ENCALHE

junho 26, 2008

Dando uma repassada no mundo tucano

1. Com o falecimento de Dona Ruth Cardoso, quem sabe agora o FHC torne público e assuma a paternidade do filho que teve com a jornalista da Globo, que se encontra exilada, se não me engano, na Espanha. O guri deve estar com uns 14 anos. Foi a Caros Amigos quem revelou ao mundo o rebento. Sobre o assunto, linquem aqui para um artigo de JASSON DE OLIVEIRA, que postamos aqui em Junho de 2007 ( há exatamente um ano ), e que teve ontem, para a minha surpresa ( já que achava que o “quente” seria a greve dos professores estaduais ), cerca de 127 acessos;
2. Ontem postei sobre uma ADI que o STF julgaria, figurando como réus FHC e Paulo Renato, por suposta negligência nas questões educacionais. A ação, apresentada em finais da década de 90, por PT, PC do B e PDT, foi julgada improcedente. Vejam abaixo:
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 1698
Relatora: Min. Cármen Lúcia
Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Democrático Trabalhista X Presidente da República e Ministro de Estado da Educação
Os requerentes sustentam que o presidente da República “não tem envidado qualquer esforço no sentido de garantir em plenitude” a educação de qualidade no Brasil.
Em discussão: Saber se o Presidente da República está em mora legislativa inconstitucional quanto à adoção de medidas para a oferta de educação de qualidade e para a erradicação do analfabetismo no Brasil.
PGR: Pela improcedência da ação.
3. Eu mandei, no sábado imediatamente posterior, email para jornais, elogiando a manifestação que os professores estaduais fizeram na sexta-feira passada. Até ontem, só o glorioso Hora do Povo publicou.
4. Aliás, acho que o Alfabetização Solidária deveria ser rebatizado. Algo como “Alfabetização Ordinária”, ou “Alfabetização Salafrária”.
5. Luiz Carlos David, ex-presidente do Metrô à época do Craterão, e hoje na DERSA, acabou de prestar depoimento à polícia, conforme o portal G1:
Ex-presidente do Metrô presta depoimento à polícia
Luiz Carlos David comandava a companhia na época do acidente na Linha Amarela. Depoimento faz parte do inquérito que já ouviu 80 pessoas sobre a tragédia.
O ex-presidente do Metrô Luiz Carlos David presta depoimento à polícia desde as 10h nesta quinta-feira (26). Ele comandava a companhia em janeiro do ano passado, quando o desmoronamento do canteiro de obras da Estação Pinheiros da Linha 4 (Amarela) provocou a morte de sete pessoas.
Veja o site do SPTV
Mais de um ano e cinco meses depois da tragédia, o caso ainda é investigado. O depoimento de hoje faz parte do inquérito, que já ouviu 80 pessoas. Luiz Carlos David estava na presidência do Metrô havia quatro anos quando entregou sua carta de demissão, 40 dias depois do acidente. A saída foi motivada também por denúncias veiculadas no Jornal Nacional e no Fantástico em fevereiro do ano passado. Laudos mostraram risco de novos acidentes em outra estação, a Fradique Coutinho, por causa de problemas nas soldas da estrutura metálica que sustenta as paredes. E também a baixa resistência do concreto usado em toda obra. Na época, Luiz Carlos David minimizou os problemas.
Estudos do IPT
No início deste mês, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) concluiu o laudo técnico sobre as causas do acidente. Os especialistas confirmaram que houve uma aceleração no ritmo da obra e que análises e sondagens do terreno deixaram de ser feitas. As conclusões estão em 29 volumes de mais de 400 páginas e em um vídeo. A análise do IPT mostra que houve uma sucessão de fatores e decisões que desencadearam o colapso
Entre as onze causas apontadas estão:
- o modelo geológico do local não foi levado em consideração.
- o projeto previa a construção em terreno seco, mas as investigação identificou a presença de água.
- o aprofundamento de uma rampa, não prevista no projeto
- aumentou a exposição das paredes dos túneis
- a inversão no sentido da escavação pode ter colaborado para a instabilidade do túnel.
- o comportamento estranho da obra exigia avaliações de estabilidade, e não há documentos que comprovem esta ação.
- a falta de pinos e suportes suficientes nas paredes laterais e no teto da escavação
- a deficiência na fiscalização dos trabalhos
- as detonações no dia 12 de janeiro, que produziram vibrações na estrutura
- a inexistência de uma gestão de risco, fez com que a possibilidade de desabamento não fosse identificada
- a falta e um plano de emergência para a retirada de pessoas do local.
Antes do depoimento de Luiz Carlos David, o promotor Arnaldo Hossepian, responsável pelo caso, falou com a reportagem do SPTV. Apesar de Hossepian já ter afirmado anteriormente que responsabilizaria os técnicos tanto do Metrô quanto do Consórcio Via Amarela ou de empresas terceirizadas, nesta quinta ele evitou apontar responsabilidades pelo acidente. E disse que a conclusão do inquérito está próxima.

maio 23, 2008

Da série "Onde está você?": Luiz Carlos David, ex-presidente do Metrô de São Paulo!!

Conforme o glorioso VINÍCIUS DUARTE levantou, há bastante tempo, num post que ele colocou aqui mas eu não encontro, o sr. Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô de São Paulo, que saiu do cargo em meio ao episódio do Craterão da Linha 4, aparece discretamente como membro do Conselho de Administração da Dersa. Um sumário de “ATA da ASSEMBÉIA GERAL ORDINÁRIA” da companhia foi publicado no Jornal da Tarde em 22.05. E quem quiser conferir, eis o link: http://www.dersa.sp.gov.br/arquivos/balanco2007/PARECERES_2007.pdf
E tenham cuidado com as estradas paulistas, que elas podem ruir.
Agora, uma pergunta que eu me faço: já que a culpa do suposto acidente no Metrô recaiu sobre um gigantesco monolito espacial, isso exime o ex-presidente de responsabilidade, já que ele não é astrônomo. Então deveria ser reconduzido ao cargo, não? Se bem que ele deve estar muito bem no novo emprego. Emprego este que o imprensalão não deu uma linha sequer, que eu saiba.
ANTES DO IMPRENSALÃO: na linha do “Onde está você?”, há poucos dias ( mais precisamente em 13 de Maio ) este blog perguntou o paradeiro de Emerson Kapaz – cujo nome apareceu com certo destaque quando das denúnicas da Máfia dos Sangessugas. Depois, PUFF!
Pois não é que, por coincidência, cinco dias depois, o JT ( “Mini-Me” do Estadão ) publicou, na coluna “VOCÊ PRECISA SABER” – assinada por Roberto Fonseca – o paradeiro de Kapaz, no texto “Kapaz sai da cena política e entra no mundo da economia”?
Para informar que, como dissemos anteriormente, o sr. Kapaz presta consultorias pelo IDV, o Instituto de Desenvolvimento do Varejo.
Lembrando que o Estadão andou fazendo campanha contra os blogs…

setembro 13, 2007

SERRA E A CRATERA: 8 MESES DE SILÊNCIO

Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim
12/09/2007
Máximas e Mínimas 631
. Há oito meses abriu-se a cratera na Linha 4 do Metrô de São Paulo.
. Morreram sete pessoas.
. Até hoje, o presidente eleito, o governador José Serra, não emitiu uma única palavra, uma única sílaba, um único som sobre o assunto.
. Logo após a tragédia, o Conversa Afiada formulou 29 perguntas ao presidente eleito sobre o assunto.
. Uma trigésima pergunta era sobre como ele pretendia comprar ambulâncias para o Governo de São Paulo.
. O presidente eleito disse que não respondeu às perguntas porque achou que se tratava de “uma brincadeira”.
. (
Clique aqui para ler a única vez em que José Serra NÃO falou sobre o assunto, já que se tratava de “uma brincadeira”).
. O Conversa Afiada mandou, de novo, as 30 perguntas para o gabinete do presidente eleito.
. Leia a seguir as 30 perguntas que o Conversa Afiada formulou “de brincadeira”:
1) O Governo do Estado pretende processar o consórcio por provocar um acidente numa obra pública que resultou na morte de sete pessoas?
2) Por que o Governo do Estado não trocou de empreiteiros depois do acidente?
3) Por que até agora o contrato não foi suspenso e as obras interrompidas?
4) Por que o Metrô resiste em aceitar a proposta dos metroviários de paralisar as obras até que seja feita uma fiscalização em toda a Linha 4 para se certificar de que ela é segura?
5) O Metrô fiscalizava as obras? Como? Qual o nome do fiscal?
6) Havia um plano de evacuação da obra em caso de acidente? Onde está esse plano, se existe?
7) O Governo do Estado vai repetir esse tipo de contrato (“turn key”) (“porteira fechada”) em outras obras?
8) O Governo do Estado se sente responsável pelas vítimas do acidente?
9) Por que o governador do estado não recebeu a comissão de moradores do entorno da cratera do Metrô, que tentou falar com o governador na segunda-feira, dia 26 de março?
10) Antes de a obra começar, havia um estudo geológico da área que se tornou a cratera? O que diz esse estudo? Como ter acesso a ele?
11) Por que o Metrô “colocou” as empresas do consórcio perdedor no processo de licitação dentro do Via Amarela?
12) O consórcio Via Amarela não deveria ser excluído do processo de licitação, já que não atendia à especificação do edital que exigia dos concorrentes ter dois shields?
13) Por que, no início, a área de responsabilidade do Metrô era sobre um raio de 300 metros do local onde desabou a cratera e agora passou para 50 metros? (Vale lembrar que o consórcio interditou uma casa dentro desse raio de 300 metros e chegou a levar alguns moradores para o hotel)
14) Por que, até agora, não foi possível iniciar a perícia criminal na cratera do Metrô?
15) Quase três meses depois da tragédia, por que o consórcio Via Amarela ainda não autorizou o IPT a vistoriar o local exato do acidente?
16) Até quando o consórcio vai alegar que o terreno está instável e não pode haver ainda uma perícia?
17) E onde estão os “institutos internacionais” que seriam contratados pelo IPT para ajudar a fazer a perícia ?
18) Por que não foi pedida a perícia a outro órgão além do IPT – um órgão, em ultima análise subordinado ao Governo do Estado? O Governo do Estado vai deixar, por exemplo, o sindicato dos metroviários participar do trabalho de perícia?
19) De acordo com o morador Flávio Sato, a reconstrução da casa dele vai demorar um ano. Enquanto isso, ele vai ficar num hotel. Por que tanto tempo para construir uma casa?
20) Com o reinício do trabalho com o mega-tatuzão, o equipamento não demora muito para chegar aos pontos onde as obras estão paralisadas. E aí, o que vai acontecer?
21) Por que o Luiz Carlos David foi demitido? Só ele merecia?
22) Depois desse acidente, o Metrô vai passar a fiscalizar as obras da Linha 4?
23) O Metrô foi omisso ao autorizar as alterações contratuais, que modificaram o método construtivo?
24) Por que o consórcio não suspendeu as obras da futura estação Fradique Coutinho, após receber o laudo que mostrava a possibilidade de “acidentes de proporções imprevisíveis” no local?
25) O que o Governo do Estado acha da política do consórcio de baratear a obra à revelia do contrato?
26) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela pagava prêmio em dinheiro para quem acabasse a obra antes do prazo?
27) O Metrô e o Governo do Estado sabiam que o consórcio Via Amarela usava dinamite e não o mega-tatuzão no local onde se abriu a cratera?
28) A dinamite era o melhor método para aquele terreno?
29) Por que o então gerente de construção da linha 4 do Metrô, Marco Antonio Buoncompagno, não foi demitido no primeiro dia do atual Governo do Estado, já que Buoncompagno era processado por ter participado de esquema ilegal de contratação pública em parceria com uma das empreiteiras do Consórcio Via Amarela?
30) Por fim, para aproveitar a oportunidade, gostaríamos de saber qual será a política do governador do estado para comprar ambulâncias?

fevereiro 26, 2007

Sucesso da Linha 4 do Metrô exportado para a Guatemala

Filed under: cratera, Guatemala, Luiz Carlos David — Humberto @ 12:49 pm
Modelo de gestão e competência técnica, nossa parceria está sendo reconhecida no mundo inteiro. A Guatemala se emocionou ao ver concluída a tão sonhada linha 4 do Metrô da Capital daquele país cucaracho. É isso mesmo, proletas !!!

Orelhada bolchevique: A carta-testamento de Luiz Carlos David (pdf)

Filed under: cidade de São Paulo, cratera, Luiz Carlos David, Metrô — Humberto @ 12:43 pm

É isso mesmo !!! Quem leu, vai gostar de reler. Quem não leu, irá gozar de alguns minutos de leitura extremamente prazeroza. Para realçar o sabor, observar a data em que foi publicada.

Meu Testamento
L.C.D

fevereiro 25, 2007

Serra contra Alckmin: Tucano bica tucano

Filed under: Estado de São Paulo, José Serra, Luiz Carlos David, PSDB — Humberto @ 3:51 pm

Jasson de Oliveira Andrade

Serra e Aécio Neves săo os principais nomes para se candidatar à presidência da República em 2010 pela sigla tucana. É o que diz a imprensa. No entanto, năo se deve descartar Geraldo Alckmin. Por esse motivo, o governador paulista está desmontando a máquina alckmista no Estado.
O desmonte começou depois do Carnaval, em 22 de fevereiro, com o recadastramento de servidores públicos estaduais. Segundo o Secretario de Gestăo Pública, Sidney Beraldo, a finalidade dessa medida é a valorizaçăo do servidor. Entretanto, a verdade seria outra. No dia 3 de janeiro, a Folha publicou: “Serra desconfia de “fantasmas” em SP”, reportagem da jornalista Lílian Christofoletti, revelando: “O novo governador de Săo Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem [2/1] “desconfiar” da existência de funcionários “fantasmas”, que ganham sem trabalhar, na folha de pagamento do Estado, que é comandado desde 1995 pelos tucanos. (…) Por iniciativa de Serra, será publicado hoje [3/1] no “Diário Oficial” do Estado o decreto que torna obrigatório o recadastramento de todos os servidores. (…) “Desconfia-se de que haja pagamentos indevidos, gratificaçơes indevidas, e mesmo funcionários que năo existem”, disse o tucano em sua primeira entrevista no cargo à TV Globo. (…) A iniciativa desagradou o grupo ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entende que a medida coloca em suspeiçăo a administraçăo tucana anterior”. Posteriormente, em 13/2/2007, a Folha publicou: “Serra deve demitir afilhados de tucanos – Aviso à bancada paulista provoca tensăo no partido e é novo ponto de atrito entre o grupo do governador e o de Alckmin”. Provavelmente essa ameaça deve levar deputados alckmistas ao bloco serrista.

O desmonte da máquina alckmista iniciou-se na Segurança. O homem forte do ex-governador, Saulo Abreu, que seria o candidato ao governo caso Serra năo fosse o preferido, perdeu o cargo e pediu licença de sete meses da promotoria. Motivo, segundo o Estadăo (29/11/2006): “Sem espaço no futuro governo de José Serra, se voltasse a trabalhar no MPE, Saulo ficaria subordinado ao procurador-geral de Justiça, Rodrigo Pinho, que o denunciou por duas vezes pelos crimes de abuso de autoridade e desacato”. Triste fim do poderoso Secretário da Segurança Pública de Săo Paulo, que Alckmin gostaria de ver governando o Estado! O último a cair foi Luiz Carlos David, presidente do Metrô, nomeado por Alckmin, que pediu demissăo em 21/2 depois das denúncias do Jornal Nacional (TV Globo). A tragédia do metrô fez mais uma vítima. Quem gostou do pedido foi José Serra, que teria que demiti-lo.

Outro desmonte foi na Educaçăo. No setor, o homem forte de Alckmin, Chalita, também perdeu o cargo. Além disso, Serra fez drásticos cortes no programa Escola da Família. A regiăo foi atingida. O POPULAR noticiou: “Escola da Família” exclui a zona Leste [de Mogi Mirim]”. Um jornal de Mogi Guaçu trouxe essa manchete de Primeira Página: “Escola da Família reduz em 75%”. O mesmo jornal, em Editorial (Corte drástico), comentou: “O programa Escola da Família era a menina dos olhos do ex-secretário de Educaçăo do Estado, Gabriel Chalita, e foi encampado pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que dava amplo destaque ao projeto, o qual pretendia expandir cada vez mais. Na campanha à presidência, o programa foi amplamente destacado como responsável pela queda das depredaçơes de alguns estabelecimentos de ensino e também como fonte para reduzir a criminalidade”.

O governo do Estado, na administraçăo passada, vendeu o aviăo que possuía. Agora José Serra, surpreendentemente, resolveu recomprá-lo. Essa medida foi considerada uma bofetada na cara de Alckmin, segundo Luiz Antonio Magalhăes. É que o candidato tucano derrotado no ano passado, na campanha eleitoral, bateu duro no “Aerolula”. Agora temos o “Aeroserra”! Manchete da Folha: “Governador tem que ter aviăo, diz Serra”. Presidente também!

No artigo “Coitado do Geraldo”, Xico de Sá escreveu: “Talvez tivesse sido melhor para Alckmin e sua turma um triunfo da oposiçăo nas últimas eleiçơes em Săo Paulo, năo acham? Serra năo tem perdoado as gestơes do colega de partido. Na moita, realiza auditorias em várias repartiçơes do governo, reestatizou o aviăo privatizado, mudou tudo na área de segurança, varreu as açơes de Chalita – escritor de auto-ajuda e biógrafo da ex-primeira-dama [Lú Alckmin] – na Educaçăo, além de năo defender o Geraldo, muito pelo contrário, no caso das obras da linha 4 do metrô. Com um tucano amigo desses, quem precisa de inimigos, né năo?”
Xico de Sá resumiu o que escrevi. Serra contra Alckmin: tucano bica tucano. Dois bicudos não se beijam… Năo é isso que está acontecendo?

JASSON DE OLIVEIRA ANDRADE é jornalista em Mogi Guaçu

Postado por Redaçăo Portal Mogi Guaçu

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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