ENCALHE

julho 4, 2009

De "como os governos tucanos NÃO APARELHAM o Estado". Um texto do Chicão Dois Passos.

Aí vai um post que eu “furtei” do Blog do Chicão ( um dos meus prediletos, altamente recomendável ). Mostra como os governos do PSDB não aparelham o Estado já que, como bem sabe quem gasta dinheiro com o imprensalão, só os governos do PT fazem isso. Claro que, basta dar uma espiada naqueles “Fatos Relevantes” que os jornais publicam, que você verá – sempre – os mesmos nomes “técnicos” e “capacitados” ocupando os cargos nas Autarquias e empresas subordinadas ao Estado paulista ou à Municipalidade paulistana. Haja vista, para ficar num exemplo, que o antigo presidente do Metrô quando o governo tucano criou o famoso CRATERÃO DA LINHA 4, o sr. Luiz Carlos David, figura entre os membros do “Conselho de Ética” da Artesp, a Agência de Transporte do Estado. Um prêmio pela competência. De quebra, o Chicão ainda mostra o papel que os amigos do alheio, ops, do PSDB desempenham no esforço para impedir a instalação de dezenas de CPIs contra as administrações tucanas no Estado de São Paulo, desde a época do Covas. Consta que os pedidos já passaram de oito dezenas, e devem estar guardados nalgum calabouço escuro e úmido no castelo do Conde Serrof. Como dizem os leitores babacas das seções de cartas dos jornais: do que tanto o Serra, o Alckmin e o FHC têm medo? Alho ( Serra ) ? Diabo ( Geraldo “Opus Dei” Alckmin )? Anonimato ( FHC, aquele que não é e nunca foi “o cara” ) ?
A boquinha do marido da deputada Célia Leão ( PSDB – Campinas ) no governo José Serra
BLOG DO CHICÃO
O senhor José Serra deu uma declaração importante: “Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.
Quem lê o Blog do Chicão sabe que o Serra NÃO é muito amigo da verdade.
Eu poderia escrever sobre milhares de casos de loteamento nos governos do PSDB.
Aqui no estado de São Paulo para um diretor de escola estadual conseguir dinheiro para reformar a escola ele tem que ir atrás de deputados. Pois são eles é que mandam na educação do estado de São Paulo.
Poderia dar o nome de pessoas como Roberto Freire, Roger Ferreira, Iara Prado, Daniel Eduardo Edelmuth… Ops! Este é o marido da deputada estadual Célia Leão, do PSDB de Campinas.
A deputada Célia Leão é considerada por muitos moradores de Campinas como a DAMA DA IMPUNIDADE. Ela ajudou o Alckmin a bloquear dezenas de CPIs para investigar graves indícios de CORRUPÇÃO no governo de SP.
Ela continua dando total apoio ao governo José Serra para impedir apurações (CPIs) de graves indícios de CORRUPÇÃO DO GOVERNO JOSÉ SERRA.
Aqui em São Paulo há fortes indícios, por exemplo, de que vagas de delegados eram VENDIDAS. Vendidas por até 300 mil reais. Há até vídeo gravado da maracutaia tucana.
Esta deputada leal aos governantes tem um marido. Ele se chama Daniel Eduardo Edelmuth. Foi a lealdade da esposa que fez o marido merecer uma BOQUINHA?
O ex-governador Geraldo Alckmin arranjou para ele uma bocona. Afinal, ser diretor do banco Nossa Caixa não é um cargo qualquer.
Nunca saiu uma ÚNICA notícia nos jornais conservadores descrevendo este tipo de aparelhamento da máquina pública pelo PSDB, em São Paulo. Os jornais conservadores fazem questão de ESCONDER este tipo de política dos seus amiguinhos (ainda bem que tem a internet). Procurei no jornal de Campinas, Correio Popular, e não encontrei uma linha sobre este tipo de aparelhamento do PSDB.
O problema maior não é o sujeito ser marido da deputada (que ajuda a sepultar as CPIs em São Paulo). O problema é que a área do banco que ele tomava conta ( tecnologia da informação ) sempre foi de péssima qualidade.
Durante longos anos ele foi diretor do Banco Nossa Caixa ( este banco foi comprado recentemente pelo Banco do Brasil ).
O Alckmin NOMEOU ele como diretor da Nossa Caixa.
E o Serra?
A deputada Célia Leão é considerada por muitos a DAMA DA IMPUNIDADE, seu apoio é muito importante. O Serra ia deixar sem uma boquinha bancana o marido da deputada que AJUDA A EVITAR CPIs que investiguem indícios de corrupção do governo do estado de São Paulo?
Nunca. O Serra é fiel a quem lhe garante apoio para impedir CPIs incômodas e dá apoio parlamentar (mesmo que seja às custas da qualidade do serviço público).
Eu entrei no site do PRODESP (empresa de processsamento de dados do governo de São Paulo) e advinha o nome que encontrei lá?
Conselheiros: Daniel Eduardo Edelmuth ( mais 5 outros).
Isto mesmo! Lá está o marido da deputada Célia Leão. Sujeito competente…
Isto você jamais verá nos jornais conservadores. Aproveite para ler no Blog do Chicão. E aproveite para divulgar esta notícia.
Como você pode observar o senhor José Serra é muito “criterioso” e “verdadeiro” em suas comunicações. Ele é um santo, inclusive é muita maldade de quem associa o seu nome ao escândalo dos sanguessugas.

Leia também:
Nossa Caixa: nova administração, juros menores
Corrupção em SP: NaMaria News um blog investigativo

Serra aparelha SABESP e “encosta” ex-senador tucano do MT como conselheiro

abril 25, 2009

Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!

Pode parecer exagero de minha parte, mas depois daquela história da Nossa Caixa botando anúncio na Primeira Leitura e na Rádio Capital ( ficou por isso mesmo, aparentemente; aliás, estou tentando descolar um tempo para escrever um post que se chamaráprovisoriamente“Moleza mesmo é ser eleitor tucano e leitor do imprensalão”, que tratará do inexplicável conforto destas pessoas quepor exemplo, aqueles leitores habitués das seções de cartas dos jornaissão cheias da razão em suas queixas e críticas ao se tratar do Lula ou da Marta mas não se manifestam sobre as sucessivas denúncias que recaem sobre os tucanos do demo; tais leitores / eleitores enchiam o saco com seus queixumes contra a Marta, mas não consigo imaginar que ela tivesse sido tão ruim, tão ruim, pior que esse Kassab. Juro, não imagino que ela tenha deixado São Paulo tão às moscas, tão inundada, tão sem transporte como nos encontramos hoje; engraçado, estes cidadãos sempre tinham pitacos a dar sobre a condução da cidade; saiu Marta, agora estes especialistas locais transpuseram barreiras, e tornaram-se especialistas sobre macroeconomia, diplomacia, ciencias sociais, geopolítica etc, e agora dispensam pensar e falar sobre assuntos cotidianos. Sua atenção está voltada para o Lula, que não pode dar um passo sem que eles não enxerguem algo ruim. Estas pessoas também evitam comentar sobre as condições do Estado de SP. Corrupção na Secretaria de Segurança, nas polícias? Não é com elas… que nem mais se lembram do PCC. Apagão Educacional Continuado? Bom, aí é só fazer como o Serra e jogar a culpa nos professores. Metrô e Alstom? Pufff, ninharias, eles querem é palpitar sobre o Battisti ou os boxeadores cubanos. Carga tributária? Basta repetir que “o País” tem fúria arrecadatória e desconsiderar a participação do Estado paulista nisso. IPVA, por exemplo, dizem os proprietários de automóveis ( eu não dirijo ) é um escalpo. Fora os pedágios. Enfim, isso é assunto para outra hora. ) toda revista que eu olho eu vejo propaganda do Serra e do governo estadual ( a do “Embrômus da Educação” dá uma bela azia, uma lavagem cerebral mentirosa e dispendiosa ). Se é ilegal ou imoral são outros quinhentos. Mas fico curioso para saber como estas coisas são decididas.
Tem uma revista chamada MSG, e é uma “cria” da ABERJE. O primeiro número foi lançado em Outubro/ 08. Chegou agora ao número 2, também em parceria com a editora LAZULI. Não sei qual é atiragem desta bagaça, mas um dos jornais ( a Folha da Vila Prudente ) do meu bairro alcança uma tiragem maior que 50.000 exemplares/ semana.

A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.

Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!

Pode parecer exagero de minha parte, mas depois daquela história da Nossa Caixa botando anúncio na Primeira Leitura e na Rádio Capital ( ficou por isso mesmo, aparentemente; aliás, estou tentando descolar um tempo para escrever um post que se chamaráprovisoriamente“Moleza mesmo é ser eleitor tucano e leitor do imprensalão”, que tratará do inexplicável conforto destas pessoas quepor exemplo, aqueles leitores habitués das seções de cartas dos jornaissão cheias da razão em suas queixas e críticas ao se tratar do Lula ou da Marta mas não se manifestam sobre as sucessivas denúncias que recaem sobre os tucanos do demo; tais leitores / eleitores enchiam o saco com seus queixumes contra a Marta, mas não consigo imaginar que ela tivesse sido tão ruim, tão ruim, pior que esse Kassab. Juro, não imagino que ela tenha deixado São Paulo tão às moscas, tão inundada, tão sem transporte como nos encontramos hoje; engraçado, estes cidadãos sempre tinham pitacos a dar sobre a condução da cidade; saiu Marta, agora estes especialistas locais transpuseram barreiras, e tornaram-se especialistas sobre macroeconomia, diplomacia, ciencias sociais, geopolítica etc, e agora dispensam pensar e falar sobre assuntos cotidianos. Sua atenção está voltada para o Lula, que não pode dar um passo sem que eles não enxerguem algo ruim. Estas pessoas também evitam comentar sobre as condições do Estado de SP. Corrupção na Secretaria de Segurança, nas polícias? Não é com elas… que nem mais se lembram do PCC. Apagão Educacional Continuado? Bom, aí é só fazer como o Serra e jogar a culpa nos professores. Metrô e Alstom? Pufff, ninharias, eles querem é palpitar sobre o Battisti ou os boxeadores cubanos. Carga tributária? Basta repetir que “o País” tem fúria arrecadatória e desconsiderar a participação do Estado paulista nisso. IPVA, por exemplo, dizem os proprietários de automóveis ( eu não dirijo ) é um escalpo. Fora os pedágios. Enfim, isso é assunto para outra hora. ) toda revista que eu olho eu vejo propaganda do Serra e do governo estadual ( a do “Embrômus da Educação” dá uma bela azia, uma lavagem cerebral mentirosa e dispendiosa ). Se é ilegal ou imoral são outros quinhentos. Mas fico curioso para saber como estas coisas são decididas.
Tem uma revista chamada MSG, e é uma “cria” da ABERJE. O primeiro número foi lançado em Outubro/ 08. Chegou agora ao número 2, também em parceria com a editora LAZULI. Não sei qual é atiragem desta bagaça, mas um dos jornais ( a Folha da Vila Prudente ) do meu bairro alcança uma tiragem maior que 50.000 exemplares/ semana.

A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.

Imprensa Oficial de SP bota anúncio em revista que ninguém lê!

Pode parecer exagero de minha parte, mas depois daquela história da Nossa Caixa botando anúncio na Primeira Leitura e na Rádio Capital ( ficou por isso mesmo, aparentemente; aliás, estou tentando descolar um tempo para escrever um post que se chamaráprovisoriamente“Moleza mesmo é ser eleitor tucano e leitor do imprensalão”, que tratará do inexplicável conforto destas pessoas quepor exemplo, aqueles leitores habitués das seções de cartas dos jornaissão cheias da razão em suas queixas e críticas ao se tratar do Lula ou da Marta mas não se manifestam sobre as sucessivas denúncias que recaem sobre os tucanos do demo; tais leitores / eleitores enchiam o saco com seus queixumes contra a Marta, mas não consigo imaginar que ela tivesse sido tão ruim, tão ruim, pior que esse Kassab. Juro, não imagino que ela tenha deixado São Paulo tão às moscas, tão inundada, tão sem transporte como nos encontramos hoje; engraçado, estes cidadãos sempre tinham pitacos a dar sobre a condução da cidade; saiu Marta, agora estes especialistas locais transpuseram barreiras, e tornaram-se especialistas sobre macroeconomia, diplomacia, ciencias sociais, geopolítica etc, e agora dispensam pensar e falar sobre assuntos cotidianos. Sua atenção está voltada para o Lula, que não pode dar um passo sem que eles não enxerguem algo ruim. Estas pessoas também evitam comentar sobre as condições do Estado de SP. Corrupção na Secretaria de Segurança, nas polícias? Não é com elas… que nem mais se lembram do PCC. Apagão Educacional Continuado? Bom, aí é só fazer como o Serra e jogar a culpa nos professores. Metrô e Alstom? Pufff, ninharias, eles querem é palpitar sobre o Battisti ou os boxeadores cubanos. Carga tributária? Basta repetir que “o País” tem fúria arrecadatória e desconsiderar a participação do Estado paulista nisso. IPVA, por exemplo, dizem os proprietários de automóveis ( eu não dirijo ) é um escalpo. Fora os pedágios. Enfim, isso é assunto para outra hora. ) toda revista que eu olho eu vejo propaganda do Serra e do governo estadual ( a do “Embrômus da Educação” dá uma bela azia, uma lavagem cerebral mentirosa e dispendiosa ). Se é ilegal ou imoral são outros quinhentos. Mas fico curioso para saber como estas coisas são decididas.
Tem uma revista chamada MSG, e é uma “cria” da ABERJE. O primeiro número foi lançado em Outubro/ 08. Chegou agora ao número 2, também em parceria com a editora LAZULI. Não sei qual é atiragem desta bagaça, mas um dos jornais ( a Folha da Vila Prudente ) do meu bairro alcança uma tiragem maior que 50.000 exemplares/ semana.

A peça publicitária, da IMPRENSA OFICIAL DE SÃO PAULO, que você vê acima, aparece na edição 2 da MSG. A agência é a RINO. São duas páginas ( primeira contra-capa + primeira página [ é assim que se diz? ] ). Não sei se foi de graça. Vejam, tem tanta revista com muito mais anos de estrada, maior tiragem, maior número de leitores. Por quê é que justamente esta publicação, ainda no incipiente número 2, conseguiu um anúncio desses? Quem souber, favor, o espaço é vosso.

abril 7, 2009

É denúncia pra todo lado: contratos da Nossa Caixa com propaganda – lembram? – levam 4 ex-diretores do banco às barras da Justiça

As semanas têm sido agitadas: o Skaf queria se lançar ao governo estadual, e caiu em seu colo um torpedo; os dias têm sido agitados para o José Sarney: além de declarar que mandaria investigar as denúncias feitas pelo colega de partido e entusiasta da candidatura Serra, Jarbas Vasconcellos [ de que o PMDB usava arapongas para espioná-lo, Jarbas, por exemplo ], também se vê às voltas com uma série de outras denúncias, envolvendo uma suposta “caixa-preta” no Senado, onde haveria excesso de funcionários, e todos muito bem remunerados [ ainda não me foi possível descobrir se as denúncias sobre o Senado vieram depois de Sarney dizer que investigaria as denúncias de Jarbas, uma vez que, segundo aparece no blog do Luis Nassif, talvez o Jarbas não estivesse muito interessado em ver as denúncias que fez sendo apuradas mesmo, pois talvez não fossem verdadeiras ].
Agora, a antiga denúncia de que a administração Geraldo Alckmin – um também possível postulante à sucessão de José Serra – teria gasto uma puta grana com propaganda da Nossa Caixa [ Lembram? Sendo que os valores foram distribuídos a veículos "amigos", como a extinta Primeira Leitura ( do Reinaldo Azevedo ) e a curiosamente também extinta "Revista de Fato", de Wagner Salustiano ] também volta à tona. É como se o destino tivesse tecido uma linha ligando estes fatos entre si.
Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
FREDERICO VASCONCELOS
da Folha de S.Paulo
A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo moveu ação de improbidade contra quatro ex-diretores da Nossa Caixa, entre os quais dois ex-presidentes do banco, e duas agências de propaganda contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio do banco no governo Geraldo Alckmin (PSDB).
As irregularidades foram reveladas pela Folha numa série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2005.
Segundo a acusação, durante um ano e oito meses, a Nossa Caixa operou sem contrato formal com as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. O Ministério Público também sustenta que as agências prestaram serviços por valores que superam os limites da Lei de Licitações.
A ação, distribuída à 12ª Vara da Fazenda Pública, foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, presidente do banco à época dos fatos; Waldin Rosa de Lima, seu assessor informal; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico e ex-presidente; Jaime de Castro Junior, ex-gerente de marketing do banco, e contra as empresas de propaganda.
O Ministério Público pede que todos façam o ressarcimento de R$ 49,2 milhões, além do pagamento de multa de R$ 98,5 milhões, perdas de eventuais funções públicas e suspensão de direitos políticos.
Denúncia anônima enviada à Promotoria em setembro de 2005 apontava duas suspeitas: a operação sem contrato, e o fato de que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade do banco. A ação trata apenas da primeira suspeita.
Em abril de 2006, o Tribunal de Contas do Estado rejeitou a tese de “erro formal” nos contratos com as agências Full Jazz e Colucci. A tese foi sustentada pelo ex-governador Alckmin, quando os fatos foram publicados pelo jornal.
Em decisão unânime, o TCE julgou que houve “afronta à legalidade e moralidade” nos “ajustes verbais” com as duas agências. Também entendeu que houve “desvio de finalidade” na veiculação de anúncios da Nossa Caixa “em veículos ligados a deputados estaduais”.
De acordo com os promotores Roberto Antonio de Almeida Costa e Sérgio Turra Sobrane, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, os contratos entre o banco e as duas agências de propaganda foram firmados em 15 de março de 2002, pelo prazo de 18 meses, e deveriam ter vigência até 14 de setembro de 2003, mas foram executados até junho de 2005, sem prorrogação formal dos prazos.
Durante a vigência do contrato, as duas agências prestaram serviços em valores 30,88% maiores que o total contratado, o que contraria a Lei de Licitações. Entre setembro de 2003 e junho de 2005, elas prestaram serviços sem cobertura contratual no valor total de R$ 45,5 milhões. A Promotoria pede ainda a anulação dos atos administrativos.
Outro lado
“Não conheço a ação, não farei comentários. Reitero apenas que estou à disposição do Ministério Público para esclarecer os fatos”, diz Valdery Frota de Albuquerque, ex-presidente do banco.
O ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior só deverá se manifestar depois de consultar seu advogado. “Não tive acesso ao processo na fase do inquérito. Tenho absoluta confiança na Justiça”, disse.
A Folha não conseguiu ouvir os ex-diretores Carlos Eduardo da Silva Monteiro e Waldin Rosa de Lima nem os dirigentes das agências. A assessoria de Alckmin não localizou o ex-governador.
Em 2006, Carlos Eduardo Monteiro da Silva afirmou que o Tribunal de Contas do Estado havia confirmado o acerto dos atos de sua gestão.
Na época, o presidente da Colucci & Associados Propaganda Ltda., Oscar Colucci, disse que “a irregularidade foi atribuída [pelo TCE] exclusivamente ao banco Nossa Caixa ou aos respectivos funcionários”. A presidente da Full Jazz, Maria Christina de Carvalho Pinto, afirmou, então, que “em nenhum momento a Full Jazz cometeu algum ato ilegal”.
AH! Como se não bastasse, a ISTOÉ desta semana traz uma matéria bacana, falando sobre a empresa de consultoria [ PRS Consultores ] do Secretário de Educação paulista, Paulo Renato de Souza, que tem como clientes uma empresa que publica livros didáticos. Paulo Renato diz que está se retirando da empresa e transferindo suas ações para sesu três filhos. Ah, agora sim! Vejam:
Conflito na educação
O ex-ministro Paulo Renato vai comandar a Secretaria de Educação de São Paulo. Até então a sua empresa de consultoria prestava serviços a fornecedores de livros didáticos ( IstoÉ, 08.04.09 )

março 10, 2009

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
» Saiba Mais
Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
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Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
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Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
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Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
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Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

PRECATÓRIOS QUE O GOVERNO PAULISTA DEVE E NÃO PAGA SERÃO PAGOS COM O DINHEIRO DA VENDA DA NOSSA CAIXA, DECRETA A JUSTIÇA!!

Justiça bloqueia valor que BB pagará pela Nossa Caixa
Extraído de:
A TARDE On Line
Os pagamentos referentes à aquisição do controle acionário da Nossa Caixa, que seriam feitos hoje pelo Banco do Brasil ao Estado de São Paulo, estão impedidos de acontecer, após a Justiça Federal de São Paulo determinar que o valor deverá ser depositado em juízo. A medida visa garantir eventual pagamento dos precatórios de natureza alimentar do Estado. A decisão foi tomada ontem, pela juíza federal substituta da 20ª Vara Cível Federal, Fernanda Souza Hutzler.
Pela decisão judicial, a administração estadual está prestes a receber da União a quantia de R$ 5,386 bilhões a serem pagos em 18 parcelas mensais de R$ 299,25 milhões, corrigida pela taxa básica de juros (Selic), sendo a primeira prevista para a data de hoje.
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ajuizou ação civil pública solicitando que seja determinado o bloqueio dos pagamentos a serem realizados pelo BB ao governo do Estado, referentes à aquisição do controle acionário do Banco Nossa Caixa. Pede, ainda, que os recursos depositados em conta remunerada à disposição do juízo sejam revertidos, exclusivamente, ao pagamento de precatórios de natureza alimentícia, com sua transferência aos tribunais com jurisdição no Estado de São Paulo na proporção dos créditos alimentares já requeridos e pendentes de pagamento, a serem quitados pelos respectivos presidentes, observada a ordem cronológica de apresentação dos precatórios.
O Conselho da OAB alega que o Estado de São Paulo tem, atualmente, uma dívida consolidada em precatórios judiciais vencidos e não pagos há mais de dez anos, superior a R$ 16 bilhões, sendo R$ 12 bilhões em débitos de natureza alimentícia, o que “distorce o sistema de financiamento criado pela emenda constitucional nº 30/2000″.
De acordo com a decisão houve, de fato, uma “paralisação” da fila de precatórios alimentares não munidos de sanção específica. “Houve, na prática, a inversão do privilégio. De fato, ironicamente os credores alimentícios, em razão do privilégio constitucional de que são titulares, estão sendo preteridos no pagamento, pois as administrações estaduais e municipais, para não sofrerem sequestros, vêm pagando primeiro os precatórios não alimentares”.
Para Fernanda Hutzler, se a fila de precatórios não alimentares atingida pela moratória constitucional está evoluindo, ao passo que a fila dos precatórios alimentares, livres de moratória, está paralisada, “parece razoável concluir que está havendo o preterimento de seu direito de precedência a ensejar o sequestro”.
De acordo com a decisão, não há como se sustentar a tese de que faltam recursos financeiros para honrar os precatórios. “Na verdade, o problema não é de ordem financeira, mas exclusivamente de ordem política”, diz a juíza. Procurada, a Procuradoria Geral do Estado informou que irá aguardar a notificação oficial para se pronunciar sobre o assunto.
» Saiba Mais
Dinheiro da venda da Nossa Caixa será depositado em …
SEM RELAÇÃO COM O FATO, MAS DEVERAS INTERESSANTE:
Saiu na revista IstoÉ Dinheiro, na edição 594, a seguinte e inspiradora reportagem, de fazer os corações dos mais astutos investidores pulular alegremente de louvores e esperança no Mercado: um cidadão ( o investidor Lirio Parisotto ) lucrou 200% com ações da Nossa Caixa!!!! Diz a matéria ( esse é o tom ) que o sr. Lírio está, digamos, “nadando contra a corrente” do pessimismo, aham, corrente, e vai às compras e investimentos, aproveitando a maré de “baixa global”. O prodigioso investidor não se intimida com a horrorosa crise e, como um perfeito garoto-propaganda a mostrar que o sistema funciona perfeitamente ( ou seja, quem está perdendo não manja do riscado ), lucra horrores. Sua pontaria é aperfeiçoada com uma arguta análise da conjuntura política, que lhe capacita prever o imprevisível e antever os passos que as peças darão no tabuleiro. Leiam e vejam a lição de vida – e de empreendedorismo – do homem, neste trecho da matéria que reproduzo:
” ( … ) Quem tem estofo para investir mais de R$ 1 bilhão em empresas administradas por outros sabe que é no fundo do poço onde se encontram os melhores negócios da bolsa de valores. Ações de boas empresas ficam baratas demais e tendem a recuperar o valor ao longo do tempo, com ganhos adicionais para os investidores que compram na hora certa. O problema é que ninguém sabe ao certo quando se chega ao fundo do poço, exceto quando se olha para trás em períodos mais longos. Há sempre o risco de o mercado cair um pouco mais. Quem foge da manada e vence o pessimismo pode se dar muito bem em períodos como o atual. Desde que o Ibovespa atingiu o topo de 73.516 pontos, em 20 de maio de 2008, o pior momento até a semana passada continuava sendo o fatídico 27 de outubro, quando bateu em 29.435 pontos. De lá para cá, o índice que mede as ações mais negociadas na BM&FBovespa subiu 41% até sexta-feira 13 de fevereiro. Esse ganho diminuiu para 31,5% até o dia 20 – ainda assim, um bela alta. Mas não foi só.
Pelo menos 27 dos 66 papéis que compõem o Ibovespa subiram acima da média nesse período, proporcionando bons ganhos a quem soube comprá-los nos dias de cotação mais baixa. A ação mais rentável foi a ordinária (com direito a voto) do banco Nossa Caixa, recém-vendido para o Banco do Brasil: alta de 155% nos últimos quatro meses. E quem é o maior acionista individual da Nossa Caixa, com 5% do capital? Ele mesmo, Lirio Parisotto.
Como o governo de São Paulo não conseguiu privatizar a Cesp, o investidor bilionário apostou na venda do banco do Estado – e não deu outra. Irá receber R$ 70,36 por ações que lhe custaram entre R$ 20 e R$ 30 e hoje valem cerca de R$ 400 milhões
. “Construí a posição aos poucos. Investi por feeling, pois achava que o ( governador José ) Serra ia precisar de dinheiro para fazer obras”, explica. Não é segredo para ninguém que Serra quer disputar a sucessão de Lula na Presidência da República, em 2010, mas poucos deram tacada tão ousada quanto Parisotto. Somente em 2008, o papel da Nossa Caixa rendeu 200%, reduzindo as perdas de sua carteira no ano para 21,8% (equivalentes a R$ 189 milhões), bem menos que a queda do Ibovespa (41,2%). “Nunca perdi do Ibovespa”, comemora. Lá se vão dez anos desde que o empresário gaúcho, hoje com 55 anos, começou a investir diretamente na bolsa ( … )”.

novembro 26, 2008

É impressão minha, ou o José Serra – que desaparece nas crises, observem – ressurgiu com força total nas páginas do imprensalão?

Que fique muito claro: eu não sou – ou melhor, não tenho sido – um leitor metódico e regular. Passo os olhos nas manchetes e, se elas trazem um assunto que possa me interessar, dou uma olhada mais caprichada. Às vezes, guardo a notícia para ler mais tarde, só que esse “mais tarde” nunca chega. Em resumo: sou um relapso. É que eu sempre acabo achando que, o ideal é pegar a notícia e, a partir dela, tentar buscar mais informações, que não estejam evidentes ali. Obviamente, é uma empreitada impossível pra alguém como eu.
Isso significa, no fim das contas, que minha percepção sobre “o que está acontecendo” fica restrita a obtê-la via manchetes e leituras rápidas.
Ou seja: aquilo que o imprensalão evidenciar, botar em primeiro plano, é o que passa a ser a minha impressão mais forte.
Por isso, o título do post, esta pergunta: é impressão minha, ou o Serra – que esteve “sumido” durante a greve da Polícia Civil ( “Hay Gobiernador?” ), como costuma fazer sempre que surge uma “crise” no Estado – ultimamente vem surfando nas páginas principais dos jornais, seja “investindo” bilhões em montadoras, seja “combatendo a reforma tributária“, ou vendendo a Nossa Caixa ao BB? Quanto à venda do banco estadual, essa notícia tem gerado desdobramentos, todos devidamente aproveitados e destacados pelo solícito imprensalão, diariamente : a grana recebida pela venda propiciará a criação duma agência de fomento ( que “priorizará” investimentos em metrô e trens - acho que em estradas também, ou seja, ítens PRIVATIZÁVEIS ) pelo governo estadual.
Prum cara que não aparece em espelhos, surpreende-me que Serra esteja saindo com tanta freqüência em fotos nas primeiras páginas e cadernos principais do imprensalão. Essa é a minha impressão.
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