ENCALHE

agosto 31, 2009

Ecce povo: Classe média manda carta para jornal para acusar polícia de ter recebido propina OFERECIDA pela própria classe média!!

Como todos nós sabemos, “us pulíticus” são tudo o que há de pior neste país, até o momento em que nos lançamos na política e passamos a, bem, rever tudo o que havíamos dito até então. Enquanto não nos “tornamos pulíticus”, vamos exercendo a nossa corrupçãozinha diária, seja estacionando em local proibido, seja construíndo a calçada pública em frente a nossos imóveis de acordo com nossa própria conveniência, ou também escutando música alta sem fone de ouvido dentro do busão. Ou, oferecendo propina para não sermos multados…


A seguir: O estranho caso da dona Marta

Os relatos a seguir foram publicados na seção SÃO PAULO RECLAMA, do Estadão [ Caderno Cidades ], em 16 de agosto do ano corrente:

“Propina no trânsito
Em 30 de julho, por volta das 19h30, na Avenida Dr. Arnaldo, no viaduto sobre a Avenida Sumaré, meu filho foi parado por dois policiais com a alegação ( verdadeira, mas não percebida até o momento ) de que os números da placa traseira não estavam visíveis e que por isso deveriam apreender o carro. Meu filho, surpreso, concordou e, como moramos a dois quarteirões da avenida, sugeriu voltar para casa e trocar de carro. Os policiais não concordaram e, fazendo uma conta rápida ( guincho, multa, placa nova, estacionamento ), chegaram ao valor da multa: R$ 700. Percebendo a situação, meu filho perguntou como poderia resolver a questão. Diante do silêncio dos policiais, sugeriu R$ 50. Silêncio novamente. Aumentou para R$ 70 e ouviu do policial que precisava consultar seu companheiro, que aceitou a proposta. Como ele não tinha essa quantia na carteira, os policiais o escoltaram até um caixa eletrônico, esperaram que o dinheiro fosse sacado, receberam-no e o deixaram ir embora com o carro irregular. Não concordamos com o uso de propina para resolver questões legais e acreditamos que o correto seria o policial aplicar todas as sanções cabíveis. Os policias deveriam auxiliar no trânsito e os motoristas, inclusive, multá-los quando necessário. Amedrontado, meu filho se sentiu obrigado a ceder a essa chantagem. Esses policiais não são dignos da profissão que exercem!
MARTHA M.
São Paulo
A Polícia Militar esclarece que foi instaurada investigação para apurar os fatos narrados pela leitora, pois não compactua com ações ilegais eventualmente praticada por alguns de seus integrantes.”

A resposta não tardou, tendo sido publicada na mesma seção, na data de 19 de agosto. Vamos acompanhar:
“Mau exemplo
Estarrecedora a carta da sra. Martha M, Propina no trânsito (16/8). A missivista denuncia e verbera a aceitação de propina por parte de policiais militares, para “resolver a questão” (sic). A questão mencionada era uma infração do Código de Trânsito Brasileiro que policiais teriam verificado no carro do filho da reclamante. Ela, porém, revela que a iniciativa de oferecer propina aos agentes da lei partiu de seu filho. Ora, o filho da sra. Martha, fazendo oferecimento espúrio e ainda nele insistindo, tipificou o crime de corrupção ativa, cominado no artigo 333 do Código Penal. Ele não pode se eximir do dolo, por mais que sejam execrados os policiais envolvidos que, se aceitaram a propina, também incorreram em crime. Verifica-se, pela carta, quão enferma está nossa sociedade. A mãe de um infrator declarado não se acanha de vir a público acusar uma ilegalidade da qual seu filho foi o agente ativo, como se ele nada tivesse cometido de incorreto. Não conhecendo as pessoas em foco, não posso aquilatar suas qualidades nem seus defeitos, mas as declarações dela são altamente comprometedoras. A opinião da sra. Martha – por aquilo que escreveu – tolda de pessimismo minha opinião sobre os princípios de nosso povo, e, infelizmente, faz minimizar a má conduta dos políticos.”
ALAOR SILVA BRANDÃO
São Paulo
Que bronca, heim? O senhor Alaor, segundo nos disse o mestre Google, é oficial da PM. Ele tem QUASE toda a razão, não fosse o fato de que, se considerarmos correta a narração da dona Marta, os PMs foram “fazer conta” diante do meliante acusado. Isso é quase uma insinuação de corruptibilidade. E o meliante “pescou”. E apostou pra ver. Ocorre que “insinuação” velada não é, exatamente, um pedido claro. Em resumo, havia uma situação propícia, em que ambos [ mocinho e bandido ] mostraram a qual preço se venderiam. E todas as partes fecharam negócio, entraram num acordo. Posteriormente a dona Marta, talvez já acostumada a pagar propina, contanto que esta seja pedida às claras, nos fez o favor de botar a boca no mundo, sem se dar conta de seu papel ridículo. É bem aquela classe-média paulistana “indignada” com a podridão do mundo. Quando produzida pelos outros, bem entendido. Já o seu Alaor…bem…, todo mundo aqui entende [ penso eu ] que “policial fazendo contas de quanto vai custar a barbeiragem do motorista”, isso é altamente sugestivo.

março 24, 2009

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

Eu já tinha esquecido o porquê do dr. Paulo é tão querido aqui em São Paulo

Filed under: Indústrias Reunidas daMulta, multas de trânsito, Paulo Maluf — Humberto @ 2:44 am
Já no crepúsculo de sua carreira política, o dr. Paulo deixa um presentinho para os maus motoristas ( que são quase todos, já que não estou me referindo a destreza deles, mas sim ao caráter ): o fiscal-justiceiro terá que “advertir” o pusilânime criminoso que estiver fazendo das suas ao volante.
Dr. Paulo ( que deixa sua herança eleitoral e transfere seus votos à tucanalha ) ainda lança mão da velha mentira frequentemente utilizada pelos cafajas motorizados: a “Indústria da Multa”, um verdadeiro terror totalitário fica inventando multas só para ferrar os anjinhos.
Ironia das ironias: até mesmo o pedestre “abusado” poderá ser advertido. Sabe, né? Na falta de poder mostrar o pedestre como o causador de todo o caos, pegam um exemplo aqui e acolá.
Você, como pedestre, já está sendo confinado à faixa de pedestres ( não é para sua segurança, já que não é observada mesmo ) e, male-male, às péssimas calçadas ( que, observe, são obstáculos, já que cada morador faz a calçada de acordo com a sua própria conveniência e a de seu carro ).
Creio eu que seja o primeiro passo para diminuir as já leves penalidades dadas às péssimas pessoas que, também, são péssimos motoristas. Pegarão o “mau pedestre” como desculpa para reduzir as penalidades aos motoristas, vão anotando.

março 4, 2009

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
QUE LIXO.

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
QUE LIXO.

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
QUE LIXO.

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
QUE LIXO.

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
QUE LIXO.

Maravilhosa invenção para combater a burrice e a falta de auto-estima já foi inventada!! Falta popularizar!

A empresa Canadense Aegis Mobility criou um dispositivo de segurança que impede a utilização dos celulares pelos motoristas através da interceptação das chamadas e mensagens de texto quando eles estão dirigindo. O sistema avisa às pessoas que estão ligando que o usuário está dirigindo e pede para deixar um recado. O sistema deverá ser comercializado através de assinatura mensal. Segundo a “Sociedade Real para prevenção de acidentes” os motoristas que dirigem falando ao celular são quatro vezes mais propensos a se envolverem em acidentes. Segundo o departamento de transportes britânico, motoristas falando ao celular causaram 25 acidentes fatais no ano passado.
Fonte: BBC News ( OBS: A notícia é de outubro de 2008 )

O QUE TANTO FALAM, AFINAL?
Eu fico ouvindo – a contragosto, seus lixos -, já que não sou surdo, as conversas de que certas criaturas teimam em fazer-nos participar, por exemplo, em locais públicos, dos quais você não pode fugir. Tipo, dentro do ônibus. Não será surpresa para vocês eu dizer que não passam de baboseiras e produção desnecessária e criminosa de CO2 e decibéis.
Quero dizer que não é nada que não possa ser dito depois. Mas não, os monstrinhos de baixa estima tem que mostrar aos outros, antes de tudo, que possuem um celular ( OHH! Meu Deus!! Uga, uga!! Mim ter medo de ídolo de homem branco!! ). Cumprida essa etapa têm, então, que mostrar sua popularidade ( UGH! Homem branco com ídolo que fala está falando com ídolo e ídolo responde!! Homem branco conversa com deuses! Homem branco poderoso, importante e popular! ). Eu não me conformo, por exemplo, com a coincidência, quando alguém entra no ônibus ou no vagão do metrô e o celular toca bem naquele instante! Coincidentemente, não toca antes da pessoa estar na presença de “reféns” que serão torturados com sua conversa cacete.
Havia uma piadinha: “Qual a semelhança entre celular e celulite?” Resposta: “Todo bundão tem…”.
Agora, motorista falando enquanto dirige… meu, é bom para vocês que eu não tenho poderes paranormais, pois uma jamanta ia aparecer na frente de todo mundo que eu flagrasse falando ao celular enquanto guia. E não me sentiria nada culpado. É o “cada um, cada um”, lembram? Vocês se sentem “oprimidos” ( Ui!! ) pela CET, pela fantasmagórica “Indústria da Multa” ( uma lenda urbana inventada e, depois, divulgada por mau-caráteres ), mas eu vivo dizendo: me dêem um talão de multas e em 10 minutos eu vou querer outro novinho.
O que eu perguntei acima, mantenho a pergunta: o que tanto falam? O quê, de tão urgente, que seja obrigatório atender naquele momento?
Não repondam: eu achei as respostas!!! Como não pensei nisso antes?

FLAGRAS:
Caso 1
Cidadão transitando numa avenida de bairro de classe-média paulistana. Ouve-se o seguinte:
- Não… Olha, viu…!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… Eu NÃO estou fazendo pouco caso de você! Por favor, solte os reféns agora! Eu ficarei no lugar deles, vai… NÃO!! NÃO atire nela, eu estou chegando!!!
Obviamente, é o tipo de situação que estamos cansados de ver por aí, e sua gravidade e urgência justificam falar ao celular enquanto se guia.
Caso 2
Outro cidadão, de São Paulo, trava o seguinte diálogo ( do qual só conhecemos sua parte, mas não a do seu interlocutor ):
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao hospital, vão fazendo o seguinte: pega a cabeça da criança, com calma, põe a tala no pescoço e imobiliza do peito para baixo… É… e tira prego que pode infeccionar… ISSO!! Já estou chegando!!!
Um óbvio caso de “vida ou morte”, e as decisões têm de ser tomadas ali, no calor do momento. Não se pode criticar esse motorista.
Caso 3
Também em São Paulo, onde coisas muito esquisitas acontecem, prá Jack Bauer nenhum botar defeito:
- Não… Olha, viu!? Eu estou dirigindo e não posso falar agora!! Viu, ô!! Tchau! NÃO, NÃO, NÃO… OLHA, eu já estou chegando ao local, vão fazendo o seguinte: pega o alicate… ISSO!! O de bico!! É…! Pega e localiza o fio verde… Já? ÓTIMO! Do lado do fio verde, tem o azul, não tem? ALÔ!! “Não tem”?!! Como assim? Aimeudeus!! Então o fio vermelho??! AH, tá! É… esqueci que os albaneses é que usavam esse tipo de detonador! Os fios verde e vermelho, é mesmo… Os nigerianos são meio antiquados, mesmo!! ISSO, corta o fio vermelho, que eu já estou chegando… Mantenham as barreiras e não deixem nenhum civil chegar perto…”
Não se pode obrigar alguém, dedicado a salvar o mundo de ameaças horrendas, que acate leis que impeçam seu ofício, não é?

Fantasias literárias à parte, as conversas giram [ no busão, pelo menos ] em torno de:
“aí eu falei pro Claudionor que semana que vem eu… Ai, ninguém merece!!”;
“aí eu mandei prá dentro sem limão memo e é só alegria…”; “eufaleipraelaviu…elenãogostadela…ninguemmerece…”;
“é…eu baxei o fank da calcinha…mó zuêra…”;
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