ENCALHE

julho 14, 2008

"Lobisomem" assusta moradores na zona rural

DE ONDE? , 13.07.08
Na localidade de Mutuca das Carrapateiras, zona rural do município de Tauá na região dos Inhamuns – CE, cerca de 40 km da cidade, uma comunidade vive entre a realidade e os mistérios de um vulto que sempre aparece nas noites de lua cheia. Segundo moradores da localidade, um “lobisomem” surge nas caladas da noite e coloca pânico nas pessoas que se deparam com ele. Um dos moradores da Mutuca disse que o bicho é preto, feio e fedorento. Segundo ele, de longe se sente a catinga de enxofre.
Outras pessoas que estiveram frente a frente com o “lobisomem” diz que a cena é de arrepiar. Na 14ª Delegacia Regional de Polícia Civil, foi registrado boletins de ocorrências de pessoas que se dizem vítima do “animal”. Para a polícia o que existe de fato é alguém se aproveitado da situação e procurando assustar as pessoas. Por sua vez a igreja católica trata com respeito o medo dos agricultores, mas descarta qualquer possibilidade de algo sobrenatural. Entre o céu e a terra permanece o “mistério da meia-noite” e o caso vem ganhando uma repercussão muito grande.
O “Lobisomem de Tauá” passou a ser o assunto principal na cidade e não se fala em outra coisa no momento. Com isso as especulações começam a surgir e as informações que circulam são acrescidas de mais misticismo e apimentadas com certa ironia. Dos que acreditam no “tinhoso”, há quem diga que é alguém que anda vagando pela mata a procura de reza. Outros são mais descrentes e dizem que não passa de algum tarado a procura de fazer vítimas nos sítios e fazendas. A verdade é que o mistério continua e passou a ser um caso de polícia.
Fonte: tvcanal13.com.br
‘Lobisomem’ assusta moradores no interior do Ceará
Indivíduo furta ovelhas e arromba residências na zona rural de Tauá.
Delegado disse que alguém está usando máscaras para impressionar moradores ingênuos.
G1, 13.07.08
Moradores da zona rural de Tauá (CE) estão assustados com a ação de um ‘lobisomem’ que está furtando ovelhas e arrombando residências na região. Dois casos foram registrados pela Polícia Civil da cidade na quarta-feira (9).
Apesar de ser lua nova na segunda-feira (7), uma mulher afirmou à polícia ter visto um indivíduo “meio homem e meio lobo”. Na terça-feira (8), um garoto de 12 anos também disse aos policiais que viu uma figura semelhante perto de sua casa.
Ambos os relatos indicam que a figura é “muito feia e exala cheiro de enxofre”. “Acredito que se trata de uma pessoa que usa uma máscara de lobisomem para assustar os moradores da região, que acreditam muito em folclore. São pessoas inocentes e ingênuas”, disse Marcos Sandro Lira, delegado regional de Tauá.
Ele confirmou ter registrado dois boletins de ocorrência sobre o caso. “Estamos investigando um possível grupo que está agindo dessa maneira para cometer crimes, mas nada que seja sobrenatural”, disse Lira.
Na cidade, o caso já foi apelidado de o “mistério da meia-noite” e vem sendo tratado com humor.
ÔÔ Lugar assombrado:
HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DE LOBISOMEM LEVAM MORADORES DE TAUÁ À POLÍCIA
Ceará Agora, 10/07/2008
Por: Alexandra Souza
História e estórias de lobisomem na Região dos Inhamuns. Moradores do Distrito de Carrapateiras, no Município de Tauá, assustados com movimentos estranhos, barulhos, portas e janelas quebradas no período da noite, foram à Polícia pedir providência contra um possível lobisomem que vem gerando pânico e preocupação. A polícia de Tauá, como informou, na manhã de hoje, no Jornal Alerta Geral, da Rede SomZoom Sat, o correspondente Alverne Lacerda, está levando o assunto a sério.
DICA: Clicando no link que leva ao portal, você pode ouvir a locução de Alverne Lacerda. Bacana.
ENXAME DE ABELHAS INVADE TAÚA E FAZ UMA VÍTIMA FATAL
Ceará Agora, 20/05/2008
Por: Luciano Augusto
Um enxame de abelhas italianas invadiu a sede do Município de Tauá, nessa segunda-feira, e provocou a morte de pelo menos uma pessoa. Outra seis sofreram muitas picadas e tiveram que ser internadas em um hospital local. Um total de 50 pessoas, como informa o correspondente do Jornal Alerta Geral, da Rede SomZoom Sat, na Região dos Inhamuns, foram vítimas das abelhas.
DICA: O mesmo acima…

dezembro 20, 2007

Pesquisa do IBGE mostra que 51 municípios concentram metade do PIB brasileiro

Filed under: IBGE, municípios brasileiros, PIB, riqueza — Humberto @ 1:40 pm
Metade do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de riquezas produzidas no país, estava concentrada em apenas 51 dos 5.564 municípios em 2005, nos quais viviam 30,5% da população do país. Em 2002, a metade da economia do país se concentrava em 48 municípios. As capitais brasileiras concentravam em 2005 34,8% do PIB, com destaque para as da região Sudeste, responsáveis 19,8% do PIB; seguidas pelas da região Centro-Oeste, 5,0%; do Nordeste, 4,5%; do Sul, 3,1 %; e Norte do país, 2,4%.
As informações fazem parte da pesquisa sobre Produto Interno Bruto dos Municípios brasileiros 2005, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem com os resultados do valor adicionado da agropecuária, indústria, serviços e administração pública, entre outros. A pesquisa tem por base a nova metodologia, que abrange informações para o período de 2002 a 2005.
Os dados indicam que cinco das principais capitais brasileiras, três das quais da região Sudeste, concentravam, em 2005, 25% do PIB, ranking que se mantém inalterado desde 2003. Um total de 1.338 municípios respondia, em 2002, por apenas 1% do PIB, número que subiu para 1.371 municípios, em 2005.
O levantamento indica que entre os municípios que individualmente respondiam por pelo menos 0,5% do PIB nacional em 2005, em relação a 2002, a maior participação percentual se concentrou principalmente nas grandes capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Goiânia (GO), e Fortaleza (CE).
Informes PT
20/12/07

dezembro 9, 2007

Orçamento da Saúde para 2008: Dotação básica terá, como maior beneficiado, o Estado do Piauí. CPMF e CSLL respondem por 69% dos recursos.

Orçamento da Saúde dá preferência a estados com baixo IDH
A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta quinta-feira o relatório setorial da Saúde, o quinto acatado do Orçamento de 2008. O orçamento total da área para 2008 será de R$ 51,8 bilhões, valor inicialmente previsto pelo Executivo. O deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), relator da área de Saúde, informou que, dentro das emendas estaduais, 31% dos recursos foram distribuídos de acordo com o mérito e 69% proporcionalmente à população dos estados e ao número de emendas da bancada. Foi dada preferência aos estados de mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
As dotações para atenção básica também foram distribuídas de acordo com o IDH: com isso, o Distrito Federal receberá a menor quantidade de recursos e o Piauí será o maior beneficiado. Nas emendas de comissão, foi dada preferência às dotações para a Rede Sarah. O relator criticou a ausência de consórcios públicos entre municípios pequenos, o que na avaliação dele teria o mérito de racionalizar o uso de insumos pelas prefeituras consorciadas.
Dos 42 destaques apresentados, o relator rejeitou 29; 5 ficaram prejudicados e 8 foram aprovadas parcialmente, com dotação de R$ 70 milhões. Rafael Guerra explicou que, para viabilizar o atendimento às emendas, teve de remanejar R$ 5 milhões de emendas da Comissão de Assuntos Sociais do Senado e R$ 65 milhões da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Funasa e Anvisa No texto, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) recebeu 23,8% a menos em relação à dotação de 2007. O maior crescimento é o da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recebeu uma verba 10,9% maior. Dos recursos do ministério, 77,3% correspondem a transferências para estados e municípios. A CPMF, que depende de aprovação no Senado, e a CSLL respondem por 69,6% dos recursos do setor.
Corte no saneamento A deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) criticou o corte de R$ 289 milhões do Orçamento de 2008 para a área de saneamento gerida pela Funasa, que atende a municípios com até 50 mil habitantes. Para a deputada, o chamado PAC da Saúde não vai resolver o problema. Segundo ela, o programa anunciado nesta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva só beneficia as regiões metropolitanas. “Para o interior, onde não se consegue fazer uma rede de esgoto, colocaram R$ 200 mil para água e R$ 100 mil para a rede de esgoto, num município em que o rio transborda pela cidade, em que o esgoto é jogado no rio”, disse. Ela pediu ao relator mais sensibilidade para tratar do problema orçamentário. Rafael Guerra explicou que a proposta do governo já veio com uma redução de 23,8% no orçamento da Funasa. Segundo ele, parte dessa perda foi reposta por emendas parlamentares, de bancada e de comissões. Guerra sugeriu ao relator-geral que, caso seja possível, recomponha o orçamento principalmente para programas de saneamento no Nordeste.
Rafael Guerra criticou, porém, o fato de alguns estados não terem feito emendas para a área, dificultando o trabalho da relatoria. Segundo ele, 77,3% dos recursos arrecadados pelo governo são transferidos para estados e municípios. O relator setorial acredita que até o dia 19 de dezembro a comissão terminará a votação do Orçamento de 2008. Nos dias 21 e 22, segundo ele, poderá ocorrer a votação da matéria pelo Congresso.
Confira a relação dos relatores do Orçamento 2008
Agência Câmera
06/12/2007

dezembro 8, 2007

TV de Plasma na recepção e paciente morto no corredor: jornalista paranaense narra noite do terror em posto de saúde de prefeitura tucana de Curitiba!

Triste crônica do sistema de saúde de Curitiba
Sábado, 10 horas da manhã. A caminho da Biblioteca Pública do Paraná vejo um anúncio da Prefeitura de Curitiba: “Nunca se viu tanta melhoria na saúde”. Domingo, pouco mais das 23 horas. Última olhada para ver se a filha está dormindo. Preocupação normal de pai. De repente, a surpresa: uma mancha vermelha na perna da menina com uma perfuração típica de uma picada de inseto. Um pernilongo? Um “borrachudo”? Uma aranha? O que fazer? Minha mulher telefona para um hospital.
“Casos de picada de aranha só podem ser tratados em posto de saúde”, explica para ela a recepcionista.
“Está tudo bem. Um anúncio da prefeitura diz que o sistema de saúde da cidade está mil maravilhas”, tento tranqüilizar a mãe.
Acordamos a pequena. Explicamos que teremos de ir ao posto de saúde. Meio sonolenta, ela sorri. Lá vamos nós.
Unidade de Saúde do bairro Fazendinha, pouco antes da meia-noite: tudo muito higiênico, tevê plasma na sala de recepção e móveis novos. “Olha, mudou mesmo”, comento. Minutos depois do infeliz comentário começa o sofrimento. Somos encaminhados para uma sala onde mais de 20 crianças, acompanhadas de seus pais, esperam consulta. Alguns estão alí há mais de cinco horas.
Meia noite: a única pediatra do posto vai embora. Agora, restam dois médicos para atender todos os pacientes, adultos e crianças.
Uma da manhã: um paciente adulto morre. Uma funcionária reclama: “Falta gente para atender, não damos conta do serviço”.
Duas da manhã: pais e mães, abatidos da longa e agonizante espera, desistem e levam seus filhos doentes de volta para casa. Há reclamações, revolta.
Três da madrugada: uma mãe com uma criança em estado febril e vomitando anda de um lado para o outro, desesperada, impaciente.
Três e meia da madrugada: finalmente somos chamados. A médica, uma simpática e atenciosa senhora, examina nossa filha. “Não foi aranha”, diagnostica. Quatro da madrugada: podemos ir embora. Ainda olho para trás para ver todas aquelas pessoas sofridas. Crianças dormindo nas cadeiras de plástico, pais esgotados e desesperados. “Sorte que não está fazendo frio”, penso.
Sorte? No caminho para casa, entre uma parada e outra nos sinaleiros, o questionamento: “A essa hora, o prefeito Beto Richa deve estar dormindo confortavelmente no seu apartamento de luxo no bairro “chic” Ecoville. Daqui a pouco, certamente a empregada irá até à panificadora que fica em frente do prédio. Comprará pão que acabou de sair do forno para ele tomar seu nutritivo café da manhã. Depois, o motorista da Prefeitura, pago com dinheiro público, o levará até o gabinete, onde ele planejará mais uma propaganda para divulgar o triste sistema de saúde da cidade”.
Célio Martins
Certas Palavras/ Gazeta do Povo Online
06/12/07
Mais:
Site do Dr. Rosinha

dezembro 1, 2007

Para Dilma Roussef, oposição à CPMF é oportunista

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (30) que os segmentos que são contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) têm uma atitude “oportunista” porque querem acabar com um “imposto” de difícil sonegação. Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticar o DEM por ser contra a prorrogação da contribuição, a ministra criticou também os parlamentares que ameaçam votar contra a CPMF.
“Todos aqueles que votarem contra a CPMF têm uma atitude que não se compadece com o desenvolvimento do país. Hoje é uma temeridade tentarem tirar a CPMF do governo federal porque vai comprometer inclusive o repasse para os Estados”, declarou a ministra, após participar de evento em comemoração ao aniversário de um ano de funcionamento do Parque Eólico de Osório, no Rio Grande do Sul.
A ministra repetiu o discurso do governo de que a não-prorrogação do imposto significará corte de verbas para a área social e disse que isso trará prejuízos também para os municípios e para toda a população.
“Tem uma posição bastante oportunista em alguns segmentos de querer acabar justamente com aquele imposto cuja sonegação é a mais difícil. Queria sinalizar que aquelas pessoas que acham que podem apostar no quanto pior melhor elas não podem ser consideradas como exemplo da população brasileira”, afirmou.
Lula: imposto justo
Ainda nesta sexta-feira, O presidente Lula voltou a defender, durante assinatura de contratos da Transpetro com o Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ), a aprovação da prorrogação da CPMF até 2011.
Em um discurso inflamado, Lula afirmou que os que são contra o tributo “são as pessoas que não querem o sucesso do país”. “Eles são contra a CPMF porque é um imposto justo, para combater sonegadores”, disse.
Lula destacou que, no caso de não aprovação do tributo no Senado, “quem sairá prejudicado é o povo”. O presidente também voltou a negar que esteja em seus planos um terceiro mandato em 2010.
“Não sou mais candidato. Mas, toda vez que o país está indo bem aparece alguns para prejudicar. O Brasil está vivendo um momento extraordinário, com crescimento da economia sem aumento da inflação. A casa está arrumada, os trabalhadores voltaram para a fábrica. Os empresários voltaram a acreditar e a investir no país. É preciso acabar com essa inveja, soberba e mesquinhez de poucos. Temos a oportunidade de transformar o Brasil, no século 21, numa grande potência econômica”, disse.
O governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito de Niterói, Godofredo Pinto, também defenderam a aprovação da CPMF em seus discursos. “Esta é uma questão que está acima do Lula, do Mané, do Joaquim. O governo não pode se dar ao luxo de abrir mão de uma receita de R$ 35 bilhões anuais”, disse Cabral.
Vermelho
30/11/07
Da redação,com agências

novembro 12, 2007

Intrigante disputa pela candidatura petista à prefeitura de Santo André.

Do Diário do Grande ABC Online de 11/11/07:
Ivete e Siraque disputam segundo turno nas prévias do PT
Valéria Cabrera
Ivete Garcia e Vanderlei Siraque vão disputar o segundo turno das prévias do PT que decidirá o candidato a prefeito nas eleições municipais de 2008 em Santo André. No primeiro turno, realizado neste domingo (11), Ivete teve sete votos a mais que Siraque, 1.076 e 1.069, respectivamente. Nenhum conseguiu atingir 50% dos votos mais um para levar o pleito no primeiro turno. No total, 2.227 filiados do partido votaram, de um total de 2.852. A decisão ocorre no próximo dia 25.
O ex-vereador Ivo Martim, também pré-candidato, foi o terceiro colocado, com 65 votos. Apesar do pequeno número, os votos de Ivo foram decisivos para que a eleição não terminasse no primeiro turno e serão essenciais para a disputa final. “Vou reunir meu grupo político e anunciarei nossa posição na próxima quarta-feira (14)”, afirmou Ivo Martim. Segundo ele, o pré-candidato que tiver o plano de governo que mais se aproxima com o seu vai levar o apoio de seu grupo. Apesar de afirmar que não tende, por enquanto, a nenhum dos dois pré-candidatos, após o anúncio dos números, Ivo abraçou Ivete Garcia e foi carregado pelos apoiadores da vice-prefeita. As urnas começaram a ser abertas às 17h30. O primeiro voto foi para Siraque. O deputado liderou a apuração até a oitava e penúltima urna. Às 18h30, quando foi anunciado o resultado da última urna, a diferença de 29 votos a favor da vice-prefeita fez com que ela terminasse o primeiro turno com sete votos a mais. Apesar de a disputa não ter acabado, os apoiadores da vice-prefeita comemoraram o resultado do primeiro turno como uma vitória. Assim que o resultado final foi anunciado, eles começaram a gritar o nome da vice-prefeita e a carregaram nos braços. Alegre mas ciente de que ainda não venceu a disputa, Ivete Garcia disse que o segundo turno será uma nova eleição. “Temos de começar tudo de novo”, disse. Ela afirmou que vai procurar Ivo Martim para tentar seu apoio”, afirmou.
O presidente do PT de Santo André, Cláudio Malatesta, que apóia o deputado Vanderlei Siraque, disse que sabia que a disputa seria acirrada, mas que a maioria dos filiados esperava uma definição no primeiro turno. “O resultado surpreendeu os dois lados”, disse. Ele disse não acreditar que o segundo turno pode trazer prejuízo para o partido no município. Preocupação essa demonstrada pelo chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto de Carvalho, que votou em Ivete Garcia.
Para Carvalho, independentemente do resultado das prévias, a postura do PT terá de ser diferente, para que o partido fique unido. “E acredito que o João Avamileno (prefeito de Santo André, que apóia Siraque) tenha a capacidade de reunificar o partido.” Segundo o chefe de gabinete da presidência, o prefeito de Santo André terá dois desafios após a definição do candidato, independente de qual seja: levar o governo até o fim e “costurar” o partido para que saia vencedor nas eleições de 2008. “Hoje, o principal adversário do PT é ele mesmo. Não desmerecendo os adversários, se a eleição fosse hoje o PT sairia vencedor. Não podemos dar chances para que os adversários se fortaleçam”, afirma.
Siraque denuncia compra de votos
Valéria Cabrera
No começo da noite deste domingo (11), o deputado estadual Vanderlei Siraque denunciou a compra de votos pelo grupo de Ivete Garcia. Prática esta negada pela assessoria da vice-prefeita, que desafiou Siraque a apresentar filiados que confirmem a denúncia. Segundo o deputado, muitos militantes que o apoiavam no sábado (10) apareceram com a camiseta da Ivete no domingo para votar. A assessoria de Ivete rebateu afirmando que, se houve mudança, foi resultado do trabalho corpo-a-corpo feito pela candidata, que expôs seu plano de governo e sua trajetória política.
Siraque também denunciou o “uso da máquina” durante a campanha para o primeiro turno e afirmou que não vai mais permitir isso. “A partir de agora vai ser guerra total. Não vou mais ser bonzinho e não permitirei mais baixaria”, afirmou. Segundo ele, alguns secretários fizeram pressão sobre funcionários comissionados, ameaçando-os de demissão. “Isso não se faz. O prefeito (João Avamileno) deveria demitir metade do secretariado”, disse. “Espero que o João tome providências”, complementou.
O deputado disse que a campanha para o segundo turno começou imediatamente após a finalização da contagem dos votos. “Já fiz uma reunião com meu grupo e amanhã (segunda, 12) todos estarão na rua novamente”, disse. Siraque afirma que, mesmo tendo sete votos a menos, saiu vitorioso deste primeiro turno e que vai ganhar o segundo. “A maioria dos apoiadores do Ivo Martim já declarou apoio a minha candidatura e tenho certeza de que terei a maioria dos votos dele neste segundo turno”, afirmou. O ex-vereador teve 65 votos.
“Compra de votos”? É nessas e outras que a porca torce o rabo. De olho nessa história, que esses caras estão dando munição para o imprensalão e os golpistas. Santo André sempre suscita interesse.

novembro 9, 2007

Jaz São Paulo Asma: Capital do Piauí ( Estado que não faria falta se desaparecesse, segundo o filósofo ) tem cerca de 20 Parques Ambientais.

Muito prazer, Teresina!
Para quem busca turismo ecológico, a capital do Piauí é o lugar. Ela tem cerca de 20 parques ambientais a serem desfrutados
O presidente da Philips no Brasil, Paulo Zottolo, deu o que falar no final de julho. Ao aderir ao movimento “Cansei”, ele deu uma declaração infeliz ao jornal Valor Econōmico: “Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”. Mesmo falando que foi mal interpretado, ele foi alvo de protestos de estudantes e piauienses indignados, além de ser considerado persona non grata pelo governo estadual. Mas, afinal, o que o Piauí tem?
Sol e muito verde são características da capital Teresina, que compensa a falta de praias com os rios Poty e Parnaíba. Há cerca de 20 parques ambientais somente na capital, que tem atualmente 1 milhão de habitantes. Teresina pode ser uma opção para as férias se você gosta de turismo ecológico e belas vistas. A dica é visitá-la nos meses de inverno, pois a cidade é quente em qualquer dia do ano (temperatura média anual de 28º. C), mas os meses de verão são os mais chuvosos, com tempestades rápidas e fortes. Atrações turísticas Quem vai a Teresina não pode deixar de apreciar o artesanato local, muito variado. Os artesãos usam vários tipos de madeira e fibra, além de couro, fio e argila. Os principais estão na zona norte, no bairro Poti Velho. Outra atração é o Museu Odilon Nunes, localizado no centro, que tem um acervo de cerca de 2 mil peças. A Igreja de São Benedito, fundada em 1886, com portas de cedro e jacarandá, é tombada pelo patrimōnio histórico nacional.
Mas as maiores atrações da cidade são os 20 Parques Ambientais. Os principais parques são o Mini-Horto das Samambaias, onde será construída a primeira igreja ecológica da cidade, o Poti 1, que possui quadras poliesportivas e estrutura para lazer, o Parque Zoobotānico, que tem 137 hectares e conta com uma variedade incrível de répteis, o Parque do Caneleiro, com reserva natural da árvore homōnima, o Parque da Cidade, com muitas trilhas e realização de eventos culturais e ecológicos, e também o Parque Floresta Fóssil, que tem mais de 60 unidades de vegetais fossilizados.
( O conteúdo completo se encontra AQUI )

outubro 26, 2007

Contratos de publicidade fechados com agência de amigo do prefeito colocam município administrado pelo PPS na mira do Tribunal de Contas do Estado

TCE aponta irregularidades em contrato de publicidade
TCE/ Diarioweb
20/10/07
Apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), publicado ontem no Diário Oficial do Estado, enumera uma série de irregularidades no processo de contratação da agência Preview Pesquisa, Marketing e Publicidade pela Prefeitura de Rio Preto, em agosto do ano passado. A empresa venceu a licitação no valor de R$ 1 milhão depois de enfrentar outras duas concorrentes: a Versão BR Comunicação e Marketing, de Ribeirão Preto, e a Oana Publicidade, de Manaus (AM). Nenhuma agência de Rio Preto entrou na disputa pela conta da Prefeitura. Uma das irregularidades apontadas está justamente na pontuação das empresas durante o processo. Enquanto o edital estabelecia em um de seus itens um máximo de 100 pontos para cada projeto apresentado, a Preview alcançou 103 pontos, contra 72 e 71 para a Versão BR e a Oana, respectivamente. “A Comissão Julgadora atribuiu 103 pontos para a licitante vencedora, enquanto o item 6.3.1 do edital estabelece que cada proposta técnica receberá um máximo de 100 pontos”, diz despacho do relator Fúlvio Julião Biazzi.
Além disso, o TCE questiona a Prefeitura sobre informações no que diz respeito à capacitação técnica e comprovação de qualificação operacional da empresa vencedora do processo de licitação. O documento apresentado pela administração pública, um certificado de inscrição no Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo, não foi aceito pelo TCE, que diz: “não tem a qualificação de órgão competente.” A análise publicada no Diário Oficial foi feita pela Assessoria Técnica Jurídica e é a terceira avaliação negativa do processo de contratação da Preview pela Prefeitura feita pelo TCE. Depois que a unidade regional do TCE em Rio Preto identificou omissão da Prefeitura por não informar os valores das propostas apresentados pelas empresas concorrentes, a assessoria técnica do TCE declarou que a contratação da empresa de publicidade foi “restritiva” por causa da “prova de qualificação técnica” exigida na licitação.Dos 16 interessados que retiraram o edital, apenas três empresas disputaram a conta de publicidade da Prefeitura de Rio Preto. Em janeiro deste ano, o mesmo problema com a pontuação destacado na publicação de ontem foi apontado pelo TCE. A Preview é de propriedade do publicitário Saulo Nunes, amigo do prefeito Edinho Araújo (PPS) desde o tempo em que era prefeito de Santa Fé do Sul. Além da Prefeitura, a agência detém a conta de publicidade do Semae no valor de R$ 600 mil, que já foi renovada sem licitação.
Órgão dá um mês para defesa
O secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi, afirma que os apontamentos foram feitos para que a administração pública explique o que foi especificado na publicação à Unidade Técnica. “Como procurador do município, tomei ciência do despacho e solicitei ao TCE o inteiro teor do parecer da Unidade Técnica, pois alguns aspectos não ficaram claros por meio apenas da publicação no Diário Oficial”, afirma Thiesi. Entre os esclarecimentos, o secretário espera que o TCE explique porque não aceitou a declaração de inscrição no Sindicato das Agências de Propaganda do Estado de São Paulo como documento de qualificação de “órgão competente”. “Sobre a pontuação, antes mesmo da publicação dos resultados a própria comissão julgadora percebeu o erro e reviu essa questão”, diz o secretário e procurador. A Prefeitura tem 30 dias para apresentar o TCE os documentos que explicam o que foi apontado como irregularidade no processo. Se, neste prazo, não encaminhar as explicações solicitadas, o município pode ser multado. O valor da multa não foi divulgado pelo TCE.

outubro 21, 2007

TSE mantém cassação de ex-prefeito pefelista ( atual "demagogos" ) de município pernambucano por compra de votos

Cassação de mandato
TSE nega pedido de prefeito cassado de Pernambuco
O prefeito cassado de Verdejante (PE), Francisco Alves Tavares de Sá, eleito em 2004 pelo então PFL, atual DEM, não conseguiu reaver seus direitos políticos. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral negou recurso ao prefeito cassado no julgamento de terça-feira (16/10).
Ele é acusado de compra de votos porque distribuiu sacos de cimento. Além disso, teria dispensado licitação na construção de 60 casas populares, com recursos do Ministério das Cidades no valor de R$ 420 mil.
O julgamento, iniciado na sessão plenária do dia 11 de outubro, foi suspenso por pedido de vista do ministro Arnaldo Versiani. Ele citou jurisprudência do TSE para afirmar que a procedência da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) “pode resultar em inelegibilidade”.
A relação da impugnação com a possível inelegibilidade foi levantada pelo ministro José Delgado, relator do caso, em seu “para afastar possíveis efeitos da inelegibilidade pela cassação até o trânsito em julgado”.
Ao negar o recurso, o ministro Arnaldo Versiani lembrou que o prazo da possível inelegibilidade já se esgotou. Esse prazo seria de três anos, a contar das eleições municipais de 2004. Por essa razão, “não tem mais como produzir efeitos”, afirmou.
Versiani confirmou o entendimento de que os atos praticados pelo prefeito cassado configuram abuso de poder econômico. O ministro José Delgado destacou a pretensão do recorrente em “revolver fatos e provas”, o que não cabe no caso de Recurso Especial. “Não é possível ao TSE anular nova posição sem fazer nova análise dos autos”, disse o relator, reafirmando a cassação do diploma.
Em decisão anterior, Delgado acolheu recurso ajuizado pelo prefeito cassado. Ele determinou a conversão do agravo em Recurso Especial Eleitoral para permitir melhor análise da questão no TSE.
Em maio deste ano, o TRE de Pernambuco cassou o mandato do prefeito e determinou a posse do segundo colocado na eleição de 2004, José Adailton Monteiro da Silva (PTB). A segunda instância também decretou a inelegibilidade do prefeito cassado por três anos e determinou o pagamento de multa no valor de dez mil Ufirs, pouco mais de R$ 10,6 mil.

Consultor Jurídico

17 de outubro de 2007

outubro 18, 2007

Impostos, taxas, tributos e cobranças afins… e a cidade de São Paulo, discretinha, como vai?

O peso dos municípios
Beneficiadas por mudanças na legislação, que ampliou a lista de itens tributáveis e fechou brechas para a evasão, pelo crescimento do setor de serviços e por medidas que aumentaram a eficiência da fiscalização, as prefeituras das maiores cidades brasileiras estão aumentando suas receitas próprias em proporções muito superiores às dos Estados e da União.
A arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) em São Paulo nos quatro primeiros meses deste ano, por exemplo, foi 31,2% maior do que em igual período de 2005 em valores nominais – descontada a inflação, o crescimento é de 25%. Já as receitas dos Estados (considerado apenas o ICMS, o principal tributo estadual) e da União aumentaram, em valores nominais, 9,4% e 7,9%.
Há um lado positivo nesse quadro. Com mais receitas próprias, as prefeituras, além de poderem melhorar seus serviços e executar mais obras, reduzem sua dependência financeira do Estado e da União, que, além das transferências compulsórias, apóiam os municípios em muitos programas. A prática mostra que, muitas vezes, até a liberação das transferências compulsórias se transforma em instrumento de pressão, fazendo dos prefeitos reféns políticos dos governos estaduais e federal. Quanto mais arrecadam, menos dependentes eles se tornam.
Além disso, com mais receitas, as prefeituras podem apresentar índices de desempenho melhores, como, por exemplo, a relação entre a dívida e a arrecadação municipal. No caso da cidade de São Paulo, como mostrou reportagem do jornal Valor , a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida caiu de 2,1 em dezembro para 2,06 em abril. O índice é superior à meta fixada por resolução do Senado, de 1,02. A resolução dá prazo até 2016 para as prefeituras atingirem a meta, mas devem fazê-lo de acordo com um cronograma, que prevê, para este ano, o índice de 1,68.
O que explica boa parte do notável desempenho da arrecadação municipal são as mudanças aprovadas em 2003 na legislação do ISS. Novos serviços foram acrescentados à lista dos que podem ser tributados. Com relação a serviços já tributados, como os de limpeza e segurança, a legislação permitiu que a cobrança passasse a ser feita no local onde eles são prestados, e não no município onde a empresa declara ter sede. A fixação da alíquota mínima de 2%, por sua vez, reduziu a margem para prefeituras de pequenos municípios oferecerem vantagens tributárias para atrair empresas a guerra fiscal.
Arrecadação municipal aumenta mais do que a dos Estados e da União.
Essas medidas beneficiaram as grandes cidades, principalmente as capitais. A essas medidas, a
Prefeitura paulistana adicionou outra – a criação do cadastro obrigatório das empresas que declaram sede em outros municípios, mas prestam serviços em São Paulo, para poder cobrar na fonte os serviços prestados por aquelas que não conseguem provar que têm estrutura funcional fora da capital.
A medida teve o objetivo de combater uma fraude: para fugir da tributação mais alta em São Paulo, empresas de serviços declaravam ter sede em outro municípios onde a alíquota do ISS era mais baixa. Balanço feito há alguns meses mostrou que, de cerca de 13 mil empresas que enviaram sua documentação para a Prefeitura, pouco mais de 10 tiveram seu cadastro oficializado e continuam a recolher o ISS no município onde declararam ter sede. Os demais o recolhem em São Paulo.
Alguns advogados apontam para o problema da bitributação em que, por causa da nova sistemática, estão incorrendo algumas empresas. Para os contribuintes em geral, há um problema mais grave, que é o aumento da carga tributária. As prefeituras esperam que, com as novas regras, a arrecadação do ISS dobre em termos reais no prazo de cinco anos. É possível que a meta seja alcançada.
Se a melhora da arrecadação das prefeituras viesse acompanhada de uma redução equivalente do que os Estados e a União retiram do contribuinte, o resultado seria uma distribuição mais adequada das receitas entre as três esferas de governo, sem prejuízo para a sociedade. Mas, como a arrecadação cresce em todos os níveis, o resultado é negativo para a atividade econômica.
Fonte:
O Estado de São Paulo, 24-06-2006.
Cadastro do ISS faz aumentar arrecadação de São Paulo
Empresas reclamam que prefeitura está barrando o registro e, com isso, ocorre uma bitributação. De um total de 36 mil empresas, 29,5 mil já receberam o cadastro de contribuintes da cidade de São Paulo. De acordo com o diretor do departamento de arrecadação e cobrança de finanças, Ronilson Bezerra Rodrigues, houve um aumento, de 2005 para 2006, de R$ 350 milhões na arrecadação municipal. “Em 2005, arrecadamos R$ 3,143 milhões. No ano passado, foram R$ 4,082 milhões”, comenta Rodrigues, que atribui a maior parte do aumento na arrecadação às mudanças na legislação. Em 2005, a prefeitura criou a Lei 14.042, que prevê que empresas sediadas em outras cidades e que forem prestar serviços na capital paulistana devem se cadastrar na Secretaria Municipal de Finanças. A nova norma foi criada porque a prefeitura de São Paulo considera que muitas empresas se instalam em municípios vizinhos à capital paulistana para pagar uma alíquota menor do Imposto sobre Serviços (ISS), mas, na prática, sua sede fica na capital. A maior preocupação da prefeitura é com a fuga de empresas do município e perda na arrecadação desse tributo. A medida, no entanto, ainda está causando polêmica. No primeiro momento, muitas empresas recorreram à Justiça contra o cadastro. Hoje, as empresas alegam que a prefeitura está dificultando a liberação do cadastro. “Tenho o caso de um cliente que teve o seu pedido negado administrativamente mesmo após apresentar todos os documentos que foram solicitados”, afirma o advogado Henrique Lopes, do escritório KLA Advogados. De acordo com especialistas, quando a empresa não consegue fazer o cadastro, a nova legislação determina que o tomador de serviços faça a retenção do imposto. E, naturalmente, a cidade em que a empresa está localizada também exige o pagamento, provocando uma bitributação. “Para muitas empresas, a única alternativa é recorrer ao Judiciário para evitar a bitributação”, afirma o advogado Jairo Gomes da Silva, da JG Advocacia e Consultoria Tributária. O advogado sugere ainda que “as empresas depositem o valor do débito em juízo, convocando os municípios envolvidos para que discutam para qual deles o ISS é devido”. Recorrer à Justiça foi a solução encontrada por uma empresa de serviços com sede em Barueri (SP) que teve seu pedido de cadastramento negado pela prefeitura de São Paulo. A empresa recorreu à Justiça e conseguiu uma sentença do juiz da Quinta Vara da Fazenda Pública da Capital, Luciano Fernandes Gualhanone. A Fazenda do município apelou e a questão ainda se encontra no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). O advogado da empresa, Raul Haidar, entrou com mandado de segurança após o indeferimento do pedido de cadastramento. Na época, a prefeitura justificou-se dizendo que a empresa não havia comprovado sua existência física em Barueri. Argumentou, por exemplo, que o telefone da empresa não estava registrado no nome do seu proprietário. Haidar rebateu utilizando os documentos e fotos da empresa como prova. A sentença declarou que a prefeitura paulistana estaria “passando a se apropriar de tributo que, em tese, poderia ser devido apenas a outro município”. O advogado tributarista Kiyoshi Harada orienta as empresas regulares que tiverem o cadastro negado a contestar ainda a exigência do cadastramento. “A medida só serve para criar animosidade entre prestador de serviço e cliente já que se o prestador de outro município não estiver cadastrado, seu cliente terá que recolher o ISS sobre a nota”, afirma. “Esse cadastro só é eficiente para a aumentar a arrecadação do Fisco. Além disso, a prefeitura de São Paulo não tem competência para arrecadar imposto de prestador de outro município”, argumenta Harada. O advogado Rodrigo Chohfi, do escritório Porto Advogados, também tem casos de clientes que tiveram que recorrer à Justiça porque o pedido foi indeferido. Uma das suas clientes tinha matriz em São Paulo e filial em outro município. Para atender à exigência da prefeitura de São Paulo, a empresa pagava o ISS integral na capital. “Só que ela foi autuada em sua filial porque deixou de recolher o ISS na cidade vizinha”, diz o advogado. A autuação representou quase um ano de faturamento da empresa, que agora briga na Justiça. “Só quem tem pendências ou que não tem estabelecimento fora da cidade é que tiveram os pedidos indeferidos”, garante Rodrigues. De acordo com diretor do departamento de arrecadação e cobrança de finanças de São Paulo, casos isolados podem ocorrer e a prefeitura está trabalhando para solucionar os problemas.
Consultor Público /Gazeta Mercantil
23-09-2007
Capitais elevam arrecadação de ISS em até 26%
As prefeituras de algumas capitais conseguiram em 2006 elevação de arrecadação bem acima do registrado por Estados ou pela União. Um levantamento do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) com base em dados do Tesouro Nacional e nos relatórios fiscais das prefeituras mostra que algumas capitais tiveram elevação expressiva do Imposto sobre Serviços (ISS), o principal tributo dos municípios com forte arrecadação própria. Pela classificação, São Paulo teve a maior elevação com o imposto, com crescimento de 26% nominais em 2006, na comparação com o ano anterior. A capital paulista foi seguida por Manaus, com 16,2% e Fortaleza, com 15,4%. Aumentos consideráveis para um ano com inflação de 3,14% medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O aumento de receita própria, porém, não aconteceu na mesma proporção da redução de despesas com folha ou custeio. Em São Paulo, a receita própria aumentou em R$ 2 bilhões de 2005 para 2006. A previsão da prefeitura para elevação em 2007 é de mais de R$ 1 bilhão. A redução de despesa de custeio para o período de agosto de 2006 para o mesmo mês deste ano, porém, deve acontecer em escala bem menor, de R$ 130 milhões.
Em Manaus, a receita própria tributária do município cresceu em 2006 em torno de 22%. Mas o secretário de Finanças, Onildo Elias Castro Lima, diz que não houve redução em despesa de custeio no período, apesar da tentativa de destinar uma parcela cada vez maior do crescimento de arrecadação para os investimentos. Em 2004, diz ele, 5% da arrecadação própria eram para os investimentos. “Em 2006 essa parcela cresceu para 8% da receita própria do município.”
Em Fortaleza, o aumento real de receita própria foi de 18% de 2005 para 2006, conta o secretário de Finanças, Alexandre Cialdini. Os gastos com pessoal, porém, aumentaram, apesar de continuar dentro das exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Em 2004 eram de 36% da Receita Corrente Líquida (RCL). Atualmente a relação é de 41%. Segundo Cialdini, a despesa com folha acabou aumentando em função das contratações necessárias para programas sociais, principalmente na área da saúde.
Para o especialista em contas públicas Amir Khair, a tendência entre os grandes municípios é o aumento de arrecadação própria, mesmo sem o aumento das alíquotas dos tributos ou a criação de novas cobranças. Isso porque os municípios estão implementando modelos já adotados com sucesso pela União e pelos Estados, com maior informatização, formação de um banco de dados mais consistente, especialização da fiscalização. “As administrações, porém, tendem a ter despesas cada vez maiores, conforme o aumento de receitas. Os esforços são concentrados na elevação de arrecadação e bem nos no controle de despesas com folha de pagamentos ou custeio.”
Na capital paulista, a prefeitura conseguiu a elevação de R$ 3,17 bilhões para R$ 3,99 bilhões na arrecadação de ISS combatendo principalmente a migração de prestadores de serviços a municípios vizinhos à capital paulista. Também houve fiscalizações detonadas com o acompanhamento setorizado do recolhimento do imposto, como o do setor hoteleiro, por exemplo. Segundo o secretário de gestão do município de São Paulo, Januario Montone, muitos hotéis simplesmente não recolhiam ISS em épocas de baixa temporada.
O município também ampliou o cruzamento eletrônico de dados, medida já implementada pela União e pelo Estado de São Paulo. “Com isso percebemos que muitas empresas pagavam a taxa de publicidade sem nunca ter pago a taxa de estabelecimento, por exemplo”, diz Montone. Na área das despesa, ele destaca o pregão presencial feito para a contratação de um único operador de telefonia para atender a toda a prefeitura. Antes, explica ele, cada linha de cada secretaria era paga como uma assinatura única. “Fizemos com que a prefeitura fosse considerado um cliente só. Com essa medida, o custo do pulso de ligação de telefone fixo para fixo caiu de R$ 0,28 para R$ 0,02.”
A negociação de um contrato único também foi feito para o serviço de vigilância, antes acertado isoladamente com cada secretaria. “Descobrimos que o valor do serviço variava de R$ 9,98 a hora/homem e chegava até R$ 12,87 a hora/homem. Com uma contratação única, o valor baixou para R$ 6,65 a hora /homem.” Medida semelhante foi tomada na compra de leite em pó para as escolas municipais, o que gerou, diz Montone, economia de R$ 40 milhões anuais.
O programa de gestão para aumento de receitas e redução de despesas na capital paulista contou com a consultoria do INDG. O diretor do instituto, Luiz Octávio, diz que a consultoria tem sido cada vez mais procurada pelo setor público, o que reflete uma preocupação maior com a eficiência na administração. Segundo ele, as vendas do INDG para o setor público representavam, em 2003, R$ 50 milhões, valor que deve saltar para R$ 150 milhões em 2007. A experiência da capital paulista deve ser relatada em um evento promovido hoje e amanhã pelo INDG no World Trade Center, em São Paulo.
O acompanhamento setorizado do ISS também começou a ser feito em 2005 por Porto Alegre, quinto lugar no levantamento do INDG. O maior controle do tributo detonou fiscalizações no setor hoteleiro e também no de assessorias e consultorias. Nesse último segmento foi detectado que 63% dos contribuintes não recolhiam regularmente o imposto. A fiscalização ainda está em curso e até agora 92 empresas já foram notificadas. A prefeitura gaúcha também faz um acompanhamento mais sistemático dos 800 maiores contribuintes. O conjunto de medidas, diz o secretário municipal de Fazenda, Cristiano Tasch, fez a soma do ISS, IPTU e do Imposto sobre Transmissão de Bens Inter Vivos (ITBI) originar em 2006 uma arrecadação 7,14% maior em termos reais do que a de 2005.
Em Manaus, o secretário de Finanças, Onildo Elias de Castro Lima, diz que a anistia concedida para multas, além de outras facilidades para o pagamento de tributos em atraso contribuiu para o aumento de arrecadação própria de 22%. “Nos últimos dois anos essa iniciativa contribuiu com 15% de aumento na receita tributária própria”, diz. O secretário também não descarta a contribuição da maior atividade econômica na Zona Franca de Manaus. Em Fortaleza, medidas para elevar a arrecadação de ISS incluem, além do acompanhamento setorizado do tributo, a implementação da substituição tributária e uma campanha para que a população passe a exigir a nota fiscal de serviços.
Marta Watanabe
Valor Econômico
23/2/2007
Clipping Planejamento

Gozado. O tratamento dispensado às pessoas, e os termos usados, quando se fala de cobrança de impostos ( da própria natureza do Estado ) e quando da apresentação dos resultados. O Governo do Estado de São Paulo “arrecada” ( desde 1995, claro ); o “Estado Brasileiro pesado” sente “fome arrecadatória” por causa dos “gastos” ( leia-se pessoal, previdenciário e social ); a cidade de São Paulo era governada pela “Martaxa”; o governo Lula “aumenta a carga tributária” do brasileiro ( excluíndo-se aí, pelo imprensalão, o fato de que estatais poderosas como a Petrobrás contribuem com este resultado, combate inclemente à sonegação, melhora seguida dos resultados da economia [ índices de consumo, p.ex. ], renegociação com inadimplentes/Refis, aumento de vagas de trabalho e do salário mínimo, etc.; desconsideram-se também as desonerações diversas ou o reajuste na tabela do IR ).
Mas tá certo. Em minha opinião de leigo, o governo devia mesmo afrouxar a cobrança da insonegável CPMF, mas compensando com o aumento das taxas incidentes sobre os produtos importados, como automóveis, bebidas caras ( ou nem tanto ), perfumes, jóias, etc., além de buscar outras fontes de receitas, como tributação sobre heranças, riqueza, capital especulativo, essas migalhinhas.

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