( Por descuido, publiquei este post ainda incompleto. Hoje, 28/12 eu consertei. Não sei qual ficou pior. )
Saio de casa, às 13 hs ( + ou – ). Três casas adiante, vejo o verdadeiro significado do Natal, encostado no muro de uma casa: mal acabara a festa, já expulsaram para o destino-lixão uma árvore de Natal, ainda em bom estado, num saco preto de lixo. Dava a impressão de ter sido jogada fora com vaso e tudo. Trata-se, repito, de uma árvore. E, para muita gente, as árvores não têm muita utilidade, a não ser “enfeitar” as casas e só. As natalinas nem isso, já que você pode enfeitar a dita-cuja no dia 23, passa o 24, vem o 25 e, no 26, você já a descarta, pois já “perdeu” a serventia.
Caminho uns 500 m, e vejo um colchão deixado do lado de fora de uma casa. Pelo estado, não estaria ali para que algum necessitado pegasse. Ou seja: estava abandonado pelo antigo dono para que desaparecesse por um passe de mágica. É uma época de muita crença, muita espiritualidade. Se São Pedro mandasse uma chuva como as últimas, aquele colchão ia virar uma jangada, dirigindo-se ao Tamanduateí.
Antes de chegar a este trecho de rua, vejo que um cidadão de bem manobra e entra pela contra mão, segue uns metros, pára, faz umas outras manobras, e coloca o carro na direção correta. Cheguei a pensar que ele tivesse entrado por engano naquela rua, percebido o erro e tentado consertar. Não. Ele pôs o carro na direção que seria a , mas estacionou em frente à uma casa. Desceu e entrou nesta casa. Ou seja, entrou na contramão e, depois, manobrou para que ficasse mais fácil quando fosse sair de lá.
Entro no busão. Sento num banco e olho para o assento a meu lado: vazio, e alguém havia deixado um celular ali, perdido, dando sopa!! Perguntei a um cidadão no banco atrás do meu, se pertencia-lhe aquele aparelho. Diante da negativa, eu tinha duas opções: pegar para vender no mercado negro ( a mais popular ) ou fazer uma vontade pessoal ( tacar a porra do aparelho de Satã num bueiro ). Mas entreguei à cobradora do busão. Por ser um ônibus de cooperativa, acho que, em breve, esse celular vai estar em algum presídio, nas mãos de alguém do PCC.
Mas, por quê eu entreguei o telefone à cobradora e não ao bueiro? Simples. Observando diariamente o comportamento de quem possui esta bosta vejo que, para a grande maioria, trata-se da versão moderna do bezerro de ouro. Ou como se fosse um objeto milagroso, uma pedra filosofal. Uma lâmpada igual a de Aladim. Um falo-gigantêitor ( devo essa ao Casseta ). Ou a “pílula de energia do Vira-Lata”, capaz de garantir a seu possuidor poderes e qualidades especiais. O homem em sua plenitude.
Meu cão, o Tibúrcio, quando perde seu brinquedo, corre por toda a casa, completamente desesperado, ganindo, gemendo, o coitadinho. É como o Linus ( do Charlie Brown, seus apedeutas ), quando perde o cobertor de proteção. Ou eu mesmo, quando estou na rua e percebo que esqueci minha bombinha de asma em casa.
Sendo assim, se uma pessoa consegue perder o celular em algum lugar, é porque esta pessoa trata o aparelho como aquilo que este realmente é: um telefone. Não há nenhum, sei lá, “fetichismo”, relação umbilical, afetiva ou mística entre dono e objeto.
Então, merece ter de volta seu telefone. Vai ver, nem se deu conta de que perdeu-o.
Da minha parte, eu sei que essa pessoa é uma avis rara, e o 2009 será de muito celular para todos: na sala de aula, ouvindo música alto dentro do ônibus ou na sala de espera de hospital ( já presenciei ), e os ( maus ) modos permanecerão e prevalecerão.
Pois não é uma data comemorada de forma distorcida que vai mudar nossa vida, magicamente e sem esforço.


TRIVELA
Carta Maior
CASA VIDA
Celso Lungaretti
CONVERSA AFIADA c/ Paulo Henrique Amorim
Desemprego Zero
Dicionário Jurídico – A a Z – Nota Dez
HORA DO POVO
IBGF – Instituto Brasileiro Giovanni Falcone
NOSSA HAPPYLÂNDIA
Portal IBASE
PROFESSOR HARIOVALDO ALMEIDA PRADO
QUERO UM BICHO
REVISTA FÓRUM – Outro mundo em debate
Y. COPRÓFAGOS ANÔNIMOS
YOU TUBE
ALERTA TRANSGÊNICOS ( OBS: BANIDO )
ALTERNATIVE TENTACLES
GREG PALAST
ADSL Residencial
Antivírus
LIVRARIA CULTURA
Virtual Books


- Shoutwire - Internet News for the Masses






