóteses que podem se verificar ou não”, acrescentou Newton Rosa. Confira as mais recentes projeções de variação do PIB do Brasil em 2009:
Fundo Monetário Internacional (FMI): – 1.3%
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp): de – 1% a – 1,5%
Mercado financeiro (consultados pelo Banco Central): – 0,49%
Banco Central: + 1,2%
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): de + 1,5% a + 2,5%
Ministério da Fazenda: + 2%
27/4/2009

Números da crise: tsunami arrefece ou era marolinha mesmo?

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, números da crise — Humberto @ 2:24 am
Primeiros balanços do ano marcam início da retomada
Balanço de grandes empresas mostram retomada no primeiro trimestre deste ano
Fonte: DCI (SP)
O arrefecimento da crise financeira internacional dá sinais mais claros com as divulgações dos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado.
O lucro líquido da Weg, por exemplo, saltou de R$ 97,6 milhões, no último trimestre de 2008, para R$ 122,1 milhões, no trimestre que inicia 2009, crescimento de 25,1% no comparativo. Outra empresa a apresentar melhora foi a Net Serviços, que saiu de um prejuízo de R$ 91 milhões, no quarto trimestre do ano passado, para um lucro líquido de R$ 82 milhões, no 1º trimestre do ano.
Para Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, as empresas brasileiras vão apresentar uma melhora em seus resultados, com destaque para alguns setores. “A recuperação deve começar com os balanços principalmente de companhias do setor de varejo, além do setor de construção civil, que já apresenta um aquecimento com o pacote habitacional”, afirma o professor.
O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%.
Outro setor lembrado por Alcides é o de construção civil, que apresenta, através de seu indicador na Bolsa, o IMOB, que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
Clodoir Vieira, analista-chefe da Souza Barros Corretora, também concorda com que as companhias brasileiras deverão apresentar uma melhor evolução em seus resultados financeiros do primeiro trimestre do ano, porém ele cita outros setores como de maior crescimento.
“Acredito que o destaque deve vir por conta dos setores de telecomunicações e de energia elétrica, que são dois setores que têm demanda do mercado”, explica Clodoir. No pregão da última terça feira, as ações de companhias de energia elétrica lideraram, com a maior alta do dia. A Copel teve em suas ações preferenciais Classe B a maior alta do pregão, com elevação de 6,25%. Já no pregão de ontem, as ações de companhias do setor de construção civil apresentaram a maior alta do dia. As maiores altas ficaram por conta de Gafisa ON (13,62%), Cyrela Realty (10,42%) e Rossi Residencial ON, com alta de 9,20%.
Vale lembrar que o setor de construção civil foi o que mais sofreu com a crise financeira, uma vez que a maior parte das empresas realizou sua oferta de ações em 2006 e 2007, com o que grande parte de seus papéis estava nas mãos de investidores estrangeiros, que logo os venderam com a chegada da crise. O setor ainda é uma grande aposta de forte consolidação, com aquisições ou cisões das companhias.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Por ser um setor considerado defensivo na Bolsa, o ITEL foi o índice que menos caiu no momento da crise financeira, mas também foi o que menos subiu na hora da euforia do mercado, como, por exemplo, quando o Brasil recebeu o Investment Grade, pelo que é considerado defensivo.
Alcides Leite destaca também o setor financeiro, por ter sido o que menos sofreu no mundo. “Claro que o setor financeiro não vai apresentar números melhores que os já apresentados no período antes da crise, mas vai continuar bem”, diz o professor.
Bolsa de Valores
A Bovespa encerrou esta quarta-feira com forte alta de 3,07%, aos 47.226 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5 bilhões, com 322.702 contratos negociados.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as ON da Gafisa apresentaram a maior alta (13,62%) e a maior queda ficou com as PNB da Aracruz (-5,59%).
O arrefecimento da crise financeira internacional começa a aparecer nos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado, em especial em telecomunicações, energia, construção civil e consumo.
As boas projeções feitas pelos analistas são confirmadas pelo mercado. O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%. O Índice Imobiliário (IMOB), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Os indicativos positivos do consumo se confirmam entre os supermercados, que acumularam alta de 10,5% no ano passado, ante 2007, com um faturamento de R$ 158,5 bilhões. Animados, os empresários do segmento, principalmente os das redes regionais, sinalizam a retomada dos planos de expansão este ano, ao perceberem a canibalização da concorrência nos grandes centros. É o caso da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), detentora da bandeira Cesta do Povo. Para o presidente da rede Reub Celestino, a meta é repetir o negócio de concorrentes como Extra, Wal-Mart e Pão de Açúcar, ao tornar-se correspondente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco recebendo o pagamento de contas dos consumidores. “Estamos crescendo mês a mês e a crise não afetou nosso desempenho. Em abril superamos os números de março e a tendência é manter este ritmo”.
FGTS tem saldo positivo entre arrecadação e saque
Brasília – O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está com saldo superavitário de R$ 1,79 bilhão nos quatro primeiros meses do ano. A informação é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi que detalhou os números da arrecadação e do saque do FGTS. Apesar do salto total ser positivo, isoladamente, no mês de março, houve um déficit de R$ 440 bilhões. No mês, foram sacados do fundo R$ 4,85 bilhões e a arrecadação bruta foi de R$ 4,41 bilhões. Março foi o mês de 2009 no qual houve o maior valor de saques do FGTS. “As demissões ocorridas em dezembro e em janeiro repercutiram mais pesadamente em março”, explicou. Em dezembro de 2008, as demissões somaram 654.946; em janeiro,101.748; em fevereiro, 1,22 milhão; e em março, 1,38 milhão. Em janeiro, os saques somaram R$ 3,77 bilhões e a arrecadação foi de R$ 5,35 bilhões. Em fevereiro, foram sacados R$ 3,97 bilhões contra uma arrecadação de R$ 4,32 bilhões. Já em abril, o total de saques foi de R$ 3,87 bilhões e a arrecadação foi de R$ 4,18 bilhões. Hoje, os veículos de comunicação divulgaram que, com o déficit de R$ 440 bilhões registrado em março e se essa situação continuasse no longo prazo, o FGTS poderia ter dificuldade de disponibilidade de recursos. O ministro reagiu mal ao fato e criticou a reportagem. “Não se pode pegar um mês atípico, no qual repercutiu a demissão e dizer que o FGTS é deficitário. Não é real. Esse não é o mundo real. Esse aqui é o dado oficial. Nos temos hoje, nos quatro primeiros meses do ano, um saldo positivo”, respondeu Lupi. ABr 30/4/2009
Desempenho do BNDES sinaliza que o pior da crise já passou
Rio de Janeiro – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram recordes no primeiro trimestre. Eles apresentaram crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando cerca de R$ 19 bilhões. O desempenho foi puxado pelo setor de infra-estrutura, com expansão de 21,4% e recursos da ordem de R$ 6,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses findos em março, os desembolsos do BNDES também foram recordes para o período, somando R$ 94 bilhões, com aumento de 35% sobre os 12 meses anteriores. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que, com base nos números, “já dá para dizer que o pior momento [da crise internacional no Brasil] já passou”. “Acho que as expectativas dos empresários já começam a se distender. Há compreensão de que a economia brasileira tem capacidade de sustentar o crescimento, que o mercado interno tem potencial de mostrar e de recuperar o crescimento neste ano”, disse. Para Coutinho, isso não quer dizer que, “enquanto banqueiro público”, ele deva parar de trabalhar e de se esforçar. “Porque nós temos que remar para sustentar o crescimento da economia. Mas, a impressão que se tem é que, do ponto de vista do cálculo empresarial, as coisas começam a melhorar”, afirmou. Ele afirmou ainda que o importante é que já existe um consenso de que a economia brasileira vai sair do último trimestre de 2009 e entrar em 2010 com uma taxa de crescimento entre 3% a 3,5%, “na margem, podendo acelerar para 4%. Esta convicção de que a economia vai acelerar o crescimento é algo que está ganhando corpo na percepção do sistema empresarial”. ABr 30/4/2009
Projeções sobre a economia vão de alto a baixo
Brasília – No momento de grande crise mundial, até as projeções e estimativas dos economistas apresentam muitos contrastes e instabilidade. Governo, mercado, bancos, institutos de pesquisa e entidades de classe prevêem um cenário em que a economia brasileira pode ter desde uma queda de 1,5% até um crescimento de 2%. Há estimativas para otimistas e para pessimistas. O professor Fabio Kanczuk, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que projeções para o crescimento da economia são importantes tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. No caso das empresas, as estimativas servem para que saibam qual será a demanda pelos seus produtos. Um dos parâmetros que servem de base para os cálculos do desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país. “Se o PIB é alto [a indústria e o comércio], vão vender mais e têm que produzir mais. Se o número é baixo, se produzir mais vai ficar cheio de estoque e não terá para quem vender e pode até quebrar”, disse Kanczuk O professor da USP lembrou, ainda, que alguns setores são “muito elásticos”, ou seja, a demanda por produtos cai quando há menor crescimento ou retração da economia, diferentemente do que ocorre com, por exemplo, itens básicos da alimentação, como arroz e feijão, que as pessoas precisam consumir sempre. Já para os trabalhadores, as projeções sobre o PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo com as perspectivas salariais do mercado de trabalho. “Em geral, o trabalhador não dá a menor bola para o PIB. Mas quando o PIB aumenta, cresce o emprego e quando é baixo perde-se o emprego”. Segundo Kanczuk, um dos motivos para as estimativas para o PIB serem contrastantes são os diferentes modelos usados pelos economistas para definir a projeção. “Tem gente que acha que o PIB tem mais a ver com indústria, outros com comércio, outros com as commodities”, explicou. Outro fator é o que o professor chamou de “jogo político normal”, uma vez que o governo, segundo ele, não projeta números ruins para não piorar a expectativa do mercado. “Tem ainda gente biruta no mercado que prevê algo próximo de menos 5% [de retração]. É aí um jogo de interesse particular. A pessoa arrisca e, se acertar, ganha status”, disse. Para Kanczuk, as projeções feitas com vários modelos variam de retração de 2% à estabilidade, ou seja, 0%, não haveria crescimento. “É o que dá para obter com os modelos. Sair disso, que tem a ver com questão política, que empurra o número para cima, ou de arriscar e colocar o número para baixo para estimular a carreira”, disse. A projeção do professor é de uma retração de 1%. “Com os dados que a gente tem hoje, a projeção dá negativa. Mas a possibilidade maior é de nos surpreendermos com um resultado mais para cima do que para baixo.” Para o economista da SulAmérica, Newton Rosa, as projeções sobre o PIB atualmente dependem muito da avaliação que cada um está fazendo da evolução da crise financeira internacional. Na sua opinião, se for avaliado que as medidas adotadas pelos governos estão surtindo efeito e que a economia brasileira é sólida, é possível “trabalhar com uma trajetória de crescimento”. Mas, no cenário em que o crédito está escasso e, por conseqüência, há menos investimento e consumo, “a conclusão é que a recessão não só vai pegar 2009, mas vai também avançar em 2010”. “Num cenário como esse, a economia brasileira, que também depende da economia mundial, vai terminar sofrendo. Conseqüentemente, deve acusar retração neste ano e talvez [um crescimento] medíocre no ano que vem”, disse o economista. A projeção do economista é de queda de 0,8% no PIB deste ano. “Como eu trabalho com um cenário onde a economia vai responder positivamente às medidas fiscais e monetárias que estão sendo adotadas em todas as partes do mundo, acredito que a gente comece a ver o esboço de alguma reação ainda no segundo semestre deste ano”, disse Rosa.

Infelizmente, é bola de cristal mesmo. Por mais que você tente sofisticar as suas projeções e os seus modelos, você está partindo de pressupostos, de hipóteses que podem se verificar ou não”, acrescentou Newton Rosa. Confira as mais recentes projeções de variação do PIB do Brasil em 2009:
Fundo Monetário Internacional (FMI): – 1.3%
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp): de – 1% a – 1,5%
Mercado financeiro (consultados pelo Banco Central): – 0,49%
Banco Central: + 1,2%
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): de + 1,5% a + 2,5%
Ministério da Fazenda: + 2%
27/4/2009

Números da crise: tsunami arrefece ou era marolinha mesmo?

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, números da crise — Servílio Gentil Lavapés @ 2:24 am
Primeiros balanços do ano marcam início da retomada
Balanço de grandes empresas mostram retomada no primeiro trimestre deste ano
Fonte: DCI (SP)
O arrefecimento da crise financeira internacional dá sinais mais claros com as divulgações dos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado.
O lucro líquido da Weg, por exemplo, saltou de R$ 97,6 milhões, no último trimestre de 2008, para R$ 122,1 milhões, no trimestre que inicia 2009, crescimento de 25,1% no comparativo. Outra empresa a apresentar melhora foi a Net Serviços, que saiu de um prejuízo de R$ 91 milhões, no quarto trimestre do ano passado, para um lucro líquido de R$ 82 milhões, no 1º trimestre do ano.
Para Alcides Leite, professor de Economia da Trevisan Escola de Negócios, as empresas brasileiras vão apresentar uma melhora em seus resultados, com destaque para alguns setores. “A recuperação deve começar com os balanços principalmente de companhias do setor de varejo, além do setor de construção civil, que já apresenta um aquecimento com o pacote habitacional”, afirma o professor.
O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%.
Outro setor lembrado por Alcides é o de construção civil, que apresenta, através de seu indicador na Bolsa, o IMOB, que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
Clodoir Vieira, analista-chefe da Souza Barros Corretora, também concorda com que as companhias brasileiras deverão apresentar uma melhor evolução em seus resultados financeiros do primeiro trimestre do ano, porém ele cita outros setores como de maior crescimento.
“Acredito que o destaque deve vir por conta dos setores de telecomunicações e de energia elétrica, que são dois setores que têm demanda do mercado”, explica Clodoir. No pregão da última terça feira, as ações de companhias de energia elétrica lideraram, com a maior alta do dia. A Copel teve em suas ações preferenciais Classe B a maior alta do pregão, com elevação de 6,25%. Já no pregão de ontem, as ações de companhias do setor de construção civil apresentaram a maior alta do dia. As maiores altas ficaram por conta de Gafisa ON (13,62%), Cyrela Realty (10,42%) e Rossi Residencial ON, com alta de 9,20%.
Vale lembrar que o setor de construção civil foi o que mais sofreu com a crise financeira, uma vez que a maior parte das empresas realizou sua oferta de ações em 2006 e 2007, com o que grande parte de seus papéis estava nas mãos de investidores estrangeiros, que logo os venderam com a chegada da crise. O setor ainda é uma grande aposta de forte consolidação, com aquisições ou cisões das companhias.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Por ser um setor considerado defensivo na Bolsa, o ITEL foi o índice que menos caiu no momento da crise financeira, mas também foi o que menos subiu na hora da euforia do mercado, como, por exemplo, quando o Brasil recebeu o Investment Grade, pelo que é considerado defensivo.
Alcides Leite destaca também o setor financeiro, por ter sido o que menos sofreu no mundo. “Claro que o setor financeiro não vai apresentar números melhores que os já apresentados no período antes da crise, mas vai continuar bem”, diz o professor.
Bolsa de Valores
A Bovespa encerrou esta quarta-feira com forte alta de 3,07%, aos 47.226 pontos. O volume financeiro foi de R$ 5 bilhões, com 322.702 contratos negociados.
Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as ON da Gafisa apresentaram a maior alta (13,62%) e a maior queda ficou com as PNB da Aracruz (-5,59%).
O arrefecimento da crise financeira internacional começa a aparecer nos resultados financeiros das companhias brasileiras no primeiro trimestre do ano, comparados ao último trimestre do ano passado, em especial em telecomunicações, energia, construção civil e consumo.
As boas projeções feitas pelos analistas são confirmadas pelo mercado. O Índice de Consumo (ICON), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não-cíclico, apresenta valorização de 24,19% no ano, acima do Ibovespa, principal indicador da Bolsa paulista, que tem elevação de 15,39%. O Índice Imobiliário (IMOB), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis. Este indicador apresenta expressiva valorização de 52,94% no ano.
O índice que mede o desempenho das ações de empresas do setor de energia elétrica, o IEE, apresenta valorização de 24,53% no ano, e o índice que mede as ações do setor de telecomunicações, o ITEL, vem em um momento de maior cautela, mas também com crescimento (15,78%).
Os indicativos positivos do consumo se confirmam entre os supermercados, que acumularam alta de 10,5% no ano passado, ante 2007, com um faturamento de R$ 158,5 bilhões. Animados, os empresários do segmento, principalmente os das redes regionais, sinalizam a retomada dos planos de expansão este ano, ao perceberem a canibalização da concorrência nos grandes centros. É o caso da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), detentora da bandeira Cesta do Povo. Para o presidente da rede Reub Celestino, a meta é repetir o negócio de concorrentes como Extra, Wal-Mart e Pão de Açúcar, ao tornar-se correspondente do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Bradesco recebendo o pagamento de contas dos consumidores. “Estamos crescendo mês a mês e a crise não afetou nosso desempenho. Em abril superamos os números de março e a tendência é manter este ritmo”.
FGTS tem saldo positivo entre arrecadação e saque
Brasília – O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) está com saldo superavitário de R$ 1,79 bilhão nos quatro primeiros meses do ano. A informação é do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi que detalhou os números da arrecadação e do saque do FGTS. Apesar do salto total ser positivo, isoladamente, no mês de março, houve um déficit de R$ 440 bilhões. No mês, foram sacados do fundo R$ 4,85 bilhões e a arrecadação bruta foi de R$ 4,41 bilhões. Março foi o mês de 2009 no qual houve o maior valor de saques do FGTS. “As demissões ocorridas em dezembro e em janeiro repercutiram mais pesadamente em março”, explicou. Em dezembro de 2008, as demissões somaram 654.946; em janeiro,101.748; em fevereiro, 1,22 milhão; e em março, 1,38 milhão. Em janeiro, os saques somaram R$ 3,77 bilhões e a arrecadação foi de R$ 5,35 bilhões. Em fevereiro, foram sacados R$ 3,97 bilhões contra uma arrecadação de R$ 4,32 bilhões. Já em abril, o total de saques foi de R$ 3,87 bilhões e a arrecadação foi de R$ 4,18 bilhões. Hoje, os veículos de comunicação divulgaram que, com o déficit de R$ 440 bilhões registrado em março e se essa situação continuasse no longo prazo, o FGTS poderia ter dificuldade de disponibilidade de recursos. O ministro reagiu mal ao fato e criticou a reportagem. “Não se pode pegar um mês atípico, no qual repercutiu a demissão e dizer que o FGTS é deficitário. Não é real. Esse não é o mundo real. Esse aqui é o dado oficial. Nos temos hoje, nos quatro primeiros meses do ano, um saldo positivo”, respondeu Lupi. ABr 30/4/2009
Desempenho do BNDES sinaliza que o pior da crise já passou
Rio de Janeiro – Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foram recordes no primeiro trimestre. Eles apresentaram crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando cerca de R$ 19 bilhões. O desempenho foi puxado pelo setor de infra-estrutura, com expansão de 21,4% e recursos da ordem de R$ 6,8 bilhões. No acumulado dos últimos 12 meses findos em março, os desembolsos do BNDES também foram recordes para o período, somando R$ 94 bilhões, com aumento de 35% sobre os 12 meses anteriores. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, afirmou que, com base nos números, “já dá para dizer que o pior momento [da crise internacional no Brasil] já passou”. “Acho que as expectativas dos empresários já começam a se distender. Há compreensão de que a economia brasileira tem capacidade de sustentar o crescimento, que o mercado interno tem potencial de mostrar e de recuperar o crescimento neste ano”, disse. Para Coutinho, isso não quer dizer que, “enquanto banqueiro público”, ele deva parar de trabalhar e de se esforçar. “Porque nós temos que remar para sustentar o crescimento da economia. Mas, a impressão que se tem é que, do ponto de vista do cálculo empresarial, as coisas começam a melhorar”, afirmou. Ele afirmou ainda que o importante é que já existe um consenso de que a economia brasileira vai sair do último trimestre de 2009 e entrar em 2010 com uma taxa de crescimento entre 3% a 3,5%, “na margem, podendo acelerar para 4%. Esta convicção de que a economia vai acelerar o crescimento é algo que está ganhando corpo na percepção do sistema empresarial”. ABr 30/4/2009
Projeções sobre a economia vão de alto a baixo
Brasília – No momento de grande crise mundial, até as projeções e estimativas dos economistas apresentam muitos contrastes e instabilidade. Governo, mercado, bancos, institutos de pesquisa e entidades de classe prevêem um cenário em que a economia brasileira pode ter desde uma queda de 1,5% até um crescimento de 2%. Há estimativas para otimistas e para pessimistas. O professor Fabio Kanczuk, da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP), afirmou que projeções para o crescimento da economia são importantes tanto para as empresas quanto para os trabalhadores. No caso das empresas, as estimativas servem para que saibam qual será a demanda pelos seus produtos. Um dos parâmetros que servem de base para os cálculos do desempenho da economia é o Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país. “Se o PIB é alto [a indústria e o comércio], vão vender mais e têm que produzir mais. Se o número é baixo, se produzir mais vai ficar cheio de estoque e não terá para quem vender e pode até quebrar”, disse Kanczuk O professor da USP lembrou, ainda, que alguns setores são “muito elásticos”, ou seja, a demanda por produtos cai quando há menor crescimento ou retração da economia, diferentemente do que ocorre com, por exemplo, itens básicos da alimentação, como arroz e feijão, que as pessoas precisam consumir sempre. Já para os trabalhadores, as projeções sobre o PIB têm a ver com a disponibilidade de emprego e até mesmo com as perspectivas salariais do mercado de trabalho. “Em geral, o trabalhador não dá a menor bola para o PIB. Mas quando o PIB aumenta, cresce o emprego e quando é baixo perde-se o emprego”. Segundo Kanczuk, um dos motivos para as estimativas para o PIB serem contrastantes são os diferentes modelos usados pelos economistas para definir a projeção. “Tem gente que acha que o PIB tem mais a ver com indústria, outros com comércio, outros com as commodities”, explicou. Outro fator é o que o professor chamou de “jogo político normal”, uma vez que o governo, segundo ele, não projeta números ruins para não piorar a expectativa do mercado. “Tem ainda gente biruta no mercado que prevê algo próximo de menos 5% [de retração]. É aí um jogo de interesse particular. A pessoa arrisca e, se acertar, ganha status”, disse. Para Kanczuk, as projeções feitas com vários modelos variam de retração de 2% à estabilidade, ou seja, 0%, não haveria crescimento. “É o que dá para obter com os modelos. Sair disso, que tem a ver com questão política, que empurra o número para cima, ou de arriscar e colocar o número para baixo para estimular a carreira”, disse. A projeção do professor é de uma retração de 1%. “Com os dados que a gente tem hoje, a projeção dá negativa. Mas a possibilidade maior é de nos surpreendermos com um resultado mais para cima do que para baixo.” Para o economista da SulAmérica, Newton Rosa, as projeções sobre o PIB atualmente dependem muito da avaliação que cada um está fazendo da evolução da crise financeira internacional. Na sua opinião, se for avaliado que as medidas adotadas pelos governos estão surtindo efeito e que a economia brasileira é sólida, é possível “trabalhar com uma trajetória de crescimento”. Mas, no cenário em que o crédito está escasso e, por conseqüência, há menos investimento e consumo, “a conclusão é que a recessão não só vai pegar 2009, mas vai também avançar em 2010”. “Num cenário como esse, a economia brasileira, que também depende da economia mundial, vai terminar sofrendo. Conseqüentemente, deve acusar retração neste ano e talvez [um crescimento] medíocre no ano que vem”, disse o economista. A projeção do economista é de queda de 0,8% no PIB deste ano. “Como eu trabalho com um cenário onde a economia vai responder positivamente às medidas fiscais e monetárias que estão sendo adotadas em todas as partes do mundo, acredito que a gente comece a ver o esboço de alguma reação ainda no segundo semestre deste ano”, disse Rosa.

Infelizmente, é bola de cristal mesmo. Por mais que você tente sofisticar as suas projeções e os seus modelos, você está partindo de pressupostos, de hipóteses que podem se verificar ou não”, acrescentou Newton Rosa. Confira as mais recentes projeções de variação do PIB do Brasil em 2009:
Fundo Monetário Internacional (FMI): – 1.3%
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp): de – 1% a – 1,5%
Mercado financeiro (consultados pelo Banco Central): – 0,49%
Banco Central: + 1,2%
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea): de + 1,5% a + 2,5%
Ministério da Fazenda: + 2%
27/4/2009

abril 28, 2009

Números da crise: Indústria paulista voltou a crescer em março

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, números da crise — Humberto @ 9:27 pm
Indústria paulista voltou a crescer em março
Agência Brasil
28/04/2009
Brasília - A atividade da indústria paulista, medida pelo Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), voltou a crescer no mês de março. Dados divulgados hoje (28) pela entidade mostram que no último mês a indústria paulista superou o desempenho registrado em fevereiro em 10,4%. Com ajuste sazonal, o resultado foi um crescimento de 0,5%. No entanto, em relação a março de 2008, a atividade da indústria de São Paulo foi 13,1% menor.
Apesar do crescimento no último mês, no acumulado dos três primeiros meses de 2009, a indústria paulista apresenta o pior resultado desde 2003. A queda em 2009, de janeiro até março, é de 14,9%. O único resultado negativo nos últimos sete anos foi o acumulado janeiro a março de 2003, quando a indústria recuou 0,9%.
A Fiesp divulgou hoje também a revisão dos resultados da atividade industrial no mês de abril comparado a fevereiro. Sem ajuste sazonal, o resultado foi de –1,1% (antes, o resultado divulgado foi 1,1%). Com ajuste sazonal a indústria recuou 1,7% (o divulgado anteriormente foi 0,8%).

Números da crise: Indústria paulista voltou a crescer em março

Filed under: crise econômica mundial, economia brasileira, números da crise — Humberto @ 9:27 pm
Indústria paulista voltou a crescer em março
Agência Brasil
28/04/2009
Brasília - A atividade da indústria paulista, medida pelo Indicador de Nível de Atividade (INA) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), voltou a crescer no mês de março. Dados divulgados hoje (28) pela entidade mostram que no último mês a indústria paulista superou o desempenho registrado em fevereiro em 10,4%. Com ajuste sazonal, o resultado foi um crescimento de 0,5%. No entanto, em relação a março de 2008, a atividade da indústria de São Paulo foi 13,1% menor.
Apesar do crescimento no último mês, no acumulado dos três primeiros meses de 2009, a indústria paulista apresenta o pior resultado desde 2003. A queda em 2009, de janeiro até março, é de 14,9%. O único resultado negativo nos últimos sete anos foi o acumulado janeiro a março de 2003, quando a indústria recuou 0,9%.
A Fiesp divulgou hoje também a revisão dos resultados da atividade industrial no mês de abril comparado a fevereiro. Sem ajuste sazonal, o resultado foi de –1,1% (antes, o resultado divulgado foi 1,1%). Com ajuste sazonal a indústria recuou 1,7% (o divulgado anteriormente foi 0,8%).

abril 22, 2009

Mais números da crise

Filed under: impostos e taxas, IPI, números da crise — Humberto @ 3:35 pm
Venda de eletrodoméstico cresce com redução do IPI
PEGN, 20.04.09
Desde a vigência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada na última semana, as redes de varejo tem contabilizado crescimento nas vendas de eletrodomésticos, segundo informações da Agência Estado.
No grupo Pão de Açúcar, o destaque ficou com os fogões, alta de 25% nas vendas, em relação à média dos últimos finais de semana. Segundo o diretor executivo da companhia, Jorge Herzog, considerando todos os produtos beneficiados pela redução do IPI, as vendas subiram 20%, e os preços caíram entre 8% e 13%.
O Magazine Luiza apresentou crescimento de 25% nas vendas, em relação à semana anterior. No Wal-Mart, foi registrado um aumento médio de 20% nas vendas de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, durante dois primeiros dias de vigência da redução do IPI.
Na última sexta-feira (17), o governo anunciou que a alíquota do IPI das geladeiras recuou de 15% para 5%; das máquinas de lavar, de 20% para 10%; de fogões de 5% para 0%; e de tanquinhos de 10% para 0%.
Balança registra superávit de US$ 328 milhões
Do G1
A balança comercial brasileira fechou a terceira semana do mês de abril com um superávit (exportações menos importações) de US$ 328 milhões, informou nesta segunda-feira (20) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado foi obtido em cinco dias úteis (13 a 19).
No período, as exportações somaram US$ 2,75 bilhões, e as compras do exterior totalizaram US$ 2,42 bilhão. Pela média diária, as vendas ao exterior registraram queda de 12,8% sobre abril de 2008 e aumento de 8,7% sobre março deste ano. Já as importações recuaram 24,2% sobre abril do ano passado e tiveram queda de 2,5% sobre março de 2009.
Acumulado do anoNo acumulado deste ano, até o dia 19 de abril, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 4,67 bilhões. As exportações, no mesmo período, somaram US$ 38,17 bilhões, com queda de 17,7%, pela média diária, frente ao mesmo período de 2008, enquanto as importações totalizaram US$ 33,50 bilhões neste ano, com recuo de 20,9% sobre
igual período de 2008.
Ribeirão Preto: Vendas de fogões, geladeiras e lavadoras aumentam 25%
Com redução do preço dos produtos da linha branca, consumidores foram às lojas
As vendas em Ribeirão Preto de fogão, geladeira e máquina de lavar cresceram em média 25% desde que o governo anunciou, na última sexta-feira, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os eletrodomésticos da chamada linha branca. Ontem, com as lojas abertas no feriado, os consumidores estavam procurando os magazines atrás dos descontos. A redução do IPI variou entre 5% e 10%, dependendo do produto. No caso das geladeiras, o imposto que antes era de 15% passou para 5%. Nos fogões, a alíquota passou de 5% para zero e nas máquinas de lavar, o imposto caiu de 20% para 10%. Já nos tanquinhos, foi de 10% para zero. Em média, os preços caíram 10% para o consumidor, o que foi suficiente para retomar as vendas. “De sábado para cá, nossas vendas cresceram entre 20% e 30%” garantiu Enivander Borges, gerente da Ricardo Eletro. Segundo ele, o consumidor já chega na loja verificando se realmente os preços tiveram redução e dispostos a comprar, muitos inclusive, querem saber se outros produtos como televisores e aparelhos de som também tiveram queda de preço. Segundo o gerente, o movimento ontem de manhã foi grande. “Nós estamos trabalhando apenas com metade dos funcionários, por causa do feriado e não estamos dando conta”, disse Borges.
O gerente de uma das lojas das Casas Bahia, no Centro de Ribeirão Preto, informou que as vendas cresceram cerca de 25% nesta semana. Ontem pela manhã o setor de eletrodomésticos da linha branca estava cheio. Este mesmo crescimento foi confirmado pelo Magazine Luiza, que também registrou crescimento de 25% nas vendas depois do anúncio das medidas do governo. Desconto de R$ 200
Ontem no final da manhã, o comerciante Evandro Cezar Lima, acompanhado da mulher, foi procurar uma máquina de lavar roupas e gostou dos preços. “Eu já pesquisei por aí e realmente todo mundo está com os preços mais baixos. Na máquina que eu estou procurando o preço caiu mais de R$ 200”, afirmou Lima.
A dona-de-casa Aparecida Castro também estava ontem fazendo uma pesquisa de preços. “Estou querendo uma geladeira e um fogão e os preços estão realmente mais baixos.” ( ACidade, 21.04 )

Mais números da crise

Filed under: impostos e taxas, IPI, números da crise — Humberto @ 3:35 pm
Venda de eletrodoméstico cresce com redução do IPI
PEGN, 20.04.09
Desde a vigência da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), anunciada na última semana, as redes de varejo tem contabilizado crescimento nas vendas de eletrodomésticos, segundo informações da Agência Estado.
No grupo Pão de Açúcar, o destaque ficou com os fogões, alta de 25% nas vendas, em relação à média dos últimos finais de semana. Segundo o diretor executivo da companhia, Jorge Herzog, considerando todos os produtos beneficiados pela redução do IPI, as vendas subiram 20%, e os preços caíram entre 8% e 13%.
O Magazine Luiza apresentou crescimento de 25% nas vendas, em relação à semana anterior. No Wal-Mart, foi registrado um aumento médio de 20% nas vendas de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, durante dois primeiros dias de vigência da redução do IPI.
Na última sexta-feira (17), o governo anunciou que a alíquota do IPI das geladeiras recuou de 15% para 5%; das máquinas de lavar, de 20% para 10%; de fogões de 5% para 0%; e de tanquinhos de 10% para 0%.
Balança registra superávit de US$ 328 milhões
Do G1
A balança comercial brasileira fechou a terceira semana do mês de abril com um superávit (exportações menos importações) de US$ 328 milhões, informou nesta segunda-feira (20) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado foi obtido em cinco dias úteis (13 a 19).
No período, as exportações somaram US$ 2,75 bilhões, e as compras do exterior totalizaram US$ 2,42 bilhão. Pela média diária, as vendas ao exterior registraram queda de 12,8% sobre abril de 2008 e aumento de 8,7% sobre março deste ano. Já as importações recuaram 24,2% sobre abril do ano passado e tiveram queda de 2,5% sobre março de 2009.
Acumulado do anoNo acumulado deste ano, até o dia 19 de abril, a balança comercial brasileira registrou um saldo positivo de US$ 4,67 bilhões. As exportações, no mesmo período, somaram US$ 38,17 bilhões, com queda de 17,7%, pela média diária, frente ao mesmo período de 2008, enquanto as importações totalizaram US$ 33,50 bilhões neste ano, com recuo de 20,9% sobre
igual período de 2008.
Ribeirão Preto: Vendas de fogões, geladeiras e lavadoras aumentam 25%
Com redução do preço dos produtos da linha branca, consumidores foram às lojas
As vendas em Ribeirão Preto de fogão, geladeira e máquina de lavar cresceram em média 25% desde que o governo anunciou, na última sexta-feira, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os eletrodomésticos da chamada linha branca. Ontem, com as lojas abertas no feriado, os consumidores estavam procurando os magazines atrás dos descontos. A redução do IPI variou entre 5% e 10%, dependendo do produto. No caso das geladeiras, o imposto que antes era de 15% passou para 5%. Nos fogões, a alíquota passou de 5% para zero e nas máquinas de lavar, o imposto caiu de 20% para 10%. Já nos tanquinhos, foi de 10% para zero. Em média, os preços caíram 10% para o consumidor, o que foi suficiente para retomar as vendas. “De sábado para cá, nossas vendas cresceram entre 20% e 30%” garantiu Enivander Borges, gerente da Ricardo Eletro. Segundo ele, o consumidor já chega na loja verificando se realmente os preços tiveram redução e dispostos a comprar, muitos inclusive, querem saber se outros produtos como televisores e aparelhos de som também tiveram queda de preço. Segundo o gerente, o movimento ontem de manhã foi grande. “Nós estamos trabalhando apenas com metade dos funcionários, por causa do feriado e não estamos dando conta”, disse Borges.
O gerente de uma das lojas das Casas Bahia, no Centro de Ribeirão Preto, informou que as vendas cresceram cerca de 25% nesta semana. Ontem pela manhã o setor de eletrodomésticos da linha branca estava cheio. Este mesmo crescimento foi confirmado pelo Magazine Luiza, que também registrou crescimento de 25% nas vendas depois do anúncio das medidas do governo. Desconto de R$ 200
Ontem no final da manhã, o comerciante Evandro Cezar Lima, acompanhado da mulher, foi procurar uma máquina de lavar roupas e gostou dos preços. “Eu já pesquisei por aí e realmente todo mundo está com os preços mais baixos. Na máquina que eu estou procurando o preço caiu mais de R$ 200”, afirmou Lima.
A dona-de-casa Aparecida Castro também estava ontem fazendo uma pesquisa de preços. “Estou querendo uma geladeira e um fogão e os preços estão realmente mais baixos.” ( ACidade, 21.04 )

abril 12, 2009

Números da Crise ( 8 ): A superação, afinal?

Uma narrativa do fim do mundo
Incapaz de encarar soluções óbvias – como estatização dos bancos e evisão do modelo econômico –, a grande mídia, movida por objetivos políticos e de classe, mitifica a crise
Uma das edições do principal jornal de economia do país , Valor Econômico, trouxe no início de março nada menos que 15 manchetes e títulos com a palavra “crise”. Era “crise” para todo lado, quando havia e quando não havia. “Teles lucram mais apesar da crise.” Se lucram mais, não há crise para elas, então por que dizer “apesar da crise”? Ou “Mesmo com crise, JBS aposta nos EUA”. Ou ainda: “Contra a crise Volvo investe na AL”. Nessas manchetes, o fato noticiado é a negação da crise, mas o sentido transmitido é de crise.
Manchetes revelam como os editores querem que o leitor receba a notícia. Direcionam o modo de leitura. E muitos leitores ficam só nas manchetes. Imagine o empresário lendo essa edição do Valor. Depois de a palavra “crise” tanto martelar sua cabeça, imediatamente manda rever os investimentos, cortar gastos e horas extras.
É o “espírito animal” do capitalista, como dizia o maior economista moderno, John Maynard Keynes, que considerava essa reação psicológica dos empresários, embora irracional, decisiva na determinação dos altos e baixos da economia. Foi assim, muito provavelmente, que se deu a repentina queda do PIB no último trimestre do ano passado, puxada que foi por corte nos investimentos e nas horas trabalhadas.
A palavra “crise” virou o que o filósofo francês Roland Barthes chamou de “mito”, não no sentido de lenda, e sim como um conjunto de significações que vão além da própria palavra. Nosso empresário pensou imediatamente em queda brutal nas encomendas, atrasos nos pagamentos, necessidade de agir rápido para evitar o fim de sua querida firma. O fim do seu mundo. O fim do mundo. A narrativa da crise virou a narrativa do fim do mundo. “Crise” tornou-se obsessão linguística e editorial. Editores destacam toda informação que corrobore o estado de crise e escasseiam as que negam ou confrontam esse estado.
Já no início, a mídia referenciou-se na crise de 1929 – tomada por economistas como o precedente do que está acontecendo –, a qual recebeu na história econômica o nome especial de “depressão”, reservado apenas para esse episódio, assim como “holocausto” é designação exclusiva de um outro fim de mundo. A crise de 29 foi realmente um fim de mundo. O fim do american dream, o sonho de que na América todos teriam trabalho e uma oportunidade na vida. No pico da depressão, o desemprego chegou a 30% da força de trabalho e nem por um prato de comida havia emprego. Assim nasceu a narrativa mítica desta crise, como reprise de uma história que já havia virado lenda.
Em dezembro o catastrofismo da mídia inglesa chegou a tal ponto que a Confederação das Indústrias Britânicas acusou formalmente a mídia de realimentar a crise difundindo previsões alarmistas não fundamentadas e relacionando empresas sólidas a outras em dificuldades. A narrativa foi se mostrando útil como fuga dos fatores estruturais do colapso financeiro, do fato de seu epicentro ser o sistema econômico anglo-saxão, não a Ásia ou a periferia do capitalismo, apenas depois se irradiando para grande parte do sistema. Chamá-la de “crise global”, como se fosse de todo o planeta, ajudou a ofuscar sua relação com o financiamento das guerras imperiais americanas através do alto endividamento e, principalmente, com o modelo neoliberal.
O colapso dos bancos foi tratado como fruto de anomalias, desvios passíveis de ser corrigidos. Hoje, o fio condutor já é a catástrofe em si mesma, como se ela fosse um desastre natural, e não o resultado da ação humana. Assim, a queda num setor acaba sendo explicada pela queda em outro.
A torcida e sua causa
A narrativa mítica expressa a ruptura no raciocínio lógico que teria de relacionar os fatores causadores do colapso dos bancos e do crédito à solução da estatização e à redefinição do sistema financeiro como um serviço de utilidade pública. Soluções em colisão frontal com os interesses do grande capital financeiro. Entre nós esse processo foi muito além: a mídia brasileira, em vez de abandonar o discurso neoliberal da austeridade fiscal e superávit primário e defender as políticas anticíclicas adotadas por Lula, como mandava a severidade da crise, passou a “torcer” pelo desastre. Motivos? Muitos. Entre eles: o objetivo político, de classe, de acabar com a era Lula; o interesse estratégico do empresariado de alterar as relações de produção, extinguindo direitos trabalhistas; o interesse do agronegócio em rolar mais uma vez a gigantesca dívida que nunca paga; o interesse próprio da mídia em derrubar o índice de aprovação de Lula, que vem desmoralizando seus colunistas e editorialistas.
Na Folha de S.Paulo essa torcida é ostensiva, como observou seu ombudsman ao criticar a manchete de 11 de março, “Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo”. Disse o ombudsman: “Na capa do jornal e nos locais de destaque insistiu-se na tese de que, por seu PIB ter tomado um dos maiores tombos entre as 37 nações listadas, o Brasil está entre os principais atingidos pela crise. Não é bem assim. Foi porque o país cresceu mais do que os outros no ano inteiro que o contraste entre o quarto e o terceiro trimestre de 2008 foi tão intenso”. Assim, o jornalismo econômico abandonou o modo triunfalista, que remetia à ideia da modernidade e da pujança. Em seu lugar entrou a profecia do fim do crescimento econômico, do fim das exportações, do fim do emprego, do fim do mundo.
Essa nova narrativa busca o enfoque mais negativo possível. Em janeiro, por exemplo, depois de três meses de declínio, a produção da indústria brasileira cresceu 2,3%, mas a assustadora manchete de primeira página da Folha, “Indústria tem a maior queda em 19 anos”, privilegiou a comparação com janeiro de 2008, e não com o mês anterior. No caderno de economia a manchete foi “Indústria tem o pior resultado desde Collor”. Também nesse caso, observou o ombudsman do jornal, a assertiva é falsa, já que a produção hoje é de qualquer forma muito maior do que na era Collor. A mesma frase, palavra por palavra, aparece na primeira página de O Globo, editado em outra cidade e por outra empresa, como se houvesse um “supereditor” orientando os dois jornais.
Na narrativa do fim do mundo, os editores escolhem de um conjunto de dados estatísticos o pior. Na mesma edição a Folha superou-se na arte da deformação do sentido dos fatos ao noticiar: “Queda do petróleo reduz lucro da Petrobras”. O lucro de 2008 anunciado pela Petrobras, R$ 33,9 bilhões, foi recorde de todos os tempos. O truque foi considerar o lucro do quarto trimestre, que, como reforçou O Globo em sua manchete, foi reduzido em 32% pela crise mundial.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunia em Brasília para decidir o corte nos juros, nossos jornais amanheceram anunciando que o fim do mundo havia chegado: “Queda do PIB no Brasil é uma das maiores do mundo” (Folha); “PIB desaba no 4º trimestre e o risco de recessão aumenta” (Estadão). O dado, ignorado pelas manchetes, é o de que o PIB Brasil teve no ano passado um crescimento espetacular de 5,1%, o segundo maior da era Lula.
Mas nada explica, exceto o modo mítico de narrar a crise, as novas manchetes alarmistas, no dia seguinte à decisão do Copom. Como a do Estadão: “Tombo da economia faz BC reduzir juros em 1,5 ponto”. Dias depois, mais uma avalanche de manchetes de sentido negativo, em cima dos dados de queda no emprego da Federação das Indústrias de São Paulo. “Indústrias fecham 237 mil vagas em cinco meses” (Folha), “Crise fecha 236 mil vagas na indústria paulista” (Estadão).
O que os leitores talvez não saibam é que dados da Fiesp raramente eram levados a sério pelos serviços mais especializados, como o Broadcast News (reservado a assinantes da Agência Estado), e nunca pelo Jornal Nacional – por serem malfeitos e muitas vezes manipulados. Mas agora estavam todos lá, dando o maior destaque à narrativa do fim do mundo do corte de vagas. Resta saber quantas dessas vagas foram, e ainda serão, cortadas devido ao alarmismo da própria mídia, devido ao fenômeno da profecia autorrealizada.
BERNARDO KUCINSKI
Revista do Brasil, Edição nº 33, março de 2009

Sem balelas do G-20, Brasil luta sozinho
O Estado de S.Paulo – 09/04/09
Alberto Tamer
Vamos começar dizendo tudo: aquele US$ 1,1 trilhão prometido pelo G-20 não existe. Quando existir, será tarde e o Brasil pode começar a se esquecer de tudo o que foi dito em Londres. Só nos resta cuidar de nós mesmos para evitar uma recessão maior. É isso. Tudo o mais são boas intenções vazias.Temos de nos livrar de ilusões externas. E isso porque, se tudo o que o G-20 prometeu se transformar em realidade, será pouco, quase nada. Visa a atender aos países menos desenvolvidos e não aos EUA, à Europa, ao Japão.
ELES TÊM DE CRESCER!!!
E daí, não chega? Daí que é justo pensar nas economias menores, mas isso só não as sustenta. Os países desenvolvidos representam quase 50% do PIB e do comércio mundiais e são os principais mercados dos países em desenvolvimento ou emergentes, nós. Eles precisavam ter assumido compromissos sérios para incentivar suas economias e voltar a crescer. Devem isso ao mundo! E não assumiram nada. Limitaram-se a prometer socorro a países em que o melhor socorro seria que eles tivessem não prometido, mas adotado medidas efetivas para voltar a crescer. Nada disso foi decidido. Ou eles saem da recessão ou nós afundamos nela. Ponto final.
NÓS VIMOS TUDO
Felizmente, a equipe econômica do governo se conscientizou disso e está agindo por conta própria diante de tanta insensatez dos países ricos, os mesmos que alimentam esta crise.
Parece que Lula não se deixou iludir pelas promessas do G-20 e pelos elogios a ele e ao Brasil. Assim que chegou de Londres, mandou reduzir mais impostos de setores industriais em forte desaceleração, como o de linha branca. Em contrapartida, aumentará o IPI das bebidas alcoólicas, como já havia feito com os cigarros. Quem quiser alimentar seu vício, fatal, no caso do fumo, que pague mais. Sei que isso pode afetar essas indústrias, mas seguramente sua perda de empregos será amplamente compensada pelas que foram beneficiadas e têm maior valor agregado.
VAI DAR CERTO?
Não, já está dando. Os resultados da redução de impostos na construção e na indústria automobilística estão aí para confirmar. Os preços dos carros caíram entre 5% e 7% e, em alguns casos, pode chegar 12%. As vendas aumentaram 36% em março, em relação a fevereiro, despertando o interesse de indústrias do exterior pelo Brasil.
Assim, enquanto a indústria automobilística nos EUA se aproxima do caos – a GM pode entrar em concordata – no Brasil está em franca recuperação. Em vez de dar ajuda financeira,como fazem os EUA e a Europa, o governo reduziu impostos, que aumentou as vendas. Tomem nota, em fevereiro, anualizado, o financiamento de carros no Brasil chegou a R$ 144,7 bilhões, uma alta de 23,5%. Lá fora, eles afundam; aqui, a indústria automobilística cresce.
IMÓVEIS TAMBÉM
Outro exemplo. Em decorrência, principalmente, da redução de impostos e outras medidas de financiamento, a construção civil dá indícios de começar a voltar à normalidade, após meses de forte retração. O preço dos materiais de construção caíram mais de 30%, beneficiando, principalmente, as moradias para as famílias de baixa renda. Aqui, o movimento de vendas é intenso e as grandes construtoras voltam-se para atendê-las.
É uma reação mais lenta, pois implica valor e prazo de endividamento maiores, mas o simples fato de as prestações agora caírem, em vez de aumentar, é um grande incentivo para os que buscam realizar o sonho até agora impossível da casa própria. É economia associada ao que poderíamos chamar de justiça social.
USADOS, UMA FESTA
A de venda de Imóveis usados, então, foi uma loucura: mais 140,2% em fevereiro, comparado com janeiro! Não é imóvel novo, eu sei, mas, geralmente, quando alguém vende um usado, tende a comprar um novo, dando fôlego ao mercado. E, mesmo que não compre, são recursos que entram na economia, pois quase toda a compra de imóvel está sendo financiadas pelos bancos e pela Caixa, muito agressiva no mercado. É dinheiro que circula.
NÃO É TUDO, MAS…
É o caminho certo. Manter a liquidez no sistema financeiro, irrigar a economia, incentivar a demanda, reduzir impostos e juros, aumentá-los em setores menos importantes, facilitar o credito, ampliar os prazos e adotar medidas agressivas para aumentar a renda. Tudo isso sem medo da inflação e do ajuste fiscal, que deixaram de ser questões prioritárias neste momento, diante da ameaça da recessão que se avulta.
Mas falta muito ainda para evitar uma recessão mais profunda. Não devemos esperar nada do que prometeu o G-20, mas não podemos deixar de ser atingidos pela retração do comércio e pela crise de financiamento externo.É continuar seguindo com muita firmeza no caminho, sem contar muito com o prometido auxílio dos países ricos, que nos jogaram nesta crise e se recusaram, até agora, a aplicar um plano comum para se livrar dela. Ou agimos sozinhos ou eles nos levam juntos montanha abaixo.
A manipulação da crise brasileira
Egídio Serpa
• 13/03/2009
Artigo de Roberto Santiago, deputado federal (PV-SP)
As notícias na imprensa brasileira relacionadas com a crise financeira mundial são pautadas, infelizmente, pelos interesses dos grandes grupos especuladores internos, que sustentam com suas operações em bolsa e negociatas com derivativos os interesses de grandes conglomerados industriais, redes varejistas controladas por famílias e grupos que monopolizam aprodução e distribuição de cimento, aço e celulose. Quando a gente tem esse entendimento dos bastidores das notícias compreende por que se preferiu dar destaque à queda do PIB de 3,6%, nos últimos três meses do ano passado em vez de ressaltar que, apesar dos últimos três meses do ano terem sido muito difíceis, conseguimos acumular em 2008 um crescimento de 5,1% em nossa economia. Um recorde em tempos de crise mundial. Por que interessa a estes manipuladores da opinião pública a má notícia? Na rabeira do pânico, os capitalistas tupiniquins brasileiros se sentem à vontade para correr para as tetas do erário público. Com jornais em mãos, suas lágrimas de crocodilo se justificam, e avançam, sem nenhum constrangimento, para exigir que o governo abra seus cofres. Mas que não lhes imponham nenhuma contrapartida. Nem ousem os técnicos do BNDES, por exemplo, condicionar o crédito à garantia de emprego. A má notícia ajuda a estes empresários a zerar suas contas. Já estava ficando constrangedor terem tido um ano em que ganharam tanto e que dividiram tão pouco com seus colaboradores. A crise, que fazem questão de exagerar, ajuda todo mundo a esquecer que ainda tem alguma grana sobrando em algum canto da Suíça, ou transformada em moeda estrangeira devidamente guardada em algum cofre no Brasil. Depois, ao voltarem para os braços do Estado brasileiro que sempre quiseram que fosse mínimo, nossos capitalistas, que apostam na privatização do lucro e socialização imediata do prejuízo, tentam transferir para o governo do presidente Lula a culpa pela atual crise. Tentam, a todo custo, esconder o fato de que os investimentos sociais do atual governo foram responsáveis para a geração e sustentação do nosso mercado interno, que salvará, sim, muitos destes empresários da falência. Evitam reconhecer que, com o reajuste real de 45% do salário mínimo, elevando o mínimo para valores superiores a duzentos dólares, o governo do presidente Lula conseguiu sustentar o mercado interno e transformar cidadãos que eram considerados de segunda classe em consumidores ativos e altivos. Mas toda crise nos premia com o benefício de reconhecer e reavaliar os nossos parceiros. O que estamos descobrindo é que os arautos que manipulam a crise são os aliados dos grandes especuladores. São cúmplices dos megainvestidores internacionais que forjaram e sustentaram a atual crise mundial. Tentam, agora, manipular a opinião pública para aterrorizar os cidadãos para distrair nossa atenção enquanto tentam enfiar a mão nos cofres públicos.
Não vai dar certo. Desta vez, o Brasil é outro. Com uma população mais consciente de sua força e muito mais cidadã. Que se recusa a se deixar manipular pelos mesmos de sempre, que há 500 anos se especializaram em assaltar em causa própria os cofres públicos.

Pedidos de falência caem 2,5% no 1º trimestre do ano
Investnews

Quinta, 9 de abril de 2009
Nos três primeiros meses de 2009, o número de pedidos de falências foi de 505 pedidos, o que representa uma queda de 2,5% em relação aos 518 requerimentos somados no mesmo período do ano anterior. As informações são do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado nesta quinta-feira.
Ainda segundo o levantamento da Serasa, as falências decretadas, no acumulado de janeiro a março deste ano, apresentaram 200 eventos. Em 2008, no mesmo acumulado, foram analisados 254 decretos.
Quanto às recuperações judiciais requeridas, houve, no primeiro trimestre de 2009, 211 registros, volume bem acima dos 64 obtidos nos três primeiros meses de 2008. Já as recuperações judiciais deferidas, somaram 128 eventos no acumulado de janeiro a março deste ano, contra 43 deferimentos verificados em igual período do ano anterior.
As recuperações judiciais concedidas, por sua vez, tiveram 21 registros nos três primeiros meses de 2009, ao passo que no acumulado de janeiro a março de 2008, houve apenas 1 concessão de recuperação judicial.
Houve, ainda, 3 pedidos de recuperação extrajudicial no primeiro trimestre de 2009, e 1 pedido nos três primeiros meses do ano anterior. Por fim, no acumulado de janeiro a março de 2009, houve 3 recuperações judiciais homologadas, enquanto no primeiro trimestre de 2008, nenhuma homologação foi verificada.
Entidade projeta crescimento da construção civil
Agência Brasil
Quarta, 8 de abril de 2009
A construção civil deve crescer de 4% a 5% esse ano em resposta à medida do governo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção e ao pacote habitacional, que tem como meta a construção de 1 milhão de moradias.
A projeção foi feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn David Fox, depois de encontro de empresários do setor com a equipe do governo, no Ministério Fazenda.
Ele disse que houve “alguma inconsistência” entre a lista anunciada com os nomes de produtos com o IPI menor e a lista publicada no Diário Oficial da União.
Segundo ele, a relação original tinha, entre os itens, cadeados, revestimento cerâmico e material elétrico, que não constam da relação publicada no jornal oficial.
Mas, além desses produtos, de acordo com ele, “temos outros produtos que, por uma questão de isonomia, também deveriam ser considerados, tais como cobertura ondulada, pisos laminados, vernizes, vidros, dentre outros. É uma lista bastante grande”, disse Fox.
“Fizemos a reivindicação e o ministro da Fazenda deve anunciar amanhã uma lista adicional contemplando outros produtos.” De acordo com o presidente da Abramat, as lojas de varejo de material de construção “querem aproveitar o momento, mesmo com estoques de preços antigos, passa reativar o setor”.

Números da Crise ( 8 ): A superação, afinal?

Uma narrativa do fim do mundo
Incapaz de encarar soluções óbvias – como estatização dos bancos e evisão do modelo econômico –, a grande mídia, movida por objetivos políticos e de classe, mitifica a crise
Uma das edições do principal jornal de economia do país , Valor Econômico, trouxe no início de março nada menos que 15 manchetes e títulos com a palavra “crise”. Era “crise” para todo lado, quando havia e quando não havia. “Teles lucram mais apesar da crise.” Se lucram mais, não há crise para elas, então por que dizer “apesar da crise”? Ou “Mesmo com crise, JBS aposta nos EUA”. Ou ainda: “Contra a crise Volvo investe na AL”. Nessas manchetes, o fato noticiado é a negação da crise, mas o sentido transmitido é de crise.
Manchetes revelam como os editores querem que o leitor receba a notícia. Direcionam o modo de leitura. E muitos leitores ficam só nas manchetes. Imagine o empresário lendo essa edição do Valor. Depois de a palavra “crise” tanto martelar sua cabeça, imediatamente manda rever os investimentos, cortar gastos e horas extras.
É o “espírito animal” do capitalista, como dizia o maior economista moderno, John Maynard Keynes, que considerava essa reação psicológica dos empresários, embora irracional, decisiva na determinação dos altos e baixos da economia. Foi assim, muito provavelmente, que se deu a repentina queda do PIB no último trimestre do ano passado, puxada que foi por corte nos investimentos e nas horas trabalhadas.
A palavra “crise” virou o que o filósofo francês Roland Barthes chamou de “mito”, não no sentido de lenda, e sim como um conjunto de significações que vão além da própria palavra. Nosso empresário pensou imediatamente em queda brutal nas encomendas, atrasos nos pagamentos, necessidade de agir rápido para evitar o fim de sua querida firma. O fim do seu mundo. O fim do mundo. A narrativa da crise virou a narrativa do fim do mundo. “Crise” tornou-se obsessão linguística e editorial. Editores destacam toda informação que corrobore o estado de crise e escasseiam as que negam ou confrontam esse estado.
Já no início, a mídia referenciou-se na crise de 1929 – tomada por economistas como o precedente do que está acontecendo –, a qual recebeu na história econômica o nome especial de “depressão”, reservado apenas para esse episódio, assim como “holocausto” é designação exclusiva de um outro fim de mundo. A crise de 29 foi realmente um fim de mundo. O fim do american dream, o sonho de que na América todos teriam trabalho e uma oportunidade na vida. No pico da depressão, o desemprego chegou a 30% da força de trabalho e nem por um prato de comida havia emprego. Assim nasceu a narrativa mítica desta crise, como reprise de uma história que já havia virado lenda.
Em dezembro o catastrofismo da mídia inglesa chegou a tal ponto que a Confederação das Indústrias Britânicas acusou formalmente a mídia de realimentar a crise difundindo previsões alarmistas não fundamentadas e relacionando empresas sólidas a outras em dificuldades. A narrativa foi se mostrando útil como fuga dos fatores estruturais do colapso financeiro, do fato de seu epicentro ser o sistema econômico anglo-saxão, não a Ásia ou a periferia do capitalismo, apenas depois se irradiando para grande parte do sistema. Chamá-la de “crise global”, como se fosse de todo o planeta, ajudou a ofuscar sua relação com o financiamento das guerras imperiais americanas através do alto endividamento e, principalmente, com o modelo neoliberal.
O colapso dos bancos foi tratado como fruto de anomalias, desvios passíveis de ser corrigidos. Hoje, o fio condutor já é a catástrofe em si mesma, como se ela fosse um desastre natural, e não o resultado da ação humana. Assim, a queda num setor acaba sendo explicada pela queda em outro.
A torcida e sua causa
A narrativa mítica expressa a ruptura no raciocínio lógico que teria de relacionar os fatores causadores do colapso dos bancos e do crédito à solução da estatização e à redefinição do sistema financeiro como um serviço de utilidade pública. Soluções em colisão frontal com os interesses do grande capital financeiro. Entre nós esse processo foi muito além: a mídia brasileira, em vez de abandonar o discurso neoliberal da austeridade fiscal e superávit primário e defender as políticas anticíclicas adotadas por Lula, como mandava a severidade da crise, passou a “torcer” pelo desastre. Motivos? Muitos. Entre eles: o objetivo político, de classe, de acabar com a era Lula; o interesse estratégico do empresariado de alterar as relações de produção, extinguindo direitos trabalhistas; o interesse do agronegócio em rolar mais uma vez a gigantesca dívida que nunca paga; o interesse próprio da mídia em derrubar o índice de aprovação de Lula, que vem desmoralizando seus colunistas e editorialistas.
Na Folha de S.Paulo essa torcida é ostensiva, como observou seu ombudsman ao criticar a manchete de 11 de março, “Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo”. Disse o ombudsman: “Na capa do jornal e nos locais de destaque insistiu-se na tese de que, por seu PIB ter tomado um dos maiores tombos entre as 37 nações listadas, o Brasil está entre os principais atingidos pela crise. Não é bem assim. Foi porque o país cresceu mais do que os outros no ano inteiro que o contraste entre o quarto e o terceiro trimestre de 2008 foi tão intenso”. Assim, o jornalismo econômico abandonou o modo triunfalista, que remetia à ideia da modernidade e da pujança. Em seu lugar entrou a profecia do fim do crescimento econômico, do fim das exportações, do fim do emprego, do fim do mundo.
Essa nova narrativa busca o enfoque mais negativo possível. Em janeiro, por exemplo, depois de três meses de declínio, a produção da indústria brasileira cresceu 2,3%, mas a assustadora manchete de primeira página da Folha, “Indústria tem a maior queda em 19 anos”, privilegiou a comparação com janeiro de 2008, e não com o mês anterior. No caderno de economia a manchete foi “Indústria tem o pior resultado desde Collor”. Também nesse caso, observou o ombudsman do jornal, a assertiva é falsa, já que a produção hoje é de qualquer forma muito maior do que na era Collor. A mesma frase, palavra por palavra, aparece na primeira página de O Globo, editado em outra cidade e por outra empresa, como se houvesse um “supereditor” orientando os dois jornais.
Na narrativa do fim do mundo, os editores escolhem de um conjunto de dados estatísticos o pior. Na mesma edição a Folha superou-se na arte da deformação do sentido dos fatos ao noticiar: “Queda do petróleo reduz lucro da Petrobras”. O lucro de 2008 anunciado pela Petrobras, R$ 33,9 bilhões, foi recorde de todos os tempos. O truque foi considerar o lucro do quarto trimestre, que, como reforçou O Globo em sua manchete, foi reduzido em 32% pela crise mundial.
Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reunia em Brasília para decidir o corte nos juros, nossos jornais amanheceram anunciando que o fim do mundo havia chegado: “Queda do PIB no Brasil é uma das maiores do mundo” (Folha); “PIB desaba no 4º trimestre e o risco de recessão aumenta” (Estadão). O dado, ignorado pelas manchetes, é o de que o PIB Brasil teve no ano passado um crescimento espetacular de 5,1%, o segundo maior da era Lula.
Mas nada explica, exceto o modo mítico de narrar a crise, as novas manchetes alarmistas, no dia seguinte à decisão do Copom. Como a do Estadão: “Tombo da economia faz BC reduzir juros em 1,5 ponto”. Dias depois, mais uma avalanche de manchetes de sentido negativo, em cima dos dados de queda no emprego da Federação das Indústrias de São Paulo. “Indústrias fecham 237 mil vagas em cinco meses” (Folha), “Crise fecha 236 mil vagas na indústria paulista” (Estadão).
O que os leitores talvez não saibam é que dados da Fiesp raramente eram levados a sério pelos serviços mais especializados, como o Broadcast News (reservado a assinantes da Agência Estado), e nunca pelo Jornal Nacional – por serem malfeitos e muitas vezes manipulados. Mas agora estavam todos lá, dando o maior destaque à narrativa do fim do mundo do corte de vagas. Resta saber quantas dessas vagas foram, e ainda serão, cortadas devido ao alarmismo da própria mídia, devido ao fenômeno da profecia autorrealizada.
BERNARDO KUCINSKI
Revista do Brasil, Edição nº 33, março de 2009

Sem balelas do G-20, Brasil luta sozinho
O Estado de S.Paulo – 09/04/09
Alberto Tamer
Vamos começar dizendo tudo: aquele US$ 1,1 trilhão prometido pelo G-20 não existe. Quando existir, será tarde e o Brasil pode começar a se esquecer de tudo o que foi dito em Londres. Só nos resta cuidar de nós mesmos para evitar uma recessão maior. É isso. Tudo o mais são boas intenções vazias.Temos de nos livrar de ilusões externas. E isso porque, se tudo o que o G-20 prometeu se transformar em realidade, será pouco, quase nada. Visa a atender aos países menos desenvolvidos e não aos EUA, à Europa, ao Japão.
ELES TÊM DE CRESCER!!!
E daí, não chega? Daí que é justo pensar nas economias menores, mas isso só não as sustenta. Os países desenvolvidos representam quase 50% do PIB e do comércio mundiais e são os principais mercados dos países em desenvolvimento ou emergentes, nós. Eles precisavam ter assumido compromissos sérios para incentivar suas economias e voltar a crescer. Devem isso ao mundo! E não assumiram nada. Limitaram-se a prometer socorro a países em que o melhor socorro seria que eles tivessem não prometido, mas adotado medidas efetivas para voltar a crescer. Nada disso foi decidido. Ou eles saem da recessão ou nós afundamos nela. Ponto final.
NÓS VIMOS TUDO
Felizmente, a equipe econômica do governo se conscientizou disso e está agindo por conta própria diante de tanta insensatez dos países ricos, os mesmos que alimentam esta crise.
Parece que Lula não se deixou iludir pelas promessas do G-20 e pelos elogios a ele e ao Brasil. Assim que chegou de Londres, mandou reduzir mais impostos de setores industriais em forte desaceleração, como o de linha branca. Em contrapartida, aumentará o IPI das bebidas alcoólicas, como já havia feito com os cigarros. Quem quiser alimentar seu vício, fatal, no caso do fumo, que pague mais. Sei que isso pode afetar essas indústrias, mas seguramente sua perda de empregos será amplamente compensada pelas que foram beneficiadas e têm maior valor agregado.
VAI DAR CERTO?
Não, já está dando. Os resultados da redução de impostos na construção e na indústria automobilística estão aí para confirmar. Os preços dos carros caíram entre 5% e 7% e, em alguns casos, pode chegar 12%. As vendas aumentaram 36% em março, em relação a fevereiro, despertando o interesse de indústrias do exterior pelo Brasil.
Assim, enquanto a indústria automobilística nos EUA se aproxima do caos – a GM pode entrar em concordata – no Brasil está em franca recuperação. Em vez de dar ajuda financeira,como fazem os EUA e a Europa, o governo reduziu impostos, que aumentou as vendas. Tomem nota, em fevereiro, anualizado, o financiamento de carros no Brasil chegou a R$ 144,7 bilhões, uma alta de 23,5%. Lá fora, eles afundam; aqui, a indústria automobilística cresce.
IMÓVEIS TAMBÉM
Outro exemplo. Em decorrência, principalmente, da redução de impostos e outras medidas de financiamento, a construção civil dá indícios de começar a voltar à normalidade, após meses de forte retração. O preço dos materiais de construção caíram mais de 30%, beneficiando, principalmente, as moradias para as famílias de baixa renda. Aqui, o movimento de vendas é intenso e as grandes construtoras voltam-se para atendê-las.
É uma reação mais lenta, pois implica valor e prazo de endividamento maiores, mas o simples fato de as prestações agora caírem, em vez de aumentar, é um grande incentivo para os que buscam realizar o sonho até agora impossível da casa própria. É economia associada ao que poderíamos chamar de justiça social.
USADOS, UMA FESTA
A de venda de Imóveis usados, então, foi uma loucura: mais 140,2% em fevereiro, comparado com janeiro! Não é imóvel novo, eu sei, mas, geralmente, quando alguém vende um usado, tende a comprar um novo, dando fôlego ao mercado. E, mesmo que não compre, são recursos que entram na economia, pois quase toda a compra de imóvel está sendo financiadas pelos bancos e pela Caixa, muito agressiva no mercado. É dinheiro que circula.
NÃO É TUDO, MAS…
É o caminho certo. Manter a liquidez no sistema financeiro, irrigar a economia, incentivar a demanda, reduzir impostos e juros, aumentá-los em setores menos importantes, facilitar o credito, ampliar os prazos e adotar medidas agressivas para aumentar a renda. Tudo isso sem medo da inflação e do ajuste fiscal, que deixaram de ser questões prioritárias neste momento, diante da ameaça da recessão que se avulta.
Mas falta muito ainda para evitar uma recessão mais profunda. Não devemos esperar nada do que prometeu o G-20, mas não podemos deixar de ser atingidos pela retração do comércio e pela crise de financiamento externo.É continuar seguindo com muita firmeza no caminho, sem contar muito com o prometido auxílio dos países ricos, que nos jogaram nesta crise e se recusaram, até agora, a aplicar um plano comum para se livrar dela. Ou agimos sozinhos ou eles nos levam juntos montanha abaixo.
A manipulação da crise brasileira
Egídio Serpa
• 13/03/2009
Artigo de Roberto Santiago, deputado federal (PV-SP)
As notícias na imprensa brasileira relacionadas com a crise financeira mundial são pautadas, infelizmente, pelos interesses dos grandes grupos especuladores internos, que sustentam com suas operações em bolsa e negociatas com derivativos os interesses de grandes conglomerados industriais, redes varejistas controladas por famílias e grupos que monopolizam aprodução e distribuição de cimento, aço e celulose. Quando a gente tem esse entendimento dos bastidores das notícias compreende por que se preferiu dar destaque à queda do PIB de 3,6%, nos últimos três meses do ano passado em vez de ressaltar que, apesar dos últimos três meses do ano terem sido muito difíceis, conseguimos acumular em 2008 um crescimento de 5,1% em nossa economia. Um recorde em tempos de crise mundial. Por que interessa a estes manipuladores da opinião pública a má notícia? Na rabeira do pânico, os capitalistas tupiniquins brasileiros se sentem à vontade para correr para as tetas do erário público. Com jornais em mãos, suas lágrimas de crocodilo se justificam, e avançam, sem nenhum constrangimento, para exigir que o governo abra seus cofres. Mas que não lhes imponham nenhuma contrapartida. Nem ousem os técnicos do BNDES, por exemplo, condicionar o crédito à garantia de emprego. A má notícia ajuda a estes empresários a zerar suas contas. Já estava ficando constrangedor terem tido um ano em que ganharam tanto e que dividiram tão pouco com seus colaboradores. A crise, que fazem questão de exagerar, ajuda todo mundo a esquecer que ainda tem alguma grana sobrando em algum canto da Suíça, ou transformada em moeda estrangeira devidamente guardada em algum cofre no Brasil. Depois, ao voltarem para os braços do Estado brasileiro que sempre quiseram que fosse mínimo, nossos capitalistas, que apostam na privatização do lucro e socialização imediata do prejuízo, tentam transferir para o governo do presidente Lula a culpa pela atual crise. Tentam, a todo custo, esconder o fato de que os investimentos sociais do atual governo foram responsáveis para a geração e sustentação do nosso mercado interno, que salvará, sim, muitos destes empresários da falência. Evitam reconhecer que, com o reajuste real de 45% do salário mínimo, elevando o mínimo para valores superiores a duzentos dólares, o governo do presidente Lula conseguiu sustentar o mercado interno e transformar cidadãos que eram considerados de segunda classe em consumidores ativos e altivos. Mas toda crise nos premia com o benefício de reconhecer e reavaliar os nossos parceiros. O que estamos descobrindo é que os arautos que manipulam a crise são os aliados dos grandes especuladores. São cúmplices dos megainvestidores internacionais que forjaram e sustentaram a atual crise mundial. Tentam, agora, manipular a opinião pública para aterrorizar os cidadãos para distrair nossa atenção enquanto tentam enfiar a mão nos cofres públicos.
Não vai dar certo. Desta vez, o Brasil é outro. Com uma população mais consciente de sua força e muito mais cidadã. Que se recusa a se deixar manipular pelos mesmos de sempre, que há 500 anos se especializaram em assaltar em causa própria os cofres públicos.

Pedidos de falência caem 2,5% no 1º trimestre do ano
Investnews

Quinta, 9 de abril de 2009
Nos três primeiros meses de 2009, o número de pedidos de falências foi de 505 pedidos, o que representa uma queda de 2,5% em relação aos 518 requerimentos somados no mesmo período do ano anterior. As informações são do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, divulgado nesta quinta-feira.
Ainda segundo o levantamento da Serasa, as falências decretadas, no acumulado de janeiro a março deste ano, apresentaram 200 eventos. Em 2008, no mesmo acumulado, foram analisados 254 decretos.
Quanto às recuperações judiciais requeridas, houve, no primeiro trimestre de 2009, 211 registros, volume bem acima dos 64 obtidos nos três primeiros meses de 2008. Já as recuperações judiciais deferidas, somaram 128 eventos no acumulado de janeiro a março deste ano, contra 43 deferimentos verificados em igual período do ano anterior.
As recuperações judiciais concedidas, por sua vez, tiveram 21 registros nos três primeiros meses de 2009, ao passo que no acumulado de janeiro a março de 2008, houve apenas 1 concessão de recuperação judicial.
Houve, ainda, 3 pedidos de recuperação extrajudicial no primeiro trimestre de 2009, e 1 pedido nos três primeiros meses do ano anterior. Por fim, no acumulado de janeiro a março de 2009, houve 3 recuperações judiciais homologadas, enquanto no primeiro trimestre de 2008, nenhuma homologação foi verificada.
Entidade projeta crescimento da construção civil
Agência Brasil
Quarta, 8 de abril de 2009
A construção civil deve crescer de 4% a 5% esse ano em resposta à medida do governo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de materiais de construção e ao pacote habitacional, que tem como meta a construção de 1 milhão de moradias.
A projeção foi feita pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn David Fox, depois de encontro de empresários do setor com a equipe do governo, no Ministério Fazenda.
Ele disse que houve “alguma inconsistência” entre a lista anunciada com os nomes de produtos com o IPI menor e a lista publicada no Diário Oficial da União.
Segundo ele, a relação original tinha, entre os itens, cadeados, revestimento cerâmico e material elétrico, que não constam da relação publicada no jornal oficial.
Mas, além desses produtos, de acordo com ele, “temos outros produtos que, por uma questão de isonomia, também deveriam ser considerados, tais como cobertura ondulada, pisos laminados, vernizes, vidros, dentre outros. É uma lista bastante grande”, disse Fox.
“Fizemos a reivindicação e o ministro da Fazenda deve anunciar amanhã uma lista adicional contemplando outros produtos.” De acordo com o presidente da Abramat, as lojas de varejo de material de construção “querem aproveitar o momento, mesmo com estoques de preços antigos, passa reativar o setor”.

abril 11, 2009

Números da crise ( 8 )

Filed under: Brasil, China, crise econômica mundial, Economia, números da crise — Humberto @ 7:21 am
Executivo prevê que Brasil e China “puxarão” os emergentes
DCI
Qui, 09 de Abril de 2009
Mohamed El-Erian, principal executivo da Pacific Investment Management Co. (Pimco), disse que os países emergentes que estão registrando superávits e estão dispostos a lançar planos de incentivo fiscal “enormes” são os que têm a maior capacidade de se recuperar da recessão mundial.
“China e Brasil são dois dos que estão encabeçando esse processo”, disse El-Erian, na sede da Pimco em Newport Beach, no estado norte-americano da Califórnia, em entrevista à Bloomberg Radio, concedida na última quinta-feira. “O fundamental para um investidor em mercados emergentes é fazer diferenciação. Esta não é hora de tratar a categoria de ativos como homogênea.”
A Pimco, a maior gestora mundial de fundos de bônus, com cerca de US$ 747 bilhões em ativos, prevê que os índices mundiais de crescimento se desacelerarão em relação aos níveis históricos, uma vez que as contas dos consumidores e os balanços corporativos encolhem e se reduz a ênfase em tomar empréstimos para aumentar os retornos. As economias ocidentais, como a dos EUA, vão se recuperar mais devagar devido aos custos da revitalização do crescimento e da adoção de nova regulamentação para o sistema financeiro, disse El-Erian.
“A gente quer investir em países que têm uma situação de credor, que estão administrando superávits e têm enorme espaço para incentivos fiscais”, disse El-Erian, que também atua como co-diretor de investimentos ao lado do fundador da Pimco, William Gross. “Esses são os países que vão se levantar mais depressa e esses são os paises em que os preços dos ativos terão desempenho superior à média.”
El-Erian, 50, trabalhou 14 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), chegando ao cargo de vice-diretor. Ele ingressou na Salomon Smith Barney como diretor executivo, em Londres, em 1997, antes de entrar na Pimco, dois anos depois.
A reunião de cúpula do G-20, da semana passada, ficará aquém das expectativas em termos de resultados devido à falta de liderança, disse ele. “Todos acham que têm uma estratégia hegemônica, mas, se não cooperarem, o resultado ficará abaixo do esperado”, disse El-Erian.

Recuperação de emergentes é mais ágil
09/04/2009

Gazeta Mercantil
9 de Abril de 2009 - Mohamed El-Erian, principal executivo da Pacific Investment Management (Pimco), disse que os países emergentes que estão registrando superávits e estão dispostos a lançar planos de incentivo fiscal “enormes” são os que têm a maior capacidade de se recuperar da recessão mundial.
“China e Brasil são dois dos que estão encabeçando esse processo”, disse El-Erian na sede da Pimco em Newport Beach, na Califórnia, em entrevista à Bloomberg Radio. “O fundamental, para um investidor em mercados emergentes, é fazer diferenciação. Esta não é hora de tratar a categoria de ativos como homogênea.”
Índices globais
A Pimco, a maior gestora mundial de fundos de bônus, com cerca de US$ 747 bilhões em ativos, prevê que os índices mundiais de crescimento se desacelerarão em relação aos níveis históricos, uma vez que as contas dos consumidores e os balanços corporativos encolhem e se reduz a ênfase em tomar empréstimos para aumentar os retornos. As economias ocidentais como a dos EUA vão se recuperar mais devagar devido aos custos da revitalização do crescimento e da adoção de nova regulamentação para o sistema financeiro, disse El-Erian.
Onde investir
“A gente quer investir em países que têm uma situação de credor, que estão administrando superávits e têm enorme espaço para incentivos fiscais”, disse El-Erian, que também atua como co-diretor de investimentos ao lado do fundador da Pimco, William Gross. “Esses são os países que vão se levantar mais depressa e esses são os países em que os preços dos ativos terão desempenho superior à média.”
Expectativa pelo G20
El-Erian, 50, trabalhou 14 anos no Fundo Monetário Internacional (FMI), chegando ao cargo de vice-diretor. Ele ingressou na Salomon Smith Barney como diretor executivo em Londres em 1997 antes de entrar na Pimco, dois anos depois.
A reunião de cúpula do G-20, da semana passada, ficará aquém das expectativas em termos de resultados devido à falta de liderança, disse ele.
“Estados Unidos, Europa e mercados emergentes acham que têm uma estratégia hegemônica, mas, se não cooperarem, o resultado ficará abaixo do esperado”, disse El-Erian. “Precisamos de liderança.”
(Gazeta Mercantil/Caderno A – Pág. 15)
(Thomas R. Keene e Daniel Kruger Bloomberg News)

“O mundo aposta no Brasil”
No ano passado, a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha recebeu cinco mil consultas de empresas alemãs interessadas em investir no mercado brasileiro. Nos três primeiros meses de 2009, foram duas mil sondagens. A continuar nesse ritmo, o número de negócios fechados deve disparar. A explicação está na economia mundial. Segundo o presidente da entidade, Weber Porto, o Brasil se tornou uma saída viável para a crise. Weber conversou com o repórter Hugo Cilo.
Não parece contraditório o interesse pelo Brasil crescer neste momento de crise?

Não. Hoje o Brasil é reconhecido como um local seguro para investimentos. Isso faz do País uma saída para a crise. Diante da aversão maior ao risco, economias mais maduras como a brasileira são destino certo de investimentos.
As empresas alemãs apostam no Brasil?
As montadoras mantiveram os planos porque miram o longo prazo. A Bayer desembolsou recentemente R$ 140 milhões apenas em projetos de modernização. A Thyssen, do setor de mineração, vai investir a partir deste ano cerca de 4,5 bilhões de euros. Ou seja, os investimentos continuam em alta.
Já existem negócios concretos?
Fomos consultados por três empresas como a Cartier, a Louis Vuitton e a H.Stern.
Quais são os setores mais atraentes para os alemães? Existem muitos. Mas agricultura, mineração e energia receberão os maiores volumes de investimentos. ( IstoÉ Dinheiro, edição 601 )

abril 7, 2009

Números da crise ( 7 )

Filed under: crise importada, economia brasileira, números da crise — Humberto @ 10:39 pm
Venda de veículos tem melhor março da história
São Paulo – As vendas de veículos novos somaram 271.393 unidades em março, o que representa um crescimento de 16,89% em relação ao mesmo período do ano passado e de 36,10%, na comparação com fevereiro deste ano, segundo a Federação Nacional das Distribuidoras de Veículos Automotores (Fenabrave). Os números referem-se à comercialização de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus e mostram que foi o melhor março do setor. Considerando também motos e implementos rodoviários, o número total de unidades novas vendidas no mês passado foi de 418.435, o equivalente a um crescimento de 6,78% ante igual mês de 2008. Na comparação com fevereiro, a expansão é de 34,05%. Segundo a Fenabrave, foram comercializados 214.130 automóveis no mês passado – alta de 17,31% ante março de 2008 e de 37,72% ante fevereiro – e 46.829 comerciais leves – expansão de 22,11% em relação a março de 2008 e de 30,58% ante o mês anterior. As vendas de caminhões totalizaram 8.643 unidades, o que corresponde a uma queda de 9,83% ante março de 2008, mas um avanço de 33,54% ante fevereiro. A Fenabrave informou ainda que foram comercializados 1.791 ônibus em março, com expansão de 4,86% ante mesmo mês de 2008 e de 12,85% em relação a fevereiro. No acumulado do ano, que coincide com o primeiro trimestre de 2009, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus somaram 668.319 unidades, com alta de 3,13% ante igual período do ano passado, mas considerando também a comercialização de motos e implementos rodoviários, o número total de unidades vendidas chega a 1.058 083 unidades, uma queda de 4,43% ante os três primeiros meses de 2008. Ranking – A Volkswagen foi a líder em vendas de automóveis no mercado nacional em março. A Fiat é a segunda colocada no ranking, com uma fatia de 25,27%. A General Motors aparece em terceiro lugar, com uma participação de 19,28% nas vendas do segmento em março, seguida por Ford (9,81%), Honda (4,60%), Renault (3,64%) e Peugeot (3,49%).
Perspectivas – O presidente Fenabrave, Sérgio Reze, não espera manutenção do nível de vendas registrado em março, de 260 mil unidades, para os próximos três meses em que o setor contará com a redução do IPI. “Acredito que tenhamos um novo patamar, entre 200 mil a 210 mil unidades por mês, inferior ao que acontecia no ano passado até setembro, mas que atende às necessidades do setor”, disse. Para Reze, os números de março “foram turbinados” pela expectativa de fim da redução do IPI e pelas promoções das montadoras. De acordo com o presidente da Fenabrave, caso o governo não tivesse prorrogado o benefício até o final do primeiro semestre, as vendas poderiam cair a 150 mil unidades por mês. A previsão da Fenabrave para 2009 é de comercialização de 2.783 466 unidades, o que representaria um avanço de 4,2% em relação a 2008. “Mesmo se repetirmos o número de 2008 ou até mesmo tivermos uma pequena perda, essa já será uma grande vitória para o setor”, afirmou. Reze disse não acreditar que o governo manterá a redução do IPI até o final do ano, pois entende que o governo não pode abrir mão dessa arrecadação.
AE 6/4/2009
Reversão da crise externa beneficia o Brasil
Rio de Janeiro – As medidas anunciadas pelo G20 beneficiam o Brasil, na medida em que contribuem para atenuar a crise ou, pelo menos, para iniciar o seu processo de reversão. A avaliação é do professor José César Castanhar, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape) da FGV. Segundo Castanhar, o Brasil foi fortemente afetado pela crise nos últimos seis meses, embora em menor intensidade do que outros países. “Se essas iniciativas aplainarem o caminho para contornar a crise, o Brasil será beneficiado dessa forma”. Também no longo prazo, o Brasil e os demais países em desenvolvimento poderão sentir os efeitos positivos das medidas. A reunião do G20 consagrou a participação brasileira num dos mais importantes fóruns de discussão sobre as relações econômicas e a organização política e econômica mundial, afirmou Castanhar. “O Brasil está incluído nesse grupo com certo destaque”, disse. O professor analisou que as medidas propostas podem possibilitar uma aceleração do crescimento e uma estabilidade da economia por um período mais longo. “E, de certa forma, elas poderão abrir um espaço maior para os países emergentes. O Brasil se beneficiaria também por esse aspecto”, afirmou.
ABr 6/4/2009
Micro e pequenos empresários estão confiantes
Sex, 03 Abr
Os micro e pequenos empresários estão otimistas em relação ao desempenho da economia em 2009 e preveem um ano melhor do que o 2008, mesmo com a crise financeira. A avaliação consta de sondagem divulgada ontem pelo Sebrae. Segundo a pesquisa, 62% dos entrevistados esperam vender e faturar mais em 2009.
A grande maioria dos empresários ouvidos, 79%, têm perspectiva de que seus negócios terão bons ou muito bons resultados neste ano. Mais da metade, 56%, pretendem manter o quadro de funcionários e 35% disseram que querem aumentar as contratações. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Saindo do fundo do poço
Os próximos três meses serão decisivos para a economia brasileira.Diante de diversos sinais de retomada de fôlego – embora todos ainda abaixo do excelente ano de 2008 – boa parte do governo e do setor produtivo acredita que a atividade dará sinais ainda mais claros de recuperação entre abril e junho, deixando o pior da turbulência para trás e evitando a estagnação em 2009. O trabalho, porém, não será fácil, o que leva muitos agentes a acreditar que a recuperação definitiva virá apenas no segundo semestre, já que ainda existem obstáculos importantes puxando a atividade para baixo.
Em comum, essas correntes têm a convicção de que é possível ao Brasil fechar o ano crescendo 2%, impulsionado pelos estímulos do governo.
- O segundo trimestre vai marcar o tom do que vai acontecer neste ano.
Já há alguma recomposição, como no crédito, mas as dificuldades permanecem grandes – afirmou o gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, referindo-se, por exemplo, à confiança do empresariado ainda em níveis baixos, aos 47,4 pontos em janeiro, o menor em dez anos.
A expectativa dele é de que haja recuperação “muito pequena” neste mês, o que pode antecipar o retorno dos investimentos, que têm sido adiados, e não cancelados. Esse adiamento é um dos principais argumentos dos mais otimistas, como o governo federal, para acreditar na retomada da economia.
Desde a divulgação de que a economia havia parado bruscamente no fim de 2008, na Esplanada dos Ministérios e no Palácio do Planalto há um discurso único de que abril marca o início do fim da crise no Brasil.
O primeiro setor citado para sustentar o discurso é o automobilístico.
Carregado pela mão do governo, que isentou por seis meses o IPI de carros populares, foi um dos primeiros a reagir e registrou este ano seu melhor primeiro trimestre da história do setor. Somente em março foram vendidas 271,3 mil unidades, alta de 36,1% frente a fevereiro. O presidente da federação dos distribuidores (Fenabrave), Sérgio Reze, disse que os estoques se normalizaram no período. As encomendas devem voltar agora, garantindo a expansão das montadoras: – Para a economia como um todo, a crise não acabou e nem está perto do fim. Mas não existe mais aquela visão de que o mundo vai acabar.
Para o comércio varejista, a sensação é também de que o pior pode já ter passado.
O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, diz que os lojistas devem refazer seus estoques, após as liquidações estendidas até março, que os ajudaram a levantar capital de giro diante da falta de crédito. Mesmo assim, o crescimento de 9% em 2008 ficará entre 2% e 3,5% este ano.
Um dos segmentos mais otimistas é o de supermercados. O presidente da associação do setor (Abras), Sussumo Honda, estima alta de 2,5% do faturamento, que se expandiu 9% em 2008. Os alimentos são gêneros essenciais – cujas marcas podem ser trocadas para evitar corte – e pouco dependentes do crédito.
- Todo mundo precisa comer.
Na indústria elétrica e eletrônica, a queda de vendas do início do ano foi estancada. De acordo com Humberto Barbato, presidente da Abinee (entidade que representa o setor), no mês passado 55% das empresas disseram que as encomendas estavam menores do que um ano antes. Em fevereiro, o percentual era de 70%.
- A recuperação está vindo, mas ela só vai se firmar mesmo quando a confiança do consumidor melhorar.
Para quem fabrica bens duráveis, isso é vital – afirmou ele.
Importação de máquinas cresceu
Embalado pelas boas perspectivas para o setor da construção civil, com o pacote do governo de R$ 34 bilhões, o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna, está otimista porque o abalo global não afetou o consumo das construtoras em areia, saibro e brita.
Além do mercado interno aquecido, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ajudaram a manter as vendas. E já há sinais de recuperação das exportações: – É um quadro adverso, mas parou de piorar.Em março, o volume vendido ao exterior superou as 22 milhões de toneladas, próximo ao patamar negociado nos meses que antecederam a crise – disse Penna, lembrando que ainda é cedo para prever o resultado de 2009, pois o comércio exterior é muito volátil.
De forma geral, a balança comercial ainda não deu mostras de reação. Mas há luz no fim do túnel. Em março, a média diária de exportações foi de US$ 536,8 milhões contra US$ 532,6 milhões do mês anterior. Além disso, no mês passado, as importações de máquinas e equipamentos (indicadores de investimentos) cresceram 2,5% sobre um ano antes.
Fonte: O Globo/RJ, 06.04.09
Impacto pode ser maior do que o da redução feita em 2006
01/04/2009
Executivos do setor da construção acreditam que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais deverá elevar mais as vendas hoje do que em 2006, quando houve a primeira desoneração, que vigora até o momento. Eles acreditam que por conta da crise há uma demanda reprimida maior que no passado. “Enquanto dois terços dos consumidores dizem que precisam reformar suas casas, apenas um terço diz que vai reformar. É esse espaço que temos para crescer”, diz Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), citando recente pesquisa realizada a pedido da entidade. Outro fator que diferencia o momento atual é que a desoneração vem após o anúncio pelo governo na semana passada do pacote de investimento de R$ 34 bilhões para a construção de um milhão de casas. “A redução do IPI complementa incentivos recentes ao setor”, diz Conz. A redução de IPI para 51 materiais de construção em 2006 não gerou aumento de vendas relevantes para serem lembrados pelos comerciantes, nem garantiu a queda efetiva dos preços no varejo, como verificado na época nos valores coletados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusconSP). Dessa vez, o varejo acredita que o efeito será distinto. “O mercado está mais difícil, mas ao mesmo tempo ele é maior que em 2006, com um potencial maior de crescimento”, diz Marcelo Roffe, diretor de marketing da Telhanorte. “O consumidor está mais receoso com a crise financeira e a redução do imposto deve encorajar as compras”, diz Cláudio Fortuna, diretor de marketing da Dicico. A competição, por sua vez, tende a ser mais forte num ambiente de baixa demanda, o que pode contribuir para derrubar os preços. “Como a cadeia da construção é grande, com intermediários entre a fábrica e o varejista, o desconto do imposto pode se perder no caminho, mas a demanda mais fraca deve favorecer a competição e o repasse mais completo da desoneração”, diz Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A Anamaco calcula que uma redução de 5% do IPI pode baixar o preço na loja em 8%, considerando que outros custos dos varejistas e a margem de lucro, são calculados sobre o IPI. A redução do imposto começa a valer a partir de 1º de abril para a indústria. No varejo, o repasse deve levar mais de um mês. O baixo volume de estoque do comércio – por conta do receio da crise e da expectativa da desoneração desde janeiro -, porém, pode acelerar o processo. Segundo Fortuna, da Dicico, os preços devem ter queda logo como um apelo promocional. “Vamos repassar integralmente a partir do momento que os produtos entrem.” Na Telhanorte, mesmo com estoque, os materiais mais visados devem ser vendidos com o preço futuro. “No primeiro mês já daremos desconto nos principais produtos”, diz Roffe. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) calcula que a redução de 5% do IPI sobre os materiais significa uma economia de R$ 2 mil numa obra de R$ 60 mil. Nas contas do SindusconSP, esse impacto é menor, de 1,2%, ou R$ 720. “Quando se desonera o insumo, o alcance não é tão grande”, diz Eduardo Zaidan, diretor econômico do SindusconSP. Mesmo assim, o impacto é importante para o segmento ecônomico, segundo Cássio Audi, diretor de relações com investidores da construtora Rossi Residencial. “As margens de redução de custo nas habitações de média e baixa renda são muito apertadas, então a desoneração deve trazer uma redução significativa”, diz. O prazo de 3 meses de vigência da desoneração é um ponto de ressalva do setor que deve ser levado ao governo. Segundo Melvyn Fox, presidente da Abramat, como as obras duram em média um ano a um ano e meio, o ideal era que não houvesse o prazo. “Está errado limitar em 90 dias porque a duração das obras ultrapassam isso”, diz.
Fonte: Valor Econômico
Vendas de caminhões reagem em março e trazem otimismo
03/04/2009
O setor de caminhões pode voltar a comemorar. Depois de registrar vendas baixas nos dois primeiros meses do ano, o mês de março já apresentou números muito mais positivos. Com a expectativa de que março seria o último mês para a compra de veículos com preços mais baixos devido à redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), mais consumidores foram às concessionárias. A corrida para as compras fez com que as vendas de veículos automotores – incluindo ônibus e caminhões – superasse no mês de março em quase 17% as vendas obtidas no mesmo mês do ano passado e com isso marcou 271 mil unidades comercializadas no período.
Os dados ainda não estão consolidados, mas além da redução do IPI, a proximidade de colheita da próxima safra de grãos despertou o ânimo no mercado de caminhões já que autônomos e empresas anteciparam compras e deverão ajudar a alavancar os números da recuperação.
A fabricante Mercedes-Benz viu de perto a evolução do mercado no mês passado quando comercializou 2.599 caminhões, anotando crescimento de 30,3% em relação a fevereiro, mês em que a empresa vendeu 1.995 unidades, segundo informações de sua assessoria de imprensa. No entanto, o patamar ainda está longe do atingido em março de 2008.
De acordo com dados da Anfavea (associação das montadoras), a companhia vendeu em março do ano passado, exatamente 3.370 caminhões.
A Iveco também comemora sua recuperação em março. Foram comercializadas 742 unidades durante o mês, uma alta de 18% ante o mês anterior.
Assim como a sua concorrente, as vendas da Iveco também estão abaixo das do mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 862 unidades.
A Scania também não esconde otimismo provocado pelas vendas de caminhões no mês de março, que sozinho superou as vendas dos dois primeiros meses do ano.
Responsável por 15% do volume de vendas, em média, em fevereiro apareceu com 30% de participação. “Nossos caminhões têm a preocupação com qualidade, economia e ergonomia. Isso faz a diferença, porque a relação custo benefício é extraordinária e supera com larga vantagem a concorrência”, diz Eronildo Santos, gerente nacional de vendas de caminhões da Scania, argumentando que o seu caminhão custa pouco mais na aquisição, mas a manutenção é menor e seu preço de revenda chega a ser até 30% maior que um veículo semelhante da concorrência.
O desempenho da economia sinaliza as vendas de modelos. Um exemplo disso é que em 2008, a área de mineração foi a que mais demandou, já neste primeiro trimestre do ano a campeã de vendas tem sido a de grãos.
Fenabrave
O resultado que fechou o primeiro trimestre do ano anima indústria e varejo.
O presidente da Fenabrave (federação que reúne as concessionárias), Sérgio Reze, já afirmou que o problema da indústria automobilística já está praticamente resolvido. A entidade divulga hoje os números oficiais dos emplacamentos de março, ocasião em que a entidade deverá abrir as projeções de vendas para 2009. Já os números da produção – juntamente com as estimativas da indústria automobilística para o restante do ano – serão divulgadas na segunda-feira (6), pela Anfavea.
A expectativa, no entanto, é se o mês de abril continuará apresentando crescimento expressivo superando os resultados do ano passado. Apesar da redução do IPI estar vigente até o dia 30 de junho próximo – fato que teoricamente atrairia mais consumidores para a compra – a corrida para aproveitar o benefício pode ter ficado concentrada no primeiro bimestre do ano e as vendas, no segundo trimestre, podem caminhar em um novo ritmo.”Nós não descartamos a possibilidade do segundo trimestre apresentar números menores que os do primeiro”, afirmou a analista do setor automotivo da Tendências Consultoria, Mariana Oliveira.
Depois de registrar vendas baixas nos dois primeiros meses, os fabricantes de caminhões tiveram em março números muito mais positivos graças à redução do IPI e à safra de grãos.
Fonte: DCI
Construção prevê crescimento de até 20% com redução de IPI
Empresários do setor da construção civil donos de lojas de materiais de construção já estão animados com o anúncio do governo federal de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre 30 produtos desse mercado a partir de hoje até o dia 30 de junho. Alguns falam em um aquecimento nas vendas de até 20%.
A expectativa do segmento é que ocorra o mesmo que vem acontecendo no setor automobilístico desde dezembro do ano passado, quando as alíquotas do IPI foram zeradas para os carros populares e reduzidas para outros modelos, mas em menor proporção, já que o imposto é menor para a construção civil do que era para o mercado de veículos.
Dos 30 itens básicos de construção escolhidos pelo governo para integrar o pacote fiscal, apenas quatro não terão o IPI zerado – a massa de vidraceiro, cujo imposto era de 10% e cairá para 2%, os aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos, para os quais a alíquota de 10% será reduzida pela metade, algumas guarnições, ferragens e artigos semelhantes, que também passarão de 10% para 5% na tributação, e os disjuntores, que terá o IPI alterado de 15% para 10%.
Os demais 26 produtos, que incluem cimento, tintas e vernizes, argamassa, concreto, banheiras, pias, lavatórios, bidês, caixas de descarga, grades e redes de aço, fechaduras e até chuveiro elétrico e assento e tampa para vaso sanitário, terão o imposto zerado pelos próximos três meses. A maioria dos itens (18 do total) tinham alíquota de 5% antes do pacote fiscal.
Na Terra Nova Materiais para Construção, o gerente, Juliano Mota Pereira, diz que a partir de hoje os clientes já vão começar a sentir os efeitos da redução do IPI. Isso porque o saco de cimento de 50 quilos vendido na loja terá o preço reduzido de R$ 22 para R$ 21 imediatamente. Pereira acredita que com o incentivo do governo o aumento das vendas pode chegar a 20% até junho.
Já, para Guido Modelli, sócio-proprietário da Cimenteira Marília, o aumento nas vendas não vai ser suficiente para agitar o setor, já que ele acredita que como as alíquotas já eram pequenas, os repasses ao consumidor serão mínimos.
Para ele, a redução do IPI pode gerar alguma movimentação maior no setor da construção se ocorrer um “efeito psicológico” nas pessoas. Ou seja, sabendo que houve redução de preços, ainda que pequena, elas podem se animar a retormar ou iniciar projetos de obras.
O gerente de vendas da Lajes Tamoyo, em Marília, Rogério Panes de Souza, está mais otimista, mas ainda é cauteloso com relação à porcentagem de crescimento que o setor deve apresentar. Ele diz, porém, que o plano fiscal da União é o ponta-pé que o mercado da construção precisava para entrar em um período de aquecimento.
Fonte: Assessoria de Imprensa, 02/04/2009
Seção: Construção civil
Emprego na construção civil volta ao patamar anterior à crise
07/04/2009
A indústria da construção civil brasileira retomou em fevereiro o nível de emprego observado em junho e julho do ano passado, ou seja, antes do agravamento da crise financeira mundial, segundo pesquisa do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e da FGV Projetos, com base nos dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho. No final de fevereiro, o total de empregados pelo setor no Brasil chegava a 2,103 milhões, acumulando alta de 0,88% no ano e de 10,16% no período de 12 meses. No mês, foram contratados 4.114 trabalhadores com carteira assinada, um aumento de 0,2% em relação ao número de empregados do setor em janeiro. No Estado de São Paulo, o setor contratou 1.625 trabalhadores com carteira assinada em fevereiro (aumento de 0,27% em relação ao número de empregados no setor em janeiro). No final de fevereiro, o total de empregados contratados na construção paulista era de 601,7 mil, o que significa um aumento de 11,5% no período de 12 meses. Houve contratação na maioria das regiões do interior do Estado, com destaque para Santos (mais 486 trabalhadores, alta de 2,14%) e São José dos Campos (mais 992, elevação de 1,91%). Em contrapartida, houve demissões em São José do Rio Preto (menos 99 vagas, queda de 0,6%) e em Santo André (menos 166, declínio de 0,57%). Fonte: Diário ABC
Quero, futuramente, comentar uma notícia publicada em 3 de Abril, na Folha, cujo título é “Crise faz receita tributária cair 1,5% em SP”. Se entendi direito, eles deram um jeito de transformar uma informação positiva para o governo Federal em negativa para o Estadual e, logo, negativa para o Federal. De novo: de “positiva” para o governo federal em negativa para ele. Tenho que terminar de ler, se é que vou mesmo…
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.