ENCALHE

maio 30, 2009

"Economia do Brasil não vai andar de lado", por Delfim Netto

Economia do Brasil não vai andar de lado
29/05/09
Antônio Delfim Netto
Mesmo que a economia mundial “ande de lado” nos próximos anos, como preveem muitos economistas que têm sérias dúvidas sobre a capacidade de recuperação americana, não creio que a economia brasileira esteja condenada a ter níveis de crescimento medíocres no médio ou longo prazo.Estimativas respeitáveis apontam para uma saída lenta da recessão nos países desenvolvidos e a volta da expansão da economia global a partir de 2010 de forma ainda bastante lenta. No Seminário Internacional dos 15 anos da revista Carta Capital, em São Paulo, o professor Nouriel Roubini, da Universidade de Nova York, por exemplo, disse acreditar que o crescimento mundial será muito pequeno nos dois anos a partir de 2010.
Suas estimativas são muito respeitadas. Afinal, ele previu com razoável antecedência a quebradeira dos bancos e das financeiras no curso da especulação das hipotecas americanas. Não tenho motivos para discordar dessas avaliações quanto à economia global.
Vai demorar muito para que o mundo volte a viver uma expansão robusta como a dos últimos 10 anos e isso obviamente conterá a velocidade de crescimento dos países. Quanto ao Brasil, tenho excelentes motivos para acreditar que já no último trimestre deste ano estaremos com a economia em recuperação e em condições de voltar a crescer robustamente (entre 3.5% e 4%) em 2010.
Isso já nos colocará num nível de crescimento acima da expansão mundial no próximo ano, podendo continuar nos anos seguintes sem maiores problemas, na medida em que superarmos as ameaças de crise energética ou de dificuldades de financiamento externo.
Insisto em que isso é uma crença, pois ninguém tem condições de garantir paz, tranquilidade e juízo ao mundo.
O que nos dá segurança é o fato de que o Brasil hoje depende muito menos do exterior para crescer. O País depende, isso sim, de seu mercado interno, que se robusteceu de forma extraordinária nos vinte e um trimestres seguidos de crescimento desde o terceiro trimestre de 2003.
Em que pese a queda do ritmo de expansão a partir de setembro do ano passado, nos dois trimestres seguintes a economia não entrou em recessão e o desemprego foi contido. O potencial de crescimento da economia brasileira não diminuiu por causa da crise. Somos quase 200 milhões de habitantes num mercado de consumo com renda para sustentar um nível de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) importante, sem voltar a depender excessivamente da demanda externa.
Superamos aquela fase em que o Brasil só conseguia crescer durante os ciclos de expansão da economia mundial. Hoje temos a contrapartida de uma indústria altamente diversificada, apta a abastecer um mercado interno que cresceu nos últimos anos graças aos programas de combate à miséria, à redução da pobreza e principalmente ao aumento da renda salarial durante o Governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Sem esquecer a expansão do crédito facilitado, nos anos recentes, que garantiu o aumento do consumo de alimentos e dos bens das indústrias que respondem pela sustentação dos níveis de emprego.

março 7, 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

"Bancos podem ser estatizados nos Estados Unidos", por Jasson de Oliveira Andrade

Os Estados Unidos são defensores da privatização e condenam a estatização. Adotam o livre mercado. Para eles, estatização é socialismo ou mesmo comunismo. Era o que diziam no passado. Com a grave crise econômica, essa posição ideológica está mudando, principalmente com o perigo dos bancos americanos irem à falência. Para evitar que isso ocorra, o governo Obama está socorrendo este setor e outros, podendo ir além, ou seja, estatizar os bancos. Mesmo sendo contra, não tem outra saída.
Os professores Matthew Richardson e Nouriel Roubini, em artigo publicado no The Washington Post e transcrito no Estadão (15/2/2009), disseram: “O sistema bancário dos Estados Unidos está à beira da insolvência e, se não quisermos ficar como o Japão nos anos 90 ou os Estados Unidos nos anos 30, o único meio de salvar os bancos é a estatização. (…) Como economistas defensores do livre mercado, professores de uma escola de administração no coração da capital financeira do mundo, sentimo-nos como se dizendo uma blasfêmia quando propomos que o governo assuma totalmente o controle do sistema bancário. Mas o sistema financeiro dos Estados Unidos chegou a um ponto tão crítico que não há muita escolha”.
A Folha de S. Paulo, edição de 24/2/2009, em manchete de primeira página, noticiou: “EUA querem mais controle sobre bancos – Governo diz a instituições que, se injetar dinheiro, deve exigir ações com direito de voto, o que pode significar estatização”. O economista Paul Krugman, Nobel de Economia, em artigo no New York Times, afirmou que “estatização é o caminho para salvar zumbis da economia”, afirmando ainda: “Há uma chance razoável de que Citigroup e Bank of America percam centenas de bilhões de dólares. São bancos zumbis, incapazes de fornecer o crédito que a economia precisa. Para salvá-los, só o governo fornecerá os fundos necessários. (…) E, se entra com o dinheiro, o governo deveria obter direito de propriedade. Mas estatizar não é antiamericano? Não, é tão americano quanto a torta de maçã”. A revista CartaCapital, edição de 4/3/2009, traz em sua capa: “Banqueiros na pior – Aumenta o consenso pela estatização dos maiores bancos dos Estados Unidos. No Brasil, o sistema resiste”.
Não é somente o sistema bancário americano que foi atingido. O Estadão de 4 de março noticia, em manchete de primeira página: “Venda de carros nos EUA cai pela metade – Queda atinge 53% na GM, e já se fala em “depressão automotiva”. O mesmo jornal, nesta mesma data, traz essa boa notícia: “No Brasil, montadora faz hora extra”, revelando: “Ao contrário dos mercados internacionais, a venda de veículos no Brasil teve pequena recuperação em fevereiro. Assim, as montadoras estão tendo de recorrer a horas extras e suspensão de dispensas temporárias. A Volks, por exemplo, convocou 7 mil funcionários para trabalhar neste sábado [7/3]”.
Como vimos, por enquanto, a situação dos bancos e da automotiva estão relativamente razoável no Brasil, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos e em outros países ricos. Esperamos que continuem assim, não precisando estatizar bancos, o que viria a contrariar a privatização tucana, colocada em prática no governo Fernando Henrique Cardoso. Vamos rezar!
JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu
Março de 2009

outubro 26, 2008

"Socialismo dos ricos?", por MARCIO POCHMANN

Além das ações estatais tomadas diante da crise, é preciso uma revisão ampla e profunda do papel do Estado
TODA CANTILENA neoliberal que ganhou mentes e corações nas últimas duas décadas não chegou ao fim, mas já se encontra profundamente abalada. Primeiro, por sua já comprovada desconexão das promessas enunciadas com os resultados alcançados e, segundo, por sua inconfiabilidade aos ricos justamente nas fases de baixa da economia, como observada na crise financeira atual.
Ao ser recuperado o conjunto norteador das teses neoliberais, constata-se a fé inquebrantável no caminho único da desregulamentação, no alívio tributário para os ricos e no enxugamento do papel do Estado, que foi a maior fonte da contenção do desempenho econômico e do alargamento da pobreza e da desigualdade no mundo. Essa doutrina levada às últimas conseqüências produziu um mundo com enorme desequilíbrio, marcado pelo brutal poder econômico concentrado em poucas hipercorporações transnacionais, em geral superior ao de países e de organismos multilaterais.Associado ao decorrente enfraquecimento da governança global, assistiu-se ao avanço da crença de que os pobres e os destituídos do mundo devessem assumir a culpa por sua condição. Outrora reconhecida por vítima do sistema econômico excludente e demandante de apoio público, a parcela excluída da população viu ruir a base pela qual encontrava propulsão para sua emancipação em face da desconstrução das políticas universais e a ascensão das ações cada vez mais focalizadas aos pobres pelo raquitismo estatal.
A desregulação, a regressividade tributária e o desvirtuamento do compromisso do Estado com ações emancipatórias do conjunto da população não geraram apenas um mundo mais desigual e profundamente injusto. Houve também a desconfiança generalizada de que o homem não mais seria capaz de construir coletivamente uma trajetória superior, dada a ênfase no curto-prazismo das decisões políticas e gerenciais e do individualismo narcisista apoiado na economia do ter, inclusive com a inviabilização da sustentabilidade ambiental do planeta. Tudo isso, é claro, na fase de alta dos negócios, quando só os “neobobos” -como se convencionou à época- ousavam pensar diferente das teses neoliberais.
Quando entra em cena a fase de baixa da economia, os postulados da desregulamentação e da responsabilidade fiscal são rapidamente esquecidos. Os recursos que anteriormente faltavam para combater a pobreza e para potencializar a emancipação dos excluídos aparecem em profusão para salvar os ricos, mesmo com operações de socorro ocorrendo a descoberto. Em nome da solvência das grandes corporações econômicas, desaparece a defesa da auto-regulação das forças do mercado para dar lugar à centralidade do Estado na intervenção de quanto for preciso e onde for necessário.
Justificam-se, evidentemente, as ações estatais tomadas até o momento diante da complexidade da fase de baixa da economia desencadeada pela crise financeira. Mas isso não pode ocorrer desacompanhado da revisão ampla e profunda do papel do Estado. O retorno do Estado ao centro da coordenação econômica concede oportunidade inédita para uma nova regulação que viabilize oportunidade equivalente a todos em torno do bem-estar socioeconômico.
MARCIO POCHMANN é presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
LEIA TAMBÉM
Depois de Berlim, Nova York
Mino Carta
17.10.08
Gostaria que os tempos fossem bem menos propícios para os especuladores do que para os economistas. Convém escolher com cuidado os vilões. Creio que a lista tenha de começar pelos grandes sacerdotes da religião do deus mercado. Está na moda dizer que os economistas falharam sinistramente nas suas análises. Nem todos. Indispensável é reservar um capítulo especial para os jornalistas que no Brasil deitam falação sobre economia no vídeo e nas páginas impressas. Nos últimos anos atingiram um grau de prosopopéia nunca dantes navegado. CartaCapital orgulha-se de veicular nesta edição uma sugestão de Nirlando Beirão na sua seção Estilo: que as senhoras e os senhores acima tirem longas férias. E por que não, digo eu, aposentá-los? Há os vigários e há quem caiu em seu conto. A crise pune os crédulos com ferocidade. Sabemos de antemão que muitos entre os vendedores de fumaça sairão incólumes da monumental enrascada. Como indivíduos, ao menos. E assim caminha a humanidade. Resta o fato, contudo: mais um muro ruiu. O outro muro. Wall em língua inglesa, idioma do império. Quando o Muro de Berlim caiu debaixo das picaretas libertadoras, há 19 anos, proclamou-se o fracasso do chamado socialismo real. Agora cai o wall nova-iorquino e se busca, em desespero, a reestruturação de um Estado forte depois da ola global das privatizações. Quem fracassa no caso? No mínimo, o capitalismo neoliberal. Na queda de Berlim, soçobra a URSS. E na queda de Nova York? O império de Tio Sam, descalço, exibe os pés de argila. Dezenove anos atrás não faltou quem, enquanto esfregava as mãos de puro contentamento, decretasse o fim das ideologias, como se não houvesse mais espaço para as idéias. E agora, que dizer? Que o neoliberalismo foi jogada do acaso, despida do apoio de qualquer idéia? Se for assim, concluiremos que resultou de uma soberba insensatez. O que, de alguma forma, faz algum sentido. O monstro criado virou-se contra os criadores. Talvez não passassem de aprendizes de mágico: conhecem o abracadabra desencadeador, mas não sabem pôr fim à magia desastrada. Falemos do pretenso fim da ideologia. Quem sustenta mostra seus limites. Gostaria de dizer, porém, que antes ainda da idéia vem a ética. É por aí que se abre a chance de sair da selva e escapar às suas leis. É possível o ser ético em um mundo que acentua as desigualdades? Ou aceitar a miséria, a doença, a fome, a degradação humana como coisas da vida? Cada qual faça suas escolhas ideológicas. Para ficar no campo da economia política, que seja marxista, keynesiano, schumpeteriano etc. etc., desde que o propósito não se limite à garantia da liberdade e busque a igualdade sem o temor do anátema dos donos do poder, que o pretenderá subversivo, terrorista, comunista e por aí afora. A liberdade sem igualdade tem valor escasso e limites escancarados. Quando, no caso do endeusamento do mercado, não se torna, automaticamente, fator decisivo da desigualdade. Em detrimento do gênero humano em peso. A lição nunca foi tão atual.

outubro 1, 2008

"FAMILY-PURSE" para eles: 24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less) – texto em inglês, seus monoglotas!!

An Emergency Bailout Plan That Americans Will Love
By Jonathan Tasini
30/09/08 “Working Life” — There is a great economic emergency looming in our country. But, it seems to me that we—or at least our elected leaders—have only looked at one side of the crisis, that of the housing bubble-inspired financial credit crunch. By doing so, we’ve missed the bigger picture and the solutions needed. So, here is one person’s take on the Emergency Economic Bailout package that will heal the economy.
As quick background, let’s consider this:
24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less)
10 percent of all Americans—15 million Americans—earn $6.79 or less
33.3 percent of African American works and 39.3 of Hispanic workers earn poverty wages.
The share of our entire national income hoarded by the top one percent is, as of 2005, 21.8 percent. The last time it was that high was in 1928 (23.9)—just as the Great Depression was about to hit with its full fury.
We accept poverty as a fact of life in this country—partly because workers have not gotten the fair share of their hard work over the past three decades (in Republican and Democratic Administrations). If productivity and wages had kept their historic link (meaning, as workers were more productive, that translated into higher paychecks), the MINIMUM WAGE in the country would be $19.12. Yes, $19.12.
At the recent new minimum wage of $6.55 an hour, if you worked every single day, 40 hours a week, with no vacations, no holidays, no health care and no pension, you would earn the grand sum of $13.624. The POVERTY LEVEL for a family of three is $17,600.
47 million Americans have no health care and tens of millions more have inadequate or costly health care that can bankrupt them.
Since 1978, the number of defined-benefit plans—that means, pensions that give retirees a promised monthly amount—plummeted from 128,041 plans covering some 41 percent of private-sector workers to only 26,000 today. It’s a Dog Food Retirement future for millions of people.
All those numbers above do relate to the more narrow crisis in a very specific way: without being able to rely on their paychecks to survive, a lot of people got sucked into the housing bubble mania as an economic coping mechanism. Home equity credit lines substituted for decent pay, retirement and affordable, quality health care. And we know the rest.
So, here is what I think is a more comprehensive economic rescue plan, all of which should be attached to any new “bailout” proposal:
1. Immediately raise the minimum wage to $10 an hour, with additional increases over the fives years following raising the minimum wage to $20, which will begin to return some justice and return to workers’ sweat of the brow.
2. Pass HR676, Medicare for All legislation to (Rep. John Conyers is the main sponsor of the bill). Aside from the moral issue of covering every single American and making health care a right not a privilege, it would save the economy hundreds of billions of dollars and immediately make American-based companies competitive around the world with companies operating from countries with national health care.
3. Create a national guaranteed universal pension plan, backed by the government, so people can be sure that their retirement years will not be threatened by the wild swings of Wall Street.
4. Repeal the Bush tax cuts now and raise the top two income tax rates to 40% and 45%, add a new 50% income tax bracket for those with taxable income over $1 million, and tax investment income as ordinary income. Frankly, that is pretty modest and should only be the first step in rediscovering a progressive taxation system—but it will still raise several hundred billion dollars this year to finance a variety of public investments. The very people who have enriched themselves in the deregulation orgy of the past couple of decades should pay to repair the country.
5. A couple of years ago, when I was involved in a little political race of my own, I latched on to this idea: a tiny transactions tax on stock sales. It would be so miniscule that the small investors would never feel it, say, 0.25 percent of the sale. It would raise about $150 billion. Wall Street benefits from government protections, not the least of which is a regulatory system (oh, there I go using that “regulation” word, which now seems to be back in vogue) that prevents, in theory, fraud and crazy speculation (ok, so that doesn’t always work out well). Plus, such a tax might also exercise some restraint, perhaps modest, on the wild and crazy big trades made on rumors and the thirst for a quick buck. But, the main point is shared responsibility. You live in this society and, so, you make a contribution. And that contribution is relatively modest and relatively painless.
6. The Employee Free Choice Act. There is no better middle-class jobs program than unionization. Period.
The point of these suggestions is not just moral but common, economic sense. The way to avoid, to some extent, speculation and crazy amounts of debt is to take away the victims that are preyed on by banks, unscrupulous investors and free-market pirates. If a person has a decent income, real health care, a secure retirement and a government that can invest in the country, he or she is less likely to feel the need to latch on to risky investments and get-rich-quick schemes (also known as day-trading).
My guess is the American people would feel pretty good about a deal that included the above. To those, I’d add two specific pieces about the current mess:
First, any investment of money in banks is done on a debt-for-equity swap. No bailouts. As Nouriel Roubini and my friend Dean Baker have both pointed out, there is no justification or economic logic to bailout banks as a solution to the crisis we find ourselves in. Roubini
writes, in arguing that the buying up bad assets is the exception, not the rule, and:
So this rescue plan is a huge and massive bailout of the shareholders and the unsecured creditors of the financial firms ( not just banks but also other non bank financial institutions ); with $700 billion of taxpayer money the pockets of reckless bankers and investors have been made fatter under the fake argument that bailing out Wall Street was necessary to rescue Main Street from a severe recession. Instead, the restoration of the financial health of distressed financial firms could have been achieved with a cheaper and better use of public money.
Second, as I’ve
argued, we should own Freddie Mac and Fannie Mae. We need those two huge institutions to be boring and predictable, not participating in crazy leveraging and speculation. The only we guarantee that is by installing publicly accountable board members who will run the companies for the benefit of homeowners, not profiteers.

"FAMILY-PURSE" para eles: 24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less) – texto em inglês, seus monoglotas!!

An Emergency Bailout Plan That Americans Will Love
By Jonathan Tasini
30/09/08 “Working Life” — There is a great economic emergency looming in our country. But, it seems to me that we—or at least our elected leaders—have only looked at one side of the crisis, that of the housing bubble-inspired financial credit crunch. By doing so, we’ve missed the bigger picture and the solutions needed. So, here is one person’s take on the Emergency Economic Bailout package that will heal the economy.
As quick background, let’s consider this:
24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less)
10 percent of all Americans—15 million Americans—earn $6.79 or less
33.3 percent of African American works and 39.3 of Hispanic workers earn poverty wages.
The share of our entire national income hoarded by the top one percent is, as of 2005, 21.8 percent. The last time it was that high was in 1928 (23.9)—just as the Great Depression was about to hit with its full fury.
We accept poverty as a fact of life in this country—partly because workers have not gotten the fair share of their hard work over the past three decades (in Republican and Democratic Administrations). If productivity and wages had kept their historic link (meaning, as workers were more productive, that translated into higher paychecks), the MINIMUM WAGE in the country would be $19.12. Yes, $19.12.
At the recent new minimum wage of $6.55 an hour, if you worked every single day, 40 hours a week, with no vacations, no holidays, no health care and no pension, you would earn the grand sum of $13.624. The POVERTY LEVEL for a family of three is $17,600.
47 million Americans have no health care and tens of millions more have inadequate or costly health care that can bankrupt them.
Since 1978, the number of defined-benefit plans—that means, pensions that give retirees a promised monthly amount—plummeted from 128,041 plans covering some 41 percent of private-sector workers to only 26,000 today. It’s a Dog Food Retirement future for millions of people.
All those numbers above do relate to the more narrow crisis in a very specific way: without being able to rely on their paychecks to survive, a lot of people got sucked into the housing bubble mania as an economic coping mechanism. Home equity credit lines substituted for decent pay, retirement and affordable, quality health care. And we know the rest.
So, here is what I think is a more comprehensive economic rescue plan, all of which should be attached to any new “bailout” proposal:
1. Immediately raise the minimum wage to $10 an hour, with additional increases over the fives years following raising the minimum wage to $20, which will begin to return some justice and return to workers’ sweat of the brow.
2. Pass HR676, Medicare for All legislation to (Rep. John Conyers is the main sponsor of the bill). Aside from the moral issue of covering every single American and making health care a right not a privilege, it would save the economy hundreds of billions of dollars and immediately make American-based companies competitive around the world with companies operating from countries with national health care.
3. Create a national guaranteed universal pension plan, backed by the government, so people can be sure that their retirement years will not be threatened by the wild swings of Wall Street.
4. Repeal the Bush tax cuts now and raise the top two income tax rates to 40% and 45%, add a new 50% income tax bracket for those with taxable income over $1 million, and tax investment income as ordinary income. Frankly, that is pretty modest and should only be the first step in rediscovering a progressive taxation system—but it will still raise several hundred billion dollars this year to finance a variety of public investments. The very people who have enriched themselves in the deregulation orgy of the past couple of decades should pay to repair the country.
5. A couple of years ago, when I was involved in a little political race of my own, I latched on to this idea: a tiny transactions tax on stock sales. It would be so miniscule that the small investors would never feel it, say, 0.25 percent of the sale. It would raise about $150 billion. Wall Street benefits from government protections, not the least of which is a regulatory system (oh, there I go using that “regulation” word, which now seems to be back in vogue) that prevents, in theory, fraud and crazy speculation (ok, so that doesn’t always work out well). Plus, such a tax might also exercise some restraint, perhaps modest, on the wild and crazy big trades made on rumors and the thirst for a quick buck. But, the main point is shared responsibility. You live in this society and, so, you make a contribution. And that contribution is relatively modest and relatively painless.
6. The Employee Free Choice Act. There is no better middle-class jobs program than unionization. Period.
The point of these suggestions is not just moral but common, economic sense. The way to avoid, to some extent, speculation and crazy amounts of debt is to take away the victims that are preyed on by banks, unscrupulous investors and free-market pirates. If a person has a decent income, real health care, a secure retirement and a government that can invest in the country, he or she is less likely to feel the need to latch on to risky investments and get-rich-quick schemes (also known as day-trading).
My guess is the American people would feel pretty good about a deal that included the above. To those, I’d add two specific pieces about the current mess:
First, any investment of money in banks is done on a debt-for-equity swap. No bailouts. As Nouriel Roubini and my friend Dean Baker have both pointed out, there is no justification or economic logic to bailout banks as a solution to the crisis we find ourselves in. Roubini
writes, in arguing that the buying up bad assets is the exception, not the rule, and:
So this rescue plan is a huge and massive bailout of the shareholders and the unsecured creditors of the financial firms ( not just banks but also other non bank financial institutions ); with $700 billion of taxpayer money the pockets of reckless bankers and investors have been made fatter under the fake argument that bailing out Wall Street was necessary to rescue Main Street from a severe recession. Instead, the restoration of the financial health of distressed financial firms could have been achieved with a cheaper and better use of public money.
Second, as I’ve
argued, we should own Freddie Mac and Fannie Mae. We need those two huge institutions to be boring and predictable, not participating in crazy leveraging and speculation. The only we guarantee that is by installing publicly accountable board members who will run the companies for the benefit of homeowners, not profiteers.

"FAMILY-PURSE" para eles: 24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less) – texto em inglês, seus monoglotas!!

An Emergency Bailout Plan That Americans Will Love
By Jonathan Tasini
30/09/08 “Working Life” — There is a great economic emergency looming in our country. But, it seems to me that we—or at least our elected leaders—have only looked at one side of the crisis, that of the housing bubble-inspired financial credit crunch. By doing so, we’ve missed the bigger picture and the solutions needed. So, here is one person’s take on the Emergency Economic Bailout package that will heal the economy.
As quick background, let’s consider this:
24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less)
10 percent of all Americans—15 million Americans—earn $6.79 or less
33.3 percent of African American works and 39.3 of Hispanic workers earn poverty wages.
The share of our entire national income hoarded by the top one percent is, as of 2005, 21.8 percent. The last time it was that high was in 1928 (23.9)—just as the Great Depression was about to hit with its full fury.
We accept poverty as a fact of life in this country—partly because workers have not gotten the fair share of their hard work over the past three decades (in Republican and Democratic Administrations). If productivity and wages had kept their historic link (meaning, as workers were more productive, that translated into higher paychecks), the MINIMUM WAGE in the country would be $19.12. Yes, $19.12.
At the recent new minimum wage of $6.55 an hour, if you worked every single day, 40 hours a week, with no vacations, no holidays, no health care and no pension, you would earn the grand sum of $13.624. The POVERTY LEVEL for a family of three is $17,600.
47 million Americans have no health care and tens of millions more have inadequate or costly health care that can bankrupt them.
Since 1978, the number of defined-benefit plans—that means, pensions that give retirees a promised monthly amount—plummeted from 128,041 plans covering some 41 percent of private-sector workers to only 26,000 today. It’s a Dog Food Retirement future for millions of people.
All those numbers above do relate to the more narrow crisis in a very specific way: without being able to rely on their paychecks to survive, a lot of people got sucked into the housing bubble mania as an economic coping mechanism. Home equity credit lines substituted for decent pay, retirement and affordable, quality health care. And we know the rest.
So, here is what I think is a more comprehensive economic rescue plan, all of which should be attached to any new “bailout” proposal:
1. Immediately raise the minimum wage to $10 an hour, with additional increases over the fives years following raising the minimum wage to $20, which will begin to return some justice and return to workers’ sweat of the brow.
2. Pass HR676, Medicare for All legislation to (Rep. John Conyers is the main sponsor of the bill). Aside from the moral issue of covering every single American and making health care a right not a privilege, it would save the economy hundreds of billions of dollars and immediately make American-based companies competitive around the world with companies operating from countries with national health care.
3. Create a national guaranteed universal pension plan, backed by the government, so people can be sure that their retirement years will not be threatened by the wild swings of Wall Street.
4. Repeal the Bush tax cuts now and raise the top two income tax rates to 40% and 45%, add a new 50% income tax bracket for those with taxable income over $1 million, and tax investment income as ordinary income. Frankly, that is pretty modest and should only be the first step in rediscovering a progressive taxation system—but it will still raise several hundred billion dollars this year to finance a variety of public investments. The very people who have enriched themselves in the deregulation orgy of the past couple of decades should pay to repair the country.
5. A couple of years ago, when I was involved in a little political race of my own, I latched on to this idea: a tiny transactions tax on stock sales. It would be so miniscule that the small investors would never feel it, say, 0.25 percent of the sale. It would raise about $150 billion. Wall Street benefits from government protections, not the least of which is a regulatory system (oh, there I go using that “regulation” word, which now seems to be back in vogue) that prevents, in theory, fraud and crazy speculation (ok, so that doesn’t always work out well). Plus, such a tax might also exercise some restraint, perhaps modest, on the wild and crazy big trades made on rumors and the thirst for a quick buck. But, the main point is shared responsibility. You live in this society and, so, you make a contribution. And that contribution is relatively modest and relatively painless.
6. The Employee Free Choice Act. There is no better middle-class jobs program than unionization. Period.
The point of these suggestions is not just moral but common, economic sense. The way to avoid, to some extent, speculation and crazy amounts of debt is to take away the victims that are preyed on by banks, unscrupulous investors and free-market pirates. If a person has a decent income, real health care, a secure retirement and a government that can invest in the country, he or she is less likely to feel the need to latch on to risky investments and get-rich-quick schemes (also known as day-trading).
My guess is the American people would feel pretty good about a deal that included the above. To those, I’d add two specific pieces about the current mess:
First, any investment of money in banks is done on a debt-for-equity swap. No bailouts. As Nouriel Roubini and my friend Dean Baker have both pointed out, there is no justification or economic logic to bailout banks as a solution to the crisis we find ourselves in. Roubini
writes, in arguing that the buying up bad assets is the exception, not the rule, and:
So this rescue plan is a huge and massive bailout of the shareholders and the unsecured creditors of the financial firms ( not just banks but also other non bank financial institutions ); with $700 billion of taxpayer money the pockets of reckless bankers and investors have been made fatter under the fake argument that bailing out Wall Street was necessary to rescue Main Street from a severe recession. Instead, the restoration of the financial health of distressed financial firms could have been achieved with a cheaper and better use of public money.
Second, as I’ve
argued, we should own Freddie Mac and Fannie Mae. We need those two huge institutions to be boring and predictable, not participating in crazy leveraging and speculation. The only we guarantee that is by installing publicly accountable board members who will run the companies for the benefit of homeowners, not profiteers.

"FAMILY-PURSE" para eles: 24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less) – texto em inglês, seus monoglotas!!

An Emergency Bailout Plan That Americans Will Love
By Jonathan Tasini
30/09/08 “Working Life” — There is a great economic emergency looming in our country. But, it seems to me that we—or at least our elected leaders—have only looked at one side of the crisis, that of the housing bubble-inspired financial credit crunch. By doing so, we’ve missed the bigger picture and the solutions needed. So, here is one person’s take on the Emergency Economic Bailout package that will heal the economy.
As quick background, let’s consider this:
24.5 percent of all Americans earn poverty wages ($9.60 or less)
10 percent of all Americans—15 million Americans—earn $6.79 or less
33.3 percent of African American works and 39.3 of Hispanic workers earn poverty wages.
The share of our entire national income hoarded by the top one percent is, as of 2005, 21.8 percent. The last time it was that high was in 1928 (23.9)—just as the Great Depression was about to hit with its full fury.
We accept poverty as a fact of life in this country—partly because workers have not gotten the fair share of their hard work over the past three decades (in Republican and Democratic Administrations). If productivity and wages had kept their historic link (meaning, as workers were more productive, that translated into higher paychecks), the MINIMUM WAGE in the country would be $19.12. Yes, $19.12.
At the recent new minimum wage of $6.55 an hour, if you worked every single day, 40 hours a week, with no vacations, no holidays, no health care and no pension, you would earn the grand sum of $13.624. The POVERTY LEVEL for a family of three is $17,600.
47 million Americans have no health care and tens of millions more have inadequate or costly health care that can bankrupt them.
Since 1978, the number of defined-benefit plans—that means, pensions that give retirees a promised monthly amount—plummeted from 128,041 plans covering some 41 percent of private-sector workers to only 26,000 today. It’s a Dog Food Retirement future for millions of people.
All those numbers above do relate to the more narrow crisis in a very specific way: without being able to rely on their paychecks to survive, a lot of people got sucked into the housing bubble mania as an economic coping mechanism. Home equity credit lines substituted for decent pay, retirement and affordable, quality health care. And we know the rest.
So, here is what I think is a more comprehensive economic rescue plan, all of which should be attached to any new “bailout” proposal:
1. Immediately raise the minimum wage to $10 an hour, with additional increases over the fives years following raising the minimum wage to $20, which will begin to return some justice and return to workers’ sweat of the brow.
2. Pass HR676, Medicare for All legislation to (Rep. John Conyers is the main sponsor of the bill). Aside from the moral issue of covering every single American and making health care a right not a privilege, it would save the economy hundreds of billions of dollars and immediately make American-based companies competitive around the world with companies operating from countries with national health care.
3. Create a national guaranteed universal pension plan, backed by the government, so people can be sure that their retirement years will not be threatened by the wild swings of Wall Street.
4. Repeal the Bush tax cuts now and raise the top two income tax rates to 40% and 45%, add a new 50% income tax bracket for those with taxable income over $1 million, and tax investment income as ordinary income. Frankly, that is pretty modest and should only be the first step in rediscovering a progressive taxation system—but it will still raise several hundred billion dollars this year to finance a variety of public investments. The very people who have enriched themselves in the deregulation orgy of the past couple of decades should pay to repair the country.
5. A couple of years ago, when I was involved in a little political race of my own, I latched on to this idea: a tiny transactions tax on stock sales. It would be so miniscule that the small investors would never feel it, say, 0.25 percent of the sale. It would raise about $150 billion. Wall Street benefits from government protections, not the least of which is a regulatory system (oh, there I go using that “regulation” word, which now seems to be back in vogue) that prevents, in theory, fraud and crazy speculation (ok, so that doesn’t always work out well). Plus, such a tax might also exercise some restraint, perhaps modest, on the wild and crazy big trades made on rumors and the thirst for a quick buck. But, the main point is shared responsibility. You live in this society and, so, you make a contribution. And that contribution is relatively modest and relatively painless.
6. The Employee Free Choice Act. There is no better middle-class jobs program than unionization. Period.
The point of these suggestions is not just moral but common, economic sense. The way to avoid, to some extent, speculation and crazy amounts of debt is to take away the victims that are preyed on by banks, unscrupulous investors and free-market pirates. If a person has a decent income, real health care, a secure retirement and a government that can invest in the country, he or she is less likely to feel the need to latch on to risky investments and get-rich-quick schemes (also known as day-trading).
My guess is the American people would feel pretty good about a deal that included the above. To those, I’d add two specific pieces about the current mess:
First, any investment of money in banks is done on a debt-for-equity swap. No bailouts. As Nouriel Roubini and my friend Dean Baker have both pointed out, there is no justification or economic logic to bailout banks as a solution to the crisis we find ourselves in. Roubini
writes, in arguing that the buying up bad assets is the exception, not the rule, and:
So this rescue plan is a huge and massive bailout of the shareholders and the unsecured creditors of the financial firms ( not just banks but also other non bank financial institutions ); with $700 billion of taxpayer money the pockets of reckless bankers and investors have been made fatter under the fake argument that bailing out Wall Street was necessary to rescue Main Street from a severe recession. Instead, the restoration of the financial health of distressed financial firms could have been achieved with a cheaper and better use of public money.
Second, as I’ve
argued, we should own Freddie Mac and Fannie Mae. We need those two huge institutions to be boring and predictable, not participating in crazy leveraging and speculation. The only we guarantee that is by installing publicly accountable board members who will run the companies for the benefit of homeowners, not profiteers.
Posts mais antigos »

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.