ENCALHE

fevereiro 6, 2008

Agente do FBI entrevistou Saddam Hussein, revela programa da CBS

Filed under: 60 minutes ( CBS ), FBI, George W.Bush, imprensalão, Iraque, livros, Saddam Hussein — Humberto @ 9:41 pm
Redação Portal IMPRENSA
06/ 02/ 08
George Piro, agente especial do FBI, entrevistou Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque, durante sete meses, enquanto o ex-ditador estava na cadeia. A informação, exclusiva, foi divulgada pelo programa americano “60 Minutes”, da CBS. Uma entrevista para a posteridade, só agora revelada nos Estados Unidos.
O primeiro encontro ocorreu no 13 de Janeiro de 2004. Piro, nascido em Beirute, no Líbano, fluente em árabe e estudioso do terrorismo, teve que conhecer toda a vida de Saddam para ganhar a simpatia do interlocutor e poder entrevistá-lo. No entanto, bastou citar os quatro livros do prisioneiro, que gostava muito de ser ouvido declamando os poemas que passara para o papel nos bons tempos, para conquistá-lo.
Piro acabou ficando com muitas informações preciosas de Saddam, enforcado no dia 30 de Dezembro de 2006. Na entrevista que concedeu ao programa 60 Minutes, Piro admitiu que, no momento da condenação, Saddam se emocionou. “Vi-o a chorar”, garantiu o agente do FBI.
Joe Persichini, subdiretor do Gabinete do FBI em Washington, afirmou que o trabalho do seu subordinado “é, provavelmente, um dos mais importantes da agência nos últimos cem anos”.
Com informações do Diário de Notícias.
Nota do Blog: Ora, e daí que Saddam escreveu quatro livros? Quantos livros o Mainardi publicou? E o FHC? E o Gabriel Chalita? E o George Bush?

fevereiro 1, 2008

Jaz São Paulo: Escola de Vila Zelina é acusada de jogar livros clássicos no bueiro! Eu estudei nessa escola. Pensei que, quando saísse, ela melhoraria

Filed under: cidade de São Paulo, escola pública, Literatura, livros, Vila Zelina — Humberto @ 1:27 pm
Escola pública de SP joga obras literários no lixo
Moradores da região da Vila Prudente, na zona leste de São Paulo, encontraram anteontem cerca de 400 livros que foram descartados pela Escola Municipal Ruth Lopes Andrade. Eram obras literárias de Federico Garcia Lorca, Machado de Assis e Guimarães Rosa, amontoadas em sacos pretos de lixo jogados próximos a um bueiro.
Moradores do bairro tentaram entrar em contato com a escola ao ver os livros na rua, mas a unidade já estava fechada. “Alguns livros chegaram a molhar porque foram jogados perto de um bueiro, mas a maioria estava em bom estado”, disse o contador Manoel Rodrigues , de 59 anos, que pegou do lixo O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, entre outros clássicos. Um dos moradores do bairro ligou ontem para a escola e obteve a informação de que as obras foram descartadas por causa de cupim. “É duro você ensinar para os filhos o valor da leitura enquanto uma escola comete esse absurdo. Os livros estão em bom estado.”
Circe Bittencourt, coordenadora do Programa de Banco de Dados de Livros Escolares Brasileiros da USP, afirma que não há nada que justifique a atitude da escola. A Diretoria Regional de Educação Ipiranga informa que, considerando a gravidade da denúncia envolvendo a escola, determinou uma apuração para esclarecer o que ocorreu. Por meio de nota, a diretoria informou que só a partir daí será possível saber o que houve. A escola não se pronunciou. As informações são do Jornal da Tarde.
MSN Notícias
COMENTÁRIO: Ainda que estivessem corroídos por cupins, brocas ou até mofados, não é – tão óbvio, pô – em bueiros ou córregos que deveriam ter sido despejados. Dupla burrice. Bom, vamos esperar para saber mais e melhor. Não sejamos injustos.

agosto 28, 2007

A cabeça do meu ( CENSURADO ), lazarento !!!!!

O agressivo título do post é apenas um recurso que usei para chamar a atenção.
Lendo ( bem de passagem) a Carta Capital desta semana, fiquei sabendo que um livro revela o verdadeiro caráter moral e ético do Brasil subterrâneo e oculto, porque feio e bronco.
Aquele, que usa Havaianas sem rubis e vive às voltas com o “apagão do busão”, o Apagão Educacional Continuado, o apagão da segurança para quem ocupa terras griladas e latifúndios improdutivos e para quem dorme na rua Tabatingüera, mora em favelas e bairros de subúrbio. Aquele que, ou fala um português rústico e limitado, ou fala um português rústico, limitado e cheio de gírias. Aquele Brasil que não pode, não sabe ou não consegue sonegar impostos ou promover uma engenharia contábil e tributária de qualidade, sempre objetivando optimizar os recursos, reduzir custos e gestar o orçamento. Ninguém é perfeito.
O que impede o Brasil de se tornar um horrível, desigual, violento, dantesco, ignorante, doente, pré-histórico, sujo e malvestido pedaço do Inferno, é a nossa, digamos assim, elite. Agradeçamos a eles pelo paíz que temos.
Quem é a elite brasileira? O que faz? Trabalha? Estuda? Usa cocaína? Joga contra o patrimônio?
É aquela parcela de cerca de cinco mil famílias que enche a burra com títulos federais? É a Hebe? Lê o Estadão e a Veja?
Apoiou o Golpe de 64? Fez Getúlio se matar? Não queria que o petróleo fosse nosso? Contrata uma empregada simplesinha e gostosinha para, entre as tarefas da casa, iniciar os filhos adolescentes na arte do amor? E para seus filhos espancarem-na na rua?
(…) Segundo o economista da Unicamp Marcio Pochmann, organizador do livro Atlas da exclusão social: os ricos no Brasil, há 1,2 milhão de brasileiros com renda mensal superior a R$ 11 mil, o suficiente para que sejam considerados ricos. “Dois terços deles moram no Estado de São Paulo”, afirma. Pelo menos 20 mil famílias vivem no País com mais de R$ 45 mil por mês, valor 130 vezes maior do que o salário mínimo. Esse grupo fez surgir um mercado específico: seis milhões de trabalhadores que dependem diretamente dos hábitos dos ricos. “São os profissionais do luxo e prestadores de serviços. O Brasil tem hoje, por exemplo, 1,5 milhão de seguranças privados”, enumera Pochmann. (…) ” .
Pois é. Tem um blog que se apresenta assim: “Nós somos a Elíte”. Com acento no “i”.
Então. A elite, segundo a matéria na Carta Capital e no blog do Eduardo Guimarães reza num sistema granítico de valores, um conjunto de regras morais e cívicas que os torna melhores do que o povão, aos olhos de Deus. Ela nos guiou até nos tornarmos o que somos hoje. Ou guiou a si mesma, tornando-se o que é hoje?
Moderna, iluminista, globalizada e elegante, além de obviamente muito mais inteligente que o restão da sociedade, nossa elite é apresentada de forma meritoriamente positiva pelo mais novo desmoralizador da Sociologia no paíz, o senhor Alberto Carlos Almeida, autor do livro ” A Cabeça do Brasileiro (Record; 280 páginas; 42 reais ) .
Que foi, recentemente, entrevistado no Roda Viva da TV Cultura de São Paulo. E que, até onde sei, teve seu livro resenhado pela Veja. Será um sucesso de vendas, se depender da classe-média ignara, público consumidor e razão de ser da revista da Abril.
Não faço idéia do que este cara fala, e nem sei se as avaliações que usei como referência conferem mesmo. Nunca li Gilberto Freyre ou Raimundo Faoro, nem Darci Ribeiro ou Sérgio Buarque de Hollanda. Conseqüentemente, jamais lerei o livro desse figura aí. Se acaso um dia eu quiser saber sobre o povo brasileiro ( sou um misantropo, já falei ) , os quatro que falei terão a preferência obrigatória. O Alberto eu deixo para o leitor da Veja.
Mas lembrei dum belo e contagiante artigo [ que reproduzo abaixo ] do professor ( na verdade, bem mais de um sobre o tema ) Carlos Lessa, em que ele louva as qualidades do povo brasileiro e propõe caminhos para saírmos da crise humana que assola a terrinha desde as caravelas. Não me parece que o ex-presidente do BNDES ( devidamente defenestrado por Lula, um pouco por causa da pressão exercida pela, digamos, elíte do paíz e seus ghost writers aboletados nas redações do imprensalão ) tenha a mesma simpatia pelos 0,01% da população, a quem chamamos de “elíte”. Lessa adora o povão. Como se pode notar, em seu discurso de despedida do BNDES, publicado no Bafafá On Line. E convence até um misantropo.
O Brasil tem Saída
Por Carlos Lessa,
janeiro de 2005
Todo o brasileiro deve ter acesso à felicidade de uma vida digna. O Brasil não pode escorregar para o medo do presente, nem para o futuro sem esperança. O brasileiro tem direito à dignidade e à segurança para si e seus filhos. A busca destes direitos é individual, porém cabe à sociedade estar organizada e aos governantes criar e velar pelas condições, de maneira que a busca não se frustre.
O emprego, a atividade e a renda adequados são pré-condições para a realização individual. A disponibilidade e o acesso aos bens e serviços básicos, a dignidade nos locais de trabalho e de moradia são essenciais a cada indivíduo para o exercício de vida produtiva e gratificante.
O Brasil, tendo como pano de fundo uma história multi-secular de exclusão social e de complacência de sucessivas gerações de elite de poder e de dinheiro, com gigantescas distâncias sociais, vive nos últimos vinte anos um crescimento rastejante e assiste à crise social mais grave de sua história. Para milhões e milhões de brasileiros foi dissolvida a esperança e instalou-se o medo na vida social. A nossa juventude, sem utopias e sem perspectivas, corre o risco de perder o ânimo. Os pais de família dormem intranqüilos quanto ao futuro. A matriz desta crise é o alto desemprego e o subemprego em níveis sem precedentes, acompanhado de marginalização social e índices crescentes de criminalidade e violência.
Frente a este quadro, as elites do dinheiro e do poder pretendem sua unificação cósmica com os seus pares internacionais, pelo consumo, pelo patrimônio e pelos padrões contratuais. Na sua visão global de Brasil, o reduzem a um mercado. Desconhecem e mesmo repudiam a brasilidade. Sustentam um processo político que adota a negativa explícita de encarar a crise como um desafio nacional, a ser superado pelo esforço combinado e coordenado dos próprios brasileiros. Assumem a crise social como inexorável subproduto da globalização e supõem sua superação num horizonte temporal indefinido, a partir do investidor estrangeiro.
O discurso recorrente dos governantes, no último decênio, tem sido que o Estado Brasileiro quebrou, portanto não pode formular, liderar e executar a parte central de um processo de desenvolvimento econômico e social. Este discurso apóia-se na idéia de que, na era da globalização, cabe ao capital internacionalizado resgatar o Brasil do subdesenvolvimento. O principal papel que se atribui ao Estado é criar as condições globais e parciais favoráveis à atração do investimento estrangeiro. Ao colocá-lo neste papel decisivo, do exterior surgem as regras de conduta que seus parceiros internos implantam. Declinam da formulação de um projeto nacional. Há neste discurso um misto de ingenuidade e má-fé.
Abrir mão da idéia de Nação é reconhecer-se a incapacidade de enfrentar a crise social. O atual espaço-mundo é aberto aos movimentos de mercadorias, capitais, empresas, tecnologias, informações, de gente rica. Veda a livre movimentação da força de trabalho. E as nações prósperas cada vez constroem barreiras mais cerradas às correntes migratórias. Isto estabelece como axioma que a questão social somente é superável com o fortalecimento da Nação. O refrão ideológico de que a crise social será resolvida pelo mercado supõe que o investimento externo é comprometido com o desenvolvimento nacional. Esta é uma suprema ingenuidade.
Se a Nação for um mercado em expansão, o investimento externo será por ele atraído. Porém, jamais será espontaneamente o criador deste mercado para o Brasil. O investimento externo foge e desconhece a pobreza. Não tem qualquer compromisso com a inclusão social. Se houver um projeto nacional, nítido e bem sucedido, será bem vinda a cooperação co-adjuvante do investimento estrangeiro, que aporte tecnologia e recursos. Confiar na sua iniciativa e liderança é permanecer passivo ante o drama social ampliado.
Há uma componente de equívoco político no que tange ao diagnóstico da crise e à proposta de sua superação. Fortes interesses, beneficiados pela política econômica, apoiam-se neste diagnóstico. O Brasil é vítima de uma relação de poder pela qual o aparelho do Estado, em sua instância de formulação e execução de política econômica, foi capturado pelas elites financeiras internacionalizadas que estabelecem o formato conveniente para seu próprio enriquecimento e hegemonia. A economia política brasileira transformou-se em uma máquina poderosa e eficiente de transferência de renda dos pobres para os ricos, logo de cristalização da exclusão social.
O grande capital financeiro, aqui reproduzido, estabeleceu as regras de sua própria internacionalização. Por força dos mecanismos de dolarização criados a seu favor pela elite do dinheiro dominante, a crise social é amplificada pela retração do setor produtivo e do trabalho, em relação às formas especulativas. Tal internacionalização financeira, com taxas básicas de juros reais nos níveis mais extravagantes do mundo, e com uma política fiscal contracionista e sufocante, agrava recorrentemente a crise social.
Fortalecer a Nação, robustecer o Estado Nacional e confiar nas próprias forças é ampliar o exercício de soberania, premissa básica de qualquer projeto para o Brasil. Cada estado é uma entidade política definida, inserida no espaço-mundo, do qual depende sob variados aspectos.
Soberania não é autarquia. As relações internacionais, multi e bi-laterais, são os veículos necessários desta soberania. Cabe exercitá-las com visão estratégica. O Continente sul-americano é ocupado por mais de dez países em situação equivalente ao Brasil. As linhas de força da geopolítica mundial empurram o Continente sul-americano e a África sub-sahariana para a periferia. Nestes espaços cresce a consciência de uma progressiva fragilidade. O Brasil tem que exercitar sua multi-lateralidade com as nações sul-americanas e africanas. Despojado de qualquer veleidade dominatória. Esta integração é co-constitutiva e alavanca um projeto nacional brasileiro. Devemos, simultaneamente, fortalecer todos os fóruns internacionais.
A crise brasileira à qual as práticas neoliberais nos levaram só será superada mediante a intervenção forte do Estado Nacional, à frente de um projeto centrado na questão social. Impõe o abandono do atual formato monetário-fiscal. A premissa é o reconhecimento de que o Estado democrático de direito é a instituição de construção do futuro. A cidadania política, pelo exercício do direito do voto, informado pela natureza da crise, pode implantar outro formato. Pode legitimamente acionar a seu favor o poder de regulação da ordem econômica, que é inerente ao Estado.
Não se propõe uma ruptura com o capitalismo. Mas se propõe, sim, uma ruptura com o neoliberalismo. Aqui não há contemporização possível, nada podemos esperar de bom das políticas neoliberais. O projeto para o Brasil tem que ser entendido como prioridade aos assuntos sociais, à inclusão de todos os cidadãos na plena cidadania civil, política e social e na regulação ética do uso de recursos e poderes públicos. Nacionalismo, sem vestígio de xenofobia, é a prevalência dos interesses nacionais na construção das decisões públicas.
No caso brasileiro é fundamental a homogeneidade lingüística e cultural da Nação. Em simultâneo, deve ser propiciado o acesso da população nacional às culturas do mundo. É chave do projeto nacional aperfeiçoar todos os estágios do sistema educacional.
Fortalecer a organização produtiva exige novos protagonistas econômicos. Os diversos agentes que compõem a chamada economia solidária devem ser incentivados. Em simultâneo, cabe principalizar as micro, pequena e média empresas, estimulando formas de cooperação que permitam a constituição de agregados produtivos equivalentes à grande empresa. Tais agregados, denominados arranjos produtivos locais, têm o mérito de uma aderência indissolúvel com a Nação. Seu controle não é transferível para o exterior, nem pretendem sua multi-nacionalização. Finalmente, é prioritário o desenvolvimento científico-tecnológico como dimensão crítica de pertencer e participar no espaço-mundo atual.
É premissa maior do projeto nacional a certeza de que o Brasil pode ser palco de uma civilização do bem-estar. A partir do estágio de desenvolvimento de forças produtivas já alcançado, da disponibilidade de recursos a incorporar e da competência acumulada por nossa gente, poderemos atingir em tempo relativamente rápido padrões dignos de uma nação civilizada.
Repudiamos o uso recorrente do alto desemprego como instrumento de estabilização de preços. É uma afronta ao próprio corpo político da Nação que grande parte dos brasileiros estejam afetados, direta ou indiretamente, pelo desemprego e o subemprego. A estabilidade deve ser matéria de construção de acordos e pactos entre os atores da vida brasileira. A política econômica a que estamos submetidos sufoca qualquer perspectiva de retomada sustentável do crescimento da economia. Este horizonte é particularmente sombrio para a juventude brasileira, na qual se concentra a maior proporção de desocupados. Cerca de 60% dos jovens de 14 a 25 anos não trabalham nem estudam e estão ativamente procurando emprego.
Está em nossas mãos, a partir de uma virada na política econômica a favor da maioria brasileira, implantar no Brasil o estado do bem-estar social, onde a cidadania goza e exerce direitos básicos de saúde, de educação, habitação, saneamento e lazer. Estes direitos sociais têm que ser garantidos para todos os brasileiros, inclusive para os que não têm herança ou são portadores de deficiências.
Todo aquele que assim o desejar deve ter direito ao trabalho remunerado e exercer uma atividade produtiva e gratificante. Disto emana uma diretiva forte para os planos de longo prazo. Têm que ser priorizados os serviços públicos essenciais, bem como todas as atividades ligadas às cadeias produtivas de bens e serviços da canastra popular. Embora a felicidade seja um conceito subjetivo, a ausência de condições materiais mínimas inviabiliza a realização pessoal de muitos compatriotas.
Tem o Brasil um povo tornado admirável. Objeto de desatenção crônica foi capaz de, no exercício de uma sobrevivência difícil, desenvolver traços generosos. É um povo sem arrogância. Não afronta ninguém com a exaltação de suas qualidades e diferenças. Pelo contrário, está sempre aberto à recepção do que lhe chega e de quem chega. É propenso a trocas sincréticas com as demais culturas e visitantes. Para sobreviver, assimila e é extremamente criativo. Sendo precária sua inserção no mundo do trabalho, valoriza o lugar de moradia. Faz do lugar o espaço de uma permanente socialização e desenvolve mecanismos de solidariedade. Não basta emprego e renda para superar a pobreza. Para a qualidade de vida é necessária a conviabilidade.
Esta é uma qualidade adquirida e consolidada na alma do povo brasileiro. A propensão à festa gigantesca, multiduniária, aberta a todos e sem violência, é a evidência inequívoca de que esta é uma qualidade praticada pelo popular brasileiro. Temos um povo que, tendo reduzidos preconceitos étnicos e religiosos, é capaz de construir uma civilização que renegue a violência.
É fundamental que o brasileiro, por uma pedagogia política, amplie tudo o que sabe e que pratica no lugar, para o âmbito da Nação. Sua fidelidade ao lugar será o fundamento de sua adesão ao primado do interesse nacional e à necessidade da robustez do Estado soberano.
O pior legado do neoliberalismo não é, sequer, a atual tragédia social. É o rebaixamento de nossa auto-estima, fazendo com que muitos do povo acreditem não poder aspirar a uma melhoria de vida. O maior crime do neoliberalismo é matar a esperança dos brasileiros no Brasil como um todo.

“É cancelada a aspiração de uma melhoria de vida em conjunto com os demais. Esta possibilidade é reduzida a uma selvagem competição com seu irmão e com a rejeição da solidariedade.”
O massacre ideológico da auto-estima só favorece a reprodução de privilégios injustos, para e pelas elites dominantes. Esta situação é apresentada como uma fatalidade pétrea. É cancelada a aspiração de uma melhoria de vida em conjunto com os demais. Esta possibilidade é reduzida a uma selvagem competição com seu irmão e com a rejeição da solidariedade.
A saída da crise não será formulada, apoiada ou implementada pelas elites dominantes. Exige a mobilização das instâncias e contra-elites próximas do próprio povo. Este será um ano decisivo, porque precede a sucessão presidencial. Será um desastre histórico insistirmos em um novo ciclo neoliberal. Por isso mesmo, o presidente Lula deve reavaliar suas alianças e visitar seu diagnóstico político-econômico. Eleito para mudar, ou ele muda ou perde sua base social.
Temos confiança em que o povo irá em frente, em busca do um novo projeto nacional para o Brasil, independentemente do Presidente Lula. Um povo que, a partir de uma prolongada ditadura, constituiu a democracia política sem derramamento de sangue certamente será capaz de utilizar as liberdades políticas conquistadas para constituir pacificamente a inclusão social no Brasil.
Os signatários deste manifesto conclamam o povo a acreditar, em primeiro lugar, na sua capacidade de intervir politicamente. Reiteram sua fidelidade ao ordenamento democrático como instrumento básico de aperfeiçoamento soberano e arbitragem de conflitos. Estão convencidos da potencialidade do Brasil e da qualidade de nosso povo. Os signatários saúdam iniciativas do tipo da Aliança Nacional Pelo Pleno Emprego e a correspondente Frente Parlamentar, que visam a mobilização da sociedade para uma nova política econômica.

Sobre o texto
Este texto é o esboço de um manifesto em favor do desenvolvimento sustentado brasileiro, alternativo ao modelo vigente. Ele é resultado de uma conversa realizada na casa de Roberto Requião, governador do Paraná, em Curitiba, e que reuniu Carlos Lessa, Darc da Costa, o Brigadeiro Ferolla, Bautista Vidal e o jornalista Benedito Pires Trindade.
Lessa reduziu a termos a conversa e produziu este texto, para que o leitor comente-o, critique-o, enriqueça-o.
Mande seu comentário: consciencia@consciencia.net
Cidadania

março 8, 2007

TELECURSO: a nova relação de livros do Itamaraty para quem deseja seguir a carreira diplomática e representar o Brasilzão lá no estrangeiro !!!

Filed under: diplomacia, Itamaraty, livros, Roberto Adenuy — Humberto @ 3:17 am

UM HÍBRIDO FÉRTIL
Jarbas Passarinho


O IMBECIL COLETIVO I
ATUALIDADES INCULTURAIS BRASILEIRAS
Olavo de Carvalho

CONTRA O BRASIL
Diogo Mainardi

Tema: Silver is the New Black. Blog no WordPress.com.

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