Não tem nada a ver uma coisa com a outra, só pus um título desses porque sabia que a curiosidade é mais forte…e uma forma de não deixar a história dos documentos cair no esqucimento. Quer dizer, eles não foram encontrados ainda, né? Se não, quem tá comendo bola sou eu.
“Cinema e TV”? Tem a ver com o sensacional programa do Huck na TV, ou com os filmes protagonizados por Angélica, belas obras? Entragasse essa grana na mão do Zé do Caixão, que dava pra fazer uns 100 filmes.
Creio que seja saudável minha preocupação em saber, quando fico sabendo de alguma ONG ou Oscip, quem são seus parceiros, fundadores, mantenedores, ou seja, a capivara toda. Já que, no final das contas, o tema recebe atenção digna de mercer uma CPI.
Claro que com as Leis de Incentivo à Cultura, ou esse papo de Responsabilidade Social, fica bom para a imagem pública de uma empresa, tipo a Union Carbide ou a Pagrisa, cederem umas moedas em troca de um atestado de decência e idoneidade moral conferida automaticamente pela condição de “parceiro responsável da sociedade civil e voluntária de bem”. Você pode, por exemplo, comandar uma empresa cuja atividade seja extremamente poluidora – tanto a natureza da atividade em si, como a própria empresa em sua forma de lidar com o assunto – mas, por uma questão de imagem e até de vaidade, “contribuir” com uma dessas ONGs.
Sem contar que um empreendedor como você sempre vai dar um jeito de faturar com uma onguizinha fundada por você, e mantida com recursos também estatais, mas cujos cargos administrativos, diretorias, conselhos sejam preenchidos por pessoas que passaram pelos governos, ou passaram pelos governos e são seus sócios em empresas; ou, quando passaram pelos governos, agiram de forma que você e sua empresa acabassem sendo contemplados de alguma forma – até legal, frise-se – e, com esta grana, você ( sentimental, hein? ) viu que tinha o dever de repartir com os desvalidos; aí, criou uma ONG cujas atenções se voltam – exatamente – para os temas que transitam ao redor do negócio que você possui ( mas que só foi possível torná-lo [ o negócio ] real a partir da intervenção política do camarada em questão ) e convidou o sujeito para presidí-la…
Enfim, a imaginação é tudo!! Mãos à obra!! Faça a sociedade te amar, cooptando-lhe uma parcela entre os milhões à sua disposição, e induzindo-a a trabalhar em seu favor. E prepare o sorriso para as fotos em eventos beneficentes.
Bom, no site do Instituto Rolex achamos um monte desses parceiros, quase os mesmos de sempre: bancos, multinacionais, portais de WEB, Fundações, etc.
Instituto Sou da Paz: Fundado em 1999, O Instituto Sou da Paz tem como missão contribuir para a efetivação no Brasil de políticas públicas de segurança e prevenção da violência que sejam eficazes e pautadas pelos valores da democracia, da justiça social e dos direitos humanos, por meio da mobilização da sociedade e do Estado e da implementação e difusão de práticas inovadoras nessa área.
Instituto Criar: O Instituto Criar de TV e Cinema, é uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão contribuir para a inserção de jovens de baixa renda no mercado de trabalho, por meio de um programa de formação técnica, humanista e cultural na área do audiovisual.
Osesp: Fundada pelo maestro Souza Lima em 1954, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo ; Osesp – é a mais destacada orquestra da América Latina, sendo considerada como um novo referencial de qualidade e excelência nos campos da Arte, da Cultura e da Educação no Brasil.
Fundação Orsa: Criada em 1994, por meio do compromisso do Grupo Orsa com a sociedade brasileira e com a luta pela redução da desigualdade e da injustiça social no país, a Fundação Orsa tem como missão promover a formação integral de crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social e, para isso, está sempre em sintonia com novos métodos gerenciais e tecnologias que buscam o aprimoramento e a maior eficácia na ação social.
OBS: esse daqui merece maior atenção:
Fundação Orsa Institucional
O Instituto da Família: Fundado em 3 de abril de 2004, o Instituto da Família – IFA, instituição sem fins lucrativos, tem entre seus objetivos planejar, desenvolver, gerir, avaliar e disseminar o Projeto de Capacitação de Profissionais da área da Saúde com ênfase nos impactos que as relações infanto-parentais representam no desenvolvimento bio-psico-social da criança e sua família, desenvolver uma tecnologia social e materiais didáticos para profissionais ligados ao atendimento da criança e suas famílias, por meio dos resultados de pesquisas epidemiológicas, para diferentes localidades do país e contribuir com políticas públicas e/ou outras organizações com os dados levantados e analisados durante os cursos, os atendimentos clínicos e supervisões.
Bom, né?
E as áreas de atuação de tão prestigioso escritório? Mais uma vez, destaco uma, dentre as várias:
Privatizações
“O processo de desestatização dos serviços de interesse público representou um dos acontecimentos mais relevantes da história econômica recente do País, tanto em termos de seu acréscimo de qualidade e de sua universalização, como em termos da movimentação de capitais privados que ensejou.
LILLA, HUCK, OTRANTO, CAMARGO E MESSINA participou de importantes operações de privatização, assessorando seus clientes desde as fases de pré-classificação dos leilões, até a elaboração de contratos societários para formação de consórcios, aconselhando-os durante todas as fases de cada processo.
Com uma política de atendimento integrada que envolve suas áreas de Direito Administrativo, Societário, Contratual, Tributário, Ambiental e seus departamentos especificamente dedicados à Regulação, o Escritório permanece estruturado para a assessoria em privatizações, notadamente diante da provável agenda governamental de concessão de serviços de saneamento básico à iniciativa privada, bem como de realização de uma nova rodada de desestatização de rodovias.”
Bom, por enquanto é só.