08/02/08
O deputado estadual José Cândido (PT-SP), um dos representantes da Frente Parlamentar da Promoção da Igualdade Racial da Assembléia Legislativa, e movimentos a favor da igualdade racial acusaram a mídia, nesta quinta-feira (07/02), de dar um tom pessoal, racial e sexista à saída da ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Matilde Ribeiro, da pasta.
Cândido e representantes do movimento negro analisaram na quinta, na Assembléia Legislativa, a tarefa da mídia ao retratar o caso da ministra, por usar R$ 171 mil no cartão corporativo do governo federal em 2007 – incluindo gastos nas férias e em um free shop. Matilde Ribeiro pediu demissão pelo que considerou um “erro” e uma falta de orientação de seus assessores.
Para o deputado José Cândido, é fato que a ministra errou. Mas as fotos, utilizadas tanto em veículos de amplitude nacional como as regionais, sempre a mostram descabelada, chorando e com uma cara de “doida” – o que demonstraria um sexismo e racismo por parte dos meios de comunicação. “Matilde é negra e mulher: um duplo preconceito”, afirmou o deputado.
O secretário-geral Rafael Pinto, da ONG Soweto, com 18 anos de existência na defesa da igualdade racial, ressalta que o caso dos cartões corporativos foi utilizado para desmoralizar a pasta como um todo, o que, segundo ele, não ocorreu. “A Seppir teve a função de destacar a questão racial como política pública. Um de seus grandes feitos foi a criação da Agenda Brasil Quilombola, com a regularização de parte das três mil comunidades afro existentes no País”, argumentou Rafael Pinto.
O secretário cita como exemplo de desqualificação da gestão o comentário de Igor Gielow, secretário de redação da sucursal de Brasília, da Folha, em “Matilde e a vingança dos barnabés” (para assinantes). No artigo, afirma Igor: “Além de dar declarações de cunho racista, não se tem notícia do que mais ela fez nos últimos anos – a não ser, sabemos agora, torrar dinheiro público com cartões.”
Procurado pela reportagem do Comunique-se para falar sobre a posição do movimento negro, o secretário de redação disse que não estava presente na reunião entre o deputado e membros das organizações negras e que, portanto, não poderia comentar.
O deputado estadual José Cândido (PT-SP), um dos representantes da Frente Parlamentar da Promoção da Igualdade Racial da Assembléia Legislativa, e movimentos a favor da igualdade racial acusaram a mídia, nesta quinta-feira (07/02), de dar um tom pessoal, racial e sexista à saída da ex-ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Matilde Ribeiro, da pasta.
Cândido e representantes do movimento negro analisaram na quinta, na Assembléia Legislativa, a tarefa da mídia ao retratar o caso da ministra, por usar R$ 171 mil no cartão corporativo do governo federal em 2007 – incluindo gastos nas férias e em um free shop. Matilde Ribeiro pediu demissão pelo que considerou um “erro” e uma falta de orientação de seus assessores.
Para o deputado José Cândido, é fato que a ministra errou. Mas as fotos, utilizadas tanto em veículos de amplitude nacional como as regionais, sempre a mostram descabelada, chorando e com uma cara de “doida” – o que demonstraria um sexismo e racismo por parte dos meios de comunicação. “Matilde é negra e mulher: um duplo preconceito”, afirmou o deputado.
O secretário-geral Rafael Pinto, da ONG Soweto, com 18 anos de existência na defesa da igualdade racial, ressalta que o caso dos cartões corporativos foi utilizado para desmoralizar a pasta como um todo, o que, segundo ele, não ocorreu. “A Seppir teve a função de destacar a questão racial como política pública. Um de seus grandes feitos foi a criação da Agenda Brasil Quilombola, com a regularização de parte das três mil comunidades afro existentes no País”, argumentou Rafael Pinto.
O secretário cita como exemplo de desqualificação da gestão o comentário de Igor Gielow, secretário de redação da sucursal de Brasília, da Folha, em “Matilde e a vingança dos barnabés” (para assinantes). No artigo, afirma Igor: “Além de dar declarações de cunho racista, não se tem notícia do que mais ela fez nos últimos anos – a não ser, sabemos agora, torrar dinheiro público com cartões.”
Procurado pela reportagem do Comunique-se para falar sobre a posição do movimento negro, o secretário de redação disse que não estava presente na reunião entre o deputado e membros das organizações negras e que, portanto, não poderia comentar.

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