28/11/2007
Ainda não tinha tratado disso aqui, mas estou fora do Brasil desde domingo (18/11), por isso este blog está um pouco mais lento do que o normal. Mesmo assim, à distância, vamos dando nossos furinhos. Antecipei ontem à noite que se discutia na produção do Jô uma resposta do apresentador para o vídeo que divulgamos neste blog com a tal entrevista do taxista sobre os costumes sexuais dos angolanos, em especial das angolanas. Na verdade, desde que a notícia começou a ganhar repercussão, com a publicação que fizemos, já havia na Globo quem defendesse um comentário do apresentador sobre o caso. À época, um amigo da emissora me enviou e-mail dizendo (em tom de brincadeira, claro) que meu blog “tinha mais audiência que o programa do gordo”. Segundo ele, ninguém comentara nada sobre aquela entrevista até eu divulgá-la aqui. E que depois do meu post correr a internet, o assunto passou a dividir opiniões nos corredores. Muitos jornalistas de lá, segundo ele, concordavam comigo e também achavam a entrevista um absurdo. Bem, mas confirmando a informação aqui publicada ontem, Jô deu uma entrevista sobre o caso. Escolheu a Agência Lusa de Portugal para falar, primeiro porque tem ela boa penetração nos países africanos de língua portuguesa e segundo porque assim a resposta estaria dada sem parecer que ele estava assim tão preocupado com o caso, no entender de alguns pareceria se, por exemplo, falasse para um jornal brasileiro como Folha ou O Globo. Ou mesmo para um portal de internet. Duvido que o pessoal do Uol não tenha procurado. Na entrevista disse que “não houve manifestação de preconceito na entrevista que diz respeito aos hábitos locais de uma tribo. Mas, se ao ser mal interpretado, eu ofendi determinados grupos, peço desculpas. Não houve intenção de menosprezar nenhuma mulher do mundo”, disse ele. E também afirmou que: “Não entendo como acontece uma tempestade em copo d’água. Estão usando um episódio não importante para dizer que é uma forma de racismo. Asseguro que não houve manifestação de preconceito”, disse Jô. Leiam o post que escrevi ontem à noite. Disse que ele iria dizer exatamente isso. Ele cumpriu a regra o que havia sido definido como estratégia de defesa nos bastidores da emissora. Não acho que Jô seja racista. Nem tampouco seu programa tem sido racista nesses tantos anos que o apresenta. Já escrevi isso aqui quando publiquei o primeiro post sobre o caso. Mas acho muito pouco essa resposta. É bastante tímida para a gravidade do caso. O vídeo é um horror. E quem o condena não está fazendo “tempestade em copo d´água”.
Ainda não tinha tratado disso aqui, mas estou fora do Brasil desde domingo (18/11), por isso este blog está um pouco mais lento do que o normal. Mesmo assim, à distância, vamos dando nossos furinhos. Antecipei ontem à noite que se discutia na produção do Jô uma resposta do apresentador para o vídeo que divulgamos neste blog com a tal entrevista do taxista sobre os costumes sexuais dos angolanos, em especial das angolanas. Na verdade, desde que a notícia começou a ganhar repercussão, com a publicação que fizemos, já havia na Globo quem defendesse um comentário do apresentador sobre o caso. À época, um amigo da emissora me enviou e-mail dizendo (em tom de brincadeira, claro) que meu blog “tinha mais audiência que o programa do gordo”. Segundo ele, ninguém comentara nada sobre aquela entrevista até eu divulgá-la aqui. E que depois do meu post correr a internet, o assunto passou a dividir opiniões nos corredores. Muitos jornalistas de lá, segundo ele, concordavam comigo e também achavam a entrevista um absurdo. Bem, mas confirmando a informação aqui publicada ontem, Jô deu uma entrevista sobre o caso. Escolheu a Agência Lusa de Portugal para falar, primeiro porque tem ela boa penetração nos países africanos de língua portuguesa e segundo porque assim a resposta estaria dada sem parecer que ele estava assim tão preocupado com o caso, no entender de alguns pareceria se, por exemplo, falasse para um jornal brasileiro como Folha ou O Globo. Ou mesmo para um portal de internet. Duvido que o pessoal do Uol não tenha procurado. Na entrevista disse que “não houve manifestação de preconceito na entrevista que diz respeito aos hábitos locais de uma tribo. Mas, se ao ser mal interpretado, eu ofendi determinados grupos, peço desculpas. Não houve intenção de menosprezar nenhuma mulher do mundo”, disse ele. E também afirmou que: “Não entendo como acontece uma tempestade em copo d’água. Estão usando um episódio não importante para dizer que é uma forma de racismo. Asseguro que não houve manifestação de preconceito”, disse Jô. Leiam o post que escrevi ontem à noite. Disse que ele iria dizer exatamente isso. Ele cumpriu a regra o que havia sido definido como estratégia de defesa nos bastidores da emissora. Não acho que Jô seja racista. Nem tampouco seu programa tem sido racista nesses tantos anos que o apresenta. Já escrevi isso aqui quando publiquei o primeiro post sobre o caso. Mas acho muito pouco essa resposta. É bastante tímida para a gravidade do caso. O vídeo é um horror. E quem o condena não está fazendo “tempestade em copo d´água”.

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