ENCALHE

setembro 7, 2007

Acostumada a linchar os outros impunemente, Editora Abril tenta intimidar Congresso para não ser alvo de CPI que investigaria seus negócios suspeitos.

“Não se pode cobrar transparência só para os outros”
Líder do PT defende criação da CPI da Abril-Telefônica
O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), defendeu na quarta-feira a instalação da CPI para investigar a negociata da venda da TVA para a multinacional Telefônica. “O sentimento que existe é que a mídia cobra transparência, o voto aberto e quer tudo bem esclarecido. Se alguém quer as coisas transparentes, não pode querer só para os outros”, argumentou o parlamentar.
Luiz Sérgio rebateu as acusações da Editora Abril, veiculadas por “Veja”, de que a abertura da CPI pela Câmara Federal significa um cerceamento à liberdade de imprensa. “Não podemos confundir interesses econômicos com liberdade de imprensa”, salientou o líder petista. O pedido da abertura da CPI foi assinado por 182 deputados federais, 10 a mais do que o número necessário para sua instalação.
Com a iminente investigação dos crimes da Abril/ Telefônica, a “Veja” resolveu disparar injúrias contra os deputados que assinaram o pedido de CPI. Eles teriam “surrado a ética”, reclamou. O deputado Wladimir Costa (PMDB-PA), autor do requerimento, respondeu que “quem não deve não teme”. “O Brasil precisa saber os detalhes dessa tenebrosa transação”, enfatizou Costa. Segundo dados divulgados pelo senador Renan Calheiros, se efetivada a operação da TVA, o Grupo Abril embolsaria ilegalmente quase R$ 1 bilhão.
A lei que foi burlada é a chamada “Lei do Cabo”, que proíbe o controle de empresas de comunicação por estrangeiros. Na tentativa de defender o negócio criminoso, “Veja” envolveu outros veículos de mídia dizendo que a operação já foi realizada anteriormente. Citou como exemplo a compra de parte do provedor de internet UOL, do grupo Folha, pela Portugal Telecom e a associação da Globopar, controladora da Net, com a mexicana Telmex, dona da Embratel e Claro. No entanto, ao contrário do que alega a revista, neste dois exemplos as empresas não desrespeitaram a lei.
Hora do Povo
05/09/07

Renan Calheiros dá aula de jornalismo investigativo e detalha, em pleno Senado Federal, as falcatruas da famigerada Editora Abril.

Filed under: Editora Abril, golpismo, imprensalão, Naspers, Renan Calheiros, revista Veja, TVA — Humberto @ 7:48 pm
Renan expõe as vísceras da “torpeza e da delinqüência” do grupo Abril
Conselho de Ética votou acoelhado mas plenário do Senado fará justiça ao seu altivo presidente
Negócio de 900 milhões usou laranjas e virtuais

Em contundente discurso, o senador Renan Calheiros denunciou os “pantanosos” negócios do grupo Abril “que publica a revista Veja, que já ficou conhecida como ‘Vileja’, pela vileza de seu jornalismo desonesto, persecutório, panfletário e torpe”. Renan observa que “a tentativa de fraudar a lei brasileira, de agredir os interesses nacionais e de ludibriar o País” na venda da TVA a um grupo estrangeiro “não foi um desvio jurídico da Editora Abril. Trata-se de algo pior, de um vício, de um hábito delinqüente”.

Renan: “o negócio asqueroso da venda das ações da Abril”
Naspers, grupo sul-africano, comprou 30% da Abril. “É uma montagem fraudulenta, com empresas fantasmas, com laranjas, lavanderias”
Já foi dito que na guerra, assim como em toda crise na vida dos indivíduos ou das nações, há os que se esmagam e se quebram, e há os que se fortalecem e se agigantam.
O discurso do senador Renan Calheiros na sessão do Senado da última terça-feira foi o de um homem que se fortaleceu e se agigantou. Perseguido, insultado e caluniado diariamente há três meses, tendo que enfrentar uma fábrica de invencionices onde a cada semana a “Veja” arruma algum transviado para acusar o senador – e sempre sem que haja prova alguma –, Renan fez a autópsia de seus perseguidores.
Apesar disso, na quarta-feira, os senadores que compõem o conselho de ética do Senado aprovaram o envio ao plenário da Casa da acusação a Renan, sem que prova alguma haja sido acrescentada. Naturalmente, nem todos se fortalecem e se agigantam em certas horas. Esses senadores terão oportunidade de retificar o seu voto na sessão do plenário marcada para a quarta-feira, dia 12. Também poderão escolher ser instrumentos de uma injustiça. Mas, quem assim agir, não poderá esconder de si mesmo o que está fazendo – nem terá, depois do discurso de Renan, como ignorar que espúrios interesses está servindo. Como disse Renan: “O futuro, por certo, julgará todos, um a um, em um contexto em que as ocasiões não terão o poder de apagar nossos próprios rastros ou digitais”.
VILEJA
“No início de agosto”, lembrou o senador, “denunciei aqui um pantanoso negócio da Editora Abril, que publica a revista Veja, que já ficou conhecida como ‘Vileja’, pela vileza de seu jornalismo desonesto, persecutório, panfletário e torpe. A tentativa de fraudar a lei brasileira, de desrespeitar a concorrência, de agredir os interesses nacionais e de ludibriar o País, transferindo o controle societário da TVA e de outras duas operadoras para um grupo estrangeiro por quase R$ 1 bilhão, não é a primeira vez que ocorre. Não foi um acaso, não foi um desvio jurídico da Editora Abril. Trata-se de algo pior, de um vício, de um hábito delinqüente: o hábito de desrespeitar nossas instituições, de ferir nossos interesses, para ocultar suas operações clandestinas, ilegais e imorais, enquanto cinicamente se autoproclama defensora dos interesses do Brasil.
Renan, em seguida, referiu-se à “venda das ações da Editora Abril para a empresa sul-africana Naspers, conglomerado de comunicação racista que sustentou o apartheid na África do Sul e que cedeu três de seus diretores para dirigir a África do Sul segregacionista. O mais grave”, disse o presidente do Congresso, “é o caráter marginal montado na operação. É uma montagem fraudulenta, com empresas fantasmas, com laranjas, com lavanderias, para concretizar um negócio asqueroso”.
Renan detalhou as operações criminosas:
“A Naspers tem, dentro do Brasil, e apenas no papel, uma empresa chamada MIH Brasil Participações, que funciona na Holanda. O CNPJ da MIH Brasil Participações é o de nº 72.091.963/0001-77. Acontece que a MIH é uma empresa fantasma. O endereço declarado é fictício, e esse CNPJ pertence não à MIH, mas a outra empresa, chamada Curundéia Participações Ltda., que também não tem sede, não tem funcionários. Os endereços e telefones apresentados pela Curundéia são de outras empresas ou de outras pessoas ou estão em endereços inexistentes. A Curundéia é virtual; também só existe no papel.
“Foi esse laranjal de empresas inexistentes, com CNPJ duplicados, com endereços fictícios, sem sede, sem funcionários, que adquiriu 30% da Editora Abril, num negócio que movimentou em torno de R$ 900 milhões. A MIH Brasil Participações não existe. O que existe, e só no papel, é a Curundéia. E esta desembolsou R$ 380 milhões para a compra de parte dos 30% da Editora Abril. O capital social da Curundéia é de apenas R$ 878 mil. Repito: R$ 878 mil! Isso significa que, para concretizar o mal cheiroso negócio, a Curundéia gastou 430 vezes mais do que seu capital social na compra sorrateira de 30% da patriótica Editora Abril.
“Mas qual o motivo para recorrer a tantos laranjas, a tantos porões infectos, a tantos negócios furtivos? É simples! Sendo a Curundéia uma empresa nacional, mesmo só no papel, pode a Curundéia comprar além dos 30% das ações permitidas pela lei brasileira. Veja quem planta laranjas. Veja quem lida com fantasma. Veja quem convive com a clandestinidade! É a velha Veja de sempre”.
Renan informou que “já agreguei mais essa denúncia ao Procurador-Geral da República, à Receita Federal, ao Cade, à Advocacia-Geral da União e à Polícia Federal, a fim de que a ganância desmedida e impatriótica desse pasquim semanal não arranhe os interesses do Brasil. Vou repassar também cópias das reportagens e deste discurso para a CPI criada na Câmara que visa a apurar os negócios furtivos da Abril”.
Renan observou que, enquanto o bando exibe “despudoradamente cobiça e a falta de respeito às nossas leis, desenvolve campanhas de linchamento, sem provas, contra homens públicos e nossas instituições. Este é o propósito dessa revista: suas infâmias e pseudo-escândalos. Esgueira-se, sorrateiramente, entre os veículos de comunicação, ampara-se nesta vital instituição e lá faz suas transações subterrâneas, imorais e antiéticas. Ali, homiziada, dispara enxovalhamentos contra todos, mistura liberdade de imprensa com libertinagem de imprensa e, dessa forma, tenta criar um ambiente putrefato com o qual está acostumada, envenenando a democracia, corroendo nossas instituições, espalhando dossiês sem provas e distribuindo, o que é pior, sentenças morais. Jornalismo como esse, como instrumento de propaganda, amparado na força da repetição, da mentira, não é jornalismo, é fascismo, é nazismo”.
FRAUDES
Renan demonstrou como o desmascaramento de cada mentira faz com que “Veja” invente outras, elencando uma sequência de 10 delas: 1) “No início fui acusado de ter me socorrido de terceiros para pagar contas pessoais. Ruiu a falsa acusação”. 2) “’Então, vamos partir para outra’, pensaram os detratores: ‘Ele usou notas frias, com tintas frescas, para justificar suas receitas’. A PF atestou a autenticidade de todos os documentos entregues por mim”. 3) “Disseram: ‘Ele vendeu bois acima do preço de mercado’. O laudo da PF confirmou que vendi os bois a preço de mercado”. 4) “’Ah, mas ele ajudou nas negociações que resultaram na compra de uma empresa de refrigerante do irmão’. A empresa nem tinha ainda suas dívidas apontadas”. 5) “Disseram também: ‘Ele tinha fazenda oculta, não declarada, em 2002’. O implacável Imposto de Renda tratou de aniquilar essa outra fraude”. 6) “’Ah, mas ele é ligado a bicheiros’. É outra incriminação que se desmanchou por sua irrazoabilidade”. 7 e 8) “’Ah, mas ele adulterou o Imposto de Renda depois da denúncia’. A impostura, desmentida pela certidão da Receita Federal, assim como pela Justiça Eleitoral, fulminou a outra mentira de doações de determinada empresa em minhas campanhas eleitorais”. 9) “’Mas o Renan tem rádio em nome de laranjas’, essa é outra inculpação mentirosa de um perdedor ressentido, pela qual ainda nos encontraremos na Justiça Comum”. 10) “’Tudo bem, mas o Renan pressionou servidores’. Tal inculpação foi dissolvida em duas horas, apenas com duas linhas de uma carta que fiz questão de ler aqui para os senhores”.
“Agora que as velhas imputações apodreceram, por inverídicas, surge mais uma. Trata-se de uma briga familiar litigiosa que ganhou generosas páginas no noticiário, porque citaram, maldosamente, meu nome. A Justiça não deu nenhum valor ao tema, por ser visível tratar-se de um expediente para provocar escândalo e pressões. O que me foi atribuído é inteiramente falso, e responderei no foro adequado e no momento adequado. Não vou mais compactuar para que essa esquizofrenia se transforme em demência”.
Hora do Povo
05/09/07

abril 18, 2007

VMB : Veja as Matérias da Bandeirantes

Filed under: Editora Abril, Jornal da Band, Naspers, PlayTV, Rede Bandeirantes, revista Veja — Humberto @ 2:33 am
–> Justiça quer que Editora Abril entregue todos os seus registros acionários

–> Justiça Criminal de São Paulo e CADE investigam Grupo Abril

–> Justiça continua investigando o que está por trás da Editora Abril

–> Justiça quer explicações entre negócios da Abril e grupo africano racista

–> Justiça determina 30 dias para Grupo Abril revelar os sócios estrangeiros

–> Inquérito pode revelar quem são os sócios do Grupo Abril

abril 17, 2007

ABRIL ( no ) VERMELHO !!!!!!!

Editora Abril terá que entregar registros à justiça

O que está por trás dos negócios do Grupo Abril? É o que querem saber o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o CADE, e a Justiça Criminal de São Paulo. Esse interesse nasceu de um processo que a TV Bandeirantes move contra redatores do Grupo Abril.
O Grupo Abril terá que abrir a caixa preta de seus negócios com grupos estrangeiros que compraram ações de empresas de comunicação. A decisão é da Justiça Criminal de São Paulo.
A Editora Abril vai ter de entregar à Justiça todos os seus registros acionários. Entre os documentos, estão os da venda de 30% da empresa ao grupo sul africano Naspers, que apoiou o apartheid. Um negócio que provocou reação da comunidade negra.
Procurada, a assessoria da Abril não deu resposta.
Nessa Terça, 17/04/2007 às 19h20 no Jornal da Band, você vai saber como o Grupo Abril conseguiu dinheiro público da ditadura brasileira para investimento, sem precisar pagar a conta.
A Band vai mostrar também as vendas sem licitação de milhões de livros didáticos para o Governo.
E mais:
Clique aqui nesse ponto, e “veja” ( brrrr!!! ) o histórico discurso do então senador Roberto Requião em 1999, revelando alguns segredinhos bem guardados – ou pouco investigados e/ ou revelados – sobre o “jeito Famiglia Civita” de fazer negócios rendosos.

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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