ENCALHE

julho 27, 2009

Com esse time da oposição, CPI da Petrobrás vai acabar engaiolando é tucano do Demo!

Saiu na Isto É desta semana:CPI da Petrobrás vai ter estrategista da oposição“.
Quem é o tal “estrategista”? W.Luxemburgo? Não. Alguém enrolado na Justiça, talvez? Talvez.
O nome Antero Paes de Barros lhes lembra alguém? Pois é ele mesmo, o estrategista. Ele que, a despeito do Serra nunca ( jamais, nyet ) aparelhar estatais e autarquias politicamente ( chegando a esquecer completamente dos aliados e partidários, e preferindo indicar oposicionistas radicais aos cargos, gente do PCO e PSTU, para mostrar independência )

PARA SABER [ muito ] MAIS:

Serra aparelha SABESP e “encosta” ex-senador tucano do MT como conselheiro ( Os Amigos do Presidente Lula )
Bem, o cidadão Antero, que deseja ajudar a “moralizar” a Petrobrás, deveria primeiro explicar suas conexões com o Comendador Arcanjo ( um famoso entusiasta dos bingos ) e com a Máfia dos Sanguessugas [ veja no link indicado ]. O carguinho que descolou na Sabesp deve ter sido realmente por competência e não por polítca, já que o assunto “esgoto” ele deve dominar muito bem.

Com esse time da oposição, CPI da Petrobrás vai acabar engaiolando é tucano do Demo!

Saiu na Isto É desta semana:CPI da Petrobrás vai ter estrategista da oposição“.
Quem é o tal “estrategista”? W.Luxemburgo? Não. Alguém enrolado na Justiça, talvez? Talvez.
O nome Antero Paes de Barros lhes lembra alguém? Pois é ele mesmo, o estrategista. Ele que, a despeito do Serra nunca ( jamais, nyet ) aparelhar estatais e autarquias politicamente ( chegando a esquecer completamente dos aliados e partidários, e preferindo indicar oposicionistas radicais aos cargos, gente do PCO e PSTU, para mostrar independência )

PARA SABER [ muito ] MAIS:

Serra aparelha SABESP e “encosta” ex-senador tucano do MT como conselheiro ( Os Amigos do Presidente Lula )
Bem, o cidadão Antero, que deseja ajudar a “moralizar” a Petrobrás, deveria primeiro explicar suas conexões com o Comendador Arcanjo ( um famoso entusiasta dos bingos ) e com a Máfia dos Sanguessugas [ veja no link indicado ]. O carguinho que descolou na Sabesp deve ter sido realmente por competência e não por polítca, já que o assunto “esgoto” ele deve dominar muito bem.

dezembro 21, 2008

Blogueiro ameaçado de processo por Barjas Negri ( PSDB ) questiona ausência de matérias jornalisticas sobre a ação da AGU contra o prefeito

Imprensa Piracicabana não dá notícia sobre a multa de Barjas ( Obs: não irei me calar )
João Humberto Venturini
BLOG ECO-SUBVERSIVO, 17.12.08
Recentemente, em virtude do meu
último artigo publicado aqui no blog e no jornal A Tribuna, recebi informações de que alguém da Prefeitura de Piracicaba estava querendo me processar por causa desse artigo. Não sei o que viram no artigo para poder entrar com um processo, por isso consultei um amigo que é advogado e professor de história para saber sobre o que a Constituição Brasileira diz sobre a liberdade de expressão. Reproduzo alguns trechos do e-mail que ele mandou: “Diz o inciso IV do artigo 5º da Constituição: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.” É um direito fundamental individual, básico em qualquer regime democrático.”
“Diz ainda o artigo 220 da Constituição, no capítulo sobre a “Comunicação Social”: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”
Se alguém da prefeitura não gostou do meu artigo que use o direito de resposta ou publique um outro artigo rebatendo minhas idéias. Ora, até a secretaria da educação do estado de São Paulo respondeu um outro artigo meu no próprio jornal!
Esse tipo de atitude que a prefeitura quis tomar é autoritário e demonstra que opiniões divergentes dos próprios cidadãos, como eu, que questionem a atual administração não podem ser publicadas. Só querem elogios e “baba-ovos” na seção de cartas de leitores. No Jornal de Piracicaba, quando leitores reclamam da prefeitura, já quase no outro dia tem algum secretário rebatendo as críticas para dizer que não há nada de errado na cidade e que tudo está perfeito, mas ainda ai é melhor do que processar alguém por ter opinião diferente.
Minha indignação aumenta ao ver que boa parte da imprensa aqui da cidade é barjista e muitas vezes não publica nada sobre o prefeito. Um exemplo disso é a reportagem que eu vi em um jornal televisivo à noite sobre uma ação da AGU (Advocacia-Geral da União) para recuperar cerca de R$ 200 milhões desviados por corrupção. Os reponsáveis por essa corrupção são vários políticos e altos servidores públicos e dentre os quais a reportagem destacou ninguém menos que o prefeito de Piracicaba Barjas Negri. O prefeito, segundo a AGU, junto com mais 10 acusados serão multados em mais de R$ 300 mil por desvio de pouco mais de R$ 165 mil em um convênio feito com uma Associação Beneficente Cristã (ABC) quando Barjas era ministro da saúde [ destaque do BFI ]. Essa reportagem eu vi essa semana e foi veiculada em cadeia nacional, mas parece que por aqui algumas redações não assistem telejornais ou têm memórias seletivas para assuntos envolvendo o prefeito. Esse convênio foi investigado durante a operação da policia federal chamada Operação Sanguessuga. Alguém lembra? Aqui em Piracicaba acho que não, pois quando a IstoÉ saiu trazendo a reportagem sobre os empresários Vedoin que relatavam a suposta relação de Barjas com esquemas de liberação de emendas e ligação com o empresário (já falecido) Abel Pereira, a revista, que é publicada nacionalmente, surpreendetemente sumiu das bancas da cidade com exceção de apenas uma que tinha alguns poucos exemplares, mas o resto não tinha. Até hoje essa edição da IstoÉ é peça rara aqui na cidade. Abaixo está o link de uma das reportagens da revista: http://www.terra.com.br/istoe/1932/brasil/1932_abel_nao_se_explica.htm
Agora, porque essa notícia sobre a multa do prefeito ainda não ganhou sequer uma linha dos jornais da cidade? Não há interesse público na matéria?
Quem quiser ler a reportagem sobre isso está nesse endereço:
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/12/08/agu_quer_recuperar_cerca_de_200_milhoes_desviados_por_corrupcao-586891429.asp
Se alguém quiser me processar pelo que eu escrevi aqui, então sugiro que entre com ação primeiro contra a revista IstoÉ e as organizações Globo. Aliás, a reportagem da Globo procurou o prefeito e este não foi encontrado e a mídia local parece não querer que a população piracicabana saiba disso.
Não entendo essa intenção da prefeitura em querer me calar, pois o prefeito foi reeleito com mais de 80% dos votos válidos, sua popularidade é alta, têm uma imprensa pouco questionadora e bastante bajuladora, têm a Câmara de Vereadores quase inteira ( exceção de 1 vereador apenas ) do seu lado e ainda quer que ninguém se manifeste contrariamente suas ações ou que as questione? O que um artigo simples de um cidadão mal empregado, mal pago e sem vínculos políticos, como eu, pode causar? Será que tentarão impor a ditadura do pensamento único, onde se você não aderir ao barjismo você será excluído? Espero que não.
A consolidação da democracia ainda engatinha aqui no Brasil e muitos acham que temas como liberdade de expressão são suprimidos apenas nos rincões do país, mas aqui no estado mais desenvolvido também acontece isso. Meu colega de blog Paulo Corrêa (http://www.pautalivri.blogger.com.br/) está sendo processado pelo prefeito de Limeira [ destaque do BFI ] e isso caracteriza cada vez mais uma tentativa dos poderosos em calar a verdadeira opinião pública. Hoje até as propostas curriculares das escolas estaduais orientam os professores a estimular o pensamento crítico dos alunos, mas parece que aqui no interior do estado, isso só pode se não entrar na política local.
PS: Agradeço à todos aqueles que me apoiaram a ficar firme nessa tentativa de intimidação da prefeitura contra mim. Agradeço também aos frequentadores dos outros blogs que se manifestaram aqui e também os blogueiros que me responderam e se colocaram a disposição de ajudar caso houvesse a ação, como o Renato Rovai da revista Fórum, Eduardo Guimarães do blog Cidadania, Paulo Corrêa e Humberto Capellari. Obrigado à todos.
Postado por Beto - João Humberto Venturini

outubro 25, 2008

Sanguessugas: Ney Suassuna e outros, denunciados por formação de quadrilha

Sanguessugas: MPF/MT denuncia Ney Suassuna e mais cinco ex-deputados federais
24/10/08
Eles foram denunciados por crimes como formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) denunciou o ex-senador Ney Suassuna (PB) e os ex-deputados federais Isaias Silvestre (MG), Nilton Balbino (RO), Robério Cássio Ribeiro Nunes (BA), José Cleonâncio da Fonseca (SE) e José Heleno da Silva (SE) por envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Também foi aditada a denúncia contra o ex-deputado federal Laire Rosado (RN), oferecida em 2006, para incluir mais 18 repasses de valores indevidos decorrentes da corrupção.
De acordo com as denúncias, o ex-senador e os cinco ex-deputados federais integraram o “braço político” da organização que ficou nacionalmente conhecida como máfia dos sanguessugas que atuou com o desvio de recursos de emendas parlamentares direcionadas à área de saúde, destinadas para a compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares.
Segundo a procuradora da República Léa Batista de Oliveira, “conforme apurado no inquérito policial, a organização criminosa contou com um núcleo parlamentar indispensável para a consecução de verbas destinadas às prefeituras e às OSCIP´s envolvidas, possibilitando, assim, a tais entes, adquirirem de forma superfaturada as ambulâncias da Planan (empresa pertencente aos Vedoin) e outras empresas de fachada. Exatamente neste núcleo parlamentar que figurou o ex-senador da República Ney Suassuna e os outros seis ex-parlamentares. As investigações demonstraram que os denunciados associaram-se de forma estável e permanente à organização criminosa, cabendo-lhes a apresentação de emendas parlamentares direcionadas a abastecer os cofres da quadrilha.Na denúncia o MPF afirma que “organização contava com pessoas incumbidas exclusivamente de receber os recursos desviados, depositá-los em suas contas bancárias, sacá-los, reciclá-los e entregá-los aos parlamentares e seus assessores, de forma a dificultar a identificação da origem espúria da riqueza”.
As denúncias foram encaminhadas para a Justiça Federal de Mato Grosso no mês de outubro.
Veja os crimes:
Ney Suassuna ( PMDB-PB )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Isaias Silvestre ( PSB – MG )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Nilton Balbino ( ex-PFL, ex-PTB, apadrinhado de Roberto Jefferson )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Robério Cássio Ribeiro Nunes ( PFL-BA )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Fraude em licitação- artigo 90 da Lei 8666/93
Pena: detenção de 2 a 4 anos, e multa
José Cleonâncio da Fonseca ( PP-SE )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
José Heleno da Silva ( PL-SE )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Laire Rosado Filho ( PMDB-RN ) (aditamento da denúncia)
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Mato Grossolenita@prmt.mpf.gov.br
Tel: (65) 8115-7472 / 3612-5006
MPF/TO propõe ação por improbidade contra integrantes da Máfia das Sanguessugas
22/10/08
Prefeito de São Valério da Natividade adquiriu ambulância superfaturada, com participação do então deputado federal Pastor Amarildo.
O Ministério Público Federal no Tocantins propôs uma ação civil por improbidade administrativa contra Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Amarildo Martins da Silva, conhecido como Pastor Amarildo, João Jaime Cassoli, ex-prefeito de São Valério da Natividade, e Ronildo Pereira Medeiros, além das empresas Planan Indústria, Comércio e Representações Ltda e Frontal Ind. e Com. de Móveis Hospitalares Ltda, pela participação na organização criminosa que desviava verbas federais destinadas à compra de ambulâncias, denominada Máfia das Sanguessugas. A ação protocolada nesta quinta-feira se refere exclusivamente à fraude na licitação para aquisição de unidade móvel de saúde pelo município de São Valério da Natividade (TO).Segundo a ação, Darci e Luiz Vedoin se associaram ao então deputado federal Pastor Amarildo, que contatou vários prefeitos do Tocantins para participar do esquema de desvio. Um deles é João Jaime Cassoli, que na condição de prefeito de São Valério Natividade, foi o responsável pela execução do convênio celebrado em 2004 entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura. Além das irregularidades nos procedimentos licitatórios, a fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) indicou o superfaturamento na compra da ambulância com recursos federais, que na época tinha valor de mercado igual a R$ 45.352,00 mas foi adquirida por R$ 71.980,00.Em depoimento realizado durante a investigação da fraude, Luiz Antonio Vedoin afirmou que conheceu o então deputado Pastor Amarildo em 2001, com quem fez um acordo através do qual ele receberia 10% sobre o valor das emendas destinadas para aquisição de unidades móveis de saúde, que deveriam ser pagos na ocasião da apresentação da emenda. A título de antecipação para o ano de 2002, Luiz Antonio pagou a importância de 50 mil reais ao deputado.O Ministério Público Federal requer a condenação dos citados ao ressarcimento integral à União de R$ 81.777,60 devidamente acrescido de juros e correção monetária, ao pagamento de multa civil correspondente a trezentos por cento do valor dos recursos liberados no convênio, a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos, a proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos, a perda da função pública e a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.
Sanguessugas - O esquema foi revelado em 2004 por fiscalização da CGU em municípios de todo o país. Em maio de 2006, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sanguessuga para desarticular a quadrilha, formada por dezenas de parlamentares, prefeitos e empresários.
Com pequenas variações, o esquema montado para desvio de dinheiro público consistia em comércio de emendas individuais ao Orçamento Geral da União, fraude à licitação e superfaturamento na compra de ambulâncias ou equipamentos hospitalares. As fraudes em processos licitatórios eram praticadas desde o ano 2000, e até 2006 foram fornecidas mais de mil unidades móveis de saúde, movimentando mais de cento e dez milhões de reais.
Os líderes do esquema são Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevisan Vedoin, proprietários das empresas que figuram nas fraudes. Os empresários negociavam a aprovação das emendas individuais com os parlamentares, fixando o valor da “comissão” que seria destinada aos congressistas. No Tocantins, grande parte destas emendas é de autoria do ex-deputado federal Pastor Amarildo. Ele próprio se encarregou de fazer contato com os prefeitos dos municípios destinatários dos recursos federais, orientando-os a procurarem pelo núcleo empresarial da quadrilha.Nos municípios, os prefeitos e membros das comissões de licitação fraudavam as licitações, viabilizando a seleção de empresa indicada pela quadrilha, bem como a compra de ambulâncias por preço muito superior ao valor de mercado. Uma espécie de kit de licitação era confeccionado para que nenhuma das etapas necessárias ao desvio dos recursos públicos fugisse ao controle da quadrilha, que elaborava previamente muitos dos documentos. Freqüentemente, os agentes públicos limitavam-se a assinar as minutas que lhes eram apresentadas.
Procuradoria da República no Tocantins
Assessoria de Comunicação
(63) 3219-7289
rogeriof@prto.mpf.gov.br

Sanguessugas: Ney Suassuna e outros, denunciados por formação de quadrilha

Sanguessugas: MPF/MT denuncia Ney Suassuna e mais cinco ex-deputados federais
24/10/08
Eles foram denunciados por crimes como formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro.
O Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT) denunciou o ex-senador Ney Suassuna (PB) e os ex-deputados federais Isaias Silvestre (MG), Nilton Balbino (RO), Robério Cássio Ribeiro Nunes (BA), José Cleonâncio da Fonseca (SE) e José Heleno da Silva (SE) por envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Também foi aditada a denúncia contra o ex-deputado federal Laire Rosado (RN), oferecida em 2006, para incluir mais 18 repasses de valores indevidos decorrentes da corrupção.
De acordo com as denúncias, o ex-senador e os cinco ex-deputados federais integraram o “braço político” da organização que ficou nacionalmente conhecida como máfia dos sanguessugas que atuou com o desvio de recursos de emendas parlamentares direcionadas à área de saúde, destinadas para a compra de ambulâncias e equipamentos hospitalares.
Segundo a procuradora da República Léa Batista de Oliveira, “conforme apurado no inquérito policial, a organização criminosa contou com um núcleo parlamentar indispensável para a consecução de verbas destinadas às prefeituras e às OSCIP´s envolvidas, possibilitando, assim, a tais entes, adquirirem de forma superfaturada as ambulâncias da Planan (empresa pertencente aos Vedoin) e outras empresas de fachada. Exatamente neste núcleo parlamentar que figurou o ex-senador da República Ney Suassuna e os outros seis ex-parlamentares. As investigações demonstraram que os denunciados associaram-se de forma estável e permanente à organização criminosa, cabendo-lhes a apresentação de emendas parlamentares direcionadas a abastecer os cofres da quadrilha.Na denúncia o MPF afirma que “organização contava com pessoas incumbidas exclusivamente de receber os recursos desviados, depositá-los em suas contas bancárias, sacá-los, reciclá-los e entregá-los aos parlamentares e seus assessores, de forma a dificultar a identificação da origem espúria da riqueza”.
As denúncias foram encaminhadas para a Justiça Federal de Mato Grosso no mês de outubro.
Veja os crimes:
Ney Suassuna ( PMDB-PB )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Isaias Silvestre ( PSB – MG )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Nilton Balbino ( ex-PFL, ex-PTB, apadrinhado de Roberto Jefferson )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Robério Cássio Ribeiro Nunes ( PFL-BA )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Fraude em licitação- artigo 90 da Lei 8666/93
Pena: detenção de 2 a 4 anos, e multa
José Cleonâncio da Fonseca ( PP-SE )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
José Heleno da Silva ( PL-SE )
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Laire Rosado Filho ( PMDB-RN ) (aditamento da denúncia)
Quadrilha- artigo 288 do CP
Pena: reclusão de um a três anos
Corrupção passiva- artigo 317, § 1º do CP
Pena: reclusão, de 2 a 12 anos, e multa
Lavagem de dinheiro- artigo 1º, incisos V e VII, da Lei 9.613/98
Pena: reclusão de três a dez anos e multa
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Mato Grossolenita@prmt.mpf.gov.br
Tel: (65) 8115-7472 / 3612-5006
MPF/TO propõe ação por improbidade contra integrantes da Máfia das Sanguessugas
22/10/08
Prefeito de São Valério da Natividade adquiriu ambulância superfaturada, com participação do então deputado federal Pastor Amarildo.
O Ministério Público Federal no Tocantins propôs uma ação civil por improbidade administrativa contra Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Amarildo Martins da Silva, conhecido como Pastor Amarildo, João Jaime Cassoli, ex-prefeito de São Valério da Natividade, e Ronildo Pereira Medeiros, além das empresas Planan Indústria, Comércio e Representações Ltda e Frontal Ind. e Com. de Móveis Hospitalares Ltda, pela participação na organização criminosa que desviava verbas federais destinadas à compra de ambulâncias, denominada Máfia das Sanguessugas. A ação protocolada nesta quinta-feira se refere exclusivamente à fraude na licitação para aquisição de unidade móvel de saúde pelo município de São Valério da Natividade (TO).Segundo a ação, Darci e Luiz Vedoin se associaram ao então deputado federal Pastor Amarildo, que contatou vários prefeitos do Tocantins para participar do esquema de desvio. Um deles é João Jaime Cassoli, que na condição de prefeito de São Valério Natividade, foi o responsável pela execução do convênio celebrado em 2004 entre o Ministério da Saúde e a Prefeitura. Além das irregularidades nos procedimentos licitatórios, a fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) indicou o superfaturamento na compra da ambulância com recursos federais, que na época tinha valor de mercado igual a R$ 45.352,00 mas foi adquirida por R$ 71.980,00.Em depoimento realizado durante a investigação da fraude, Luiz Antonio Vedoin afirmou que conheceu o então deputado Pastor Amarildo em 2001, com quem fez um acordo através do qual ele receberia 10% sobre o valor das emendas destinadas para aquisição de unidades móveis de saúde, que deveriam ser pagos na ocasião da apresentação da emenda. A título de antecipação para o ano de 2002, Luiz Antonio pagou a importância de 50 mil reais ao deputado.O Ministério Público Federal requer a condenação dos citados ao ressarcimento integral à União de R$ 81.777,60 devidamente acrescido de juros e correção monetária, ao pagamento de multa civil correspondente a trezentos por cento do valor dos recursos liberados no convênio, a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos, a proibição de contratar com o poder público pelo prazo de dez anos, a proibição de receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos, a perda da função pública e a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.
Sanguessugas - O esquema foi revelado em 2004 por fiscalização da CGU em municípios de todo o país. Em maio de 2006, a Polícia Federal deflagrou a Operação Sanguessuga para desarticular a quadrilha, formada por dezenas de parlamentares, prefeitos e empresários.
Com pequenas variações, o esquema montado para desvio de dinheiro público consistia em comércio de emendas individuais ao Orçamento Geral da União, fraude à licitação e superfaturamento na compra de ambulâncias ou equipamentos hospitalares. As fraudes em processos licitatórios eram praticadas desde o ano 2000, e até 2006 foram fornecidas mais de mil unidades móveis de saúde, movimentando mais de cento e dez milhões de reais.
Os líderes do esquema são Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevisan Vedoin, proprietários das empresas que figuram nas fraudes. Os empresários negociavam a aprovação das emendas individuais com os parlamentares, fixando o valor da “comissão” que seria destinada aos congressistas. No Tocantins, grande parte destas emendas é de autoria do ex-deputado federal Pastor Amarildo. Ele próprio se encarregou de fazer contato com os prefeitos dos municípios destinatários dos recursos federais, orientando-os a procurarem pelo núcleo empresarial da quadrilha.Nos municípios, os prefeitos e membros das comissões de licitação fraudavam as licitações, viabilizando a seleção de empresa indicada pela quadrilha, bem como a compra de ambulâncias por preço muito superior ao valor de mercado. Uma espécie de kit de licitação era confeccionado para que nenhuma das etapas necessárias ao desvio dos recursos públicos fugisse ao controle da quadrilha, que elaborava previamente muitos dos documentos. Freqüentemente, os agentes públicos limitavam-se a assinar as minutas que lhes eram apresentadas.
Procuradoria da República no Tocantins
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(63) 3219-7289
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setembro 20, 2008

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

BARJAS NEGRI TEM 80% DAS INTENÇÕES DE VOTO A PREFEITO DE PIRACICABA/ SP. ELEITORES PAMONHAS!!

Barjas Negri amplia mais a vantagem em Piracicaba
Candidato do PSDB agora tem 80% na pesquisa estimulada.
EPTV.com
19/09/2008
A segunda pesquisa do EPTV-Ibope em Piracicaba, mostra que o atual prefeito Barjas Negri (PSDB) continua tendo a preferência da maioria dos eleitores com 80% das intenções de voto,
uma oscilação de 3 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado entre 26 e 28 de agosto deste ano. Os demais candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro de 4 pontos percentuais: o candidato Boldrin (PT) passou de 2% na primeira pesquisa para 5% agora, Dr. João Pauli (PV) tem 3% das citações (atingia 2% em agosto), o candidato Gustavo Herrmann tinha 3% na primeira pesquisa, agora é citado por 2% dos eleitores, enquanto Adelmo Lindo, o Baiano (PC do B) e Marina Madeira (PCO) mantêm o mesmo percentual da rodada anterior: 1% das citações cada um. Como na pesquisa realizada em agosto, André Tietz (PSOL) é mencionado, mas não atinge 1% das menções. Os eleitores que declaram votar em branco ou nulo somam 3%, este percentual era de 5% em agosto. Os indecisos e os que não opinam são 5%, atingiam 10% em agosto.
Se a eleição para Prefeito de Piracicaba fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem o(a) sr(a) votaria? (estimulada)
- Bargas Negri (PSDB) 80%
- Boldrin (PT) 5%
- Dr. João Pauli (PV) 3%
- Gustavo Herrmann (PSB) 2%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 1%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 3%
- Não sabe/ Não respondeu 5%
Pesquisa Espontânea
Quando a pergunta é feita sem a apresentação dos nomes dos candidatos, o atual prefeito, Barjas Negri também tem ampla vantagem. Na primeira pesquisa, Barjas tinha 66%, agora subiu para 70%. Os demais candidatos permanecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro 4 pontos percentuais: Boldrin oscilou de 1% para 4%, enquanto Dr. João Pauli e Gustavo Herrmann mantêm o mesmo percentual: 1% das intenções de voto cada. Adelmo Lindo (Baiano) apresenta nesta rodada 1% das citações, enquanto André Tietz e Mariana Madeira não alcançam 1% das menções, cada um. Declaram intenção de votar nulo ou em branco permanecem sendo 5% e os indecisos representam 18% do eleitorado, contra 24% da pesquisa realizada em agosto. Outros nomes citados não somam 1%.
Em outubro deste ano, teremos eleições para Prefeito e Vereadores deste município. Em quem o(a) sr(a) votaria para Prefeito de Piracicaba se a eleição fosse hoje? (Espontânea)
- Bargas Negri (PSDB) 70%
- Boldrin (PT) 4%
- Gustavo Herrmann (PSB) 1%
- Dr. João Pauli (PV) 1%
- Adelmo Lindo (Baiano) (PC do B) 1%
- Marina Madeira (PCO) 0%
- André Tietz (PSOL) 0%
- Branco/Nulo 5%
- Não sabe/ Não respondeu 18%
Avaliação da administração
Ibope também quis saber como o eleitor de Piracicaba avalia as administrações municipal, estadual e federal.
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Prefeito Barjas Negri? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 31%
- Boa 51%
- Regular 14%
- Ruim 2%
- Péssima 1%
- Não Sabe 1%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Governador José Serra? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 11%
- Boa 44%
- Regular 28%
- Ruim 3%
- Péssima 4%
- Não Sabe 11%
Como o(a) sr(a) classifica a administração do Presidente Lula? O(A) sr(a) diria que ela está sendo:
- Ótima 15%
- Boa 37%
- Regular 25%
- Ruim 5%
- Péssima 17%
- Não Sabe 2%
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 18 de setembro de 2008. Foram entrevistados 504 eleitores. A margem de erro é de 4 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob número 705/08 na 93ª Zona Piracicaba/SP.
CAPIVARA:
MP investiga irmão de Barjas Negri por corrupção milionária na CDHU
31/05/07
Portal CUT/Alessandro Rodrigues/HP
Uma investigação iniciada em outubro passado pelo Ministério Público Estadual para apurar um esquema milionário de corrupção na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) causou o afastamento de Arnaldo Negri – irmão do ex-ministro da Saúde no governo de Fernando Henrique e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), da autarquia. A Promotoria solicitou a abertura de inquérito especial após constatar, através de interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, a ligação de Negri com a quadrilha que superfaturava obras e distribuía propinas para funcionários públicos e políticos.
As apurações do MPE tomaram como ponto de partida um esquema montado através da empreiteira FT Construções, que superfaturava obras na região de Presidente Prudente. Até então, 29 pessoas foram denunciadas e 9 estavam presas. A quadrilha atuava no governo de São Paulo há, pelo menos, sete anos e causou um rombo de R$ 40 milhões aos cofres públicos através de convênios realizados pela CDHU com 22 municípios. Além de Negri, os superintendentes de Obras do Interior, Antonio Carlos Trevisani, de Orçamento e Controle, Silvio Vasconcelos, e um dos seus diretores, Eduardo Leonardo, também estão na mira do MPE.
Arnaldo Negri não era só irmão. Ele era homem de confiança de Barjas. Este, por sua vez, sempre foi muito ligado ao governador de São Paulo, José Serra, tendo sido seu secretário-executivo no Ministério da Saúde. Assumiu a chefia da pasta com a saída de Serra para concorrer à Presidência. Após a derrota eleitoral do chefe em 2002, Barjas foi alocado por Geraldo Alckmin na presidência da CDHU entre janeiro de 2003 e maio de 2004, acumulando a função de secretário da Habitação. Barjas Negri também foi acusado de estar envolvido com o grupo chefiado por Darci Vedoin, dono da Planam, empresa que superfaturava a compra de ambulâncias com recursos do ministério, o famoso caso dos “sanguessugas”.
CPI
Motivados por esta e outras denúncias de corrupção na CDHU, deputados da oposição conseguiram protocolar um pedido de CPI para investigar o caso. A estratégia dos deputados é pressionar o máximo o governo para tentar evitar as constantes e corriqueiras manobras protelatórias do PSDB em São Paulo, que conseguiu impedir e engavetar mais de 70 CPIs desde o governo de Geraldo Alckmin. O abafamento de investigações gerou um sentimento geral de impunidade e liberalidade da corrupção no Estado, uma vez que as denúncias e provas de desvio de recursos e superfaturamento nas obras da CDHU são antigas e datam da época em que o famoso Goro Hama, ex-presidente da autarquia, atuava por lá. Muitos contratos (1.152) do governo de São Paulo foram condenados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tiveram o seu trâmite interrompido pelo PSDB na Assembléia, que impediu que os processos chegassem ao Ministério Público. Somente da CDHU são 307, com indícios e provas contundentes de graves irregularidades e Barjas Negri foi responsável por 102 contratos condenados pelo TCE.
Um dos exemplos da certeza da impunidade é que, no caso descoberto pelo MPE, as mesmas pessoas e as mesmas empresas, mesmo com muitas de denúncias de corrupção, atuam há anos no Estado. Este é o caso de uma velha conhecida e também famosa por condenações no TCE, a Tejofran – empresa que realiza e “ganha” contratos para quase todos os serviços do Estado desde Mário Covas – que era a responsável pela medição e “fiscalização” das obras irregulares. Além disso, não é a primeira vez que o irmão de Barjas é acusado de corrupção na autarquia. Em 1999, Arnaldo Negri já havia sido apontado por uma auditoria da CDHU como participante de uma quadrilha que recomercializava unidades habitacionais construídas pelo Estado. Ele foi exonerado em 2001. Dois anos depois, quando seu irmão Barjas assumiu a direção do CDHU, ele foi reconduzido gloriosamente como gestor do Programa Habiteto para dar prosseguimento ao seu “trabalho”.
Dossiê
Abel e os tucanos
ISTOÉ Online, 18.10.06
PF e Ministério Público têm novos indícios das ligações do empresário de Piracicaba com o PSDB
Por Alan Rodrigues e Hugo Marques

Confirmação: encontro de Abel com o então ministro Barjas Negri e o prefeito de Jaciara, no gabinete do Ministério da Saúde, em Brasília (acima), confirma denuncia de Vedoin
A fotografia acima é um documento. Ela foi tirada no final de 2002, no gabinete principal do Ministério da Saúde e retrata um encontro de três amigos: o empresário paulista Abel Pereira, o então ministro da Saúde Barjas Negri e o prefeito de Jaciara (MT), Valdizete Martins Nogueira. É natural que Valdizete e Barjas se reunissem. Na ocasião, ambos tratavam da liberação de cerca de R$ 500 mil para a ampliação do hospital municipal de Jaciara. O problema é saber exatamente por que Abel Pereira estava no encontro. O empresário é apontado por Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam (a empresa que comandava a máfia das ambulâncias) como o elo entre o esquema dos sanguessugas e o PSDB, através de Barjas.
Tanto o ex-ministro como Abel negam essa relação. Os dois admitem que se conhecem, mas Barjas tem dito rotineiramente que nunca houve nenhuma ingerência de Abel na liberação de recursos do Ministério. A Polícia Federal, porém, já tem conhecimento de pelo menos um caso em que a participação de Abel foi decisiva para que dinheiro saísse do Ministério. Trata-se exatamente de um caso que envolve os três fotografados. Abel intercedeu junto ao Ministério para que R$ 495 mil fossem repassados ao prefeito para a ampliação do hospital. O dinheiro saiu em apenas 12 dias, um tempo recorde para a aprovação de convênios dessa natureza. Mas o interesse de Abel não era apenas o de ajudar um prefeito amigo a apressar o processo burocrático. A obra em Jaciara foi feita pela Cicat, única empresa a participar da licitação. O proprietário da Cicat é o próprio Abel.
“Temos indícios de que Abel participava não só na venda de ambulâncias superfaturadas, mas também em outros projetos que envolvessem recursos do Ministério da Saúde”, assegura um dos procuradores que investigam a máfia dos sanguessugas. Na terça-feira 10, a Justiça Federal de Mato Grosso quebrou os sigilos bancário e fiscal de Abel. Assim, a PF poderá começar a vasculhar a origem do dinheiro de Abel. Poderá descobrir, também, o exato destino dos mais de R$ 600 mil que os Vedoin disseram ter repassado ao empresário através de 15 cheques, como denunciou ISTOÉ no final do mês passado. Trabalhando em silêncio e com o reforço da área de inteligência, delegados e procuradores têm ciência de que Abel deixou muitos rastros para serem seguidos. “Abel é muito descuidado”, disse um policial envolvido com o caso. A polícia já marcou para sexta-feira 13 um depoimento de Abel, em São Paulo. Os delegados ainda não terão em mãos os sigilos bancário e fiscal do empresário, mas já sabem de todos os contatos que manteve recentemente com os Vedoin. O objetivo inicial será questioná-lo sobre sua participação na venda de um dossiê fajuto a petistas aloprados. A suspeita é de que Abel estaria tentando evitar que os Vedoin delatassem a participação de tucanos com a máfia das ambulâncias.
O cerco contra Abel também se fecha na CPI dos Sanguessugas, que se interessou em esclarecer a participação do PSDB. Em 19 de setembro, o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), pediu ao juiz federal Jéferson Schneider a cópia de “todo o material apreendido” pela PF, bem como os depoimentos prestados pelos envolvidos com a compra do dossiê da família Vedoin. O juiz autorizou. Mas a CPI recebeu um ofício, do dia 22 de setembro, no qual o delegado Diógenes Curado encaminha ao sub-relator Fernando Gabeira (PV-RJ) as cópias dos autos “escolhidas por vossa excelência”. A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB – AM) foi a Cuiabá na última semana e descobriu que vários documentos importantes não foram entregues à CPI. Na lista estão os autos de apreensão feitos nas buscas da PF, que incluem detalhes sobre DVDs, cópias de documentos e material de informática recolhidos. “Isso atrapalhou muito o trabalho da CPI”, diz Vanessa. O deputado carioca se defende: “Eu trouxe todos os documentos que o delegado me deu”, responde Gabeira. Além de Abel, os parlamentares da CPI investigam supostas ligações de Valdebran Padilha, envolvido na compra do dossiê, com dez empresas que operaram verbas federais e com o PSDB de Barjas e Serra. Em São Paulo, a PF vai investigar 215 contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) referentes a obras e serviços contratados pelo CDHU, empresa estatal que o ex-ministro Barjas Negri presidiu entre 2003 e 2004. Há suspeitas de que o próprio Abel esteja por trás de muitas dessas obras.
Boicote: em ofício à CPI, delegado confirma que apenas parte do material apreendido pela PFfoi entregue aos parlamentares

julho 22, 2008

Procuradoria Geral da República denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas

PRR-1 denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas
PGR , 22/7/2008
Além do prefeito, o Ministério Público Federal denunciou Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin.
A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou o prefeito de Novo Mundo, a 775 quilômetros de Cuiabá, por desvio de verbas públicas, fraude em licitação e formação de quadrilha. Nelson Baumgratz ( PPS ) é acusado de participar de esquema de comércio de ambulâncias superfaturadas com dinheiro da União que ficou conhecido como máfia das sanguessugas. Também foram denunciados Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin, acusados de coordenar as fraudes.Investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal apontam que os acusados montavam uma série de empresas-fantasma com o objetivo de forjar uma licitação e vender ambulâncias e equipamentos de saúde a valores bem acima dos de mercado. Em Novo Mundo, os equipamentos superfaturados, comprados em 2002, chegaram a 315% da média de preço cobrada pelos fornecedores. O prejuízo aos cofres públicos foi de 36 mil reais.
O procurador regional da República Paulo Vasconcelos Jacobina, autor da denúncia, explica que os Vedoin mantinham uma rede de contatos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir os recursos das ambulâncias: “Os agentes públicos aliciados pela quadrilha garantiam a aprovação de emendas parlamentares ao orçamento federal, emendas essas que destinavam verbas do Sistema Único de Saúde aos municípios envolvidos, justamente para aquisição das ambulâncias”.
A denúncia contra Nelson Baumgratz, Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin aguarda agora decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Se condenados, eles podem cumprir pena de até 15 anos de reclusão, além de pagar multa.
Inquérito 2008.01.00.031004-0/MT.

Procuradoria Geral da República denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas

PRR-1 denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas
PGR , 22/7/2008
Além do prefeito, o Ministério Público Federal denunciou Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin.
A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou o prefeito de Novo Mundo, a 775 quilômetros de Cuiabá, por desvio de verbas públicas, fraude em licitação e formação de quadrilha. Nelson Baumgratz ( PPS ) é acusado de participar de esquema de comércio de ambulâncias superfaturadas com dinheiro da União que ficou conhecido como máfia das sanguessugas. Também foram denunciados Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin, acusados de coordenar as fraudes.Investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal apontam que os acusados montavam uma série de empresas-fantasma com o objetivo de forjar uma licitação e vender ambulâncias e equipamentos de saúde a valores bem acima dos de mercado. Em Novo Mundo, os equipamentos superfaturados, comprados em 2002, chegaram a 315% da média de preço cobrada pelos fornecedores. O prejuízo aos cofres públicos foi de 36 mil reais.
O procurador regional da República Paulo Vasconcelos Jacobina, autor da denúncia, explica que os Vedoin mantinham uma rede de contatos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir os recursos das ambulâncias: “Os agentes públicos aliciados pela quadrilha garantiam a aprovação de emendas parlamentares ao orçamento federal, emendas essas que destinavam verbas do Sistema Único de Saúde aos municípios envolvidos, justamente para aquisição das ambulâncias”.
A denúncia contra Nelson Baumgratz, Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin aguarda agora decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Se condenados, eles podem cumprir pena de até 15 anos de reclusão, além de pagar multa.
Inquérito 2008.01.00.031004-0/MT.

Procuradoria Geral da República denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas

PRR-1 denuncia prefeito de MT envolvido no esquema da máfia das sanguessugas
PGR , 22/7/2008
Além do prefeito, o Ministério Público Federal denunciou Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin.
A Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR-1) denunciou o prefeito de Novo Mundo, a 775 quilômetros de Cuiabá, por desvio de verbas públicas, fraude em licitação e formação de quadrilha. Nelson Baumgratz ( PPS ) é acusado de participar de esquema de comércio de ambulâncias superfaturadas com dinheiro da União que ficou conhecido como máfia das sanguessugas. Também foram denunciados Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin, acusados de coordenar as fraudes.Investigações da Polícia Federal, da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal apontam que os acusados montavam uma série de empresas-fantasma com o objetivo de forjar uma licitação e vender ambulâncias e equipamentos de saúde a valores bem acima dos de mercado. Em Novo Mundo, os equipamentos superfaturados, comprados em 2002, chegaram a 315% da média de preço cobrada pelos fornecedores. O prejuízo aos cofres públicos foi de 36 mil reais.
O procurador regional da República Paulo Vasconcelos Jacobina, autor da denúncia, explica que os Vedoin mantinham uma rede de contatos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal para garantir os recursos das ambulâncias: “Os agentes públicos aliciados pela quadrilha garantiam a aprovação de emendas parlamentares ao orçamento federal, emendas essas que destinavam verbas do Sistema Único de Saúde aos municípios envolvidos, justamente para aquisição das ambulâncias”.
A denúncia contra Nelson Baumgratz, Darci José Vedoin, Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Alessandra Trevisan Vedoin aguarda agora decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Se condenados, eles podem cumprir pena de até 15 anos de reclusão, além de pagar multa.
Inquérito 2008.01.00.031004-0/MT.
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