ENCALHE

novembro 26, 2008

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

Agora, com essa crise total, inseto vai ter que virar alimento mesmo. E, para beber…

Filed under: crise de alimentos, insetos, NASA, Nippo-Brasil, urina reciclada — Humberto @ 1:23 am
Profeticamente, este blog já havia sugerido – em “A solução é comer grilo, Brasil”, ainda em Setembro de 2008 – a adoção de insetos na alimentação dos seres humanos, pois contém bastante proteína, o que faria com que não precisássemos apelar mais à carne bovina. Isso traria ganhos ecológicos espetaculares: a economia de água; a extinção do gás do peido bovino, que prejudica a camada de ozônio; o abandono das práticas de criação que exigem a devastação de florestas para criação de pastos. Há outros, mas fiquemos nestes.
Qual não foi a minha surpresa quando, retornando da feira, fui desembrulhar a penca de bananas envolta – como sempre, é cultural – em jornal e, quando fui ler o ex-embrulho ( na verdade, a capa do jornal da comunidade japonesa “Nippo-Brasil”, em sua edição 485, de Outubro de 2008 ), deparei-me com a notícia: “Insetos, opção para crise de alimentos?” [ vejam abaixo ].E pensei: Caraca! Não é que tem gente que pensa igual? Vejam, não se trata de imitar culturas e povos que tenham entre seus costumes a alimentação à base de bichos escrotos e cheios de asas, antenas e pernas gosmentas. Não. A idéia modesta do blog seria empreender uma concatenada revolução cultural-gastronômica-alimentícia-ecológica em nível mundial que duraria para sempre. MNHAM!!
Insetos podem salvar a humanidade da crise de alimentos
A população mundial atualmente corresponde a mais de 6 bilhões de pessoas e cerca de 850 milhões em países em desenvolvimento são atormentadas pela fome e a desnutrição. Os preços dos alimentos estão nas alturas devido ao fluxo de dinheiro especulativo e a demanda crescente.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, a população mundial chegará a 9,2 bilhões em 2050. A Organização para Alimentação e Agricultura pede por um aumento na produção agrícola, mas teme uma carência de cereais e pastagem, devido ao clima atípico atribuído ao aquecimento global. “A quantidade de comida, incluindo carne, diminuirá. Insetos com altos teores de proteína e gordura poderiam ser usados efetivamente”, disse Jun Mihashi, 76, ex-professor da Universidade de Agricultura de Tóquio.
GOSTARIA DE ALGO PARA BEBER, PARA ACOMPANHAR SEU GAFANHOTO FLAMBADO, SENHOR?
Oras, a própria NASA já fez uma revolução que ainda não foi muito bem entendida: astronautas bebendo URINA reciclada!! É melhor e mais barato que tentar dessalinizar o Mar Morto:
Urina purificada servirá de água potável para astronautas
Reuters, 14.11.08
CABO CANAVERAL, EUA (Reuters) – Enquanto a Nasa prepara-se para dobrar o número de astronautas vivendo na Estação Espacial Internacional (ISS), nada contribuiria mais para unir a tripulação do que uma máquina levada ao espaço pelo ônibus espacial Endeavour nesta sexta-feira.
Trata-se de um aparelho de reciclagem de líquidos, que processará a urina dos tripulantes a fim de fornecer água para o consumo geral.
“Nós fizemos testes cegos com a água”, afirmou Bob Bagdigian, engenheiro da agência espacial norte-americana responsável pelo projeto. “Ninguém se opôs. Com exceção de um leve gosto de iodo, trata-se de uma água tão refrescante como qualquer outro tipo de água.”
“Eu tenho um pouco dessa água na minha geladeira”, acrescentou o engenheiro. “Para mim, o gosto dela é bom.”
O transporte do aparelho de reciclagem de água, avaliado em 250 milhões de dólares, é um dos principais objetivos da 124a missão com ônibus espacial realizada pela Nasa. O Endeavour deve partir às 22h55 (horário de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, em direção à ISS.
Os meteorologistas prevêem 70 por cento de chances de as condições climáticas serem favoráveis para o lançamento. Se o ônibus espacial for lançado no horário previsto, deve chegar ao espaço no domingo. E os astronautas dariam início a um período de 11 a 12 dias de reformas internas.
Além do reciclador de água, o Endeavour carrega dois pequenos quartos de dormir, a primeira geladeira da estação, um novo aparelho de ginástica e o talvez mais importante item para a crescente tripulação — um segundo banheiro.
“Com seis pessoas, precisaremos realmente de ter uma casa com dois banheiros. Isso será muito mais conveniente e muito mais eficiente”, afirmou a astronauta Sandra Magnus, da Endeavour, que ficará no lugar de Greg Chamitoff na função de engenheiro de vôo da ISS.
Chamitoff mora na estação desde a última missão de ônibus espacial, ocorrida em junho passado.
A Nasa deseja ter certeza que o sistema de reciclagem de água funcionará direito antes de adicionar mais três astronautas à tripulação atual.
A reutilização de água será algo essencial depois de a Nasa aposentar sua frota de ônibus espaciais, que produzem água como subproduto de seus sistemas elétricos. Ao invés de jogar a água para fora das espaçonaves, a Nasa vem transferindo-a para a ISS.
No entanto, os dias dos atuais ônibus espaciais norte-americanos estão contados. Restam apenas dez missões, entre as quais uma última de manutenção do Telescópio Espacial Hubble. A Nasa prepara-se para colocar fim ao programa em 2010.
“Não conseguiremos ficar entregando água o tempo todo para todos os seis tripulantes”, afirmou o diretor de vôo da ISS, Ron Spencer. “A reciclagem é algo incontornável”.
A Nasa espera processar cerca de 23 litros de água por dia com o novo aparelho. A meta é recuperar cerca de 92 por cento da água presente na urina da tripulação e na umidade do ar.
“A água potável de hoje é o dejeto de ontem”, disse Bagdigian.

fevereiro 3, 2008

O espião que veio do céu.

Filed under: espionagem, EUA, lixo espacial, NASA, perigo, satélites, satélites espiões — Humberto @ 3:23 am
Entenda o caso do satélite espião dos EUA, que deve cair na Terra até março
THIAGO FARIA
da Folha Online
A queda de um satélite espião norte-americano, que perdeu força e deve atingir a Terra até março, acumula a cada dia que passa mais especulações sobre seus riscos. Autoridades norte-americanas torcem para que ele caia em algum oceano. Ainda assim, as Forças Armadas do país anunciaram nesta quarta-feira que já trabalham num plano de prevenção para o caso de o satélite cair na América do Norte.
Para Petrônio Noronha Souza, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), “é bastante improvável [o satélite] cair sobre nossas cabeças”. Ele aponta, porém, que as chances do objeto atingir o oceano são de 75% –os mesmos três quartos correspondentes à proporção de água no planeta.
“O mundo inteiro está acompanhando e acredito que a Nasa [agência espacial norte-americana] tenha tudo sobre controle”, afirma Souza, que é ex-gerente da parceria brasileira com a ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês).
O especialista explica que, mesmo com o calor gerado pelo atrito da atmosfera terrestre e com a conseqüente queima da maior parte do objeto espacial, ainda devem restar fragmentos capazes de causar danos. O satélite espião registrado como
US 193 foi lançado em 2006, mas perdeu grande quantidade de energia e está descontrolado.
Souza explica que objetos espaciais caírem sobre a Terra não é um fenômeno incomum. Ele cita, como exemplo, o ônibus espacial Columbia, da Nasa, que se desintegrou em 2003 quando se preparava para pousar sobre os Estados Unidos e fragmentos da nave caíram sobre o país. “A Terra é constantemente atingida por pequenos objetos do espaço, seja feitos pelo homem ou não”, afirma.
José Bezerra Pessoa Filho, tecnologista do IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), do CTA (Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial), explica que, para um objeto se manter em uma faixa de altura entre 300 km e 500 km –altura em que satélites como o US 193 costumam ficar–, deve manter uma velocidade de 28 mil km/h.
“Os propulsores do satélite são controlados da Terra e, desta forma, é possível controlar a altitude e atitude dele conforme a necessidade”, explica Pessoa. “Ao perder a comunicação com a Terra, o satélite fica descontrolado e perde sua órbita, retornando para a atmosfera terrestre”.
Contaminação
O receio de que o combustível utilizado pelo satélite possa contaminar o ambiente terrestre também gerou preocupações. O segredo que rodeia o programa norte-americano contribuiu com as especulações sobre o risco.
Porém, nesta quarta-feira, as autoridades baixaram a guarda sobre o programa e revelaram que o satélite utiliza hidrazina como combustível.
De acordo com Pessoa, a substância é bastante tóxica, mas tem grande poder de combustão, o que descarta a possibilidade de o combustível do satélite causar contaminações na Terra. “Ao entrar na atmosfera, o atrito gerado com a atmosfera eleva a temperatura a uma faixa de 2000ºC a 7000ºC, o que causaria a combustão da hidrazina”.
O tecnologista do IAE explica que a maior parte dos novos satélites produzidos deverão conter mecanismos que prevejam o seu fim. Estes mecanismos consistiriam em combustível adicional para que ele possa ser levado para um ponto afastado da Terra depois que não for mais útil, evitando que retornem à atmosfera terrestre.
Ele estima que desde 1957 –quando a Rússia lançou o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra– mais de 4.000 satélites já foram lançados ao espaço. Destes, cerca de 20% estão operando e o restante é lixo espacial.
Com Associated Press

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