ENCALHE

abril 29, 2009

Quem catzo é "Luiz Eduardo Auricchio Bottura"? Um sujeito proprietário de uma capivara que pesa uns 300kg.

Filed under: fraudes, Joaquim Barbosa ( STF ), Luiz Eduardo Auricchio Bottura — Humberto @ 4:00 pm
Empresário paulista pede punição ao ministro Joaquim Barbosa
Redação SRZD
28/04/2009 19:32
Luiz Eduardo Bottura [ Mas esse cara ainda está solto? ], empresário paulista, protocolou nesta terça-feira, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), uma representação contra o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), devido a discussão que aconteceu entre Barbosa e Gilmar Mendes, presidente da Corte. Bottura pede o afastamento de Joaquim Barbosa por 30 dias, alegando que ele teria cometido crime contra a segurança nacional. Ele afirma que o caso não envolve apenas dois ministros, e sim “a imagem de um país inteiro”. O bate-boca ficou ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos de autoridades no Tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.
Profissional tem nome usado por firma suspeita de lesar consumidores
Bael vende produtos irregulares e compromete química registrada no CRQ-IV
No dia 07 de fevereiro passado, a química Izabel Luiza Grodziki estava em sua casa quando recebeu um telefonema no mínimo curioso. Tratava-se de uma consumidora de Santa Maria (RS) que pedia instruções sobre como devolver para a empresa que o vendeu, a Bael Comercial, um produto chamado “Ultimate Night System”. O tal produto, um creme “revolucionário” que ao ser passado no corpo durante a noite fazia a pessoa perder peso, teria sido enviado para a consumidora sem que ela o houvesse pedido. E juntamente com ele, a empresa também mandou três boletos no valor de R$ 65,00 cada.
A consumidora explicou ter visto propaganda do creme na Internet. Ela teria acessado o site da empresa (
www.emagrecerdormindo.com.br) e preenchido um formulário para solicitar informações adicionais. No lugar de respostas, foi surpreendida com a chegada do produto e dos respectivos bole­tos de cobrança. Temendo ter seu nome protestado, ela passou a ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para tentar devolver o creme. Como não obteve sucesso, viu que o nome de Izabel aparecia na embalagem como Química Responsável. Consultando a lista telefônica na Internet, conseguiu encontrar o número da residência da profissional.
Não entendendo o que se passava, já que jamais ouvira falar em “Ultimate Night System” e muito menos em Bael Comercial, Izabel Grodziki resolveu tirar a história a limpo: comprou o produto daquela consumidora e pediu que ela o enviasse por Sedex. Ao receber a encomenda, pôde constatar que seu nome estava mesmo impresso no rótulo.
Nos dias que se seguiram, Izabel recebeu mais duas ligações – uma de Brasília e a outra de São Paulo – de pessoas reclamando terem recebido outro produto miraculoso da Bael, o “Instant Cellulite Eraser”, este vendido por meio do site
www.celulitenuncamais.com.br. Traduzido para o português, esse nome significaria algo como “Eliminador Instantâneo de Celulite”. A história era a mesma: os consumidores preencheram um formulário pedindo informações, não as obtiveram e receberam os produtos e os boletos.
Para se resguardar, Izabel procurou o CRQ-IV e o Sindicato dos Profissionais da Química. Nessas entidades, foi orientada a registrar Boletim de Ocorrência nu­ma delegacia, o que fez no dia 17 de fevereiro. As ligações de consumidores lesados – seja por terem recebido os produtos sem tê-los pedido, seja por terem constato que os resultados prometidos não se concretizaram – começaram a se suceder, o que obrigou a profissional a solicitar à companhia telefônica a retirada de seu número da lista de assinantes. A partir de então, parentes de Izabel que têm o mesmo sobrenome passaram a ser incomodados pelas ligações.
Ao receber a queixa de Izabel, o CRQ-IV imediatamente destacou um fiscal para vistoriar as atividades da empresa. Detalhe: na embalagem do produto que ela entregou à entidade não constava nem o nome e nem o endereço da Bael, mas apenas o seu CNPJ. Consultando banco de dados oficiais, levantou-se que a empresa estaria localizada na rua do Parque, 98, bairro do Sacomã, capital paulista. O endereço, contudo, era falso. No local funciona há vários anos uma metalúrgica, tendo o responsável pela empresa informado ao fiscal que a Polícia e Oficiais de Justiça também haviam estado por ali procurando pela Bael.
O Conselho também descobriu outra informação falsa constante do rótulo do “Ultimate Night System”: o número de inscrição do produto no Ministério da Saúde. A partir de uma consulta ao site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), foi possível verificar que o citado número está registrado em nome de outra empresa e que o produto vinculado ao registro é um gel para massagem, sem qualquer componente capaz de fazer o usuário emagrecer enquanto dorme.
Investigação
O inquérito está sendo conduzido pela delegada do 20º DP da capital, Sandra Márcia Buzati. Várias pessoas já foram ouvidas, inclusive os responsáveis pela empresa cujo número de registro no Ministério da Saúde foi encontrado nas embalagens dos produtos. A Polícia levantou que o proprietário da Bael Comercial é Luiz Eduardo Auricchio Bottura, contra quem pesam acusações de estelionato. A Bael tem também vários títulos protestados.
A Polícia informou que Bottura não tem endereço fixo – viveria em flats e constantemente troca de telefone celular. Ele soube da queixa registrada por Izabel e mandou que seus advogados acompanhassem o caso na delegacia. Até o fechamento desta edição Bottura não havia prestado depoimento e, segundo seus advogados informaram aos policiais do 20º DP, ele só se apresentaria quando a Justiça lhe concedesse um habeas-corpus preventivo.
Em março, o supervisor de fiscalização do CRQ-IV, Carlos Greff, esteve no 20º DP para levantar informações sobre o caso e acabou prestando depoimento. Em linhas gerais, a Polícia queria saber as providências tomadas pelo Conselho e solicitou o fornecimento de dados sobre empresas, e seus respectivos responsáveis técnicos, sobre os quais pesam sus­peitas de envolvimento na fraude.
As informações solicitadas pela Polícia foram prontamente fornecidas, mas como a participação dessas empresas e profissionais ainda não está comprovada, o Informativo optou, pelo menos temporariamente, por não divulgar seus nomes.
O Conselho também enviou ofício à ANVISA notificando o problema. O objetivo dessa ação foi munir a agência com informações que lhe permitissem to­mar providências visando suspender a publicidade que a Bael vem fazendo na Internet. Além do próprio site, a empresa também anuncia o “Ultimate Night System” e o “Instant Cellulite Eraser” em sites bastante conhecidos, como
UOL, BOL, Hotmail, Globo.com e MSN. Há notícias de que eles também foram anunciados na televisão.
Produtos têm composição idêntica
Quem olha os rótulos dos produtos vendidos pela Bael é levado a crer que a empresa concebeu uma formulação capaz de curar desde unha encravada até câncer de cérebro. É que apesar de terem finalidade diferentes, todos eles têm a mesma composição: água deionizada, dipropilenoglicol, men­tol, cânfora, álcool etílico, trietanolamina, carbômero, metilparabeno, propilparabeno, edetato dissódico e CI 42045. “Isso não passa de um gel refrescante, sem qualquer componente capaz de reduzir medidas”, afirmou o Engenheiro Químico Carlos Alberto Trevisan, que é conselheiro suplente do CRQ-IV e presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia.
No site “
Reclame aqui” há queixas sobre outros dois produtos que estariam sendo vendidos pela Bael: “Instant Termogel”, que promete acabar com varizes em poucas semanas (www.pernasbemcuidadas.com.br) e “Instant Hair Woman” (www.hairwoman.com.br), que seria indicado para reverter a calvície feminina. A Polícia investiga ainda um outro produto, o “Instant Men Fatless”, para emagrecimento masculino.
Além de possuírem a mesma composição, todos os produtos, segundo seus rótulos, têm o mesmo número de registro no Ministério da Saúde, o que é algo absolutamente irregular. Cada produto deve ter seu próprio número de registro e este serve para identificar o produto em si e a empresa fabricante.
Química teme retaliações
Talvez se utilizando da lista telefônica existente na Internet, o empresário Luiz Eduardo Auricchio Bottura, dono da Bael Comercial, conseguiu o número de Izabel Luiza Grodziki e ligou para ela dias após o Boletim de Ocorrência ter sido registrado no 20º DP. Na conversa, Bottura teria pedido desculpas pela utilização indevida do nome da profissional e disse que isso teria ocorrido por um erro da gráfica que produziu os selos das embalagens. Bottura se comprometeu a custear advogados para defender a profissional, mas exigiu que antes ela retirasse a queixa feita na delegacia e no CRQ-IV.
“Ele até me convidou para um encontro para esclarecer melhor o caso, mas eu fiquei com medo e disse que não iria”, contou Izabel. A profissional, que atua há mais de 20 anos na indústria de cosméticos, disse que o caso a abalou profundamente e também à sua família. “Minha filha tem medo de sair de casa porque teme que ele (Bottura) faça algo contra nós”, afirmou. Nervosa, Izabel chorou várias vezes durante a entrevista ao Informativo.
O que fazer para se precaver
Uma vez que é praticamente impossível impedir que seu nome e número de registro no CRQ-IV sejam usados indevidamente, o profissional, principalmente aquele que trabalha como responsável técnico, pode tomar uma precaução básica para evitar problemas no futuro: notificar por escrito o Conselho sempre que deixar de responder por uma empresa. Além de ser obrigatória, essa medida poderá livrar o profissional de responder a processos éticos, civis e até criminais, caso seu nome seja colocado em produtos irregulares. E se descobrir o uso indevido do nome, deve imediatamente registrar queixa na Polícia e, também, notificar o CRQ-IV.
Em 01 de junho de 2004, a Bael Comercial Ltda enviou notificação extrajudicial ao CRQ-IV pedindo direito de resposta à matéria acima.
Clique aqui para ler os argumentos da empresa.
Advogado de “empresário” Luiz Eduardo Auricchio Bottura prepara pedido de revogação para 2ª
Jacqueline Lopes (Midiamax.com)
Reclame Aqui 16-01-2009
O advogado Renato Rocha disse que na segunda-feira (19) deverá ingressar na 4ª Vara Criminal de Campo Grande com pedido de revogação da prisão do empresário da área de software, o engenheiro
Luiz Eduardo Auricchio Bottura, 31 anos.
Ele é tido como um dos mais conhecidos empresários da internet acusado de golpes e atolado em processos no País. Ele foi preso ontem pela manhã na cidade onde mora, Anaurilândia, a 371 quilômetros do Capital.
A ordem de prisão partiu do juiz Cleber Jose Corsatto Barbosa, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. “Não vamos pular instâncias. Primeiro vamos pedir a revogação da prisão para o juiz”.
Se a resposta for negativa, Rocha prepara o habeas corpus ao seu cliente que deverá ser pedido ao TJ (Tribunal de Justiça). Sobre o mérito da prisão por uso de documento falso, o advogado prefere a cautela. “Estamos trabalhando para reunir primeiro os documentos. O juiz determinou a prisão conforme a versão do Ministério Público”.
Segundo o delegado de Anaurilândia, Antônio Carlos Videira durante a prisão, Bottura disse que não sabia do processo e que considerava um absurdo a ordem judicial. O empresário foi trazido para Campo Grande, no Presídio de Trânsito, onde divide a cela com oito presos.
“Mesmo tendo nível superior ele divide o corró com outros oito presos. Prisão especial não existe no Brasil”, diz o advogado.
Prisão
Policiais civis da DEFRON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) que funciona junto ao DOF (Departamento de Operações de Fronteira) cumpriram a ordem judicial e deram-lhe a voz de prisão.
Bottura, que já foi destaque na imprensa nacional pelos crimes cometidos, tinha mandado de prisão preventiva, expedida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande por crime de uso de documento falso.
Segundo informações da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, ele apresentou petição em processo como se fosse o advogado da parte oposta e juntou em outros processos. Além disso, falsificou comprovantes de pagamento de custas judiciais em cerca de cinco processos em Nova Andradina. São Paulo
Além do crime de uso de documento falso, Bottura tem ainda no Estado de São Paulo várias ações penais e inquéritos policiais instaurados sobre prática de crimes de estelionato, contra a honra, extorsão, uso de documento falso, coação no curso do processo, denunciação caluniosa e falsidade ideológica. Ele distribuiu dossiês atacando a honra de suas vítimas, segundo a Polícia Civil.
Em todo Brasil existem mais de 900 processos instaurados contra Eduardo Bottura: destacam-se 300 processos em São Paulo dos quais 100 ações cíveis (danos morais e materiais), 120 ações trabalhistas (de ex-funcionários de suas empresas), 94 protestos de títulos, 33 pendências em âmbito administrativo feitas por terceiros prejudicados por ele e 12 inquéritos e processos criminais abertos por empresários, ex-sócios e outros prejudicados por suas atitudes.
Ele é considerado um dos maiores golpistas da Internet no país. Juntas, as empresas que abriu para venda de produtos pela Internet têm mais reclamações do que empresas de telefonia.
Baseado nos inquéritos, o lucro obtido com os golpes aplicados são exorbitantes e milionários, onde Somente no Estado de Tocantins, obteve 18 milhões de reais em cinco meses do ano de 2006.
Bottura está no Sistema Penitenciário Estadual à disposição da Justiça.
Outro lado

De acordo com o levantamento da polícia, já são mais de 300 processos ajuizados por ele em Mato Grosso do Sul.
Para defender-se ele teria processado cível e criminalmente juizes e uma juíza, resultando em mais de 100 ações judiciais, denunciou perante o Conselho Nacional da Justiça, Corregedoria e Ministério Público Estadual, juízes e desembargadores do Mato Grosso do Sul que não decidiram ao seu favor. Além disso, Bottura processou testemunhas, assistente técnico e servidores do Poder Judiciário e processou cível e criminalmente os advogados que defendem suas vítimas.
ISTOÉ DINHEIRO
Em fevereiro deste ano, a equipe da Revista IstoÉ trouxe matéria sobre o jovem Luiz Eduardo Auricchio Bottura.
“LUIZ EDUARDO AURICCHIO BOTTURA é um engenheiro de 29 anos, famoso pela lista de namoradas e pelo jeito carismático. Morador da pequena Anaurilândia (MS), município com menos de oito mil habitantes na região central do estado, o rapaz quer transformá-la na “Bentonville brasileira” na área de internet. Bentonville é a sede da Wal-Mart, uma das maiores empresas do mundo.
Aparentemente Bottura é apenas um sonhador perdido num distante rincão do País. Mas de lá o jovem tem se defendido de uma série de acusações que nada têm a ver com seus planos futuros. Seu nome tornou-se conhecido por famílias tradicionais de São Paulo, empresas de tecnologia e por centenas de consumidores que compravam os produtos que ele vendia.
Nas últimas semanas, a Revista DINHEIRO percorreu escritórios de advocacia, sedes de companhias e fóruns na capital para conhecer os seus negócios, apurar as séries de denúncias feitas contra ele e tentar encontrá-lo e ouvi-lo. O resultado é uma intrincada rede de acusações em que a Justiça tenta, ainda sem sucesso, separar as peças e juntar o quebra-cabeça. A DINHEIRO apurou que existe uma dezena de pedidos de investigação e ações trabalhistas abertos no País envolvendo o nome de Bottura – um deles, aliás, investiga o suicídio de uma ex-namorada.
Bottura teve negócios com Adalberto Bueno Neto, um empresário da construção civil, e com Gregório Jafet, herdeiro de um clã industrial de renome no passado. A mais recente “parceria” de Bottura foi com a incorporadora e construtura Bueno Neto, fruto do casamento com a filha de Adalberto, Patrícia, em dezembro de 2003. Ficaram juntos por três anos e meio.
Durante esse período, sogro e genro se aproximaram. Sabendo da paixão da filha pelo marido, Adalberto passou a confiar cada vez mais nele. O genro tornou-se, então, sócio do maior projeto do grupo: o Golf Village, localizado no Morumbi, com valor geral de venda de R$ 1,7 bilhão. Em 2005, a SPPatrim, do pai de Bottura, Luiz Célio Bottura, entrou como parceira do empreendimento, com 20% das ações ordinárias, mas poder de decisão no dia-a-dia do negócio.
O casamento e a sociedade caminhavam bem até que, em março de 2006, chegou na residência do casal uma medida cautelar de busca e apreensão de dados de uma empresa de Bottura, a WBPC Propaganda e Publicidade, administrada por ele e investigada pela 4ª Delegacia de Meios Eletrônicos do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado.
A polícia desconfiava que a companhia fora criada para dar golpes na web. Na época, a Easy Buy e a Net Cobranças, que também tinham Bottura como sócio, passaram a ser investigadas por crime contra o consumidor. Segundo o delegado José Mariano de Araújo, do Deic, as companhias do empresário vendiam produtos para emagrecer e softwares em sites na web. O internauta era convidado a preencher uma ficha com seus dados e endereço. Dias depois, mesmo sem efetuar a compra, recebia a mercadoria em casa, com um boleto bancário.
O Procon diz que foram quase 300 reclamações de consumidores só em 2006. Bottura nega tudo. Diz que os internautas eram informados de que se tratava de uma operação de venda no momento da compra. “A operação era superclara’’, defende ele. O Ministério Público do Tocantins entrou com uma ação civil pública contra a Easy Buy em 2006 – e fala em duas mil reclamações por dia a respeito de problemas com a empresa dele. Além disso, o delegado Araújo comanda uma investigação para saber se Bottura cria blogs no nome de outras pessoas sem autorização, com o intuito de difamá-las.
As versões de Bottura e Adalberto sobre o caso divergem. Adalberto diz que, ao tomar conhecimento dessas acusações, foi para a Europa encontrar Bottura e a filha, que estavam em viagem. Bottura se defendeu de tudo, houve bate-boca e meses depois o casal se separou, conta Adalberto.
Bottura afirma que isso nunca aconteceu. Nem a viagem nem a conversa. De qualquer forma, ficou uma pendenga: a participação do pai de Bottura no Golf Village. Adalberto quer que a SPPAtrim saia do negócio. “Não há como deixar a sociedade porque fui enganado”, diz Bottura. “Parte do empreendimento foi vendido para a Tecnisa sem meu conhecimento e, com isso, minha fatia no empreendimento diminuiu.”
Além disso, a família Bottura reclama que não teve acesso às informações sobre o negócio e que, como sócia, não lhe foi dado o direito legal de fiscalização. “É tudo loucura e mentira”, rebate Adalberto.
“Esse rapaz inventa coisas, mente descaradamente. Não vou descansar até resolver tudo isso”, afirma Adalberto. Bottura encaminhou e-mails para Adalberto na semana passada, com cópias para a reportagem da DINHEIRO. Em nome de seu “ideal nacionalista”, escreveu ele, tem “interesse em ajudar em tudo que for necessário para fazer justiça”.
A única coisa que Adalberto quer agora é que Bottura saia do projeto Golf Village – e isso é a única coisa que Bottura não quer dar a Adalberto. “É impressionante o seu modus operandi. Ele se aproxima, ganha a confiança das pessoas e, então, essa relação invariavelmente termina num litígio judicial”, diz Adalberto. O ex-genro, porém, diz que sofre porque acaba sempre se destacando em suas relações de trabalho.
E isso, segundo ele, incomoda muita gente. Como exemplo, cita outra empresa com a qual tem litígios judiciais: o Buscapé. Bottura fechou alguns contratos de prestação de serviços com o site: comprava espaço na mídia eletrônica para o Buscapé e se tornou um conhecido no ramo por essa atividade.
O último acordo entre as partes acabou em julho de 2006, diz Romero Rodrigues, presidente do Buscapé. “Ele se reuniu com um dos sócios e disse que a companhia estava super avaliada. E aí pediu R$ 1,5 milhão porque iria criar um dossiê contra nós”, conta. “Deixaram Bottura falando sozinho na sala e ele foi embora. Nunca mais o vimos.”
Não é o que Bottura afirma. Sua versão é a seguinte: o portal teria alterado seu balanço e supervalorizado as suas receitas para fechar uma parceria nos EUA. Rodrigues diz que toda a história é “absurda”. “Estou me preparando para processá-lo de todas as formas possíveis”, diz.
Na semana passada, Rodrigues conseguiu um habeas-corpus preventivo porque teve informações de que o adversário pediria sua prisão. “Ele inventa fatos e tenta extorquir pessoas”, diz Rodrigues.
Outra família que trabalhou ao lado de Bottura foi a dos Jafet, de São Paulo. Mas Gregório Jafet diz que prefere “não tocar nesse tema” e quer deixar “tudo para trás”. Já Bottura afirma apenas que a parceria entre eles, numa empresa de válvulas, não deu certo. “A família queria a companhia só para ela e eu não aceitava aquilo. Tentamos um acordo extrajudicial, não deu certo e acabamos virando concorrentes”, diz Bottura “Trabalho 16 horas por dia. Só quero tempo para arrumar uma companheira logo e casar novamente.”” (COM ISTOÉ)

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