A matéria saiu no SPTV 1ª. Edição de Sábado, apresentada pelo César Trialli. Talvez influenciada pelo hediondo Jornal Hoje, eis que a equipe jornalística nos apresentou a um tema de grandessíssima importância, correlato à epidemia da ex-gripe suína: “Você pode ser contaminado nas academias???”
“Estar saudável é muito importante para mim”, diria aquele cara no comercial de pasta de dente. A saúde é importantíssima, e o local mais adequado para conseguir e ou mantê-la, é nas academias. Musculação ( resultado mais rápido se conjugada com certos “aditivos” muito saudáveis ), aerolambada, tecnodança, capoeira, jiu-jitsu, ergométrica… Só fica parado e sem saúde quem quer. Depois da maromba nossa de cada dia, nada como pegar um sol. Caminhando no parque, ou na rua mesmo, dando aquela corridinha maneira, no sol das 13:00 hs, que é para esturricar mais rápido e parecer mais saudável, mais forte e potente. De preferência usando um óculos escuro de camelô, para proteger a vista.
Mas, há uma certa confusão aqui, e eu não vou perder meu tempo consertando-a. Basta saber ( caso alguém não tenha percebido ) que eu estava sendo sarcástico. O lance todo resume-se a vaidade, a futilidade, a narcisismo. Quem quer ser “saudável” não corre debaixo do sol das 13:00 horas e não toma “bomba”. Faz yoga. Evita carnes, bebidas alcoólicas e drogas.
Mas eu falava sobre futilidade.
Volto à matéria do SPTV. A preocupação extrema com um ambiente importantíssimo, quase tão importante para a nossa cultura quanto os shoppings-centers e o salão de cabeleireiro, como é o caso das academias. Aí, a equipe jornalística vai dar uma bisoiada para ver o que está sendo feito nestes locais para proteger seus frequentadores contra a ex-gripe-suína.
Então, eles botam na tela, uma rapariga, “vagamente loira” ( sacaram o trocadilho? ), apresentada como “gerente de academia”. E o que esta mulher está fazendo contra o vírus?
Segundo suas ( dela ) palavras: “Passando uma FRANELA com álcool etc, etc.”
Eu dei um pulo do sofá:
- Vocês ouviram? Ela disse “franela”? Eu ouvi errado? Não, não! Olhalá, ela falou “franela” de novo!
Minha mãe falou que teve a mesma impressão, mesmo sendo surda de um ouvido. Depois eu acabei procurando no Portal da Globo e encontrei.
A minha opinião nesta história: ninguém faz questão de que seja cultivado um gosto pelo preciosimo, sabe? “Como sói” e coisa parecida.
Mas, peloamordedeus, custa deixar um pouco de lado a busca pela “boa imagem física” e pela “beleza”, e empregar um pouco do tempo gasto em futilidades procurando alguma atividade intelectual? Nem que seja fazer palavras-cruzadas? Catzo, tomar bomba, fazer jiu-jitsu, desenhar tatuagens ( cujo desenho não sabemos o significado ) na pele , torrar debaixo do sol, “aloirar” e esticar o cabelo, enfim isso tudo aí, QUALQUER UM PODE FAZER. Motivos para seu um idiota não faltam. Há estímulos para isso. Prêmios. Sardinha, Flipper.
Na verdade, “malhar” dá menos trabalho do que pensar.
Ou procure um psiquiatra, pois isso tem todo o estilo de um belo complexo, ainda que você ande na rua de cabeça erguida, olhando os outros de cima, como se fosse uma estátua grega. Como diz minha irmã, é falta de um tanque de roupa suja para lavar. Sabe, tipo calças, camisas de “FLANELA”, etc.