ENCALHE

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

novembro 2, 2008

Eu tenho medo e corro riscos ao voar de helicoptero em São Paulo, por isso, eu vou de busão…

Privado se apoderando do público. Predadores.
Querem saber o que penso sobre helicópteros e seus passageiros? Tá aqui: http://humbertocapellari.wordpress.com/2007/11/05/o-brasil-tem-mais-a-ganhar-com-acidentes-de-helicopteros-do-que-com-os-de-aviao-pergunte-me-como/
Agora, caso você fique sensibilizado com os problemas da minoria ínfima de paulistanos que se utilizam desse tipo de transporte, enxugue as lágrimas, tome um pouco de água com açúcar, e leia o texto a seguir:
70% dos helipontos de SP não têm alvará
Cadastro diz que dos 272 helipontos apenas 81 estão regulamentados.Autódromo terá cerca de 400 operações de pousos e decolagens.
Da Agência Estado
A cidade que bate recordes e mais recordes de operações de helicópteros também coleciona números que mostram a falta de regulação e de fiscalização do setor aéreo. Neste domingo (2), dia de Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, cerca de 400 operações de pousos e decolagens ocorrerão no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, com um total de 800 pessoas transportadas.
Será uma operação de vôo a cada 1 minuto e 20 segundos, quase o tempo que se leva para ler apenas dois parágrafos desta reportagem. Para se ter uma idéia desse enxame de helicópteros sobrevoando a cidade, um dia normal tem “apenas” 200 operações em toda a região metropolitana.
Há também o outro lado da moeda. A fiscalização dos órgãos competentes para atestar a segurança dos passageiros e da população ( !?!?!! ) não tem acompanhado o crescimento anual, de 10%, da frota de helicópteros.
Segundo cadastro da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo, dos 272 helipontos de São Paulo apenas 81 estão regulamentados pela Prefeitura. Outros 52 ainda estão sob análise, mas todos os que não possuem hoje o alvará municipal e estiverem irregulares serão alvo de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) dentro de duas semanas. Os que não se adequarem às legislações municipal e federal poderão até ser fechados.
Há ainda os helipontos “invisíveis” em funcionamento em mansões dentro de áreas estritamente residenciais – como no Morumbi, na Zona Sul -, que também são totalmente irregulares. A Prefeitura e a Anac intensificaram o controle sobre o funcionamento dos helipontos da cidade no início deste ano. Uma das ações levou ao fechamento do heliponto da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que há mais de 30 anos operava sem autorização.
“Somos obrigados por lei a cumprir todas as legislações”, explica um funcionário da Anac ouvido pela reportagem. “Se a Prefeitura nos disser que determinado heliponto está irregular, temos de fechá-lo, mesmo que seja possível fazer adaptações operacionais de emergência”, argumentou.
Equipamentos estratégicos para resolver os problemas de trânsito e segurança dos executivos paulistanos, os helipontos se multiplicaram pela cidade desde o começo da década e viraram item essencial nas vendas de escritórios em condomínios comerciais. Em 2001 eram 109; em 2004, 182.
Em São Paulo existem hoje quase 450 helicópteros, 50% da frota nacional, e pelo menos 350 deles cruzam os céus da capital regularmente. O Plano Diretor de São Paulo, que entrou em vigor em 2002, exigia que a administração municipal apresentasse à Câmara, no prazo de um ano, projeto de lei regulamentando a instalação dos helipontos. Seis anos depois, a Secretaria de Planejamento ainda está elaborando um projeto de lei com esse objetivo.

outubro 21, 2008

"Socorram-me, subi no ônibus em São Paulo!! Assinado:KAFKA"

Antes de tudo, convém informar, aos mais avoados, que a SPTrans [ que acolhe queixas e ( tá bom! ) elogios, além de sugestões sobre o serviço de ônibus na capital paulista ] não atende mais no 156. Se ligar para essa central, digitará as opções oferecidas e, depois, só depois, é que te dirão para contatar o 0800 da companhia. Você já estará desistindo, claro. Será intencional? A propósito: num daqueles milagres que só acontecem de dois em dois anos e, geralmente, em Setembro e Outubro, o 156 tá atendendo legal. Agora, nosso conto maldito do mês:
- SPTrans boa noite, em que posso ajudá-lo?
- É o seguinte: eu gostaria de fazer uma reclamação?
- Do que se trata?
- Bom, deixa eu ver se consigo explicar: na sexta-feira, eu aguardava o ônibus da linha 666P no Ipiranga, sentido Small River, lá pelas 13:50 ( mais ou menos ); o ônibus estava demorando muito; ele veio, a gente embarcou e a viagem começou. A certa altura do trajeto, eu meio que percebi que o veículo ia devagar, só que mais devagar que o recomendável. Parecia que o motorista estava muito tranquilo; alguns passageiros começaram a olhar toda hora no relógio, meio se impacientando. E a gente ia e não chegava.
- Sim…
- Aí, seguiamos pela avenida Ricardo Chafé e, quando estávamos nos aproximando de uma rua que dá acesso à avenida Bosque do Ataúde, um ônibus que faz a mesma linha emparelhou com o nosso…
- Sim…
- E aí a gente fica naquelas: o ônibus já tinha demorado pacas, e quando vem, o motorista guia parecendo que dirige um cágado. Aí não dava para saber direito se o ônibus que nos alcançou saiu logo depois que esse que nós pegamos, ou se nosso motorista enrolou tanto que esse outro carro conseguiu nos alcançar.
- E o senhor quer reclamar da demora, ou da velocidade, ou do quê?
- Calma. É que eu tô repassando o que ocorreu. Eu anotei os números dos dois veículos na memória, que eu não tinha caneta e papel; quando desembarquei e cheguei em meu destino, já anotei para não esquecer; só que eu não encontrava essa anotação, só fui achar hoje, dois dias depois.
- O que eu quero saber é se a empresa fica segurando o busão e depois libera dois em seqüência, ou o quê? E o motorista vinha muito devagar. Aí, quando entramos no Bosque do Ataúde, o outro ficou para trás. Uma mulher no ponto deu sinal para o nosso, e o motorista apontou para trás, com o polegar, tipo “vem um atrás…”; quando chegamos na Traça da Árvore, fomos ultrapassados,voltamos a ficar na frente, aí eu desci e não sei mais o que deu.
- Tá. O senhor tem cadastro na SPTrans?
- Sim, meu nome é Servílio Gentil Lavapés.
- Qual o telefone?
- Deixa eu ver… 63… ah não, mudou o prefixo: é 2345-0000.
- O endereço permanece Rua Doutor Sócrates…?
- … Isso, esse mesmo!
- Qual o prefixo do ônibus do qual deseja fazer a reclamação?
- São dois, né? O que estávamos e o que veio logo a seguir. Para referência…
- Pode falar…
- Então, foi mais ou menos às 13:50 de sexta-feira, no único ponto da rua Pavor, no Ipiranga. O ônibus em que eu estava era o 23225 e o de trás era o 23221.
- Sim, só um minuto, por favor ( … ) só um minuto, por favor ( … ) só mais um minuto, por favor…
- Tá, tudo bem.
- Senhor Servílio, há um problema: em nosso cadastro não consta o veículo de prefixo 23225…
- O quê?! Ixiii… então tenta o outro, o 23221.
- Só mais um minuto ( … ) Senhor Servílio, tem certeza? Com o número 23221 também não consta em nossos cadastros.
- Mas será!? ( olhando as anotações; olhando de novo; e de novo ) Mas tá aqui: 23225…23221… Olha, tenta 22235 e 22231!!
- Só mais um minuto, por favor… ( tempinho ) Sim, senhor, esses dois existem…
- Então eu devo ter me enganado. Acho que alterei as dezenas… Dá para fazer?
- Sinto muito, senhor Servílio, mas não podemos dar continuidade à sua reclamação. Vai constar que o cliente não tem certeza do número.
- Mas, viu, será possível que estes carros estejam circulando, sem registros e coisa e tal?
- Olha senhor, não dá, porque no sistema esse tipo de coisa não pode… as coisas não são assim.
- ( Se irritando ) É, só que diziam a mesma coisa daquela Viação Tiradentes ou sei-lá-qual, toda irregular. Os caras fecham a empresa, e depois abrem outra – os mesmos caras – e voltam a operar. Não é isso?
- Olhe, senhor Servílio, quanto a isso não dá para falar, mas é que é assim mesmo.
- ( Compreensivo ) É cê tem razão… Olha, viu, eu vou tentar me informar melhor e eu ainda volto a ligar, tá bom?
- Sim senhor. Mais alguma coisa?
- Não, obrigado. Por enquanto é só.
- A São Paulo Transportes agradece e tenha uma boa noite.
- Obrigado, igualmente.
Passam se algumas dezenas de minutos ( meia hora, mais ou menos ) , nosso amigo Servílio desencana e, de repente, um busão passa por seu campo de visão. Sim, é o que você imaginou: 23225!!! Rapidamente, o bom Servílio cata o telefone e liga novamente para a SPTrans:
- SPTrans, boa noite em que posso ajudá-lo?
- Olha, vai parecer meio estranho, mas eu liguei há cerca de meia hora praí, e ocorreu o seguinte… ( e conta toda a história, que vocês já sabem )… só que – incrível! – eu ACABEI de ver o carro!! Ele existe!! A moça disse que não, mas eu vi! Acabou de passar na minha frente!
- Senhor, eu não posso falar sobre o que a outra atendente disse, mas o senhor quer refazer a reclamação?
- Sim, OPA! Anota o número do ônibus: 23225!
- Um minuto, por favor…
- Tá.
- Senhor, o número é esse mesmo?
- É. Por quê?
- É que não consta mesmo em nosso cadastro…
- Quê?! Tenta o 23221.
- Mmm… Olha seu Servílio, só um minuto…
( “Mas eu não disse meu nome…!?”, pensa. )
- Olha senhor Servílio…
- Mas eu não disse meu nome!
- Olha, SENHOR, esse número também não existe.
- Mas eu falei para você, eu acabei de ver o busão!
- Sim. Mas o senhor tem a placa?
- Não, eu mal consegui anotar o prefixo. Eu não tinha nem papel, foi de memória. Não dá para achar pelo horário?

Ela solta uma longa explicação sobre a impossibilidade de localizar o veículo pelo roteiro, número da linha e horários. São dados imprecisos e insuficientes, sabe? Com essa capacidade sherlockiana de seguir pistas e informações, a pessoa que desenvolveu esse sistema pode trabalhar na vEJA, no jornalismo investigativo minucioso que, como sabemos, só a vEJA sabe fazer.

- Senhor Servílio, se o senhor tivesse o número da placa…
- Olha, eu não sabia que era necessário puxar isso também. Por quê não dizem: “Não anote o prefixo, que não serve de nada: vejam a placa” , que daí o peão já sabe como proceder?
- É que, com a placa…
- ( cortando ): Olha, eu nem imaginava que ia ter esses problemas, quanto mais andar poraí, com bloco de rascunho e caneta, só para ficar fiscalizando os ônibus. Não é meu papel. E nem ia dar conta, pra falar a verdade.
- Sim, mas é que… Sabe, é capaz dos veículos serem novos, e já liberados pelo Detran. Aí, nós teríamos a placa registrada. Só que a companhia pode ter demorado para mandar o cadastro com o prefixo. Então, nós só teríamos como localizar pela placa.
- Mas é disso que eu tou falando: eu não conheço o sistema de vocês. A empresa de ônibus recebe pelo prefixo cadastrado na SPTrans ou pelo registro no Detran? Porque, se for pela placa, para que, então dar-lhes prefixos que em nada servirão? Não é meio furado? E outra: jamais ouvi falar disso, que o cidadão lesado tem que ficar esperto e observar principalmente o plaqueamento dos ônibus que nos causam transtornos, já que os veículos podem ser novos ( não é muito comum, claro ) e podem não valem seus prefixos decorativos. Não acho que os passageiros saibam disso ( não que eles liguem, claro ). Bom, deixa para lá. Eu vou ficar de olho, pro caso de ver esses carros novamente, daí eu anoto as placas e volto a ligar ( Mentira: acabou desistindo ) , tá bom?
- Mais alguma coisa em que possa ajudá-lo?
- Não, não tem mais nada ( Mentira: ia reclamar também que, nesse mesmo dia, quando ia para seu destino, pegou o busão da linha irônicamente chamada “Paraíso”, o 666T, onde umas 5 pessoas no fundão ouviam música em alto volume, que dava para ouvir lá da frente e muito bem, além de cantarem junto e baterem palmas; Servílio ia argumentar com a atendente que, talvez, o motorista pudesse ter parado ao lado do posto policial que há no trajeto. Afinal, como se cria uma lei, mas não se diz a quem será dado o dever de fazer cumprí-la? Mas desistiu desta queixa, também ), obrigado.
- SPTrans agradece sua ligação, e tenha uma boa noite.
- Obrigado, igualmente.
Servílio olhou para suas anotações dobrou e guardou, que é para o caso de, um dia, se deparar novamente com os ônibus fantasmas que sua imaginação diz existirem. Será que são os consultores irmãos do Kassab aqueles que dão essas idéias para os formuladores do transporte público coletivo paulistano?

agosto 12, 2008

Nossa Happylândia: 3ª Idade e pessoas com necessidades especiais são contemplados com a generosidade de nosso povo!!

A Fonte da Juventude de Nossa Happylândia não é lenda!! É comum avisão, em nossos transportes públicos coletivos ( ônibus, metrô e trens ), de idosos ( e, às vezes, portadores de alguma deficiência física ) viajando em pé, enquanto cocotas iniciantes morenas de cabelo alisado ( e que descerão sem pagar, pela porta da frente ); rapagões bem-nutridos, usando bonés, óculos de camelôs ( na testa !! ) e trajando regatas ou camisetas futebolísticas; e crianças que não pagaram a passagem ( e que deveriam, portanto, viajar no colo dos pais ) viajam ocupando os assentos reservados àqueles.
Desrespeito? Egoísmo? Selvageria? Troglodice?
Ora, claro que não!! Só mesmo os mal-informados pensariam algo asssim.
Os assentos reservados são ocupados por pessoas conscientes e bem-intencionadas, que não se conformam com os ditames totalitários da cartilha do “politicamente correto” que tomaram a sociedade de assalto!
Por isso, nossos Gandhis e Madres Teresas recusam-se a tratar os idosos e deficientes, como se estes fossem coitadinhos, vítimas, doentes, excluídos, refugos indesejáveis. Ou seja, é a práxis solidária e inclusiva. Interação social.
Iguais entre iguais
Um show de cidadania e cuidado com o semelhante. Nada a ver com exclusão, que segrega as pessoas. Contato com as pessoas é muito importante. Todos necessitam disso.
Plenos direitos e deveres
Sim, já que se resolveu o problema da exclusão, e todos são iguais, inclusive perante a lei, privilégios são sistematicamente abolidos. Assim, não há sentido em conceder assentos exclusivos a idosos e doentes, já que estes são, já provamos acima, iguais a todos e, como tal, deverão ser tratados.
Ou vai me dizer que já não basta a altíssima carga tributária que pagamos para bancar os privilégios “dus pulíticus” ( estes, sim, o verdadeiro Mal da sociedade brasileira, composta por cidadãos bonzinhos, amistosos, honestos, confiáveis, instruídos, boa índole, caráter supimpa e nada, nada, nada ordinários ) ?
Qualidades enumeradas pelos próprios cidadãos a quem, em tese, se aplicariam.

agosto 2, 2008

Nossa Happylândia: "Aliança Higienista" deixa cidade asseada e limpa, boa para Investidores. Moradores de rua vão ao MP contra violência policial.

Moradores de rua pedem ao MP apuração contra arbitrariedades
Moradores de rua de São Paulo, por intermédio do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, da União dos Movimentos de Moradia da Grande São Paulo e Interior, e do Movimento Nacional da População de Rua, protocolaram no Ministério Público, nesta segunda-feira (28), representação pedindo a apuração de “atos de arbitrariedade e violência de agentes públicos municipais e estaduais”.

Na representação, os moradores de rua afirmam que agentes municipais, guardas da Guarda Civil Metropolitana e policiais militares têm praticado violência contra eles, “ameaçando, agredindo ou jogando água” sobre as pessoas que dormem nas calçadas e praças. Segundo eles, a situação piorou após o lançamento da chamada “Aliança pelo Centro Histórico”, no dia 30 de junho.
Recebido pelos promotores Milton Theodoro Guimarães Filho, do Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social, e Eduardo Dias de Souza Ferreira, da área de Direitos Humanos do Centro de Apoio Cível e Tutela Coletiva do Ministério Público, (na foto, à esquerda) o grupo formado por dezenas de moradores de rua lançou a carta “Aliança Pela Vida”, pela qual exige o fim dos atos violentos e das ações de remoção da população de rua do centro de São Paulo e pede a abertura de diálogo para a construção de programas sociais que apontem soluções conseqüentes para a população em situação de rua.
Em razão da representação protocolada, o Ministério Público deverá convocar os representantes da Aliança pelo Centro Histórico para uma reunião no próximo dia 14 de agosto, com a presença das lideranças dos moradores de rua, dos catadores de papel e dos vendedores ambulantes, que também estiveram presentes nesta segunda-feira na sede do MP.

NOSSA HAPPYLÂNDIA

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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