ENCALHE

janeiro 17, 2008

Crise nos EUA não afetará tanto o Brasil. Agora, o México tá ferrado…

Leiam a matéria da Folha, publicada em 15/01: apesar de claramente tentar levar o leitor na conversa, dizendo que “a crise afetará mais a AL” ( notar que haverá crescimento, só que será menor: “crise” com crescimento, portanto ), com esse puta monte de números, estimativas, chutes e porcentagens ela diz, claramente que os países mais afetados poderão ser ( ou “deverão ser” ou, pior, “serão” ) aqueles que mantém relações comerciais mais estreitas com os americanos. Bom, até onde eu sei ( posso estar enganado, claro ) o Brasil tem uma relação comercial muitíssimo mais diversificada, com diversos parceiros e, nos últimos anos, temos aumentado o leque, sem concentrar em demasia com os EUA. Já, o México depende da boa saúde dos EUA, já que exporta 84% de sua produção para os americanos. Claro que não deve ser bem assim, tem esse negócio de “maquiladoras”, etc. Aliás: talvez, se a ALCA estivesse funcionando, as coisas seriam pioradas para nós. O México assinou o NAFTA, não foi? Esse negócio de relações carnais com os EUA não tem sido bom para o México. Já, no nosso caso, pode ser mais negócio exportar para a Venezuela, Rússia, China, Argentina, UE, Japão. Bom, não sou economista, mas eles erram à beça. Principalmente aqueles que representam interesses alienígenas, esses “erram” para caramba. Se dependesse da vontade de muitos deles, o Brasil já deveria ter caído no ALÇApão. Muitos vivem pra ver isso um dia virar realidade.

Crise nos EUA afetará mais a AL, diz estudo ( OBS: Ô título safado… )
A América Latina deve ser a região de países emergentes mais afetada pela desaceleração econômica dos Estados Unidos, segundo a Economist Intelligence Unit, a unidade de análise da revista britânica “The Economist”.
Ela estima que a região deva crescer 4,3% neste ano e 4,2% no ano que vem -para 2007, ela prevê uma expansão de 4,9% do PIB (Produto Interno Bruto) latino-americano. Para o período de 2010 a 2012, a previsão de avanço é de 3,9% ao ano.
A média do crescimento econômico anual do Brasil ficará acima de 4%, maior que a média de 3% obtida entre 2003 e 2007, mas inferior às alcançadas por outras economias emergentes, como a Índia, que deve ter uma expansão superior a 5% nesse mesmo período.
A estimativa para os membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) mais a Venezuela (que deve se integrar ao grupo) é a de um crescimento de 4,8% neste ano e de 4,2% no próximo. Para 2007, a EIU projeta um avanço de 5,7%, 0,5 ponto percentual superior ao registrado em 2006.O impacto da desaceleração econômica dos Estados Unidos deve ser sentido mais nos países que têm relações econômicas estreitas com a principal economia como o México, que destina 84% de suas exportações de bens ao vizinho do Norte.
De acordo com o braço de análise da “Economist”, os Estados Unidos deverão se expandir em 1,5% neste ano – ante um crescimento de 2,1% no ano passado e de 2,9% em 2006 -, afetados pela crise do “subprime” (empréstimos hipotecárias para pessoas com histórico ruim de pagamento).
Fonte: Folha de S. Paulo

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